Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal o Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Sem norte

O Brasil conta mais de 465 mil mortes em pouco mais de um ano de pandemia, hospitais estão à beira do colapso em todos os Estados. São quase 15 milhões de desempregados, multinacionais como Ford, Sony, Mercedes-Benz e Walmart, entre outras, saindo do País, quase 800 mil lojas do comércio fechadas, universidades federais sem recursos, a imagem internacional em frangalhos, a Floresta Amazônica sendo devastada pelo ministro do Meio Ambiente, a inflação dos alimentos, do aluguel, da energia elétrica e dos combustíveis em níveis intoleráveis. Enfim, uma verdadeira bomba-relógio prestes a explodir. Mas o presidente e seus ministros decidiram que é hora de trazer a Copa América para cá. Seria cômico se não fosse trágico. Isso revela, mais uma vez, que o governo está sem rumo, sem norte, sem noção, sem chão, sem condição... Não bastasse, vemos uma evidente manipulação de dados e informações para nos fazer acreditar que a economia está reagindo sob a batuta do ministro da Economia, que só sabe mentir e usar seus tentáculos no mercado financeiro em seus intentos de “feitiçaria” e ilusão barata. Jair Bolsonaro e Paulo Guedes estão destruindo o nosso bom destino.

SANDRO FERREIRA SANDROFERREIRA94@HOTMAIL.COM

PONTA GROSSA (PR)

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Manada

Enquanto a atenção dos brasileiros está desviada para a liberação da Copa América no País, qual é a boiada da vez?

GABRIELE DI GIULIO DIGIULIO61@YAHOO.COM.BR

SÃO ROQUE

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Desconfiança

Como não suspeitar de interesses sinistros, ao saber da decisão de trazer, de supetão, a Copa América para o Brasil, em meio a uma pandemia?

FRANCISCO EDUARDO BRITTO BRITTO@ZNNALINHA.COM.BR

SÃO PAULO

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Impichável

Imorrível? Com certeza, não. Todos somos mortais. Imbroxável? Também não, pois todos os homens estão sujeitos à ação do tempo. Incomível? Essa é uma questão de foro íntimo que não nos interessa. Impichável? Depois das manifestações de 29 de maio, sim. Essa é uma questão fundamental e urgente para evitarmos a nefasta polarização em 2022, que ameaça o Brasil de continuar afundando na degradação geral da política e da gestão que aqui se instalou a partir de 2003.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA JMOLIV11@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

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Pandemia

Na CPI

Em depoimento, ontem, a dra. Luana Araújo, infectologista que ficou apenas dez dias como secretária no Ministério da Saúde comandado por Marcelo Queiroga, revelou um fato espantoso, ao menos para mim: até onde tem conhecimento, ela era a única infectologista lotada na pasta! Ao ouvir tal absurdo me veio à lembrança que o ministro da Saúde anterior, o general Eduardo Pazuello, substituiu vários funcionários da pasta por militares, fato que foi muito comentado na imprensa na ocasião. Minha dúvida: será que ele trocou infectologistas por fardados...?

TOSHIO ICCIZUCA TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Opção pela inépcia

Assistir por cinco minutos à dra. Luana – defenestrada do cargo depois de dez dias – falando na CPI do Senado confirma o que já se sabe: gente boa, técnica, alinhada com a ciência não serve pra esse governo.

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Retardo deletério

Enterramos 59 mil brasileiros, vítimas de covid-19, no último mês. Em 136 dias, apenas 10% da nossa população foi totalmente vacinada. Enquanto isso, 39% da população do Reino Unido e 41% dos norte-americanos já foram imunizados. Como ainda não se conhece nenhum remédio contra esse vírus, a vacina é a única forma de reduzir a perda de vidas humanas durante esta pandemia. Isso significa, por óbvio, que política e ideologia cega não salvam vidas. Organizar e controlar a rápida vacinação no Brasil é a prioridade n.º 1, hoje.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Vacina não é remédio

É isso mesmo, vacina não é remédio. E não mata os vírus. A vacina contém vírus “falsos” que ativam as defesas naturais do organismo. O que mata qualquer vírus é o sistema imunológico, que produz anticorpos e estes, sim, matam o vírus. Sem saber disso, muitas pessoas acham que logo após se vacinarem já estão imunizadas, acabam se expondo e transmitindo o mal. Alguém tem de explicar isso claramente ao povo.

GILBERTO DIB GILBERTO@DIB.COM.BR

SÃO PAULO

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Mercosul

Superar as diferenças

Cumprimento o dr. Alberto do Amaral Júnior pelo artigo O futuro do Mercosul (31/5, A2), concordo plenamente com as premissas do articulista. O Mercosul deve ser visto não como política institucional de um governo, mas sim como política de Estado. O Mercosul não deve nem pode ter seu destino afetado por dificuldades, posições e ideologias de seus respectivos governos. Questões políticas não podem pôr em risco a consolidação desse relevante acordo comercial e da união aduaneira, que é um marco no relacionamento histórico de nossos países. Tanto foi investido na sua existência que em seu lançamento o bloco foi recebido com respeito e admiração por diferentes países. Portanto, temos de nos dedicar com maior intensidade à questão metodológica e superar eventuais diferenças, agravadas pela pandemia. Nossa relação com os países do tratado não é simples, mas particularmente com a Argentina não é uma opção, e sim uma necessidade para o fortalecimento recíproco. Somos mais fortes com o Mercosul do que sem ele.

ROBERTO TEIXEIRA DA COSTA TEIXEIRADACOSTAROBERTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MANIFESTAÇÕES

A respeito das grandiosas e ruidosas manifestações de rua anti-Bolsonaro realizadas na semana passada em mais de 200 cidades e em todas as capitais do País, bem como em Londres e Berlim, o negacionista presidente não conteve sua gaiatice e declarou, em tom de bazófia, que “faltou mais gente porque faltaram maconha e dinheiro”. Na verdade, os protestos foram provocados justamente por faltar vacinas, governo e vergonha na cara. Basta de Bolsonaro! Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VACINA E FUTEBOL

O 'Projeto S' (Estadão, A3, 2/6) pode ser alusão a Serrana, à Sinovac ou representativo da tortuosidade do caminho seguido para a imunização coletiva, não importa. Mas é um mérito do Instituto Butantan, que até outro dia estava na lista de privatizações do governador João Doria, não nos esqueçamos. A resposta dali inferida – de que a vacinação é a única solução para a retomada de alguma normalidade – é um contraste com a estapafúrdia realização da Copa América em nosso território, como muito bem avaliado pelo editorial Um país goleado, na mesma edição. Dentro das soluções sanitárias, passou da hora de mandar pelo esgoto a escória que ainda nos desgoverna.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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QUE CLOROQUINA QUE NADA!          

Novamente, o Estado de São Paulo sai na frente no enfrentamento à covid-19. Além de ser responsável por 80% das vacinas aplicadas nos brasileiros, agora resolveu vacinar, em massa, os moradores da cidade paulista de Serrana. O resultado foi excelente e muito gratificante, pois 75% da população da cidade foi vacinada e, assim, conseguiu reduzir os óbitos na ordem de 95%. Desalentado, o presidente Jair Bolsonaro, “fulo da vida”, se nega a comentar o sucesso do seu adversário político!         

 

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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CENAS BRASILEIRAS


Em depoimentos longos, a capitã cloroquina e a dra. Nise Yamaguchi tentaram convencer os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da eficácia do tratamento precoce, sem mostrar nenhuma sólida evidência científica. É a ideologia falando mais alto que a ciência. Na contramão, o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro aceitou a organização da Copa América no Brasil, faltando apenas doze dias para seu início! Provavelmente cada um dos participantes receberá um “kit covid”, já que, de acordo com a dra. Nise, a cloroquina é tratamento, enquanto que a vacina é prevenção. Temos recursos de sobra para gastar nessa Copa, já que o insensível capitão mandou “Quem quer mais auxílio vá no banco fazer empréstimo”. Um médico brasileiro fez comentários obscenos no Egito, aproveitando que a vendedora não entende português. Após ser detido pela polícia no caminho do aeroporto, o machão bolsonarista pediu desculpas; tarde demais. Parafraseando a máxima de Albert Einstein “Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez dos bolsonaristas. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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DESCULPE A VERGONHA QUE PASSEI...

É um pecado uma médica formada pela USP dizer que é especialista em imunologia, pediatria, oncologia, etc. Ainda bem que ela não afirmou que é microbiologista, nem parasitologista. Por isso, até pode ser perdoada por não saber conceitos básicos, como a diferença entre um vírus ou um protozoário. E é por isso que para a dra. Nise a cloroquina, usada para o tratamento de malária (protozoário) serve também para a covid-19 (vírus). Primeiro, ela precisa aprender o que é ciência básica. É muito triste ver uma profissional desse porte se perder, não ser humilde e ainda se confundir por falta de conhecimentos científicos básicos.

Mas, antes de mais nada, dá pena é dos seus pacientes.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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TRATAMENTO PRECOCE É COM VACINA

A dra. Yamaguchi diz que a cloroquina não serve se a pessoa já estiver contaminada pela covid-19. Ou seja, ela quer que todos tomem cloroquina para se prevenir do vírus. Dessa forma, a palavra tratamento está errada, pois não é tratamento, e sim prevenção, como uma vacina. Para confirmar sua ideia, poderia ela informar uma local onde todos tomaram cloroquina e ninguém pegou covid? Um local só, por favor. Mais uma pergunta: se é assim, porque recomenda o medicamento para aplicação em hospitais? E mais uma última: para prevenção, não é melhor tomar vacina em vez de ficar tomando cloroquina todos os dias? Por que não diz logo isso: tomem vacina? Pouparia tempo de todo mundo.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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 A CPI INVERSA

 Armada a tenda, eis então que a corja se senta. O Brasil e o mundo esperam com ansiedade e seriedade o desfecho sepulcral que seria imposto ao presidente Jair Bolsonaro. Mas o que se vê a cada sessão é o gotejar de ódio contra os convidados e depoentes que acenam a favor do presidente da República. A fala e o comportamento de Omar Aziz, Renan Calheiros e Randolfe Rodrigues escancara a personalidade ínfima de pessoas cuja índole é rastejante.


Jatiacy Francisco da Silva jatiacy@hotmail.com

Guarulhos


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MUITO TRISTE

Não são as infelizes escolhas do presidente, relator e vice-presidente da CPI da Covid, indiscutivelmente desqualificados para tal tarefa, em face de seus envolvimentos na justiça, com direito inclusive a desvios financeiros destinados à saúde, que resultaram até na prisão de parentes próximos de um deles, que causam perplexidade na sociedade, mas a passividade da banda não podre do Senado, que certamente existe, ao permitir, sem reação, que um descalabro dessa magnitude pudesse ser concretizado. Trata-se de um episódio tão depreciativo para o Parlamento brasileiro que dificilmente a tão decantada recuperação da credibilidade da instituição perante a população poderá ser restabelecida, mesmo em nível mínimo. O mais doloroso é que os integrantes do suspeito triunvirato encarregado de investigar a ação de órgãos e autoridades responsáveis por conduzir o difícil enfrentamento à pandemia serão, como sempre, reeleitos, pois dispõem – dentro do viciado sistema eleitoral que resiste a qualquer tentativa de reforma substancial – de cercados eleitorais cativos dos quais os votantes dificilmente conseguem se livrar. Tudo muito triste.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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NOSSO MALVADO FAVORITO

Renan Calheiros virou “Nosso Malvado Favorito” na CPI da Covid no Senado, tentando reabilitar-se, como o anti-herói do desenho, agora no papel de campeão antivilões da pandemia. Raposa mais peluda do Congresso Nacional, Renan sabe como ninguém como funciona o mundo político brasileiro. Já jogou em todas as posições no tabuleiro do Legislativo e do Executivo. Não conseguindo emplacar a presidência do Senado, tem agora a oportunidade de voltar ao protagonismo, onde domina todos os truques da arte e da ciência política. É candidato ao Oscar de melhor atuação do ano na ribalta do Congresso Nacional. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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OFERECENDO SOLUÇÕES


Quando questionado a respeito do auxílio emergencial, o presidente Bolsonaro foi curto e grosso: “Quem está precisando de dinheiro que faça empréstimo nos bancos!”. Simples assim.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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CARECE


Um manda, o outro obedece

Um obedece e nada acontece

Um obedece, o outro agradece

Assim um se empobrece

E o outro se ensoberbece

Não é isso que nos apetece

Como a coisa anda nos entristece e empobrece

É o que transparece,

a maracutaia não desaparece

Reconhece e recomece


Luiz A Bernardi luizbernardi51@gmail.com

São Paulo


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TESTANDO OS LIMITES


Diariamente, desde que assumiu a Presidência, Jair Bolsonaro tem agido para enfraquecer o STF, destruir o meio ambiente, abandonar os brasileiros na pandemia e a proeza mais recente foi levar Eduardo Pazuello a dar uma volta em um comício para desobedecer à regulamentação das Forças Armadas, contando com a covardia de quem deveria punir esse general que não merece o grau que alcançou. À medida que for empurrando os limites, chegará o momento oportuno para implantar uma ditadura em nosso país.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


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A INFRAÇÃO DE PAZUELLO

Segundo notícias de jornais, o Alto Comando do Exército se reuniu nessa quarta-feira para tratar da suposta crise causada pela participação de Eduardo Pazuello na manifestação de apoio ao presidente Bolsonaro, pois o Regulamento do Exército exige “autorização” para isso. Alguns generais (segundo as mesmas notícias) entendem que Pazuello deve sofrer algum tipo de punição; caso contrário “pode levar os outros oficiais da ativa a julgar que podem se manifestar livremente em atos políticos”. Essa é a típica falsa narrativa, armadilha que deve ser ignorada pelos oficiais generais, por várias razões. Cito algumas. A primeira, de elevada razoabilidade (goste-se ou não, mas é fato) é que a participação de Pazuello teve autorização implícita concedida pelo próprio presidente da República, que é a autoridade suprema das Forças Armadas, nos termos do art. 142, caput, da Constituição. O Regulamento prevê autorização, mas não diz a forma. Ante o imbróglio e o caso concreto, sugiro que o Regulamento do Exército seja aperfeiçoado nesse ponto, aclarando-o.  A segunda razão relaciona-se à suposta possibilidade “de outros oficiais da ativa” acreditarem que podem “se manifestar livremente em atos políticos”. É argumentação completamente falsa, pois os oficiais não são ingênuos. Todos sabem que a participação de Pazuello ocorreu em evento de seu comandante supremo, tendo por ele sido autorizado (pouco importa a forma). Se Pazuello tivesse comparecido a uma  manifestação de governador, de prefeito ou de parlamentar – o que não foi o caso –, é certo que teria transgredido o Regulamento do Exército, eis que não teria convite implícito nem explícito de seu comandante nem da autoridade suprema. Portanto, a suposta infração de Pazuello é uma infração impossível.


Milton Cordova Junior Milton.coprdova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


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O BRASIL ESPERA QUE O EXÉRCITO CUMPRA O SEU DEVER


O Brasil espera que as Forças Armadas cumpram o seu dever! Os criminosos da floresta estão realizando ações cada vez mais ousadas, fortemente armados, atacam os funcionários de órgãos públicos, civis desarmados do ICMbio e do Ibama. O Brasil espera que os generais do Exército dispam seus ternos e gravatas, vistam suas fardas e vão cumprir seu dever de preservar a Amazônia contra as ações dos mineradores ilegais. O Brasil espera que os generais da ativa removam seus traseiros dos gabinetes palacianos e partam para o campo de batalha, hoje, agora, imediatamente, prendam os criminosos da floresta e desmantelem as operações de garimpo criminoso que destroem as florestas  e os rios da Amazônia.    

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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A URGÊNCIA DE CRITÉRIOS PARA AS NULIDADES PENAIS


O advogado Daniel Zaclis aborda de maneira clara e oportuna a questão dos critérios para as nulidades penais em seu artigo A urgência de critérios para as nulidades penais (Estadão,Espaço Aberto, A2, 2/6). Afinal, a sociedade ficou chocada ao ver que numa canetada monocrática do Supremo Tribunal Federal (STF) anularam-se as condenações de Lula na Lava Jato, jogando por terra anos de trabalho em todas as demais instâncias, criando-se no mínimo uma enorme insegurança jurídica; sem contar o desperdício de enormes recursos públicos custeados pelo sofrido contribuinte brasileiro. O advogado Daniel Zaclis, assim como toda a sociedade, espera uma justiça menos custosa e mais eficiente. No mundo competitivo da atualidade os desperdícios da nossa cara e morosa Justiça não devem ser mais tolerados. 


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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A COPA AMÉRICA E O CORONA

Jair Messias Bolsonaro, presidente da República Federativa do Brasil, pensando nas conveniências do povo brasileiro, aceitou as dificuldades financeiras do Conmebol e recebe de braços abertos a Copa América, porque ele próprio entendeu, como especialista em saúde que é, que não haverá perigo de contaminações com a movimentação em decorrência das atividade esportivas. O povo saberá defender-se bem, e, afinal de contas, as suas vontades presidenciais serão atendidas e o divertimento do povo também. Somente os críticos de seu governo é que entendem haver perigo de contaminações! Ademais, os brasileiros precisam confiar em Bolsonaro, porque, por tudo o que tem feito pelo País, merece o título de confiável. Ou não?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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REVISÃO DA VIDA TODA


Os aposentados de todo o País fazem um apelo ao STF para que a revisão da vida toda seja estendida a todos os aposentados e não apenas  àqueles que aposentaram há pelo menos 10 anos. A justiça deve ser igualitária e não seletiva. Por que esta discriminação ?


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


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PIB CRESCE 1,2% EMPREGO NÃO


Se no ano de 2020, por causa da pandemia, o PIB do Brasil ruiu 4,1%, no primeiro trimestre de 2021, conforme divulgou o IBGE, o PIB cresceu 1,2%. Ou seja, bem acima da expectativa estimada pelos especialistas de 0,7%. O destaque foi para o setor agropecuário, que cresceu 5,7%, em razão do recorde de produção e alta das commodities. O setor industrial teve alta de 0,7%. Poderia ter sido maior, caso a indústria de transformação não tivesse problemas no período, com a alta de custos e falta de insumos, que resultou na queda de 0,5%.  Também o consumo das famílias caiu 0,1%, provavelmente em razão da alta do desemprego e da inflação acumulada de 7,2%, que está corroendo o orçamento familiar. Essa alta do PIB no 1º trimestre do ano foi insuficiente para alavancar o consumo das famílias. Outro fato agravante que vem prejudicando o nosso crescimento econômico vem desta medíocre gestão governamental e da conduta desumana na pandemia do presidente Jair Bolsonaro.  Com esse crescimento do PIB, entre 52 países desenvolvidos e em desenvolvimento pesquisados, o Brasil está em 22º lugar.  Já os nossos vizinhos Chile e Colômbia cresceram 3,2% e 2,9%, respectivamente, no mesmo período.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MÉDICO GROTESCO

Estão de parabéns as ativistas femininas egípcias e as autoridades daquele país por denunciarem e prenderem o médico brasileiro misógino que, com sua ofensa gratuita e grotesca à vendedora local, envergonhou a si próprio, sua classe profissional (médicos são, ou deveriam ser, humanistas por formação) e seu país. Melhor ainda considerando que o Egito, tradicionalmente machista por razões culturais, demonstra clara evolução na direção do respeito ao direito das mulheres. Exemplo para o mundo. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CATIVEIRO COMPORTAMENTAL


A inundação de posts na internet contínua e incessantemente mantém principalmente as camadas mais jovens e humildes da nossa população ocupadas com seus celulares nas mãos, realidade que observamos nas ruas de nossas cidades. Não é de estranhar que interesses variados usem essa forma de comunicação, para disseminar seus objetivos, sejam comerciais, políticos e até criminosos, no sentido de capturar adeptos de tais objetivos. Somente com uma política educacional de qualidade, para toda a nossa juventude, teremos condições de libertar nossa população desse cativeiro comportamental e cultural.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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