Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal o Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Exército derrotado

Muito triste ver que os pilares básicos do Exército Brasileiro,

a disciplina e a hierarquia, foram jogados no lixo no episódio do general Eduardo Pazuello. Nem parece aquele Exército que conheci, ainda que por pouco tempo, mas cujos ensinamentos básicos não esqueci. Ceder aos caprichos de um presidente de plantão, que quando militar saiu pela porta dos fundos para não ser expulso, faz pensar que tipo de militares temos hoje em dia.

ÉLLIS A. OLIVEIRA  ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA

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Ingerência indevida

A ativa participação do general Pazuello em claríssimo ato político realizado no Rio de Janeiro em 23/5 constitui frontal desobediência ao Regulamento Disciplinar do Exército. Portanto, sua não punição constitui inaceitável endosso à insubordinação. Desde o início de 2019 as Forças Armadas brasileiras vêm sendo crescentemente cooptadas para a subserviência a claras transgressões institucionais que vêm sendo praticadas pelo governo Bolsonaro. Essa cooptação foi obtida não só pela nomeação de cerca de 6 mil militares para cargos no Executivo, mas também pelas regalias concedidas à classe militar, via aumentos salariais e previdenciários – não concedidos à população civil. É isso o que acontece em ditaduras como as da Venezuela, Síria e Coreia do Norte. Em países de regime democrático, as instituições militares existem basicamente para proteger as fronteiras do país, e não para se imiscuírem em assuntos de competência dos três Poderes – Executivo, Legislativo, Judiciário –, como se a estrutura castrense fosse um autointitulado quarto poder. É absolutamente prioritário que a opinião pública brasileira se engaje maciçamente em reverter essa deformação institucional, visando a eleger em 2022 um novo presidente comprometido com o bem-estar público e a preservação da democracia.

CLAUDIO JANOWITZER CJANOWITZER@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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O preço da consciência

Os recentes acontecimentos políticos deixam claro à Nação que quaisquer desgastes e constrangimentos são facilmente absorvidos quando se trata de preservar cargos e mordomias, por consciências elásticas ou líquidas – para lembrar um conceito da atualidade. Simples assim. Têmpera, brio... Ora, ora!

CLÁUDIA SAMPAIO RONI CLARONI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Irresponsáveis!

Exército militante não é Exército e não serve à Nação, mas a grupo de interesses.

FLÁVIO RODRIGUES RODRIGUESFLAVIO@UOL.COM.BR

 SÃO PAULO

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Bando ou quadrilha

A foto do presidente Bolsonaro, em palanque no Rio de Janeiro, com Pazuello e seus asseclas gargalhando por terem passado por cima das determinações inerentes ao Exército, passa bem a imagem de bando ou quadrilha. Afronta a dignidade do povo brasileiro.

SILVIA TAKESHITA DE TOLEDO SILVIATTOLEDO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Forças acanalhadas

Que tristeza sinto agora, sempre me maravilhei com as Forças Armadas, principalmente o Exército, mas o comandante passando a mão na cabeça desse militar é uma afronta à minha pessoa, significa que está sendo permitido qualquer ato de falta de disciplina. Até isso o “mito” acabou estragando. E o pior: votei nele.

JOSÉ JORGE CANELLA APVIVI@UOL.COM.BR

VINHEDO

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Desforra humilhante

Bolsonaro é como morcego, alimenta-se do sangue alheio. Começou esvaziando a Justiça, forçando a saída de Sergio Moro; em seguida foi a Saúde, ao demitir Luiz Henrique Mandetta. E, como morcego rancoroso que é, agora pôs o Exército a seus pés, vingando-se por ter sido defenestrado há 30 anos. De agora em diante, já estará desinteressado de juízes, médicos e militares, que vão cair no ostracismo, pois o apetite de morcego se dirigirá a outros fornecedores. Vamos ter de ter muito estômago para conviver com isso até o fim de 2022.

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Soldados e milicianos

O julgamento do general Eduardo Pazuello definiu que o Exército é mesmo do presidente Jair Bolsonaro, e não do Brasil. Agora qualquer militar poderá participar de movimentos políticos e a milícia vai estar cada vez mais ativa contra as passeatas da oposição. Não vai ser nada fácil tirá-lo do poder.

ALROGER LUIZ GOMES ALROGER-GOMES@UOL.COM.BR

COTIA

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Impeachment já

Srs. senadores, deputados, ministros do Supremo Tribunal, autoridades, empresários deste país abusado, acordem. Quem sabe faz a hora e encontra a terceira via, não espera golpe. Avacalhou, impeachment já!

TANIA TAVARES TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nem um, nem outro

O professor Eugênio Bucci,

no artigo O dilema está nas ruas (e nos jornais), de 3/6 (A2), como sempre, bate duro na direita radical. Ele critica, com toda a justiça, a sanha totalitária do nosso desgovernado presidente e apresenta todo o restante do espectro político como uma democrática oposição, negando um radicalismo de sinal trocado. Cita, en passant, os casos de corrupção da esquerda como algo secundário em face da preservação da democracia. Entretanto, para focar apenas na pandemia, se a Bolsonaro podem ser imputadas dezenas de milhares de mortes, a cleptocracia do lulopetismo não fica atrás na culpa, com o desvio de bilhões de reais que poderiam ter sido investidos em hospitais e escolas, mas foram parar em projetos de poder e de enriquecimento pessoal dos amigos

do rei. O Brasil não pode aceitar outro desgoverno, seja a continuação do que temos hoje, seja a volta do lulopetismo.

CÉSAR GARCIA  CFMGARCIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DIA DO MEIO AMBIENTE

O dia de hoje, Dia do Meio Ambiente, nos faz refletir sobre o planeta que estamos deixando para as próximas gerações. Ou ainda não nos damos conta do tamanho da crise ecológica que as novas gerações herdarão pela irresponsabilidade com que tratamos o meio ambiente? E é justamente o lucro dos ricos que cria um modelo de consumo que todos perseguimos, agredindo e sugando o sangue da Terra. 

José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhos@gmail.com

Brasília

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EXÉRCIO OBEDIENTE

O Estado Democrático de Direito está ameaçado: um manda, o capitão Bolsonaro, e o outro obedece, o Exército Brasileiro. Oremos.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DESCRÉDITO

Até tu Exército? É o que a sociedade está se perguntando ao  ver que as regras por aqui são letra morta até no Exército, quando se trata de julgamento de autoridades poderosas como mostra matéria Exército livra Pazuello de punição por ir a ato político (Estadão, A4, 4/6). Foi o caso do impeachment da presidente Dilma, quando a figura do juiz natural ficou acima da Constituição, ao não aplicar a perda de direitos políticos. É também o caso frequente quando deputados e senadores blindam seus pares, e até o Supremo Tribunal Federal (STF) tem seus casos. A sociedade espera que nossas instituições um dia venham a cumprir aquilo que está escrito e exigem de todos.


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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DE CAXIAS SEMPRE


Não há dúvida alguma de que o comandante do exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, optou pela solução “menos ruim” ao decidir não punir Eduardo Pazuello. A reação do impulsivo presidente Bolsonaro poderia ter consequências mais graves e imprevisíveis se seu amigo e ex-ministro fosse enquadrado de alguma forma. Esse tipo de acomodação não significa necessariamente submissão das Forças Armadas ao presidente, tampouco que o Exército seja dele. Em plena crise sanitária e econômica e com as eleições cada vez mais próximas, é preciso agir com calma e inteligência e, literalmente, controlar Bolsonaro até o fim do seu mandato para, aí sim, defenestrá-lo pelo voto. Não haverá perigo se as instituições permanecerem sólidas. O Exército será sempre de Caxias. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CALADO GANHARIA MAIS


O general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ao justificar a sua decisão sobre o caso Pazuello, não ficou desgastado somente nos meios militares. Seria preferível que deixasse para o “encantado comandante supremo” a revogação de uma justa e por todos esperada punição, e, com a cabeça erguida, saísse do Comando do Exército. Não causaria a vergonha que a maioria dos brasileiros está sentindo. Entre manter a honra ou acreditar no “blefe” autoritário, apostou no pior. A instituição Exército Brasileiro  não pode caminhar ao lado de politiqueiros incompetentes que só pensam no poder. Por muito menos mandaram o ex-presidente Goulart ir tomar chimarrão no Uruguai.

Todos os militares, da ativa ou não, que fazem parte da tropa bolsonariana sabem das reais intenções  do “chefão”. O povo ordeiro também!!!

A história ainda é recente e sabemos o que significa regime totalitário civil ou militar. Não aceitaremos nenhum dos dois. O verdadeiro brasileiro patriota é muito bravo e destemido. Sem precisar de farda ou caneta Bic.

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Rogerio Amir Rizzo rizzomoreno41@gmail.com

Praia Grande


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ESTAMOS FRUSTRADOS


A decisão do comandante-geral do Exército em não punir um general da ativa, flagrantemente transgressor, certamente vai afetar a regra básica das fileiras militares: a disciplina. O ato equivale a bombeiros jogarem gasolina para apagar um fogo e alegarem que não era fogo e, sim, chamas. A defesa do general “gordinho”, assim chamado pelo comandante em chefe das Forças Armadas, arguiu que o evento não era político, ignorando a realidade factual demonstrada pelas imagens exibidas em todo o Brasil. E a frustração é maior ainda ao se constatar que a imagem da Força Terrestre foi amplamente maculada ao aceitar a recorrente afirmação presidencial de “meu Exército”, agora associada com a indisciplina de um oficial general, passando a impressão de que essa instituição permanente, até então muito bem avaliada, está a serviço de um governo transitório, marcado por desnecessárias insurgências contra nossa ordem constitucional. Portanto, tal decisão, associada aos fatos narrados, nos conduz para um único sentimento: estamos frustrados.  


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto SP 


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PARA A SARJETA


O general Carlos Alberto Santos Cruz  se disse envergonhado pela decisão do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello por sua manifestação política ao lado do presidente Bolsonaro, e que o presidente procura desrespeitar, desmoralizar pessoas e enfraquecer instituições. Por sua vez, Bolsonaro parece querer ameaçar aqueles que julga ameaçarem  sua posição política ao afirmar que a opção a ele seria a volta do ex-presidente Lula ao poder. Que seja! Ao menos não mais seriam destruídas a Amazônia e o Pantanal, as populações indígenas e quilombolas e, ainda, não assistiríamos mais a desfiles militares por palanques de uma direita que se desvia, incontinenti, para a sarjeta.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOLA DA VEZ


O “comandante em chefe” consegue conspurcar tudo. Faz virar certo o que é errado. E as Forças Armadas são a bola da vez.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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‘O PERIGOSO AFASTAMENTO DA POLÍTICA’

O editorial do Estadão de 4/6 discute a  pesquisa que aponta o desinteresse de 2/3 dos paulistanos por política. Independentemente das razões alegadas, a origem do sentimento vem de longe, do tempo em que o assunto era privativo das oligarquias, depois dos liberais advogados e militares e, finalmente, o butim foi socializado permitindo o acesso de corporações funcionalistas, sindicais, confessionais e/ou novatos adquirentes de velhos vícios. Essas categorias foram se perpetuando em cadeia por meio de feudos, o que afasta quem não pertence a nenhuma delas. Disso decorrem algumas crenças de que política é para profissionais; para quem não presta; para ladrões; não me sinto representado ou, simplesmente, detesto política. Infelizmente corrigir esse desinteresse depende, entre outras coisas, de leis que impeçam reeleições sucessivas; de educação escolar e familiar que preguem a importância de participar do processo em benefício do interesse comum; finalmente, da porção da juventude  que tem todos os serviços públicos (urbanos, educação e outros) como fato dado que dispensa seu envolvimento.  Enfim, é uma questão como tantas outras do patropi, que teria de ser redesenhado para recomeçar do início. Principalmente, a partir de uma mudança genética.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

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POLÍTICA INDISSOCIÁVEL DO SER HUMANO

Talvez o maior problema por trás da pesquisa que mostra O perigoso afastamento da política (Estadão, 4/5, A3) seja o da percepção de que política é apenas a partidária, eleitoral e governamental. Isso per se já é preocupante, pois viver é tomar partido e a política é indissociável de nossa condição humana. As pessoas estão, portanto, se afastando de toda e qualquer discussão para tomada de decisões, sejam as de melhorias no bairro, sejam as de transporte, segurança, educação, saúde, lazer, etc., delegando-as a outros. Voltaremos à prática da cidadania limitada a saber cantar o Hino Nacional


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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LULA E BOLSONARO SE ANULAM

O ex-presidente Lula pode derrubar o presidente Bolsonaro, bastaria Lula confessar algum de seus crimes e se tornar inelegível. Com Lula fora do páreo, o governo Bolsonaro desmorona. Sem a fantasia da ameaça comunista, nada justifica a permanência de Bolsonaro na Presidência da República, muito menos sua reeleição. Lula não deve voltar para a cadeia, já cumpriu parte da pena, tem idade avançada, a perda de seus direitos políticos seria uma punição oportuna e suficiente. Uma vez fora do governo, Bolsonaro e os generais golpistas de seu governo devem enfrentar, além da justiça comum, a Corte Marcial. Os militares voltariam para os quartéis e o Brasil seria obrigado a eleger alguém fora dessa polarização de ignorância e incompetência representada por Lula e Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RENAN E BOLSONARO

Renan Calheiros é muito esperto. Tê-lo como inimigo ou adversário é arranjar encrenca para o resto da vida, e no momento, atuando na CPI, o seu alvo é Bolsonaro. Renan entende profundamente de política e seus meandros, principalmente do Senado, onde ininterruptamente atua desde 1995. Renan está envolvido em 9 processos, sabe da morosidade judicial e como postergar julgamento, além de, pela sua faixa etária, daqui a pouco mais de quatro anos qualquer pena que lhe seja imposta ficará reduzida.  Enfim, Bolsonaro, na sua pretensão de reeleição, está em maus lençóis.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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DEMONSTRAÇÕES DE DESPREPARO E DESPREZO AO QUE É CERTO

O ministro Pontes realizará em Bauru, neste final e semana, uma visitação ao Mockup da Cápsula Soyuz TMA no Aeroclube da cidade. Tudo idealizado pela Fundação Marcos Pontes.

Difícil acreditar que, em plena pandemia, o astronauta ministro vai realizar um jantar para 200 convidados num buffet de um ex-vereador da cidade. Embora a organização garanta que seguirá todos os protocolos de segurança sanitária, a sociedade se pergunta: mas não estão proibidas as festas em virtude de não podermos aglomerar?

Os buffets da cidade não estão realizando festas de aniversário, casamento e toda as demais justamente em respeito aos decretos impostos pelo Estado e município? Por que um ministro pode? Qual a diferença entre ele e os demais brasileiros que pagam impostos e estão sob as mesmas leis?

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

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SILÊNCIO FÚNEBRE

As ruas mostram a crise. Dizem que é das instituições. Dizem que é entre poderes. Dizem, e sabem, que a maior crise é a falta de vergonha das ditas “otoridades”. Delas, nenhum pio. Silêncio absoluto, sepulcral. Como o das quase 500 mil vítimas. Até agora.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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 ‘MARIA FOFOCA’

"excepcional" ministro Ricardo Salles – por determinação da ministra Cármen Lúcia do STF –, disse à Procuradoria-Geral da República que atendeu ao pedido do general Luís Eduardo Ramos, no caso da apreensão de madeira irregular contrabandeada do País, na ordem de mais de 226 mil m³, cujo valor ultrapassou os R$ 129 milhões. Lá atrás, o excepcional ministro chamou o general Eduardo Ramos de Maria Fofoca”. Na verdade, com esse retrospecto, tudo não deixa de ser muito excepcional mesmo. Pobre Brasil que é dilapidado diariamente por irresponsáveis. Misericórdia!         

 

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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GANGORRA

Alvissareira foi  a divulgação do crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre, apesar da crise pandêmica. A economia cresce, o consumo de carne cai, o desemprego patina e a insatisfação contra o governo Bolsonaro assemelha-se a um caminhão na banguela. Quase meio milhão de óbitos, CPI, omissão na  aquisição de vacinas, palavreado chulo, insistência contra o isolamento social e a favor da cloroquina colocam Bolsonaro na guilhotina, mesmo com a recuperação da economia. É o fim do palmito.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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 DÉCADA A SUPERAR


É o desafio brasileiro, segundo as observações corretas e francas na matéria da revista britânica The Economist publicada em O Estado, destacando-se a abordagem de que Bolsonaro não é a única razão para estarmos no buraco, mas sem dúvida determinante. Serão necessários muitos trimestres fortes como o relatado em 1º de junho para nossa resiliência. E o presidente fica com piadinhas, como a transformação dos vacinados em jacarés. Infelizmente, tivemos uma nova e promissora Constituição, em 1988, e um excelente plano monetário, mas não florescemos, como seria esperado. Governos praticaram erros irremediáveis, como a não realização de uma reforma liberal; não se investiu para aumentar a produtividade quando estávamos equilibrados; os políticos impedem as reformas que podem inibir a corrupção; e demos ao mundo uma lição do que não se deve fazer no combate ao vírus da covid-19, com resultados desastrosos. Há um longo caminho pela frente, que seria abreviado com o impeachment,  concluiu a conceituada revista do mundo ocidental. 

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com

São Paulo


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‘THE ECONOMIST’


A partir do refinado linguajar dele, é possível imaginar a frase por ele dita em relação à matéria de The Economist.


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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SEGURANÇA CIBERNÉTICA

A partir do ano passado, com o início da pandemia, muitas empresas se tornaram mais inteligentes, mais remotas e mais digitais. Foi um processo que começou e que tende a continuar cada vez mais.  Isto fez que nossa dependência em relação à tecnologia e nossas vulnerabilidades aumentassem consideravelmente. A questão de ataques cibernéticos e como se proteger deles passou a ser tão real como o é a questão da segurança física das empresas. E pequenas e médias empresas não são exceção quanto a isso. A grande diferença é que os recursos destas empresas para se defenderem são bem menores e também a capacidade de se recuperar em caso de ocorrerem ataques mais sérios. Há muito que fazer para diminuir estes riscos, começando por ter em cada empresa alguém que seja o responsável pela questão da segurança cibernética.


Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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