Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal o Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2021 | 03h00

 Desgoverno Bolsonaro

Vai passar

O capitão de pijama Jair Bolsonaro é um renitente avacalhador. Tentou e não conseguiu avacalhar a pandemia – para ele, “uma gripezinha”. Tentou também e não conseguiu avacalhar o Itamaraty, pretendendo nomear o filho fritador de hambúrguer embaixador nos EUA. Agora está tentando avacalhar de vez o Meio Ambiente, segurando o ministro Ricardo Salles, que só perderá o cargo quando for preso. Mas a mais sórdida das avacalhações é a que está impondo ao glorioso Exército Brasileiro, obrigado a engolir os novos paradigmas de ordem e disciplina, proibido de punir as fuleirices do apaniguado general intendente Eduardo Pazuello, o “nosso gordinho”, que empesteou o Ministério da Saúde e agora virou estrategista, abocanhando uma sinecura de R$ 17 mil por mês na Presidência da República. Átila passou, Nero passou, Hitler passou. Bolsonaro também passará.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO HLC.CONSULT@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Amarelou

Formado para defender o País de inimigos, o bravo Exército verde-oliva amarelou ao deixar de punir a desobediência do general da ativa Eduardo Pazuello. Uma vergonha!

VICKY VOGEL VOGELVICK7@GMAIL.COM

*

RIO DE JANEIRO

Gordinho trapalhão

Como o Recruta Zero das revistinhas, Pazuello faz trapalhadas no Exército e não tem punição. Nem Alto Comando.

CARLOS GASPAR CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Vergonha

Sou bisneto de um general que comandou o Exército Brasileiro por nove anos, foi juiz do Superior Tribunal Militar e escreveu sete livros de História. Foi também, por poucos dias, chefe da Junta de 1930. Um homem íntegro, corajoso, que ainda jovem fez parte do grupo que proclamou a República. Morreu pobre, na casa da neta. Imagino seus ossos se revirando de horror ao saber da desonestidade e covardia de seus sucessores, que deslustram o legado de Caxias, ao se submeterem aos esgares de um tenentinho vulgar e primário. O Alto Comando precisa ser lembrado da proposta de Constituição imaginada por Capistrano: “Artigo único – Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara”.

GERALDO FORBES

SÃO PAULO

*

Cúmplices de joelhos

A lamentável e inaceitável decisão do Exército de não punir um general da ativa que participou de incontestável manifestação golpista deixa nossas Forças Armadas como cúmplices da política sanitária (sanguinária) de Jair Bolsonaro, levada a cabo por seu fantoche Pazuello. Trata-se da maior manifestação de covardia da nossa República, com direito a tratarmos essa caterva militar pela alcunha usada pelo presidente quando se refere a nós, brasileiros que nos resguardamos em casa da contaminação pelo vírus da covid: “maricas”. Como puderam pôr-se de joelhos para um capitão que saiu com desonra do Exército, por atentado terrorista? E o que dizer desse general Paulo Sérgio, que chegou com a credencial de ter gerenciado a política para tratamento da covid entre os militares, com resultados surpreendentes? Acovardou-se diante de dois maus oficiais? Se a postura do Exército é essa, em quem confiar no Brasil de hoje?

DENISE A. GORAB LEME GORABLEME@UOL.COM.BR

SÃO BERNARDO DO CAMPO

*


‘Maricas'

Infelizmente, chegamos à conclusão de que estamos contando cada vez mais “maricas” no País. E agora nas fileiras do Exército, tal como há pouco mais de três décadas, envolvendo o mesmo elemento que hoje finge governar o Brasil. Errar é humano, repetir o erro é insano. E é isso que está acontecendo. Pois, para não punir militar que confessa ter cometido um erro, só pode haver uma razão: tremeram na base – os membros da tal “junta disciplinar” que decidiu pela não punição e, em especial, o comandante do Exército. Vergonhoso e patético. O Brasil precisa de generais, não de genéricos, no comando de nossas Forças. Chega de lacaios incompetentes e covardes, incapazes de aplicar as claras regras vigentes.

GUILLERMO ANTONIO ROMERA GUILLERMO.ROMERA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Devolva a nossa grana

A justificativa do Comando-Geral do Exército para não punir Pazuello foi a de que a manifestação de que ele participou não foi um ato político. Foi o quê, então? Existe ato público com a presença do presidente e outros políticos, com aglomeração de centenas de motociclistas militantes embandeirados, que não seja político? Então, se não foi ato político, que Bolsonaro pague do próprio bolso os gastos, que não foram poucos, pois esse evento sem objetivo nenhum foi pago com o meu, com o seu, com o nosso dinheiro. Isso com 14,8 milhões de desempregados neste país! Que acinte, que desaforo...

ELIANA FRANÇA LEME EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

*

Antes que seja tarde

Creio que os brasileiros sensatos estejam estupefatos com o procedimento do nosso presidente. Penso que Jair Bolsonaro já ultrapassou os limites da sensatez, com o aparente apoio até agora do Exército. Absurdo! Para onde vamos?! Como em toda democracia, o Brasil ainda tem três Poderes republicanos e é de esperar que tanto o Legislativo como o Judiciário tomem, com urgência, as providências cabíveis, porque é o Brasil que está em perigo.

Trapalhão e inseguro, Bolsonaro volta e meia repete: “Quem manda sou eu!”. Na verdade, ele sonha em ser ditador nos moldes venezuelanos. O poder é inebriante. Urge que o Poder Legislativo decrete o quanto antes o seu impeachment, antes que Bolsonaro continue a fazer mais besteiras, como indicar para o Supremo Tribunal Federal mais um ministro com K, a partir do mês de julho, quando se aposenta o ministro Marco Aurélio Mello.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS CASTRORIOSJOSECARLOS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A CASA DE DUQUE DE CAXIAS


Sob o autoritário, miliciano e negacionista desgoverno bolsonarista, o bravo Exército Brasileiro, a “Casa de Duque de Caxias”, vai acabar virando a casa da mãe Joana. Forças Armadas, quem te viu quem te vê.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*


ANARQUIA NOS QUARTÉIS


O comandante do Exército Brasileiro, general Paulo Cesar Nogueira de Oliveira, tem todo o direito e a caneta, não sei se BIC, para não punir o general Eduardo Pazuello por ter comparecido a um ato eminentemente político em favor do presidente Bolsonaro. Mas não deveria assinar um documento aceitando as explicações bizarras e provocantes de um subordinado. Agindo assim o comandante mancha a farda que veste e ofende, escancaradamente, a inteligência da sociedade civil, que enxerga o Exército, assim como  as demais Forças Armadas, como a garantia máxima da nossa vital democracia. O vice-presidente, general Hamilton Mourão, bem alertou que Pazuello deveria ser punido para “evitar que  a anarquia se instaure nos quartéis”. Literalmente, ela se instalou.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


*


 ‘ALEA JACTA EST’


Repetindo Júlio César, imperador de Roma antiga: “Alea jacta est”. Com efeito, a sorte está lançada, e quem a lançou foi o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, comandante do Exército da República, quando isentou de punição o ato de indisciplina e de insubordinação de Eduardo Pazuello, que, juntamente com Bolsonaro, esteve em trio elétrico fazendo política e se manifestando inclusive com discurso. Infelizmente, teremos dias negros, porque veremos um festival de indisciplina e de insubordinação nas Forças Armadas e, talvez, uma repetição de 1964, quando militares romperam as regras da hierarquia e da subordinação estimulados pelo governo de João Goulart. Agora, temos um ex-militar expulso do Exército tentando cooptar forças e prestígio para permanecer no poder. Cabe, agora, às forças democráticas reagir da forma como declarou e se manifestou o ex-ministro da Defesa de Temer, Raul Jungmann, em declarações públicas: “Enquanto é tempo”!


José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


*

INDISCIPLINA


Não sou militar nem político muito menos jurista. Mas achei adequado o arquivamento da punição a Pazuello. Ele participou do evento sem farda. Como ele havia outros militares de todas as forças adeptos do motociclismo, segundo a própria mídia. Bolsonaro não é vinculado atualmente a nenhum partido político. Tem gente que usa toga e não respeita a Constituição votando em causa própria e não acontece nada. Bandidos do Congresso questionando gente séria e ameaçando de prisão em flagrante abuso de poder. Se todos são iguais perante a lei, não havia razão para punição. Parabéns ao comandante do Exército.


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


*

PAZUELLO SEM FARDA


Não sou bolsonarista. Mas Pazuello é um homem do governo, um paisano. Não é um general que saiu da tropa e foi fardado A manifestação política de apoio ao presidente. Qualquer punição seria injusta!


Leonel Cunha leonelcunha@icloud.com

Curitiba


*


PERPLEXIDADES


“Fiquei perplexo”, declarou o ministro do STF Marco Aurélio Mello ao saber da decisão do Alto Comando do Exército em inocentar o general Pazuello. Então empatou, ministro. O povo também está perplexo com a maioria das decisões do STF.


Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


*

O BUSÍLIS


Em 1964, quando militares tomaram o poder com um golpe de Estado e depois permaneceram governando o País durante os 21 anos que se seguiram, as Forças Armadas sempre permaneceram coesas. Oito anos antes, no episódio conhecido como “a revolta de Jacareacanga”, dois oficiais, um major e outro capitão, se rebelaram contra a posse do presidente então eleito e tomaram a base militar com esse nome, localizada no Pará. Apesar de uma certa dificuldade logística que as Forças Armadas encontraram, o movimento foi debelado após 19 dias e a paz voltou aos quartéis. Três anos depois, em 1959, oficiais da FAB locados na base de Aragarças e ligados aos militares de Jacareacanga, liderados por um tenente-coronel, rebelaram-se por motivos políticos contra o governo federal. Essa rebelião foi sufocada e em dois dias a harmonia voltou ao meio militar. Lembrando o período da ditadura pós-64, o único militar que se opunha ao regime vigente foi o capitão Carlos Lamarca, enquanto os demais dissidentes eram civis, uma minoria constituída por esquerdistas, guerrilheiros, políticos, sindicalistas e estudantes idealistas que acabaram derrotados em suas ações, presos, exilados, torturados e alguns mortos pela repressão. Mas a união sempre prevaleceu entre os militares da época. Agora, hoje, o busílis é outro. Usando linguagem popular, “agora é briga de cachorro grande”. Não são mais poucos oficiais de média e baixa patente que estão discordando entre si. São dois grupos militares de alto coturno que divergem com relação ao ambiente político, ou seja, que estão se envolvendo naquilo em que não deveriam se envolver: a política. E isso por quê? Porque somos presididos por um capitão, da reserva, que por força do seu cargo é também o chefe supremo das Forças Armadas, comandando todos os oficiais de alta patente dessas forças. Desde que ele assumiu o mandato, apesar de sua atuação política como deputado por mais de 20 anos, mostrou-se avesso ao que ele chamava de “velha política” e prometeu mudar a forma de fazer política e de se relacionar com o sistema vigente. Pelo seu temperamento truculento e autoritário, acabou por se indispor com o Congresso, de quem depende para aprovar a maioria das ações que pretende tomar. As dificuldades encontradas fizerem com que ele passasse a ameaçar as instituições constitucionais com a possibilidade de tomar medidas antidemocráticas para conseguir seus intentos. Tendo se cercado de militares de alta patente nos cargos a ele subordinados, formou um grupo que aparentemente comunga de suas ideias antidemocráticas de intervir nas instituições para afastar aqueles que atrapalham, segundo seu ponto de vista. Além disso, o capitão presidente tem cooptado para seu lado outros órgãos que formam militares, além das polícias militares estaduais. Acontece que existe outro grupo, mais ortodoxo no entendimento da função das Forças Armadas, no qual se encontram os oficiais que fizeram parte do governo federal, mas foram afastados quando o comandante achou que não eram fiéis a suas ideias, que se contrapõe ao primeiro grupo. Ou seja, acabou a coesão e a harmonia dentro das Forças Armadas. Tudo isso torna o ambiente muito tóxico, perigoso e combustível, podendo explodir num conflito que não vai ser possível sufocar ou acabar em 2 ou 19 dias. A Síria que o diga!


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


*


CPI DA COVID

 

Considerando a pertinência ou não da instauração da CPI da Covid, sendo da oposição ou não, chegam a ser intoleráveis as intervenções do relator ao interromper e atropelar, autoritariamente, os depoentes participantes. O relator Renan Calheiros, seguido pelo presidente da CPI, Omar Aziz, e outros senadores, dá uma demonstração de autoritarismo, aliás, bem conhecido daqueles que foram submetidos a inquérito policial militar no período ditatorial. Por sinal, o uso de vídeos expondo os depoentes é de um de dedurismo execrável.

Antonio Francisco da Silva anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro


*

BRASIL DOENTE


Sentindo náuseas,  enjoo e dor de cabeça?  Se estiver acompanhando a CPI da Covid, é normal. Caso contrário,  procure um médico. 


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


*


LUANA ARAÚJO PARA PRESIDENTE

O Brasil já tem uma candidata para derrotar Bolsonaro na eleição presidencial do ano que vem: Luana Araújo, a Angela Merkel brasileira que vai mudar a face do País. 

Pode parecer estranho que, em uma terra de machões, uma mulher, e ainda por cima cientista, possa vencer um presidente da República que se considera “imbrochável”, em uma eleição que até agora parece ser um jogo de cartas marcadas entre dois ases da política, que já se julgam vencedores, pois, até agora, não apareceu nenhum Joe Biden capaz de vencê-los, embora os partidos centristas o tenham procurado por toda a parte. 

A dra. Luana Araújo, uma infectologista, como Angela Merkel, uma química quântica, são cientistas e, como tal, alheias a questões político-partidárias, até o momento em que são chamadas, cada uma com sua história, a participar do jogo político para governar seus países.

Como demonstrou na CPI da Covid, Luana Araújo tem carisma e competência para enfrentar problemas complexos e discuti-los de forma aberta, sem meias-palavras, qualidades que deixaram de boca aberta e queixo caído os senadores que a interpelaram sobre assuntos de sua especialidade.

 Além de conquistar, com sua atuação, uma comissão formada somente por senadores, com duas senadoras como convidadas, ela encantou os que acompanhavam estes trabalhos por todo o País pelas redes de televisão, principalmente as mulheres, depois do fracasso de outra cientista que a antecedeu, cujo desempenho deixou a desejar.  

            

João Gilberto Parenti Couto   jgparenti@hotmail.com

*

ILUMINISMO CIENTÍFICO 


Ciência, competência, carisma, firmeza, personalidade, independência e verdades, sem ofensas ou soberba, foram as marcas do depoimento de mais de 7 horas dessa admirável jovem médica e cientista, dra. Luana Araújo.

Ela trouxe à tona, com clareza, os vários erros e desinformação, os porões do poder e o obscurantismo do governo no combate à  pandemia.

Sem contar a revelação da pobreza intelectual de vários senadores.

Aos poucos as verdades vão se impondo: bom para o Brasil.

O que tem preço se compra, o que tem valor conquista-se.

A lamentar a perda de um raro talento para o País.


Luiz A. Bernardi  luizbernardi51@gmail.com


São Paulo


*

A CAMINHO DE UMA REVOLUÇÃO SANGRENTA

O presidente Bolsonaro sabe que não é uma boa ideia dizer que é a favor do desmatamento da Amazônia e das queimadas no Pantanal, ele sabe que não pega bem assumir essas posições, por isso finge que seu governo combate o desmatamento e as queimadas, mas na verdade ele vibra com cada árvore derrubada e cada hectare queimado. Bolsonaro sabe que não seria uma boa ideia assumir publicamente que o País não vai vacinar ninguém, vai esperar a imunidade de rebanho tomando remédios pra matar piolho. Para alcançar seu objetivo de não vacinar ninguém, ele teve de fazer um teatrinho com a compra das vacinas: ignorou a tal Pfizer, maior laboratório farmacêutico do mundo, de que ele nunca ouviu falar, comprou a quantidade mínima do consórcio internacional e comprou um pouco da AstraZeneca. Bolsonaro mandou o Instituto Butantan ir vender suas vacinas lá na esquina, porque o Brasil não iria comprar a tal vacina chinesa. Cercado por um grupo de fanáticos da terra plana, Bolsonaro continua até hoje prescrevendo os remédios para matar piolhos e dando risada de quase meio milhão de brasileiros que morreram asfixiados por uma doença terrível e que hoje é perfeitamente evitável: basta tomar uma vacina, aquela que o presidente não comprou. Se as instituições brasileiras continuarem prevaricando haverá uma revolução sangrenta para remover Bolsonaro do poder, isso vai ocorrer quando as pessoas mais humildes finalmente se derem conta dos motivos de a pandemia estar sendo tão cruel com o Brasil.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

 

PAÍS DO CAOS

O Brasil, juntamente com Nigéria, Bangladesh e Índia, é um dos piores países do mundo. Os salários no Brasil são miseráveis, seja no setor público ou no setor privado, temos um dos piores setores educacionais do mundo, com um ensino fundamental que é um lixo e com faculdades públicas caindo aos pedaços. A carga tributária brasileira é escorchante, assim como os juros bancários, e a população em sua maioria não tem acesso à coisa alguma. O povo inteiro é jogado na marginalidade e na miséria, prisioneiro de milícias e de gangues que fazem as suas leis em territórios dominados pelo banditismo explícito. O setor de trabalho no Brasil é extremamente precarizado e só piora ano a ano. As reformas estruturais para mudar todo este estado nefasto de coisas jamais são feitas e o País só vai empurrando com a barriga os seus eternos problemas, até surgir uma convulsão social no País. Nem Bolsonaro, nem o PT, nem governo federal algum nos últimos cem anos fez algo de útil para o País e a população, que cada vez tem menos recursos e sofre com um custo de vida altíssimo! No Rio de Janeiro, sujo, anarquizado e vandalizado, o mar de gente vivendo pelas ruas, em um quadro de absoluta miséria, é o retrato mais evidente da vergonha e do fracasso que é o Brasil de hoje! Dá vergonha ser brasileiro! O Brasil é uma vergonha para si mesmo, para os seus cidadãos e para o mundo!


Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro


*

‘DOIS BECOS SEM SAÍDA’


O professor Bolívar Lamounier nos chama à reflexão em seu artigo de ontem (Dois becos sem saída, Estadão, 5/6), ao mostrar a total falta de prioridades a que nos entregamos ao perder energia discutindo acaloradamente a futuro de um general e de uma copa de futebol, enquanto morremos e perdemos uma geração para atingirmos a riqueza de um país europeu pobre. Triste, muito triste.

Marcelo Ferreira Kawatoko marcelo.kawatoko@outlook.com

São Paulo

*

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

No meio de todas as dores do mundo provocadas pela covid-19, o mundo chegou aos 172 milhões de pessoas infectadas pelo terrível vírus, e 3,7 milhões de vidas perdidas, lamentavelmente os governantes ainda não se deram conta de que a única saída é a vacinação em massa de seus povos.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado ontem, a ONU, cita que o mundo vive uma tripla crise ambiental, porque os governantes, para cuidarem da pandemia, abandonaram a agenda ambiental: a crise do aquecimento global, mudanças climáticas e a poluição atmosférica, que também tem ceifado a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Lamentavelmente o Brasil não está bem no que diz respeito aos cuidados com seu meio ambiente, insiste em não cuidar da nossa Amazônia e a cada dia aumenta mais ainda o desmatamento, segundo especialistas, a região poderá virar uma savana em 20 anos. O bioma do Pantanal foi quase devastado pelos incêndios de 2020; e a Mata Atlântica sofreu em relação a 2020 o maior desmatamento da historia, 400%, justamente no bioma  em que vivem aproximadamente 70% da população Brasileira.

Para as cidades uma enorme crise ameaça a geração de eletricidade, tendo em vista a baixa nos reservatórios, e sem previsão de chuvas para os próximos meses.

As grandes empresas que produzem e emitem  gases do efeito estufa prometeram colaborar com os governos, porem só a partir de 2030, isso se ainda existir vida aqui na terra.

Para piorar ainda mais, teremos a crise da água potável para os humanos, com os rios na sua maioria poluídos, principalmente pelos trilhões de litros de esgotos sem tratamento que diariamente são despejados nos seus leitos. Só nos resta agora rezar e pedir a São Pedro que nos mande chuvas para aliviarmos a escassez da água.

Como ferramenta contra tudo isso, oferecemos nosso projeto de educação para a Saúde e Sustentabilidade, para as escolas e universidades, como a única forma de ajudarmos no combate à escassez da água, reciclagem do lixo pela logística reversa, mas tudo isso fica difícil, porque não conseguimos chegar aos governantes, que lamentavelmente ainda não se deram conta da enorme crise hídrica em que vivemos hoje.

Essa é a nossa publicação com relação ao Dia Mundial do Meio Ambiente, dizendo que a viagem mais longa que o ser humano  vai fazer não será para Marte, Saturno ou Netuno, mas sim para dentro de si mesmo.

Vamos aguardar.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com ecologista

Curitiba

*

 

SELEÇÃO ROMPE COM A CBF

Jair Bolsonaro abre mais uma crise!  E desta vez com os jogadores, incluindo o técnico Tite, da Seleção Brasileira, que se recusam a participar da Copa América, em razão do agravamento da pandemia de covid-19 no País.  Esse irresponsável Bolsonaro, que só sabe afrontar a Nação e a dor das mais de 465 mil famílias que perderam seus entes queridos pela covid-19, como um autêntico ditador, decidiu que a Copa América será disputada no Brasil. O presidente da CBF, Rogério Caboclo, cúmplice de Bolsonaro, soberbo em reunião com os jogadores em Porto Alegre, ameaçou os atletas que se recusarem a disputar esse torneio de não mais vestirem a camisa da seleção.  Essa estúpida ameaça de Caboclo fez com que os atletas rompessem com a CBF. Após o jogo contra o Paraguai, no próximo dia 8, vão se manifestar publicamente contra essa competição da Copa América no Brasil. Se dentro de campo defendem com orgulho o País, fora dos gramados esses jogadores podem dar uma lição de brasilidade e civilidade a Rogério Caboclo, e, principalmente, ao presidente Jair Bolsonaro, que nem sequer deseja salvar vidas. 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

TITE

Será que se o técnico Tite for contra a Copa América no Brasil, por motivo da gravidade sanitária, os bolsonaristas vão considerá-lo traidor, esquerdopata ou comunista?


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

LEI SELETIVA PARA APOSENTADOS

A revisão da vida toda apenas para quem se aposentou nos últimos 10 anos é discriminatória e seletiva, deixando de fora milhões de brasileiros que contribuíram uma vida inteira, recebem parcos benefícios e foram alijados de pleitearem uma melhoria na sua renda mensal. Por que isso? Qual o critério para esta seletividade? Que tipo de lei beneficia apenas alguns, se  os demais também tiveram descontos semelhantes em seus rendimentos durante toda sua vida contributiva? Já tivemos uma “desaposentação” sepultada pelo STF e, quando surge uma nova oportunidade de revisão de nossos direitos, há este impedimento ilógico, irreal e cruel. Senhores legisladores e juízes que buscam justiça, a injustiça que se apresenta é gritante, odiosa e discriminatória. Onde estão os defensores dos cidadãos, notadamente dos aposentados?


Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo


*


TRUMP AMORDAÇADO?


Há quem defenda a tese de que a restrição de conteúdo ou banimento de contas seja uma violação ao direito de liberdade de expressão praticada contra usuários de redes sociais. Seria como uma mordaça a ferir o florescimento da pluralidade de ideias, crenças e valores. No entanto, esta tese é indefensável. Os motivos são cristalinos. O direito à vida, que abrange a humanidade como um todo, sendo assim universal, se sobrepõe às liberdades de expressões vis atentatórias contra qualquer vida humana. Isso significa que o uso das redes sociais por um governante tentando insuflar uma base eleitoral para agir com violência contra opositores se configura em incitação ao ódio e o efeito da postagem pode resultar em aniquilação física dos seus opositores. Some-se a isso a propensão factual desse tipo de governantes com arroubos autocráticos a minar entre seus governados a credibilidade da imprensa tradicional. Esta ação pretende estabelecer um canal direto via redes sociais entre o povo e sua voz autoproclamada de verdade inquestionável. Aqui reside o perigo à democracia, no poder absoluto do governante para se dirigir às massas instigando-lhes a pegar em armas ao invés de resolver seus conflitos de forma civilizada.

Isso posto, podemos afirmar que toda instituição que pune com o silêncio um político incitador de agressão contra qualquer um de seus cidadãos não viola a democracia, e sim protege a humanidade.


Eduardo Barbosa Eduardo.barbosa.cso@gmail.com

São Carlos


*


NOVO GOVERNO DE ISRAEL


A coalizão de oito partidos que está assumindo o poder em Israel é um portento: esquerda, direita, centro, árabes, etc. Sem consenso ideológico em praticamente nenhum assunto, com raras exceções. Muito pelo contrário. Isto  para administrar um país existencialmente ameaçado pelo Irã, que colocou centenas de milhares de foguetes apontados para lá e espalhados em diversos locais em todas as direções. Como vimos no conflito deflagrado por Gaza, não estão lá de brincadeira. Ainda há a tradicional frente internacional anti-Israel, engrossada por várias lideranças democratas norte-americanas. A administração Biden está propensa a renovar o acordo nuclear com o Irã, o que deve turbinar suas finanças, aumentando consideravelmente o seu arsenal e suas ações agressivas. E, se perceberem qualquer fraqueza por parte de Israel, não faltarão pressões de todas as partes contra o país. 

O povo de Israel tem muita fé e tem sido agraciado por muitos milagres. Torcemos para que isto continue acontecendo, que Israel tenha bastante sucesso nesta nova fase, e rezamos pela paz em Jerusalém. 


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


*





 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.