Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal o Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Antes que seja tarde

Forte e incisivo o editorial É preciso reagir antes que seja tarde (5/6, A3). Ou as Forças Armadas se unem contra esse desgoverno, que não só menospreza a vida da população por não dar ouvidos à ciência no combate à pandemia, como tenta contra a sagrada soberania das instituições; ou se consumará o plano de Bolsonaro, que está mais do que claro: impor sua vontade, juntamente com a dos filhos e asseclas, a despeito do respeito à legalidade duramente construída. Bolsonaro nunca pensa no bem-estar do povo, o que quer, na verdade, é uma espécie de Venezuela verde-amarela.

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA ZULLOAMARO@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

*

Hora de decisão

Vivemos dias absurdos. Um governo cujas ações podem provocar anarquia, o que é uma contradição em termos. Declarando ideologia conservadora, na verdade revolucionário-reacionária, o que é uma tripla contradição. E vem de partido comunista a conservadora proposta de emenda à Constituição da participação dos militares na política. A decisão do Alto Comando foi a possível entre o ruim e o pior: ou dava margem à indisciplina, ou ampliava a crise, com a destituição do comandante, nomeação de outro, a ser destituído logo adiante... O responsável é o Congresso, que vem adiando há 30 anos a regulamentação da atividade militar na política, como já existe nas grandes democracias. O Congresso que não se apequene, a hora é agora. A alternativa será seguir o triste caminho dos hermanos venezuelanos.

VENTURA ALLAN MORENILLA VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Responsabilização penal

Em país sério, com democracia e justiça, o chefe supremo, o comandante do Exército, o ministro da Defesa e o desafeto general, todos já estariam presos, respondendo por seus atos de irresponsabilidade.

MOACYR FORTE CORONELFORTE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Soldados de papel

Igreja e corporações armadas fazem grande uso da simbologia. São dois estamentos que exigem disciplina, lealdade, hierarquia e devoção. Seus integrantes entregam a própria vida pelos objetivos das instituições que abraçam. Na verdade, são a liturgia e sua sacralidade que estimulam os sonhos e a fé de que seus integrantes são imbuídos no dia a dia de sua vida. Assim, cânticos, procissões, paramentos, idolatrias, bandas marciais, desfiles, fardamentos, medalhas, condecorações, espadas e demais ornamentos invocam esses valores supremos, tão caros e cheios de significado. Ao contrário, essa simbologia sem correspondência aos valores invocados se torna um conjunto de manifestações que beira o ridículo, em face do vazio e da incoerência de propósitos em relação à sacralidade de seus juramentos. Infelizmente, é o que acontece com o Exército Brasileiro após o episódio Pazuello. Os pilares da instituição foram abalados, tal qual um edifício ruindo por falta de estrutura de suas fundações. O Exército, que pertencia ao Brasil, agora é uma milícia privada, subserviente a um tenente terrorista e comandada, de fato por um general intendente, de três estrelas, que pôs em segundo plano o Alto Comando! Triste ver a imagem do Exército novamente enxovalhada por adeptos dos porões de 1964!

JOSE EDUARDO BANDEIRA DE MELLO JOSEDUMELLO@GMAIL.COM

ITU

*

Reincidência

Diante do golpe do Estado Novo, em 1937, e do golpe militar de 1964, as subsequentes eleições presidenciais (1938 e 1965) foram canceladas. Na atual conjuntura, espera-se pela realização do pleito do próximo ano. Entretanto, a Constituição de 1988 parece cada vez mais envelhecida e lembrando a finada Carta Magna de 1946. Discutem-se a quebra de hierarquia, militares legalistas, a posse do próximo presidente e a provável contestação dos resultados, tal como se viu em 1955.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

No mato sem cachorro

Ter de optar entre Lula, Ciro e Bolsonaro em 2022 é equivalente a perguntar a um criminoso se ele prefere a forca, a guilhotina ou o pelotão de fuzilamento.

ELY WEINSTEIN ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Brasil em coma

Todo brasileiro que prima pelo dever cívico deveria ler O capitão e o seu país (5/6, A14), reproduzindo matéria da revista The Economist, valendo destacar a importância, seriedade e credibilidade da publicação londrina. De imediato, choca a frase em destaque: “Antes da pandemia, o Brasil já estava doente. Com Bolsonaro como seu médico, agora está em coma”. Em resumo, o texto destaca que a polarização raivosa da campanha eleitoral, associada às promessas de novo comportamento político, reformas e privatização das estatais, acabou por eleger o “mito”. Aponta, entretanto, que à parte uma reforma previdenciária – que, a meu ver, afetou a aposentadoria dos civis e beneficiou a dos militares –, ele se voltou para a velha prática política do “dar e receber” com os congressistas. E as estatais não foram privatizadas, continuam impregnadas de indicados políticos, com salários altíssimos. Constata também que o meio ambiente agoniza e Bolsonaro repete a prática de governos anteriores, com sua camarilha tomando o poder funcional, só que agora com militares. Depois de alertar para os danos da pandemia, ignorada por Bolsonaro, e para a fragilidade de nossas instituições, o texto é encerrado com uma frase da historiadora Lilia Schwarcz: “Há golpes todos os dias”. É um relato cruel dos rumos que o Brasil está tomando.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO  HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

*

Fome

Enquanto o povo chinês se esbalda e o agronegócio do Brasil esfrega as mãos, o povo do “supermercado do mundo” passa fome, pelo preço dos produtos brasileiros. Só no Brasil. 

MAURÍCIO LIMA MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DEMOCRACIA AMEAÇADA


O autoritário e beligerante presidente Bolsonaro, eleito pela via democrática em 2018, uma vez instalado confortavelmente no poder, deu de testar os limites institucionais ao enfrentar e procurar demolir a cada ato os pilares básicos do ainda frágil Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após a longa e sangrenta noite dos anos de chumbo grosso do regime de exceção da ditadura militar, de triste e lamentável memória. Em gesto repugnante de extrema ingratidão, cospe diariamente no prato em que comeu. Muda, Brasil! Basta de Bolsonaro!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

MALDITA POLARIZAÇÃO


Tomara que João Amoedo tenha entendido que a única forma de criar uma terceira via para combater essa nuvem preta da polarização Lula x Bolsonaro, em 2022, é um candidato único. Apesar da sua avaliação, que vai partir de um patamar bem diferente de 2018, quando teve 2,5% no primeiro turno, se conseguir dobrar a votação, será um desempenho extraordinário para o partido Novo e, melhor ainda, para a maldita polarização.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


*

CHANCHADA NACIONAL

Com a CPI da Covid19, a união Lula-FHC, as trapalhadas bolsonaristas, a suspeita da venda de sentenças por  Dias Toffoli e Marcelo Bretas e  a execração de Sergio Moro, além de outras barbaridades, o Brasil parece estar revivendo a época das chanchadas, protagonizadas pelo estúdio cinematográfico Atlântida, que está comemorando 80 anos. Esse é o retrato do Brasil. Uma verdadeira chanchada.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

*

CONSOLAÇÃO

O ainda ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se demitido, não precisa se preocupar. Bolsonaro lhe proporcionará talvez um cargo de Secretário Especial para Assuntos Ecológicos, ligado à Presidência da República, claro.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

O GABINETE PARALELO


Um vídeo, de setembro de 2020, comprovando a existência de um gabinete paralelo no Palácio do Planalto, com profissionais da saúde, supera tudo o que se poderia imaginar. Nele o virologista Paulo Zanoto, propõe a criação de um ″gabinete das sombras”, sem ser exposto à popularidade. Mas também sem nenhuma nomeação oficial a um cargo público ligado ao Ministério da Saúde. Contudo, foi esse grupo que, contrariando a ciência, pois não acredita na vacinação, ditou a política no combate à pandemia em nosso país. Pazuello, na realidade foi um ministro “de mentirinha”. Como pode ter ocorrido um absurdo de tal dimensão no Brasil? E eram essas pessoas, entre elas o deputado federal Osmar Terra, médico, também contrário à vacinação, que orientavam o presidente em sua quixotesca campanha contra a vacina? Eu já me manifestei antes neste espaço que a existência de tal gabinete, por si só, justificaria o impeachment do presidente. Agora, tomo conhecimento de que a realidade é bem pior do que se poderia imaginar. O senador Alessandro Vieira (Cidadania- SE), membro da CPI do Senado, em entrevista à Globo News, declarou que agora temos de esperar 2022 para substituir o presidente, referindo-se, claro às eleições do próximo ano. Penso que, com um total de mais de 470 mil mortos e uma média diária atual de mais de 1.800 motos, não tem sentido essa espera. Já acompanhamos os impeachments justos de Collor e Dilma por muito menos, e o Congresso Nacional deve isso ao povo brasileiro. O presidente tem de ser destituído a toque de caixa, embora dentro dos dispositivos legais. Não podemos esperar 1º/1/2023, com eleições no meio. A vacinação, que começou com grande atraso, graças a Bolsonaro, ainda vai levar muito tempo. Vamos continuar à deriva da ciência, ante um chefe do Executivo que é retrógrado e persistente nos seus erros? Além dessa insana decisão na Saúde, ele vem destruindo a Amazônia, causando mais prejuízos a nós e ao resto do planeta. Os líderes das demais nações não vão ficar inertes ante tal destruição.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

NA SOMBRA


No sistema político Britânico, o “Gabinete sombra” é composto por membros da oposição, cada um na sua especialidade, para avaliar as ações dos ministros do governo no poder, criticar e sugerir alternativas melhores, contribuindo assim para o aprimoramento do sistema. Houve confusão no governo Bolsonaro, pois o conceito foi traduzido e praticado como “gabinete paralelo”, um grupo que trabalha na sombra e toma decisões à revelia do governo oficial, especialmente sobre a pandemia. É uma vergonha quando as pessoas desse nível não dominam a língua inglesa, e é um desastre quando opinam com base na ideologia, sem considerar os fundamentos da saúde pública, da medicina ou, mesmo, da economia.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


*


ESTRANHA DECISÃO DA ANVISA


A Anvisa autorizou a importação de duas novas vacinas, mas não liberou sua utilização, ou seja, vão chegar milhões de doses não aprovadas. Logo me ocorre a pergunta, quem cuida da saúde dos brasileiros se a Anvisa não faz isso?


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


*


AVISO


Não brinque com a vida como se fosse um reality show. Você pode ser eliminado. Use máscara e não perca esse jogo.

Edivan Batista Carvalho edivanbatista@yahoo.com.br


*

COVID NA RUA AUGUSTA

A região da Baixa Rua Augusta, que no passado era a praia noturna de parte de nossa juventude, atraída pelos bares, inferninhos, discotecas e prostíbulos, sofreu retração em razão da pandemia de covid-19. Porém, em decorrência do alívio das restrições recentes, verdadeiras hordas de jovens voltaram a movimentar-se por ali nas sextas-feiras, sábados e domingos. O final destas festas começa a ocorrer após as duas horas da manhã, transformando o trajeto até a Avenida Paulista em um corredor de horrores, com jovens embriagados e por vezes drogados, que sobem a rua aos gritos a pé, com escapamentos e buzinas de seus carros e motos escancarados, voltando a transformar a noite dos moradores locais  num verdadeiro inferno. Nossas autoridades precisam intervir, pois certamente a transmissão do vírus ali é livre, agravando a situação de nossos hospitais e trazendo prejuízos às suas famílias.

Roberto Cardieri Ferreira  roberto1283@terra.com.br

Ilha Solteira


*

OFENSAS AO RELATOR DA CPI DA COVID

Coluna do Estadão (5/6) revela que Renan Calheiros sofre insultos e ameaças pelo WhatsApp e redes sociais. É o jogo imundo e covarde dos fantoches governistas tentando intimidar o relator da CPI da Covid-19. Calheiros retruca que não vai ficar “batendo boca com robozinho”. Praga de abjetos e subservientes que rasteja aos pés dos alquimistas palacianos. É o desespero batendo na porta do governo. As investigações já apuradas e checadas pelo comando da CPI anunciam temporais,  nuvens negras, tempestades e chuva de granizo nos telhados do Palácio do Planalto. Os alicerces e as paredes da bela obra de Oscar Niemeyer vão tremer e ruir. O último que sair, chame Bolsonaro e o serviçal fardado Eduardo Pazuello para apagar as luzes da empulhação, do deboche e da falta de sensibilidade com as mortes de mais de 470 mil brasileiros, pela covid-19. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

JOGO JOGADO E PERDIDO

Sábado não morreu ninguém de covid-19 na cidade de Nova York, o mesmo já ocorreu em Londres. Quem apostou na ciência, na razão e na lógica das vacinas já está virando a página da pandemia e retornando à vida normal. O Brasil apostou na ignorância, no obscurantismo, no charlatanismo e na negação pura e simples da realidade dos fatos. Até hoje os charlatões que apoiam o presidente Bolsonaro continuam repetindo suas mentiras sobre o tratamento precoce, falando mentiras sobre as vacinas e fazendo propaganda dos remédios para matar piolhos. É inacreditável que um país que tem uma Constituição, tem leis, tem ciência e tem tantas histórias de sucesso e liderança no combate a doenças infectocontagiosas tenha se deixado levar para esse buraco negro e não consiga mais sair, nem usando o grande arsenal de armas previstas na Constituição para lidar com situações como essa. Falar sobre o tal tratamento precoce, continuar a questionar as vacinas, é como querer discutir o famoso 7x1, quando o Brasil perdeu da Alemanha, dizer que o resultado foi injusto, dizer que os gols da Alemanha foram todos roubados e que o Brasil deveria ter vencido o jogo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*


PGR PEDE AO STF ARQUIVAMENTO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA ATOS ANTIDEMOCRÁTICOS


O que mais a Procuradoria-Geral da República (PGR) pretende solicitar que seja arquivado?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


*


CRIMES CIBERNÉTICOS   

O presidente Jair Bolsonaro & famiglia precisam tomar muito cuidado com os crimes cibernéticos, especialmente, os do “gabinete do ódio”. Basta ver o que aconteceu com seu brother Donald Trump por postar injúrias. Com a insistência, o ex-presidente norte-americano está proibido por dois anos – que podem até aumentar – de usar o Facebook, Instagram e, especialmente, o Twitter – o preferido da famiglia do “gabinete do ódio”. Muito cuidado nessa hora, que, se chegar, seria um alívio aos brasileiros de bem. Fica a dica!     

 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

           

PAZUELLO

 

Para o Exército, tão disciplinado e rigoroso com relação ao seu regulamento, foi um péssimo exemplo a transgressão do general Pazuello ao participar da manifestação dos motociclistas e do palanque no Monumento aos Pracinhas. A não punição abre um precedente perigoso, inadmissível para a cúpula militar.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.bt

Vila Velha (ES)

 

*

CONSTRANGEDORA DECISÃO  

A decisão tomada pelo Alto Comando do Exército de não punir o general Eduardo Pazuello pela quebra das regras e normas disciplinares foi mal recebida pela tropa. Não basta o presidente ter envolvido a instituição na fabricação de um medicamento inócuo para a covid, agora vem a decisão que faz o Exército se apequenar diante de sua tropa e da sociedade brasileira.

O mesmo Exército que levou anos para recuperar sua imagem diante de tudo o que aconteceu no período da ditadura militar, entre 1964 - 1985, vê agora uma volta amarga pela condução de um ex-soldado expulso de sua corporação, justamente por insubordinação.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

*

 

CONMEBOL

Atletas milionários que vivem na Europa não querem sair do conforto para vir jogar futebol num país infestado de covid. Se a seleção fosse composta só por quem joga no Brasil não haveria protestos quanto à disputa da Copa América aqui.

 

Carlos Viacava cviacava@uol.com.br

São Paulo

*

NADA MAIS É ESQUECIDO


A grande realidade de nossos dias, perante a modernidade das tecnologias, é que nada mais pode ser escondido ou esquecido para sempre como no passado. Hoje tudo pode ser gravado ou filmado, sem que os participantes de quaisquer eventos tenham conhecimento dessa realidade. Isso deixa angustiadas muitas das lideranças aqui entre nós, que são surpreendidas ao serem desmentidas em suas afirmações, quando aparecem as gravações comprovando os acontecimentos que negaram.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


*


‘THE ECONOMIST’

A revista The Economist' fez duras críticas ao presidente Jair Messias Bolsonaro. A publicação  traz na capa uma ilustração do Cristo Redentor respirando com uma máscara de oxigênio. Presumo que, se houvesse espaço, em vez do Cristo Redentor, a revista teria colocado a foto dos 220 milhões de brasileiros que estão vivendo  no sufoco. 


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


*



NOVO VALE DO ANHANGABAÚ E DEMOCRACIA

Belíssimo o novo Vale do Anhangabaú, em São Paulo, como se vê na foto que ilustra a primeira página de O Estado de ontem. Sua arquitetura em nada é inferior aos mais aprazíveis sítios do primeiro mundo. Transparece a imagem de um país feliz, com os jovens a passear de skate, patins e bicicletas.  Pena que, sob os aspectos fundamentais, como a preservação das instituições democráticas, sob Bolsonaro, estejamos sob uma temerária incógnita, segundo observou, em análise exauriente sobre o Brasil da próxima década a revista britânica The Economist.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


*

MISÉRIA CHOCANTE

Visualmente choca a imensa e tenebrosa miséria existente no entorno do Rio de Janeiro, fruto do absoluto descaso em séculos de governança. Como choca uma prefeitura que nada faz na cidade. Uma cidade com a Estrada Lagoa-Barra toda pichada e com os seus túneis vandalizados. Com fiação roubada em todo canto, com mobiliário urbano de viadutos e pontes todo vandalizado, com tampas de bueiros roubadas, calçadas em péssimo estado, praças sujas e abandonadas, o Rio é o retrato do mais completo abandono. O que faz a guarda municipal nesta cidade?  O que faz a polícia, por exemplo! Quebram, vandalizam e destroem a cidade inteira sem nunca alguém sequer ser preso. Faltam câmeras na cidade, falta fiscalização e faltam principalmente duras leis municipais que reprimam esta gente! A falta de educação do brasileiro é fruto do descaso da autoridade pública que tudo permite e nada fiscaliza. 

Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.