Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal o Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de junho de 2021 | 03h00

 Desgoverno Bolsonaro

Tapeação

Impostura em rede nacional é o título de editorial de domingo (A3) sobre o último pronunciamento presidencial na televisão. Impostura é a palavra que define todo governo de desconstrução e negação de tudo o que caracteriza um sistema democrático, voltado para o bem geral de uma nação. Impor a negação dos verdadeiros princípios da civilização é pregar o retorno à barbárie de um regime de força totalitário, baseado no que de pior vivemos num passado recente de ditaduras atrozes que conduziram à guerra e à morte de nações, lideradas pela perversidade de psicopatas ressentidos. Quando a mentira e a falsidade sobem a rampa do poder, a verdade e o bom senso deixam de existir. Nações morrem nas mãos de impostores.

PAULO SERGIO ARISI PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Condecoração

A emenda ficou pior que o soneto. Até tu, general?

ALVARO SALVI ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Estado x Nação

Poderes harmônicos

Nunca o Brasil foi tão “feliz”. Porque os três Poderes da República conseguiram estar tão harmônicos para, ao mesmo tempo, juntos ou separadamente, infelicitarem tanto a Nação, o seu povo trabalhador e sofrido. E viva a genérica democracia... Até quando?

SAVERIO VICENTE ANGRISANI ANGRISANI@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Perspectivas

Propostas

A 15 meses das próximas eleições presidenciais, esperamos que partidos e pré-candidatos já estejam a elaborar propostas para os desafios que os aguardam em áreas como economia, emprego, Previdência, tributação, equilíbrio fiscal, saúde, educação, cultura, habitação, saneamento, meio ambiente. Ninguém ignora a necessidade de mudanças, mas sua efetivação depende de planejamento, organização, entendimento. E de apoio, da sociedade civil e do Congresso. Urge pôr a mão na massa e os pés no chão. Esboçar também estratégias que tornem viável a aprovação, seguida de sua implementação. Ou, então, seguiremos na mesma toada. Palavras de ordem e batucada não serão capazes de tirar o Brasil do atoleiro.

PATRICIA PORTO DA SILVA PORTODASILVA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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FHC & Lula

Voto na maioria dos candidatos do PSDB desde os tempos do MDB e peço a Fernando Henrique Cardoso que não esqueça o passado, como fizeram alguns candidatos a presidente do seu partido, que relativizaram os oito anos da Presidência FHC, em passado recente. E que pare de dar trela ao homem “mais honesto” deste país, que quando presidente só tripudiou de seu governo, chamando-o de herança maldita. Nada justifica essa “paixão” por quem nunca lhe deu razão.

MÁRCIO PASCHOLATI MARCIO.PASCHOLATI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nosso futuro

É nula a possibilidade de o Brasil se tornar um país justo e progressista enquanto os que mais têm e mais podem não reconhecerem a desigualdade como o maior problema da nossa sociedade. Nossa desigualdade é profunda. Vem do período colonial, vem do período imperial, de quando o País esteve dividido entre escravos e proprietários de escravos. É lamentável que os dias corram, o tempo passe e os beneficiários de hoje da escravidão de ontem não despertem para a dívida histórica que têm com os pobres deste país. Como ter esperança no futuro da Nação, se seu maior problema não é sequer visto e lembrado por suas elites?

EUCLIDES ROSSIGNOLI CLIDESROSSI@GMAIL.COM

OURINHOS

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USP

Inclusão e acolhimento

Foi com satisfação que lemos a edição de domingo do Estado apontando o marco de inclusão da USP, no qual se insere a Escola Politécnica. Cumpre notar que, mais que admitir, é preciso acolher e assegurar a permanência dos alunos, levando-os à conclusão do curso. A Politécnica está implantando um programa de acolhimento que agrega calouros, veteranos e professores. De forma complementar, integra esforços com a Associação de Engenheiros Politécnicos em seu Projeto PoliRetribua (www.retribua.org), que provê bolsas de estudo e mentoria a alunos em circunstância de vulnerabilidade. O corpo de mentores do PoliRetribua conta com 130 engenheiros politécnicos voluntários que hoje mentoram 230 alunos ao longo do curso, até a formatura. Integralmente fundamentado em doações e trabalho voluntário, o projeto é motivo de grande orgulho para a nossa escola.

LIEDI BERNUCCI, diretora da Poli-USP COMUNICACAO.POLI@USP.BR

SÃO PAULO

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Calouros da escola pública

Devemos aplaudir a conquista da USP de ter atingido a meta de matricular mais alunos oriundos da rede pública que da particular? Vejamos. A população de universitários no Brasil, segundo o Censo da Educação Superior 2019, é de 8,6 milhões, sendo 75% matriculados na rede particular de ensino superior. A USP, como a maioria das universidades públicas (federais e estaduais), oferece pouquíssimos cursos noturnos, período em que a maioria dos jovens teria disponibilidade para estudar, visto que precisam trabalhar durante o dia. O sistema das universidades públicas é muito caro, sobretudo porque pressupõe que seus professores não sejam somente docentes, mas exerçam também a função de pesquisadores e a extensão universitária. Por outro lado, o exemplo do sistema do Centro Paula Souza (Fatecs), do Estado de São Paulo, seria muito mais efetivo para atender uma clientela mais abrangente. Ou seja, a USP, como as demais universidades públicas, tem fôlego limitado para atender toda a demanda necessária do ensino superior e assim corre o sério risco de perder o alvo de sua missão precípua.

ROBERTO MENDONÇA FARIA FARIA@IFSC.USP.BR

SÃO CARLOS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OUTRA VEZ?


No dia em que comemoramos a liberdade de imprensa e de expressão no Brasil ( 7/6),reaparece publicamente o ex-terrorista Franklin Martins, mais um esquerdopata ligado umbilicalmente ao “honesto” e “inocente” Lula da Silva, falando em criar um órgão regulador da imprensa. Esquerda, direita, e o Brasil vai marchando rumo ao abismo.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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DIREITO À VIDA


Em meio ao dantesco cenário macabro e funesto de quase meio milhão (!) de mortes vítimas da tenebrosa pandemia, número que só faz crescer, fica cada dia mais claro que o direito à vida, defendido pelo governo de São Paulo, de João Doria (PSDB), deve sobrepor-se ao direito de ir e vir, panfletado irresponsavelmente pelo genocida e negacionista desgoverno Bolsonaro (sem partido).Muda, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CAMPOS DO JORDÃO... SUÍÇA?


Definitivamente a cidade turística de Campos do Jordão, conhecida como a Suíça brasileira, não é mais a mesma. O que se viu neste último feriado foi um descalabro. Milhares de turistas circulando pelo centro, apinhados uns sobre os outros nos bares e restaurantes, a imensa maioria sem máscara, como se a pandemia fosse coisa do passado e não estivéssemos à beira dos 500 mil mortos. De nada adiantaram as barreiras sanitárias, nem a força-tarefa de policiais militares. Não bastasse esse desastre sanitário, muitos ocupantes de casas alugadas se puseram a ouvir música “techno” em nível altíssimo, invadindo a madrugada até a manhã seguinte, sem se importar com o sossego dos que justamente buscam proteção da pandemia na reclusão domiciliar.  A continuar assim, o mês de julho em Campos do Jordão promete bater o recorde nos quesitos pandemônio e espalhamento do coronavírus. Nada parecido com a Suíça. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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VACINAÇÃO


O governador João Doria, depois de uma expressiva vitória com o lançamento da vacina Coronavac, está pondo tudo a perder com a utilização da vacina em demagógica política. Em detrimento dos trabalhadores na faixa de 55/59 anos, ele vai priorizando várias categorias em desobediência à ordem cronológica. Os trabalhadores que são obrigados a utilizar metrôs e ônibus lotados vão ficando pra trás, simplesmente porque o governador quer fazer média com categorias como metroviários, aeronautas, portuários, etc. O Rio de Janeiro, por ordem judicial, ficou impedido de priorizar categorias, sendo obrigado a vacinar por ordem cronológica, em consequência já estão vacinando pessoas com 57 anos. Esse exemplo deveria ser seguido por São Paulo. 


Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista


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BOLSONARO CONCEDE HONRARIA A COMANDANTE DO EXÉRCITO

Falta condecorar ainda Eduardo Pazuello, Ricardo Salles e Ernesto Araújo pelos ótimos serviços prestados ao País.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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BOLA NAS COSTAS


O presidente Jair Bolsonaro não consegue “dar uma dentro” e sempre se mete em confusão. Agora o negacionista resolveu sediar a Copa América. Menosprezando e sem consultar atletas e comissão técnica, escolheu Estados que apresentam altos índices de infectados pela covid, causando muita revolta. Esse é o presidente, considerado o pior do mundo, que “se lixa” para as regras sanitárias. Na verdade, mais uma vez, Bolsonaro leva uma “bola nas costas”, com seu despreparo. Uma vergonha nacional!          

 


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O CUPIM DA IMORALIDADE


O Exército decidiu não punir o general Eduardo Pazuello por desobedecer ao artigo 57 do Decreto 4.346, de 2002, que proíbe a manifestação pública de militares na ativa a respeito de assuntos de natureza político-partidária. Sob pressão do capitão Jair Cloroquina Bolsonaro, o Exército aceitou a justificativa esdrúxula de que o general não participou de um ato político, já que o capitão não está afiliado a qualquer partido político. Mais: por sua lealdade, aliada à sua atuação brilhante no Ministério da Saúde, o infrator foi agraciado com uma boquinha com salário de R$17 mil! O capitão introduziu o “cupim da imoralidade” numa escala nunca vista antes no Legislativo (orçamento secreto de R$ 3 bilhões para membros do Centrão) e agora está incentivando a desobediência nas Forças Armadas. Pobre o Brasil!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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O PAÍS DO POPULISMO

Alguns, inclusive o Estadão, celebraram o fato de que, graças a cotas, mais da metade dos calouros na USP agora vem de escolas públicas. O fato deveria ser celebrado se, e somente se, isso fosse reflexo de uma de um ensino de alta qualidade do ensino básico nas escolas públicas. Mas, como bem se sabe, esse não é o caso, muito pelo contrário. As estatísticas oficiais confirmam que o sistema de ensino público vem formando crescentes hordas de semianalfabetos, incapazes de resolver um probleminha básico que requeira a utilização da “regra de três”. Sou um orgulhoso e grato produto da melhor universidade brasileira. Nos meus dias de USP, na segunda metade dos anos 80, tínhamos alguns poucos alunos advindos de escolas públicas como colegas. Eles eram invariavelmente os melhores alunos das suas respectivas turmas de ensino secundário, mas não eram alunos que se destacavam dentre os colegas de ensino superior. Muitos inclusive decidiram abandonar a universidade em função do grau de dificuldade que ali enfrentaram. Nada indica que esse problema não aumentará com essa nova geração de estudantes, se a USP tiver interesse na manutenção da qualidade da formação dos estudantes que se formam nos seus bancos. O problema de acesso ao ensino superior de qualidade pelas classes economicamente desprivilegiadas, que deveria levar esses indivíduos a escapar das suas armadilhas socioeconômicas, não se resolve com medidas populistas como as cotas, agora celebradas, literalmente na base da canetada. Não é o ensino superior de qualidade que livra um país da pobreza, mas, sim, o ensino básico de qualidade. Mas, no país do populismo barato, é muito mais fácil fingir que resolveu um problema com uma festa do que arregaçar as mangas e resolver um problema de verdade. Procura-se um estadista.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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COTAS NA USP


Como bem sabido, as cotas universitárias foram criadas nos Estados Unidos da América (EUA) em fins dos anos 60 e extintas em meados dos anos 90. A tentativa de reativá-las na Califórnia foi rechaçada pelos eleitores recentemente, na mesma eleição que elegeu Joe Biden. Todavia, por aqui a busca por esse privilégio tem criado previsíveis distorções como mostra a matéria Em mudança histórica, a maioria dos ingressantes na USP é de escola pública (Estadão, Metrópole, A14, 6/6). Afinal, a disputa por essas vagas, especialmente nos cursos mais concorridos, gera a necessidade de cursos preparatórios (cursinhos), que são caros e fora do alcance dos mais necessitados;  justo para aqueles a quem as cotas foram direcionadas. Como nos EUA, essa experiência de promoção social já se mostra um fracasso. O que a sociedade precisa é de boa estrutura educacional nos níveis básicos.


José Elias Laier joseliaslaier@gmail.com

São Carlos


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CULTIVO DE CANNABIS PARA FINS MEDICINAIS


É importante que haja uma mobilização da sociedade e do governo para a aprovação do PL 399/2015 na Câmara dos Deputados, que estabelece regras para uso e cultivo da cannabis para fins medicinais e científicos no Brasil. Essa simples medida proporcionará o acesso de milhares de brasileiros a esse medicamento a custo quase zero, visto que atualmente é monopólio da indústria farmacêutica e vendido a preço maior do que um salário mínimo por frasco. Nossos legisladores devem atentar que a universalização desse medicamento proporcionará economia gigantesca ao Estado, tanto na compra de remédios, como na recuperação da capacidade produtiva dos cidadãos que não têm acesso a ele. Atualmente, cerca de 60 países têm regulamentações específicas para o uso medicinal da cannabis, que pode ser utilizada para tratar autismo, epilepsia, Alzheimer, fibromialgia, depressão, ansiedade e dores crônicas, entre outras finalidades. Por outro lado, é inconcebível que o Brasil continue seguindo na direção contrária das nações civilizadas apenas para privilegiar lobbies da indústria farmacêutica. É comovente ver personalidades e políticos que eram contrários a esse medicamento hoje defenderem e gastarem milhares de reais para adquiri-lo em benefício de seus entes queridos que dele necessitam.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)


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PRESSÕES CONTRA A CBF


No país presidido por um Jair Bolsonaro, um grosso que trata mal as mulheres, além de todas as suas boçalidades diárias, é uma esperança a reação das empresas patrocinadoras da CBF de pressionar pelo afastamento do presidente da entidade pelo assédio que ficou comprovado. Que seja um sinal de que temos esperança de um futuro melhor para todos nós.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com


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CBF...


A icônica CBF – Confederação Brasileira de Futebol –,que tem sob seu comando a seleção cinco-estrelas, única pentacampeã mundial, tem perdido há tempos as partidas fora das quatro linhas de campo. Em 2012,Ricardo Teixeira renunciou após ter seu nome envolvido em denúncias de corrupção. Em 2015, José Maria Marin foi preso e banido pela Fifa. O mesmo ocorreu com Marco Polo del Nero, afastado temporariamente em 2017 e banido no ano seguinte do futebol. Desta vez, Rogério Caboclo foi afastado da presidência por acusação de assédio sexual e moral contra uma funcionária da casa.Com efeito, a entidade máxima do esporte bretão, que movimenta quantias milionárias e simboliza a paixão dos torcedores pela amarelinha, tem marcado um gol contra atrás do outro.

CBFutebolamurcha...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A POLÍTICA DA BOLA


Sabemos que grandes aglomerações não são recomendáveis durante a epidemia, para nosso próprio bem.

Todavia, já que os jogadores não fariam oposição em participar da Copa América na Colômbia ou na Argentina, soa como indisfarçável falsidade a recusa de jogarem a copa no Brasil.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


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COPA E ALIENAÇÃO


Após um murmúrio de civilidade, de empatia, de posicionamento social, os jogadores da Seleção Brasileira voltaram ao que sempre foram, um bando de alienados, e já afirmam que querem jogar a Copa América da covid.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FATOS EM PROSA


Muito triste o que vem ocorrendo em nosso país

Com covid-19 se alastrando

Na cidade de Manaus ônibus estão incendiando

E até o presidente da CBF do cargo está espirrando


Na CPI da pandemia o clima está esquentando

Enquanto  o circo pega fogo

O senador Girão vai se esquivando

A conclusão desta CPI só sairá daqui um ano.


Nesse ganha e perde da vida

Todos nós saímos perdendo 

Enquanto durar essa bagunça 

Muita gente está morrendo.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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A ESTÚPIDA CAÇADA DE POLICIAIS PELOS CRIMINOSOS


São Paulo está impactada pela revelação do assassinato do soldado Leandro Martins Patrocínio, da Polícia Rodoviária, torturado e morto depois de comparecer a um baile funk em Heliópolis. Os suspeitos do crime já estão presos. A vítima é apenas mais uma a morrer pela simples condição de ser policial. A animosidade criada em relação aos integrantes das forças do Estado é a grande responsável. Além de ter seus trabalhos contestados permanentemente e ser perseguidos – até institucionalmente – por meio de denúncias, ruidosos processos e penalizações, os policiais brasileiros são literalmente caçados pelos esquemas criminosos, cada dia mais impunes e protegidos por quem os deveria combater. Infelizmente, ocorrências dessa natureza têm sido corriqueiras. Os governos federal e estadual, o primeiro na condição de normatizador das políticas de segurança pública, e o segundo como empregador das polícias, têm de se debruçar sobre a problemática e buscar formas de retirar os policiais do jugo dos esquemas criminosos. Não basta a indignação ao lado do caixão e da sepultura de Leandro (o mesmo que temos presenciado durante anos em relação a outras vítimas). É preciso atitude. Os governos e a comunidade, principais destinatários dos serviços policiais, precisam se mobilizar e buscar soluções. Os parlamentares – independentemente de sua ideologia – têm o dever propor e votar leis que eliminem a verdadeira caçada de policiais pelos criminosos. Se continuar, a tendência é subjugar a sociedade.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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NANICOS E O STF


O STF, além de, quando lhe convém, nem sempre respeitar a Constituição, que é seu principal encargo, tornou-se extensão da Câmara ou do Senado ao atender às mais diversas pretensões dos partidos nanicos. O fórum correto dos nanicos é o Legislativo e o STF, ao imediatamente atendê-los, extrapola a sua função ao assumir atribuições específicas do Legislativo. É um rotineiro atalho dos nanicos e uma contumaz transgressão prazerosa para o STF, que é, na maioria das vezes, fustigar Bolsonaro. Gente, deixe o Presidente trabalhar em paz. Ele tem muito que fazer e a pandemia a superar.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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PASSOU DA HORA


Passou da hora de o agronegócio brasileiro demandar a substituição do ministro do Meio Ambiente, de preferência antes de o País começar a receber sanções econômicas do mundo civilizado. O crime organizado tomou conta de tudo, o desmatamento segue batendo recordes na Amazônia, o Pantanal está seco e logo mais vão começar os incêndios criminosos. Mesmo o mais corrupto dos corruptos, o mais canalha entre os canalhas tem de entender que tem de haver algum limite. Não é possível que a banda boa do agronegócio não perceba o tamanho do estrago que está acontecendo no País na gestão do meio ambiente.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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GEORGE SOROS

Vivemos tempos estranhos nos quais são frequentes as suspeitas de teorias conspiratórias que podem ser vagamente definidas como movimentos destinados a atingir objetivos que se escondem por trás dos explicitados oficialmente. Open Society é o nome da fundação comandada pelo bilionário George Soros, conhecida por doar grandes somas a instituições em vários países. Criada em 1984, defende, entre outras causas, os direitos humanos, a liberação das drogas, a legalização do aborto, a libertação de presos, além de aspectos relacionados à vagamente denominada  "fluidez de gênero". Uma rápida inspeção sobre o espectro de beneficiados, tanto no mundo como no Brasil, revela com facilidade uma tendência de assistir grupos inclinados para a esquerda. Nada demais sobre as referidas transferências financeiras, todas de um modo geral realizadas dentro da lei, mas é fácil vislumbrar nelas a sombra da conspiração uma vez que, implícita nos propósitos aparentemente humanitários, há uma estratégia sinistra que normalmente não transparece para o público.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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