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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2021 | 03h00

No Brasil e no mundo

Quadro tenebroso

As manchetes do Estado de ontem revelam uma verdadeira catástrofe. A maioria dos oportunistas da Câmara dos Deputados aprovou a quase extinção da Lei de Improbidade Administrativa; Bolsonaro, de olho na reeleição, encomenda reajuste de salário para o funcionalismo; o Banco Central continua a elevar os juros para enfrentar a inflação, que se vai descontrolando; a média diária de mortes da pandemia volta a superar os 2 mil, com o total próximo de meio milhão; e o desmatamento nas áreas protegidas quadruplica. Na área internacional, Joe Biden (EUA) e Vladimir Putin (Rússia) estão cada vez mais distantes. A sociedade, temerosa e abandonada, anseia pela mudança desse quadro tenebroso e pelo retorno das notícias alvissareiras. Quando virão?

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

*

Sem paz

Mais uma constatação de nossa triste realidade: o Brasil piorou no ranking que mede a paz no mundo. É o que aponta o Relatório de 2021 do Global Peace Index, divulgado pelo Instituto de Economia e Paz. Dentre os 163 países avaliados, encontramo-nos na 128ª colocação. O estudo leva em conta alguns fatores para avaliação, tais como a criminalidade urbana, o grau de estabilidade política, os mecanismos de combate à corrupção e a situação econômica de cada país.

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Corrupção

Prevaricação

Tinha de ser neste governo mesmo. Tinham de ser deputados federais mesmo a praticar mais uma ação contra os brasileiros de bem. Com placar de 408 a 67, foi aprovado pela Câmara, anteontem, o projeto que afrouxa a Lei de Improbidade Administrativa – um grande passo para blindar políticos de investigações, “nova” brecha para a impunidade –, acabando de vez com quaisquer esperanças de diminuir a corrupção, prestigiar a Lei da Ficha Limpa, operações do tipo Lava Jato e melhorar a imagem do Brasil. Aqui, como exemplo entre os mais jovens, e no exterior, mostrando que há um grande esforço institucional para que a República deixe de ser vista como um paraíso de bananas. Ou melhor, haveria e deixasse, se não tivéssemos Jair Bolsonaro à frente da Nação, Arthur Lira como presidente da Câmara dos Deputados e tanto político corrupto que vota sempre pensando em seus próprios interesses. Claro, e tanto ladrão que se locupleta da miséria e da dor alheias.

JOÃO DI RENNA JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

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Patronos da injustiça

Palavras do jornalista americano Michael Lewis que exprimem o momento atual do nosso Poder Legislativo: “Um dia você acorda num mundo que não é apenas mais ou menos justo, mas num mundo que é incapaz de se tornar justo. Porque as pessoas que se beneficiam da injustiça têm o poder de preservá-la”. Os deputados federais brasileiros extrapolaram, pois, além de preservar, incrementaram a injustiça. Na calada da noite, rápidos como quem rouba, transformaram a Lei de Improbidade Administrativa em lei da impunidade, como já foi batizada por muitos. Pobre povo brasileiro…

ANTONIO MANOEL VASQUES GOMES AMAVAGO@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Rabo preso

Parabéns aos 408 deputados que votaram a favor da lei que reduz a punição de políticos por irregularidades. Quando é assunto de interesse deles, a votação é rápida e por grande maioria. Com certeza, os 408 têm rabo preso.

ARIOVALDO J. GERAISSATE ARI.BEBIDAS@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Imoralidade

O projeto aprovado na Câmara que afrouxa a Lei de Improbidade Administrativa é um acinte, um tapa na cara da sociedade. De Arthur Lira não se podia esperar menos que isso. Mas da maioria dos deputados, que decepção! É preciso que os senadores tenham brio e barrem essa imoralidade.

JANE MARIA DE ANDRADE ARAÚJO JANEANDRADE48@GMAIL.COM

BRASÍLIA

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Improbidade geral

A Lei de Improbidade Administrativa está sendo alterada pela improbidade legislativa. Falta alterar a improbidade judiciária. Ou esta já está em vigor? Pergunta retórica...

ELY WEINSTEIN ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Eterna impunidade

Tanto faz o psicopata golpista, o ex-presidiário ladrão ou uma eventual terceira via: enquanto houver esse congresso (minúsculo, por favor), não há a menor ilusão de um Brasil minimamente melhor.

GUTO PACHECO JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Saudades

Quem diria que em tão pouco tempo eu estaria sentindo grandes saudades de Rodrigo Maia...?!

MARCOS RIBEIRO JACOB MARCOSRJACOB@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bolsonarismo

Vermífugo

Segundo o preocupado Eugênio Bucci (Bolsonarismo vicia, 17/6, A2), o bolsonarismo é um novo vício que se instalou por aqui. Não creio. A maior parte dos que votaram em Bolsonaro apenas o fez como quem recorre a um vermífugo, buscava uma limpeza no País. Só isso.

HOMERO VIANNA JR. HOMEROVIANNAJR@HOTMAIL.COM

NITERÓI (RJ)

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Em xeque

Impressionante e irretocável o texto de Eugênio Bucci. Mas o que me intriga, e talvez ponha em xeque sua tese, é como alguns colegas médicos, de excelente formação acadêmica e bem-sucedidos, defendem caninamente o energúmeno!

ALBINO BONOMI ACBONOMI@YAHOO.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MOMENTOS CONTURBADOS

Nesse mundo conturbado que vivemos nestes dias, o uso das redes sociais da internet é a válvula de escape de milhões de pessoas, para fugir dos efeitos psicoemocionais que esta pandemia de covid-19 impôs a grande parte da população do planeta. Por isso, não é de estranhar que parte dessas comunicações não tenha conexão com uma certa racionalidade, abundando assim muitas mensagens irracionais, que numa situação normal de nossas vidas não produziríamos.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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CORONAVAC


O presidente Jair Bolsonaro afirmou que muita gente que toma a Coronavac não desenvolve anticorpos e que esta vacina chinesa não possui comprovação científica ainda. Diante de mais essa mentira, reiterada e criminosa, politicamente interesseira e vulgar, o Brasil deverá se perguntar quem limita o alcance dos danos causados por um presidente que se esmera em prejudicar, destruir e difamar pessoas e instituições, colocando em riscos um país inteiro de modo covarde, cretino, antidemocrático e perigoso. Com a palavra o Supremo Tribunal Federal, a OAB, o Ministério Público Federal e todo aquele que julgar ser de sua competência agir para que pessoas nefastas não continuem a ter e fazer ingerências em nossas vidas.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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PASSOU DOS LIMITES


Chegou ao limite, aliás, passou dos limites. O presidente Bolsonaro, novamente desmereceu, colocou em xeque, em dúvida, uma vacina autorizada pela Anvisa, a Coronavac, comprada aos milhões pelo próprio Ministério da Saúde e que milhões de pessoas já tomaram. É criminoso!

Até que ponto objetivos políticos dão licença para matar?


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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VÍRUS


Esse vírus é realmente fora do comum, agora: “A ordem dos valores altera o produto”.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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VÍTIMA NÚMERO 500 MIL


Os familiares da vítima n.º 500 mil do coronavírus no Brasil, que vai morrer sábado, devem colocar a perda de mais esta vida na conta da consciência perversa do presidente da República do Brasil, cujo nome nem deve ser pronunciado, para não atrair o mal que ele representa, por sua omissão e campanha contra o combate à epidemia, como agente propagador e Cavaleiro Apocalíptico da Peste. “Ave Imperator, morituri te salutant!” 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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O CIRCO DA CPI


A CPI da Covid-19, assim como tantas outras, não chegará a lugar nenhum. Muitos senadores buscam holofotes para as próximas eleições, querendo mostrar protagonismo para a plateia. O bilionário Carlos Wizard  foi  convocado e não compareceu, apesar de estar amparado por habeas corpus que lhe permite fechar a boca. A presidência da CPI insiste em seu comparecimento e ameaça determinar condução debaixo de vara. Nessa condição, certamente dará as caras e ficará calado. Mais uma vez, os nobres senadores republicanos serão  motivo de galhofas.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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JÁ FOI MULTADO?


O DER-SP e a PRF, tão ávidos em suas fiscalizações, especialmente no estilo tocaia, tiveram um momento de “frouxidão” inexplicável e suspeito por ocasião da tal de motociata ocorrida no dia 12/6. O promotor de tal evento, sr. Bolsonaro, cometeu pelo menos 3 irregularidades de trânsito ao participar do evento: utilizou capacete tipo coquinho, de uso proibido, não utilizou óculos de proteção adequados e exigidos quando o capacete for do tipo aberto e circulou com sua motocicleta com a placa encoberta. Não consta até o momento que o DER-SP e a PRF tenham autuado o sr. Bolsonaro. Estará ele acima da Lei?


Lauro Becker bozzo.dumm@gmail.com

Indaiatuba


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A FORMAÇÃO DA TERCEIRA VIA

Diversos partidos políticos se reúnem e debatem sobre a escolha de candidatos para a disputa eleitoral concorrente com Bolsonaro e Lula, em 2022. É satisfatório que ocorram reuniões e debates com o fim de encontrar um candidato que tenha condições de enfrentar a dupla de maus gestores. Mas espera-se que escolham um candidato digno, decente, operoso e competente e que possa proporcionar bons resultados para o Brasil, porque trocar seis por meia dúzia não dá mais para os brasileiros. Saliente-se, ainda, que o candidato precisa ter possibilidade de cooptar eleitores com seu magnetismo e carisma. Vê-se, pois, que os interessados na terceira via têm um problemão em mãos!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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 ‘O JOGO AINDA VAI COMEÇAR’


Em relação ao editorial O jogo ainda vai começar (Estadão, A3, 17/6), gostaria comentar que uma terceira via é o que se espera para a eleição de 2022, mas não seria ingênuo supor que a cidade de São Paulo, maior colégio eleitoral do País, possibilitaria a tração eleitoral necessária a alguém que desprezou sua confiança e milhões de votos ao usá-la como mero trampolim eleitoral para atender a seu projeto político individual? Tristes trópicos...  

Fernando T.H.F. Machado fthfmachado@hotmail.com

São Paulo


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NÚMERO DE CONSENSO 


Os partidos ditos de centro, que buscam uma terceira via para 2022, uma espécie de boia em alto mar, se reuniram para uma primeira conversa, sem o lógico compromisso de apontar um nome de consenso. De concreto saiu  a obviedade de ninguém apoiar Bolsonaro ou Lula. Aguardamos então, com imensa ansiedade, pelos próximos passos, para que a única finalidade desse encontro nos seja apresentada. Eu não quero nem saber o nome do candidato que de lá sairá, basta saber o número que vão colocar na urna eletrônica. É nele que vou cravar.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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O BRASIL NO LIXO


É incrível a naturalidade com que o Brasil aceita o inaceitável: a eleição do ano que vem não será uma disputa entre Bolsonaro e Lula, os dois devem ser impedidos de concorrer, na verdade os dois deveriam estar na cadeia. Lula responde a inúmeros processos, já foi julgado, condenado e preso, tudo indica que Lula será condenado e preso novamente. Bolsonaro é diretamente responsável pela morte de milhares de cidadãos brasileiros, vítimas da pior gestão da pandemia do planeta. Até hoje Bolsonaro insiste em fazer tudo errado, ataca as vacinas, o distanciamento social e o uso da máscara, além de promover remédios para matar piolhos, comprovadamente ineficazes contra o vírus. O Brasil precisa dar um murro na mesa e pôr essa tigrada atrás das grades, chega de tratar criminosos corruptos e incompetentes, como Lula e Bolsonaro, como se fossem alguma divindade. Chega de assistir a um corrupto como Arthur Lira legislando em causa própria, desmontando as leis de combate à corrupção, chega de ver um picareta desqualificado como Ricardo Salles destruindo a natureza. O Brasil precisa sair desse marasmo e tomar as rédeas do seu destino, livre da corrupção e da incompetência desse lixo político que está destruindo o País.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA


Os USA, com Elliot Ness, tiveram os agentes “Intocáveis”.

O Brasil, com Arthur Lira, tem os políticos “Inimputáveis”...


Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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LEI DE ‘IMPUNIDADE’ ADMINISTRATIVA

Com um placar de 408 votos a favor e 67 contra, numa união que misturou interesses escusos de aliados do presidente Bolsonaro e deputados da oposição, a Câmara aprovou, por ampla maioria, a Lei de Improbidade Administrativa, o que representa mais um passo na condenável tentativa de blindar políticos de investigações iniciadas após a Lava Jato. Como se sabe, dos 24 integrantes da comissão especial que analisou a proposta, nada menos que 7 respondem a ações de improbidade.Com efeito, deixando a costumeira hipocrisia de lado, melhor será chamá-la de Lei da Impunidade Administrativa! Políticos, corrompei-vos e locupletai-vos. Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A CÂMARA E A IMPROBIDADE

Como quem não segue a ética política pode redigir e aprovar o projeto da Lei de Improbidade Administrativa? Só rindo...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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‘BOLSONARISMO VICIA’

O artigo de Eugênio Bucci  Bolsonarismo vicia, publicado ontem no Estadão, é um tratado síntese das deformações que atualmente acometem parte da sociedade, decorrentes do vazio cultural e da ausência de cognição sobre a razão do ser e estar, de uma visão rasa de mundo. Já que não se pode evitar o fanatismo desarrazoado desses e de seus antípodas e para que esse vício não nos mate a todos de overdose, é necessário envolver a metade restante da sociedade, aumentando o exército resistente, por meio do antigo, conhecido e esquecido antídoto da educação e valores civilizatórios.   

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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VÍCIO


Eugênio Bucci acertou em cheio na definição do bolsonarismo. Inteligente, perspicaz, trouxe artigos e estudos para trazer-nos luz sobre os dias atuais.

Parabéns!! Que venham mais textos nesse sentido!!


Carolina E. P. M. de Senna Motta carolina.motta.adv@gmail.com

Curitiba

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PENSAR NO BRASIL

Uma economia cujos principais setores sempre foram fortemente controlados pelo Estado e que somente agora, enfrentando fortes resistências corporativas, consegue aliviar algumas amarras dos grilhões oficiais, embora muito ainda necessite ser feito e importantes reformas clamem por aprovação urgente; um sistema  de coalizão política descolado das  carências básicas do povo, turbinado por uma quantidade de  partidos que, em termos de programa e ideologia, nada significam; um dos mais caros Congressos do planeta, com quantidade desproposital de parlamentares, o que não permite um funcionamento minimamente harmonioso, impede uma fiscalização conveniente das ações do governo central, como recomenda um regime que pretende ser democrático, e embaça o foco do interesse público, para objetivar demandas particulares e de pequenos grupos; finalmente, uma Corte Suprema errática que primordialmente orienta muitas das suas decisões por estímulos externos. Estas são algumas tinturas de um cenário propício à concretização de sucessivos voos de galinha, impulsionados por líderes populistas que evitam o encaminhamento de medidas impopulares, principalmente em períodos próximos a eleições, preferindo voar nas asas da demagogia. Urge que os homens públicos assumam atitudes mais empáticas e passem a pensar mais no Brasil.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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MUDANÇAS

A economia e o sistema social são dois pontos importantes em países desenvolvidos. Cabe a indagação, ou seja, qual o posicionamento do Brasil nestas duas questões? É uma situação que exige um posicionamento firme de segmentos sociais que precisam mostrar a quem comanda a  nossa República a necessidade de implementar medidas corretas e não o que está acontecendo.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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INSENSATEZ

A atual diretoria do Banco Central conseguiu ser pior que a do período Dilma Rousseff. Baixou estúpida e artificialmente a taxa de juros por conta de uma recuperação da economia que nunca veio. Agora lentamente vem subindo. Não resolve nada. Para baixar a inflação e o dólar só um choque nos juros. Hoje já deveria estar em no mínimo 9%. Deveriam recuperar o poder de atualização da poupança, hoje e desde sempre o carro-chefe dos investimentos no Brasil. Nunca deixar de remunerar em no mínimo 6% a.a. Que se estabeleça que, para render isso, o dinheiro deve ficar aplicado por pelo menos quatro anos. Antes desse prazo, se o poupador retirar o dinheiro haverá um deságio. Até porque imprevistos acontecem.


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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A NOVA DIVISÃO POLÍTICA DE SÃO PAULO


São Paulo começa a sua terceira experiência de regionalização na gestão administrativa. Na primeira, em 1967, ao tempo do governo Abreu Sodré, o Estado foi dividido em 10 Regiões Administrativas que, pouco depois, foram elevadas para 11, quando o governo cedeu à pressão de Marília, ali criando e instalando a 11ª Região, fruto da divisão da 7ª Região, sediada em Bauru. Em 1984, no governo Franco Montoro, criaram-se os Escritórios Regionais de Governo em 48 regiões, que funcionam até hoje. Agora, a Secretaria de Desenvolvimento Regional, prepara a nova divisão, que deverá partir o Estado em 9 Regiões Metropolitanas, 5 Aglomerações Urbanas e 21 Microrregiões. Cada figura jurídica dessas deverá agrupar uma parte do território, com suas características e interesses, de forma a poderem atuar e resolver os problemas conjuntamente. Nos 54 anos que nos separam da primeira regionalização, muita coisa mudou, tanto física como legalmente. Espera-se que, desta feita, o governo não abra mão de critérios técnicos importantes e que, na medida em que definir por um novo esquema, revogue o anterior, coisa que não ocorreu em 1984 e gerou dificuldades. Que venham as mudanças e que sejam o indutor do desenvolvimento harmônico de todas as regiões e, em vez de dividi-las, sejam capazes de uni-las através de suas diferentes potencialidades e interesses. Que sustentem o Estado e o mantenham como grande gerador de trabalho, renda e bem-estar para a população. Equilibrado e produtivo, São Paulo é o grande polo irradiador do progresso para todo o País.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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