Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2021 | 03h00

O Brasil do capitão

O que fazer?

O povo brasileiro não aguenta mais continuar a ser sufocado economicamente pelo “sistema político” vigente no País. O que fazer, então, para interromper essa tortura permanente e crescente, que nos destrói? Democraticamente, seria necessário promover com urgência as reformas administrativa e tributária, para acabar com os privilégios da minoria que, como parasita, suga o organismo da imensa maioria da população. Mas, como demonstra com clareza cristalina o editorial Bolsonaro, Lira e as reformas (18/6, A3), isso não vai acontecer nunca, porque os que teriam de promover tais reformas são exatamente os maiores beneficiários desses privilégios. O editorial mostra que o Executivo (o presidente da República) e o Legislativo (408 de 513 deputados federais) não têm interesse nas reformas. O primeiro, por motivos eleitorais e os segundos, para manterem o status quo que lhes garante tais privilégios e permite que continuem a praticar as tenebrosas e corruptas transações que os beneficiam. Mas, a meu ver, há ainda outros dois poderes que são contra as reformas por também se beneficiarem dos mesmos privilégios, garantidos por “direitos adquiridos” e “cláusulas pétreas”: o Judiciário e o “poder militar”. Então, sendo a solução democrática inviável, infelizmente seria necessária uma intervenção civil da imensa maioria dos patrícios – que remete à França de 1789...

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Sem comando nem projeto

O pior problema do Brasil não é a pandemia, mas a ausência de um presidente que governe, com um projeto político que inclua obras de infraestrutura, modernização dos sistemas de saúde e educacional, combate à corrupção e reestruturação do sistema penitenciário. O atual presidente está em plena campanha eleitoral, sem, no entanto, apresentar soluções, alternativas e demonstrativos do que realizou – o que seria impossível, uma vez que seu governo é inerte, inoperante e omisso. O preço será cobrado na próxima gestão. Com os efeitos da pandemia somados à inércia do governo federal, o custo será altíssimo, talvez levemos 20 anos para recuperar o tempo perdido por Bolsonaro. Tempo gasto com ofensas, atrasos, mentiras e inutilidades bestiais como os gastos com cloroquina.

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Retrocesso

O amadorismo é gritante e a falta de um mínimo de competência, estarrecedora. O pedido de Bolsonaro para que os mercados segurem o preço da cesta básica nos lembra aqueles tempos idos em que se comprava fiado, na caderneta.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Apagão

Diante do risco de novo apagão elétrico no País, o governo federal bate cabeça para arranjar o culpado da vez, eximindo-se de sua responsabilidade pela milésima vez em apenas dois anos e meio de mandato. O almirante ministro das Minas e Energia diz que não faltará energia, apesar de todas as evidências apontarem o risco iminente. E o outrora superministro da Economia, Planejamento, Indústria e Comércio & privatizações apressadas faz de conta que não é com ele. O presidente, então, nem se fala. Vai “acelerando para Cristo” para ver se o Todo-Poderoso o livra de tantas barbeiragens, crimes e omissões cometidos há pelo menos uns 30 anos. O único legado desse governo será o de sepultar de uma vez por todas o mito da competência e eficiência dos militares (vide Pazuello).

SANDRO FERREIRA SANDROFERREIRA94@HOTMAIL.COM

PONTA GROSSA (PR)

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Eletrobrás

Sempre li que a privatização de estatais ajuda, pois sobra dinheiro para ações do governo que auxiliem o povo. Mas no modelo Bolsonaro/Centrão, não. A privatização da Eletrobrás pode gerar custo de R$ 84 bilhões para o consumidor. Numa matemática simples, isso vai custar R$ 393,63 a cada habitante, ou 105 litros de leite. O presidente Jair Bolsonaro quer mesmo acabar com o povo brasileiro.

MAURÍCIO LIMA  MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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A caminho de 2022

Jogo combativo

É reconfortante o otimismo do editorial O jogo ainda vai começar (17/6, A3), ao apontar que “haverá outros candidatos relevantes além de Bolsonaro e Lula” nas próximas eleições presidenciais. Entretanto, embora se esperem desses candidatos propostas literalmente centradas, guiadas pelo bom senso e pela razão e permeadas por civilidade, enfrentar duas figuras populistas e demagógicas que não hesitarão em aplicar golpes baixos não será tarefa fácil. Como diz o editorial, será preciso couro grosso, ou seja, espírito combativo (que nada tem que ver com baixeza ou barbárie). Se for para entrar no jogo de cabeça baixa, melhor nem começar.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pau que nasce torto...

Almejando retomar o poder, o PT tenta reconstruir a imagem de seu líder-mor, maculada pela corrupção. O Lula paz e amor, moderado, responsável, honesto é a imagem criada para ludibriar o eleitor, de novo. Em tuíte ele fala em revogar o teto de gastos e volta com a velha demagogia de que a doação de R$ 1 bilhão para rico é investimento e R$ 300 para pobre é dívida. Ressuscita o “nós contra eles” e prega o atraso do Estado máximo. Lula e Bolsonaro estão no mesmo barco e nós, à deriva.

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Noiva corrompida

Lula tenta passar por noiva virgem imaculada, pronta para o casamento com o eleitorado, que tenta seduzir. Mas seu traje nupcial é reciclado do lençol sujo que cobriu o leito onde se entregou gostosamente ao corrupto poder. Mesmo vil, Bolsonaro será um duro adversário.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

O inteligente ministro da Fazenda do Brasil, Paulo Guedes, sugeriu que os alimentos com data de validade vencida sejam doados pelos supermercados para consumo dos pobres. No Jornal da Cultura o cientista Gonzalo Messina recomendou que o ministro dê esses alimentos para sua mãe, e a jornalista Vera Magalhães  também considerou a fala do ministro como bestialidade lesa-humanidade. A não flexibilização da data de validade de remédios e alimentos é alcance civilizatório ignorado pelo ministro. O correto poderia estar em fazer as doações dentro do prazo de validade. 


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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AOS POBRES, OS RESTOS DE COMIDA DOS RICOS

Paulo Guedes lança Plano Alimentar para pobres e mendigos!

Restos de comida dos ricos e da classe média alta, com excesso de alimentos, podem alimentar nossos pobres e mendigos. Cinquenta e três milhões de brasileiros famintos poderão ficar de bocas abertas, embaixo das mesas dos ricos, esperando que lhes sejam jogados alguns restos de suas fartas refeições, como cachorros amestrados, abanando o rabo como sinal de agradecimento.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PRESIDENTE PÁRIA

Transformado em pária internacional por suas próprias atitudes e ações, o presidente Bolsonaro realiza motociatas e é acompanhado e ovacionado por uma multidão de pessoas que, parece, pouco se importam com a situação do meio ambiente, das vítimas da covid, dos indígenas e quilombolas e de tantas anormalidades que acabam sendo, historicamente, uma marca registrada do Brasil. Difícil ter esperanças maiores quando tantos insistem em reafirmar absurdos sem sentido que são claramente contrários ao sensato. Mas, como a vida ensina que aprendemos e nos transformamos ou pela razão e o amor ou pela dor e os constrangimentos, que se dê então o destino que se traça por este governo de desgovernos. Apenas que, depois, quando da vez e da hora dos julgamentos e punições, não se venha a negar tudo o que foi e que  está sendo cometido.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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JOGADA DE MESTRE       

A motociata de Bolsonaro em São Paulo serviu para obter novos cadastros – mais de 500 mil – para facilitar aos interessados participar das fakes news, sempre apoiados pelo “gabinete do ódio”, na defesa do presidente negacionista. Afinal, trata-se de mais uma jogada de mestre para a obtenção de “filiados” a esse sistema oculto e irregular. É o que temos para hoje. Pobre Brasil!           

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DISTÚRBIO BIPOLAR


Ou é Lula ou é Bolsonaro. Quem é contra o mensalão e  petrolão está com o miliciano. Quem não é néscio, estelionatário ou traficante pertence ao PT. O País e o povo no fosso, com quase 500 mil mortos, graças às sabotagens do genocida, e os dois grupos bipolares, sem projeto de nação, só sabem se igualar na hora de dar altos lucros aos bancos, desviar verbas públicas e atacar quem não é das suas gangues.


João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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IMPEACHMENT


Segundo estudo da agência de jornalismo Pública, o presidente Fernando Henrique Cardoso teve 24 pedidos de impeachment; Michel Temer,31;Lula,37;e Dilma Rousseff,68.Segundo a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara, o lamentável presidente de turno Jair Bolsonaro tem até o momento nada menos que 107 (!) pedidos. Como o número só faz crescer em razão de seu errático, negacionista e autoritário desgoverno, tudo leva a crer que não tardará para que supere a soma de pedidos de todos os antecessores. Muda, Brasil! Impeachment já. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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VOTO IMPRESSO – PROPOSTA IMORAL


A observação do ex-presidente do TSE Nelson Jobim, comparando a proposta de junção do sistema de urna eletrônica com o de impressão do voto a uma “cruza de jaguatirica com cobra d’água”, ilustra bem o absurdo e medievalismo desta que nada mais é que verdadeira ideia de jerico. Se aprovada, não só custará nada menos que a imoral quantia de  R$ 2 bilhões aos cofres públicos, como será potencial fonte de fraude como era antigamente. Os parlamentares bolsonaristas que apoiam essa proposta sabem muito bem que a segurança do sistema eletrônico já foi suficientemente esclarecida e atestada. Esse projeto, que dificilmente passará no Congresso, faz parte da estratégia bolsonarista rasteira do discurso da “fraude”, caso o presidente Bolsonaro seja derrotado nas próximas eleições. A democracia brasileira, com todos os seus defeitos, é forte. Não há o que temer. Se até o ex-presidente americano derrotado Donald Trump  tentou de tudo, inclusive a invasão do Congresso, e não conseguiu sabotar a eleição, por aqui não será diferente. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CADÊ OS OUTROS?


Na Câmara dos Deputados foram eleitos 513 parlamentares, em exercício estão 512. Se tivemos 408 votos a favor e 67 contra a Lei de Improbidade Administrativa, onde estão os outros 37 deputados? 

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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COVARDES

O cassado ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, foi chamado de covarde e outros predicados não elegantes porque se ausentou da CPI da Pandemia no momento em que os senadores da minoria iniciariam as perguntas ao depoente. Além da desqualificação constante do prontuário político e moral, como poderemos chamar os senadores Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues e Humberto Costa, que usaram o mesmo expediente do Witzel no dia da oitiva de dois estudiosos médicos, contrários a tudo aquilo que os carrascos inquisidores do G-7 da CPI vêm covardemente pregando para incriminar o presidente da República? Na sabedoria das redes sociais encontraremos novos adjetivos e títulos para esses parlamentares mambembes. O povo acordou.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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PROVAS NÃO FALTAM

Duas matérias no jornal Estadão (18/,6/21) evidenciam que a CPI tem provas fartas contra Bolsonaro com Eliane Cantanhêde em CPI tem provas cabais e reúne juristas para definir crimes e no contingenciamento de verbas para a ciência e a pesquisa no valor de R$ 5 bilhões.

Se em meio à pandemia que matou quase meio milhão de brasileiros, em que a ciência se faz presente e precisa de investimentos em pesquisa, um presidente corta verbas nesta ordem, como defendê-lo?

Se o presidente Jair Bolsonaro já é culpado por não ter adquirido vacinas em quantidade e no tempo certo, contingenciando recursos à pesquisa evidencia claramente que não deseja que os brasileiros tenham vida longa, que a ciência,  a medicina e as universidades públicas possam se destacar num campo tão importante e vital para a nação. 

Por estas e outras, Jair Bolsonaro entrará para a história como o pior e mais perverso presidente que o Brasil já teve na República desde a sua instauração.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

 

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QUEBRANDO O PAÍS

Há mais ou menos 20 anos, um político paulista, já falecido, prometeu quebrar um banco para eleger o seu sucessor. Não quebrou, mas conseguiu o que queria. Hoje, o presidente Bolsonaro está seguindo a mesma estratégia, está tentando quebrar o Brasil para se reeleger. Ele quer dar aumento para o funcionalismo, aumentar o valor do Bolsa Família, prorrogar a "ajudinha" a quase metade da população brasileira, e outras coisas mais, como a privatização da Eletrobrás com dezenas de “jabutis”. Talvez não quebre, porém, o País vai ficar mais pobre.....

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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DÉFICIT PÚBLICO


Em 2015, a ex-presidente Dilma Rousseff, no início de seu segundo mandato, levou uma rasteira do Congresso Nacional que aprovou o fator previdenciário 85/95. Deu no que deu, criou-se um desequilíbrio no déficit público sem precedentes. Isso serve de alerta para o presidente Bolsonaro. Caso prosperem suas promessas eleitoreiras de ajustes do Bolsa Família e da remuneração dos servidores públicos, sem a contrapartida no orçamento, as consequências serão gravíssimas.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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BOIADA E JABUTI


Enquanto o povo vai morrendo e o foco está na CPI, os deputados se unem, dos petistas aos bolsonaristas, pra passar as boiadas e os jabutis. Vide Eletrobrás, e a Lei da Improbidade Administrativa. Vou resumir pra você: sua conta de luz vai ficar mais cara e os políticos só serão punidos por corrupção dolosa. Sabe aquela, “ah, era corrupção? Puxa, não sabia…” Vai passar batido.

Se puder, saia do Brasil.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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A PRIVATIZAÇÃO DA ELETRICIDADE

 

Denuncia-se que as emendas colocadas pelos senadores à chamada MP da Eletrobrás estão recheadas de “jabutis” e deverão custar R$ 84 bilhões aos consumidores (Estadão, 18/6 –B1). As alterações estabelecem a obrigatoriedade de o governo contratar um número maior de usinas térmicas movidas a gás, e haverá a necessidade da  construção de gasodutos para abastecê-las. Agora a matéria voltará à Câmara dos Deputados. Se não for votada até dia 23, cairá em decurso de prazo. Melhor que exigir usinas térmicas – normalmente usadas para emergências hídricas – seria ter emendado pela adoção de energias alternativas, como os parque eólicos e fotovoltaicos e até a adoção das placas nas edificações. O certo é que o Parlamento é pouco afeito à privatização, pois permanecendo estatais podem negociar nomeações e até indicar empresas para transacionar com o negócio do governo. Espera-se que, ao final, o objetivo privatizante se cumpra e a Eletrobrás possa prestar melhores serviços ao País sem onerar o bolso do consumidor. Ela é estratégica, mas, a essa altura do nosso processo econômico, é melhor que esteja em mãos de particulares e apenas regulada pelo governo por meio das agências apolíticas. Que a empresa esteja preparada para enfrentar a crise energética que se avizinha.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL DE MAL A PIOR


O Brasil segue repetindo os erros que o impedem de sair do atraso do Terceiro Mundo. Logo mais o presidente da República vai nomear um juiz terrivelmente bolsonarista para o STF. A gestão da pandemia foi conduzida por um bando de leigos preocupados em agradar ao presidente da República. O resultado foi catastrófico, o País poderia ter sofrido muito menos se tivesse feito o básico: vacina, máscara e distanciamento social. O ministro do Meio Ambiente é um advogado da bancada ruralista sem qualquer conhecimento ou interesse pelas questões ambientais, o resultado é o recorde de desmatamento na Amazônia e de queimadas no Pantanal. O presidente da República é uma pessoa que não tem a menor condição para ocupar o cargo, mal educado, grosso, destituído de inteligência em todas as suas formas, ignorante em todos os assuntos, Bolsonaro tem o perfil de um subalterno do mundo do crime, nem para chefe de quadrilha serve. O Brasil precisa rever seus conceitos, passar a impor algum gabarito mínimo para os postulantes a cargos públicos, promover a independência de fato entre os Poderes, caso contrário seguirá seu caminho ladeira abaixo, destruindo suas riquezas, ignorando seu potencial e se contentando em vender ração barata para os porcos da China.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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NOVA ERA DIGITAL


Efetivamente, o ciberespaço foi reconhecido oficialmente como o lugar onde as guerras estão acontecendo. Tal realidade, da qual poucos ainda se dão conta,  passa a partir de agora a  ser reconhecida como tema mais importante da geopolítica global, reconhecido pelos líderes das maiores nações do mundo. Quanto a nós nesse canto de mundo, temos de ter novos líderes que, chegando ao poder, tenham a dimensão dessa nova realidade, para que possam interagir com seus congêneres globais, no sentido de não ficarmos, como no passado, na traseira desses novos tempos digitais que já estamos vivendo neste século  21.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Enquanto se fala sobre a covid as vacinas corre solto no Senado e na Câmara as boiadas de outros assuntos que ensejam mais privilégios aos políticos; parece que não existem outros assuntos para se tratar! Eu fico pasmo com a insolência de quem quer que seja com sua insistência em se falar em pandemia, falência das instituições e, enfim, no passado recente da República. O nosso dia a dia, pouco a pouco está provocando a queda da qualidade de vida, com o abandono das cidades,  especialmente das capitais superpopulosas. Não se fala em outra coisa que não seja o vírus. Creio que o povo deveria acordar e pensar um pouco em seu território geográfico, no lixo que transborda pelas ruas, pelos rios e no cotidiano dos cidadãos. Não há o que fazer a não ser cuidar de si próprio e de seu município. Vamos deixar a responsabilidade da covid a quem deve trabalhar para combatê-la.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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LAUDÊMIO

Recebemos a conta da taxa de ocupação (Laudêmio), com mais de 20% de aumento, um absurdo. 

Será que esse imposto da Idade Média não vai acabar?


Carlos Gaspar calgasper@outlook.com

Santos


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REGRA DAS AVÓS PARA PROTEGER-SE

O caso de Lázaro, o serial killer que está sendo procurado, deveria levar as autoridades a se questionarem conforme uma senhora estuprada por ele o fez: “Como alguém assim não está na cadeia?”. Mas também lembra aos cidadãos comuns uma regra simples e prática usada por nossas avós: “Qualquer pessoa em sua área circundante que o faça sentir com receio deve ser evitada”. Não há nada de errado em dizer: “Desculpe, não posso ajudá-lo”. Especialmente quando se está desacompanhado e algo lhe preocupa.


Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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