Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Só boas-novas...

Não é absurda a ideia de produzir um telejornal apenas com boas notícias, como é intenção da TV Brasil (19/6, A12). Nem sequer é inédita. Entretanto, considerando o viés ideológico predominante no atual governo, podemos traduzir boas notícias como notícias que a ele interessam. O lançamento do Bom de Ver pela TV Brasil parece não ter que ver com a intenção de dar luz ao que possa ser bom e verdadeiro, mas escamotear a realidade e privilegiar a mentira, como bem demonstram as ações de comunicação desse governo. A noção de “narrativa incorreta”, manifestada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, faz transparecer as intenções da proposta: atribuir ao governo o papel de tutor sobre o que pode ou não virar notícia e, especialmente, desqualificar a impressa. A TV pública está sendo gravemente confundida com veículo da “voz do presidente”, como se referiu o ministro, e dessa forma parece querer assumir o papel de “ministério da verdade”, como concebido por George Orwell em sua clássica obra 1984.

VALTER VICENTE SALES FILHO VALTERSAOPAULO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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‘Bom de Ver’

A Velhinha de Taubaté mal pode esperar pela estreia do “telejornal” só com “notícias boas” da TV Brasil!

ANA CRISTINA LESSA SIMÕES ANACRIS_142@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Péssima notícia

Infelizmente, chegamos à dolorosa marca de 500 mil mortes de vítimas da covid-19. São outros tantos lares enlutados e milhões de pessoas entristecidas. Se, em vez de o presidente Bolsonaro ter subestimado os riscos que o novo coronavírus traria, tivesse atendido à ciência, em vez de ouvir pessoas do seu governo paralelo, esse trágico número seria significativamente menor.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Confissão

A declaração do presidente Jair Bolsonaro de que é preferível se contaminar com o coronavírus do que tomar a vacina contra a covid-19 é a mais viva e importante confissão de culpa que a CPI em curso no Senado poderia esperar, mesmo depois de ouvir tanta gente envolvida nesse desatino criminoso. Para executar essa política o chefe da Nação brasileira, deliberadamente, impediu a compra de vacinas e impôs a contaminação à população, resultando na marca de 500 mil mortes, agora alcançada.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Neurônios afetados

A ciência nos ajuda a compreender (18/6, A20): o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, com certeza faz parte dos 40% de pessoas que, infectadas pelo Sars-CoV-2, ficaram com danos nos neurônios e sequelas psiquiátricas, como o delírio. No caso do presidente, agravou um problema mental preexistente. Deveria ser aposentado por invalidez.

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Apatia

É impressionante ver como o mesmo povo que retirou Fernando Collor da Presidência aceita bovinamente os desmandos, atitudes genocidas e falcatruas da família Bolsonaro e seus asseclas. Até quando?

MARIZE CARVALHO VILELA MARIZECARVALHOVILELA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O golpe em andamento

Um golpe como o que está sendo gestado no País não acontece do dia para a noite. Ao contrário, é composto por pequenos golpes a cada dia. A pessoa mais lúcida deste país é o senador Tasso Jereissati, que exortou: “Parem esse cara!”.

RICARDO FIORAVANTE LORENZI RICARDO.LORENZI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Hidroxicloroquina

Para melhor se informar sobre a aplicabilidade de hidroxicloroquina no tratamento de covid-19, a CPI deveria chamar algum das dezenas de médicos do HCor, do Einstein, do Sírio-Libanês, da Beneficência Portuguesa e outros hospitais, os quais, coletivamente, testaram o uso do medicamento em 504 pacientes com covid-19. Usando método randômico e com duplo cego, o estudo mostrou que o uso da hidroxicloroquina, com ou sem azitromicina, não teve nenhum efeito quanto à cura da doença, com a agravante de que alguns dos pacientes que tomaram o medicamento tiveram problemas causados por ele, o que não ocorreu com quem tomou o placebo. O artigo, publicado no New England Journal of Medicine, está disponível em DOI: 10.1056/NEJMoa2019014 ou em Hydroxychloroquine with or without Azithromycin in Mild-to-Moderate Covid-19 (nejm.org).

WILSON SCARPELLI WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Realidade

A boiada muge e a caravana de paulistas vacinados passa.

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA

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Crime e impunidade

Execução da pena

Com a autoridade de quem lida cotidianamente com a criminalidade na função de procuradora de Justiça, Marcia de Holanda Montenegro mostra no artigo A falida execução da pena (18/6, A2) que a espada de Dâmocles aqui, no Brasil, é de brinquedo, pois não cumpre sua função social. Esse fato é bem retratado na falência da execução da pena em nosso meio, não desestimulando a criminalidade. Nossas autoridades se esqueceram nas últimas décadas de que manter fora da sociedade os criminosos é uma obrigação do Estado tão essencial quanto todas as demais – segurança, saúde, educação... Tratamento leniente só interessa à bandidagem e aos que ganham com isso. Agradeço à promotora Marcia por expor com tanta clareza mais esse nosso drama.

JOSÉ ELIAS LAIER JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

‘EM BUSCA DA ESTABILIDADE POLÍTICA’

Excelente o editorial do Estadão de ontem com o título acima. As condições mínimas para atingirmos uma razoável estabilidade política exigem:

Igualdade, “um eleitor, um voto”. Em 2.018, a representatividade média dos deputados eleitos foi de 286.171 eleitores por vaga, na Câmara Federal. De Estado para Estado, foi muito grande a dispersão dos valores desta variável: de 41.683 (RR) a 472.006 (SP) eleitores por vaga. Para fazer com que todos os eleitos fiquem o mais próximo possível da média, é necessário transferir vagas na Câmara de Unidades Federativas cujos eleitos tiveram baixos números para a representatividade, em 2.018, para Unidades Federativas cujos eleitos apresentaram elevados valores para essa representatividade. Intercâmbio de vagas feito ao longo de três eleições, 2026, 2030 e 2034, com calma, e sem atropelos.

Voto distrital puro, com cláusula de retomada de mandatos, como já é na Suíça, Estados Unidos e em outros países, e em dois turnos, nos distritos onde nenhum dos candidatos atingir maioria absoluta de votos no primeiro turno, como já é na França. Câmaras legislativas são os únicos órgãos dos poderes públicos para os quais os eleitores podem nomear representantes populares, e essa prerrogativa deve ser outorgada não apenas com exclusividade para o eleitor, como também, com o tempo, ela deve ser ampliada para a nomeação e/ou aprovação de outros cargos da administração pública, em geral.

A implantação do voto distrital puro poderia ser feita, também com calma e sem atropelos, primeiro em um grupo de municípios com mais de 65 mil eleitores, para a eleição dos vereadores em 2024. Crescendo em número de eleitores, outros dois grupos de municípios seriam acrescentados, respectivamente nas eleições de 2028, e de 2032. Algumas das Unidades Federativas que passaram por uma primeira etapa municipal em 2024, poderiam eleger seus deputados estaduais em 2026. Dois outros grupos de Unidades Federativas seriam acrescentados ao sistema nas eleições estaduais, respectivamente, logo a seguir aos segundo e terceiro estágios das eleições municipais. De tal forma que, em 2034, ou 2038, o País estaria apropriadamente treinado e preparado para, por uma primeira vez, eleger seus deputados federais com o voto distrital puro.

Com as maiores oportunidades de diálogo estruturado, formal ou informal, que o voto distrital puro proporciona, o eleitor vai dedicar mais tempo nas análises das propostas eleitorais, para decidir-se por um candidato. Será então necessário fazer um reposicionamento cronológico de eleições estaduais para o ano situado entre eleições municipais e eleições federais, para que assuntos estaduais não sejam ofuscados pelos sempre importantes temas federais, nem a análise destes sofra qualquer interferência de preocupações “meramente provinciais”.

Uma excessiva fragmentação partidária no cenário político do País, a longo prazo, talvez não venha a exigir maiores atenções do que as dadas pelos eleitores, ao longo do tempo, promovendo algum tipo de seleção natural, muito fácil com o voto distrital puro. Usuário deste tipo de voto há mais de três séculos, o Reino Unido, em dezembro de 2019, teve 71 partidos apresentando candidatos. A maioria concorreu em apenas um ou em alguns poucos distritos. Apenas dez partidos conseguiram eleger membros do Parlamento.

José M. Frings  jmfrings64@gmail.com

São Paulo


A SOBRA QUE SOBRA

O ministro Paulo Guedes sugeriu que doravante as sobras de alimento nas mesas dos ricos fossem doadas  aos mendigos. Como perguntar não é ofensa: que tal o ministro, em vez de sugerir  doação de resto de comida, doasse parte do salário dele? Assim sendo acredito que no mínimo 200 famílias não passariam fome. Simples assim...! 


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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INFORMAR-SE E VOTAR


Estou indignada, como muitos brasileiros, com a decisão tomada por 408 deputados  federais, entre os quais do PSL e do PT, que são maioria, votaram a favor destas alterações na Lei de Improbidade Administrativa. Não me dou por vencida, pois nós temos a nossa arma que é o voto. Fiz o levantamento de todos os deputados de todos os partidos de São Paulo, nos quais não votarei e ainda repassarei para amigos, familiares e outros. Se as pessoas em todos os Estados fizessem este levantamento e divulgassem para seus contatos, quem sabe teríamos melhores pessoas como nossos representantes em 2022!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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OPORTUNIDADE

Como acreditar na sinceridade dos titulares de vários partidos que se fantasiam de paladinos de uma terceira via, temerosos da consolidação de perturbadora polarização que lhes parece inevitável nas eleições de 2022, se vários dos representantes destas mesmas agremiações assistiram passivamente no Senado, sem a menor contestação, à escolha dos presidente, relator e vice-presidente, encarregados de conduzir os trabalhos da CPI da  Covid, indiscutivelmente desqualificados para tal função em face dos respectivos passado, presente e, certamente, futuro de cada um, e quando a Câmara baixa do mesmo Congresso, onde pousam muitos caciques dos mesmos grupos que dizem procurar, como Diógenes, um nome  para servir de alternativa eleitoral mais moderada, aprovam, no embalo do foco da CPI, por acachapante diferença – o que assegura que muitos deles votaram pela maioria –  um projeto que modifica a Lei da Improbidade Administrativa de modo a garantir maior escopo de blindagem e impunidade por  atos desonestos praticados por agentes públicos?  Agora a grande oportunidade do Senado de recuperar alguma credibilidade é colocar ordem na casa e domar tamanha imoralidade.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO SEM LIMITES

A boiada da corrupção está passando com Arthur Lira no comando, ninguém nunca mais será preso, nenhum corrupto perderá o mandato, nem se tornará inelegível, a bancada da corrupção poderá dormir tranquila, todos os políticos poderão se dedicar de corpo e alma a roubar dinheiro público, sem medo. Arthur Lira faz no Congresso o mesmo que seu colega Ricardo Salles faz na pasta do meio ambiente: legaliza o desmatamento ilegal e a mineração ilegal, acaba com a fiscalização, as multas, as punições, o resultado é recordes de desmatamento sendo batidos, o Pantanal estará completamente limpo em poucos anos, drenado e sem vegetação alguma, pronto para a soja e o gado, a limpeza da Amazônia vai demorar um pouco mais. Com Arthur Lira e Bolsonaro,  o Brasil pode esperar recordes de desvio de dinheiro público,  os trilhões de reais destinados ao saneamento básico, por exemplo, vão simplesmente evaporar, sumir, e o esgoto, claro, continuará sendo jogado nos rios e mares brasileiros, nem um metro de cano de esgoto será usado, podemos esperar 100% de desvio de dinheiro público, quem viver verá. 

Mário Barilla Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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NOVA LEI DE IMPROBIDADE

A Câmara dos Deputados, presidida por Arthur Lira, ficou do lado dos maus gestores públicos, e não da população a quem representa, ao aprovar com rapidez nunca vista a reforma da Lei de Improbidade Administrativa. Como essa lei tem por objetivo evitar o mau uso da função pública, ao deixar no limbo a possibilidade de punir indicação política, a não demissão se o condenado mudar de cargo, a prescrição no prazo de quatro anos, e outros dispositivos para dificultar a responsabilização de quem pratica atos lesivos ao patrimônio público, não parece que os anseios da população estão em jogo. Que vergonha!


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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SOB O DOMÍNIO DO CENTRÃO

Em entrevista à CNN Brasil, o cientista político Rafael Cortez, definiu o Centrão como associado a ″políticos que integram o chamado baixo clero, são deputados que geralmente não possuem projeção nacional. Eles pertencem a partidos que dificilmente disputam eleições presidenciais e se movimentam de forma mais fácil entre os grupos políticos. Se não são a elite, ao menos em termos eleitorais, e se também não estão nos blocos tradicionais de governo e oposição, são, por definição, maioria″. O denominado Centrão vem comandando o Congresso desde a Constituinte de 1988, sendo responsável por muitas mazelas que vêm empobrecendo o País. Agora, com o presidente da República e os presidentes do Congresso Nacional ligados ao Centrão, a situação ficou bem pior. O que estão aprovando de absurdos nos envergonha perante o planeta. A maldade de atual se refere aos ″jabutis″, inseridos pelos deputados federais no projeto de privatização da Eletrobrás. Tão obtusos e descarados que até os senadores reclamaram, quando o projeto lá chegou. Criaram termoelétrica a gás, sem se preocupar com o gasoduto que, obviamente, deverá ser construído, vindo sabe-se lá de onde. Apesar de tudo, isso não abalou o senador Dário Berger (MDB-SC), que tascou uma emenda estendendo o subsídio às termoelétricas de seu Estado, movidas a carvão mineral, de 2027 para até 2035, com um rosário de justificativas absurdas, que nem vale a pena citar. Nossos parlamentares que não fizeram nenhum estudo sobre custo/benefício ignoraram o aquecimento global, as usinas eólicas e solares, que produzem energia limpa, e as novas baterias de carbono, que aumentarão as suas autonomias. Virou pandemônio.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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JABUTIS NA ELETROBRÁS


Foi aprovada no Congresso Nacional a toque de caixa a medida provisória (MP) 1.031/2021 que trata da desestatização da Eletrobrás, com a “devida” inserção de jabutis como a construção de usinas termoelétricas (poluentes) movidas a gás nas Regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste, mesmo em Estados que ainda não tenham gasodutos instalados, para o delírio dos respectivos políticos e das futuras construtoras de tais gasodutos. Não se trata de inovação do Centrão (de negócios?), pois a estratégia política de aproveitar a pandemia da covid-19 para “passar a boiada” está sendo praticada há tempo, na caradura, pelo ministro Ricardo Salles!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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IDEOLOGIA DE LULA


Ainda tem gente que discute a ideologia do ex-presidente Lula. Ele não tem ideologia nenhuma, instalou uma cleptocracia que delapidou o Estado brasileiro. Muito elogiou o regime radical venezuelano e parece que quem vai tentar conseguir implantá-lo é seu adversário político Jair Bolsonaro. Espero que seja pura fantasia...


Luiz Frid  fridluiz@gmail.com

São Paulo


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PRESIDENCIÁVEIS

Nós temos, no nosso país muitos homens e mulheres com ficha limpíssima e dispostos a fazer o que precisa ser feito! Eis alguns nomes: Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo; senador Álvaro Dias; Pedro Malan: senadora Ana Amélia (RS); Luiz Felipe D'Avila (cientista político); governador João Doria; governador Eduardo Leite; senador Tasso Jereissati; Paulo Ganime (Partido Novo); e Vinicius Poit (Partido Novo).

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

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OS PODERES NO BRASIL


Uma breve divagação sobre a situação atual dos poderes públicos no Brasil vai demonstrar anomalias preocupantes e que somente serão resolvidas com a assunção ao Poder Executivo de um novo gestor capaz, competente, justo, digno e decente, a ser escolhido e a ser eleito em 2022. É fundamental a modificação de postura, porque um presidente da República não deve nem pode mentir deslavadamente; não pode, ainda, contrariar ou passar por cima das leis quando desejar; e também não pode competir, a seu bel-prazer, com a ciência e com profissionais habilitados. E os seus desejos não podem contrariar as necessidades da Nação. Outrossim, o Poder Legislativo acompanha o presidente da República em tudo que interessa a ambos e em tudo que interessa à categoria, adeptos e asseclas, além de votar, com extrema rapidez, temas de interesse exclusivo de deputados e senadores. E o Judiciário, por fim, precisa obter credibilidade perante os brasileiros. Para tanto, é necessária a completa mudança no modo de escolha dos ministros, a fim de que se possa eliminar o ranço político e as opções de gratidão e referências. Quanto tempo, então, teria o Brasil para realizar tantas tarefas e tantas mutações?


José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


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OS 14 INVESTIGADOS


A CPI da Covid-19 vai investigar 14 dos êmulos do presidente,  atendendo dessa forma às expectativas da sociedade. 

Essa investigação é apenas de praxe, pois todos eles deixaram sinais incontestáveis de seu desprezo pela saúde pública, seguindo o exemplo de seu chefe. 

Consumada a investigação, com a recomendação da condenação dos investigados pela Justiça, o passo seguinte consistirá em vencer a má vontade da Procuradoria-Geral da República, submissa ao Planalto, de sorte a oferecer denúncia para punir os responsáveis pela morte de meio milhão de vítimas, subtraídas da sociedade de forma distópica pelo governo federal comandado por Bolsonaro, o exterminador.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo


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MEIO MILHÃO DE VIDAS E UM NEGACIONISTA MITÔMANO

O Brasil de luto chora a morte de meio milhão de seus filhos, enquanto o mitomaníaco no Palácio do Planalto continua sua cruzada lunática contra as vacinas, as máscaras, as medidas recomendadas pela ciência e o bom senso, autocentrado apenas em sua meta de se tornar um ditador vitalício de uma nação perplexa e atônita, na luta para salvar vidas ainda não ceifadas por uma epidemia global, ignorada e negada por um bando de acólitos de um falso homem que odeia o mundo e a vida.  

Paulo Sergio Arisi Paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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TRAGÉDIA MAIOR

A pandemia da covid-19 no Brasil do século 21 tornou-se a maior tragédia vivida pelo País desde o século 19. A Grande Seca (1877-1879), que atingiu o Nordeste, causou a mesma quantidade de vítimas. Na época, outras regiões do mundo também foram duramente afetadas, como todos os países banhados pelo Mediterrâneo, a Índia, a península coreana, a Austrália e a região sudeste da África, incluindo a ilha de Madagáscar.


Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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SUPREMA IRONIA

Em 2018, Jair Bolsonaro foi eleito com votos de eleitores que, em sua maioria, alegavam estar evitando a permanência do petismo no poder. Candidatos experientes e com vida pública conhecida foram sumariamente preteridos. E o resultado é isso que aí está. Um presidente que coloca em risco nossas vidas, infla a insubordinação nas forças militares e desgoverna a bel-prazer, tendo como aliado um Congresso amoral e um Supremo Tribunal Federal com integrantes de comportamento vetusto e proferindo decisões ambivalentes, entre elas aquela que restituiu os direitos políticos a Lula da Silva, que assim está em vias de retornar ao poder como remédio ao atual desvario político e institucional do bolsonarismo. Suprema ironia!


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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ESSE SUJEITO OCULTO E CHARLATÃO          

Após vários testemunhos dados à CPI da Covid, Jair Bolsonaro ficou conhecido como “sujeito oculto e charlatão”. Sujeito oculto porque é cantado em verso e prosa e charlatão porque, mesmo não sendo médico, insiste no tratamento precoce com cloroquina e incentiva a contaminação total dos brasileiros, pois acha que a covid-19 é melhor do que a vacina para a imunização do povo. Loucuras à parte, quando irão interditar esse “sujeito oculto e charlatão”?

 Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo    

 

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SEMPRE O STF A METER OS PÉS PELAS MÃOS


Quero parabenizar e agradecer, como não formado em Direito, o artigo esclarecedor da dra. Márcia de Holanda Montenegro, procuradora do Ministério Público de São Paulo, intitulado A falida execução da pena (Estadão, A2, 18/6). A autora detalhou com clareza e muita firmeza a causa da terrível (e quase incompreensível) situação de exculpação da criminalidade violenta que vige no Brasil. E, só para constar, alguns ministros do Supremo, ao contrário do que parecem acreditar, não deixarão saudades ao se aposentarem.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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VALORIZANDO O TERCEIRO SETOR

É muito importante valorizarmos o Terceiro Setor, principalmente num país em que nem a iniciativa privada nem o Estado conseguem enfrentar os problemas de todo tipo que afligem a sociedade. As ONGs são Organizações Não Governamentais que nasceram da vontade de ajudar a sociedade e não visam ao lucro. Trabalham onde o Estado não chega e, para isso, contam com a colaboração tanto da esfera pública quanto de instituições privadas. Aqui acaba a teoria. Na prática, ao lado de diversas ONGs cujo trabalho é maravilhoso e indispensável, convivem outras que captam recursos públicos e privados e não contribuem em nada para o bem da sociedade. Começando com os famosos cabides de emprego para as militâncias partidárias e terminando com as organizações especializadas no desvio puro e simples de verbas públicas, simulando a prestação de serviços sociais. O porcentual de desperdício não é nada desprezível.  O Brasil precisa de uma atuação cada vez maior e mais eficiente por parte das suas organizações não governamentais. Isso passa necessariamente pela retirada das frutas podres do cesto. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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A NAU DOS INSENSATOS À BEIRA DO NAUFRÁGIO

Não são as Centúrias de Nostradamus, mas sim a Lei da Causa e Efeito, pela falta de fiscalização no desmatamento da nossa Floresta Amazônica, que produz os rios voadores que formam as chuvas para abastecerem as represas do Sul e Sudeste. Nada foi feito até agora para combater a degradação, e agora a natureza manda sua conta, com escassez de água. O Brasil não investe em energia solar e eólica, prefere emitir uma medida provisória para termoelétricas a diesel, que poluem 32 vezes mais que as de gás natural, porque não temos gasoduto.

Esse é o quadro fúnebre, caótico, trágico que nos aproxima do inverno, quando aumenta o consumo da energia, e o que é pior, além da escassez da água para os reservatórios, o Sul e Sudeste também terão escassez da água potável.

O que poucos sabem é que, se cuidássemos da Amazônia, teríamos para o Sul e Sudeste os rios voadores, só que agora nem mesmo as nuvens de chuva conseguem se formar naquele bioma.

Como parte do castigo,  a Região Amazônica está totalmente inundada com o Rio Negro, que já chegou a 30 metros, porém toda essa agua é levada para o oceano, sem passar para outros Estados.

Preparem-se, porque pode ficar pior.

José Pedro Naisser, ecologista jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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CRISE HÍDRICA E A IRRESPONSABILIDADE DE CADA UM


Eu moro no bairro de Itaim-Bibi, em São Paulo, onde, suponho, seus habitantes sabem ler e leem diariamente nos jornais que estamos em plena crise hídrica. No entanto, em nossas caminhadas matinais, vejo muitos prédios lavando as calçadas, certamente seguindo as instruções dos síndicos. É incrível a falta de sentido comunitário da maior parte das pessoas, não assumindo suas responsabilidades como cidadãos. Segundo essas pessoas, são “os outros” que têm que tomar providências. Com um povo assim, nosso futuro é negro...


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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LIGA BRASIL DE FUTEBOL


O documento entregue à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pactuado pelos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que será acrescido de times da Série B, formalizando a criação de uma liga para organizar a competição, pode significar um considerável abalo na centenária entidade máxima do futebol nacional, ao reivindicar maior participação nas decisões e nas eleições de presidente e de vice. Trecho do documento diz “precisamos repensar o futebol, mas com muita união, pensando no produto futebol, no seu crescimento e de todos os clubes. Temos de discutir princípios mercadológicos, éticos e de governança, além de maximizar receitas e ofertar um produto de maior qualidade e maiores vantagens comerciais”. Diante do fato, resta claro que aceitar reduzir o seu imenso poder e dividir a receita milionária com os atores do espetáculo é o melhor caminho para que a importante Confederação Brasileira de Futebol não perca a partida e saia de campo derrotada. Se liga, CBF!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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