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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2021 | 03h00

Pandemia e desgoverno

500 mil ausentes

Inaceitável o extermínio de 500 mil brasileiros e de milhares de famílias. Igualmente inconcebível que em meio ao luto coletivo tenhamos um circunstancial e incapaz presidente totalmente incompetente para liderar o País na superação do maior morticínio da nossa História. Jair Bolsonaro é culpado, sim, pelas mortes e por tripudiar, quando poderia ter-se apoiado na ciência e na lógica. Para o bem geral, que renuncie. Ou, para que se cumpra a Constituição, o Congresso Nacional tenha a altivez que se espera e, em nome dos mais de 500 mil mortos, definitivamente o expulse, dentro dos limites da Constituição. Meu luto por todos os que partiram e meu repúdio com o grito de resistência: fora, Bolsonaro genocida! Pelos 500 mil ausentes.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO RENATONASCIMENTO@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Insanidade

Essa marca nefasta de 500 mil mortos pela covid-19 é de responsabilidade única e exclusiva do capitão do mato que ocupa a Presidência da República. Esse senhor, que é a negação do ser humano, genocida e irresponsável, tratou politicamente o assunto de vacinação, desdenhando dos chineses, recomendando remédios ineficazes e o tal “tratamento precoce”, enquanto o povo morria. Desdenhou da ciência pela obscena vontade de continuar no Planalto em 2022. Esse senhor faz de tudo para sacrificar ainda mais este povo sofrido, sem trabalho, passando fome e, literalmente, não tendo onde cair morto. Choro, e choro muito, pelos que ficaram sem seus parentes e amigos por causa da atitude insana desse homem.

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

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Tragédia anunciada

São 500 mil mortos, mas para o presidente Bolsonaro, com sua falta de empatia e sua campanha a favor do vírus, “e daí?”. Afinal, “todos morreremos um dia”... Os brasileiros merecem alguém melhor na Presidência!

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Meio milhão, e daí?

O Brasil e o mundo lamentam o triste recorde de óbitos causados, em grande parte, pela política criminosa e negacionista do governo do capitão Jair Cloroquina Bolsonaro. Coube ao tosco ministro das Comunicações, Fábio Faria, criticar os que lamentam e à Casa Civil lembrar-nos (ingratos) o esforço do governo no combate à pandemia, especialmente na implementação de distanciamento social e na compra de vacinas na hora certa, em quantidade adequada. O Congresso Nacional anterior, sob o comando de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, não quis iniciar um processo de impeachment contra o capitão. No atual Congresso, o Centrão (de negócios) está contente em faturar mais verbas e aumentar sua influência. A OAB não se mexeu por estar mais preocupada em defender os direitos dos políticos corruptos do que o direito à vida dos brasileiros. Por fim, os Conselhos de Medicina não se manifestaram contra esse genocídio porque seus membros são técnicos, não políticos. Diante desse quadro sombrio, salvo ação enérgica da CPI, sobra para nós a eleição presidencial de 2022. Mandamos o capitão para a cesta de lixo da História ou o reelegemos, porque adoramos a história de Sísifo?

OMAR EL SEOUD  ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Imenso cemitério

Grande parte dessas 500 mil vidas poderia ter sido poupada. O Brasil, país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, virou um imenso cemitério. Sem responsabilidade do nosso governo, logo, logo, vamos dobrar essa tragédia. Estamos morrendo como moscas, sem solução à vista. Obsceno, vergonhoso, triste. Alguém tem de pagar por isso.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA  LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Jamanta descontrolada

O governo federal resolveu tratar a pandemia como se fosse uma jamanta desgovernada. Talvez pela afinidade com caminhoneiros. Deixou a jamanta descer a serra sem freios nem motorista, na banguela, crente de que ao chegar no embalo ao planalto perderia velocidade e ainda seria usada como palanque para 2022. Agora não consegue pará-la. Não há tanque de guerra ou munição que o consiga. Ela segue acelerando em direção ao Palácio do Planalto, enquanto o responsável passeia de moto e vive às gargalhadas.

VENTURA ALLAN MORENILLA VENTURA.MORENILLA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Que país é esse?

Um país onde o presidente, logo após a posse, denuncia – e não prova – que as urnas eletrônicas são fraudadas e agora diz que a vacina contra a covid-19 é uma mentira, entre outras aberrações diárias, para em seguida, com a maior cara de pau, passar o pires pedindo votos aos que viajam de jegue? Só interditando e internando esse maluco num sanatório de segurança máxima!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O mal maior

Os milhares de brasileiros que ocuparam os espaços públicos neste fim de semana, com o uso de máscara e algum distanciamento social, esclareceram sua opção extrema: entre a contaminação pelo implacável vírus e o governo Bolsonaro, este é o mal maior. Foram raras as manifestações políticas desse calibre existencial em todo o mundo. Parte expressiva do povo não suporta mais as diatribes desse governo e oferece sua vida na tragédia do palco político. A governança insensível manterá seu apego ao poder, longe da grandeza de um general De Gaulle, que, ante uma greve geral na França, renunciou e convocou eleições gerais. O mesmo personagem histórico a quem se atribui ter dito que o Brasil não é país sério, referência não a seu povo valente, mas à maioria dos políticos.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

500 MIL VIDAS PERDIDAS

"A pessoa tenta puxar o ar para dentro dos pulmões, mas o ar não vem. Uma, duas, três, várias vezes. Até que o ar não é mais preciso. A pessoa não está mais ali. Meu Pai do céu amado!" 

(De um sobrevivente de UTI)

 

A todos aqueles que subestimaram a pandemia e negaram seu imenso poder de destruição está reservado um capítulo na história. Como se diz, a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. Ninguém foge disso.

Muitos dos que debocharam e ainda hoje debocham da gravidade do que estamos vivendo, da dor e do sofrimento de milhões de pessoas, amanhã ou depois, diante de um tribunal local ou internacional, haverão de fazer-se de inocentes ou arrependidos. Mas então será tarde.

 Tiveram todas as chances de perceber o que estava acontecendo e de agir de modo diferente e, no entanto, desprezaram os fatos, movidos sabe-se lá por quais sentimentos.

Como se o horror de 500 mil mortos fosse o preço razoável (e necessário) a pagar pelo aumento do PIB.

Como se todas essas mortes fossem inevitáveis e não fruto da mais abjeta e cultivada maldade de uns e ignorância de outros.

Como se medidas simples e universalmente aceitas não fossem capazes de evitar muitas dessas perdas, se tivessem sido adotadas tempestivamente em programa nacional de prevenção voltado para a população em todos os entes federados.

Como se a politização da pandemia, o conflito permanente, a vaidade pessoal exacerbada, a sede absurda de poder não fossem a chave do abismo. O futuro chegará e haverá julgamento para todos que usaram a pandemia para obter vantagem.

Quinhentas mil vidas perdidas serão registradas para sempre na História e permanecerão em nossos corações, nas nossas preces e na memória das gerações que virão.


Jorge Adelar jorgedeveneza@hotmail.com


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CRÔNICA DE MORTES ANUNCIADAS.


Uma gripezinha

Logo vai acabar

Sem isolamento social. Vamos aglomerar

Nada de medidas restritivas – liberdade de ir e vir

Vamos abolir o uso de máscaras

Vacinado vira jacaré – não é eficaz

Cloroquina e ivermectina são melhores que as vacinas.

Os governadores e prefeitos provocaram prejuízos. Eu nunca fechei um botequim.

500 mil mortos, famílias destruídas.

E agora JAIR??


José Paulo Cipullo j.cipullo@terra.com.br

São José do Rio Preto


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TRAGÉDIA


Infelizmente neste domingo alcançamos a triste marca  de 500 mil vidas que foram ceifadas pelo coronavírus. Aos amigos e  familiares dessas vítimas meus  pêsames. Ao presidente Jair Messias Bolsonaro um lembrete: presidente, se o senhor tivesse tratado essa pandemia com a seriedade que se fazia necessária esse número de vítimas não seria menor Pense nisso...


Virgílio Melhado Passoni.mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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 A EMERGÊNCIA ABSOLUTA DAS VACINAS

Não apenas a morte integral do corpo, mas a morte parcial, em razão da danificação de células cerebrais, é o que revela nova pesquisa científica sobre a covid-19. Sequela de indescritível impacto para o homem e o mundo, se comprovada a investigação de um grupo de cientistas brasileiros, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz e do Instituto D'Or de Pesquisa. Sequela que debilita o sistema imunológico e causa danos psiquiátricos e neurológicos, em prejuízo da memória, da manutenção das atividades neurais,  das sinapses e outros, segundo a neurocientista  Marília Zaluar Guimarães. Projeções do Hospital das Clínicas de São Paulo, no fim do ano, indicavam sequelas em mais de 40% dos infectados pelo vírus. Constatado um fato prejudicial ao homem, a ciência biológica parte em busca da cura. Portanto, que não venha pânico, mas a vacinação global e exauriente não pode esperar.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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MENTIRAS INSTITUCIONALIZADAS

As transmissões em tempo real da CPI da Covid no Senado Federal comprovam a institucionalização da mentira em nosso país. Mentir virou hábito, costume e vício dos brasileiros. Mente-se sobre tudo, sem o menor pudor. Banalizou-se até o compromisso da testemunha em dizer a verdade, mesmo sabendo que está praticando um crime e que pode receber voz de prisão por isso. É repugnante!



Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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500 MIL VÍTIMAS DA MENTIRA POLÍTICA

As manifestações a favor ou contra Bolsonaro são pagas com o dinheiro da arrecadação de impostos. Os manifestantes se aglomeram, sem máscaras, durante a pandemia, para defender seus candidatos, que estão ganhando dinheiro com o vírus. O contribuinte brasileiro paga as campanhas eleitorais e essas passeatas ridículas por todo o País, como, por exemplo, índios de máscaras vermelhas, como se fossem da esquerda. Os eleitores ainda caem nessas armadilhas e acreditam nos bandidos e nos mocinhos da política. Os nossos parlamentares, governadores, prefeitos, vereadores estão nesse jogo político para ganhar dinheiro fácil, por meio de contratos superfaturados e desvios de dinheiro dos cofres públicos. A reforma administrativa não interessa aos congressistas que escrevem as nossas leis. As autoridades não estão preocupadas com as 500 mil vítimas de covid-19 no Brasil. Se estivessem, toda a nossa população já estaria vacinada há muito tempo.

José Carlos Saraiva da costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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ASSALTADOS PELO CENTRÃO

Com o Centrão governando o País, desta vez por completo, com as presidências da República, do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, a cada dia somos assaltados “na cara larga”. Paralelamente, vamos morrendo ″às pencas” pela covid-19, por causa de um presidente quixotesco, que procura sem trégua sabotar a vacinação da população. Mas o assalto que o Congresso perpetrou na semana passada contra a população ultrapassou em muito o limite da moralidade. Recebendo a MP da Câmara dos Deputados, que trata da privatização da Eletrobrás, inflada de jabutis, emendas com assuntos alheios ao projeto original, os parlamentares não se acanharam em introduzir mais alguns tão imorais quanto os outros. Até termoelétricas a gás, a serem instaladas em locais que exigirão as construções de gasodutos ainda inexistentes. Um senador de Santa Catarina estendeu o auxílio para usinas térmicas a carvão mineral. Suas justificativas me enojaram de tão absurdas, principalmente pelo fato de se tratar das mais poluidoras, que devem ser desativadas tão breve quanto possível. Da maneira que foi aprovado pelo Centrão, o projeto vai nos dar um prejuízo de R$ 84 bilhões, os quais pagaremos com os nossos impostos. Para um deputado ou senador agradar aos seus eleitores em seus nichos eleitorais? Ora, já passou da hora de acabarmos com a farra desses políticos, que só querem usufruir das verbas públicas, alimentadas por nós.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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NA MOITA, SEM DAR BANDEIRA


“Nossa bandeira jamais será vermelha”; exceto na conta de luz, né não, Bolsonaro? Bota a culpa em São Pedro. Diz aí...

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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‘O LULA DE SEMPRE’

Concordo com o editorial O Lula de sempre (A3, 18/6) e acrescento: ele defende não só revogar a EC do Teto de Gastos, como também é contra a privatização da Eletrobrás, além de usar o STF para derrubar a legislação contra a autonomia do Banco Central, etc. E sabemos quais são os motivos, aparelhar com os de sempre e dar migalhas e engodos para os pobres. Realmente ele não mudou nem aprendeu nada, nem os 30% dos que o apoiam!

Tânia Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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LULA

Afinal, quando algum de nossos tribunais (qual será?) vai reiniciar/retomar o julgamento de Lula? De antemão se sabe que vai ser condenado; mas quando? O TSE aceita esse passa-moleque?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO

Será difícil o Congresso Nacional perceber que suas atribuições vão além das disputas eleitorais? Já está na hora de lembrarmos, nas eleições, para que estes políticos servem!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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ESCOLHAS DE BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que vai indicar um evangélico para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal. Ora, mas aquilo que deveria ser um gesto republicano, com conotações de aperfeiçoamento de uma das mais importantes e técnicas instituições da República, acaba se transformando em uma promessa e em uma barganha política de valor mais que duvidoso na gestão deste que, de longe, é o mais decepcionante dos presidentes já eleitos no Brasil. Interesseiro e debochado, o presidente Jair Bolsonaro especializou-se em cultivar discórdias e alimentar divisões, pretendendo evidenciar-se e fortalecer-se em um polo de negatividades e negativismos que, infelizmente, encontra ecos em parte do eleitorado. Mas quem semeia ventos colhe tempestades, e o futuro não é nada promissor para este pobre país, pois a falta de verdadeiros homens de espírito voluntarioso e público abre as portas a esses aventureiros de palanques e cadafalsos, que mais não fazem que gravar seus nomes naquilo que a história ainda nomeará de tempos obscuros e de época trágica.

 

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro                                                                                                      


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TV BOLSONARO


E a TV Brasil, famigerado canal público de televisão ligado ao Ministério das Comunicações, conhecido cabide de empregos do governo de turno, que só dá traço de audiência, está sendo transformada na TVB – TV Bolsonaro. Conforme anunciado pelo governo federal, passará a exibir um telejornal apenas de “boas notícias”, em contraponto aos demais noticiários de outras emissoras, que cumprem o dever jornalístico de apresentar os fatos como são, sem retoques de maquiagem e sem esconder o sol com peneira. Num Brasil com meio milhão (!) de óbitos pela pandemia, quase 15 milhões (!) de desempregados e 6 milhões (!) de desalentados, com a inflação dos últimos 12 meses chegando a nada menos que 8%, vem aí o telejornal fake news. A que ponto chegamos!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DÉSPOTAS E LIRAS

Nero, o imperador romano, tirava acordes na lira enquanto Roma ardia em chamas. Já o  presidente Bolsonaro, em Brasília, faz acordos com “Lira” para não ser incriminado na  morte de  mais de 500 mil brasileiros pela pandemia.


Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba


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VICE POSTO DE LADO


 Declara o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, que não está sendo convidado para as reuniões de ministros e salienta que sente muito. Na verdade, o ilustre general foi posto de lado porque não interessa ao projeto pessoal de Jair Messias Bolsonaro, dado que, em sendo ditador como pretende, não vai partilhar o mando autoritário com o general. Daí resulta, então, que o vice-presidente também não pode partilhar dos projetos de Bolsonaro, porque, democrata como é, merece ficar longe dos sonhos bolsonaristas, e não cooperar com eles. Ou não?


José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro


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É CHATO DEIXAR O VICE DE FORA DE REUNIÕES COM MINISTROS


É evidente que o vice-presidente é uma carta fora do baralho!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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TERCEIRA VIA


Lula e o PT representam  retrocesso e simbolizam a corrupção, comprovada pelo mensalão e petrolão. Bolsonaro é  sinônimo do negacionismo e o  maior responsável por mais de 500 mil vidas perdidas, portanto, para 2022 a única alternativa é  apostar num candidato capaz de atrair eleitores de diversos matizes que buscam uma terceira via, que seja ficha limpa e o mais próximo possível do centro no espectro ideológico.  O ex-juiz Sérgio Moro  tem potencial eleitoral   e parece ser o único candidato capaz de derrotar a esquerda lulista e a direita radical bolsonarista.


José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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CHARGES DO ‘ESTADÃO’

A exemplo das inesquecíveis charges da dupla de cartunistas Gepp&Maia publicadas no saudoso Jornal da Tarde (JT) dos anos 80, retratando o ex-governador de São Paulo Paulo Maluf como Pinóquio, com o nariz crescendo a cada nova mentira dita sem o menor constrangimento, sugiro que o Estadão nosso de cada dia abra espaço para retratar o Maluf de turno, o presidente Bolsonaro, que não perde uma oportunidade de exibir seu negacionismo e mendacidade crônica. Será prudente reservar, de saída, uma página dupla, em que caiba ao longo do tempo o crescimento do nariz do presidente fake news.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INSTITUIÇÕES


A utilização das liberdades democráticas para a subversão da democracia não foi prevista quando o modelo da democracia moderna foi criado nos Estados Unidos na época do Iluminismo, no século 18.   Os regimes de governo representativos dependem da qualidade humana dos agentes políticos.  Por sua vez esta pequena parcela da sociedade, depende da qualidade da matriz, das percepções da sociedade.  É natural que a percepção de uma conspiração demore.  Mormente quando os conspiradores alegam que defendem as instituições democráticas, aquelas que eles se esforçaram a degradar.  O ambiente democrático, com as suas instituições, só pode vir a ser sanado a partir das bases cidadãs. Trata-se de uma experiência inédita na história.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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 ARRAIAL DO CABO


A cidade de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, é uma cidade turística, localizada na região dos Lagos, muito procurada por turistas, nacionais e estrangeiros. Fundada em 1504 pelo conquistador Américo Vespúcio, passou à condição de distrito em janeiro de1924, subordinado ao município de Cabo Frio. É uma cidade que tem uma única saída e entrada, ou seja, a saída é por onde se entra e vice-versa. Se por uma lado é bom, e há questionamentos se é bom, há os seus inconvenientes. Há uns meses atrás a estrada que dá acesso à cidade ficou parcialmente bloqueada, na altura da Prainha, em razão da queda de barreira oriunda do morro existente no local, o trânsito ficou no sistema “pare/siga”. Agora resolveram fazer uma obra de contenção para evitar estas quedas. Justo. Precisa ser feito. Mas, como dito, a cidade só tem uma entrada que é saída ao mesmo tempo e precisaria se bloquear a circulação de veículos no trecho da obra. Prepararam às pressas uma estrada conhecida como Estrada da Álcalis por onde o trânsito seria desviado. O problema é que esta estrada é de terra batida e quando chove é um transtorno, formando aquelas “costelinhas” que exigem da suspensão do carro, ônibus, etc.. Você tem que passar a 10 km/h. A previsão de término da obra, se não houver algum problema, é para daqui a uns 5 meses. Poderiam fazer um serviço melhor nessa estrada alternativa, pois quando chove todo o material que foi colocado para tapar os buracos vai embora carregado pela água. Não há drenagem, nem poderia haver, visto que é um desvio provisório, e quando chove... Este é um dos inconvenientes de cidade que só tem uma entrada/saída. Há outros como, por exemplo, as ruas estreitas ainda do tamanho de quando foi elevada à categoria de distrito, e nas temporadas de verão, com o trânsito desordenado, há engarrafamentos, em razão de permitirem estacionar dos dois lados da rua. A cidade não tem nenhuma estrutura e planejamento para estas ocasiões. O que é lamentável, pois afugenta o turista.


Panayotis Poulis  ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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A SOLIDÃO DOS ‘RADICALOIDES’


As mentes dos radicais de quaisquer dos lados do arco ideológico com sinal trocado de nossos dias estão vivendo sofrimentos sem fim. Isso é o que se observa atualmente nas redes sociais da internet, onde tais pessoas postam contínua e obcessivamente mensagens estapafúrdias defendendo suas visões, quase sempre esquizofrênicas, no sentido de acalmar suas mentes doentias pelas paixões que defendem. Paulatinamente, porém, os fatos e acontecimentos vão ocorrendo e sepultando suas teorias conspiratórias, deixando tais personalidades numa solidão sem fim, a que os seus familiares mais jovens e equilibrados assistem penalizados.


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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