Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2021 | 03h00

Estado da Nação

Brasil do caos

O Brasil encontra-se à beira da total falência econômica e social. O atual governo de forma alguma está à altura das tremendas reformas de que o País precisa para sair do atoleiro cavado no decorrer das últimas décadas. Péssima governança, falta de planejamento estrutural, o País jamais consegue eleger suas prioridades. O Brasil tem péssimo ambiente de negócios, economia fechadíssima e legislação que impede a livre circulação de riquezas. Tem uma educação fundamental terrível e péssimo nível de renda da população – os salários jamais aumentam, enquanto o custo de vida da população está na estratosfera. Acrescente-se a baixa produtividade, a péssima e atrasada infraestrutura em todos os setores, a carga tributária escorchante, um Judiciário sofrível e outras tantas mazelas. E pior: com a pandemia o nível de precarização do ambiente de trabalho e da renda ficou ainda mais dramático. As imensas reformas estruturais que o País tem de fazer para sair do atraso e da ineficiência são sempre adiadas por governos omissos e incompetentes. Paulo Guedes só fala abobrinhas. E, para completar, a volta de Lula ao poder seria um tremendo retrocesso para uma Nação que não enxerga luz no fim do túnel há gerações.

PAULO ROBERTO DA SILVA ALVES PAULOROBERTO.S.ALVES@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Autodestruição

Os investimentos no Brasil retrocederam 20 anos. Fomos do 6.º para o 11.º lugar na América Latina. Em todo ranking de competitividade ou prosperidade, o Brasil agora sempre aparece na rabeira. Viramos pária mundial, exemplo negativo em todos os campos de atividade. Nossa predatória classe dominante vive de sugar o sangue do povo. É trágico, mas hoje nossos jovens não têm perspectivas de trabalho e progresso por aqui e sonham em imigrar. Bolsonaro, Guedes & Cia. são o maior símbolo da nossa decadência e autodestruição suicida.

RENATO KHAIR RENATOKHAIR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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FHC, 90 anos

Sobre a live do PSDB homenageando os 90 anos do estadista Fernando Henrique Cardoso, no site do próprio partido ou no YouTube, quem aprovou o governo dele deveria ver para relembrar. Quem foi oposição deveria ver para refletir. E quem não o conheceu, por não ter idade, deveria ver para conhecer o que foram aquele governo e aquele homem público.

MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA MARCIOPED.ITU@GMAIL.COM

ITU

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Improbidade

No Congresso Nacional, 37 senadores respondem a ações penais ou de improbidade administrativa, sem falar nos incontáveis deputados federais que estão na mesma situação ou pior. Esses congressistas decidem os destinos da Nação defendendo interesses próprios e de corporações nada elogiáveis. Agora sabemos por que o Brasil ainda é um país subdesenvolvido e não vai melhorar em futuro próximo. Com raras exceções, temos um bando de corruptos e desqualificados para os cargos que exercem. Pobre Brasil, país do futuro...

KÁROLY J. GOMBERT KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

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Pandemia e desgoverno

Meio milhão

Políticos lamentam a marca de 500 mil mortes e responsabilizam Bolsonaro (Estado, 19/6). O Brasil pode ultrapassar os EUA e se tornar o país com mais mortes pela covid no mundo. O governo Biden promete vacinar 70% da população até 4 de julho. Já no Brasil só foram vacinados cerca de 30% da população. A diferença deve-se ao desempenho do presidente Joe Biden no combate à doença, enquanto o nosso nega a gravidade da situação sanitária, a importância do uso de máscara, do distanciamento social e da vacinação. Dois presidentes e duas medidas...

CLÁUDIO MOSCHELLA  ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO

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Sequelas

Os brasileiros com algum senso crítico leem e sentem as 500 mil mortes. O (des)governo fala em 18 milhões de curados. Pergunto: e quantos milhões de brasileiros e brasileiras sequelados, a maioria para sempre?

PAULO FRANCISCO DE SIQUEIRA COSTA PFSCOSTA@PFSCOSTA.ADV.BR

AMPARO

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Egolatria

O presidente Bolsonaro nunca se interessou pelos problemas dos outros nem mostra empatia ou solidariedade ao povo brasileiro. Mas quer sempre estar no centro das atenções, gosta de ser bajulado e não admite ser contrariado em nada. Explosivo, muitas vezes não consegue se controlar e faz uso de palavras ou frases inadequadas. Não se compadece das pessoas que estão sofrendo nos hospitais, nem das que já perderam a vida, porque não é a vida dele nem a de sua família. Perverso e egocêntrico, não quer admitir seus erros, pois isso seria, do seu ponto de vista, “fraquejar”. E agora, o que mais nós podemos esperar dele?

TOMOMASA YANO TYANOSAN@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Desdém

Os que tripudiam dessa mortandade o fazem porque sabem que se precisarem terão à disposição os melhores hospitais, médicos e também oxigênio à vontade, sem precisar de cloroquina, ivermectina e outras enganatinas que são receitadas por eles para a plebe. E o fazem sem a menor dor na consciência, pois, afinal, como dizia o saudoso João Ubaldo Ribeiro – que falta que esse cara faz! –, no seu latim impagável, “piper alieno cullum refrigerium est”.

ALFREDO FRANZ KEPPLER NETO ALFREDO.KEPPLER@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Voto eletrônico

Provas de fraude

Depois da bobajada que o presidente da República falou (O dever cívico do presidente, e o nosso, 20/6, A3), é dever cívico do ministro Luiz Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral, intimá-lo a apresentar as provas que Bolsonaro diz que tem. Nem que seja debaixo de vara.

ANTONIO DE PADUA TEIXEIRA PADUAT@YAHOO.COM.BR

GOIÂNIA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

500 MIL MORTOS


Mais de meio milhão de brasileiros morreram gratuitamente na pandemia até aqui. O grande culpado e responsável indiscutível é o genocida Jair Bolsonaro. Seu negacionismo, crueldade, burrice e torpeza nos levaram a uma situação sem precedentes em 520 anos de história brasileira. Mais de 500 mil brasileiros foram assassinados não pelo coronavírus, mas sim pelas decisões insanas e intencionais de Bolsonaro e seus comparsas. O resultado, trágico e medonho, é esse que estamos vendo. Também são culpados diretamente os mais de 57 milhões de eleitores irresponsáveis e inconsequentes que botaram Bolsonaro e sua gangue na Presidência. São todos corresponsáveis por essa imensa tragédia. Escolhas erradas trazem sérias consequências. Um dia a conta chega. Parabéns a todos os envolvidos.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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LENÇOS


A “gripezinha” do Jair já matou meio milhão de brasileiros. Aos sobreviventes, apenas a dúvida atroz: não sabem o que fazer com os lenços, se enxugam as lágrimas ou assoam o nariz...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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NEGACIONISTA ENDIABRADO

Jair Bolsonaro é "mais do mesmo". Desdenhou das várias propostas da Pfizer chamando-a de “cemitério de vacinas” e optou por comprar grande quantidade de cloroquina da Índia. Diz que não há recursos para o Censo do IBGE, mas pretende gastar mais de R$ 2 bilhões para reimplantar o voto impresso e de cabresto e, assim, poder contestar o resultado. Esse é o “negacionista endiabrado” já reconhecido mundialmente como o pior governante democrático, mas, o maior necropolítico. É o que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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MANIFESTAÇÕES

As manifestações antibolsonaristas que aconteceram pelo País no último sábado foram, sem dúvida alguma, significativas e não deixaram dúvidas quanto ao descontentamento da maioria da população em  relação à condução irresponsável e desleixada do governo no tocante à pandemia. Entretanto, tal indignação teria sido mais honesta não fosse a quantidade imensa de bandeiras vermelhas que conferiram à manifestação um caráter desnecessariamente partidário, o que mais atrapalhou que ajudou. A rejeição aos partidos de esquerda é grande e esse conflito pode prejudicar sobremaneira a autenticidade e o impacto dos protestos. As manifestações de rua, ao menos no que tange à pandemia, deveriam ser suprapartidárias, mas parece que a esquerda, no afã de voltar ao protagonismo, pouco se importa com esse “detalhe”. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PROTESTOS DESEJADOS, MAS TÁTICA INADEQUADA DA ESQUERDA


Jair Bolsonaro foi eleito com o voto de boa parte da população em protesto contra a roubalheira promovida por parte da esquerda, a mesma esquerda que foi eleita por três mandatos na esperança dos mesmos brasileiros de resolver os graves problemas sociais que temos neste Brasil. Hoje urge frear esta pandemia que já matou meio milhão de cidadãos e é enfrentada de maneira irresponsável, até criminosa, por Bolsonaro e sua tropa de terraplanistas. Bater panelas, manifestar-se, sair às ruas sempre foi e continua sendo um forte e eficaz meio de pressão pacífico para mudanças. Preocupa e muito ver a tática errada das esquerdas em transformar estes necessários grandes protestos em um mar de bandeiras vermelhas, não pela boa intenção das esquerdas, mas pelo significado que ainda carrega do desastre do governo Dilma e de um PT responsáveis diretos pela eleição de Bolsonaro. Não é hora de dividir, é hora de agregar. Precisamos caminhar com equilíbrio, não voltar um passo atrás. Precisamos de esquerda, centro e direita com inteligência, respeito e noção de limites. Faço votos que as últimas manifestações não tenham sido a primeira prestação paga pelas esquerdas para a reeleição de Bolsonaro.  

Arturo Alcorta        arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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RECONSTRUÇÃO NACIONAL


O Brasil precisará ser reconstruído depois da catastrófica passagem de Jair Bolsonaro pela Presidência da República. A reconstrução deve começar pela revogação do retrocesso legislativo a favor da bancada da corrupção que está sendo promovido pelo comparsa Arthur Lira. Os biomas brasileiros deverão ser recompostos, áreas públicas desmatadas na Amazônia devem ser reflorestadas, o Pantanal deve ser recuperado, com a remoção de uma infinidade de miniusinas hidrelétricas feitas sem qualquer preocupação com o impacto ambiental. Deveria ser criado um programa nacional de recuperação de áreas degradadas, principalmente rios e suas nascentes. A pasta da Saúde terá de se preparar para tratar milhões de pessoas que sofreram sequelas pós covid-19 e que vão necessitar de vários tipos de fisioterapia. A economia terá de se recuperar depois das privatizações mal feitas. As relações internacionais terão de ser refeitas, uma a uma, será uma missão hercúlea levar o Brasil a ser visto novamente como um país simpático e amigo de todo mundo. O primeiro passo para a reconstrução do Brasil é se livrar o mais rápido possível do responsável pelas catástrofes que o País enfrenta: o presidente Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ELEIÇÕES

Inegável a necessidade de uma candidatura em condições de se contrapor à polarização na disputa de 2022. Como alternativa ao binômio, convém aglutinar forças em torno de um candidato, no intuito de afastar o risco de pulverização de votos no primeiro turno, e desse modo garantir sua presença no segundo. Ante tal desafio, precisamos escolher um nome que não deixe dúvidas quanto a sua reputação e trajetória política, tenha índice baixo de rejeição e seja de um partido forte, com histórico de participação na política nacional e experiências bem-sucedidas em governos estaduais ou municipais. Um novato, na política ou na administração pública, ou um outsider não preencheriam tais requisitos. Igualmente desaconselhável alguém com grau de rejeição no nível do de Sérgio Moro. Já Ciro Gomes, a par de reconhecida competência técnica e ótimo desempenho administrativo, talvez não consiga ir ao segundo turno. Ante implicações decorrentes de fatores supra-assinalados, avalio que o senador Tasso Jereissati seria a melhor opção, tanto por sua reconhecida experiência e êxito como governador de Estado como em razão de sua trajetória e reputação, na qualidade de liderança de um partido nacionalmente reconhecido.

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro


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BIDEN TUPINIQUIM


É incrível  que, a pouco mais de um ano da eleição, não tenha surgido um candidato capaz de derrotar o segundo maior ladrão do mundo e um possível condenado pela Corte Internacional de Haia por crime contra a humanidade.Com a recusa de Sérgio Moro e a enorme rejeição a Doria, creio que a chapa  Tasso Jereissati /Luciano Huck poderia ocupar este vazio. Em sendo nordestino, o senador  tiraria votos do bandido barbudo na região e o apresentador atrairia a simpatia popular. Por causa da idade, Tasso não pleitearia a reeleição em 2026,e Luciano, já mais experiente nesta nojenta política, seria o sucessor natural. Caso este não desejasse a Presidência, Eduardo Leite, já mais conhecido, poderia ser lançado. Tasso pode ser o Biden de que tanto necessitamos, e Huck, nossa Kamala Harris.


Eduardo Alberto Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília


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PSDB PRECISA SAIR DE CIMA DO MURO


Na minha opinião, a presença do PSDB nas manifestações é essencial para pôr fim no governo Bolsonaro. Se se trata de um movimento democrático, por que aqueles mesmos que no PMDB estiveram nas Diretas Já agora não podem fazer o mesmo? Perderam a essência da sua criação? Seria uma demonstração de maturidade do partido e de outros quando a questão é a democracia que está em jogo.


Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande - SP


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POR TRÁS DA PROPOSTA

Ao estimular a candidatura do impostor de Garanhuns, FHC deve ter imaginado que assim estaria provocando alguém oriundo da terceira via a apresentar-se para dissipar o perigo oculto por trás da dualidade dos candidatos até agora exibidos ao público.

Como tal tática pode não surtir efeito, já que ninguém ainda se apresentou, é o caso de perguntar a FHC se não seria melhor apresentar ele próprio sua candidatura,  carregando a reboque alguém como Tasso Jereissati, dando maior credibilidade a esta alternativa de centro.

Dessa forma, se o nonagenário ex-presidente não reunisse, por motivos de saúde, condições de completar o exercício do mandato, deixaria o País em boas mãos com o capacitado Tasso Jereissati, evitando que ficássemos à mercê de Lula da Silva ou de Bolsonaro, condenando-nos a mais quatro anos de atraso e sofrimento.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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O POVO E A TERCEIRA VIA


O radicalismo das candidaturas presidenciais já postas para os eleitores, Bolsonaro e Lula da Silva, sem dúvida, faz nascer a possibilidade de candidato oponente a ambos os contendores, cuja escolha, no entanto, deverá ser feita não em razão de partidos políticos, mas em decorrência das possibilidades eleitorais do candidato. O PSDB, como sempre procurando o caminho mais difícil e inadequado, joga para novembro próximo a sua convenção e escolha do candidato. Outros partidos políticos já possuem seus donos e candidatos, tornando a criação da terceira via muito difícil, porque ninguém deseja abrir  mão de sua candidatura. Mas, na atualidade, somente dois candidatos teriam condições de deslanchar no terreno competitivo: Geraldo Alckmin e João Doria. Entretanto, parece que ambos terão que escolher outro partido onde poderão ser candidatos, porque o PSDB irá contra suas candidaturas e a favor de alguma inviável, porque é um partido “murista” e que se tornou despersonalizado no tempo. Porém, vamos continuar torcendo pela terceira via, porque o povo deseja sair do radicalismo e do que representam os dois candidatos certos e acertados.


José Carlos de Carvalho Carneiro josecarlosdecarvalhocarneiro@gmail.com

Rio Claro


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SEMIPRESIDENCIALISMO, O OVO OU A GALINHA

No editorial de 19/6 (Em busca da estabilidade política), o Estadão considera o semipresidencialismo como um regime capaz de reduzir as crises do nosso presidencialismo, que debita à fragilidade do sistema partidário, mas conclui pela prévia necessidade das mudanças partidárias em curso. Permito-me discordar, por entender que as mudanças partidárias em curso são retrocessos, como a volta das coligações eleitorais que dão sobrevida aos partidos-balcão. Penso que como o Legislativo é movido por interesses particulares de suas excelências, seria possível formatar o novo sistema como indutor de mudanças partidárias, por exemplo, limitando o número de partidos que comporiam a situação e a oposição no nível federal do novo sistema, o que deixaria os pequenos partidos sem função.    

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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‘DIZE-ME COM QUEM ANDAS...’

O senador Otto Alencar (PSD-BA), participante ativo da CPI da Covid-19, sabe muito bem  diferenciar um vírus de um protozoário, mas, apesar de sua grande vivência política,  é um apoiador de Lula da Silva ,ou seja, não  consegue distinguir um político honesto de um  maculado pela corrupção. O termo senador vem do latim senior que significa senil, velho, idoso e experiente para ocupar um cargo tão relevante, mas, pelo visto, é mais um que deixa a desejar.


J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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LEI DA IMPUNIDADE


Levantamento feito pelo Estadão em tribunais de todo o País revelou que nada menos que 21 dos 81 senadores (25,9%) envolvidos na análise de mudanças na Lei de Improbidade Administrativa respondem a ações em razão de contratos firmados quando eram prefeitos ou governadores. Entre as alterações na lei já aprovadas pela Câmara dos Deputados está justamente a que acaba com a modalidade culposa, isentando um governante de responder por improbidade por ter agido com descuido, imprudência ou imperícia. Além disso, a culpa não será mais admitida, ainda que grave, pois será preciso provar que houve o dolo, a intenção do gestor de provocar o dano aos cofres públicos. Há ainda outra agravante a favor dos governantes: o estabelecimento de exíguos 6 meses, prorrogáveis por igual período, como prazo total para que o inquérito civil público, usado pelo MInistério Público para apurar os casos de improbidade, seja concluído. Diante de tamanho descalabro, melhor será chamar a lei de Lei da Impunidade Administrativa, pois não? Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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1/4 DO SENADO É ALVO DE AÇÕES POR IMPROBIDADE


Seria um covil de ladrões? Cada senador processado deveria provar sua inocência e honestidade, comprovando que  vive estritamente de seus ganhos oficiais. Basta apresentar suas declarações de Imposto de Renda.


Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gamil.com

São Paulo


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DESEMPREGADO E SEM DIREITO À GRATUIDADE NO TRANSPORTE PÚBLICO

Pessoas desempregadas há mais de um ano não podem se beneficiar do acesso gratuito às linhas de trem e metrô em São Paulo. Essa é a realidade!

Eu mesmo passei por essa situação. Fui barrado nas catracas de metrô e trem, no dia 9 de maio, na capital paulista.  Sou um cidadão de 62 anos, desempregado e sem renda! Travo uma batalha diariamente contra o desemprego. E necessito usufruir da gratuidade de passagens de trem e metrô para buscar uma oportunidade de emprego, participar de entrevistas,  entregar currículos  e, também,  para resolver outros assuntos particulares.

Dia desses, ao tentar passar no metrô com gratuidade, fui barrado. Resolvi então perguntar ao responsável pela catraca qual o local certo para tentar adquirir o cartão que dá acesso gratuito aos transportes paulistas.

De posse da informação, fui até a Central de Atendimento, situada ao lado do metrô Marechal Deodoro, para tentar resolver o problema.

Chegando à Central, eu fui barrado mais uma vez. Dessa vez pela segurança do local. Tive de explicar qual a situação para então conseguir chegar até a atendente! Fui informado que o sistema não permitia que fossem cadastradas pessoas desempregadas há mais de sete meses.

Em resumo, segundo as determinações do governo, podem se beneficiar do transporte gratuito as pessoas com 65 anos de idade e aquelas que comprovarem que estão desempregadas  há até  sete meses,  por meio do termo de rescisão contratual, carteira profissional e RG.

Qual não foi meu espanto!!! Indaguei a ela se pessoas acima de sete meses desempregadas não estariam desempregadas da mesma forma? E por qual motivo um cidadão desempregado há mais tempo não pode ser contemplado com a gratuidade da passagem também?

Ela se calou, não teve argumentos para responder, terminando por me falar que não poderia fazer nada porque o sistema não autoriza.

Não desisti! Solicitei  à atendente o telefone da Ouvidoria do Metrô para que pudesse tentar obter a autorização para meu pedido. Na segunda-feira, dia 11/05 pela manhã, às 9h, liguei para o número da Ouvidoria.  

Ao ligar na Ouvidoria, expliquei novamente toda a minha situação. A resposta do atendente foi a mesma: eu não teria direito nem à passagem gratuita de metrô nem, tampouco, à do trem, justificando a resposta da mesma maneira que a atendente da  Central.

Então gostaria de tornar público esse fato e deixar registrado  que providências devem ser tomadas pelas autoridades neste país!! O número de pessoas que se encontram desempregadas, assim como eu, é enorme. O número de pessoas  que eu acredito que não tenham condições de se locomover também.

Como podemos, nesse caso, voltar ao mercado, se não temos ajuda nesse momento! Até quando, nós, trabalhadores, que precisamos buscar nossos objetivos, vamos ser ignorados, restringidos, tolhidos em nossos direitos?

Deveres sabemos que temos e procuramos executá-los, mas precisamos também de apoio, porque todos nós desempregados precisamos nos alimentar, pagar contas e viver dignamente, e não estamos conseguindo.

Veiga Jr. a_veiga_junior@hotmail.com

São Paulo

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CLASSE MÉDIA E MISÉRIA


Deficiência intelectual ou demência são as características mais usadas para justificar as ações e omissões do governo federal, mas escondem sua verdadeira face criminosa. Os rompantes à Maria Antonieta do ministro Paulo Guedes seguem a mesma linha de imputar a outrem toda e qualquer responsabilidade daquilo que deveria ser política pública, muito bem evidenciado pelo editorial A classe média não é culpada (Estadão, A3, 21/6). O conjunto governamental nunca assumiu qualquer responsabilidade que não seja a de defesa de interesses próprios e familiares. Agora quer jogar uma sofrida classe média contra os miseráveis, aumentados em números significativos por causa má condução da pandemia e da economia. Os impropérios e aberrações são diuturnos, pois parece que, se ficarem um dia sem praticar crimes, vão perceber isso e processá-los. 


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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IRPF – JUSTIÇA FISCAL


Bolsonaro acenou com a possibilidade de mexer na tabela do IRPF. Boa notícia. Daria duas sugestões. 1ª: piso de isenção que correspondesse ao teto de aposentadoria do INSS, hoje em torno de R$ 6.000,00. Compensaria com alíquotas maiores nos salários mais elevados. Nos EUA e Europa a faixa vai até 45%. 

Na declaração de ajuste elevar o desconto de idosos de acordo com a idade. Hoje acima de 65 anos o desconto-padrão é em torno de R$ 24.000,00. Sugeriria que a cada acréscimo de 5 anos tal dedução subisse 50%. A lógica é que se gasta mais dinheiro em saúde. Como sempre observando que quanto maior a aposentadoria menor a dedução. Chamo isso de justiça fiscal.


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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QUEDA NOS INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS

Mais um dado preocupante: o fluxo de recursos estrangeiros investidos no Brasil no ano de 2020 somaram US$ 25 bilhões, o menor patamar em duas décadas. Segundo dados do Monitor de Tendências de Investimentos Globais, divulgados pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), a queda foi 62% em relação a 2019, ante 33% no Chile, 38% na Argentina e 46% na Colômbia.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim


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CRIMINALIDADE NO RIO


As classes média e alta do Rio de Janeiro começam a se preocupar efetivamente com a expansão da criminalidade no Estado e, principalmente, na capital, com a dura realidade das milícias e narcotráfico, que já dominam uma grande parte do território carioca, onde vive a maior parte da sua população. Sabendo-se que os milicianos chegaram a escalões na política com ramificações no Legislativo e Executivo, estratégia para legitimar o crime que agora contamina os escalões mais altos da República, essa extrema preocupação das elites sociais que vivem na Cidade Maravilhosa é perfeitamente compreensível, Muitos estão enviando seus jovens descendentes para estudar no exterior, quando não estão indo residir no exterior com toda a família. Oremos!


José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro


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