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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2021 | 03h00

Desgoverno e pandemia

Barbárie

Como pai de duas mulheres, é revoltante ver um presidente da República em atitude tão grosseira, berrando com uma jornalista no legítimo exercício da sua profissão, que é a de fazer perguntas e informar. Insultar uma mulher, seja qual for a circunstância, é demonstração inequívoca de canalhice, mau-caratismo e covardia. Não víamos essa demonstração de barbárie nem na época do obtuso general Newton Cruz, durante os governos militares. O desequilibrado ocupante do Planalto está longe de ser – como gosta de se autoproclamar – “imorrível”. Está muito mais para desprezível e horrível. E isso ele faz com todo o esmero.

ARNALDO LUIZ CORRÊA ARNALDOCORREA@HOTMAIL.COM

SANTOS

*

Presidente acuado

Um animal, quando se sente acuado, fica extremamente perigoso, ataca quem estiver na sua frente. O presidente Jair Bolsonaro, com suas atitudes tresloucadas, como o “cala a boca” esbravejado de forma mal-educada contra a jornalista Laurene Campos, da TV Vanguarda, que o questionou sobre o uso da máscara, mostra estar acuado, com medo das manifestações pelo Brasil afora contra a sua ineficiência diante das mais de 500 mil mortes pela covid. O que impressiona é haver quem aplauda tais atitudes do presidente negacionista que ignora todas as mortes, preferindo ouvir um gabinete paralelo de lunáticos terraplanistas, que divulgam tratamento não comprovado com cloroquina e apostam na imunização de rebanho, deixando a ciência de lado. Já passa da hora de o presidente deixar de fazer campanha política e realizar o que o povo espera dele. As ruas estão dando o recado, e não é só a esquerda que se manifesta, vemos pessoas que votaram no presidente para tirar a esquerda do poder e hoje se mostram arrependidas. São brasileiros que se sentem traídos e exigem providências contra o descaso que estão vendo.

VALDECIR GINEVRO VALDECIR.GINEVRO@UOL.COM.BR

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Ataque a jornalista

“Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu.”

ROBERT HALLER

SÃO PAULO

*

Meio milhão de mortos

Cumprimento o Estado pelo editorial 500 mil mortos (22/6, A3), que expressa o sentimento de horror das pessoas de bem diante do que vem acontecendo no Brasil. Esse editorial passa a fazer parte da História da Humanidade, no capítulo reservado aos responsáveis pelas tragédias que chocaram o mundo.

FRANCISCO PAES DE BARROS  RADIOCHICO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Vozes do além

Napoleão Bonaparte, em sua campanha no Norte de África, teria dito, diante da necrópole dos faraós no planalto de Gizé: “Soldados, pensem que do alto destas pirâmides 40 séculos vos contemplam”. Parafraseando, ao mandatário e a seu fiel e estrelado ex-ministro da Saúde poderiam suas vítimas dizer: “Excelentíssimos, debaixo destas lápides meio milhão de mortos vos contemplam”.

CARLOS H. W. FLECHTMANN CHWFLECH@USP.BR

PIRACICABA

*

Osmar Terra

O depoimento do terraplanista na CPI, ao culpar STF, governadores e isolamento social pelas 500 mil mortes, atingiu seu auge negacionista quando elogiou a Suécia como o melhor exemplo de combate à pandemia. Lá o premiê caiu por causa do aumento de mortes ao apostar na imunidade de rebanho.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

 *

Corrupção

Bolsonaro pagou pela Covaxin 1.000% acima do seu valor. Depois do petrolão, mensalão e tratorão, agora vem o vacinão!

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

*

Dinheiro do povo

Bolsonaro continua sua dispendiosa campanha para a reeleição. Desde que assumiu, não saiu do palanque. Aviões, seguranças, assessores, hotéis e diárias (gordas), restaurantes, cabos (e generais) eleitorais, batedores (ele faz questão!), combustível, tudo com o dinheiro dos contribuintes. E diz que não é corrupto...

FLÁVIO RODRIGUES RODRIGUESFLAVIO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Basta!

A quantia que está impedindo que se faça um movimento para o impedimento dele deve ser tão alta que bobo não sabe contar e esperto se atrapalha.

GUTO PACHECO JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Economia

Anomalia de volta?

O governo estuda a eliminação dos juros sobre capital próprio (JCPs) para compensar medidas visando à redução de alíquotas de Imposto de Renda (IR) das empresas e aumentar a faixa de isenção do IR de pessoas físicas (22/6 B1). O objetivo é louvável, o mesmo não se pode dizer do modus operandi. Vale a pena dar uma olhada no retrovisor. Depois do Plano Real foi eliminada a correção monetária dos balanços das empresas, para eliminar a realimentação da inflação, sempre presente. Disso resultou uma distorção, cuja consequência, de acordo com especialistas, incide na apuração de um lucro a maior, pior, inexistente, das empresas. Consequentemente, estas tiveram de recolher IR e CSLL sobre esse lucro inexistente, distribuindo substância patrimonial, descapitalizando-se. Adeus, competitividade. A figura dos JCPs foi uma tentativa de minorar essa anomalia, uma vez que diminui o lucro das empresas e, por tabela, a tributação. Como sempre, dentro da nossa cultura de jabutis, com esses bravos quelônios introduzidos ad hoc, não houve casamento entre a distorção e a tentativa de minorá-la. A solução imaginada, eliminando os JCPs (por sinal, já tributados na fonte), trará de volta – caso implementada – a anomalia, que ao longo do tempo vai minar irreversivelmente a saúde das empresas.

ALEXANDRU SOLOMON

ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NOMEAÇÃO PARA CUNHADO DE BOLSONARO

O irmão da primeira-dama Michelle Bolsonaro, o soldado da Aeronáutica, de 33 anos, Diego Torres Dourado, passou a ser assistente parlamentar da 1ª Secretaria do Senado, recebendo R$ 13,5 mil por mês. Assim, os cargos públicos de livre nomeação servem para enriquecer a democracia brasileira, trazendo para o serviço público toda uma gama de especialistas, e de entendidos em determinados assuntos secretos, que muito valorizam o uso e o emprego do dinheiro público, sempre visando a dar o retorno merecido ao sofrido povo que tantos impostos paga para que todos tenham um pedacinho do grande bolo da festa nacional. Parabéns pela nomeação, senhor Diego Torres! E que se danem os que acharem ter havido qualquer ferimento ao caráter democrático e republicano nesta nomeação! Coincidências acontecem, sim! Mas nada além disso – uma mera coincidência do promovido da vez ser cunhado do presidente Bolsonaro. E, afinal, não lhe deram nenhuma loja de chocolates nem sequer qualquer mansão em Brasília. Tudo normal no reino da Dinamarca.

Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

NOBEL DE MEDICINA

Vou sugerir que o nome de Jair Bolsonaro seja levado para o comitê do Prêmio Nobel para premiar quem nunca estudou nada, quanto mais medicina, mas apesar disso foi o médico de um país de mais de duzentos milhões de habitantes. 500 mil mortes? Que é isso, todo mundo morre...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SEM RUMO

A pandemia ceifou mais de 500 mil vidas no Brasil. E não se constata da parte do governo Bolsonaro uma definição das medidas a serem adotadas. Uma situação por demais preocupante.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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BRASIL SEGUE A 200 KM/H NA CONTRAMÃO

A leitura dos números da covid-19 deixa claro que o Brasil não seguiu o padrão dos outros países e se deu muito mal fazendo isso. Os países que seguiram as orientações da Organização Mundial da Saúde já debelaram a pandemia e estão retomando a vida normal. O Brasil segue na contramão da ciência e da lógica e está muito longe de controlar a pandemia, o número de novos casos e de mortos segue altíssimo há meses e tudo indica que o País, de apenas 200 milhões de habitantes, terá o maior número absoluto de mortos do mundo, o que é um completo absurdo. Se a cloroquina e o tal tratamento precoce funcionassem, a situação seria inversa, o Brasil teria liderado o mundo e a dra. Nice Yamaguchi e o dr. Osmar Terra iriam dividir o Prêmio Nobel de Medicina. O Brasil desrespeitou toda a comunidade científica internacional, ignorou as ofertas do maior laboratório farmacêutico do mundo, jogou no lixo todo o aprendizado da gripe espanhola. O País continua dobrando as apostas equivocadas e enterrando seus mortos. Até quando?

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SUPERNOTIFICAÇÃO DE ÓBITOS

A CPI presidida pelo senador Omar Aziz, se séria fosse, coisa que não demonstra ser, deveria estar agindo no sentido de proceder à apuração da possibilidade de ter ocorrido supernotificação de óbitos por governadores e prefeitos, no intuito de receberem maiores recursos do governo federal. Bastaria requisitar auditores respeitados e representantes de cartórios de registro civil para atestarem por meio de pareceres se tal procedimento ocorreu ou não. Em vez disso, vemos a preferência pelo massacre do auditor que produziu estudo aventando a supernotificação. A tentação para a supernotificação é muito grande, pois o decreto que rege a distribuição dos recursos para o combate à pandemia por Estados e municípios faz uso da incidência da covid-19 para a transferência  dos recursos, de acordo com os dados informados pelas Secretarias Estaduais da Saúde.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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AINDA ESSA? 

A vacina Covaxin, da Índia, cotada a US$ 1,34,  foi comprada pelo Brasil, sem aval da Anvisa por US$ 15 e com autorização expressa do presidente da República. Essa transação nebulosa, intermediada por empresa suspeita de envolvimento em mal feito, pode se tornar o maior escândalo financeiro do governo Bolsonaro. Fustigado pelas ruas, pela imprensa e opinião pública, começam a emergir suspeitas de desvio de dinheiro público no governo Bolsonaro. Era só o que faltava!

J. A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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VACINAS SUPERFATURADAS

Não basta o governo Bolsonaro ter recusado propositalmente diversas vacinas a tempo de evitar essas 500 mil mortes, agora reportagem do Estadão mostra que pagou mais de 1.000% a mais pela vacina indiana Covaxin.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com 

Casa Branca

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PRECISA DE UM DESENHO?

O mundo todo sabe e também os brasileiros que vários infectados pela covid-19 ficaram assintomáticos, ou seja, sem sintomas preocupantes. Também sabem que milhares de infectados foram internados com urgência para serem entubados e lutar pela vida, e mais de 500 mil vieram a óbito. Ora, é verdade que Jair Bolsonaro é um "atleta" reconhecido internacionalmente, e quando adoeceu foi de forma assintomática, mas nunca pelo uso da cloroquina. Na verdade, quando o paciente é assintomático, tanto faz tratamento com cloroquina ou com o “chazinho da vovó”. Afinal, qual parte Bolsonaro ainda não entendeu sobre o que é “assintomático” ou precisa que os “maricas” façam um desenho?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

IMUNIZAÇÃO DE REBANHO

Nova York atinge 70% da população vacinada. Isto sim é “imunização de rebanho"! Deu para entender clã palaciano, ignorante e mau caráter? 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MARCO DAS 500 MIL MORTES

Aos 74 anos, levo uma vida privada praticamente restrita aos círculos da família, parentes e alguns amigos. Entretanto, tivesse o acaso vivencial me conduzido para desonrar função pública, expor comportamento indutor de riscos à vida, incitar a violência coletiva, manifestar palavras de baixo calão para milhões de crianças, adolescentes e jovens ainda no exercício da inocência e, o mais trágico, responsabilizado por milhares de mortes, em razão de omissões conscientes, prefiro continuar no meu cantinho da história como um brasileiro habitual, do que nela ser anotado como o senhor das 500 mil mortes.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto SP 

*

A insensível aposta do presidente é que o meio milhão de mortos somados aos familiares e amigos diretamente envolvidos não impactam no seu ainda fiel eleitorado (500 mil mortos, 22/6, A3). Porém, o extermínio de segmentos populacionais não é apenas questão pessoal, mas prática e política de governo para beneficiar grupos que vendem remédios que não funcionam contra a pandemia, o que vai sendo provado finalmente. Para um incompetente que nunca administrou nada além dos interesses de sua familícia, resta apenas espernear contra a já antevista derrota eleitoral em 2022 e tirar o corpo fora da má gestão da pandemia.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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O SOL E A PENEIRA

Supõe-se que um ministro das Comunicações deve comunicar a verdade. Não a verdade parcial que favorece o governo do qual faz parte, mas a verdade completa que apresente todos os aspectos importantes dos fatos. Pois não é que o ministro das Comunicações do atual governo, Fábio Faria, concedeu entrevista a um canal de televisão, segunda-feira, em que, com a maior “cara de pau”, escamoteou a verdade para tentar justificar a injustificável atitude de seu governo e de seu presidente durante a pandemia de covid-19. Para citar apenas duas delas: a primeira, quando mentiu deslavadamente tentando atribuir ao governo de São Paulo a responsabilidade pelo início da pandemia, por ter autorizado a realização do carnaval de 2020. Sem pretender defender o acusado, mas somente a verdade dos fatos, verificamos que as festas carnavalescas ocorreram de 22 a 25 de fevereiro de 2020 e a pandemia só foi declarada como tal pela OMS no dia 11 de março, duas semanas depois, data a partir da qual governos responsáveis de todo o mundo começaram a tomar medidas restritivas de contenção, com exceção da China. A segunda verdade escamoteada pelo ministro foi quando se jactou de o governo federal já ter contratado 600 milhões de vacinas (agora) e não citou (escondeu) que o seu presidente, desde o início da crise sanitária, foi e continua sendo contra a vacinação. Tanto é que, por razões políticas, o nosso principal governante mandou cancelar uma contratação de vacinas com o Instituto Butantan no ano passado. Não mencionou que o presidente disse e ainda continua a dizer ser contra a vacinação, que não tomaria (como ainda parece que não tomou) a vacina, a tal ponto que um general que o assessora ter sido obrigado a tomar a vacina escondido, com receio da reação de seu superior. Além dessas, o ministro fez várias outras referências incorretas sobre a posição lamentável do governo federal durante a pandemia.

Não adianta tentar tapar o sol com peneira.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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GOLPE BAIXO

Alguém tem de ter coragem para conter Bolsonaro toda vez que ele conceder entrevistas, no “cercadinho” ou em qualquer outro lugar, onde estejam jornalistas, repórteres fotográficos e cinegrafistas. Principalmente, mulheres. É que o presidente, covarde, desumano, com claros sinais de perturbação psiquiátrica – inclusive, sem direito a tratamento antimanicomial –  e fortes tendências ao genocídio, está prestes a cometer um ato de agressão ainda maior do que a “simples” e habitual (no caso específico dele) verborragia, à língua pátria, à moral, à ética e aos direitos individuais de qualquer cidadão que pense diferente. Fica claro que Bolsonaro, destemperado e acuado por possibilidades de novas derrotas, é capaz de qualquer coisa, até golpes diferentes, pelo devaneio de considerar tudo uma guerra e os adversários, “inimigos do Brasil, das famílias, do caminho da retidão que precisam ser intimidados”. Quem sabe, eliminados? Com a palavra as instituições, únicas capazes de evitar que isto aconteça.

João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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VOTO ELETRÔNICO

Bolsonaro, depois de 25 anos de voto eletrônico, sem nenhum histórico de fraude, o senhor decide criticar o sistema eleitoral. Parece se esquecer de que foi eleito em toda a sua “carreira” política pelo mesmo sistema que afirma ser fraudulento. Por que insiste, a essa altura, em substituir o voto eletrônico pelo voto impresso? É só para impor a sua vontade e capricho?

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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ESTRATÉGIA

Implantado em 1991 e, até hoje, sem nenhuma prova formal de violação, já está mais do que provado que as urnas eletrônicas são seguras e auditáveis, com mais eficiência e sem a necessidade da anacrônica  ladainha de imprimir cada voto em papel, uma marota exigência de Bolsonaro. Ora, é certo que Bolsonaro não tem prova alguma de que, por fraude das urnas, ele não tenha sido eleito em primeiro turno e, digo mais, ele nem quer o voto impresso. Tudo isso é, na realidade, uma estratégia. Sabendo das dificuldades, por ele mesmo criadas, para se reeleger em 2022, o que lhe interessa é o discurso de que, por falta do voto impresso, não poderá provar que ganhou as eleições, o que justificaria a tentativa de golpe, para garantir a suprema vontade do pretenso povo, que lhe tem como mito. 

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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O TERMO JABUTI DEPRECIA?

O que vem ocorrendo na esfera federal nos transformou em uma autêntica república das bananas, com a população brasileira, tratada como ″autênticos bananas″. Além de o chefe do Executivo decidir tratar o combate à pandemia com curandeirismo, segunda-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, reclamou que o jargão ″jabuti″ – utilizado para identificar emendas congressistas indevidas, inseridas em projetos de lei, que nada têm a ver com o assunto abordado – deprecia o trabalho dos parlamentares. Ora, ora, além da palavra trabalho estar sendo empregada indevidamente, na verdade, o termo em questão, disfarça a real expressão que o ilícito merece: “assalto ao erário″. Chega às raias do desaforo, a reclamação de Arthur Lira. E o disse exatamente depois da aprovação do projeto de lei mais sórdido dos últimos tempos, sobre a privatização da Eletrobrás. Quem teve a paciência de acompanhar esse verdadeiro assalto aos cofres públicos sente-se ultrajado diante de tanta desfaçatez. Ocorre que tanto na Câmara dos Deputados como no Senado Federal foram aprovadas emendas absurdas, destinadas a salvaguardar interesses regionais dos congressistas. A desfaçatez chegou ao cúmulo de privilegiar usinas termoelétricas existentes e a serem construídas, a carvão mineral e a gás, em lugar de substituí-las pelas fotovoltaicas, não poluidoras e mais baratas. Estas, além de não poluírem, dispensam linhas de transmissão longas e muito caras. Essa MP terá de ser cancelada na Justiça, pois, definitivamente, os nossos parlamentares perderam a vergonha de vez.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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LÁZARO BARBOSA

Como a Justiça deu a Lázaro Barbosa o benefício do “saidão” da Páscoa e permitiu inúmeras fugas de presídios? Com seu histórico de crimes jamais poderia sair da prisão. Agora temos mais mortes cometidas e um gasto enorme com sua captura. 

Difícil entender tanta ineficiência.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Lázaro Barbosa, o foragido “suspeito” de homicídio em Goiás, se preso com vida, terá direito a habeas corpus do STF para responder em liberdade?

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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INFLAÇÃO EM ‘V’

Nos últimos 12 meses a maldita inflação superou significativos 8%, ameaçando romper o teto da meta no fim do ano, abalando o otimismo do Banco Central (BC). Ao comunicar a nova alta dos juros para 4,25% neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) já anunciou que a taxa Selic será novamente alterada em mais 0,75% ou 1% em agosto, podendo chegar a nada menos que 6,5% em dezembro, numa recidiva dos anos anteriores. Como se vê, em vez da economia se recuperar em V, como previu o ministro Paulo Guedes, é a taxa Selic, que, depois de cair a 2%, padrão de Primeiro Mundo, volta a subir velozmente em V neste país que não consegue se livrar do dragão inflacionário. Pobre Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ESG

O problema desses modismos de marketing aos quais numerosas grandes empresas aderem é que falta bom senso a muitas delas, sem condições de sequer pleitearem um lugar em vista de seu passado ou de suas atividades por si só contrárias à pretensão. São os casos bem relatados no artigo de Pedro Fernando Nery, de ontem no Estadão, sobre a adesão à denominada ESG, do inglês Environmental, Social and Governance. Vale dizer, as empresas no modismo atual se esforçariam para ficarem posicionadas ao lado da sustentabilidade ambiental, com preocupação social e administração ética.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 




 

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