Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2021 | 03h00

Corrupção

Festividades

As manchetes do Estado de ontem (25/6, A1) Câmara abranda pena prevista na Lei da Ficha Limpa, Gilmar faz voltar à estaca zero dois casos contra Lula e Lula tem 49% das intenções de voto e Bolsonaro, 23% indicam que o “sistema político” vigente está organizando a grande festa de coroação da corrupção, quando pretende entronizar o ser humano mais abjeto que já nasceu neste país. Estamos indo ladeira abaixo e sem freios. O desastre vai ser fatal. Pêsames para o nosso amado Brasil!

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Três temas desanimadores

É muito difícil não se tornar descrente quando se vê Bolsonaro envolvido no caso da Covaxin, vultosa corrupção. A descrença cresce também quando se vê Lula da Silva com 49% nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2022, tendo sido agraciado com as benesses do Supremo Tribunal Federal (STF), Corte que jogou fora a justiça para punir injustamente Sergio Moro. Finalmente, a descrença aumenta quando se vê que a terceira via se torna insustentável, com João Doria tendo apenas 5% do eleitorado na pesquisa comentada. Que esperar, então? Será o retorno da corrupção ou a permanência do desgoverno? Para evitar o advento de uma ditadura “saneadora”, como processo de renovação moral, não seria o caso de os Poderes da República convocarem uma Assembleia Nacional Constituinte com a finalidade de efetivar restaurações na coisa pública, impondo a renovação ética de valores na conduta dos integrantes dos três Poderes republicanos e novas formas de conduzir a República? O Brasil não pode e não vai aceitar Lula da Silva com seu currículo de corrupção. Que vá ser presidente de seus adeptos no STF!

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO CARNEIROJCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Pesquisas

Certo que não morro de amores pelo Doria, mas gostaria que as pessoas que rejeitam votar nele explicassem o motivo, pois acompanho sua atuação no governo de São Paulo e com exceção do pessoal da educação, dominada por petistas, e da segurança, dominada pelos bolsonaristas, só ouço elogios: exemplo, a atuação nas vacinas. Campeão de investimentos em diversos segmentos, deveria dar mais ênfase a suas realizações.

JOSÉ ROBERTO PALMA PALMAJOSEROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Dúvida

Nossa atual situação lembra aquela sátira em que o médico pergunta ao paciente: você prefere morrer de pneumonia simples ou dupla? A nossa dúvida é se seremos “governados” por um genocida trombadinha ou por um ladrão profissional.

CARLOS ALBERTO ROXO  ROXO.SETE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pá de cal

O STF acaba de enterrar todo o sistema judiciário brasileiro. Ao anular as ações contra Lula, ou por foro indevido ou por “parcialidade” de Moro, desrespeita todos os juízes de segunda e terceira instâncias que também proferiram sentenças condenatórias. Incrível que esses magistrados não se tenham manifestado e aceitem tal humilhação. Ou seja, só os supremos juízes, que se consideram deuses, são competentes para julgar neste país. Ignoram Fernando Pessoa quando diz que “os deuses são deuses porque não se pensam”.

ANTONIO CARLOS MESQUITA  EMAILDOMESQUITA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Perseguição a Moro

Para quem não entendeu, sejamos mais explícitos. Sergio Moro é um homem honesto, que se dedicou a combater a corrupção no Brasil. Deu tão certo que assustou “forças maiores”, as quais – munidas dos devidos poderes – resolveram puni-lo para se tornar um exemplo do que acontecerá com quem afrontar o sistema instalado nesta nação. Isto é, “tente combater a corrupção e nós destruiremos você”.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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De suspeição

Ainda sobre a chamada Gilmar faz voltar à estaca zero dois casos contra Lula, por suspeição do então juiz Sergio Moro, é bom deixar claro que a nossa suspeição se dirige a certos ministros do Supremo, estes, sim, parciais em sua decisão de soltar quem os colocou lá.

JOSE PEDRO VILARDI JPVILARDI@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Herói nacional

O decano do STF, Marco Aurélio Mello, que está prestes a se aposentar e foi voto vencido no julgamento da suspeição de Sergio Moro, declarou que o ex-juiz da chamada “República de Curitiba” é um verdadeiro herói nacional. O povo, em geral, corrobora essa afirmação. Já o ministro Gilmar Mendes, em decisão monocrática, estendeu a suspeição de Moro a todos os processos em que o juiz Moro atuou contra Lula. A Suprema Corte transformou, num passe de mágica, um criminoso no mais inocente e honesto dentre todos os brasileiros. Vai ter poder assim na Cochinchina!

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Os ‘honestos’

O desespero tomou o segundo homem mais honesto deste país (o primeiro lugar já está ocupado por você sabe quem). Quem não conseguiu explicar R$ 87 mil depositados na conta da esposa por um cidadão de sua confiança, notório pelo manuseio de rachadinhas, vai ter agora de explicar esse negócio muito estranho da vacina Covaxin que envolve US$ 1,6 bilhão, com pagamentos que deveriam ser feitos a uma empresa de fachada registrada num paraíso fiscal. Haja explicação! À mulher de César não basta ser honesta, tem de parecer honesta.

RENATO F FANTONI RFFANTONI@IDENTIDADESEGURA.COM.BR

ITATIBA

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Pazuello e Covaxin

Ainda bem que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tem, literalmente, costas largas!

M. DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JAIR ‘HERODES’

A perversidade em tirar a máscara do rosto de uma criança ou em ordenar que outra assim procedesse, em plena pandemia, expondo esses pequeninos à morte, como fez Bolsonaro, é algo tão aterrador que faz lembrar o infanticida Herodes – governador da Judeia na época do nascimento de Jesus Cristo –, responsável pelo episódio bíblico conhecido como “massacre dos inocentes”.

Os evangélicos bolsonaristas professam um cristianismo tão distorcido e falso que os faz até idolatrar um Herodes disfarçado de messias.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocrvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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A REAÇÃO DE UM PAI     

A justa reação de um pai, cuja máscara de proteção foi retirada da sua filha – sem autorização – por Jair Bolsonaro, deveria ser a mesma que o presidente disse lá atrás, quando mais uma vez ficou fulo da vida quando foi contrariado: "Vou encher de porrada a boca desse aí!". É Bolsonaro fazendo história!  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NEM CRIANÇAS ESCAPAM

A mais recente atitude inadequada do presidente Bolsonaro, ao mandar crianças tirarem  as máscaras numa aglomeração pública, é um fato que exige um posicionamento do Poder Judiciário. Ele precisa ser punido. Como pode um ocupante do cargo maior da República incentivar o descumprimento de medidas indicadas pelos organismos de saúde?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

COVAXIN

Nenhuma compra-e-venda séria precisa ter uma nota fiscal retificada três vezes. 

Ademir Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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IRMAOS MIRANDA 10  X COVAXIM E MINISTÉRIO DA SAUDE  0

Parabéns aos irmãos Miranda que denunciaram a tramoia, o cambalacho no Ministério da Saúde pela compra fraudulenta  dos 29 milhões de  vacinas que nunca existiram e nunca vão chegar. Com a denúncia ao presidente  evitaram que R$ 1,61 bilhão fosse colocado nas mãos de oportunistas, que se aproveitam da dor dos brasileiros que perderam seus entes queridos para a covid-19 para tirar proveito, e insistem ainda em manter os pixulecos, moeda usada no Petrolão.

José Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com 

Curitiba

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COLETE À PROVA DE BALAS

Se não vivemos um período estranho, com gente esquisita e truculenta, nada justificaria o deputado Luis Miranda ir de colete à prova de balas na CPI para depor.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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MÁSCARAS E VACINAS

O rigor nos testes de vacinas deve ser mantido. E o de máscaras? Nessa corrida pela sobrevivência, a maioria de nós, brasileiros, desconhece os riscos a que estamos expostos usando máscaras inadequadas. Principalmente os mais pobres e parcela da classe média, que jamais sonham em ganhar como a elite econômico-financeira para comprar as poucas máscaras aprovadas pela Anvisa. O problema principal, porém, é que, mesmo usando máscara, os mais pobres pensam que estão protegidos por tecidos inadequados, costurados em modelos improvisados e, muitos da classe média, compram máscaras modernas, porém falsificadas. Em 11 de maio de 2020, o Ministério da Saúde, por meio da Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, adotou medida cautelar por meio da Resolução–RE nº 1.480, denunciando aproximadamente 50 empresas chinesas, repito chinesas, cujos modelos N95, PFF2 ou equivalentes não atendem ao padrão de eficácia previsto para elas, com base em resultados de pesquisas patrocinadas pelo FDA americano. Sabiamente, incluiu-se, no final da resolução, que laudos emitidos por laboratórios acreditados pelo Inmetro prevaleceriam se fossem distintos das denúncias feitas pelo FDA. Agora estamos em momento crítico, necessitando de máscaras nos melhores padrões possíveis, pois delas dependemos muito mais que em outros países para sobreviver. Pergunto: não está na hora de distribuir máscaras com 95% de eficácia aos mais pobres e pôr em ordem o mercado de falsificação acintosa de máscaras modernas para a classe média que não tem dinheiro para esconder sua boca e nariz com o signo real vermelho da 3M?  Acrescento: quem sabe, se o vermelho fosse trocado pela cor azul, o nosso presidente também usasse máscaras e fosse imitado por milhares de seus seguidores!

Eduardo José Daros   daros@transporte.org.br

São Paulo

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GILMAR ESTENDE SUSPEIÇÃO DE MORO

Para desânimo dos brasileiros, a guerra contra a mais notável luta contra a corrupção dos intocáveis poderosos em nosso meio, a Operação Lava Jato, continua, como mostra a matéria Gilmar estende suspeição de Moro (Estado, A6, 25/6). Embora não tenham apontado nenhuma ilegalidade na atuação do ex-juiz Sérgio Moro nos processos em questão, só o Supremo Tribunal Federal, com seu superpoder de última palavra, achou problemas. O pior de tudo é o fato de que material pirateado e sem prova de veracidade foi a origem dessa suspeição; e mais, desrespeitando o sagrado e amplo direito de defesa do acusado. Parece que estão criando com essa suspeição a esdrúxula jurisprudência de haver exceção ao amplo direito de defesa.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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GILMAR X MORO

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou para outros dois processos a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro. Assim, no país do faz de conta, este ministro, perito em conceder habeas corpus para pôr fora da prisão investigados por corrupção, incluindo um seu compadre, age de modo fulminante contra o maior expoente nacional da recente tentativa frustrada de combater a corrupção, o ex-juiz Sérgio Moro. Pudéssemos fazer o Direito caminhar em acordo com a justiça, e o hoje ministro Gilmar Mendes seria desligado do serviço público por desserviços prestados, e o agora suspeito Sérgio Moro ocuparia o lugar daquele, por apresentar princípios morais comprovados e por inexistência de interesses escusos e antipatia incurável.

Marcelo Gomes Jorge Feres      marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro                                                       

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FREUD DEVE EXPLICAR

É desanimador ver o retrocesso do Brasil em termos de abrandar e esquecer a corrupção no Brasil (STF), do abrandamento da ficha limpa, (Câmara), etc. Se não houvessem “achado”  os tais  hackers, os sete  ministros do STF teriam afrontado os dez juízes  que reconheceram a culpa do sr. Lula? Isso foi uma armação, pois me lembro de os adeptos de Lula dizerem que ele aguentasse na prisão, pois  iam tirá-lo dali. Aí “aparecem” os hackers. Por sinal, onde estão? Será que ninguém se interessou por saber quais outras conversas de juízes, políticos e outras personalidades eles têm gravadas?  Mas gostaria mesmo é de saber sobre a obsessão do ministro Gilmar Ferreira Mendes em relação ao ex-juiz Sérgio Moro, pois monocraticamente quer estender a suspeição do ex-juiz aos demais processos envolvendo o “santo” Lula. Só Freud explica, e pode nos ajudar!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O FIM DO BRASIL

Lula “inocentado”, com o caminho livre para 2022. Moro punido, para coibir qualquer tentativa de combate à corrupção. Bolsonaro prevaricando e dinamitando o Brasil. Terceira via dominada por um “Bolsonaro ao contrário” (Ciro Gomes). Inflação subindo, Exército desmoralizado, criminalidade rampante. É, parece que a receita para o fim do Brasil deu certo. Nem Deus salva mais este país…

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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LUTA CONTRA A CORRUPÇÃO

A grande e incessante luta contra a corrupção entre nós prossegue. Agora com as modernas tecnologias digitais inapagáveis, dita batalha se torna mais eficiente e rápida, gerando desespero nos envolvidos em tais comportamentos antiéticos, que tentam desesperadamente descaracterizar as provas que vão surgindo de tais ilicitudes, mas que não têm consistência, levando a que o processo dessas apurações se concretize mais rapidamente pela Justiça nacional.  

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL NÃO APRENDE

Tenho certeza que quando foi redigida a Constituição ninguém quis transformar o presidente da Câmara dos Deputados no guarda-costas do presidente da República. Ao não estabelecer qualquer parâmetro para lidar com pedidos de impeachment, Arthur Lira poderá, em tese, sentar em cima de milhares de pedidos de impeachment. Mesmo se todos os deputado e senadores apresentarem esses pedidos, nada obriga o presidente da Câmara a tomar qualquer providência. Urge que esse hiato na Constituição seja corrigido e que se estabeleça algum parâmetro, algum limite para o presidente da Câmara dos Deputados, cujo papel não é, ou não deveria ser,  julgar sozinho todos os pedidos de impeachment contra o presidente da República.      

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PESQUISA IPEC

A pesquisa divulgada pelo instituto Ipec merecer ser analisada sob, pelo menos, dois aspectos. O primeiro, o visível e imediato,  mostra o derretimento expressivo das pretensões do presidente Bolsonaro em chegar a um segundo mandato, que só tende a se agravar. Já no segundo, é preciso um pouco mais de elucubrações e otimismo. A alta pontuação do ex-presidente Lula, que o levaria a ganhar no primeiro turno, decorre da mesma motivação, a rejeição, que levou à vitória do capitão em 2018 e de uma certa euforia, resultante deste momento em que recupera seus direitos políticos na justiça.  Assim sendo, com o passar do tempo e uma boa campanha informativa, é possível vislumbrar sim uma terceira via viável, se houver entendimento, vontade política e, principalmente, desapego de vaidades de protagonismos dos partidos ao centro, convocados para compor essa esperança.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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BRASIL 2022

O resultado da mais recente pesquisa do Instituto Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) indicou que o ficha-suja Lula tem nada menos que 49% (!) das intenções de voto para 2022 e que venceria já no primeiro turno se a eleição fosse hoje, por ter votos em número superior à soma dos outros 4 candidatos – Jair Bolsonaro (23%); Ciro Gomes (7%); João Doria (5%); e Luiz Mandetta (3%). Diante dos números, não se pode mesmo prever nenhuma mudança para melhor no status quo do País após este lamentável e trágico período bolsonarista. Tudo indica que o Brasil continuará mal governado e desgovernado em mar revolto, na procura de um norte e de um porto seguro para emergir do poço sem fundo em que foi atirado nos mais de 13 anos do sórdido e corrupto lulopetismo.

Não há dúvida de que é um país “bonito por natureza”, como cantou Jorge Benjor em País Tropical. Resta comprovar se “é abençoado por Deus” ou amaldiçoado pelo diabo. A ver o que o futuro reserva...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O PREJUÍZO AO BRASILEIRO DISTRAÍDO

Enquanto nos distraímos com os gols do futebol da Copa América e Brasileirão, as acelerações das corridas de Fórmula 1 e audiências da CPI da Pandemia, no Cambalacho, desculpem, Congresso Nacional, os parlamentares estão  na surdina dilapidando leis de importância fundamental ao País. Uma delas é sobre o voto impresso, entregando ao eleitor um comprovante de seu voto na urna eletrônica. Seria ótimo? Nada disso, aí mora o perigo, porque, ao sair do local de votação, poderá ser intimado por cabos eleitorais para mostrar o comprovante e conferirem se votou como foi determinado por algum “coronel” político local. Outra sacanagem diz respeito à Lei de Improbidade Administrativa, em que um causador de prejuízos ao erário, para ser punido, a acusação terá de provar que houve dolo, ou seja, intenção do ato, e aí mora o perigo! Também, se um político causar danos à população, como o presidente Bolsonaro agora na pandemia, e houver um pedido de impeachment com base nas mais de 500 mil mortes causadas pela covid-19, ele poderá ser inocentado e continuar no cargo, porque alegará ter escolhido uma forma de combate à epidemia diferente das adotadas por muitos países porque foi orientado a agir assim, portanto, se errou foi  na escolha do método e nunca por omissão. Assim, não há dolo. Outro político que poderá ser beneficiado com essa mudança é Lula, quando seus advogados alegarem que ele nunca soube do esquema de corrupção montado em seu governo, apesar do tamanho do prejuízo, não houve intenção e ele nem se beneficiou. Será declarado inocente, pois não houve dolo. Essa mudança foi aprovada por 408 deputados federais, 38 ficaram indecisos e apenas 67 foram contra.  A melhor forma de castigar os 446 (408+38) seria sabermos os nomes dos 67 deputados federais e votarmos nesses ou em candidatos primários em disputar eleições, e jogar no lixo os nomes do restante da Câmara Federal.  

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo

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RICARDO ‘AMAZON ON’ SALES OFF

Saiu o vendedor de troncos da “Amazônia em Liquidação”, mas ficou o encarregado do departamento em deflorestação. Há 521 anos em destruição, a fonte de água natural do Brasil, preservada por milênios por seus povos originais, continuará a ser devastada pelos brancos civilizados: madeireiros, pastores, mineradores, sojicultores, políticos corruptos e empresários malfeitores. Quando terminarem com a floresta e os indígenas, sobrará um novo deserto do Saara. É como se morássemos num grande edifício e destruíssemos a caixa d'água para fazer uma cobertura, secando as torneiras dos moradores. As árvores da Floresta Amazônica produzem a água que irriga toda a nossa agricultura, move nossas hidrelétricas, abastece as caixas d'água do País e nos torna a nação mais verde do mundo. Desmatar a Amazônia é matar o Brasil! 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DRAMAS E PATETICES

Leitores e analistas do cotidiano e da política  não têm como fugir das denúncias de corrupção envolvendo a compra da vacina indiana e da falta de milhões de imunizantes. O Brasil vai  caminhando para a dolorosa marca de mais de 530 mil mortos;  pesquisa eleitoral aponta Lula  com possibilidade de vencer o pleito no primeiro turno; Bolsonaro prossegue com o rosário de idiotices, agora mandando uma criança tirar a máscara do rosto, novamente insultando jornalistas, insistindo em xingar membros da CPI da Covid, especialmente o relator Renan Calheiros, indicando que pouco aprendeu nos 28 anos que passou no Congresso como deputado federal.  A fome, a miséria e o desemprego crescendo. É o fim da picada a desprezível tropa sem choque dos fantoches do governo na CPI. Ministro serviçal, que tem sobrenome de chuveiro, com ar de franciscano com dengue, tentando, com caras e bocas,  melancólica e grotescamente, desviar o foco das acusações contra o governo e ameaçando processar os irmãos autores da grave denúncia sobre a compra superfaturada da vacina indiana. E o assassino fugitivo mateiro Lázaro Barbosa brincando de gato e rato com centenas de policiais. Não será, portanto, pela falta  de deploráveis e patéticas atitudes, ações  e acontecimentos, envolvendo pândegos e canastrões, que os brasileiros morrerão de tédio. Recordo  o que escrevi nas redes sociais, em 27 de janeiro: até as pedras das ruas sabem que a casa  está caindo para Bolsonaro. O fim da linha chegando aos redutos do mito de barro.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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DEUS, SALVE O BRASIL

Vivemos momentos difíceis. De um lado o governo de Jair Bolsonaro rejeitando as práticas e vícios consagrados na nossa trintenária democracia pós-64, como o é dando que se recebe, estandarte dos primórdios do Centrão, durante a Constituinte. O presidente, de pavio curto, bate de frente com os que o contrariam e agita o ambiente, recebendo aplausos dos seguidores fiéis e pedradas dos adversários. O momento é de turras que não observam a realidade nem a razoabilidade. Todos querem ganhar no grito. A nós, cidadãos, que gostaríamos de simplesmente acreditar nos governantes, nos políticos e, igualmente, nos meios de comunicação, resta o incômodo de ter de viver julgando as atitudes de uns e outros, embora essa não seja a nossa vontade nem vocação. Incomoda-nos ser bombardeados diariamente com informes ideologicamente elaborados. Seria mais confortável se os governantes pudessem desenvolver suas atividades sem patrulhamento, mas respondendo por seus atos a quem de direito. E que a imprensa não fosse colocada na vala comum. Da mesma forma, gostaríamos que os parlamentares – hoje em grande número com o nome jogado na lama – fossem cidadãos de reputação reconhecidamente ilibada e acima de qualquer suspeita. Seria mais fácil para toda a sociedade. Chega de contenda onde os participantes obedecem cegamente a velhas teorias ideológicas e são dotados da raiva figadal que não os deixa ver virtudes naqueles que não têm pensamentos iguais aos seus, mas poderiam ser bons parceiros para fazer a sociedade evoluir e proporcionar vida melhor a todos nós. Nesse quadro adverso, não é demasiado rogar aos céus: Deus, salve o Brasil...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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PAULO GUEDES E A JUVENTUDE SEM TRABALHO

Paulo Guedes propõe uma fórmula original de tirar das ruas os jovens egressos de nossas organizações educacionais,  frustrados por falta de mercado de trabalho: “estágios” iniciais sem registro em carteira e ônus trabalhistas, com uma paga em média de R$ 500 a R$ 600 mensais. É preciso que sejam servos da gleba antes de ingressar na classe média burguesa. Mas, pelo amor de Deus, não se fale em emprego, porque logo surgem a OAB, os sindicatos, os comunistas: o bando de gente feliz da floresta de Sherwood, que rouba dos ricos para dar aos pobres, sob a liderança de Robin Hood,  no caos em que se transformara sua terra ante governos despóticos e ineptos. Aí está a criatividade sociológica do preposto bolsonarista.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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