Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2021 | 20h27

Desgoverno e corrupção

Rufufu em Brasília

O assalto ao erário idealizado por servidores do Ministério da Saúde na compra da vacina indiana Covaxin, sem o aval da Anvisa e com pagamento antecipado de US$ 45 milhões a empresa sem idoneidade comprovada, faz-me lembrar da comédia italiana conhecida como Rufufu, de 1958, por ser uma paródia do premiado filme francês Rififi. Ele conta a história de um grupo que idealiza um assalto sem ter a menor condição de êxito, dadas as limitações físicas e mentais dos bandidos. O plano Covaxin se assemelha. Com o empenho providenciado – documento que reserva a verba para o pagamento – a fatura seria paga depois de liberada pelo diretor do setor de importação da pasta. Acontece que o diretor, que não faz parte da quadrilha, precisaria ser coagido a aprovar o pagamento antecipado, apesar do vultoso montante para uma vacina problemática. Como era de esperar, ele não assinou a liberação, se o fizesse seria demitido do serviço público e quiçá preso. Isso nos aponta o nível de liberdade que esses servidores acreditam ter para arquitetar tal absurdo. Não dá mais para esperar o fim do mandato, e com brasileiros morrendo como moscas. Bolsonaro deve ser destituído rápido.

GILBERTO PACINI BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Desta vez não escapa

A cada dia que passa, Bolsonaro se complica mais e mais, já espalhando pelos corredores de Brasília o cheiro do impeachment. Por muito menos caíram Collor de Mello e Dilma Rousseff. Diante do que se viu na CPI na sexta-feira, desta vez esse ridículo governo Bolsonaro não escapa, é só questão de tempo. Está mais do que na hora de revermos por completo nosso deficiente sistema eleitoral. Democracia presidencialista só deu certo nos EUA, e em grande parte por terem na prática apenas dois grandes e fortes partidos, não, como aqui, essa miríade de grêmios paroquiais desarticulados, sem representação nem ideologia, que apenas servem para negociar o “toma lá dá cá” e abrigar políticos despreparados, quando não corruptos.

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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O ‘rolo’

Esse deputado Ricardo Barros é forte mesmo. Foi o primeiro a sugerir a contratação de familiares na área pública, ou seja, nepotismo. Não conseguiu emplacar essa norma. Agora, quando pesam graves denúncias contra ele no caso das vacinas Covaxin, conseguiu emplacar a esposa no Conselho da Itaipu Binacional. Ninguém segura esse “patriota”. Coitado do Brasil.

JONAS DE MATOS JONAS@JONASDEMATOS.COM.BR

SÃO PAULO

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Caráter

Temos deputados e senadores acusados de vários crimes na Justiça. Mas o que mais assusta é ver os milhões de eleitores dessa turma. O problema no Brasil não é mais de ideologia. É de caráter. Ou falta dele.

ANDRÉ COUTINHO  ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Vergonha do Parlamento

É triste ver os caminhos que a Câmara dos Deputados toma. Dá até saudade da antiga presidência. Abrandamento da Lei da Ficha Limpa, modificações temerárias na Lei de Improbidade Administrativa e ainda aprovação de projeto que visa, em médio prazo, a extinguir o nosso tão sofrido povo indígena. Não é possível que não vejamos o mal que esses parlamentares estão causando à Nação. Enquanto isso, o presidente da Casa, cuidando de se manter no poder, senta-se em cima de projetos desfavoráveis ao governo e da centena de pedidos de impeachment do nosso desvairado presidente.

JORGE AUGUSTO MORAIS DA SILVA JOTAUGUSTOADV@ICLOUD.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Pilantragem

Bolsonaro afirmou que a CPI da Covid é conduzida por “sete pilantras” (Estado, 26/6). Isso em discurso depois de um passeio de moto seguido por dezenas de apoiadores, muitos sem máscara, incluído o próprio presidente. Quem é pilantra?

CLÁUDIO MOSCHELLA ARQUITETO@CLAUDIOMOSCHELLA.NET

SÃO PAULO

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Bondades?

Ao ler sobre o “pacote de bondades” que o nosso presidente está dando aos policiais, fico me perguntando: até quando vamos ficar quietos vendo-o formar sua tropa para quando perder a eleição tomar o poder à força? Até quando vamos admitir tantas benesses para os policiais em detrimento dos pobres mortais que trabalham duro e pagam impostos absurdos para sustentar os políticos brasileiros? Até quando vamos ficar esperando a boa vontade do sr. Arthur Lira para pôr o impeachment em votação?

MARA BRUNA M. BARBOSA DE BARROS MMICHELETTIBARROS@GMAIL.COM

SÃO SEBASTIÃO

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A conferir

Oficialmente, mais de 500 mil pessoas morreram de covid no País. Terão sido cancelados todos os seus títulos de eleitor?

CARLOS H. W. FLECHTMANN CHWFLECH@USP.BR

PIRACICABA

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Reforma meia-sola

O governo tardou para alterar a Tabela do Imposto de Renda, para favorecer os mais desassistidos. Mas, em plena pandemia, quis tributar e majorar alíquotas de investimentos e com isso afugentou o capital estrangeiro. Os bilhões que ingressaram no Brasil em junho foram pulverizados com o anúncio da medida. Se pretendermos criar infraestrutura de boa capilaridade, afugentar investimentos no momento agudo da crise parece ser um verdadeiro tiro no pé, via reforma meia-sola.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO ABRAOC@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Razão do contribuinte

O editorial Quando o contribuinte tem razão (26/6, A3) me lembra o monumental trabalho sobre IRPF do advogado José Luiz Bulhões Pedreira, com centenas de folhas, que eram substituídas com frequência, ao longo do ano, para atualizar as obrigações fiscais do contribuinte.

JOÃO MAURICIO NABUCO JMMFN@UOL.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ESCRAVOS DA CORRUPÇÃO

Fomos o último país a libertar os escravos. Isso nos fazia um povo escravocrata? Claro que não. O sistema político era dominado por uma elite mantenedora do status quo. Somos hoje um país visto lá fora como leniente com a corrupção. Isso nos faz um povo corrupto? Lógico que também não. O caso é similar ao da escravidão. Uma parte da elite vê a corrupção como forma de manter seu poder. Corrupção que se manifesta mais claramente nos investimentos vultosos do Estado. Já a maioria de nosso povo é briosa, decente, orgulha-se em manter o nome limpo. Corrupção, tal como no passado a escravidão, tem de ser combatida sem complacência. Por todos. O montante desviado teria destino certo se aplicado em propiciar melhores condições de vida à população. Isso tudo tem um significado: não podemos aceitar, sob hipótese alguma, candidatos ficha-suja, ligados a esquemas espúrios. Mesmo aqueles alforriados pelo Supremo em gesto de gratidão política.

 Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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LAVA JATO

Quando da eleição do presidente Bolsonaro não havia ninguém em Brasília que era contra a Operação Lava Jato, mas agora ninguém no Congresso parece estar a favor. Este é o Brasil em que a corrupção faz parte do acervo de “móveis e utensílios”.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

O brilhante jornalista Carlos Alberto Di Franco abordou com precisão os muitos males que causam a corrupção generalizada em uma Nação (Corrupção agride, paralisa e mata – A2,28/6). Como sugestão, a mídia poderia formar um consórcio – assim como faz em relação à pandemia –  a fim de divulgar as biografias de nossos deputados e senadores que estão no poder atualmente. Entendo que, somente com a divulgação dos projetos e de como votam as principais pautas, o povo poderia selecionar os melhores e banir os corruptos.

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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GUINADA DE 180 GRAUS

O artigo Corrupção agride, paralisa e mata do brilhante jornalista Carlos Alberto Di Franco publicado ontem no Estadão, quando afirma “... diante da dicotomia entre as reiteradas tentativas internas de estabelecer caminhos para a impunidade...” (basta olhar para as absurdas decisões do STF anulando sentenças proferidas contra notórios políticos e empresários corruptos e a recente decisão da Câmara dos Deputados com a aberrante desfiguração promovida na Lei da Improbidade) e “...as iniciativas internacionais de avançar com os tratados e cooperações para o combate à corrupção global...” está indicando o caminho a ser seguido pelos heroicos membros da força-tarefa de Curitiba, liderados pelo valente procurador Deltan Dallagnol e pelo ilustre juiz Sérgio Moro, depois que foram devidamente castrados pelas forças políticas e jurídicas que defendem a corrupção. Antes de serem “esterilizados”, nos últimos anos eles atuavam dentro do Poder Judiciário para combater corruptos contumazes. Agora que foram impedidos internamente de continuar sua luta, precisam dar uma guinada de 180 graus e se associar externamente aos órgãos internacionais de combate à corrupção, para encontrar meios de prosseguir com sua imprescindível cruzada. Coragem, força-tarefa!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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VACINA CONTRA SURTOS ANTIDEMOCRÁTICOS

A ciência política precisa produzir uma vacina para erradicar definitivamente o recente surto da febre de direita populista, que infectou grande parte do eleitorado inculto, ignorante e atrasado de varias nações, como os Estados Unidos, atacado pelo vírus Trump; o Brasil, pela variante Bolsonaro; e outros países, como Filipinas, pelo parasita Duterte; Belarus, pela febre Lukashenko. Fora a Venezuela onde o vírus canhoto Chavista continua na variante Maduro, mas não cai. A vacina “Democracia Plena” deve ser aplicada anualmente em doses homeopáticas, com tratamento educacional para evitar recaídas autoritárias em povos viciados em paternalismos ditatoriais. Bom nível de instrução e cultura; sistemas de saúde universal para todos; Estado do bem-estar social, com salários justos e oportunidades de trabalho para toda a população, são condições indispensáveis para o sucesso de um Estado Democrático de Direito, onde povos de todas as nações possam viver felizes, aqui e agora, e não num futuro que nunca chega, transformando esperança em realidade.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre 

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O MAIOR CABO ELEITORAL

Jair Bolsonaro se tornou o maior cabo eleitoral, jamais visto na história deste País, como já dizia o demiurgo de Garanhuns. Ora, com suas constantes atrapalhadas, o povo de bem está pensando em votar no ex-condenado Lula da Silva que, segundo consta, pode concorrer às próximas eleições. Com tamanha campanha de um presidente ao ex-presidente, só resta agradecer ao empenho consciente de Bolsonaro. A que ponto chegou. Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O MITO VAI DERRETENDO

Acreditar em mito de gelo não poderia acabar diferente. Como não fosse desastrosa o bastante a atuação do “desgoverno” Jair Bolsonaro na busca por vacinas, aparecem agora suspeitas contundentes de irregularidades na compra do imunizante indiano Covaxin, que nem sequer tinha aprovação da Anvisa. Os sinais de alerta começam pelos preços estratosféricos. Pelo contrato assinado em fevereiro, o governo brasileiro pagaria US$ 15 por dose da Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, numa operação que envolveria 20 milhões de doses e totalizaria nada menos que a bagatela de R$ 1,61 bilhão. Segundo publicação do Jornal O Estado de S. Paulo, houve encarecimento de 1.000% ante o valor anunciado pelo próprio fabricante seis meses antes, que era de US$ 1,34. O imunizante, como se pode ver, é o mais caro dos seis que o Executivo Federal contratou, mesmo não sendo o de mais eficácia na proteção. Pra ter ideia o da Pfizer, que se vale de uma tecnologia muito mais avançada, saiu por US$ 10 a dose. E provando que tem água no chope, o produto indiano só foi aprovado pela Anvisa no último dia 4, após uma rejeição e com ressalvas de uso. Por fim, todos os prazos fixados para a chegada das vacinas indianas se esgotaram sem que nenhuma dose tenha sido entregue até agora. Um presidente e seus seguidores que se gabam de não ser alvo de acusações de corrupção vão ter muito que explicar para CPI do Senado, como também para a justiça. Até onde se tem notícia, o único homem que passou pela terra e não se corrompeu foi “Jesus Cristo”, o resto é pura falácia de mente e carne fraca!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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POVO SEM MEMÓRIA

O governo petista institucionalizou o roubo do dinheiro público com o objetivo de se perpetuar no poder. Foi desmascarado e, incrivelmente,  inocentado pela justiça e perdoado pelo eleitor como demonstram pesquisas de intenção de voto para 2022, que colocam o  mais “honesto” e “inocente” brasileiro na dianteira. Mas, apesar disso, não há sentença judicial capaz de apagar o que foram os governos do PT. A falta de memória do eleitor ultrapassa os limites do bom senso.

José Alcides Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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A (DÚVIDA DA) SEGURANÇA NA URNA ELETRÔNICA

 A urna eletrônica e o voto impresso fazem a grande discussão sobre as próximas eleições. Tramita pela Câmara dos Deputados a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 135/2019, de autoria da deputada Bia Kicis (PSL-DF), estabelecendo que “na votação e apuração de eleições, plebiscitos e referendos, seja obrigatória a expedição de cédulas físicas, conferíveis pelo eleitor, a serem depositadas em urnas indevassáveis, para fins de auditoria”. Para valer nas próximas eleições, a matéria tem de ser aprovada até setembro, pois há que se respeitar o interregno de um ano para a implementação de modificações no processo eleitoral. O presidente Jair Bolsonaro defende a adoção do comprovante impresso que possibilite a contagem em caso de dúvidas. Já o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso, considera desnecessária a contraprova porque, segundo diz, as urnas são seguras. Seria bom que o TSE, realizador das eleições, buscasse informes de outros países – Estados Unidos, França, Alemanha, Portugal, Bélgica e outros – quanto às vantagens ou problemas do voto eletrônico e a necessidade de impressão. E que a Câmara dos Deputados se socorresse dos Parlamentos estrangeiros que já trataram da questão. O TSE, em comunicado, afirmou que, “segundo o Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social (Idea Internacional), 23 países usam urnas com tecnologia eletrônica para eleições gerais e outros 18 as utilizam em pleitos regionais. Entre os países estão o Canadá, a Índia e a França, além dos Estados Unidos, que têm urnas eletrônicas em alguns Estados”. As instituições responsáveis pelas eleições têm o dever de tirar a dúvida do eleitor sobre a segurança da urna eletrônica. Os países podem nos dizer por que usam ou não usam o sistema. Não podemos ir votar sem a certeza de que nosso voto vai fazer parte da decisão. Questão de representatividade do pleito.  

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br  

São Paulo

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POLIDEZ...

...foi o tema de Lourival Sant’Anna no Estadão  de domingo passado.

Imagine há quanto tempo não escutava nem lia sobre isso ...polidez!

Morava em São Vicente, nos anos 50, meu colégio era em Santos, o

Stella Maris (estrela do  mar  em latim). As freiras eram de uma ordem belga e, às vezes, a Notre Mére geral vinha da Bélgica nos visitar, também o Des Oiseaux (onde será o Parque Augusta, na cidade de São Paulo). Lourival, você  despertou com essa palavra meus mais de 70 anos passados.

Todas as segundas-feiras a partir, acho, dos 11 anos de idade havia aula de POLIDEZ!

Era esse o assunto durante 40 minutos, nos quais se tratava desde a forma de sentar até como proceder na vida com retidão moral e educação.

As questões eram várias e os exemplos sempre a nos preparar para termos as melhores atitudes.

O Brasil precisa sim de polidez para o bem geral do País.

Maria Isabel Forbes Alves de Lima (Bebel) bebel_bebel2@icloud.com

São Paulo

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DENÚNCIAS NO MINISTÉRIO DA SAÚDE 

 Os irmãos Miranda merecem ser protegidos pela PF. Merecem, ainda, ser ouvidos em ambiente reservado pela CPI da Covid-19 do Senado da República, porque sabem de uma quantidade bem expressiva de fatos anômalos ocorrendo no Ministério da Saúde, situação que já os levou a concluir que Bolsonaro não tem o controle necessário sobre o que acontece no importante Ministério. Mas providências como inquéritos administrativos e levantamentos realizados pela PF, sem dúvida, poderão colocar a nu as inúmeras fraudes ocorrentes nos diversos setores da pasta. É de lembrar que o Ministério da Saúde não pode ser fonte de riquezas para apaniguados políticos e que a corrupção lá instalada precisa ser encerrada e punida. Bolsonaro paga pelo pecado de se unir com o Centrão!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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NÃO SEI

Não tenho como saber o que acontece nos Ministérios. É com essa

reposta-padrão vergonhosa e alegando ignorância que Bolsonaro tenta

fugir de suas responsabilidades criminosas.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FUTURO DOS JOVENS NO PRESENTE

O editorial O país que queremos ser (28/6, A3) revela que as necessidades dos jovens vão muito além da lacração nas redes sociais e discussões estapafúrdias entre as gerações com rótulos alfanuméricos ou adoção de estrangeirismos efêmeros, tal como cringe. No cerne do problema da falta de perspectivas está, na verdade, o desmonte científico e educacional promovido pelo pior governo que tivemos desde a redemocratização. 

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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ORGULHO LGTBQIA+

Na semana em que se comemora o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais ou travestis, queers, intersexuais, assexuais e outras variações), sobretudo sob o retrógrado, machista, intolerante e preconceituoso desgoverno bolsonarista, cabe, por oportuno, citar Einstein: “Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Num país miscigenado de etnias, cores e religiões de todas as partes do mundo, que convivem em perfeita harmonia, o que o torna exemplo único no planeta, é preciso desarmar os espíritos para a construção de uma sociedade que contemple respeitosamente o colorido da diversidade e seja mais igualitária, tolerante, inclusiva e despreconceituosa. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SP: AUMENTO NOS PEDÁGIOS

O desgoverno do Estado de São Paulo autorizou reajuste de 8,05% nas tarifas dos pedágios. E a base de cálculo é a inflação do período de junho de 2020 a maio de 2021. E isso faz parte do “contrato”. Eu acho interessante que para aumentar os preços é fácil e rápido. E para nós trabalhadores e aposentados os reajustes não são anuais, tem que ter greve, intervenção de sindicatos (alguns manipuladores), etc., e na maioria das vezes os reajustes são parcelados. Enfim, ter veículos é até fácil pelas longas prestações, mas mantê-lo é quase um milagre. Os combustíveis e pedágios são caríssimos. E, além disso, tem a indústria maligna/bandida dos radares nas cidades. Pior ainda são os policiais rodoviários escondidos com radares de mão, como também os radares escondidos atrás das placas metálicas, instalados por funcionários do Der$a. Reflexão: andar e viajar de carro tá muito estressante! E o $i$tema.

Alex Tanner  alextanner.sss@hotmail.com

Nova Odessa

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CUIDADO COM A GOTA QUE PODE FAZER TRANSBORDAR O COPO

A maior hidrelétrica do mundo é a Usina de Três Gargantas, localizada na China ao longo do Rio Yangtzé com capacidade de 22.500 MW. Com 185 metros de altura e 2,3 quilômetros de extensão. Todo este volume de água acumula uma quantidade imensa de energia potencial. Em julho do ano passado, a barragem chegou aos seus limites máximos causando um alerta de inundação. Neste ano, estamos em junho e a barragem está operando novamente no limite com todo um mês de julho – mês das chuvas mais fortes – pela frente. Não há o que fazer em termos de engenharia, a solução é rezar e ir administrando o estresse, priorizando a segurança. Que o Todo-Poderoso não permita, mas, se a barragem falhar, 400 milhões de pessoas podem ser afetadas de forma grave. A região responde por metade da produção da China, que responde por um terço da produção mundial aproximadamente.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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TAXA DE MARINHA

A Taxa de Marinha é uma assombração que perturba muita gente. É um acréscimo ao IPTU que na realidade é uma forma de bitributação, só existente no Brasil e em Portugal. É inexplicável e injusta e, faz tempo, deveria ser extinta. Dizem que a Taxa de Marinha foi criada objetivando proteção territorial na época dos canhões em terra para combater inimigos.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Estamos vivendo neste início da segunda dezena do século 21 um fenômeno que estudiosos chamam de vésperas da Quarta Revolução Industrial. Os efeitos que ela terá em nosso cotidiano ainda não podemos vislumbrar, mas é certo que tal revolução, como as anteriores, afetará profundamente nossas vidas, e somente usando a ampulheta temporal é que teremos condições de saber como viveremos nesse futuro próximo.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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PIQUENIQUE IMPERIAL

Petrópolis, na região serrana do Estado do Rio, começa a receber turistas. O município recebe cariocas que se direcionam principalmente para os Distritos de Itaipava e Pedro do Rio; os demais, para o centro histórico. A região mais ligada à história do Brasil, da época da monarquia, o centro histórico, detém os locais importantes e atrativos aos visitantes:  a Catedral D. Pedro de Alcântara, o Museu Imperial, a Casa de Santos-Dumont, o Relógio das Flores e a Praça da Águia, esta, belíssima, antigamente mostrava a fonte luminosa, frontal à Câmara de Vereadores. Pois bem: o desleixo e desrespeito por parte dos cidadãos e da própria prefeitura possibilitou que a Praça da Águia (Praça Visconde de Mauá) se tornasse um local de depredação e reunião de desavisados farofeiros que fazem suas refeições em pleno gramado usando até móveis para o seu conforto surreal. Mal sabem os comilões que o gramado está infestado de carrapatos, que também querem fazer parte do piquenique imperial.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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