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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno e corrupção

Impeachment

O editorial Teste de estresse (30/6, A3), há muito aguardado por nós, eleitores, joga luz num assunto que já deveria estar “estressado” na mídia (com perdão do anglicismo no jogo de palavras). Urge tirar os holofotes da CPI da pandemia, que já deu sua contribuição, e apontá-los direta e insistentemente para a figura do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira. É essa figura, dentro dos preceitos da nossa Constituição, a única com poder de iniciar um processo de impedimento do chefe do Executivo. A desculpa dada por esse político de não haver votos para destituir o mandatário é completamente descabida. Qualquer cidadão sabe que na hora do voto todo deputado estará pensando mais em sua reeleição em 2022 do que no bem do País, incluído o sr. Lira. O número de pedidos de impeachment, que já passa da centena, deixa claro que não se trata de estratégia de políticos opositores, mas da reação de uma sociedade vilipendiada todos os dias pelo mandatário da Nação. E não se venha dizer que a falta de ação desse político se deve a uma suposta fidelidade do Centrão ao presidente...

JOSÉ ROBERTO DOS SANTOS VIEIRA  JRDSVIEIRA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Justiça para todos

O presidente Jair Bolsonaro declara que não sabe o que acontece nos seus 22 ministérios. Então, ele preside o quê? Delegou autoridade aos 22 ministros para eles fazerem o que lhes der na veneta, mas responsabilidade não é delegável. Portanto, Bolsonaro permanece responsável por seu desgoverno – saiba ele da corrupção ou não. Lula disse que não sabia do mensalão e do petrolão e assim se safou – sabe-se lá por quê. Cabe agora ao Judiciário começar a considerar a responsabilidade dos políticos como normalmente se dá na área privada, a empresas às quais não se faculta a prerrogativa de alegar desconhecimento. Trata-se aqui de justiça aplicável a todos.

SUELY MANDELBAUM SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Descontrole

Hamilton Mourão diz que Bolsonaro não tem condições de controlar tudo. Ele nem consegue controlar a própria boca!

ROBERT HALLER

SÃO PAULO

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O contrato da Precisa

O, por assim dizer, “famoso caso” do contrato da Covaxin/Precisa, ora em discussão no Planalto e na CPI, que tem cara e cheiro de superfaturamento, como amplamente divulgado pelo Estado (28/6, A4), já passou pela terceira ou quarta versão diferentes apresentadas pelo governo. Passou do presidente para o assessor e o ministro anterior, deste para o secretário-geral e depois para o ministro atual. Agora todos aguardamos chegar à 25.ª ou 38.ª versão, quando enfim a verdadeira responsável pelo empenho na compra da mais cara vacina do mundo será revelada: a senhora do cafezinho. Ela certamente será exonerada, processada e presa por ter pago a conhecida “invoice” de US$ 30 milhões! É esse o governinho que todos conhecemos bem. E nos lembraremos mais ainda em 2022...

PAULO SÉRGIO PECCHIO GONÇALVES  PPECCHIO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Covaxin

“Deus desfaz o plano dos maus.” Essa trama toda mostra o pouco-caso com a vida do povo brasileiro. E que a ganância está acima de tudo.

LOURDES MIGLIAVACCA LOURDESMIGLIAVACCA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Conselho amigo

Algum conselheiro sensato e próximo ao presidente da República deveria sugerir-lhe que se preocupe mais com as decisões pertinentes aos seus ministérios. O país que ele dirige já passa das 515 mil mortes causadas pela covid-19. O presidente deve também deixar os comentários sensacionalistas para os programas especializados em bravatas sobre o extermínio de criminosos de baixo escalão. E gastar o seu tempo pensando em como se solidarizar com as famílias enlutadas e em melhorar a nossa saúde, bem como a educação e a cultura. Essas áreas estão muito carentes de ideias e atitudes dignas.

MARIZE CARVALHO VILELA MARIZECARVALHOVILELA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Grandes obras de Bolsonaro

Em resposta ao editorial A grande obra de Bolsonaro (27/6, A3), eis as grandes obras de Bolsonaro: 1) Ponte Abuna, que ligará Acre a Rondônia; 2) ponte no Rio Madeira (AM); 3) ponte que ligará Sergipe a Alagoas; 4) ponte no Rio Guaíba (RS); 5) ponte ferroviária no Rio São Francisco; 6) asfalto da BR-163, que liga Mato Grosso ao Paraná; 7) asfalto da BR-230, Transamazônica; 8) asfalto da BR-116. São obras de infraestrutura, que a imprensa finge ignorar, construídas ao longo dos dois anos e meio de governo, em que o TCU até a presente data não detectou superfaturamento ou indício de corrupção e que foram finalizadas dentro dos prazos estabelecidos. O Estado vai tornar públicas essas realizações? Espero que sim.

ERNANI DA SILVA ERNANIS983@GMAIL.COM

TRÊS LAGOAS (MS)

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Projeto do IRPF

A modesta alteração proposta na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, ainda absurdamente defasada, reduz o imposto a pagar. Mas a limitação da declaração simplificada anula em grande parte o parco benefício, atingindo a maioria dos contribuintes de classe média, que continua a pagar o pato, principalmente os aposentados que não têm outra renda senão o benefício de anos e anos de contribuição previdenciária. É pôr num bolso e tirar do outro.

GERALDO C. MEIRELLES GMEIRELLES.ADV@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bizarrice

Ao propor a taxação de dividendos à alíquota de 20%, superior à aplicada na renda fixa, conseguir-se-ia, caso aprovada, um gol de placa: enjaular o chamado espírito animal do empresariado e afagar o indefinido espírito vegetal dos aplicadores, que são erroneamente considerados “sem risco”.

ALEXANDRU SOLOMON ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DEMOCRACIA É APRENDIZADO

Tão ou mais preocupante do que a ojeriza de Jair Bolsonaro “a alguns dos principais pilares da democracia”, como bem revela o brilhante editorial Teste de estresse, é a quantidade de fãs e seguidores que, como ele, manifestam sem enrubescer desprezo ímpar pelos princípios fundamentais democráticos e propagandeiam o autoritarismo como se esse fosse o melhor dos mundos, ignorando o passado tenebroso da nossa própria história. Por mais que a popularidade do presidente esteja em franca queda, a quantidade de pessoas que votariam nele nas próximas eleições não é pequena (23%, segundo a pesquisa Ipec). Democracia é exercício de aprendizado. Muitos brasileiros ainda não sabem do que se trata. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ESTRESSE CONTRA A DEMOCRACIA

Completando o pertinente editorial Teste de estresse (Estadão, 30/6, A3), há que ressaltar que os detalhados testes de limites democráticos que o ocupante do Palácio do Planalto fez não começaram quando entrou para a política. Desde sua vida militar, peitou a hierarquia para pleitear melhores salários para seus colegas subalternos de farda e até planejou atentados contra quartéis e sistema de abastecimento de água. Porém, pelo acovardado Parlamento que possuímos, é pouco provável que o impedimento prospere e muitas mais mortes ocorrerão, promovidas por uma intrincada corrupção contra a qual, paradoxalmente, não estamos imunizados.

Adilson Roberto Gonçalves  prodomoarg@gmail.com

Campinas

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DOIS PODERES

Como se sabe, o modelo do Estado absolutista que imperou na Europa de meados do século 16 até o fim do 18 foi substituído pelos Três Poderes do Estado Democrático de Direito, o Estado Cidadão, por obra do político e filósofo Charles Montesquieu, um dos ícones do Iluminismo francês. Nestes tempos sombrios e bicudos que vivemos sob o negacionista, autoritário e antirrepublicano desgoverno de turno, o presidente Bolsonaro, sem partido, sem máscara e sem corar, reafirmou a união entre os Poderes Executivo e Legislativo, que, em sua visão, se aprimorou nos últimos anos, em detrimento das relações com a Justiça. Em discurso no Rio Grande do Norte, declarou: “Ninguém faz nada sozinho. Eu até costumo dizer que não são Três Poderes, são Dois: Executivo e Legislativo juntos e o Judiciário, do outro lado”. Diante de sua fala descabida e para lá de esdrúxula, não será surpresa se no próximo futuro declarar em alto e bom som, à Luis XIV: “No regime bolsonarista, o Estado sou eu”. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SENADOR BANDIDO

Em alguns de seus discursos, o presidente Bolsonaro vociferou, mais de uma vez, que na CPI dos senadores existem sete “bandidos”. Estranho é que, até o presente momento, nenhum dos senadores que fazem parte da referida CPI se levantou ou se manifestou no sentido de cobrar de Bolsonaro quem são estes senadores ou, muito menos, processá-lo por leviana afirmação. Será que, naquela CPI, existem mesmo, sete “bandidos”?

 Artur Topgian – topgian@terra.com.br

São Paulo

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30 MESES DE BOLSONARO

País nenhum merece 30 meses de desgoverno Bolsonaro. E o Brasil ainda deve suportar mais 18 meses da mesma tortura. A questão é saber até quando o paciente Brasil suporta tamanho desgaste físico e mental, sem entrar em surto nacional. Brasileiros, a beira de um ataque de nervos, nunca tomaram tantos calmantes e antidepressivos. Falta um ano e meio para o Brasil se livrar da incompetência e da desconstrução de várias instituições de Estado, perpetrada pelo clã alucinado que se instalou no Palácio do Planalto.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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FALSO MITO

O falso mito de incorruptível de Bolsonaro está se esfacelando, mas a

verdade é que só acreditou neste mito aqueles que não fizeram o mínimo da lição de casa: ver o patrimônio de Bolsonaro, onde ele mora, como

capitão, expulso, do Exército e deputado por 30 anos.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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CANCELADA?!

Dirá o “Mito”: Covaxin cancelada?!

O status do presidente passa de refém a prestação de serviços de varrição e limpeza pesada ao Centrão.

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Só para entender, o governo Bolsonaro suspende a compra da Covaxin sem nunca ter pretendido comprá-la?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ESCABROSOS

Na abertura do espetáculo circense da oitiva de 30/6, na CPI da Pandemia, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) trocou pesadas farpas com o seu conterrâneo Omar Aziz (PSD-AM), amigos de infância em outros momentos de interesses recíprocos, adversários em 2022. Segundo Eduardo Braga, a CPI está servindo de palanque para a eleição ao governo do Amazonas, em 2022. E que se danem os interesses republicanos, concluo. Fica a pergunta: O picadeiro é somente para o governo do Amazonas? Contemporizando a contenda com panos limpos, em mãos sujas, do alto de sua parcialidade e (des)equilibrada conduta pública, arguindo que o tempo tem pressa e seus interesses são outros, tentando iniciar a pauta, disse o “ilibado” relator Renan Calheiros (MDB-AL): “Precisamos fazer uma reflexão, por que chegamos a casos escabrosos de corrupção”. Onde, Renan? Pela ordem! Qual é a sua régua? Se o STF pautar os seus processos, a sociedade saberá literalmente o que significa “escabrosos”.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESQUECIMENTO

Ministro Queiroga, nós, o povo brasileiro, gostaríamos de saber quando o Ministério da Saúde vai informar se devemos ou não continuar a usar a máscara protetora contra o coronavírus, conforme solicitação feita pelo próprio presidente da República a um “tal Queiroga”, que presumo, salvo engano, tratar-se de Vossa Excelência. Estranhamente todos parecem esquecidos desse assunto.

Mario Miguel  mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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NOVA FASE

Os últimos fatos relacionados à compra superfaturada de vacinas não aprovadas pela Anvisa mostra que o governo deixou a fase do negacionismo e passou, como bem definiu Reinaldo Azevedo, à fase do NEGOCIONISMO.

 Renato F. Fantoni  rfantoni@identidadesegura.com.br

Itatiba

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SOMMELIERS DE VACINAS

Precisamos, como sociedade consciente nesse momento de vacinação contra a covid-19, nos vacinar sem buscar escolher a vacina que iremos tomar. Essa postura é totalmente ineficaz e só provoca o aumento de tempo da imunização vacinal da população como um todo, prejudicando inclusive os “sommeliers de vacina”, que ficam também mais expostos a essa patologia.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CARTÃO PARA O CARTEIRO

Neste desgoverno,  quando  se  recebe  mensagem que seja desfavorável a ele, a  melhor saída é demitir o carteiro! 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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WIZARD

Os brasileiros de bem deveriam escolher outra escola de inglês para estudar. Esse seria o maior castigo ao empresário que tanto contribuiu para as ações negacionistas em prol das mortes pela covid.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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O FISCAL DA LEI    

Como é sabido, o Ministério Público é obrigado, por lei, em fiscalizar e aplicar a lei, independentemente de quem quer que seja. Acontece que essa obrigação não é seguida pelo subserviente procurador-geral da República, Augusto Aras, nos casos referentes à famiglia Bolsonaro. Ora, todos sabem que Aras é da turma do “um manda, outro obedece. Também todos sabem que Aras – aquele que não vai investigar a primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo cheques ilícitos depositados em sua conta corrente e que arquiva todos pedidos de impeachment de Bolsonaro – está de olho na vaga de Marco Aurélio no Supremo Tribunal Federal. Assim, o parquet permanece adulando Bolsonaro para que não esqueça do seu nome e o nomeie ao STF, afinal, ele é amigo íntimo da famiglia Bolsonaro. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PARA PURIFICAR O STF

Consideramos oportuna e adequada a manifestação do advogado Luiz Antonio Sampaio Gouveia em prol da indicação do ilustríssimo professor  José Rogério Cruz e Tucci para ocupar a vaga que se abrirá no Supremo Tribunal Federal neste mês (Um jurista para o Supremo, Estadão, A2, 29/06/2021).

Por meio de texto marcante pela sonoridade poética, enfatizou o brilho do apontado e a história reluzente das Arcadas, tecendo encômios a respeito de personagens marcantes na Corte, provenientes da renomada Escola de personagens marcantes na Corte, provenientes da renomada escola paulista.

Contudo, em nosso sentir, equivocou-se ao incluir no rol dos luminares três figuras destoantes.

Inicialmente apontou Dias Toffoli, advogado do partido político que lhe deu a toga, reprovado em dois concursos para ingresso no início da carreira da magistratura de São Paulo, que, segundo a mídia, impediu investigação a respeito de estranha movimentação financeira nas contas de sua mulher e instaurou o malfadado “inquérito do fim do mundo”, em que a suposta vítima acusa, investiga, julga e pune o “pseudomeliante”.

Em seguida mencionou Alexandre de Moraes, “nomeado” relator do famigerado inquérito, no dizer do ministro Marco Aurélio, “o xerife”.

Por fim, referiu Lewandowski, amigo íntimo do presidente Lula, circunstância mais que suficiente para impedi-lo de atuar nos processos envolvendo o “companheiro”, que revogou a parte final do parágrafo único do artigo 52 da Constituição Federal, em parceria com o senador Renan Calheiros, por ocasião do julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma.

Com as devidas restrições supradeduzidas, modestamente subscrevemos o manifesto de apoio ao Dr. Tucci.

Ulisses Nutti Moreira ulissesnutti@uol.com.b

São Paulo

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52%, SÓ??

É inaceitável, para maquiar a Eletrobrás, esse absurdo aumento no preço da energia elétrica. 52% e vem mais. Incompetência é o que demonstram os gestores. Estamos  vivendo o pior momento, creio, da nossa história. Ladrões não faltam, não nas ruas, mas nas instituições governamentais,  desde municípios, Estados e órgãos federais. Desviaram fortunas  das verbas para saúde. Descontam toda esse descaminho no povo.   Comissão que  é  “começão”.  Até quando podemos aguentar tudo isso? Estão cutucando onça com vara curta. Vergonha, vergonha.

Nelson Augusto Rigobelli nrigobelli@uol.com.br

São Paulo

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POBRE LÁZARO

O mundo é cruel. A realidade assusta. Costuma pregar peças. Sem trégua. Não tenho lugar no coração nem na alma para nutrir pena e consideração para assassinos e estupradores. Graças a Deus a avassaladora pandemia não amoleceu meus neurônios nem  abalou meu equilíbrio e isenção. A hora é de lutar por soluções, leis e mecanismos jurídicos que tragam tranquilidade para a população. Caso contrário, desprezíveis como Lázaro Barbosa continuarão soltos e impunes, infernizando a vida de famílias e homens de bem. Nessa linha, li, perplexo, nas redes sociais, vastas opiniões sobre a morte de Lázaro Barbosa. Respeito, mas discordo enfaticamente. A meu ver, ao contrário daqueles que não admitem a forma como chegou ao fim a vida imunda e covarde de Lázaro, julgo perfeitamente natural o desfecho da caçada ao monstro que alguns insistem em chamar de ser humano. Pimenta nos olhos dos outros é colírio e refresco. Aplaudo os policiais que finalmente deram um basta no assassino. A alegria que mostraram foi compreensiva. Pelo teor de algumas opiniões contrárias, seria melhor que os policiais chorassem e respondessem com flores aos tiros disparados por Lázaro. Ilustro meu raciocínio com a opinião do diretor do Instituto Luiz Gama, pós-doutor pela Universidade de Coimbra em Democracia e Direitos Humanos, Camilo Onoda Caldas, ao Correio Braziliense de 30/6. Indagado se seria melhor prender Lázaro com vida, respondeu: “No entanto, se ele resistiu à prisão e atacou os policiais, o confronto pode ter sido necessário e a morte, portanto, é uma consequência”. Espero que a lucidez  vença a hipocrisia e a demagogia, evitando  que partidos políticos e entidades não apelem para o Vaticano canonizar Lázaro Barbosa. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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ALIANÇA VERDE

Os EUA sob Biden planejam ampliar em até 4 vezes o uso de etanol indo de 5% para 20% do combustível fóssil. Só que pretendem utilizar para isso o milho que produzem. É um erro ecológico. O milho fornece menos calorias do que consome para ser produzido. A fotossíntese de várias outras espécies vegetais, inclusive a da cana, é até 4 vezes mais eficiente, tendo um saldo bem positivo em calorias. O milho é um excelente alimento para a espécie humana e para os animais cujas proteínas consumimos. Que tal utilizar cada espécie para o que ela oferece de melhor? Sugiro fazermos um acordo com os EUA trocando produtos do milho deles por etanol brasileiro com saldo positivo para o Brasil. É possível e interessante para ambos e para a ecologia mundial. 

Jorge Alberto Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CHORAR POR TI, ARGENTINA

A Argentina já foi o celeiro de um mundo abalado por duas guerras no século passado. Altamente europeizada, um sol surgindo na América do Sul, entrou em queda livre desde a implantação do peronismo, a partir do qual se atormentou com ditaduras e lideranças equivocados, com direito até a desastroso conflito internacional com o Reino Unido, e nunca mais recuperou a antiga glória. Hoje, sob a batuta de um populismo esquerdista, ainda influenciado pelo fantasma do antigo general e suas namoradas sucessoras, encontra-se  fustigada pelos efeitos da pandemia e vê sua economia assumir rumos preocupantes, com o empobrecimento geral da população. Para enfrentar a difusão do vírus, impôs medidas draconianas, pontilhadas de lockdowns e restrições de viagens que até arrancaram a aprovação de vários governos, em contraste com outros daqui do continente que não foram tão rigorosos. Talvez por incompetência na distribuição de recursos e à baixa taxa de vacinação, o país está classificado hoje, segundo ranking da Bloomberg, como o de pior desempenho no combate à propagação da doença, entre 53 examinados, e se vê obrigado a acrescentar ao rosário de restrições do último ano outras ainda mais rigorosas e limitadoras de mobilidade, o que pode vai ferir de morte o setor aéreo e afetar ainda mais a atividade econômica. Tal quadro leva o mundo a “chorar por ti, Argentina”.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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