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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2021 | 03h00

Estado x Nação

País da improbidade

Parabéns ao professor Flávio Tavares, que resumiu o desencanto da totalidade do povo com toda classe política brasileira e com os absurdos que vemos na esfera federal (A improbidade se desnuda, 2/7, A2). Enquanto o STF se coloca como “defensor da democracia” adotando comportamentos ditatoriais, a Câmara dos Deputados estabelece a Lei da Impunidade de forma despudorada, com um relator petista apoiado por um presidente do fisiológico Centrão. Tudo o que o povo quer – como prisão em segunda instância, fim do “foro dos bacanas”, real punição dos corruptos – cai em gavetas profundas e lá é esquecido. Igualmente, em profundas gavetas do STF adormecem inquéritos contra conhecidos senadores, até os crimes prescreverem ou a “falta de provas” ser detectada para então serem “candidamente” encaminhados para o lixo, eufemisticamente chamado de arquivo. Esse mesmo STF conseguiu a proeza de transformar um juiz herói brasileiro em bandido e um comprovado corrupto em candidato a presidente do Brasil. Para “compensar”, o pessoal do Ministério da Economia prepara um plano para aumentar em muito a extorsão conhecida como Imposto de Renda dos trabalhadores com renda média. Vamos falar sério, isso é a tal democracia? Trabalhar cinco meses do ano para perpetuar as mordomias dos Poderes e de incontáveis autarquias, estatais e sei lá que mais?

JOÃO PAULO DE OLIVEIRA LEPPER JP@SECULOVINTEUM.COM.BR

CABO FRIO (RJ)

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‘Reforma’ tributária

Em menos de 20 anos os fundos imobiliários surgiram com uma legislação muitíssimo bem feita. Cumpriram sua missão de ajudar a desenvolver o setor que é o maior gerador de empregos no País. Esses fundos tornaram viável a construção de shoppings, armazéns logísticos, edifícios de escritórios e residenciais e uma série de outros empreendimentos imobiliários. Na grande maioria, notamos que os investidores nesse setor são aposentados, que complementam sua aposentadoria. Tributar os pequenos investidores não é a melhor solução, visto que muito provavelmente no futuro faltarão recursos para o setor imobiliário. Não podemos esquecer que quando da venda desses ativos haverá nova tributação, sobre o ganho de capital. Neste país, quando se fala em reforma tributária, isso significa apenas aumento de impostos.

MARCO ANTONIO MARTIGNONI, economista MMARTIGNONI@IG.COM.BR

SÃO PAULO

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Desgoverno e pandemia

Desleixo ou boicote?

Os 3 milhões de doses de vacinas da Janssen doadas pelo presidente dos EUA, Joe Biden, chegaram ao Brasil há mais de dez dias. Como o Ministério da Saúde não enviou a documentação à Anvisa, só agora, com atraso de quase duas semanas, elas poderão ser – serão? – distribuídas à população. Até na distribuição das vacinas doadas o governo negacionista de Bolsonaro atrapalha. Que vergonha!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Os heróis da logística

Há dias houve um engasgo na distribuição e, portanto, na aplicação de vacinas contra a covid – aqui foi de um dia. Mas isso serviu para lembrar quão impecável tem sido a operação no Estado de São Paulo, e imagino que em outros também. Há dias ouvi o secretário de Saúde comentar, ao receber um lote grande no fim da tarde, que seria feita a repartição à noite para a distribuição proporcional ainda na madrugada. Fiquei imaginando o grau de complexidade desse processo. Aí me dei conta de que há cabeças pensando nas estratégias a adotar, principalmente agora, com os vários tipos de vacinas disponíveis, e gente, muita gente para manipular todo esse material, despachar, garantir a segurança e transportá-lo. Pouco se tem falado nisso, mas essa gente merece destaque. A par dos heróis da saúde, temos esse pessoal trabalhando exaustivamente para podermos oferecer o braço à seringa. Muito obrigado!

FERNANDO PROCÓPIO DE ARAÚJO FERRAZ

FERNANDO@PROCOPIOFERRAZ.COM.BR

SÃO PAULO

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É tempo de salvar vidas

Gostaria de ressaltar três afirmações do dr. Claudio Lottenberg (Esforço e união para imunizar os brasileiros, 2/7, A2) que considero não estarem sendo devidamente valorizadas pela população. 1) Foi o tão malquerido STF que autorizou a compra de vacinas pelos Estados e municípios. O governo federal estava às voltas com politicagem, e não com a compra urgente de vacinas. 2) “Na área da saúde pública não há espaço para as posições contrárias às evidências científicas.” Quer tomar cloroquina, que tome, mas não está autorizado a tornar isso política de governo. 3) “Sempre haverá tempo para o embate de ideias e ideais.” Agora “o tempo é de união para superar a pandemia”. Mas o povo está desunido, todo mundo de olho nas eleições. Uma pena!

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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CPI da Covid

A CPI em curso no Senado deixa claro que a grande fonte de corrupção não são os funcionários públicos de carreira, mas, sim, os mais de 100 mil “servidores” comissionados, incluídos militares da ativa, reformados, apadrinhados de políticos, empresários mal-intencionados, etc. Como são totalmente despreparados e nada comprometidos com o serviço público, fica claro que são colocados em postos-chave com dúbias intenções. Servir ao País é que não é.

FREDERICO FONTOURA LEINZ FREDY1943@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Operação Uruguai

O policial militar sr. Dominguetti Pereira me fez lembrar aquele empréstimo feito no Uruguai. Só falta o Fiat Elba.

GUTO PACHECO JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cada um no seu quadrado

Não estou entendendo: o cidadão é policial militar da ativa e intermedeia negócio de venda de vacina a órgão público da ordem de bilhões? Pode isso?

JOAQUIM QUINTINO FILHO JQF@TERRA.COM.BR

PIRASSUNUNGA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

E OS PENSADORES?

A elite pensante brasileira parece ter perdido inteiramente a capacidade de pensar, ou então resolveu abandonar o Brasil. Dois problemas, que deveriam ser tratados em reunião conjunta dos nossos partidos, nunca são levados em conta: a vergonhosa desigualdade entre os brasileiros e o sistema de governo presidencialista como parte importante dos nossos problemas políticos. 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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EDUARDO NO JOGO

Declaração pública da sexualidade do governador gaúcho, Eduardo Leite, ao repórter Pedro Bial, é saudável, esperançoso e elogiável combustível para acabar com a enfadonha polarização entre Bolsonaro e Lula. O jovem Eduardo vai balançar as estruturas do jogo presidencial.  #votonele.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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TERCEIRA VIA

Parece estar despontando a opção de terceira via para a qual os partidários de uma alternativa à parelha Lula-Bolsonaro tanto ansiavam. Trata-se do jovem governador do Rio Grande do Sul, o tucano  Eduardo Leite. Assumindo pela primeira vez em público sua condição sexual, declarou-se em entrevista na TV como um “governador gay” e não como um “gay governador”', o que significaria, no segundo caso, uma espécie de dirigente jovial, virtude também bem-vinda para o momento atual do País. Interessante seu ponto de vista dando conta de que o Brasil de hoje passa por um período de pouca integridade que  exige do homem público a exposição do que ele realmente é, sem nada precisar esconder, para, provavelmente, a partir daí, munido de uma espécie de tábula rasa, desenvolver suas ideias e se aventurar como candidato ao poder máximo nacional e ganhar as credenciais de possível administrador competente e de político com habilidade. Nessa nossa democracia, marcada por confusa coalizão com o Congresso, talvez esta última seja a qualidade mais essencial. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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GAY


Ao assumir ser GAY, com maiúsculas, o governador Eduardo Leite o faz num momento oportuno, pois o atual presidente Bolsonaro e sua família são homofóbicos declarados, assim como o seu governo. Um ato de resistência!

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com.br

Casa Branca


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GENTE NOVA

Quando ouço dizer  que deveríamos eleger gente nova para governar  me vem à mente o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, que surgiu como salvador da pátria,  foi eleito e após pouco tempo foi  cassado. Já imaginaram se  aparecesse um cidadão “gente nova” igual ao Witzel para presidir o Brasil?


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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QUEM SE CONFORMA NÃO É BRASILEIRO


Aqueles que aceitam de cabeça baixa a sina de ter escolher entre Lula e Bolsonaro na próxima eleição estão abrindo mão de serem brasileiros, estão fugindo da luta. Não, não é possível aceitar que Lula continue na vida pública com todas as acachapantes provas de roubo de dinheiro público em sua gestão, sendo a mais incontestável prova a devolução de parte do dinheiro roubado, recuperado no decorrer das investigações. Não, não é possível ignorar o papel do presidente Bolsonaro no agravamento da pandemia no Brasil. Desde a nomeação de um leigo corrupto e incompetente para comandar o Ministério da Saúde, Bolsonaro continua desacatando todas as orientações da OMS: promove aglomerações sem máscara, ataca as vacinas e promove medicamentos comprovadamente ineficazes para tratar a covid-19. Milhares morreram seguindo as orientações do presidente Bolsonaro. Se as instituições brasileiras permitirem que Lula e Bolsonaro sejam candidatos nas próximas eleições, o Brasil deixará de ser uma Nação, seremos um morro, dominado por facções criminosas, onde o crime manda e todos obedecem.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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UM POVO SOB AS GARRAS DO CENTRÃO


Quanto mais as investigações da CPI do Senado avançam, revelam-se mais torpes mazelas impostas pelo presidente e pelos parlamentares do Centrão ao povo brasileiro. Este é um conjunto de partidos políticos em que atuam parlamentares do denominado “baixo clero”, que estão lá para defender os interesses de seus grupos. Não têm nenhuma ideologia e se elegem através dos pequenos partidos. Ao se apresentarem por esses partidos, disfarçam as suas reais metas, ou seja, comporem o grupo do Centrão. Ao se unirem – e o fazem desde da Assembleia Constituinte – conseguem impor suas exigências, seja quem for o presidente eleito. Não por acaso a própria Carta Magna lhes oferece situações para escapar de suas falcatruas. Nesta atual legislatura, chegaram ao ápice, quando elegeram o presidente da República, que em toda a sua permanência na Câmara dos Deputados foi do “baixo clero”. A chegada da pandemia nos pegou sob um governo que ignora a ciência. Chegamos a mais de 516 mil mortos. A Amazônia é crucial para tirar a humanidade dessa enrascada do aquecimento global, mas Bolsonaro vem devastando-a. Não crê nos rios voadores, formados pela evaporação das árvores da floresta e que são responsáveis pelas chuvas nas regiões ao sul do País. Justamente onde estão as maiores cidades, indústrias e agronegócios. Assim, causou a maior estiagem dos últimos 90 anos. Não vai dar para esperar as próximas eleições. O grande pedido de destituição lançado agora na Câmara dos Deputados tem que ter êxito, ou chegaremos a mais de um milhão de mortos até o fim do ano.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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TOMA LÁ DA CÁ PRECOCE


Vejo que o Centrão está se adaptando ao novo governo e mudou a sua postura. Antes era o toma lá dá cá. Agora é o dá cá toma lá. Aprenderam com a pandemia o que é ação preventiva.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo                        

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PRORROGAÇÃO DE MANDATOS


O coronavírus destruiu o sonho de milhões de brasileiros. Inclusive dos políticos. Acho sensato e justo que todos aqueles que foram eleitos em 2018 tenham seus mandatos prorrogados pelo prazo que durar a pandemia. Assim poderão cumprir, ou não , o que prometeram aos seus eleitores. A única condição que sugeriria para completar esta proposta é que todos aqueles eleitos em 2018 e 2020 nunca mais se candidatassem a nada. Seria uma proibição por lei. Talvez venha a ser o único ato digno que muitos políticos fariam nos últimos 40 anos. A esperança de um Brasil melhor poderia renascer.


Iria de Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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NÃO HÁ DESCULPA

Arthur Lira resiste em pautar o impeachment.  Diz que o superpedido protocolado quarta-feira passada por vários partidos tem 120 na frente para serem examinados. De fato, é extremamente necessário que a voz das ruas fale muito alto para que este senhor ouça que a maioria do povo brasileiro não aceita mais um genocida no poder, tendo feito de tudo para que milhares morressem ao invés de querer salvá-los. Sem contar, ademais, a gravíssima  suspeita de corrupção na compra de vacinas.

Se a corrupção em si já é um crime indesculpável, como aceitar ter um governante que permite negociatas com a vida de seu povo? 

A extrema gravidade está não só em se descuidar das vidas dos brasileiros, mas em obter lucro com elas!

Se o presidente da Câmara não se dá conta  disso, é porque ele é cúmplice desse crime humanitário sem precedentes na História do Brasil. Lembrando: temos por enquanto mais de 520 mil mortos. Até quantos precisaremos chegar até que Lira se decida? 

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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DESVIANDO A ATENÇÃO DA CPI


Como tirar a atenção da CPI da Covid sobre o imbróglio da vacina Covaxin envolvendo o presidente da República e seu líder na Câmara? Desviando o foco para a atuação de diretores de terceiro escalão, negociando com picaretas, eventualmente dando sopa, tentando vender vacinas inexistentes no mercado negro. Só que exageraram na dose e o cabo apareceu até com uma fita de gravação de negócios do deputado acusador do imbróglio principal. Aí caiu a ficha da CPI. Era uma armação

para desviar a atenção. Manobra tão antiga quanto a história da malandragem na política. 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PRORROGAÇÃO DA CPI


O povo brasileiro tem esperança que o presidente do Senado não prorrogue a CPI da  Covid. Espetáculo tétrico, mostra o quão desocupados são os senadores. Não escapa um. Nem os que defendem o governo. Acusações mútuas como se o povo não soubesse de suas maracutaias. Se continuarem com este espetáculo deprimente, seu único e digno fim seria todos saírem de lá algemados, direto para um presídio de segurança máxima.


Paulo Henrique Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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COVAXINGATE

Diante da inacreditável e macabra marca de mais de meio milhão (!) de mortes pela pandemia, causadas pelo condenável negacionismo irresponsável e genocida do desgoverno bolsonarista, vacina com propina é uma rima pobre e escandalosa, que merece profunda investigação e punição dos responsáveis. Como se vê no mais recente imbróglio, a vacina indiana Covaxin tem substâncias que combatem a covid-19,mas não a corrupção. Vergonha! 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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RESSALVAS DO TCU


Um professor pode aprovar um aluno “com ressalvas”? Esse é o expediente ardiloso que os Tribunais de Contas adotam para aprovar contas dos chefes dos Executivos. Entretanto, em número limitado. Tantas ressalvas dissolvem num rascunho grosseiro as contas de um presidente da República. A rigor, nós, o povo, temos o direito de ver contas aprovadas sem nenhuma ressalva. Entre as de Jair Bolsonaro estão os R$ 3 bilhões desviados do Orçamento público para outro rotulado com desassombro de “secreto”, a lembrar os “decretos secretos” que os brasileiros democratas combateram sob a ditadura militar. E nem uma censura ao chefe do Executivo, ao cacique que não permite réprobas. E continua a reinar, não raro com  invectivas ferozes contra as críticas.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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JORNALISTA OSWALDO EUSTÁQUIO


O STF vergonhosamente “amarelou” ao ser denunciado à Corte Internacional pela perseguição política e prisão arbitrária do jornalista Oswaldo Eustáquio: ato contínuo à denúncia, o STF imediatamente decretou sua soltura. Assim, o STF, em tese, confirma a gravíssima e antirrepublicana perseguição política, e que a prisão do jornalista foi arbitrária, portanto, ilegal, afrontando a liberdade de expressão e o Estado de Direito. Esse caso dá elementos fortes para Eustáquio prosseguir com sua denúncia na Corte Internacional, exigindo a penalização dos atos criminosos do STF e ampla reparação dos danos causados ao jornalista – e ao jornalismo brasileiro.

  

  

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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LITURGIA DO CARGO


A Câmara, o Senado, o Supremo e demais instituições do Estado estão completamente afastadas do povo. Basta observar as liturgias de tratamento dos seus componentes: vossas excelências para cá e para lá. São cidadãos comuns querendo se colocar acima da escorralha. Não se entende esse pronome de tratamento de superioridade ser posto à frente de xingamentos e ofensas. O povo fica estupefato e não entende de que se trata. Quem são estas pessoas? Elas estão no fastígio da arrogância e do escárnio. Melhor seria mudar a liturgia e adotar os tratamentos populares de bicho, cara, maluco e outros. 


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)


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RECUPERANDO EMPREGOS

Enquanto a pesquisa Pnad, do IBGE, divulgada nesta semana, indica que o índice recorde de desemprego se mantém inalterado em 14,7%, ou  quase 14,8 milhões de pessoas sem trabalho, a pesquisa do Caged, do Ministério do Trabalho, divulgado dia 1º/7, traz boas notícias: no mês de maio  foram criados 280.066 novos postos de trabalho com carteira assinada. Porém, se no acumulado de janeiro a maio deste ano, 1,233 milhão de novos postos de trabalho foram criados, comparado com o mesmo período de 2020, em que 1,144 milhão de trabalhadores foram demitidos em meio à pandemia, o índice deste ano até maio é maior em apenas 89 novos postos. E a média salarial de admissão, de R$ 1.797,10, deste ano é menor que a de 2020, de R$ 1.873,32. Para piorar esse quadro desolador do mercado de trabalho, que ainda apresenta quase 30 milhões de pessoas subempregadas, a inflação no acumulado de 12 meses está acima de 8%, corroendo o orçamento familiar.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CLEISON FAZ FALTA AO CORINTHIANS


O corintiano que assistiu ao Cuiabá enfrentar o Flamengo viu o time mato-grossense perdendo no primeiro tempo por 1 x 0 e voltando decidido a  enfrentar pau a pau o rubro-negro. O Cuiabá dominou o jogo até uns dois minutos para o apito final, quando sofreu o segundo gol num contra-ataque. Não empatou por faltar mais um boleiro como o ex-corintiano Cleison, que apanhou mais que boneco de judas em Sábado de Aleluia. E tudo isso graças a um juizinho muito cordial com os cariocas. Voltando ao Cleison, o que fez o Corinthians se desfazer desse atacante? A pergunta é válida porque no elenco atual ele faria o alvinegro jogar muito mais e não depender apenas do Mosquito, porque os demais atacantes que têm entrado até agora parecem moscas mortas. O torcedor corintiano também viu o Walter, goleirão que jogou muito, mas que no alvinegro não tinha chances porque o Cássio preferia jogar doente que dar espaço para ele. Pois é, não é à toa que nós torcedores vivemos com medo da Série B e até mesmo do desaparecimento do clube, “graças” à dívida monstruosa com um estádio que está pagando, mas não é seu.



Laércio Zannini  spettro@uol.com.br

São Paulo


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JUIZ MANDA CBF EXPLICAR FALTA DA CAMISA 24 NA SELEÇÃO...

O que o juiz tem de entender é que no jogo do bicho no Brasil o número 24 é correspondente ao grupo do animal veado. E o número nas costas da camisa é uma livre escolha do jogador, ou pode ser escolhida sempre em comum acordo, mas dando preferência de escolha ao jogador. Mas sugiro que a camisa 24 possa ser usada por determinação Judicial, porém com a seguinte frase embaixo do número: “Atendendo à determinação judicial” .


Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo


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A CAMISA 24


O juiz Ricardo Cyfer, da 10ª Vara Cível do Rio de Janeiro determinou  que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) explique em 48 horas a ausência do número 24 em meio às camisas da Seleção Brasileira de Futebol, participante da Copa América. Ao tomar conhecimento dessa importante manifestação, podemos chegar a algumas conclusões: ou esse douto magistrado se encontra sem serviço, com todos os seu processos em dia; ou trata-se de um raro brasileiro que nada entende de futebol.  A resposta para essa absurda indagação é simples e evidente para qualquer torcedor, com alguns anos de vida. Um time de futebol joga com 11 jogadores e todas as seleções podem convocar apenas mais uma equipe de jogadores reservas e um terceiro goleiro; assim temos um total de 23 jogadores. Salvo algum engano, desconheço qualquer seleção nacional que oficialmente tenha algum jogador com o cabalístico número 24.

Infelizmente, a onda do “politicamente correto” tomou conta do nosso país. Até já apareceram zelosos escritores se propondo a revisar as obras de Monteiro Lobato, em razão do tratamento dispensado a Tia Anastácia, nossa querida contadora de histórias. Quanto aos indivíduos da raça negra, ainda não definiram o termo correto de como tratá-los: negros, ou pretos, ou morenos.   Eu, que já passei dos 80 anos, acompanhei a carreira do maior jogador de todos os tempos: Pelé, o nosso querido Negrão.   Enfim, fica difícil viver em um mundo repleto de censores, para quem tudo tem um viés de preconceito, quando na verdade esse teórico zelo não passa de preconceitos mal explicados.  

  

Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo


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