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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de julho de 2021 | 23h50

Eleições 2022

Terceira via

Assunto da maior atualidade e que exige a atenção de todos os brasileiros de boa-fé que acreditam neste país é a escolha de um candidato a presidente que represente uma terceira via nas eleições de 2022. O Estado de ontem publica três opiniões diferentes, mas que convergem positivamente para a reflexão dos brasileiros: o editorial O futuro não está perdido (A3) e os artigos de Bolívar Lamounier e Miguel Reale Júnior (A2) convergem quanto à necessidade de uma terceira via que nos tire das alternativas Lula, Bolsonaro ou voto nulo. Há um avivamento da necessidade de fazermos essa escolha desde já. Na verdade, estamos atrasados, uma vez que os dois contendores principais estão na estrada há algum tempo. Percebo, porém, que um segmento importante está se omitindo nesta hora, o dos empresários, que outrora tiveram papel crucial na escolha de candidatos. Bolsonaro, em 2018, foi eleito com o apoio de importantes figuras do empresariado, mas hoje a maioria lamenta essa decisão. Nós, os que trilhamos os caminhos do liberalismo, fomos vítimas de estelionato eleitoral. Precisamos nos unir para recuperar a perda que tivemos em 2018. O Brasil tem jeito e juntos precisamos procurar, nos caminho da democracia, quem nos leve à recuperação social. Faz-se urgente, portanto, que vaidades sejam postas de lado e passemos a pensar em nomes. Temos de começar a debater ideias, um bom plano de governança. Os debates que o Estado está promovendo são importantes para indicar opções do caminho a seguir. Mas o tempo é curto, urge decidir!

WILSON DEMETRIO WILDEMETRIO@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Voto obrigatório

No Estado de ontem, um ponto em comum entre o editorial O futuro não está perdido e o artigo Terceira via, do professor Miguel Reale Júnior: precisamos urgentemente nos livrar dessa polarização nefasta que nos assola. Infelizmente, vejo um longo caminho das pedras a ser percorrido pela democracia brasileira: enquanto o voto for obrigatório, as eleições serão decididas pela maioria sofrida e sem instrução que se deixa levar por promessas vazias e devaneios dos candidatos populistas.

SÉRGIO KOCINAS SERGIO.KOC@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bem pensado

Excelente, de fato, a dissertação do professor Miguel Reale Júnior. “... de que vale ser candidato derrotado?”, uma pérola. Que todos os demais pré-candidatos a leiam e se unam para vencermos o atual e o antigo presidente. O Brasil agradecerá.

JOSÉ PEDRO BAPTISTA GONÇALVES JOTAPEBEGE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Perspectivas

Ditadura ou democracia?

A democracia no Brasil segue mal das pernas. Temos um Congresso voltado apenas para seus interesses imediatos, um Supremo Tribunal que julga conforme o poder e a ideologia do réu e um Executivo que busca tão somente se manter no poder. Muitos defendem a ideia de que apenas uma ação de força pode dar jeito nesse descalabro, mas a verdade é que só a democracia pode consertar os erros cometidos na democracia. Qual a diferença entre um presidente e um ditador? Prazo de governo e controle. Um presidente tem prazo definido de governo e suas decisões são fiscalizadas pelas instituições democráticas, incluída a imprensa livre. Um ditador responde só ao seu grupo de apoio e é praticamente vitalício, qualquer manifestação de descontentamento é esmagada com violência. Os brasileiros quem defendem a ditadura o fazem sem pensar.

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O real perigo

Vamos deixar as coisas bem claras de uma vez: o Brasil não corre nenhum risco de ser subjugado por um regime comunista, mas, sim, por um regime, por tempo indeterminado, de corrupção e impunidade.

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Impeachment já

O excelente editorial O impeachment e o compadrio (2/7, A3) deixa claro que houve crimes – no mínimo, 23 – e interferências inaceitáveis do sr. Jair Bolsonaro para impedir ou instituir o caos nas frentes de investigação contra ele e sua família. Diante dos indícios expostos na CPI da Covid, que exigem a devida apuração e responsabilização, urge que o Parlamento Nacional dê sequência ao processo de impeachment do presidente da República. Somente assim o País sairá das múltiplas crises que hoje vivencia.

RENAN ZORZATTO RENANZORZATTO@GMAIL.COM

VALINHOS

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Congêneres

Descoberta a maracutaia da aquisição da vacina Covaxin, ficou também caracterizada a semelhança, em termos de probidade, que aproxima Jair Bolsonaro do cefalópode que o antecedeu na Presidência. Os tentáculos de um, dedicados a amealhar o quanto puderam do Tesouro Nacional, se esboçam sub-repticiamente no outro. Somente o caso da Covaxin custou mais de R$ 45 milhões aos cofres públicos.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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No paralelo

Bolsonaro, o honesto, foi acusado injustamente de negacionismo e omissão no tocante à aquisição de vacinas, coitado. Na realidade, a demora na decisão da compra das vacinas, pelo noticiado na imprensa e escancarado na CPI, comprova que havia, sim, intensa, diuturna e incansável negociação – embora com foco em superfaturamento e dinheiro por baixo do pano. É claro que o digno Bolsonaro não sabia de nada. Todos acreditamos nisso, não é?

LAURO BECKER BOZZO.DUMM@GMAIL.COM

INDAIATUBA

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Chama o Moro...

A Lava Jato já está fazendo falta. Para desvendar as maracutaias do “vacinão”.

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadão.com.br

A DIFÍCIL TERCEIRA VIA

Como todos veem, está muito difícil a formação de uma Terceira Via para tirar do movimento político um nome com aptidão para concorrer com Bolsonaro e Lula da Silva nas eleições de 2022. Repetindo a Bíblia Sagrada: muitos são os eleitos e poucos os escolhidos. Assim, a escolha do candidato representante da Terceira Via, além de ter condições éticas, morais, intelectuais e de competência inequívoca, precisa ter abertura política e condições de angariar apoios e votos, demonstrando suas habilidades e carisma. É difícil encontrar candidato que preencha ficha similar, mas existindo e aparecendo, então, deve ser o escolhido, seja de qual partido político for. Temos de mudar o Brasil e somente conseguiremos o intento com um candidato qualificado e que enfrente os obstáculos que serão apresentados.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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O FUTURO NÃO ESTÁ PERDIDO’

É esse, sem dúvida, o caminho para o Brasil, apontado pelo editorial com o título acima (Estadão, A3, 3/7). Só achei um pouco precipitado chamar Ciro Gomes de democrata. Será mesmo? O que eu sei dele é que é um coronel de uma cidadela, e que há 20 anos, aparece como candidato a cada quatro anos. Vive do quê?

Albino Bonomi  acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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PARABÉNS, GOVERNADOR!

Parabéns, governador Eduardo Leite! Você, tchê, não é o primeiro governador gay do País, e do seu próprio Estado, o Rio Grande do Sul. Sabe bem disso. Mas é o primeiro que disse, que teve a coragem, como outros não tiveram, de desafiar a sociedade, hipócrita, discriminatória, segregacionista brasileira, atolada sempre em enganos e mentiras. Você, o mais novo governador do País, cresceu muito no meu conceito, como sendo um dos presidenciáveis mais dignos e bem qualificados a reconduzir o Brasil pelos caminhos de respeito às leis e à Constituição! Bravo, governador Eduardo Leite!

Reynaldo D. Ferreira reydferreira@gmail.com

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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Onde o brasileiro está com a cabeça ao colocar o ex-presidente Lula na preferência para ser reeleito em 2022?

As roubalheiras de Lula e de militantes do PT não foram anuladas, somente mudaram de foro. Embora seja evidente que uma nova condenação poderá demorar anos, os indícios robustos de irregularidades provavelmente levarão à condenação e, se vivos, voltarão a ser presos.

O volume de recursos públicos desviados do governo Lula foi estratosférico, atingindo bilhões de reais. Além disso, quebraram fundos de pensões dos Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica e outros, bem como colocaram a Petrobrás à beira da falência.

Ressalte-se que Lula disse ter amealhado dinheiro com palestras que nunca existiram, a fim de justificar os milhões de reais investidos em previdência e em outras aplicações que foram encontradas e bloqueadas pelo então juiz Sérgio Moro.

Os homens de confiança de Lula e Dilma, como Palocci e José Dirceu, envolveram-se em falcatruas. O primeiro, quando preso, confessou os crimes cometidos e devolveu R$ 100 milhões para a Petrobrás; já o segundo destacou-se como o idealizador do “mensalão”, perito em fazer lobby, no sentido de facilitar a vida de empresas com o governo federal em troca de polpudas comissões.

É bom lembrar que todos os tesoureiros do PT foram presos. Eram iguais a gafanhoto, onde encostavam promoviam uma devastação.

Cabe esclarecer que não sou bolsonarista, estou sim à espera de uma terceira via.

Roberto Antonio de Carvalho robertocarvalho11@gmail.com

Londrina

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CHEGA DE AMEAÇAS

Mais uma vez, o presidente faz uma ameaça à democracia e a todos nós, com a sua “abobrinha” do voto impresso. Já está mais do que provado que a urna eletrônica é segura. Bolsonaro já provou mais de uma vez que não possui a mínima capacidade para presidir país nenhum e muito menos o Brasil. Tenta simplesmente copiar a manobra de outro presidente ridículo, Donald Trump, o qual, antevendo que iria perder, tentou esse golpe, incluindo a invasão da sede do Parlamento dos Estados Unidos. O presidente continua mentindo para a Nação, dizendo essas falácias para um grupelho de apoiadores, quiçá sem ocupação, também como uma tática surrada para que a imprensa as divulgue. Eu ainda creio e respeito as nossas Forças Armadas, e duvido que apoiem Bolsonaro em um golpe, Com mais de 520 mil mortos pela pandemia, sua verdadeira aprovação como presidente aparece nas pesquisas dos órgãos especializados, como o Data Folha. Ademais, as provas já colhidas pela CPI do Senado já fizeram com que a Procuradoria-Geral da República abrisse inquérito para investigar Bolsonaro por prevaricação no caso da Covaxin. O presidente parou no século passado, não evoluiu com o resto da humanidade, não aceita a realidade do aquecimento global, que ameaça nossa civilização,  nem a importância do meio ambiente, mormente da Amazônia, para reverter a situação. Ele se tornou um perigo mortal para o Brasil e para o planeta.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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VOTO IMPRESSO

O Brasil num futuro próximo. O papo é reto, sem cumprimentos, precedido de batidas enérgicas na porta ou no portão com a coronha de um revólver ou fuzil. Além de mal-encarados, falam entredentes. Sempre pontuais em suas “visitas” terrificantes. “Pagamento de luz, água e gás”, “taxa de segurança”, “condomínio”, “mensalidade do apartamento”, etc. Não demoraria o dia em que diriam também “taxa para respirar”, “mensalidade por poder andar” e outras absurdidades assim. Encarnam o mal. O mal paramilitar. São milicianos. Mesmo malignos exalam gratidão ao presidente que os colocou nesse patamar imenso de poder. O presidente, garoto-propaganda do voto impresso, viabilizou a ocupação massiva dos cargos públicos eletivos pelas milícias. A festa cívica da eleição, o exercício livre do sufrágio e a dignidade esperançosa propiciada pelo voto secreto, nada disso existe mais. Ao rol de expressões secas de cobrança de dinheiro, após cada eleição, acrescentam: “Cadê o comprovante eleitoral de que você votou nos nossos candidatos, nos nossos chegados?”. Ao eleitor cabisbaixo, diante dessa indagação pavorosa, só resta estender a mão trêmula para conferência do papelzinho que, uma vez saído da urna eletrônica, passa a ser um salvo-conduto para permanecer vivo. Nesse futuro distópico, as 27 estrelas na Bandeira do Brasil, representando os Estados da Federação, pouco a pouco são substituídas por crânios sobre dois ossos cruzados.  “Apocalypse now”. O horror, o horror.

Túllio Marco Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte

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XADREZ POLÍTICO

Que existe materialidade de sobra para que um processo de impeachment de Jair Bolsonaro seja no mínimo apreciado pelo Congresso, não há dúvida alguma. No entanto, como estamos cansados de saber, impeachment é um processo, em última análise, político e, portanto, sujeito às mais diversas forças imateriais, tanto declaradas quanto ocultas. Não é por acaso que o presidente da Câmara, Arthur Lira, vai deixar cozinhando em fogo brando o 125º pedido de impeachment de Bolsonaro enquanto o Centrão avalia o que é melhor para ele, assim como não é coincidência o silêncio relativo do PT neste momento, uma vez que o melhor adversário de Lula nas próximas eleições, que praticamente lhe asseguraria a vitória, seria o próprio Bolsonaro, e a ausência dele no pleito minaria as intenções petistas. Verdadeiro jogo de xadrez em que os  fatos são meros instrumentos políticos. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CAPÍTULO INFELIZ

O dramaturgo Bolsonaro, que escreveu o capítulo de quinta-feira da CPI da Covid, demonstrou não ser do ramo.

A trama encenada pelo PM Dominguetti no palco da CPI não logrou convencer a plateia, formada por senadores dos dois polos de filiação partidária,  nem mesmo os jornalistas habituados a assistir a novelas mais bem engendradas.

Mas, de antemão, já  se sabia que Bolsonaro não é nenhum Dias Gomes e sua carreira de dramaturgo teria o mesmo destino que sua aventura presidencial,  ou seja, a lata do lixo. 

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com.br

São Paulo

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AFRONTAM NOSSA CIDADANIA

Um policial militar da ativa, reconhecendo que está quebrando o regulamento da corporação, mostrando uma gravação flagrantemente maliciosa e parcial, dizendo-se envolvido como lobista na venda de 400 milhões de vacinas ao Ministério da Saúde e denunciando que foi afrontado com pedido de propina! Tudo isso para neutralizar as sérias denúncias que um servidor e um deputado federal fizeram e comprovaram na CPI. Quem organizou essa barafunda só pode achar que os brasileiros são otários. Nas eleições de 2022 teremos a oportunidade de responder a essa velhacaria. E os autores dessa maracutaia verão que os filhos desta Nação não são enganados por artimanhas simplórias engendradas por finórios de plantão. 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto  

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BALCÃO DE NEGÓCIOS

As últimas notícias sobre compra de vacinas veiculadas pela mídia demonstram o balcão de negócios que se tornou o governo Bolsonaro. Talvez sempre tenha sido e só agora estejamos acordando para a realidade. Chegamos neste momento ao fundo do poço: a propina da saúde. Receber propina em compra de vacina é coisa de país pobre. Pobre de espírito, pobre de sentimento, pobre financeiramente. Só tem comparação com o que se fez no governo do Rio de Janeiro, em que recebiam propina na compra de próteses ortopédicas e outras mais. É o fim da picada! Pior ainda é que para desvendar a gatunice é necessário uma CPI, porque os órgãos públicos de supervisão não conseguem enxergar nem punir o óbvio. Triste. O que o povo pode esperar de um Estado Democrático de Direito desta natureza? Que crédito pode ser dado a intenções reais do governo, se a suposta corrupção campeia leve livre e solta, agora não mais em obras públicas, mas em obras sanitárias que envolvem vida e morte. Até Lula, sempre falante para condenar atitudes de outros, neste caso específico não se manifesta, por saber que seu telhado também é de vidro. 

Sérgio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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UMA ROSA NO FRONT

No meio do caminho caudilhesco de Jair Messias Bolsonaro havia um rosa vermelha. Do alto dos montes mais altos do universo suas entidades protetoras a encarregaram de fazer valer uma profunda e sábia Constituição a uma república de democracia frágil, que começou a ruir aos pedaços no vendaval de uma crise biológica e política. A ministra do STF Rosa Weber é uma minimalista, aplica a Constituição segundo sua exegese precisa, justa, dando-lhe o sentido científico de suas normas, não mais produzindo que o mais estrito e estudado direito constitucional. E isto é suficiente para punir o agente público que prevarica e cujo crime está bem delineado na lei penal. Basta esse apego a nossa normatividade magna e a coragem, própria do povo valente de nosso extremo sul, de não admitir que exista alguma autoridade acima de qualquer suspeita para determinar a instauração de um inquérito penal verossímil voltado a apurar a responsabilidade de um presidente da República.

Amadeu Roberto Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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BOLSONARO NAS MÃOS DO STF

Depois de quase 31 meses de gestão, desrespeito às nossas instituições e desprezo pela pandemia e pela vida dos brasileiros, Jair Bolsonaro, por solicitação da PGR, terá inquérito aberto por suposto crime de prevaricação no caso da compra da vacina indiana Covaxin. Já que, avisado por um servidor da saúde, Luiz Roberto Miranda, e seu irmão deputado, Luiz Miranda (DEM-MG), no último mês de março, de que na compra da vacina havia irregularidades de superfaturamento, que poderia dar um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 1 bilhão, Bolsonaro, simplesmente fez que não ouviu. Não tomou providências para que a PF investigasse essa grave denúncia. Agora, o presidente vai pagar o preço de suas excrescências. É de esperar que nem o Supremo nem a maioria dos parlamentares do Congresso deem aval e proteção a Jair Bolsonaro, já que também é culpado por grande parte das mais de 520 mil mortes. Provas não faltam! Tudo está documentado nos anais da nossa imprensa e na CPI da Pandemia em curso.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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HOUVE PREVARICAÇÃO

O presidente da República cometeu sim crime de prevaricação. Informara o ministro que deixaria o cargo no dia seguinte não caracteriza uma providência aceitável. O próprio Bolsonaro disse que levaria o caso ao conhecimento da Polícia Federal, mas não fez nada nesse sentido. Eduardo Pazuello deixou o cargo no dia seguinte ao recebimento da denúncia gravíssima envolvendo o Ministério sob sua responsabilidade, é evidente que em poucas horas ele não poderia ter averiguado a questão e concluído alguma coisa. O Brasil deve aceitar com tranquilidade o afastamento de Jair Bolsonaro da Presidência da República, os erros cometidos por ele na gestão da pandemia foram muitos e custaram a vida de milhares de brasileiros. O Brasil espera que o general Mourão faça uma boa gestão e entregue o País em ordem para o próximo presidente eleito.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RATINHO E RATAZANAS

Quando há vontade política, um ratinho preto e pobre como Lázaro Barbosa é perseguido até ser executado pelas forças policiais em nome da ordem. Já as grandes ratazanas que contribuíram e continuam contribuindo para a morte de 520 mil brasileiros continuam alegremente passeando pelos shoppings e fazem “motociatas”  amparadas pelo aparato policial público. Que país é este?

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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530 MIL ALMAS

“Brasil”, teatro do absurdo. Enredo: Em pleno século 21, a guerra travada pelo capitão-presidente contra a Ciência, em nome da Pátria e de Deus, mata impiedosamente centenas de milhares de cidadãos. Epílogo: O genocida será condenado pela História e castigado pela Justiça Divina.

Etelvino José Henriques Bechara EJHBECHARA@GMAIL.COM

São Paulo

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PRESIDENTE GENOCIDA

Da longa lista de presidentes do Brasil, pode-se destacar alguns nomes e seus conhecidos epítetos: Getúlio Vargas, “o pai dos pobres”; Juscelino Kubitschek, “presidente bossa-nova”; Jânio Quadros, “vassourinha”; João Goulart, “Jango”; Humberto Castelo Branco, “pescoço”; Costa e Silva, “Costinha”; Ernesto Geisel, “alemão”; João Figueiredo, “valentão”; José Sarney, “Sir Nei"; Fernando Collor, “caçador de marajás”; Itamar Franco, “topetudo”; Fernando Henrique Cardoso, “príncipe FHC”; Lula, ”sapo barbudo”; Dilma Rousseff, “Dilmanta”; e Michel Temer, “o breve”. Diante de sua postura negacionista, irresponsável e inconsequente, responsável direta por mais de meio milhão (!) de mortos pela pandemia até agora, Jair Bolsonaro, o próximo da lista, certamente será conhecido por “genocida”. Muda, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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FALTA DE VERGONHA

A atitude da veterinária que se aproveitou de uma falha para tomar a 3ª dose da vacina nos faz pensar que talvez seus pacientes tenham mais consciência e responsabilidade do que ela..

Henrique Massarelli hermassa1935@hotmail.com

São Paulo

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IMPOSTO MÍNIMO GLOBAL

A proposta do chamado Imposto Mínimo Global, já apoiada por cerca de 130 países, incluindo o Brasil, é emblemática desses novos tempos que a humanidade já está vivendo. Se tal projeto for efetivado e viabilizado, a geoeconomia viverá um marco histórico, com repercussões em todos os setores da atividade humana individual e coletiva, rumo talvez, quem sabe, ao mito cristão do Reino em nosso planeta. Que assim seja.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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FUNDOS IMOBILIÁRIOS

Tributar rendimento de fundos imobiliários depois de muitos investidores, na maioria aposentados, terem feito sua opção de investimento não me parece uma solução adequada . Se quiserem tributar os rendimentos dos fundos, que seja para as  novas emissões, mantendo a mesma regra para os atuais fundos.

Marco Antonio Martignoni mmartignoni@ig.com.br

São Paulo

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ATENDIMENTO PARA A POPULAÇÃO CARENTE

O que vou dizer com certa crítica, embora se refira à cidade de São Paulo, serve também para todas as cidades que tenham pessoas na condição de moradoras de rua. Como se vê na internet, em 2011 a cidade de São Paulo possuía 14.478 pessoas em condição de moradoras de rua, e em janeiro/2020, portanto antes da pandemia, seriam de 25 mil.

É de perguntar: falta sabedoria aos dirigentes desta cidade para eliminarem pela raiz este triste problema social, já que albergues, como a realidade está mostrando, são soluções apenas paliativas?

Se não têm competência para gerenciar 25 mil pessoas, deixando que este triste problema só aumente e se perpetue no tempo, têm realmente competência para gerenciar os milhões de outras, ou não incluem aquelas como dignas de serem retiradas de vez dessa situação? Já fizeram alguma vez um estudo nesse sentido?

Caso não, permito-me dar uma sugestão repassando a experiência de uma casa de acolhimento a famílias em condição de dependência social, na qual trabalhei como voluntário, e quem sabe possa conter algo de útil para ser aplicado aos moradores de rua. Trata-se da Casa Transitória, pertencente à Federação Espírita do Estado de São Paulo.

A família se apresentava e era atendida por assistentes sociais que faziam um levantamento das suas necessidades para ter condições de gerenciar de forma independente a sua vida.

Essa casa tinha cursos de alfabetização, inclusive para adultos, cursos profissionalizantes, como pedreiro, eletricista, encanador, torneiro mecânico, padeiro, marceneiro, mais recentemente de computação, tricô, corte e costura. Fornecia também alimento, remédios, roupas, sapatos. Havia médicos(as) e psicólogos que voluntariamente atendiam essas famílias.

Era uma instituição particular e atendia, entre adultos e crianças, 3 mil pessoas. Depois que tinham condições de deixar a assistência que recebiam, ainda eram acompanhados por certo tempo pelas assistentes sociais, até que se firmassem em definitivo em nossa sociedade.

A Prefeitura deveria espalhar casas como essas pelas várias subprefeituras, dando, além dos cursos, residência completa, até que pudessem se manter por conta própria.

Soluções existem, basta ter vontade política.

José Carlos jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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