Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2021 | 03h00

Novo ministro para o STF

Terrivelmente evangélico

É uma quimera achar que se fazem escolhas para cargos públicos por critério técnico. Quantos brasileiros elegem os seus mandatários por esse critério? Uma vexatória minoria. E alguém tem dúvida de que a nomeação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a ser escolhido pelo presidente Bolsonaro e validado pelo Congresso, será norteada por preferências pessoais e/ou partidárias? Ou nosso sistema é mudado ou vamos perpetuar o autoengano com a lenga-lenga de um fictício critério técnico.

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Corrupção

Rachadinhas de Bolsonaro

Pelo jeito, os filhos aprenderam com o pai o esquema das rachadinhas, conforme áudio de ex-cunhada que liga o presidente diretamente a desvios de salários de assessores quando era deputado federal. Quem não participasse desse esquema vil perdia o cargo. Caso comprovado, esse será mais um crime nas costas do presidente. Tal como a tentativa de compra de vacinas superfaturadas, envolvendo uma verdadeira milícia que tomou conta do Ministério da Saúde, a qual, aliás, fez Bolsonaro perder o discurso demagógico de que em seu governo não haveria corrupção. E ainda corre o risco de perder o mandato por crime de prevaricação.

PAULO PANOSSIAN PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Impeachment

O impeachment de Bolsonaro não será apenas triunfo da República (7/7, A2), será uma ode à democracia e um não ao retrocesso total.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Problema crônico

Não sabemos ainda quais serão as consequências práticas da CPI da pandemia. Fato é que a corrupção na administração pública precisa ser analisada na sua devida perspectiva: ela remonta ao Império e não só foi aperfeiçoada, como sistematizada, para não dizer “oficializada”, nos governos do PT. Os detalhes engenhosos e escabrosos da compra de vacinas Covaxin não são novidade e demonstram que os corruptos nunca se sentiram inibidos seja pela opinião pública, por princípios éticos ou pela lei. Nem a Lava Jato, excessos à parte, conseguiu pôr ordem na casa. O presidente pode até ser impedido por prevaricação, mas a engrenagem da corrupção continuará a todo vapor se nada for feito.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Levar vantagem

Quase 30 mil pessoas tomaram três ou mais doses de vacinas contra o coronavírus. Neste Brasil de infortúnios e golpistas, Hobbes está mais vivo e presente do que nunca: o homem é o lobo do homem. Em que se baseiam o sentido e o valor da vida? Todas as religiões concordam que o princípio maior da existência é desejar ao outro o que se deseja para si mesmo.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Reformas

Eleitoral

Não concordo com essa proposta de reforma eleitoral ora “engendrada” por nossos políticos, porém entendo não ser ela responsável pela desvalorização dos partidos (Uma reforma eleitoral desastrada, 7/7, A3). Por tudo o que temos presenciado na ação dessa miríade de partidos, com honrosas exceções são eles mesmos que se desvalorizam, quer pela atuação de sua direção, quer pelo desempenho de seus representantes eleitos.

CARLOS AYRTON BIASETTO

CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Tributária

A taxação dos dividendos é uma medida razoável, adotada em numerosas economias. Pode causar estranheza o fato de a alíquota proposta, de 20%, ser superior à da maioria das aplicações de renda fixa. Em outras palavras, a proposta visa a enjaular o espírito animal do empresariado, encorajando o espírito vegetal dos rentistas. Nenhuma alusão à taxação da diferença entre lucros auferidos na venda de ações por investidores nacionais de perfil “colecionador”. Manter em carteira determinada ação por, digamos, dez, 20 anos, durante os quais a inflação ultrapassou substancialmente 100%, significa pagar Imposto de Renda (IR) sobre valorizações ilusórias. Eventualmente, seria taxar um prejuízo. Eliminar os juros sobre capital próprio (JCPs) inflará o lucro tributável de empresas capitalizadas. Não se trata, como diz o secretário da Receita Federal, José Tostes, de os JCPs terem virado “apenas um privilégio sem melhorar a estrutura de capital das empresas”. Longe de uma benesse, foram uma honrosa tentativa de corrigir violenta injustiça tributária perpetrada ao se eliminar a correção monetária dos balanços. A eliminação dos JCPs terá como consequência a tributação a maior via IR e CSLL e a distribuição a título de dividendos de um lucro inexistente, acarretando “perda de substância patrimonial”. No passado, Georges Clemenceau declarou ser a guerra um assunto demasiado grave para ser confiado a militares. Fica o receio de que essa reforma seja assunto sério demais para ser confiado a um excelso grupo que tem por objetivo resolver problemas de caixa.

ALEXANDRU SOLOMON ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Urbanismo

Adensamento e mobilidade

Estudos do Centro de Estudos da Metrópole/USP apontam para esta ultrapassagem na cidade de São Paulo: “mais apartamentos do que casas”. Essa realidade recomenda estudos urgentes e medidas estratégicas que se proponham a considerar e analisar as condições de mobilidade dessas áreas, quando as facilidades para locomoção a pé e de bicicleta devem ser especialmente levadas em consideração, ou, mais ainda, ter prioridade, como se pode verificar em outras metrópoles modelo.

NEUTON S. KARASSAWA  NKARASSAWA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

VOTO ELETRÔNICO OU IMPRESSO?

Depois de um sem número de eleições com o uso de urna eletrônica para registrar o voto – e, ao que saibamos, sem contestação do método, que permite ao País em menos de 24 horas ter conhecimento dos resultados, enquanto no método antigo de contagem manual demorava semanas para chegar ao fim, e muitas vezes havia pedidos de recontagem dos votos, porque perdedores alegavam terem sido roubados –, agora com o apoio do presidente Bolsonaro, o Cambalacho Nacional queria a volta da cédula de papel, mas, como houve muita resistência a este método, aceita continuar com a urna eletrônica, desde que esta forneça ao eleitor um comprovante dos dados de sua votação. Parece ótimo e atende aos dois lados, não é mesmo? Pura sacanagem, porque o eleitor, ao sair do local de votação, poderá ser abordado por cabos eleitorais exigindo que mostre a papeleta com os dados de seu voto e conferir se atendeu a pressões para votar em nomes “sugeridos” antes. Uma intimidação que funcionará.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

São Paulo

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PEC 135/2019

É o objetivo do “voto impresso auditável”, no Brasil, país da corrupção, para assegurar a retidão da maior arma democrática, que é a eleição com honestidade, transparência e respeito, objetivando a garantir a lisura eleitoral, sem fraudar o voto. A inovação mantém o voto eletrônico, acrescentando o voto impresso. Foi criada por engenheiros do ITA, sem fins lucrativos, oferecendo segurança e confiabilidade ao imprimir o voto eletrônico para, eventualmente, permitir a recontagem. Tal segurança democrática que está em trâmite na Câmara federal é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 135/2019) e só depende dos nossos deputados e senadores para entrar em vigor. Quem preza honestidade, lisura e segurança eleitoral aprova a inserção do “voto impresso auditável” na urna eletrônica.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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VOTO IMPRESSO PARA FRAUDAR

Em mais uma falsidade ideológica, Jair Bolsonaro diz que o atual sistema de urnas eletrônicas é alvo de fraudes. Diz que sabe qual é a tramoia, mas nunca trouxe suas provas à luz – mesmo sendo obrigado pelas leis brasileiras. Na verdade, sua intenção é colocar em dúvida as urnas eletrônicas – que já se mostraram seguras – para poder fraudar o resultado através de um possível voto impresso. É o que acontece quando um candidato percebe que não tem condições de chegar nem ao segundo turno das eleições de 2022. O brother Donald Trump que o diga!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DEMONSTRAÇÃO

O ainda presidente Bolsonaro diz que fará uma apresentação com seus comparsas criminosos da internet, também conhecidos como hackers, para provar que é possível fraudar a urna eletrônica. Sugiro que se faça também uma demonstração com os alunos do jardim de infância para provar como é facílimo fraudar uma eleição com votos de papel.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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‘O SIGNIFICADO DO NÃO’

Um tanto quanto desanimadora a conclusão do artigo de Denis Lerrer Rosenfeld publicado à página A2 em 5/7/2021: “Falta um nome e um conjunto de ideias, valores e princípios (...)”. É muito provável que, com um pouco de esforço, seja possível reunir um conjunto razoável de sugestões sobre “como fazer as coisas”. Mas como transformar esses pensamentos em leis, que precisariam ser seguidas por todos os brasileiros (e seus governos), se, como constata o editorial A Câmara e o interesse público, publicado pelo jornal na mesma data, para mais desalento da população: “(...) espaço da concertação política por excelência (...) a Câmara de Deputados tem feito movimentos que a afastam de seu nobre desígnio.”? Não seria o caso de a Nação começar por anunciar aos seus cidadãos, e de resto, ao mundo que ela pretende discutir a aprovar, até 31 de maio de 2022, uma legislação que institua o voto distrital puro (o único que permite diálogo direto e cooperação construtiva entre eleitos e eleitores) para, em 2024, eleger vereadores apenas nos 111 municípios que, em setembro de 2020, tinham entre 65 e 90 mil eleitores? Isso para que a Justiça Eleitoral possa, ainda em parte de 2022, trabalhar na identificação e delimitação dos distritos eleitorais nessas 111 localidades e permitir assim que até 30 de abril de 2023 o Congresso Nacional transforme esse “trabalho topográfico” em lei, liberando definitivamente a nova modalidade de voto, para as eleições de vereadores em 2024, nesses mencionados municípios. Trabalhos semelhantes do TSE e do Congresso Nacional deveriam ser desenvolvidos nos dois anos imediatamente anteriores às eleições municipais de 2028, para agregar a esse trem de reforma, municípios, com números de eleitores entre 90 e 220 mil. Da mesma forma, com relação às eleições municipais de 2032, para incluir os municípios com mais de 220 mil eleitores. A partir desta data, segundo a base de dados adotada aqui para os cálculos, o número total de municípios que passaria a usar o voto distrital puro seria de 345, envolvendo 55,2% do eleitorado nacional. O mesmo processo, em três etapas de inclusão progressiva, poderia ser adotado para eleger deputados para as Assembleias Legislativas Estaduais/DF, com o voto distrital puro, nas três eleições estaduais imediatamente posteriores às três municipais, identificadas acima. Com isso, devagar e sem atropelos, o País poderia passar a dispor de uma legislação eleitoral vigorosa, para talvez em 2038 começar a eleger seus deputados federais através da nova modalidade de voto. E, dessa forma, com mais diálogo e cooperação entre eleitos e eleitores, conseguir ir fixando as grandes prioridades brasileiras.

José M. Frings jmfrings64@gmail.com

São Paulo

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SEMIPRESIDENCIALISMO

Não há nenhum interesse dos políticos em mudar o sistema de governo e aprovar uma reforma política democrática para melhorar a representação, dar mais governabilidade e combater o fisiologismo, pois querem manter a instabilidade permanente do presidencialismo de coalizão em troca de cargos, verbas e ministérios. O semipresidencialismo, apontado pelo ministro Luís Roberto Barroso, com voto distrital misto permitiria eleições muito mais baratas, legitimidade na eleição do chefe de governo e estabilidade política. Isso provocaria o esvaziamento dos poderes do presidente da Câmara dos Deputados, o que enfraqueceria as atuais negociações escusas entre Executivo e Legislativo. Ao contrário, querem discutir apenas voto impresso e distritão. Neste caso, vão ficar faltando apenas as atas a bico de pena da República Velha.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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SAI A COVID-19, FICA A CRISE POLÍTICA

Embora maior que o desejado, a estatística da covid-19 revela que há 10 dias ocorre a queda do número de vítimas. Manaus passou suas primeiras 24 horas, desde o começo da pandemia, sem registrar mortes. É uma boa notícia e deve servir de incentivo para as autoridades sanitárias continuarem o seu trabalho e a população não afrouxar nos cuidados para evitar contrair o mal, que ainda circula. Vacinar, usar máscara, lavar as mãos seguidamente, manter o distanciamento pessoal e evitar aglomerações são os requisitos. A melhor alternativa, ainda, é não contrair o vírus, que pode matar ou deixar sequelas que também levam ao óbito. As vacinas – que hoje já imunizam 78,4 milhões de brasileiros (37,6% da população) com a primeira dose e 27,8 milhões (13,13%) com duas doses – estão evitando a ocorrência de mortes. A maioria das cidades está vacinando a população entre 30 e 40 anos e assim deverá seguir nas próximas semanas e meses até atender a todos. A disponibilidade de três vacinas – Coronavac, AstraZeneca Oxford e Pfizer/BioNTech – leva ao fenômeno do candidato à imunização tentar escolher a marca da droga a receber. Isso causa problemas de logística e tumultua o programa de imunização, que não cumpre as metas. Por essa razão, os municípios vêm adotando a solução radical: quem escolhe a vacina é colocado no fim da fila e só será atendido em alguns meses, depois de toda a população. Vale lembrar que dificilmente haverá vacina da marca pretendida para todos os interessados. Enquanto o combate ocorre nos diferentes níveis, vemos a desmedida e inconsequente luta política travada em Brasília tendo a covid-19 como pano de fundo. Os adversários do presidente Jair Bolsonaro atuam para levá-lo ao impeachment. É um triste espetáculo que a classe política impõe à Nação e serve para que o povo tenha, cada vez mais, menos apreço pelos políticos. Que se apurem todas as impropriedades, mas sem a ação política de oposicionistas que, no lugar da buscar os fatos, procuram apenas resultados político-eleitorais e têm suas vistas voltadas para o pleito de 2022. Da forma que hoje está, a CPI da covid é um retrocesso ao processo político brasileiro e flagrante ameaça à democracia. Precisa redirecionar seu foco.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT

O impeachment de Bolsonaro não será apenas triunfo da República, será uma ode à democracia, e um não ao retrocesso total.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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POR QUE TE CALAS?

No picadeiro da CPI da covid, como urubus devorando carniças, inconcebível e humilhante a desrespeitosa e agressiva postura e os covardes ataques dos senadores Omar Aziz, Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues e Humberto Costa (sempre eles) à depoente Regina Célia, na oitiva de terça-feira. A cada pergunta, em altos decibéis, como mercadores de feiras livres, mais tinha dó da acuada servidora do Ministério da Saúde. Sei lá, pelo andar da carruagem, porque acham que tudo podem (será?), dentro em breve veremos um desses senadores, travestido de “verdugo”, a executar publicamente aqueles(as) que não responderem ao que o G7 quer ouvir, para fundamentar a peça acusatória do relator, antecipadamente finalizada, diz o submundo do Senado. Para tal, só falta instalar uma guilhotina à frente da bancada do presidente Aziz. Diante desses desumanos carrascos, de sujos prontuários policiais, ó povo, “por que te calas”?

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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UM NOVO MINISTRO PARA O STF

Terrivelmente evangélico e obediente, o atual ministro-chefe da Advocacia Geral da União, André Mendonça, também pastor, deve ser o candidato indicado por Jair Bolsonaro para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF), que se aposenta no próximo dia 12. Primou o escolhido por processar os dissidentes de Bolsonaro, procurando até enquadrar alguns na Lei de Segurança Nacional. Boa escolha? Mais um nome com histórico incentivador daqueles que lutam para que as vagas da Suprema Corte deixem de ser preenchidas ao gosto e satisfação do presidente de plantão. Se a nomeação ao STF dependesse de escolha presidencial em lista tríplice apresentada pela Associação dos Magistrados Brasileiros, OAB, Associação do Ministério Público e Poder Legislativo, André Mendonça teria sido o escolhido? As referidas entidades não apurariam melhor a reputação ilibada e o notável saber jurídico exigidos pela Constituição da República?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ANDRÉ MENDONÇA NO STF

Conforme prometido, o presidente Bolsonaro indica para o STF o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, o “terrivelmente evangélico” pastor da Igreja Presbiteriana Esperança, de Brasília, que se autodeclara bolsonarista raiz e “servo do profeta Jair”. Para fazer parte da mais alta Corte do País e ser um dos notáveis 11 supremos ministros do lamentável desgoverno de turno, agora é necessário, além do notável saber jurídico e da reputação ilibada, ser também terrivelmente pró-Bolsonaro. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MUDAR É PRECISO

Concordo e acho que todos os brasileiros concordam com o sr. Carlos Alberto Dabus Maluf quando diz que o STF virou um tribunal político. É preciso haver mudança na forma de indicação, porque do jeito atual os ministros ficam a dever o favor aos presidentes e ex-presidentes que os nomearam e se tornaram subservientes e servis a eles. Não há imparcialidade em seus votos.

Clao Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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HABEMOS PROGRAMA

Felipe Salto, da Instituição Fiscal Independente (IFI) – Estado, 6/7 –, apresenta, mais que um raio-x, o resumo de um belo programa de governo com vista às eleições do próximo ano. Portanto, a primeira questão está encaminhada. Falta agora encontrar o grupo político com credibilidade, espírito público e candidato para discutir, conduzir e executar a proposta. Finalmente, para tornar esse sonho possível, como condição necessária, será preciso encaminhar a um reformatório para reeducação e eliminação do vezo patrimonialista com inoculação do amor à verdade Rodrigo Pacheco, Arthur Lira, Gilmar Mendes e seus similares. Quanto a Jair Bolsonaro, uma opção, se aceita, seria enviá-lo como embaixador perpétuo à Hungria ou a[p1]  Pyongyang. Uma outra seria exportá-lo num foguete chinês.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS

A privatização esperada da Eletrobrás propiciará oportunidade rara de aplicar os recursos, em parte substancial, no atendimento social dos que mais precisam. São aqueles abandonados perambulando pelas ruas, sem ter onde dormir e comer, não raro acompanhados de crianças também sem nada, inclusive escolas. Afinal, eles, como todo cidadão, também têm direito a esses valores advindos da sociedade. Seria uma medida sensata e com humanidade priorizada acima de tudo, lembrando ainda que educação, como um todo, é o melhor vetor do desenvolvimento.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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PROXIMIDADE

Não dá para entender por que, na lei de privatização de capital da Eletrobrás, se preveja a construção de termoelétricas próximos às capitais, obrigando a construção de gasodutos até todas elas, a maioria muito longe de campos de gás. Como é mais fácil e mais barato enviar a energia elétrica por linhas de transmissão, que já existem, do que enviar o gás por gasodutos, que ainda não existem, essa imposição pode ser anulada e substituída pela construção de poucas termoelétricas de grande porte, em áreas com grandes campos de gás, e transmitir essa energia pela rede nacional de transmissão elétrica. Sem dúvida, a alteração pouparia investimentos e aumentaria a eficiência. Comandantes Lira e Pacheco, é isso o que o Centrão quer? Não convém discutir o assunto novamente?

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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UM MONSTRO

A privatização da Eletrobrás, além dos jabutis já comentados pela mídia, cria a possibilidade de entregarmos a um grupo privado uma empresa enorme que poderá se tornar um monstro que estrangula o País. Lembremos que, quando Fernando Henrique privatizou a telefonia, teve o cuidado de garantir a separação entre varias empresas para evitar a criação de um monstro telefônico. Agora Bolsonaro cria um monstro para chamar de seu?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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LÍBANO PERTO DO COLAPSO

Gantz, ministro da Defesa de Israel, enviou uma proposta de ajuda humanitária ao Líbano, que está colapsando com o agravamento de sua crise econômica. 77% das famílias libanesas nem sequer têm dinheiro suficiente para comprar alimentos. Os medicamentos essenciais acabaram. Não é a primeira vez que Israel oferece ajuda ao Líbano. Semana passada, o primeiro-ministro do Líbano disse que o país está a poucos dias de uma explosão social. Já passou da hora de o mundo voltar seus olhos para Beirute e mandar ajuda, pois a crise é gravíssima e sem precedentes.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VIDA DE MODELO

Cumprimento o Estadão e o jornalista Fausto Macedo pela coragem em publicar o texto Vida de modelo – a verdade que não deve ser secreta. Eu, como mulher, vejo que temas como esses têm de a cada dia ocupar mais a pauta dos grandes veículos de comunicação deste país. Ao dar voz à modelo Tamilyn Ayumi para expressar a realidade de sua profissão, percebemos o quanto a mídia televisiva rotula determinadas atividades em detrimento daquilo que realmente se passa na realidade. A vida de modelo não é só glamour e tampouco deve ser associada à prostituição, como se fossem parte indivisível de uma mesma coisa. Por mais textos corajosos e bem escritos como este!

Carolina Seixas  ana.carolina.seixas.braga@gmail.com

Teresópolis (RJ)

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REALISMO

Lava a alma o texto publicado por Bernardo Pasqualette e Tamilyn Ayumi na coluna do Fausto Macedo no último domingo (4/7). Em meio a tanto sensacionalismo na divulgação da atividade profissional de uma modelo, finalmente vozes coerentes vêm a público trazer uma visão realista da profissão. Finalmente uma abordagem sobre o tema elaborada por quem é do ramo, e que não se curva a preconceitos ou estereótipos pré-concebidos.

Roberto Silva  rbraga@iview.com.br

Brasília

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ATENDIMENTO NO BANCO DO BRASIL

No dia 5/7 procurei a agência do Banco do Brasil para fazer minha prova de vida. Infelizmente, o senador José Serra, quando governador de São Paulo, vendeu a conta dos funcionários públicos de São Paulo para o pior banco do País. Pois bem, cheguei à agência 1506-7, na Av. Adolfo Pinheiro, e fui atendida por um funcionário que solicitou meu RG e saiu a fim de verificar se eu poderia fazer a prova de vida – isso sem contar que no dia anterior cheguei às 14h15, o banco tinha fechado e este mesmo funcionário disse que eu poderia vir no dia seguinte. Qual não foi minha surpresa quando o funcionário devolveu meu RG e disse que não estavam atendendo o mês de julho. Saí dali, fui ao Itaú e em dois minutos realizei minha prova de vida. No caminho de volta para casa entrei na agência 6589 do Banco do Brasil e perguntei se estavam fazendo prova de vida aos nascidos em julho. A funcionária foi buscar informações e voltou dizendo que sim. Havia três pessoas na fila e resolvi aguardar. Aguardei por 1 hora e 40 minutos para ser chamada – nenhuma cadeira para a pessoa se sentar. Profundo desrespeito aos idosos. Entrei no banco e aguardei mais 40 minutos para ser atendida. Diante do funcionário que estava diante de um computador, achei que levaria 5 minutos para realizar tal feito. Ledo engano, demorou mais 20 minutos para o cidadão clicar lá, confirmar meus dados e imprimir minha via. Este é um pequeno relato do que sofre um cidadão ao procurar o Banco do Brasil. Além de não trabalharem as horas previstas devido à pandemia, ainda somos sujeitos a passar por todo esse constrangimento e falta de vontade destes funcionários que, uma vez garantidos na folha de pagamento, dão uma banana a quem os procura. Já passou da hora de privatizar este cabide de empregos. Na iniciativa privada, o funcionário não brinca em serviço.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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