Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno e eleições

Discurso indecoroso

Tudo tem limite, até as falas do presidente. Nas eleições de 2018, por não querer a continuidade do governo petista, chutei o pau da barraca e votei em Jair Bolsonaro. Acreditei em seu discurso anticorrupção, de menos Estado e mais mercado, nas promessas de modernização do Estado e de corte nas mordomias dos servidores públicos. E o que estou vendo hoje? Um presidente despreparado, mal-educado, com falas desconexas, que mente de maneira deslavada. Eleito pelo voto depositado nas urnas eletrônicas, diz não acreditar na lisura do sistema. Não pensa na saúde da população, negou vacina ao povo, preferindo ouvir terraplanistas lunáticos e deixar de lado o que a ciência prescrevia. Trata-se de um presidente que não respeita o povo que o elegeu, já chamou quem acredita em vacina de maricas, covarde, medroso. Todo dia, à beira de um cercadinho falando com apoiadores fanáticos, tem a coragem de proferir impropérios dirigidos a todos os que se colocam contra suas bobagens. Uma pessoa que por estar presidente acha que pode falar o que quiser e todos devem baixar a cabeça e ouvi-lo, numa postura de ditador. As pesquisas mostram que sua popularidade se evapora, pois quem votou nele na esperança de mudança está pulando fora do barco e, com isso, corremos o risco de sofrer um retrocesso político, com a volta da esquerda ao poder. O presidente Bolsonaro, líder máximo do Estado brasileiro, tem de tomar consciência de que suas decisões são cruciais para o destino da Nação. Portanto, tem de parar de se manifestar sob a emoção e agir com a razão.

VALDECIR GINEVRO VALDECIR.GINEVRO@UOL.COM.BR

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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O canto do cisne

Bombardeado pela mídia e pela opinião pública, encurralado pela CPI da Covid, guerreando com o TSE e caindo vertiginosamente nas pesquisas de intenção de voto, Jair Bolsonaro passou a ameaçar todo mundo, usando uma escatologia proverbial desastrada para um chefe de Estado e de governo. Estamos prestes a nos livrar de um negacionista, incompetente, irresponsável e omisso, mas o futuro do gigante adormecido anuncia-se funesto. Vem aí, outra vez, a estrela vermelha.

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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A vida como desgraça

Permitam-me um complemento ao excelente artigo do sr. Fernando Gabeira (9/7, A2). Quando fala sobre “um esforço para que isso não mais se repita na História do Brasil”, referindo-se à eventual reeleição de Bolsonaro, isso deve também ser estendido a Lula, pois nenhum dos dois representará a solução de que o Brasil necessita.

CARLOS AYRTON BIASETTO CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Retrocesso

Votei em Bolsonaro, foi um voto contrário ao PT. Jamais gostei das políticas do PT, de um populismo rasteiro e que nunca enfrentaram a raiz dos problemas brasileiros. O problema primordial do Brasil é a péssima educação – a fundamental é um lixo e as universidades federais estão caindo aos pedaços. O governo Bolsonaro é totalmente omisso e inoperante nessa questão fundamental, como em tantas outras. Temos juros altíssimos, os bancos fazem o que querem, a infraestrutura é péssima em todos os setores e nada disso é enfrentado. No Brasil falta vontade política de educar o povo, a maioria sem nenhum tipo de formação: faltam escolas técnicas e universidades públicas bem estruturadas. E, principalmente, falta um ensino fundamental de qualidade. E com um povo ignorante jamais seremos um país civilizado. O governo de Bolsonaro não tem nenhum projeto para o País. Lula da Silva seria também um tremendo retrocesso. Lula e Bolsonaro, na minha opinião, são ambos governantes atrasados e obtusos.

PAULO ALVES PAULOROBERTO.S.ALVES@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Em busca da felicidade

Nossa pátria idolatrada acéfala, uma pessoa que se diz presidente sem nenhuma condição de estar no cargo que ocupa, ministros desacreditados por retrocederem em decisões da Justiça e deixarem um ex-presidente livre de suas falcatruas, senadores e deputados infelizes na condução de seus mandatos... Precisamos urgente de uma pessoa digna para dirigir este Brasil com educação, equilíbrio e vontade, para sermos novamente brasileiros felizes.

VERA LIGIA GIOVANETTI DARIENZO VERA.LIGIA@ME.COM

SÃO PAULO

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Maré baixa

Em maré baixa e sem partido, S. Exa. o presidente da República tentou criar uma nova legenda para chamar de sua. Foi barrado. Entre outros partidos, buscou o Patriotas para se filiar e comandar. Porém grande parte dos filiados a esse partido, cujo presidente está afastado, ficou incomodada e não quer tê-lo ao seu lado. Criar partido não deu certo, filiação a outro está difícil, e sem partido não tem reeleição. O presidente que não me leve a mal, mas, para o bem da Nação, caia fora!

JOSE PERIN GARCIA JPERIN@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Bravatas ou demência?

Não dá para aceitar as ameaças que o Messias vem proferindo, está passando da hora de peitarmos esse desqualificado. O País não é da família Bolsonaro nem das Forças Armadas. O Brasil é de todos os brasileiros

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS RZEIGLEZIAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ainda a nota dos comandantes

Imprópria e corporativa a nota do ministro da Defesa e dos comandantes das Forças Armadas sobre as falas no âmbito da CPI do Senado. A cúpula militar deve observar os fatos com equilíbrio e comedimento. A manifestação política e em defesa dos companheiros mencionados ou implicados em ilícitos desorganiza a sociedade, por sugerir privilégio indevido. O Brasil para todos, a lei acima de todos!

FABIO GINO FRANCESCUTTI FABIOGINO565@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A PRIVADA DO PRESIDENTE

Creio não ser necessário dizer como é lamentável termos um presidente que se dirige ao povo brasileiro com expressões escatológicas, usadas com frequência, como se fôssemos uma privada onde ele descarrega os seus dejetos. O cargo que ocupa não pode ser usado por quem não tem a capacidade de saber sequer que, com o perdão da palavra, “cagar” em público e no público é ato só desculpável em insanos. Apenas por isso deveria ser sumariamente despedido, porque não estamos ainda num regime autoritário a ponto de ter de tolerar um presidente sem noção do que faz ou deixou de fazer. Este meu comentário vem em reação ao trecho abaixo publicado no Estado (9/7, A6) e nas demais mídias, em que este senhor responde à solicitação da CPI como se estivesse num botequim de quinta categoria, em transmissão ao vivo pelas redes sociais: “Caguei. Caguei para a CPI. Não vou responder nada”, afirmou. “Não tenho paciência para ficar ouvindo patifes acusando o governo. Como a gente desmonta esta CPI de picaretas, sete picaretas?”, perguntou, numa referência ao grupo composto por senadores independentes e de oposição conhecido como G-7. Como se desmonta uma CPI, Jair Bolsonaro? Com a verdade dos fatos e com sua demissão do cargo de presidente deste país! Simples assim!

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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Bolsonaro não se cansa, mesmo, de ameaçar, junto com seu quase inexistente grupelho de seguidores em Brasília, que “ou teremos eleições limpas no ano que vem ou não teremos eleições!”. Sabem o porquê de este genocida insistir tanto no voto impresso? É que no passado distante, em votação via voto de papel, ele foi acusado de fraude. Será que, com esta colocação, o capitão deseja realmente dar seu autogolpe em 2022? Segundo as últimas pesquisas de opinião, o nível de aprovação, de honestidade, de capacidade de governar o País, de inteligência, etc. de Bolsonaro estão a crescer tal qual rabo de cavalo: para trás e para baixo. Em sua live de quinta-feira, quando se referiu aos requerimentos exigidos dele pela CPI da Covid-19, este Prêmio Nobel da ignorância mundial e pessoa de educação refinada só soltou o seguinte: Caguei!, Caguei!, Caguei! Mas que pessoa educada e fina este Bolsonaro, não?! Não há mais como aguentarmos este tipinho de gente a nos conduzir para o abismo institucional sem nada fazermos no intuito de expurgarmos este elemento da Presidência da República do Brasil! Estamos retrocedendo em todos os aspectos: economia, saúde, educação, segurança, combate à corrupção, etc. O que Arthur Lira está esperando para abrir um dos mais de 120 pedidos de impeachment contra esta aberração da democracia? As manifestações têm mais que continuar e até aumentar no intuito de se tornar insustentável para Bolsonaro pensar em se manter no poder. Quem sabe consigamos algum resultado positivo, mas também é nossa obrigação encontrarmos uma terceira via o mais rápido possível, pois a outra alternativa (Lula) também é um desastre já conhecido e que, com a devida vênia, nos jogou na pior épica de corrupção da história do Brasil!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

Praia Grande

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‘CAGUEI PARA A CPI’

Queiram nos defender deste presidente que, como chefe de Estado, usa palavras chulas como “caguei para a CPI”. Somos obrigados a ouvir isso? Defendam-nos desta pessoa. Tenho 80 anos e nunca ouvi um presidente dizer isso.

Lucília Costa pirajuense@hotmail.com

São Paulo

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CAGÃO

Com um cagão no comando do País, o odor fica cada dia mais insuportável. Que em 2022 as urnas deem a descarga nele. Basta!

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

O lamentável presidente Jair Bolsonaro, sem se dar conta de ser indiretamente o maior cabo eleitoral de Lula para 2022, declarou que, “se não houver a aprovação do voto impresso auditável para as eleições do próximo ano, o nosso lado pode não aceitar o resultado”. E, referindo-se maldosa e deseducadamente ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse, sem corar, que “a democracia está ameaçada por alguns de toga que perderam a noção de até onde vão seus direitos e deveres”. Ora, quem está de fato ameaçada é a ainda jovem e frágil democracia brasileira por um governo retrógrado, belicoso e autoritário, com escancarado viés ditatorial, órfão declarado da ditadura militar do regime de exceção, de triste e lamentável memória. Se há alguém que perdeu a noção de até onde vão seus limites, se é que os teve alguma vez, esse é o presidente de turno do País. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PERIGO REAL

Nunca, na história deste país, a democracia esteve tão ameaçada quanto agora. O presidente Bolsonaro, desde o início de seu mandato presidencial, mais não fez que colaborar com um movimento de corrosão da paz social, da união social, da finalidade da sociedade, transformando-se num perigo real para a nossa convivência pacífica. A Lei de Segurança Nacional deveria ser evocada para que se impeça este senhor presidente, impedindo-o de se manter no cargo de presidente da República e que, parece, não irá descansar enquanto não destruir completamente tudo o que nós, brasileiros, e por meio de esforços hercúleos, conseguimos em termos de avanços na convivência harmônica de diferentes entes e classes sociais.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MILITARES NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Desproporcional a resposta dos comandantes das Forças Armadas (FA) às observações do senador Omar Aziz, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a corrupção no Ministério da Saúde, mesmo que ele deixou claro que se trata de um caso individual, e não das FA como um tudo. Os militares são parte da sociedade brasileira, têm os competentes e os incompetentes (leia-se Eduardo Pazuello), os honestos e os que gastam seu tempo encontrando e ouvindo enredo fantasioso de um cabo da PM sobre importação de vacina que, sabidamente, não ia acontecer, pois os fabricantes cansaram de repetir que negociam as vacinas somente com os governos. Os comandantes das FA deveriam contemplar o seguinte: por qual razão o capitão Jair Cloroquina Bolsonaro tem mais de 6 mil militares, muitos ainda na ativa, atuando no seu governo? É porque os civis não servem? Ou porque ele quer “garantir” a lealdade das FA, no melhor estilo de Hugo Chávez e Nicolás Maduro?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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A REAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS

À fala do senador presidente da CPI do Senado, Omar Aziz, ao criticar “o lado podre” das Forças Armadas, por envolvimento em falcatrua no governo Jair Bolsonaro, provocou uma reação, em nota articulada pelo ministro da Defesa, Braga Netto, general da reserva, e assinada pelos comandantes das três armas. “Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável”, rebateram os militares, e mais, “As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro”. A resposta estaria correta, se o senador as tivesse atacado como um todo. Aí, até eu ficaria revoltado. Porém, dentro de todo o histórico horripilante, que envolve a administração do general Pazuello no Ministério da Saúde – na base do Bolsonaro manda, o ministro obedece – em plena pandemia, a crítica dos militares ao senador Aziz soa como uma indevida ameaça. Ela foi dirigida a alguns militares, que foram parar na Saúde, em mais uma decisão absurda do presidente. A Saúde, ao que tudo indica, foi tomada de assalto por pessoas desonestas, entre elas alguns militares. Alheias à devastadora pandemia que vem matando, todos os dias, milhares de brasileiros, teriam engendrado uma compra fictícia de uma vacina – inexistente – inclusive com um adiantamento de US$ 45 milhões. Trabalhei na administração pública e posso atestar que, ao emitir o empenho da verba, a favor da empresa que seria a “fornecedora da vacina”, o assalto ao erário federal estaria consumado, pois, de resto entre na sequência rotineira das compras. O objetivo do golpe era receber o adiantamento. Ele só não se consumou por causa da intervenção corajosa do diretor do setor de importação daquele ministério, que por sua honestidade foi depois demitido. Foram a essas pessoas que o senador teceu as suas críticas. A nota das Forças Armadas foi lamentável, dentro dessa realidade. Confirmadas as acusações que lhe são imputadas, não merecem estar nas Forças Armadas, e sim presas, pois cometeram um crime contra a humanidade.

Gilberto Pacini benetazzosgp@gmail.com

São Paulo

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A FALA DE AZIZ

Não houve nenhum exagero e muito menos desrespeito às gloriosas Forças Amadas brasileiras na fala do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz. O comportamento desonroso de alguns poucos militares – chamados para ocuparem cargos civis no governo –, que se mostrou claramente fato real no decorrer das investigações, ocorreu pontualmente no Ministério da Saúde, como deixou bem claro Aziz, e agride suas corporações. Assim, deveria ser essa a preocupação de seus comandantes, que se apressaram em defender o que não precisava, por óbvio, e ignorar o que na realidade os atinge.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

É asqueroso ouvir os depoimentos dos servidores públicos (de carreira ou de confiança) e dos militares (da ativa ou da reserva) a serviço do Ministério da Saúde. Comprovam que trataram a vida e a saúde dos brasileiros com o maior descaso. É um jogo de empura-empurra. Essas pessoas não têm a menor prudência com a coisa pública, com o dinheiro público. Isso precisa mudar.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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REAÇÃO DESTEMPERADA

A CPI vem acumulando evidências de que houve de tudo na pandemia, incompetência, desinteresse, corrupção, negacionismo, que também envolvem militares da ativa e da reserva. A prisão de Roberto Dias provocou uma reação destemperada do ministro da Defesa e dos chefes das três Forças Armadas negando tudo o que se ouviu durante a CPI. Nitidamente, Jair Bolsonaro está usando as Forças Armadas para aumentar a tensão e evitar a responsabilização dele por tudo o que está acontecendo.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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RESPONSÁVEL

Não há mais como contestar as evidências de corrupção no Ministério da Saúde em plena pandemia e a morte de milhares de brasileiros. Também não é possível esquecer que o responsável por este ministério era aquele que obedecia quem mandava, logo...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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MAIS VACINAS

Jair Bolsonaro, entre tantos graves erros que cometeu, como seu desprezo pela pandemia, está envolto no caso da negociação de compra superfaturada de vacinas e não se cansa de ofender seus opositores, como o governador do Estadão de São Paulo e outros governadores e prefeitos que trabalham incessantemente para atender com muito interesse a população no enfrentamento da covid-19. Enquanto isso, na quarta-feira (7/7), entre outras importantes medidas, como a volta das aulas presenciais nas escolas e a autorização para o comércio funcionar até as 23 horas, João Dória anunciou a chegada de mais vacinas ao Estado (4 milhões de doses extras já envasadas da Coronavac) e, para os próximos dias, também, a entrega pelo Instituto Butantan ao Ministério da Saúde de mais 10 milhões de doses da Coronavac. Além disso, no próximo dia 14 chegarão mais 12 mil litros de insumos, que serão transformados em mais 20 milhões de doses de vacinas. Assim, o governo de São Paulo promete antecipar em 30 dias, para o fim de agosto, a entrega ao Ministério da Saúde do pedido de 100 milhões de doses da Coronavac. Até aqui, já foram entregues pelo Butantan 53 milhões de doses. Que cheguem também mais vacinas, da AstraZeneca, Pfizer e Janssen, para que até dezembro deste ano toda a população brasileira esteja vacinada.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PROMESSAS E PROMESSAS

Desde que tomou posse na presidência do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), o vice-presidente Hamilton Mourão fez inúmeras promessas para a proteção da Amazônia, mas tudo ficou só nas promessas. Agora, Mourão prometeu, novamente, diminuir 12% do desmate. Na verdade, as promessas são idênticas às feitas pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que todos os dias noticia que “contratou” milhões de vacinas, mas nunca as entrega. Na verdade, há muita diferença entre expectativa e realidade das “promessas” e “promessas”. Pobre Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PREVARICAÇÃO E CINISMO NA FLORESTA

É patético o general Mourão anunciar que pretende uma redução de 10% no desmatamento na Amazônia, em relação ao recorde de desmatamento que houve no ano passado. Pior que a Amazônia é o problema do Pantanal, que é o bioma mais pressionado hoje, a temporada de fogo já está começando e o governo, cinicamente, finge que não está vendo. Se os números do desmatamento do ano passado se repetirem este ano, o Pantanal estará a um passo de ser extinto, será um grande pasto seco. O governo Bolsonaro comete crime de prevaricação ao não combater o desmatamento, a mineração ilegal e o direito dos índios conforme previsto na Constituição. O Brasil e o mundo já estão fartos do teatrinho patético que o general Mourão vai repetir na Amazônia. Todo mundo sabe a localização das minerações ilegais, basta mandar o Exército ir lá e prender todo mundo. Não há desculpa, chega de palhaçada na gestão do meio ambiente. Se o Brasil queimar e desmatar como no ano passado, o País deverá receber severas sanções do mundo civilizado, começando pela proibição de compra de qualquer produto do agronegócio brasileiro e de ouro extraído no País.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ASSIM NO MAR COMO NA TERRA

Pesca não regulamentada por navios chineses se tornou extremamente comum ao redor de todo o globo, impactando economias locais e afetando a biologia dos oceanos. A ponto de diversos países estarem abrindo fogo contra estes navios. Até mesmo à Coreia do Norte, para mostrar até que grau de desespero a respeito, chegaram. Suas enormes frotas pesqueiras foram equipadas para capturar grandes volumes de todo tipo de peixes e causarem uma pressão insuportável sobre os estoques pesqueiros em todo o mundo. Destroem a vida selvagem local e tornam habitats outrora vibrantes em completamente sem vida. Estas flotilhas são conhecidas como flotilhas “escuras” e estão amplamente documentadas pilhando os oceanos do mundo sem respeitar quaisquer limites territoriais. A China pode não ser o único país responsável pela destruição dos oceanos, mas representa, sem sombra de dúvida, a maior ameaça à ecologia marinha do mundo. Para agir deste jeito nos mares, é preciso ter uma cara de pau impressionante. A pergunta é: qual o plano do partido comunista chinês para a vida nas terras deste planeta?

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CRISE NO HAITI

A crise política que se arrastava no Haiti terminou de maneira trágica com o assassinato do chefe de Estado. Os protestos começaram em 7 de julho de 2018, por causa do aumento dos preços da gasolina, do diesel e do querosene. Além disso, havia acusações de corrupção no governo e de mau uso dos empréstimos feitos pela Venezuela. Após três anos de pressão pela renúncia do presidente da República e a instalação de um governo de transição, a inominável solução com o magnicídio ocorreu agora em 7 de julho, jogando novamente o país caribenho no caos da instabilidade política.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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HAITI

O assassinato do presidente do Haiti, invejado por várias outras nações que gostariam de fazer o mesmo com seus presidentes autoritários, é só mais um capítulo da trágica história de uma nação de população negra, pobre e ignorada pelos países ricos e perversos do mundo hipócrita, que faz de conta que se preocupa com os miseráveis do mundo. Choram lágrimas de crocodilo de sangue gelado.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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VIDA DE MODELO

Todas as mulheres se sentem representadas ao ler Vida de modelo – a verdade que não deve ser secreta, publicado no blog do jornalista Fausto Macedo no dia 6/7, no Estadão. Não há como não se emocionar ao ouvir o relato da modelo Ayumi sobre a verdade de sua profissão e, principalmente, sobre como a atividade pode ser retratada de forma sensacionalista e repleta de estereótipos pela televisão. Que o jornal continue abrindo espaço para pessoas cujo “lugar de fala” possa trazer novas perspectivas sobre assuntos do nosso cotidiano, esclarecendo o grande público e combatendo a desinformação.

Paula Barros paulabbraga@globo.com

Rio de Janeiro

 

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