Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Limites ultrapassados

Não há dúvida que os limites democráticos há muito foram cruzados, entretanto, nunca de forma tão expressa e escancarada como agora. Dois episódios ilustram bem o viés autoritário e altamente golpista. O primeiro, as declarações idiossincráticas de Jair Bolsonaro em ataque ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao seu presidente, ministro Luís Roberto Barroso; e o segundo, pior e mais nocivo, a afirmação do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, de que as Forças Armadas teriam “margem legal para agir”. Ambos os discursos representam efetivo risco à estabilidade democrática do Brasil e demandam enérgica e efetiva punição. Não existe, numa democracia e num Estado de Direito, margem para arroubos autoritários, menos ainda têm as Forças Armadas respaldo legal para o golpismo. Urgem a necessária punição e a imposição de freios àqueles que murmuram contra a estabilidade institucional e contra a República.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO, advogado constitucionalista RENATONASCIMENTO@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Vai passar batido?

O presidente do TSE, xingado de imbecil e idiota pelo pseudopresidente, vai deixar passar ou vai processá-lo? O caso é grave e requer imediata resposta. Se ele não se importa, nós, o povo, nos importamos, e muito. Chegou a hora de reagir. Não podemos mais ficar calados.

JOSÉ CLAUDIO CANATO JCCANATO@YAHOO.COM.BR

PORTO FERREIRA

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Ameaça é crime

As declarações destrambelhadas do presidente quanto à adoção ou não do voto impresso soam como ameaça à Constituição. Se perder a eleição em 2022, com ou sem voto impresso, o capitão vai tentar “melar” o processo e partir para o famigerado golpe. Já suportamos 21 anos de pesado coturno e agora vem essa ameaça partindo de um “paisano” indisciplinado?! Pobre povo brasileiro...

CARLOS GONÇALVES DE FARIA MARSHALFARIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Voto impresso

De onde tiraram a ideia de que a urna eletrônica é à prova de fraudes? Nada é 100% seguro! Provam-no os brasileiros (me incluam fora desses) que escolheram um presidente... e receberam isso que está aí!

JOSÉ ROBERTO JIMENEZ COSTA JJIMENEZXNG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Erro de cálculo

A propósito do editorial A crise está contratada (10/7, A3), não eram Bolsonaro e sua tropa que apostavam há pouco na volta do ex-presidente Lula, adversário que ele facilmente bateria...?

BÁRBARA BISELLI B.BISELLI56@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Obsessão

Bolsonaro está tão obcecado pela ideia da reeleição que não admite de forma alguma perder o poder. O jogo democrático não existe para ele. Vive elucubrando inutilmente fantasias que possam ameaçar sua obsessão de se reeleger. Essa tentativa sem pés nem cabeça de alterar o sistema eleitoral, copiada de seu guru Donald Trump, está fadada ao insucesso, tal como nos EUA. Convencer-se da realidade é o que se recomenda a Bolsonaro. No Palácio do Planalto ou no Alvorada, a partir de 2023, só voltará a entrar se for convidado. Ele escreveu seu futuro com o sangue derramado de mais de meio milhão de brasileiros. E para isso não há cura. Nem perdão.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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O matuto

Há muito tempo o indivíduo que ocupa a Presidência do Brasil vem demonstrando, além da total incapacidade para governar, um desequilíbrio descomunal. No interior do Estado de São Paulo o caboclo, aquele sábio matuto, sempre disse que “cobra se mata no ninho”. Chega de boçalnarismo. Nada de ficar vendo ele sangrar. O mesmo matuto, hoje, talvez dissesse: “Impicha ele já!”. Não dá mais para aguentar tanto desequilíbrio. Ele está pondo nossas instituições em risco. E mais: chega também de falar em religião, evangélico, Deus. Todas as atitudes de Bolsonaro demonstram que ele não segue os ensinamentos do Cristo. Ele é movido a raiva, ódio, revolta. É um elemento vingativo, de forma alguma tem Cristo no coração.

JOÃO PENNA JAR.PENNA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

Marretadas

Na minha terra, no centro-oeste do Brasil, o comércio informal de objetos de valor tem nome: marreta. Os marreteiros se especializam em comprar e vender de tudo, carros usados, animais, grandes quinquilharias... Vejo as notícias chegantes de Brasília e observo o sacolejar de marreteiros no vaivém da CPI do Senado. É, o DF não é assim tão distante da minha terra e compartilhamos a mesma cultura das marretas. A diferença é que na minha região nunca houve marreteiros de vacina. Enquanto os marreteiros daqui agem por sobrevivência, os de Brasília, por pura ganância.

EDUARDO BARBOSA EDUARDO.BARBOSA.CSO@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Crise de energia

Geração fotovoltaica

Estamos vivendo uma séria crise energética e precisamos de caminhos para depender menos das hidrelétricas. Um deles é a geração de energia fotovoltaica. Tenho-a há anos em minha fazenda para consumo próprio e recentemente me interessei em ampliá-la como forma de renda. Consultando especialistas, fiquei sabendo que poderia criar uma usina de geração de energia para vender, mas teria de conseguir um comprador, o que é muito complicado, tendo em vista que teríamos de fazer um contrato de longo prazo. Deixo às empresas de distribuição a sugestão de que passem a comprar o excedente de energia produzida. Assim qualquer pessoa que tenha uma área de exposição ao sol poderia contribuir para a geração.

MARTINHO ISNARD R. DE ALMEIDA MARTINHO@USP.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NEGLIGÊNCIA MATA

Como perguntar não ofende: o que é preciso prometer para governar o País? Pois bem, poderia elencar dezenas de predicados que fariam com que um ser humano fosse credenciado a administrar uma nação, décima potência mundial; porém no Brasil só é necessário ser honesto. O que deveria não ser promessa, e sim virtude de todos, sejam ou não políticos. Esse raciocínio foi o que fez com que mais de 50% dos eleitores depositassem seus votos em Jair Bolsonaro. E a pergunta que não quer calar é: Bolsonaro está cumprindo com a promessa? Em vez de propostas para o País, Bolsonaro criou fama por apologia à tortura e por falar a uma colega no plenário da Câmara federal “não te estupro porque você não merece”. Mas se dizia honesto. Interessante que o mesmo país do “rouba, mas faz” elegeu e reelegeu Paulo Maluf prefeito da Capital e uma vez governador do Estado de São Paulo. Tudo mudou quando denúncias de corrupção pipocaram aos montes descaradamente nos governos de Lula e Dilma Rousseff (ambos do PT). Mensalão, petrolão, Lava Jato, e por aí! Os brasileiros se cansaram desta roubalheira toda e optaram pelo tosco, mal educado e troglodita, mas até então honesto. Burro, mas honesto. Preconceituoso, mas honesto. Defensor do porte de arma e da tortura, mas honesto. Porém essa imagem ilibada do politico “incorruptível”, do mito que no dicionário tem como sinônimo a palavra mentira, começa a ruir como um bloco de gelo no oceano. A grave denúncia do crime de prevaricação do governo Bolsonaro no caso da vacina Covaxin, quando se sabe que o Ministério da Saúde teria dispensado a Pfizer e outras fabricantes de vacina contra a covid-19, para dar preferência à vacina indiana cujo contrato seria superfaturado – ou seja, propina, corrupção. Ainda no tema vacina, há a denúncia de que um agente do Ministério teria cobrado propina de US$ 1 por dose da vacina da AstraZeneca. Com tanta picaretagem na compra de vacina, não por acaso o número de mortos causadas pela covid está em cerca de 530 mil, o que é estarrecedor!

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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BOLSONARO E A COVAXIN

Para se safar do imbróglio da compra da vacina Covaxin, o governo Bolsonaro demitiu o diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias. Ora, apedrejado, foi colocado no fundo do poço. Mas, inquirido pela CPI da Covid, o próprio governo saiu em sua defesa. Afinal, Roberto Dias é o pilantra, como foi chamado pelo governo, ou só era um “boi de piranha” para tirar a reponsabilidade da compra irregular e vexaminosa da vacina pelo omisso Jair Bolsonaro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A POLÍTICA E A MENTIRA

Foi revogada, mediante pagamento de fiança, a prisão do ex-diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, determinada pelo presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), que, indignado, justificou a decisão por considerar que o referido funcionário mentiu em depoimento ao grupo inquisidor. O episódio remete a uma declaração do icônico Ulysses Guimarães, infelizmente não mais entre nós (que falta faz!), dando conta de que, em política, até a raiva é combinada, desejando provavelmente sublinhar que, quando sob holofotes, o mais importante para os homens das lides políticas  não é o conteúdo de eventual exposição, mas a forma com que ela é espetacularmente apresentada, visando ao efeito espalhafatoso de suas figuras sobre os eleitores. Além disso, causa perplexidade a cena de um político, o mais autêntico profissional da mentira, dar voz de prisão a outro mentiroso. Se cada lorota bradada pelos primeiros resultasse num período na delegacia, não haveria no País um número suficiente delas para tal e causaria um congestionamento de registros, impedindo que se dedicassem a outras modalidades delituosas.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Corrupção escorre pelas paredes do Ministério da Saúde, onde não há mistério em como aprovar contratos bilionários na compra de vacinas superfaturadas. Covaxin por US$ 5 a mais e 400 milhões de AstraZeneca por um dólar a mais, envolvem coronéis, um cabo e até um pastor, providenciais para importar, com uma gorda comissão para todos os envolvidos, nesta perversa maracutaia, no país de todas as corrupções.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CASO DE POLÍCIA

As compras realizadas pelos governos municipais, estaduais e federal são um verdadeiro caso de polícia. Os deficientes processos de fiscalização de utilização do dinheiro público fazem o nosso dinheiro escorrer para os bolsos dos corruptos. Os procedimentos realizados para a compra de milhões de doses da vacina Covaxin comprovam os absurdos verificados nos setores de suprimentos dos órgãos públicos. Identificamos poucos casos de desvios de recursos que deveriam ter sido utilizados para a compra de insumos durante a pandemia da covid-19. Não há justificativa para que um cabo da polícia militar seja um negociador de vacinas, num contrato milionário. São tantas as irregularidades, que a nossa imaginação não consegue alcançar a extensão desse esquema criminoso que existe dentro do Ministério da Saúde, das obras superfaturadas no setor elétrico, saneamento, rodovias, entre tantas outras brechas intencionais utilizadas para ganhar um dinheirinho fácil. A Polícia Federal tem muito trabalho para fazer em nosso país.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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COMPOSTURA

Nossa, na minha formação a “compostura” tinha enorme peso. A compostura era parte integrante de ritos, pois cada ambiente exigia o jeito correto de se comportar, de trajar e de falar. Respeitar a todos era apenas uma parte da compostura. Usar o vocabulário correto, mais uma pequena parte. Fazendo parte de tal maneira de agir, penso seriamente onde vamos parar admitindo ser presididos por um boçal elemento que, ao referir-se a atitudes e liberdades de outro Poder da República, fala bem alto que está cagando para a CPI? Na família de onde vim, nas escolas que frequentei, nos empregos que tive, dos reais amigos que tenho, na família que formei, não existe espaço para tamanha ignorância e despreparo. Mas cada um é cada um.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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BAIXARIA

Ao ler as palavras de baixíssimo calão, para dizer o mínimo, ditas pelo presidente de República, Jair Bolsonaro, penso que ele teve o dom de encontrar as palavras que combinam com sua figura física. Nunca antes na história não só do Brasil, mas do mundo, um presidente desceu de maneira tão brutal, chocante, para dizer o mínimo. Não tem postura, educação, classe, é um desqualificado para a função. Não desconfia do que significa “liturgia do cargo”! O mundo está estarrecido. Jamais um chefe de Estado chegou tão baixo. Dá nojo e uma vergonha imensa. Que saia o mais depressa possível do cargo, par nunca mais voltar. Que vergonha para o Brasil!

Silvia Takeshita de Toledo silviattoledo@hotmail.com

São Paulo

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CARAPUÇA

Parafraseando um autor desconhecido: os ignorantes são aqueles que mais xingam... digo, falam, e mais discutem. E sem mostrar provas!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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DESCARGA

Se Bolsonaro diz “caguei”, fica a dúvida: foi bom porque esvaziou a cabeça ou, agora vazia, oficina do diabo?

Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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REGREDIMOS 50 ANOS

Mais de 500 mil brasileiros mortos de forma gratuita e desnecessária na pandemia, num claro e evidente genocídio. Corrupção. Destruição da Amazônia em ritmo jamais visto antes. Rachadinhas. Volta da fome ao País. Miséria, pobreza e barbárie. Viramos párias internacionais. Regredimos ao menos 50 anos. Uma herança maldita para as próximas gerações. Estamos no fundo do poço. Afinal, o que mais precisa para que Bolsonaro e sua gangue sejam presos?

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL PRECISA CRIAR VERGONHA NA CARA

É motivo de grande vergonha para um país saber que o líder máximo da Nação é um ladrãozinho medíocre e covarde. Jair Messias Bolsonaro foi péssimo desde criancinha, no Exército foi preso e obrigado a se desligar pelo péssimo comportamento. Na vida pública, como vereador e deputado, foi absolutamente irrelevante, passou 30 anos contando o dinheiro da rachadinha, um patético esquema de roubo de dinheiro público praticado pela ralé política brasileira, e nem isso Bolsonaro foi capaz de fazer bem feito, deverá ser o preso por esse crime. No país da piada pronta, esse cidadão, absolutamente desprovido de qualquer qualidade relevante, foi eleito presidente da República. A piada logo perdeu a graça, o Brasil jamais irá se recuperar da catastrófica gestão de Jair Bolsonaro. A destruição sumária e sistemática da natureza, a pior gestão da pandemia do planeta, nada irá reparar o estrago causado por Bolsonaro ao País. Não será possível recuperar as áreas degradadas no Pantanal e na Amazônia, assim como não será possível trazer de volta as centenas de milhares de cidadãos brasileiros que morreram em decorrência dos crimes praticados por Bolsonaro na gestão da pandemia. Que a passagem de Bolsonaro pela Presidência da República sirva de lição para o País. Um sujeito corrupto e incompetente como Bolsonaro não pode prosperar na vida pública. E que o País acabe de uma vez com a figura do assessor parlamentar, que nunca mais um leigo seja nomeado para ocupar um cargo técnico. O Brasil precisa mudar, a democracia brasileira precisa criar vergonha na cara.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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RACHADINHAS, UMA IMORALIDADE

Quer dizer que as rachadinhas viram notícia depois de dizerem que Bolsonaro fazia rachadinhas? E antes os parlamentares que sempre fizeram e fazem, vai ficar por isso mesmo? E os parlamentares que foram eleitos e são contra essa excrescência, por que não levantam essa bandeira? O que temem as excelências? Em breve teremos eleições, um povo maltratado e feito de palhaço vai reagir nas urnas. Aguardem. Nada dói mais do que perder a boquinha.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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ASPONES

Sobre as rachadinhas (peculato) e assessores fantasmas, estamos a evitar a discussão de um problema tão grave como o mau uso do dinheiro público. Os mais de 30 anos do Bolsonaro no Poder Legislativo foram infrutíferos, porque não contou com ninguém para assessorá-lo para, por exemplo, propor leis ou relatar alguma proposta. Se entendermos que o assessor possui conhecimentos para assessorar alguém, os mesmos não deveriam ser indicados, mas passar por concurso. Assim sendo, pelo bem do Brasil, é preciso ter coragem para acabar com os cargos de livre provimento, mais conhecidos como aspones.

Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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DESVERGONHA NACIONAL

Não morro de amores pelo presidente Jair Bolsonaro. Porém, é impossível atribuir isoladamente a ele todo o miserê nacional. A República que este atualmente representa, desde sua proclamação, há 132 anos, jamais atendeu às pré-condições ditadas pelos romanos, ou seja, a prevalência do interesse coletivo, o consenso do direito, e seus integrantes eleitos pelo povo. O interesse coletivo é historicamente aprisionado pela simbiose entre os poderosos das finanças e caciques políticos, numa retroalimentação que extermina qualquer sistema democrático. O direito é uma fantasia para a maioria da população e ferramenta de graúdos na exigência de “seus” direitos. O processo eleitoral é para enganar trouxas, com os eleitores se manifestando nas eleições e amordaçados por quatro anos, não importa o que seja feito pelos eleitos. O resultado é essa republiqueta de faz de conta, assolada por milhares de aspones, agora também militares; um Congresso que se apodera do orçamento público, em escandaloso desvio de função, enquanto se omite vergonhosamente na análise de questões fundamentais e até da análise de indicações para funções do Executivo e Judiciário. E o povo, sem qualquer referência de moralidade pública, absorve esse comportamento amoral, seja buscando seu quinhão primeiro, a qualquer custo, furando fila de vacinação, ou, ainda, tomando três vacinas (sic). A continuar, a res pública brasileira está se consagrando como desvergonha nacional.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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FUNDO DO POÇO

Novamente, o presidente Bolsonaro veio a público para reiterar suas bazófias e fanfarrices ao afirmar que ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições. Encurralado por suas próprias inaptidões e por seus desvios de muitas naturezas, Bolsonaro, de frente a sua rejeição eleitoral cada vez maior e sem qualquer mudança em tal rejeição à vista, muito antes pelo contrário, começa a dar os primeiros passos na direção do fundo de um poço que, aflitivamente, cava em desespero.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SETE MINISTROS E UM DESTINO

Há cerca 60 anos, os cinemas exibiam um filme de faroeste e título Sete homens e um destino, com pistoleiros unidos no propósito de ir até uma cidadezinha do oeste contratados para acabar com bandidos que aterrorizavam seus moradores. Tiveram sucesso e libertaram os moradores do jugo dos bandidos. Aqui, no Brasil, é exibido não um filme, mas a dura realidade do comportamento da Justiça, em que sete ministros do STF (do grupo de 11), cheios de salamaleques contornáveis numa legislação mais velha que o Código de Hamurabi, determinaram um destino torto ao País quando puseram em liberdade um político cujo maior feito, quando presidente e dono do partido que mandou no País em quase quatro mandatos na Presidência, foi não perceber ou não querer ver a montagem de um sistema de corrupção cujo prejuízo em bilhões de reais ao País até hoje não foi possível ser totalmente avaliado. Liberto graças à conhecida generosidade destes sete personagens, o referido político pode novamente disputar eleições e até mesmo ser eleito para a Presidência da República – até porque enfrentará o atual, cujo governo está marcado pela sua teimosia no enfrentamento de  uma pandemia que já matou mais de 500 mil pessoas. Quanto ao STF, estará marcado para sempre, porque sua decisão em dar liberdade a Lula limitou o destino do País a ser disputado apenas entre ele e Bolsonaro, o presidente atual, sem possibilidade de uma terceira via, porque ambos têm grande  popularidade num eleitorado que, em sua maioria, tem baixo nível educacional ou miserabilidade e vota em troca de um pirulito ou uma fatia de mortadela.

Laércio  Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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UM NOVO MINISTRO PARA O STF

Que triste fase é esta do nosso Brasil, afrontado por Jair Bolsonaro. Agora, sem se preocupar com o notório saber jurídico, cumpre a promessa de indicar para a vaga de Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF) o atual chefe da AGU, André Mendonça, que Bolsonaro enaltece por ser “terrivelmente evangélico”. Também poderia dizer que Mendonça é terrivelmente serviçal ao presidente, já que, quando ministro da Justiça, atendendo a Bolsonaro, quis aplicar a vergonhosa Lei de Segurança Nacional, dos tempos da ditadura militar, contra opositores do Planalto. Com isso fica explícito que o presidente não deseja um Supremo Tribunal Federal forte e alinhado com o País e a Constituição. Prefere indicar aliados serviçais, como fez com Nunes Marques, para livrá-lo de suas afrontas às nossas instituições, do seu crime de prevaricação com relação à compra de vacinas e a família na prática das rachadinhas. Desse jeito vamos ter cada vez mais capenga a nossa Corte Suprema.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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IDEAL

Bolsonaro diz que Mendonça é “pessoa ideal para o STF”. Ideal para o próprio que o vai nomear.

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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‘TERRIVELMENTE EVANGÉLICO’

Deve sair a confirmação de que André Mendonça é o indicado do presidente Bolsonaro para a vaga aberta no STF por ser um candidato “terrivelmente evangélico” – até parece que ser evangélico é uma virtude para ocupar uma vaga na administração do atual governo. A preferência é muito estranha, pois o País é considerado laico, não existe uma religião preponderante. A referência usada por Bolsonaro, que a meu ver não demonstra ser evangélico em seu comportamento, é totalmente  inoportuno e destoante, para não dizer ofensiva aos verdadeiros evangélicos.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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COMO ESPERADO

E o stf se apequenou ainda mais. Brindemos pois, com tubaína e cerveja!

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


 

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