Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Disseminador do caos

Cumprimentos pelo editorial A crise está contratada (10/7, A3). Realmente, a crise foi contratada pelo governo. Pergunta-se: e o outro lado vai assinar o contrato? Parece-me que o presidente não entendeu que não faz um bom governo, não cumpre as promessas, e receia não se reeleger. Será que sua longa carreira política não lhe ensinou que um governante só se reelege se fizer um bom governo – e não é o caso? Sei que temos ainda um ano e quatro meses para a eleição. Mas, em vez de corrigir rumos, reavaliar os erros e afastar quem compromete o seu governo, buscando melhores resultados, fica defendendo o indefensável, ameaçando as instituições. Acreditará ele que o caos vai ajudá-lo? ANTÔNIO DILSON PEREIRA ADVDILSON.PEREIRA@GMAIL.COM

CURITIBA

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Descontrole emocional

A notícia da liberação de Lula foi um golpe, mas com a instalação da CPI da Covid, sem ter argumentos e inteligência suficiente para conduzir seu governo diante da situação, Bolsonaro começou a vagar pelo Planalto, completamente descompensado. Isso fez sua verborragia pobre, inculta e ofensiva passar a metralhar os membros da CPI da Covid, jornalistas e qualquer pessoa que não comungue das mesmas ideias dele e dos seus pares. É evidente que, por não ter desculpas quanto à sua participação e ciência no escândalo da Covaxin, tenta mudar o foco, tirar a atenção dos brasileiros para o fato de que sua única bandeira caiu. O mito do político honesto se esvaiu, morreu, agora ficou ainda mais difícil, se não impossível, sua reeleição – imerecida, diga-se de passagem.

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Razão e emoção

Tem razão o leitor sr. Valdecir Ginevro (Discurso indecoroso, 10/7) quando diz que o presidente tem de parar de se manifestar sob a emoção e agir com a razão. Todavia, para assim proceder, a pessoa deve saber usá-la tendo o “Manual de Uso da Razão” instalado no cérebro. Como o sr. Jair Bolsonaro alcançou fama e o posto de capitão ao ser divulgado um plano para explodir as barragens de água da Cedae, no Rio de Janeiro, parece difícil acreditar que ele disponha desse manual no cérebro. Se tiver cérebro.

ILAN RUBINSTEINN  ILANRUBI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Delírios

No mundo de fantasias em que vive, Jair Bolsonaro se vê como uma pessoa de comportamento normal, cujo patrimônio é fruto do seu trabalho, que não é corrupto e educou bem os filhos. Ele tem a convicção de que os comunistas querem destruí-lo. Mais: achando-se um grande estadista, anseia ter poderes para fechar o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Acredita que o Exército Brasileiro lhe pertence e se reelegerá em 2022, para se tornar imperador do Brasil, e os filhos serão seus sucessores...

FRANCISCO ANÉAS FRANCISCOANEAS66@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Balbúrdia

O Brasil sofreu sequelas gravíssimas advindas de 21 anos de ditadura militar. Após a redemocratização, fomos pouco a pouco tentando estabelecer uma democracia verdadeira, que ainda não atingimos plenamente. Mas na eventual vitória, em 2022, de Bolsonaro, um defensor da tortura, com discurso de ódio, racismo, homofobia, machismo e outros preconceitos, sem falar na corrupção, o retrocesso é certo. Diante de tudo o que se está vendo, é preciso urgentemente destituí-lo do cargo de presidente da República.

MARCOS BARBOSA MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Impeachment

Qualquer pessoa encrenqueira é sumariamente expulsa de qualquer local público. Pode até ter sido convidada, mas ao disseminar a destruição perde o direito de ali estar. Chama-se, então, o segurança, que a põe no olho da rua. No caso em que essa pessoa ocupa o mais destacado cargo público do Brasil, o “segurança” é o Congresso Nacional. Que cumpra o seu dever antes que seja tarde demais.

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Nos últimos dias temos recebido ótimas notícias sobre a desaceleração da transmissão da covid entre nós. Esse fato, porém, não pode fazer-nos deixar de pensar como teria sido diferente todo o drama que resultou na morte de mais de meio milhão de brasileiros se as vacinas tivessem sido adquiridas e aplicadas a tempo e hora. Mas não nos iludamos, o governo federal vai tentar se apropriar da vitória contra a pandemia no País. Lembremos sempre: ah, como teria sido diferente...

HELEO POHLMANN BRAGA HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Tempos revoltos

CPI, covid, desmatamento, falta de chuva, inflação em alta... Só nos resta rezar!

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Reformas

Administrativa e tributária

Entendo que a reforma administrativa deva preceder a tributária, ambas urgentes. Todavia só ultimada a primeira poderemos conseguir os dados e parâmetros essenciais à elaboração da segunda. Pois só com o conhecimento das competências administrativas e obrigações sociais que serão atribuídas pela reforma administrativa a cada ente federativo poderá ser definido o quinhão financeiro necessário para que exerçam as obrigações e competências que lhes forem destinadas. Se assim não for, problemas logo surgirão, pois algumas das unidades federativas estarão sem os recursos necessários para tornar viáveis as atribuições que lhes forem atribuídas na reforma administrativa. E outras poderão ser aquinhoadas com recursos além do necessário para executá-las. Sem esquecer que “o cidadão mora no município”, como dizia o saudoso governador Franco Montoro.

JOSÉ ETULEY BARBOSA GONÇALVES ETULEY@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A PROVA DAS FRAUDES

Qualquer brasileiro com um mínimo de inteligência está a pensar por que o presidente Bolsonaro fica garganteando a ameaça de que, se não ganhar em 2022, é porque terá sido roubado por culpa da urna eletrônica, o que para ele já acontecera em 2018. É mais que urgente que haja uma forma jurídica de intimá-lo à apresentação de provas do que vive gritando a seu público, e, se não mostra-las, que venha pedir perdão e reconhecer que estava errado. Isso é necessário porque é visível seu receio de uma  derrota futura, então começa a jogar para seu público, que hoje já pode ser uma milícia formada por civis armados e, talvez, até mesmo elementos do meio policial militar – e não podemos quantificar, mas quanto ao alto comando das Forças Armadas já passa da hora de dar um basta nesta situação, porque pode haver no seu meio muitos adeptos a um governo bolsonarista ditatorial.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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BRASIL AMEAÇADO

Desde sempre os brasileiros se acostumaram a escolher o candidato melhor (ou menos ruim?) nas eleições majoritárias que ocorrem periodicamente no País. O outro candidato fica com o posto de mais ruim, ou, melhor, o pior. Confuso, não? No Brasil, atualmente, as forças políticas se distribuem entre dois polos minoritários: o da esquerda, representado principalmente pelo PT e seu líder máximo, ex-presidente e ex-condenado por corrupção (segundo o STF); e o da direita, liderado pelo atual presidente negacionista da pandemia. Entre os dois polos oscila o contingente político majoritário que pende para um polo ou para o outro conforme sua percepção de qual é o menos ruim e qual o pior. Nas eleições presidenciais de 2018, ele pendeu levemente (o que é contestado até hoje pelo eleito) para a direita. As mais recentes pesquisas para a eleição de 2022, no entanto, indicam agora que o bloco majoritário está pendendo para a esquerda. Se essa tendência se confirmar na eleição, teremos de volta ao poder o partido mais corrupto que nosso país já viu, liderado pelo indivíduo “mais honesto”, como nunca dantes tivemos por aqui (segundo a opinião desse líder nefasto). Isso será uma trágica regressão aos desmandos cometidos nos 13 anos em que os petralhas deitaram e rolaram no Brasil. Então, como evitar que uma tragédia dessas aconteça? As mesmas pesquisas indicam que o “sapo barbudo” perde de qualquer outro candidato que não seja o atual presidente. Logo, se este fosse realmente um patriota, como diz, num gesto de grandeza, abdicaria da reeleição, para o bem da Nação. Mas sabemos que ele não irá desistir jamais, por bem. Assim sendo, só alijando-o da disputa, e, para tanto, junto minha voz às vozes dos milhares ou milhões de manifestantes que desfilaram em muitas capitais estaduais gritando “Impeachment já!”.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO NA SAÚDE

Com o andamento das investigações no Ministério da Saúde sobre a corrupção na compra de vacinas, a pressão em cima do presidente Bolsonaro está acima do suportável para ele. Como reagirá?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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CORONOPROPINA

Quem disse que Bolsonaro não queria comprar vacina? Queria, sim. E muito! Nem importa se teria efeito imunizante. Precisava ser locupletante. 

Fernando Pirró fpirro@uol.com.br

São Paulo

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CASTAS ARMADAS

Diante de 530 mil mortes devido à irresponsabilidade federal no combate à covid-19, e o escândalo de corrupção na compra de vacinas envolvendo o Ministério da Saúde, o “Centrão”, Ricardo Barros e alguns militares graduados, entre eles um general três estrelas, o Senado Federal instaurou a CPI, que vem, ao contrário do que dizem bocas de aluguel, fazendo um grande trabalho e desnudando ao Brasil o mais vexaminoso caso de corrupção mundial durante a pandemia. Em países desenvolvidos e democráticos, o presidente já teria caído e estaria em apuros nos tribunais. Mas por aqui nada disso escandaliza nossas Forças Armadas, ao contrário, generais e ministros militares servem de biombo para os crimes do presidente e de suas milícias, e ainda nos ameaçam com golpe militar, como se o Brasil desejasse voltar ao século passado. Por acaso os militares se julgam acima das leis, da Constituição, da democracia e do bem e do mal? Não! O que os senhores devem aos brasileiros é um pedido de desculpas pelo período ditatorial e por este momento terrível que estamos atravessando. Trata-se da pior tragédia da nossa história. 530 mil brasileiros perderam a vida, e nossas Forças não enxergam? Dão chilique porque o presidente da CPI disse uma verdade. A corrupção de cervejas e picanha superfaturadas no Exército virou fichinha perto desta propina bilionária que alguns dos seus pretendiam embolsar. Já é um escárnio que milhares de filhas de militares recebam pensões vitalícias aviltantes, provando que temos castas armadas, mas o que vem sendo descoberto agora é ultrajante e inaceitável. Portanto, punam seus frutos podres, a começar pelo “capitão”, ao invés de nos ameaçar, como se aqui fosse a Nicarágua. Que saibam, se ousarem o desatino, haverá resistência civil e armada. Seus filhos vão tombar também, porque o tempo trevoso do pau de arara não será mais tolerado sem guerra.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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BANDA PODRE

A “expulsão” do Exército do então tenente Jair Bolsonaro, em 1987, por insubordinação e conduta antiética, apontado pelo ex-presidente e general Ernesto Geisel como “mau militar”, é prova cabal e irrefutável da existência de uma banda podre nas Forças Armadas, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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VALENTÕES

Como cidadão, gostaria de entender: os políticos que exercem suas funções sob o manto do poder constituído são chamados de valentões. Uma parcela, quero crer, pequena de oficiais das Forças Armadas instalados no poder e sob o lema família ($)  acima de tudo, relegando a pátria a um segundo plano, é chamada de valentões. Qual adjetivo as Forças Armadas, seus representantes dignos, seria apropriado sugerir ao comportamento  dessa parcela?

Fausto da Silva Baptista faustosbaptista@gmail.com

São Caetano do Sul

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A DETERIORAÇÃO DO VERNÁCULO

Já foi o tempo em que as autoridades públicas prezavam pela coerência por seus dizeres e escritos. A deterioração no uso do vernáculo pátrio fica patente nas declarações últimas de Bolsonaro, de chefes militares enraivecidos e do chefe do Parlamento.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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DEFENDENDO NOSSA LIBERDADE

Nada mais oportuno, nesta fase de provocações e impropérios entre militares e políticos, lembrar as “brigas” entre crianças numa área onde reina a criação e o crescimento: o parque infantil. Talvez os militares, tidos e havidos como uma categoria supra racial e detentora de predicados e qualidades que nenhuma área civil detém, tenham se esquecido de que, ao descerem do Olimpo – cidadela inexpugnável, representada pelos quartéis – e se submeterem à planície da política (ideológica ou partidária) participando de um governo que representa algum traço desse sentimento manifestamente avesso ao poder civil, seriam previsíveis as dificuldades de enfrentarem e se submeterem ao contraditório, muito menos às críticas e cobranças pela correção e acertos em suas ações. Nesse plano, pouco afeito aos militares, não há subordinação e muito menos obediência irrestrita onde se espera o confronto de ideias e respeito aos que pensam diferente. Pela formação de origem, esses controles são recebidos como afrontas e provocações, por isso merecem repúdio e desconsideração, quando não ofensas e descrédito. Mas esse é o caminho da nossa democracia. Enquanto permanecermos alertas e unidos na defesa dos princípios e valores que regem a sociedade civilizada, haveremos de resistir e renegar qualquer atentado à nossa liberdade.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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BORRANDO EM REDE NACIONAL

Bolsonaro disse que está defecando para a comissão parlamentar de inquérito da Covid-19. As duas Casas parlamentares brasileiras merecem o mínimo de respeito de um chefe de Estado. Os senadores e os deputados estão trabalhando no Congresso, defendendo os interesses do povo, que os escolheram como seus representantes no Parlamento. O presidente se refere aos senadores como “este tipo de gente”. Bolsonaro está evacuando em cima da cabeça dos brasileiros, isso sim. A fedentina dos dejetos excretados por Bolsonaro desfavorecem qualquer diálogo civilizado, principalmente para um evangélico.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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MERDA

“Caguei para a CPI, não vou responder”, disse Bolsonaro. De quem só tem merda na cabeça, não se espera que saia outra coisa de sua boca. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CADÊ OS FILHOS?

Passamos dois anos e meio ouvindo os filhos de Jair Bolsonaro que sugeriam as forças necessárias para fechar o Supremo, indicando pessoas para vários ministérios, falando mal da China e do presidente eleito nos Estados Unidos e, sem dúvida, sugerindo medidas para a pandemia. Agora, em plena CPI, além de alguns gritos, temos um silêncio ensurdecedor. A “família presidencial” está pipocando?

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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PAPEL HIGIÊNICO

De vez em sempre, caca. No Brasil inteiro. Em tudo e todos. Agora, em resposta à uma indagação de parlamentares, cacou na CPI. Tem tudo para ser lembrado como “Cacão”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ATÉ QUANDO?

“C...i.” Decerto para os senadores. Vai ficar por isso mesmo? Até quando?

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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O CUSTO DA INCOMPETÊNCIA

Nunca a incompetência custou tão caro ao país quanto no governo de Jair Bolsonaro. O Brasil poderia ter liderado o mundo na questão das vacinas, os principais laboratórios poderiam ter vindo desenvolver e fabricar as novas vacinas aqui. O País poderia ter sido um dos primeiros a imunizar a população, a pandemia já teria acabado, teríamos escapado da segunda e da terceira ondas, centenas de milhares de vidas poderiam ter sido poupadas, o prejuízo econômico teria sido muito menor, o Brasil poderia estar exportando vacinas hoje. A ignorância, incompetência e má-fé do presidente Bolsonaro não quis saber das vacinas, hoje sabemos por que: uma despesa enorme sem chance de faturar propina, esse é o verdadeiro motivo de Bolsonaro não ter nem respondido as ofertas do laboratório Pfizer, comprado a dose mínima do consórcio e cancelado uma comprar enorme da Coronavac. Nada irá trazer de volta as vítimas da pandemia, mas é um acinte imperdoável que Jair Messias Bolsonaro continue no cargo, falando em reeleição. O Brasil demanda um mínimo de respeito, a bancada da corrupção e os militares golpistas precisam contabilizar os lucros, afastar Bolsonaro da Presidência da República e colocá-lo na cadeia pelo resto de sua vida.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ESTÁ EXPLICADO

O governo negacionista, por linhas muito tortas, explicou por qual razão não comprou as vacinas no ano passado. Afinal, quanto mais os brasileiros ficassem desarvorados e agoniados com a pandemia, menos se preocupariam com os gastos de mais de 1.000% de acréscimo nos preços dos imunizantes ofertados. Mas, como Deus é brasileiro, “a casa caiu” para os corruptos de plantão. Essa foi a descoberta do dia, pena que não será a última!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PREFERÊNCIA

Espero que todos já saibam: Pfizer, Moderna e Johnson&Johnson estão sujeitas à lei americana (FCPA – vejam na Wikipedia) que considera prática de corrupção no exterior como cometida nos EUA. Covaxin e AstraZeneca, não. Estas podem, impunemente, pagar propina, e aquelas, não. Está explicada a preferência?

Cássio Mascarenhas de Rezende e Camargos

São Paulo

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TRABALHO REMOTO

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) avaliou que podem ser realizadas remotamente 22,7% das ocupações no Brasil. Ou seja, 20,8 milhões de pessoas têm a possibilidade de trabalhar em casa. Na prática, isso sinaliza um viés para o qual o mercado de trabalho tende a rumar. Pessoas de mais idade e as que têm deficiências podem competir com mais facilidade neste segmento. Em muitos casos a mobilidade nem sequer é necessária. Idem para outros atributos físicos. E, como para estas colocações há modelos mais flexíveis de remuneração, tal como pagamento por desempenho, a oportunidade de mostrar o seu valor está criada.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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PRODUÇÃO INDUSTRIAL AVANÇA

A sensação que existe é de que hoje a economia brasileira independe do governo (obviamente que, se houvesse um governo formado por políticos que tivessem duas atribuições, capacidade e ética, o resultado seria bem melhor). Antigamente, crises políticas como a que estamos vivendo hoje seriam o caso de a Bolsa de Valores conviver com o circuit breaker e também com ouro e dólar explodindo, que não é o caso.

Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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ISENÇÕES FISCAIS

Totalmente de acordo com o fim dos benefícios fiscais. O Brasil só será uma grande nação quando tratar todos com igualdade. Que se acabe com os benefícios fiscais do setor agrícola, hoje o mais rico do País, o que mais cresce, portanto não precisa de benefícios fiscais. E igualmente com a Zona Franca de Manaus, onde só existe multinacional bilionária com a finalidade de não pagar impostos.

Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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DESCONTO NOS COMBUSTÍVEIS

A atual prática  de diferenciar preços de combustíveis nos postos de serviço, conforme o uso de aplicativos de pagamentos, chegando a ultrapassar uma diferença de 5% em relação ao preço “alternativo” do produto, vem sendo amplamente difundida. Uma oferta de pagar com “dinheiro vivo” para ter o preço do aplicativo foi recusada. Uma instrução do Banco Central (BC) já proíbe a diferenciação de preços conforme a forma de pagamento. Esta nova prática viola essa norma do Banco Central e caberia ação fiscalizadora de alguma autoridade e/ou nova norma do BC para que essa nova prática seja proibida.

Elie R. Levy elierlevy@gmail.com

São Paulo

 

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