Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Chantagista

O editorial Chega de chantagem (11/7, A3) lavou a minha alma e a de muitos brasileiros de bem. É para ser emoldurado e exibido nas faculdades de jornalismo como exemplo de responsabilidade social da imprensa. Fico à vontade para criticar as atitudes de Bolsonaro porque não sou lulopetista e, por enquanto, não planejo votar em Lula para presidente. O editorial conclama: “É hora de coragem e firmeza na defesa da liberdade”. E confirma a coragem desse bravo matutino, que desde 1875 trilha os caminhos da democracia, depois de ter sido censurado pelo regime Vargas, pelos governos militares e pela família Sarney. Parabéns ao Estado por cumprir com galhardia seu papel em defesa da democracia e das instituições. Chega de chantagem do presidente!

JORGE ANTONIO BARROS (DA COSTA)

JORGEANTONIO.BARROS@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Basta de ameaças

Bolsonaro, realmente, não mais tem condições de exercer o cargo de presidente. Deve deixá-lo, para o bem do Brasil e dos brasileiros. Tudo bem dito e resumido no editorial Chega de chantagem. As ameaças contínuas feitas por Bolsonaro nos últimos meses consubstanciam verdadeiros atos de chantagem contra os demais Poderes da República, além de representarem alguns deles delitos do prolator. É hora de dar um basta em tais atitudes e demonstrar ao mestre da balbúrdia que os brasileiros, via instituições democráticas, não pactuam com suas pregações, muito menos com a cessação do Estado de Direito, e querem eleições como prevê a nossa Carta Magna. E é bom que se demonstre, desde já, quem são os contrários ao povo brasileiro e às instituições. Saber disso é fundamental.

JOSÉ CARLOS DE CARVALHO CARNEIRO

CARNEIRO.JCC@UOL.COM.BR

RIO CLARO

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Crise contratada

O editorial A crise está contratada (10/7, A3) foi curto e grosso ao afirmar também que Jair Bolsonaro não reúne mais condições de permanecer no cargo. Ele já demonstra estar fora de si seja pelas investigações da CPI da Covid no Senado, seja pelos resultados negativos nas pesquisas de opinião ou por estar tomando forma a volta das manifestações de rua contra ele. O desfecho para esta crise é incerto e causa apreensão.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

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Corrupção

A Polícia Federal abre inquérito para investigar o presidente Jair Bolsonaro quanto à possibilidade de ter havido prevaricação na aquisição da vacina Covaxin. Agora não é mais só a CPI do Senado. Será que ele escapa?!

URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Omissão lamentável

Inaceitável continuarmos custeando um presidente omisso em suas funções, agressor recorrente de nossa cidadania, debochado e agora alcançado por denúncias de omissão na apuração de corrupção. Já passou da hora de o sr. Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, desengavetar um dos pedidos de impeachment contra esse indivíduo. Não o fazendo de pronto, é oportuna a lembrança da Coluna do Estadão (12/7): seu lugar de desonra na História já está assegurado.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Impeachment

Da suposta discricionariedade do presidente da Câmara dos Deputados: “Não temos condição de um impeachment para esse momento. O Brasil não deve se acostumar a desestabilizar a política em cada eleição”, afirmou o deputado Arthur Lira. No entanto, a Lei Maior e a legislação infraconstitucional não condicionam a admissibilidade de acusação contra o presidente da República ao douto juízo do presidente da Câmara. Em verdade, o regimento interno da Casa estabelece que, havendo denúncia realizada conforme os requisitos legais – e é difícil imaginar que nenhum dos 123 pedidos de impeachment preencha tais exigências –, relatando a ocorrência de crime de responsabilidade praticado pelo chefe do Executivo federal, deverá o presidente da Câmara emitir despacho deferindo ou não o seu recebimento, cabendo recurso ao plenário na segunda hipótese. Portanto, os 54% dos brasileiros – segundo a última pesquisa do Datafolha – favoráveis à medida não estão à mercê da vontade política do sr. Arthur Lira.

DAVID MANDELBAUM

DAVIDMANDELBAUM22@GMAIL.COM

SANTOS

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Copa América

E não é que os planos do presidente de desfilar em carro aberto com os campeões da Copa América, pela qual tanto batalhou, com seu aliado na CBF Rogério Caboclo, foram frustrados por nossos hermanos? Estamos agora esperando ele alegar que o resultado de 1 x 0 para a Argentina foi fraudado, não correspondeu às expectativas e prévias, até com cerceamento de defesa (caso Lodi) e ação direta dos juízes, anulando um gol de Richarlyson, por “impeachment”, o que deve considerar ilegal. Devemos, então, aguardar a anulação do torneio e a convocação de novo certame?

GUILLERMO ANTONIO ROMERA

GUILLERMO.ROMERA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Agronegócio

Prosperidade no campo

No Estado de domingo (11/7), um dos títulos da primeira página começa assim: Com o agro em alta cresce... O Dr. Pangloss, personagem otimista voltairiano, poderia continuá-lo dizendo “... o investimento em novas tecnologias agrícolas, a construção de escolas na região”, além de aumentar os benefícios para os trabalhadores do agro (que é tudo...), fomentar a criação de um fundo privado de apoio à pesquisa fundamental em plantas e outras iniciativas semelhantes. Mas como estamos no Brasil, e a elite do setor apoia o atual presidente, o título em comento nos informa, na verdade, que “com o agro em alta cresce o consumo de luxo no campo”. Tristes trópicos.

HERNAN CHAIMOVICH

HCHAIMO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


DONOS DO PODER

À medida que conhecemos detalhes das normas e regimentos, nós, brasileiros, percebemos o quanto ainda somos reféns da vontade de ocupantes de importantes cargos da República. Atualmente, existem 123 pedidos de impeachment de Bolsonaro pendentes da apreciação de Arthur Lira, que julgará quais devem ter ou não segmento, por ser essa uma atribuição exclusiva do presidente da Câmara. A palavra exclusiva macula toda a concepção de institucionalidade, visto que numa democracia não poderia haver qualquer dependência da vontade unipessoal, o que configuraria uma autocracia. Sendo assim, o presidente da Câmara deveria estar sujeito a prazos de agir, vencidos os quais necessariamente teria de submeter a questão ao colégio de líderes ou ao plenário da Casa, restando ainda um recurso final ao Supremo Tribunal Federal (STF), sob o princípio de pesos e contrapesos garantidor do equilíbrio institucional. Essa é uma alteração premente a fim de evitar que nós, 212 milhões de brasileiros, fiquemos prisioneiros do impoluto deputado Arthur Lira ou que tenhamos de apelar ao bom senso ou a valores éticos, como fez o dr. Antônio Claudio Mariz de Oliveira em Decisão necessária versus omissão criminosa (12/7, A2).

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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AMÉM? NÃO

Nunca antes os senadores do Brasil tiveram tanta responsabilidade na escolha de um indicado, André Mendonça, para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele só exerceu seus cargos na AGU e no Ministério da Justiça desrespeitando princípios constitucionais, tais como a liberdade de expressão, com dossiês contra funcionários públicos, submissão dos Estados a respeito da pandemia. Propôs interpelar civis para serem julgados por ministros militares, etc. Tem a mente autoritária e exerceu seus cargos com vassalagem ao presidente da República. Não adianta ser sabatinado e mentir para os senadores. Se nomeado, irá fazer o que Bolsonaro mandar e os senadores não poderão revogar seu mandato. Só por meio de seu impeachment. Queremos um ministro terrivelmente constitucional!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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O SISTEMA ESTÁ ERRADO

A abertura de processo de impeachment contra Jair Bolsonaro é fato praticamente consumado. Dificilmente o presidente da Câmara, Arthur Lira, conseguirá segurar por muito mais tempo o seguimento de pelo menos 1 dos 123 pedidos estacionados à sua frente. Se Bolsonaro já não consegue mais conter suas ameaças rasteiras e mequetrefes à democracia, a opinião pública também perdeu a paciência. Não sabemos o que vai acontecer após ser instaurado o processo. Fato é que, se o presidente for realmente impedido, será o terceiro afastamento desde a redemocratização. Terceiro!  Independentemente das razões e da conjuntura política, isso é, sim, banalização do impeachment. É incabível o pensamento anterior a uma eleição de que um representante eleito pelo voto popular possa ser impedido a qualquer momento. Isso se chama brincar de democracia. Se isso acontece com frequência, é o sistema político que está errado.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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‘CHEGA DE CHANTAGEM’

Coragem não falta ao Estadão para a defesa da retirada imediata de Jair Bolsonaro da presidência do País (Chega de chantagem, 11/7, A3). No entanto, o acovardado Parlamento não se mexerá, uma vez que há mais de um ano possui elementos robustos para a abertura de impeachment, e não o fez. As manifestações nas ruas, a queda da aprovação do governo e a CPI da Pandemia no Senado, por enquanto, estão apenas aumentando o preço do centrão. Sem desanimar, sigamos mirando-nos no exemplo deste jornal!

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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CHANTAGISTA DE QUINTA CATEGORIA

Lá atrás, quando seu guru Donald Trump perdeu a eleição dizendo que houve fraude na contagem “manual” dos votos, e por isso incentivou a invasão do Capitólio, causando mortes, foi a “deixa” que Jair Bolsonaro tanto queria para imediatamente comunicar: “Aqui, no Brasil, se a eleição for eletrônica, e não manual, vai acontecer coisa muito pior”. Ora, a ameaça e a chantagem de Bolsonaro são de quinta categoria. Na verdade, os brasileiros precisam tomar uma atitude contra esta sandice irresponsável e forçar seu impeachment. Afinal, Bolsonaro já extrapola as loucuras de Nicolás Maduro e de Donald Trump. Uma vergonha nacional!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ARTHUR LIRA

Reconheço a importância do apelo do editorialista (11/7, A3) ao brio e espírito republicano do atual presidente da Câmara dos Deputados com vistas ao seguimento a um dos 123 pedidos de impeachment. Todavia, como dizia minha mãe, “ninguém dá o que não tem”. O histórico do referido parlamentar não nos faz enxergar brio e espírito republicano. Afeito a aderir a qualquer governo, se as próximas eleições ficarem reduzidas a Bolsonaro ou Lula, se dará bem com qualquer um deles. Assim, sem impeachment ele tem grandes chances de continuar “se dando bem”. Atravessamos período trágico, não podendo contar com as instituições, que insistem em proclamar que estão funcionando. Funcionando para quem? Para a grande maioria da população não! Um Poder Executivo chefiado por um sociopata; o Poder Judiciário comandado por ministros que estão dispostos a dar saída com aparência de juridicidade a qualquer canalhice; um Ministério Público chefiado por um oportunista, a proteger um sociopata. A pandemia de covid-19 a nos acuar em casa. Vamos gritar onde e por quem? E, para completar, uma imprensa lulista a martelar, com base em opinião de 2 mil pessoas, que o ex-presidiário ganharia no primeiro turno de 2022. Que tragédia descomunal.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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IMPEACHMENT

Era de esperar uma mudança radical do Estado em relação à deposição de Jair Bolsonaro, meio atrasada, mas acabou vindo por forças da conjuntura inadmissível para um país que se deseja civilizado. Ainda há muita gente conformada indevidamente com as circunstâncias, ou – por que não dizer – acovardada ou beneficiando-se com a estupidez de um presidente que nunca governou porque percebeu que diante de tantos imbecis não precisava fazê-lo. Acabou estourando todos os limites. Mas, evidentemente, sem um vice competente e um presidente da Câmara comprado, um STF capengando, nada é absoluto. Kassab corre seria probabilidade de errar na opinião sobre o impeachment. Aliás, ele nunca demonstrou competência em coisa alguma. Pensar que Pacheco vai ser presidente do Brasil é só um exemplo, além de sua gestão calamitosa na prefeitura de São Paulo e dos processos de corrupção em que se envolveu.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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PARA INGLÊS VER

Polícia Federal abre inquérito para investigar se Bolsonaro prevaricou no caso da compra da vacina Covaxin. Essa investigação vai se arrastar por uma eternidade. Será só para inglês ver!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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PREVARICAÇÃO

Parodiando o velho dito “ajoelhou, tem que rezar”, cabe apontar o presidente Bolsonaro e condenar: prevaricou, tem de impichar. Basta! Muda, Brasil.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INÉRCIA INSENSATA

Outra consequência da deslucidez exemplar de Jair Bolsonaro: o Brasil foi o país latino-americano que menos aderiu ao home office, ficando atrás da exemplar Costa Rica (a começar por não ter Forças Armadas), Uruguai, Peru, Chile, Argentina e outros. Por que trabalhar em casa, se o presidente não evita aglomerações, seres sorridentes diariamente no cercadinho do Alvorada para ouvir o capitão, não usa máscaras e propaga a livre circulação irrestrita? O danos que o esperado messias provoca a cada dia são mais irreversíveis. Portanto, esperar pelo impeachment é compactuar com uma inércia insensata.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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‘GOLPE DE MESTRE’?

Acompanho regularmente as colunas dos jornalistas publicadas no Estadão. Ao me deparar, no último domingo, 11/7, com a coluna da jornalista Eliane Cantanhêde, a quem admiro, com o título Golpe de mestre (A7), não posso deixar de manifestar minha discordância. Não é possível que se possa sugerir como “golpe de mestre” o ex-presidente Lula abrir mão da cabeça de chapa nas próximas eleições presidenciais, contentando-se (?) com a vice-presidência. Ora, quem acompanha a trajetória desse cidadão sabe que o objetivo dele sempre foi, e será, o poder. Além do mais muito me admira uma colunista do porte da sra. Eliane Cantanhêde sugerir tamanho disparate. Num país sério, o sr. Lula estaria cumprindo as penas a que foi condenado, as quais foram como num, agora sim, “golpe de mestre”, anuladas sob os frágeis argumentos apresentados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O que precisamos todos, sociedade civil, jornalistas inclusos, é de batalhar e encontrar políticos na acepção correta do termo, que possam se tornar uma verdadeira terceira via, livrando-nos de vez destes dois supostos, e indesejáveis, únicos candidatos!

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

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AFRONTA AOS BRASILEIROS

Totalmente compreensível o afã de Eliane Cantanhêde para que Bolsonaro não seja reeleito. No entanto, exaltar Lula como grande líder para compor chapa, esquecendo todos os seus malfeitos?! Eu detesto o capitão – que fique claro –, mas mesmo o cargo de vice para Lula seria um prêmio que afrontaria os brasileiros. Sou leitora assídua e admiradora dos textos da jornalista, mas considerei este Golpe de mestre um exagero. Fez lembrar a foto de FHC. Não creio que tal chapa atraia a grande parte da população que quer Bolsonaro e Lula longe do poder.

Rita de Cássia Guglielmi Rua  ritarua@uol.com.br

São Paulo

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LAMENTÁVEL

Com toda vênia da colunista Eliane Cantanhêde (Estadão, 11/7), pensar em Lula da Silva como candidato a vice-presidente da República é uma afronta. Depois de tudo o que ele fez de danoso contra o Brasil e dilapidado os cofres públicos, ele deveria era estar preso. Lamentável!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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IMPASSE

Em seu artigo de domingo, 10/7, Eliane Cantanhêde deu uma ideia de mestre para Lula resolver o impasse dos milhões de eleitores que não querem mais Bolsonaro, mas também não gostariam de ter o PT de volta ao poder: tornar-se vice numa chapa de união nacional. Dou uma sugestão que poderia facilitar esse gesto de desprendimento do ex-presidente: convide Marina Silva para ser a cabeça de chapa. É uma mulher respeitada, experiente e muito ligada à floresta, ao meio ambiente. Ia agradar em cheio aos eleitores, ao mundo e, principalmente, às mulheres.

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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À PROCURA DE UM CANDIDATO

Muito estranha esta proposta da renomada articulista e comentarista de Política Eliane Cantanhêde no seu artigo Golpe de mestre (11/7, A5), endossando que Lulla componha uma chapa candidatando-se a vice-presidente. Pior, elogia Lulla (“com papel histórico de arquiteto e líder da união nacional”). Será que a articulista se esqueceu de que o PT desde o primeiro governo do ex-presidente foi alvo de uma série imensa de investigações e denúncias de corrupção, com alguns importantes membros do partido condenados, tudo fartamente noticiado na imprensa? Os partidos encontrarão um candidato para concorrer nas próximas eleições, aceito por grande parte da população, sem envolvimento em populismo e sem uso de catilinárias verbais.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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BALA DE PRATA

A ideia aventada pela articulista Eliane Cantanhêde (11/7, A5), de Lula, num hipotético gesto de grandeza, se apresentar como vice numa chapa de “união nacional”, seria, de fato, um “golpe de mestre” no combate ao negacionismo presente em todas as ações bolsonaristas que, sem programas para o País e com suas bandeiras éticas e morais corroídas pela realidade, investem apenas na anacrônica e desgastada polarização, direita versos esquerda. À brilhante linha de raciocínio da jornalista acrescento que Tasso Jereissati, pela sua personalidade serena, progressista e experiente – a ponto de ser apontado como o Joe Biden brasileiro –, pode se constituir na “bala de prata” à atual animosidade política que tende a dividir os brasileiros desejosos por paz e prosperidade.

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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VÃO CANCELAR A COPA AMÉRICA?

E não é que os planos do presidente Jair Bolsonaro de sair em carro aberto com os campeões da Copa América, pela qual tanto batalhou, junto com seu (afastado e indiciado) aliado na CBF, Rogério Caboclo, foram frustrados por nossos hermanos? Estamos agora esperando ele alegar que o 1 x 0 para a Argentina foi um resultado fraudado, que não correspondeu às expectativas e prévias, inclusive com cerceamento de defesa (o “caso Lodi”) e ação direta dos juízes, anulando um gol de Richarlyson, por “impeachment”, o que deverá considerar ilegal. Devemos, então, aguardar a anulação do torneio, e convocação de novo certame para os próximos dias?

Guillermo Antonio Romera guillermo.romera@gmail.com

São Paulo

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A SELVAGEM TORCIDA INGLESA

A melhor forma de castigar os selvagens torcedores ingleses que agrediram italianos que foram a Londres assistir à final da Copa da Uefa será a entidade europeia, quando promover seus torneios, autorizar a participação de times e ou da seleção inglesa, mas sem que as partidas ocorram em seu território. Essa proibição teria validade por cinco anos, no mínimo, e a Fifa também acompanharia a decisão da Uefa. Quando ocorressem partidas dos times ou da seleção inglesa, o país onde ocorresse o evento não seria obrigado a receber suas torcidas. A medida não incluiria torcedores escoceses, galeses e irlandeses.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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A MORTE DA CADERNETA DE POUPANÇA

Em 1861, Dom Pedro II criou nosso mais popular instrumento de captação de recursos da população: a caderneta de poupança. As pessoas, sobretudo as menos abonadas, aprenderam tão bem a usá-la como lugar certo de juntar suas economias que ainda hoje mais de 80% dos investidores fazem depósitos nela. Mas, agora, a velha caderneta está à beira da morte. O governo precisa corrigir com urgência a besteira feita pela ex-presidente Dilma Rousseff no modo de remunerar os depósitos. É imoral o que está acontecendo: nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA acumulou alta de 8,35%, enquanto a caderneta não chegou a render sequer 2%. É insuportável!

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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‘AVÓS E PESSOAS IDOSAS’

O artigo de Dom Odilo P. Scherer Avós e pessoas idosas (10/7, A2) é extremamente oportuno. Informou-nos sobre as orientações do papa que nem sempre são ressaltados para os católicos. O papa informou-nos que o dia 25 de julho é dedicado aos avós e idosos, data esta instituída pelo papa. Ressaltou que a solidão e o abandono são particularmente dolorosos para muitos, especialmente idosos, nesta época de pandemia. Relembrou-nos, católicos, que São Joaquim e Sant’Ana são venerados na tradição católica popular como padroeiros dos avós e idosos. Os artigos de Dom Odilo são sempre importantes e nos atualizam sobre assuntos relevantes.

Taísa Pelosi taisa.pelosi@gmail.com

São Paulo

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