Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Soluços e choro

Desejo melhoras ao presidente Jair Bolsonaro, soluçando há dias, pois Jesus ensina a amar os inimigos, fazer-lhes o bem, orar por eles (Lucas 6:27-28). Mas milhões de brasileiros soluçam e choram há bem mais tempo pela morte de mais de meio milhão de outros brasileiros, privados da vacinação, criminosamente atrasada para favorecer macabro e vil esquema de corrupção. Bolsonaro soluça. Milhões de brasileiros soluçam e choram por seus mortos.

TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE

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Corrupção

Em suas últimas entrevistas, o presidente afirma que não houve corrupção no Ministério da Saúde já que nenhum tostão foi gasto com a Covaxin. Entretanto, oculta que desde 22/2 o governo já empenhara R$ 1,6 bilhão para a compra de 20 milhões da vacina indiana (o imunizante mais caro já negociado pelo governo e que não tem o aval da Anvisa). Esses recursos reservados no Orçamento da União eram a garantia para o credor Bharat Biotech, intermediado pela Precisa Medicamentos, empresa brasileira acusada de fraude. Estava tudo pronto para a realização da transação se não fosse a interferência dos irmãos Miranda, que denunciaram a corrupção visível do caso ao presidente – e este, embora tenha prometido, nada fez. Agora o caso está sendo apurado pela CPI do Senado e o mais revoltante é que esse dinheiro parado desde fevereiro poderia ter sido usado na compra de boas vacinas, evitando mortes, que já passam de 530 mil neste Brasil enlutado. Mas Bolsonaro gosta mesmo é de suas alegres “motociatas”, um acinte a tantas famílias enlutadas

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO ENIMARTIN@UOL.COM.BR

BOTUCATU

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Nervos abalados

De um empresário que participou da campanha eleitoral do presidente Bolsonaro: ele está à beira de um ataque de nervos e teme ser preso se não for reeleito. Muito sugestivo. Será que Bolsonaro vai resistir até 2022?

URIEL VILLAS BOAS URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Impeachment

A respeito da reportagem ‘Não posso fazer esse impeachment sozinho’, afirma Lira (14/7, A8), entendo ser uma grave falha do sistema democrático brasileiro permitir que uma única pessoa avalie a seu bel-prazer se acata ou não os anseios da Nação. Assim sendo, não importa se na pandemia perecerem 500 mil pessoas ou 5 milhões, ou se houver cem ou mais de mil pedidos de impeachment, pois tudo indica que nada será feito na prática para abrir o processo de afastamento de quem está na Presidência da República. Essa talvez não seja a democracia que o povo brasileiro merece, mas é a que lhe está sendo oferecida. Tristes trópicos...

FERNANDO T. H. F. MACHADO FTHFMACHADO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sozinho?

Quem disse a esse indivíduo que preside a Câmara que pôr na agenda da Casa qualquer pedido de impedimento do presidente da República é, como declarou, “fazer esse impeachment sozinho”? Ele não sabe que o que entra na agenda vai ser debatido e decidido por 512 colegas, juntamente com ele?

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Incendiário

O presidente continua, sem novidades, a atacar a democracia e a urna eletrônica. Irresponsável, inconsequente e intransigente, o coturno jamais lhe coube. Pelos mesmos motivos, a faixa presidencial tampouco lhe serve. Ele que a devolva, para ser usada por quem estiver apto a governar.

RENAN ZORZATTO RENANZORZATTO@GMAIL.COM

VALINHOS

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Gesto de grandeza

O ministro da Defesa, general Braga Netto, em nota desastrosa, também assinada pelos comandantes das Forças Armadas, tentou blindar os militares investigados pela CPI do Senado por corrupção e leviandade na condução ao enfrentamento da pandemia. E a si próprio, afinal, Braga Netto foi o coordenador do Comitê de Crise criado em 16 de março de 2020 e muito provavelmente será convocado pela comissão para esclarecimentos. Antes que isso ocorra e possa macular ainda mais a imagem das Forças, o ministro, num gesto de grandeza, deveria renunciar ao cargo que ocupa.

FLÁVIO RODRIGUES RODRIGUESFLAVIO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Semipresidencialismo

‘A boa geringonça’

Concordo com Rosângela Bittar (14/7, A10): o chefe de Estado, eleito diretamente, pode presidir as reuniões do conselho de ministros na presença do chefe de governo – existência do poder dual; e se a coalizão de governo tiver maioria absoluta no Parlamento, há estabilidade política no país. Quem dá ou tira poder do presidente da República no regime semipresidencialista são os votos dos eleitores, mas a assinatura de medidas provisórias é realmente transferida do presidente para o primeiro-ministro, por motivos óbvios, para funcionamento do sistema político. Para sua implantação no Brasil, o semipresidencialismo depende do voto distrital misto (candidato a primeiro-ministro na cabeça da lista da metade proporcional) para lhe dar legitimidade política e, além disso, tirar o poder político do presidente da Câmara dos Deputados, que não pode ficar competindo e atrapalhando o governo, como ocorreu entre Ranieri Mazzilli e Tancredo Neves em 1961-1962.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Em São Paulo

Paulista reaberta

É certo que atravessamos momento difícil, mas tal não pode justificar a tolerância a invasões nessa e em outras avenidas. São Paulo é nossa casa e todos são bem-vindos, mas não pode haver omissão das autoridades, ou a cidade ficará inabitável.

VERA BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O VOTO IMPRESSO E A DEMOCRACIA

Na sessão desta quinta-feira (15/7), a Câmara dos Deputados vota a PEC 135/2019, da deputada Bia Kicis (PSL-DF), que torna obrigatória – nas eleições, plebiscitos e referendos – a impressão pelas urnas eletrônicas de comprovantes de voto e a sua preservação em recipientes lacrados para recontagem, caso necessário. A proposta provoca polêmica nacional. O presidente Jair Bolsonaro é a favor e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luis Roberto Barroso, contrário. Já bateram boca, Bolsonaro denuncia um possível esquema de fraude e ameaça não entregar a faixa a quem for eleito nessas condições. A chamada divergência do voto impresso é apenas um dos componentes da crise institucional vivida pelo nosso país, e chega a colocar em xeque a democracia. É preciso baixar a fervura e restabelecer o respeito entre os divergentes. O povo não quer a ditadura, mas também rejeita a desobediência civil e a cultura do “quanto pior, melhor”. Tudo o que vier para aperfeiçoar o processo eleitoral é bem-vindo. Espera-se que os deputados tenham a necessária independência e discernimento para decidir pelo melhor. E que a decisão, independente de qual, seja inteiramente acatada em respeito e prova da plena vigência do regime democrático. Chega de incompreensão!

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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POR QUE A CELEUMA?

Não há contradição entre urna eletrônica e voto impresso. O que é impresso é o comprovante, e não o voto.  É como pagamento com cartão: processado eletronicamente, mas o comprovante fica, um com o vendedor, outro com o comprador. Qual o problema de que o eleitor receba seu comprovante? Por que tanta celeuma? Só porque é uma proposta de Bolsonaro? E se fosse do PT? Brizola também defendia, e com razão, o voto impresso. Num país em que eleitores muitas vezes esquecem em quem votaram, o comprovante seria útil, especialmente no caso de eleições parlamentares, ante a necessidade de que o eleitor acompanhe o desempenho de seu escolhido.

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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NÃO EXISTE

Nesta transloucada jornada para implantar o tal voto impresso – já que auditável o voto eletrônico atual também o é –, o prazo de 15 dias dado pelo TSE para que Bolsonaro apresente as provas de fraude que supostamente o impediu de ganhar as eleições no primeiro turno em 2018, já passou. É evidente que a tal prova não existe, como também não existe a necessidade de imprimir o voto.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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À ESPERA DAS ELEIÇÕES

Voto impresso é como papel higiênico, aceita qualquer coisa. De Bolsonaro a Lulla, passando por Ciro e mais alguns, o consolo que nos resta é saber que nas eleições podemos dar descarga neles todos...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MODO DESESPERO

Sob forte pressão da CPI da Covid no Senado, do inquérito por prevaricação referente ao criminoso imbróglio de superfaturamento da vacina indiana Covaxin, da significativa e constante queda de popularidade e do crescimento das ruidosas manifestações ecumênicas de rua pedindo seu impeachment, o lamentável presidente Bolsonaro declarou, sem meias palavras, que “ou fazemos eleições limpas no Brasil com urnas com o voto impresso auditável, ou não temos eleições”. Diante dos resultados das pesquisas de intenção de votos, que ameaçam reeleger o ficha-suja Lula, o presidente está definitivamente em modo desespero, anunciando aos quatro ventos em alto e bom som que está chocando um golpe à democracia. Cuidado, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PRETEXTO PARA GOLPE

Obcecado por se transformar em ditador a qualquer preço, Jair Bolsonaro fez alucinada ameaça de que, se não houver eleição “limpa”, pelo voto impresso, não haverá eleição! Golpista por deformação de personalidade com psicopatia congênita, em 30 meses na Presidência mais destrutiva da história do Brasil, vem desconstruindo o Estado nacional, com a conivência de outros recalcados e ressentidos que não conseguem viver num Estado Democrático de Direito, por sua característica psicossomática de almas fascistas, que odeiam a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Recolha-se à sua insignificância, equivocadamente levada à Presidência, num ato falho de loucura coletiva de povo desatinado.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PERIGO REAL E IMEDIATO

O presidente Bolsonaro está fazendo apodrecerem as harmonias entre os Poderes da República, tornando-se, por tal, o verdadeiro inimigo número um do País. Eleito democraticamente, se esforça para destruir a democracia. O avião ameaça a começar cair e preciso é ejetar este assento presidencial, pois aquele que o ocupa é portador de anomalias que interferem no voo democrático que precisamos realizar de modo cada vez mais seguro e orientado. O que parecia ser patriota é o mais antipatriótico possível; o que parecia incorruptível desvela-se como engodo para corrupções e desmantelamentos de estruturas sociais e de controles sociais. Chega de contemporizações com este perigo real e imediato! Se não agirmos agora, a história irá cobrar de todos essa omissão, e teremos, então, talvez de visitar forçosamente as galerias do que será, depois, este passado de falta de atitudes e ações.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SERÁ VERDADE?

A tática dos envolvidos nas irregularidades na compra de vacinas é de se submeter um dia antes à Polícia Federal – que também investiga o caso sob as ordens do “governo federal” – e, assim, conseguir no Supremo Tribunal Federal um habeas corpus para se blindar perante a CPI da Covid. Ora, como havia uma reunião marcada para ontem, quarta-feira, entre os chefes dos Três Poderes – presidentes da República, do STF e do Congresso Nacional – para tratar de assuntos antidemocráticos, dentre outros, por coincidência desta vez foi Jair Bolsonaro quem se internou no Hospital das Forças Armadas (HFA) reclamando de dores abdominais, cancelando o evento. Afinal, para quem gosta de mentir sobre tudo, fica a dúvida: Será verdade?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONVENIÊNCIAS

Quando a coisa fica feia, tem gente que leva facada, vai para o hospital, fica doente. Pode ser até verdade, mas é conveniente.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo

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ENFEZADO

Agora descobrimos por que nosso presidente esteve tão agressivo nos últimos tempos. Os médicos nos dizem que ele estava enfezado...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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EFEITOS REMOTOS

Com Bolsonaro uma facada nunca é definitivamente curada. Os efeitos remotos são os soluços que incomodam o presidente e agora demandam sua remoção para São Paulo, onde será avaliada a necessidade de cirurgia. Numa pessoa normal, os soluços geralmente são provocados pela obesidade. Parece não ser o caso de Bolsonaro. Então o que provoca seus soluços? Nas crianças os soluços aparecem até mesmo antes do nascimento, ainda na barriga da mãe. Em adultos os soluços podem surgir por causa de doenças como diabetes descompensado, tireoide, estomatite, esofagite, refluxo, etc. Para cura, recomenda-se tomar água de cabeça para baixo, o que para ele não deve ser difícil, já que sua cabeça está sempre virada, e, para tanto, não é necessário se internar no Sírio-Libanês nem gastar desnecessariamente o dinheiro do contribuinte, como ele faz passeando de motocicleta por aí.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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OS MILITARES NO GOVERNO BOLSONARO

É espantosa a posição das Forças Armadas com relação às denúncias de crimes de vários de seus membros colocados no governo Bolsonaro. Até parece que, depois de o capitão ter comprado o Centrão, as Forças Armadas também foram compradas por ele, que delas saiu pela porta dos fundos. Primeiro, não puniram o general da ativa Henrique Pazuello por participar de uma manifestação política e impor ao processo um sigilo de cem anos. Logo depois, aparecendo denúncias de corrupção de vários de seus membros na compra de vacinas, em vez de dar apoio às investigações, ameaçam o País com novo golpe militar. Só que desta vez a CIA não mandará bilhões de dólares ao Ibad para lavar a cabeça dos brasileiros, nem os Estados Unidos mandarão uma frota naval (Operação Brother Sam) para amparar os golpistas. Em 1964 não houve reação e a frota voltou para casa. Sem dúvida, desta vez a parte sadia das Forças Armadas reagirá, e estaremos à beira da pior das guerras: a guerra civil, pondo irmãos contra irmãos.

Victor Medeiros medeiros_v@yahoo.com

Rio de Janeiro

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PIXULÉ

Pazuello, ao sair do governo, declarou que quem queria “pixulé” pôs o dedo no seu nariz e disse que o tiraria do posto, e ele realmente caiu. Na verdade, não era ele que mandava no Ministério da Saúde, nem para reuniões era chamado! O governo Bolsonaro não queria vacina, queria piluxé! Coronel Elcio que o diga! Enquanto isso, Arthur Lira se senta em cima de quase 130 pedidos de impeachment. Por que será?

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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VACINA CONTRA A CORRUPÇÃO

Como mostra a investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a corrupção brasileira está muito enraizada, a tal modo que alguns sujeitos folclóricos estavam prestes a fechar um negócio bilionário com o Ministério da Saúde para a importação de vacinas que não estão à venda para particulares (AstraZeneca), e outras escandalosamente superfaturadas cujo uso não foi autorizado pela Anvisa (Covaxin). O que o Brasil precisa é de uma vacina anticorrupção, que deveria ser aplicada anualmente nos políticos em todos os níveis. Se o governo lançar concorrência pública para o fornecimento de tal vacina imaginária, não faltará, com certeza, um montante de atravessadores, representando firmas de fachada para fechar o negócio.

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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BARRANDO SUPERSALÁRIOS

A aprovação do projeto que limita supersalários terá em breve uma ação de inconstitucionalidade impetrada pelo Poder Judiciário, afinal, quem não se lembra das palavras do desembargador José Renato Nalini, justificando aos diversos auxílios, paletó, moradia, etc. que recebem: “O juiz tem 27,5% de Imposto de Renda, ele tem de pagar plano de saúde, tem de comprar terno, e não dá para ir toda hora para Miami comprar”?

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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VER PARA CRER

A proposta de limitar os supersalários do funcionalismo público vem com atraso secular. O orçamento público brasileiro é sugado para pagamentos a ex-presidentes e governadores com seus inaceitáveis salários vitalícios. Custeia parlamentares, encastelados em extravagantes mordomias. Admite oficiais militares de alta patente com soldos até dez vezes maiores que os de soldados e assemelhados. Remuneram ministros e juízes com duas férias anuais, mais o recesso de fim de ano, além de estes aliciarem convenientemente outros valores do orçamento para criar benesses do tipo auxílio-paletó (sic). E, ainda, exercendo um corporativismo omissivo, adiam, entre muitas outras questões, a decisão sobre a destinação das verbas de sucumbência das ações vitoriosas aos entes públicos. Considerando que os procuradores públicos já são remunerados para a função, é cristalina a lógica de que essas verbas pertencem à entidade pública que os emprega. Outros sorvedouros do orçamento são os jetons pagos a conselheiros de empresas públicas, que nunca são privatizadas. E não nos esqueçamos das aposentadorias recheadas por incorporações de auxílios ridículos. Nesta toada, enquanto os orçamentos públicos são absorvidos por esses “supersalários”, os investimentos para toda a população minguam a cada ano.  

Honyldo Roberto Pereira Pinto  honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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REFORMA TRIBUTÁRIA E JCP

Com relação aos Juros sobre Capital Próprio (JCP), é importante insistir – nunca será demais – tratar-se de um mecanismo cuja finalidade é compensar a eliminação da correção monetária dos balanços. Com sua supressão, haverá uma distorção das demonstrações financeiras, cuja consequência será o pagamento de Imposto de Renda e CSLL sobre um lucro inexistente por ter sido impactado pelo desvirtuamento já citado. Se a proposta em análise – que trabalha com a hipótese de eliminação dos JCP – for mantida, há uma forma inteligente de manter o mecanismo dos JCP, sem prejuízo para a União. Para tanto, basta tributar os JCP (mantidos) para os acionistas, sem qualquer isenção, à mesma alíquota que incidirá sobre a pessoa jurídica. Não haverá prejuízo de arrecadação em relação à proposta. Os acionistas arcarão com o ônus, nada mudará para a União e, felizmente, os balanços das empresas nada sofrerão. Viva a Aritmética!

Alexandru Solomon alex_sol@terra.com.br

São Paulo

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PROTESTOS EM CUBA

Responsabilizar os EUA pelas manifestações inéditas que acontecem em Cuba em protesto pela gravíssima crise econômica, como quer fazer crer o presidente Miguel Díaz-Canel, é ladainha que não engana ninguém. É verdade que o embargo americano à ilha existe. Mas é verdade também que o regime cubano é autoritário e ditatorial, onde não existem eleições livres, tampouco liberdade de imprensa. A revolta do povo, principalmente dos mais jovens, era questão de tempo e oportunidade. Demorou até. É caminho sem volta.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO E SAÚDE EM CUBA

Pobres cubanos: nem o carisma de Fidel nem a comida no prato. A economia cubana nunca funcionou muito, mas agora, que o turismo diminuiu, a coisa piorou de vez. E isso mudou o equilíbrio da balança: de um lado, uma fome maior. Por outro, o medo da repressão ficou menor com a saída dos Castro do poder. “Não temos medo” – era um grito muito ouvido nas manifestações em dezenas de cidades de Cuba. Milhares de prisões e algumas mortes depois, o silêncio voltou a se impor nas ruas. Cadáveres sem dentes e com os olhos arrancados são bem pedagógicos. A lição foi imediata. A educação em Cuba continua em alta, bem como a preocupação da população em preservar a sua vida, a sua saúde e a dos seus. Educação e saúde são os pontos fortes no paraíso socialista.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O FIM

Que seja o fim do comunismo em Cuba e do petismo-banditismo no Brasil.

André Coutinho arcouti@uol.com.br

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