Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Votos humanitário e político

Desejo pronto restabelecimento ao presidente Jair Messias Bolsonaro. Por dois motivos básicos e definidos. O primeiro é o sentido humanitário, que eu teria com qualquer ser humano internado num hospital. O segundo é político: esse episódio da facada já foi exaustivamente esclarecido e para assegurar que fique em 2018 é fundamental que Bolsonaro não tenha nenhuma sequela que o impeça de disputar a eleição de 2022 em igualdade de condições com qualquer um dos outros candidatos. A não ser que os percalços que deliberadamente criou o impeçam de concorrer.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Impeachment

Tenhamos consciência do nosso poder – do povo brasileiro – ante 130 pedidos de impeachment do presidente Bolsonaro protocolados e freados na barragem unipessoal do presidente da Câmara dos Deputados. Esta triste experiência pode servir para aperfeiçoar nossas instituições, de óbvia e magna importância, mediante a aprovação de simples projeto de resolução que atribua o juízo de admissibilidade do impeachment à maioria da Casa. Projeto ora apresentado pela direita (Adriana Ventura, Novo-SP) e já lançado pela esquerda (Henrique Fontana, PT-RS, e Denis Bezerra, PSB-CE), em verdade, expressa duplo sentido: a vontade majoritária do povo e a inteligência do ordenamento jurídico-constitucional, porquanto o artigo 14 da vetusta Lei 1.079/1950 e o artigo 86 da Carta Magna atribuem tal poder originariamente à maioria do colegiado (257 deputados). Também o STF poderia interpretar o regramento “em conformidade com a Constituição”, desde que legitimamente provocado. Portanto, é até simples e nada impossível dar início à recuperação da autêntica vida democrática do País.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Pelo bem do Brasil

Se possível for o impeachment de Bolsonaro nos livramos dos votos que seriam dados a Lula para não reelegê-lo. Livrarmo-nos dos dois traria um enorme benefício ao futuro do Brasil.

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Chamado à responsabilidade

Mais uma indicação de Bolsonaro para o STF, mais uma sabatina no Senado. Haverá de chegar o dia em que os senadores, perante a alta responsabilidade neles depositada pela Constituição e pelos eleitores, não se acovardarão e bloquearão uma má indicação, rejeitarão pessoas sem notório saber jurídico nem reputação ilibada. Já tarda uma lição de dignidade, um choque de realidade em presidentes abusivos e levianos. Chega de endossar critérios como beber tubaína com o padrinho ou avalizar pessoas que se comportam como inquisidores do Santo Ofício. É preciso aprender com a História. Em 1970, durante a sabatina do indicado pelo presidente Nixon para a Suprema Corte, juiz G. Harrold Carswell, o senador republicano Roman Hruska instou a Casa à aprovação e, respondendo a crítica de que o nomeado fora um juiz medíocre, argumentou: “Mesmo que ele fosse medíocre, há muitos juízes, pessoas e advogados medíocres. Eles têm direito a uma certa representação, não têm, e a uma pequena chance?”. Carswell foi reprovado pelo Senado norte-americano.

FLAVIO CALICHMAN IBRACAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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CPI da pandemia

Lei 8.666

A diretora da Precisa, Emanuele Medrades, parece desconhecer a Lei 8.666, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Licitações e contratos que são realizados à luz da Lei 8.666 precisam ser totalmente transparentes, isto é, os valores envolvidos nesse tipo de negociação precisam ser divulgados, pois são dinheiro público. Não pode haver dados sigilosos na compra de vacinas contra a covid-19. Os segredos nesses contratos podem ser considerados atos ilícitos, ilegais. Empresários sabem disso.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Reforma política

Financiamento de campanhas

Por que os políticos não usam o dinheiro recolhido das contribuições dos filiados de seus respectivos partidos para bancar suas campanhas? O dinheiro público deveria ter um único e exclusivo objetivo: atender aos interesses públicos!

FRANZ JOSEF HILDINGER FRZJSF@YAHOO.COM.BR

PRAIA GRANDE

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Serviço público

Boa nova

Com o coronavírus nos assombrando e o desentrosamento dos três Poderes, eis que chega uma boa notícia: está em curso na Câmara a limitação salarial nos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo. Ainda há pouco levamos um susto com a história do teto “duplex” (dobrar o limite atual). A ideia é acabar com o acúmulo de salários e os penduricalhos de um mesmo servidor que superem o limite de R$ 39.293. Ainda assim, esse teto evidencia um acintoso desnível social, quando o salário mínimo é de R$ 1.100, recebido pela grande maioria dos brasileiros empregados.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Em São Paulo

Vovó Tutu

Parabéns ao Estado por dedicar espaço da primeira página de ontem à Vovó Tutu, da Brasilândia, expressão viva de solidariedade e amor ao próximo.

MARCELO KINOUCHI MARCELOKINOUCHI@GMAIL.COM

ÁGUAS CLARAS

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Greve na CPTM

Parabéns ao sindicato responsável pela greve da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Deixou toda a população a favor da privatização.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL AUTOMATMG@GMAIL.COM

POUSO ALEGRE (MG)


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


FINANCIAMENTO ELEITORAL

Comissão do Congresso aprova aumentar para R$ 5,7 bilhões verba de financiamento de campanha em 2022, num momento em que milhões de brasileiros estão vivendo de benefício emergencial. Uma vergonha!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PRESIDENTE HOSPITALIZADO

O presidente Jair Bolsonaro foi internado no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo. Por incrível que pareça, Brasília não tem um hospital confiável para cuidar do chefe de Estado do Brasil. O golpe de faca na região do abdômen, desferido por Adélio Bispo de Oliveira, somado ao uso do kit covid, que contém cloroquina e ivermectina, deixou o presidente numa situação delicada e grave. Os médicos, baseados na boa e velha ciência, vão socorrer Bolsonaro, que em pouco tempo estará de volta ao Planalto Central, exercendo com a destreza de sempre as suas funções, com muita saúde e paz.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CASTIGO

Internado com obstrução intestinal, o enfezado presidente Bolsonaro terá de engolir a sua indecorosa declaração “caguei para a CPI”. O castigo veio a jato.

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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INSTINTOS PRIMITIVOS

É perfeitamente compreensível que parte da população não nutra a mínima compaixão pelo estado de saúde de Jair Bolsonaro. Agora, certas manifestações veiculadas pelas redes sociais, logo após a internação dele, comprovam seguramente que o presidente consegue despertar em não poucas pessoas os “instintos mais primitivos”, como diria o ex-deputado Roberto Jefferson.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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JAIR BOLSONARO

Quem sofre de obstrução intestinal não pode dizer “caguei para a CPI”, não é mesmo?

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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PIORA

Está explicado por que Messias Bolsonaro vem piorando quando abre a boca diante de microfones: obstrução intestinal.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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O INTESTINO DO PRESIDENTE

Depois do que ele disse que fez para a CPI, é natural que o seu intestino fique inflamado.

Marcos Prado Vilela vmarcosprado@gmail.com

Vila Velha

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SAÚDE PRESIDENCIAL

Cuida de si como cuida do País. Lascou-se. Lascamo-nos.

Francisco Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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A PROCISSÃO DE BOLSONARO

Nada contra o presidente Bolsonaro vir a São Paulo para um tratamento médico de emergência, mas quem acompanhou a movimentação da chegada ao Aeroporto de Congonhas, seguido do translado de ambulância para um hospital, estranhou a procissão de batedores seguidos de uma frota de veículos da sua comitiva. Pareceu estar sendo acompanhado de todo o seu ministério. Daí a pergunta: por que após aterrissar em Congonhas não foi de helicóptero até o hospital, o que levaria algo como poucos minutos, sem chamar a atenção? Por via terrestre e com todo aquele séquito, simulou-se uma procissão lenta, como que carregando algum santo. Só faltaram algumas centenas de motodiotas para fechar o cortejo.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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PELA SEGUNDA VEZ?

Em 2018, em plena campanha eleitoral, Jair Bolsonaro, por linhas tortas, se beneficiou do atentado sofrido. Agora, acuado pelos Três Poderes da República e com rejeição recorde ao seu governo, houve uma nova oportunidade para que Bolsonaro conseguisse desviar a atenção dos brasileiros dos lamentáveis acontecimentos da sua gestão. Ora, o presidente postou uma foto em sua cama, cheio de eletrodos no seu corpo, com um padre ao seu lado e, segundo Flávio Bolsonaro – que mudou sua versão –, ele havia ido para a UTI e sido intubado. Segundo consta, a correção cirúrgica já era prevista. Afinal, por que não se ressuscitar com essa nova oportunidade? Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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VACINA CANCELADA

Finalmente o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, bateu o martelo e disse que não conta com vacinas que não tenham a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Assim, a verba que estava empenhada para a marota compra da Covaxin poderá ser liberada, podendo ser usada para a compra de vacinas já aprovadas e numa quantidade muito superior, como, por exemplo, a Coronavac, conhecida como “a vacina do Dória” e que supostamente – até agora sem nenhum caso confirmado – poderia nos fazer virar jacaré.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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IGNORÂNCIA, INCOMPETÊNCIA, MÁ-FÉ E CORRUPÇÃO

Fica cada vez mais claro o papel da ignorância e da incompetência de Jair Bolsonaro na tragédia brasileira. Sem saber falar inglês fica difícil de conversar com os grandes laboratórios – mais fácil falar com alguns intermediários tão solícitos. O somatório da incompetência com a ignorância, a má-fé e a corrupção resultou na pior gestão da pandemia do planeta. De cada 5 pessoas que morreram vítimas da covid-19 no Brasil, 4 poderiam ter sido poupadas, bastaria o Brasil ter ficado na média mundial. Mas não, houve 5 vezes mais mortes no Brasil do que a média mundial. O Brasil espera a conclusão das apurações e a punição exemplar dos responsáveis pela carnificina que ceifou a vida de centenas de milhares de cidadãos brasileiros.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PEDIDO A DEUS

Liderando pesquisas de intenção de voto, Lula da Silva, “inocentado” pelo STF e elogiado pelo diretor de cinema Oliver Stone, enalteceu o Estado chinês e defende o governo ditatorial cubano do embargo norte-americano. O sonho petista do projeto de poder de um governo socialista voltou à tona. Se Deus é brasileiro, como dizem, livrai-nos do “santo” Lula e de Bolsonaro também!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ANDRÉ MENDONÇA NO STF

Os nobres senadores da República deverão decidir o futuro do ministro “terrivelmente evangélico”. Cabe ao Senado Federal cumprir seu papel constitucional para decidir sobre as indicações feitas pelo presidente da República. Não só neste, mas em todos os casos, deve acontecer uma sabatina consciente e rigorosa para aprovar ou não o indicado, e não apenas simbólica para referendar a indicação, como é feito atualmente.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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REQUISITOS

A indicação de André Mendonça para o STF era esperada, afinal, é pastor e “terrivelmente evangélico”, qualidades necessárias para a vaga na indicação de Bolsonaro. É preciso urgentemente uma mudança nesse modo de escolha.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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INDICAÇÃO

Eu tinha sérias dúvidas quanto ao saber jurídico do sr. André Mendonça, mas ao ler na mídia que ele foi assessor de Dias Toffoli e ajudou a escrever um livro sobre este último, que foi reprovado por duas vezes nos exames de magistratura de primeira instância, minhas dúvidas foram totalmente sanadas. Teremos mais um ministro que só ocupará o cargo, graças ao famoso QI (quem indicou).

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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‘TERRIVELMENTE COMPLICADO’

Como explicitado no editorial Terrivelmente complicado (14/7, A3), o presidente não é um moleque a ser corrigido com puxões de orelha. Trata-se de crimes, em graus severos, praticados. Especula-se que a saúde do presidente esteja comprometida. Difícil de não associar tal fato a uma estratégia diversionista de fugir de suas responsabilidades. Se ele está à beira de um colapso nervoso, o que se dirá do povo brasileiro em luto pelo mais de meio milhão de mortos pela covid-19, desemprego em alta e instabilidade social gritante?

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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‘A SUPERINDÚSTRIA DO IMAGINÁRIO’

Como jornalista, tive a honra de trabalhar no Estadão por 37 anos, até 2006, além de ter sido professor na PUC-SP e no Curso Focas. Continuo assinante do jornal, que, na edição de quinta-feira (15/7), publicou na capa do Caderno 2 uma das melhores entrevistas que li nos últimos tempos: o professor Eugênio Bucci, falando sobre seu livro ao repórter João Luiz Sampaio. Entre vários destaques, a análise de Bucci sobre o Jornalismo e as celebridades é fantástica. Texto para enviar a estudantes de Jornalismo. Em especial àqueles que descobriram a necessidade de ler e de jamais abandonar a condição de repórter. Parabéns ao Bucci, ao João Luiz e ao editor do Caderno 2, Ubiratan Brasil.

Luiz Carlos Ramos lcramosramos@gmail..com

São Paulo

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DESAFORO

Eu não tenho dinheiro aplicado na caderneta de poupança. Mas acho um desaforo o que está sendo feito com aqueles que têm. Todos os meses eles perdem para a inflação. Perdem poder de compra, e não é pouquinho, não.

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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