Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

A cada enxadada...

A Sinovac afirma que não negocia por intermédio de representantes e só o Instituto Butantan tem autorização para vender a Coronavac. Mas em vídeo que veio a público o general Eduardo Pazuello, então ministro da Saúde, negocia a Coronavac com uma empresa de Santa Catarina. E o preço? Ah, só o triplo do estabelecido pelo Butantan. Essa negociação foi em 11 de março, no gabinete do então secretário executivo da pasta, Elcio Franco. A US$ 28 a dose, o contrato rezava que metade do valor de 30 milhões de doses deveria ser pago logo após a assinatura. Estranho, bizarro, inacreditável. Em depoimento na CPI da Covid, Pazuello afirmou que o “ministro jamais deverá receber uma empresa”... Conclusão filosófica: a cada enxadada, uma minhoca. O fato é muito grave. Corrupção não precisa ser paga/recebida. Negociar ou aceitar vantagem indevida já configura corrupção.

MARIA TEREZA CENTOLA MURRAY TEREZAMURRAY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Negócio da China

No dicionário, o termo comissionamento significa “ação de comissionar”, “ato de delegação de um poder temporário”, ou “nomear (alguém) para um cargo temporário”. Não significa, portanto, o “ato de superfaturar”, como declarou Cristiano Carvalho na CPI. Além da tentativa de comprar a superfaturada Covaxin e de dar golpe na compra da vacina da AstraZeneca, que não negocia via atravessadores, descobre-se agora mais essa, que Pazuello estava tratando com a Sinovac, via intermediário chinês, a compra de 30 milhões de doses da Coronavac, cada uma com “comissionamento” de R$ 97 em relação ao preço ajustado com o governo de São Paulo dois meses antes. Para alguns a pandemia é um problemão, para outros é um negócio da China!

OMAR EL SEOUD ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Lei dos EUA contra corrupção

Por que não se fala que as norte-americanas Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson estão sujeitas ao Foreign Corrupt Practices Act (Lei de Práticas de Corrupção no Exterior) e por isso o Ministério da Saúde desprezou suas vacinas? Este só negociava com firmas de outros países, que podem dar propina e cujos executivos não vão para a cadeia se tal ato for descoberto.

CÁSSIO M. DE REZENDE E CAMARGOS CASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Sugestão para a CPI

Investigar a compra superurgente dos 2 milhões de doses da AstraZeneca feita quando a Anvisa se preparava para aprovar a Coronavac e o governador João Doria informava que iria começar a vacinação em São Paulo. O governo moveu céus e terras, até alugou avião, decorado, para ir à Índia buscar as vacinas, antes que Doria começasse a imunizar. A compra atrasou e apenas 1 milhão de doses chegou. Só depois de São Paulo ter iniciado a vacinação. Dúvidas: como essa compra de emergência foi executada? Houve intermediários? Qual o preço das doses recebidas? Qual o custo da operação toda, por vacina?

WILSON SCARPELLI WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Congresso Nacional

Fundo eleitoral

Esses políticos são insaciáveis. Além do “orçamento secreto”, agora aumentam absurdamente o valor do fundo eleitoral. Quando o assunto é dinheiro para uso próprio, estão todos juntos, de direita e de esquerda.

VITAL ROMANELI PENHA VITALROMANELI@GMAIL.COM

JACAREÍ

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Sem senso nem censo

Deprimente que tenha faltado dinheiro para a realização do censo demográfico, de interesse de toda a Nação, e o Congresso aprove quase R$ 6 bilhões para divulgar mentiras eleitoreiras, que não convencem nem convêm a ninguém.

DAVID HASTINGS DAVID.HASTINGS.BRAZIL@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ciência e cultura sem verbas

Um descalabro a triplicação do fundo eleitoral com as incertezas e limitações orçamentárias impostas pelo mundo pós-pandemia. Não há justificativa convincente dos que, na realidade, se preocupam apenas com seus próprios interesses imediatistas. Enquanto isso, instituições científicas e culturais são abandonadas à própria sorte. Tragédias como o incêndio do Museu Nacional mostram quanto decisões equivocadas como essa trazem de prejuízo à sociedade.

ALEXANDER KELLNER KELLNER@MN.UFRJ.BR

RIO DE JANEIRO

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Partilha do butim

Um absurdo esse fundo eleitoral existir. Por isso temos um monte de partidos, eles querem mesmo é dividir esse fundo. Absurdo também o aumento que o Congresso aprovou para 2022. Os parlamentares parecem querer quebrar o Brasil. Além de todas as mordomias, ainda querem meter a mão em todo esse nosso dinheiro. Cada um deveria pagar por sua campanha, essa é a verdade. Não passam de um bando de hienas.

CARLOS E. BAROS RODRIGUES CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Criminalidade

Armas e Justiça

Parabéns ao Estado pela excelente e explicativa reportagem sobre o aumento do número de homicídios no Brasil, alarmante e assustador (16/7). O que faremos para mudar? O Fórum Brasileiro de Segurança Pública deixou de considerar uma causa extremamente importante, quiçá a mais importante de todas: o combate à pandemia de covid-19. No intuito de evitar a proliferação no sistema prisional, o CNJ, pela Recomendação 62/2020, de 17/3/2020, orientou os magistrados com competência para execução de medidas socioeducativas e de execução penal a adotar esforços para evitar o encarceramento e a concessão antecipada de liberdade dos presos e internados. Assim, foram postos em liberdade indivíduos de altíssima periculosidade, outros jurados de morte e “protegidos” pelo sistema prisional, ocasionando aumento absurdo de crimes letais e intencionais em todo o País.

WALTER LUIZ GUANAES MINEIRO NETO WGUANAES@GMAIL.COM

GANDU (BA)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FUNDO ELEITORAL

Fiquei muito indignado, como brasileiro, com a manchete do Estadão de sexta-feira: Congresso triplica o fundo eleitoral, que vai a R$ 5,7 bilhões. Num tempo de pandemia, quando o Brasil passa por momento muito delicado e as mortes chegam a mais de 539 mil pessoas, não consigo entender como isso pode acontecer, por ação de pessoas colocadas no poder para falar em nome do povo. O povo está morrendo sem as vacinas necessárias para serem aplicadas. Enquanto isso, em meio à CPI da Covid-19, nossos excelentíssimos congressistas aprovam um aumento destinado ao financiamento das campanhas eleitorais de 2022 de R$ 2 bilhões, em 2018, para R$ 5,7 bilhões, em 2022. O Brasil é, mesmo, o país da fantasia. Quem vai nos socorrer? O povo de pobres-mortais fica aguardando as migalhas de aumento de salários e milhões estão comendo o pão que o diabo amassou. Desculpem o desabafo, mas é inconcebível estarmos assistindo aos fatos que estão ocorrendo. Volto a falar: como brasileiro, me sinto envergonhado em estar mostrando para a nova geração que é preciso caminhar muito para termos uma representatividade legítima dentro do nosso Congresso. Bem, só nos resta aguardar que o nosso excelentíssimo presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, vete a mudança pretendida pelos congressistas, a menos que tenha o rabo preso com o Centrão.

Elisiario dos Santos Filho elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo

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FRANCISCANOS

O Executivo federal atendeu a demanda do Centrão para aprovar R$ 5,7 bilhões como fundo eleitoral para as campanhas de 2022, para manter o funcionamento fisiológico do presidencialismo de coalizão. Ao quase triplicar o orçamento para uso nas eleições, o governo federal acentua sua dependência e sobrevida para evitar abertura de processo de impeachment. Segue a frase franciscana é dando (verba) que se recebe (apoio), o toma lá dá cá da política brasileira.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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SEM FUNDO

O fundo eleitoral bilionário, num tempo em que o País passa por uma situação degradante economicamente, com mais de 14 milhões de desempregados e pessoas em estado de miséria (mais de 20 milhões), o que justifica o fundo é que entre deputados o fundo eleitoral nunca tem fundo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DESATINO

Definitivamente, a maioria dos parlamentares brasileiros não tem juízo, muito menos razão para se comportar dessa forma. Por mais que defendamos o regime democrático de direito, como suportar tamanha irresponsabilidade com quem detém o poder/dever de zelar pelo bem-estar do nosso povo – particularmente pelos mais pobres e desassistidos? Enquanto o governo federal fala em recursos escassos para implementar política na área social, com vista a minorar o sofrimento (fome, mesmo!) que grassa indiscriminadamente entre metade da população brasileira, os nossos parlamentares praticam – sempre  em benefício de seus interesses pessoais e paroquiais – os maiores absurdos (desatino, mesmo!) com os parcos recursos porventura existentes. Quando não, aumentam nossa dívida pública. Assim, agem de caso pensado e sem pudor, visto que na mesma lei orçamentária em que inseriram os R$ 5.700.000.000,00 – eu disse cinco bilhões e setecentos milhões de reais – para o injustificado, por indecente, Fundo Eleitoral, também consideraram o buraco de R$ 170 bilhões de déficit orçamentário para o exercício de 2022. Mais adiante, quando a volta do “cipó de aroeira” acontecer, o choro de crocodilo e arrependimento não terá mais lugar. O leite – ou nossa democracia – terá derramado e nosso futuro, escarnecido pela irresponsabilidade e pelo despudor (no caso!) exclusivamente dos nossos parlamentares.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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QUEM TEM FOME

Com milhares de brasileiros passando fome, eis que o Congresso decide incrementar recursos para o próximo pleito eleitoral, passando de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões. Quanto aos que estão passando fome, aí já é outra história.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DE ÚLTIMA HORA

É absolutamente indigesta e espantosa a notícia de que o Congresso decidiu turbinar em nada menos que 185% (!) o financiamento das campanhas eleitorais de 2022, com uma mudança de regras apresentada na última hora. O exorbitante valor de R$ 5,7 bilhões (!) do fundo eleitoral reservado para o pleito é simplesmente o triplo do R$ 1,8 bilhão de 2018 e o dobro do que foi gasto nas disputas municipais de 2020. Como se vê, o céu é o limite desta criminosa e desavergonhada gastança de dinheiro público no financiamento de campanhas que deveriam usar dinheiro de outras fontes, enquanto a população vê o desemprego crescer e a fome apertar. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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COMO LAGARTIXA

Nossos políticos não têm realmente limites. Como mostrou a matéria Congresso aprova fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões (16/7, A4), eles irresponsavelmente triplicaram o fundo eleitoral, que já era uma exagerada montanha de dinheiro público para custear a farra perdulária das suas campanhas eleitorais. Como sabido, quem comanda esta gastança são os insaciáveis caciques de partido, cuja administração não tem nada de democrática. Sem contar que quem fiscaliza essa gastança é exatamente sempre a dócil Justiça Eleitoral. Agindo como lagartixa, que não faz questão de perder o rabo, o Congresso agiu assim pensando que, se houver corte, por maior que seja, ainda vai sobrar muita grana. É chegada a hora de dar um basta nesta pouca vergonha!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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ELITE SEM NOÇÃO

Os nobres parlamentares nos surpreenderam mais uma vez ao aprovarem o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. O fundo eleitoral, destinado ao financiamento de campanhas políticas, terá montante de R$ 5,7 bilhões em 2022, ano de eleições presidenciais. Os nossos senadores e deputados federais querem empanturrar os bolsos com dinheiro público. Esses congressistas recebem auxílio-moradia, auxílio-paletó, auxílio-combustível, moram em apartamentos funcionais, entre outras regalias. O Congresso Nacional é um mundo paralelo, onde não existem fome, carência de medicamentos, desemprego, inflação. Em outras palavras, é um palacete repleto de aristocratas. O Brasil real está muito distante dessa elite política.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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SEPULCROS CAIADOS

Nossos deputados fariseus, verdadeiros sepulcros caiados, poucas horas antes de vetar os chamados supersalários contendo o extra teto, e legislando em causa própria, aumentam para quase R$ 6 bilhões os fundos eleitorais em plena pandemia, sem nenhum sentimento de patriotismo e com os menos favorecidos atingidos pela exclusão social. A cara de pau do Congresso Nacional, que joga para a mídia e quer se apresentar como sério, não tem qualquer sentido diante da monta do fundo eleitoral, a demonstrar que retiram remuneração sem reajuste do pobre assalariado servidor público e enchem as próprias burras para ludibriar a população e manterem seus privilégios em Brasília.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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PERDENDO A FÉ NA POLÍTICA

É um absurdo que o Congresso tenha aprovado com tanta margem de facilidade o aumento de praticamente R$ 4 bilhões nas verbas a que siglas e partidos terão direito nas eleições do ano que vem. Três dias antes de entrar em recesso, os deputados e senadores concordaram com uma elevação dos gastos públicos com verba eleitoral, justamente num momento em que se descobrem tentativas de corrupção com recursos federais empenhados em milhões de dólares, com necessidade de corte nas contas das estatais, de combate ao desperdício e aos privilégios e num Brasil com mais de 14 milhões de desempregados, amargando a cifra de mais de meio milhão de mortes pela covid-19. Quando a gente acredita ainda na política, é porque enxerga o contingente destes que tiveram a sensatez de votar contra esta estapafúrdia medida.

Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

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SACO SEM FUNDO

Então as excelências, não satisfeitas com R$ 2 bilhões para o fundo eleitoral, agora querem R$ 6 bilhões? E, na maior cara de pau, ainda sentam para discutir? Até quando vamos aguentar este desaforo? Pessoas morrendo de fome, desempregadas, sem casa, sem saúde, e o que dizer dos deputados que foram eleitos para mudar essa vergonha? Onde estão escondidos esses picaretas? Cadê aquelas vozes inflamadas exigindo o fim dos roubos e da corrupção? Era só fachada? Não dá mais para suportar tamanho cinismo. Ou o povo acorda e reage, ou vamos ficar reféns destes assaltantes dos cofres públicos. Nenhum eleitor deve dar seu voto a quem os rouba na cara dura. Vamos dar um basta a este saco sem fundo. Acorda, Brasil!

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A SOCIEDADE NÃO VAI ACEITAR

A Câmara dos Deputados triplicou o valor do Fundo Eleitoral, ou seja, como não conseguem mais receber as doações milionárias das empresas, os deputados esfolam aqueles a quem juraram defender. Se o Senado aprovar, então será o caos... A sociedade não vai aceitar!

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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ALÔ, SENADORES!

Na quinta-feira (15/7 SENADORES!raar um basta a ess), foi discutida e votada a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022. Imaginem qual foi a preocupação dos deputados federais (com exceções). Propuseram um aumento no valor do Fundão Eleitoral, para quase R$ 6 bilhões! É um soco na nossa face, os idiotas pagadores de impostos, sem grandes contrapartidas em saúde, educação, segurança. Vamos fazer a tarefa de casa e anotar e divulgar o nome do seu deputado e dos outros que votaram a favor.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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GOLPE DO FUNDO ELEITORAL

Na calada da madrugada de quinta-feira, 15/7, o Congresso, com apoio da quase maioria dos partidos, deu mais um golpe nos recursos dos contribuintes: decidiu aprovar na Comissão Mista do Orçamento o parecer do deputado Juscelino Filho (DEM-MA) que propõe um aumento cavalar para o fundo eleitoral, que, do R$ 1,8 bilhão destinado em 2018, passaria para os excrescentes R$ 5,7 bilhões. Um assalto, que está cravado na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Estão brincando com a Nação.  Afrontando as milhares de empresas que faliram nesta pandemia, os mais de 14 milhões de desempregados e 40 milhões de subempregados e o povo brasileiro, assim como fizeram, também, ao criar um orçamento paralelo secreto de R$ 3 bilhões para gastos e orgia dos parlamentares. É revoltante!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SOBERANIA POPULAR?

O Fundo Eleitoral foi aumentado para R$ 5,7 bilhões. Pergunta-se: isso que temos no Brasil, como sistema político democrático-republicano, coincide com os princípios da soberania da população? Porque, com certeza, nenhum brasileiro concederia, em sã consciência, a qualquer representante político seu tal mandato bilionário, constituinte de verdadeira extorsão legal, mas jamais moralmente idônea.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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BOLSONARO REFÉM DA BANCADA DA CORRUPÇÃO

Jair Bolsonaro sabe muito bem que seu mandato e sua liberdade dependem de agradar ao Congresso. Há motivos de sobra para o impeachment do presidente da República, há motivos de sobra para Bolsonaro passar o resto da vida na cadeia, mas a bancada da corrupção prefere manter Bolsonaro no cargo e faturar em cima do refém. A aprovação do indecente aumento do indecoroso fundo partidário, com o País falido e o povo passando fome, é a prova de que um presidente da República acuado é o melhor negócio para a bancada da corrupção. Não há solução de continuidade para o lixo em que a política brasileira se tornou. Será preciso uma revolução para acabar com o império dos corruptos e refundar o País em novas bases.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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QUESTÃO DE PATRIOTISMO

Finalmente, nove deputados federais do Partido Novo assinaram proposta de Projeto de Resolução (PRC) que pretende mudar o poder absoluto do presidente da Câmara dos Deputados em relação ao impeachment, inclusive com a alternativa de tramitar ao receber o apoio da maioria absoluta dos deputados. Este é um projeto que, como sociedade, merece a nossa especial atenção. Como se sabe, o denominado Centrão surgiu durante a Constituinte de 1988, reunindo partidos com bancadas menores, mas que, com a somatória dos seus parlamentares, formam, desde então, a maioria nas Casas do Legislativo. Foi essa impatriótica associação que inseriu na Carta Magna absurdos como este, de que os presidentes das duas Casas legislativas têm o poder discricionário de engavetar pedidos de destituição, ainda que represente a maioria dos parlamentares. Portanto, quando o Centrão elegeu um dos seus deputados como presidente da República, o resultado não poderia ser outro. Tanto o ex-presidente da Câmara dos Deputados como o atual engavetaram mais de cem pedidos de impeachment. Isso em plena pandemia, que já ceifou a vida de 539 mil brasileiros, com o presidente da República sendo seu agente secreto, abortando as compras de vacinas, criticando o uso de máscaras e praticando charlatanismo recomendando medicamentos ineficazes contra o vírus. O resultado de toda essa manobra de um grupo que deveria ser conhecido como “Quadrilhão” já conseguiu aprovar e amealhar verbas vultosas numa libertina “Receita Secreta”, através da qual gastam o pro duto dos impostos que pagamos numa farra entre comparsas. Ademais, na quinta-feira, 15/7, o Congresso Nacional aprovou o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para 2022 triplicando o valor do chamado Fundo de Campanha para as eleições do ano que vem, passando para R$ 5,7 bilhões. Os jornais publicaram os nomes de todos os deputados federais e senadores que se acharam no direito abocanhar essa fortuna imoral, em detrimento das verbas para a Saúde, em plena pandemia, e outras de importância muito maior que as propagandas das eleições de um número de parlamentares que só pensam em seus interesses. Anotar os seus nomes, difundindo aos conhecidos para que não votem neles nas próximas eleições, é questão de patriotismo. 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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OVOS DE OURO

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse que não teria sentido colocar novamente em votação a PEC que prevê o voto impresso, pois ela já teria sido derrotada em 2015 e, agora, seria novamente, segundo sua avaliação. Ora, sr. Lira, se uma emenda à Constituição só pode ser votada, no Congresso, se houver votos garantidos para aprová-la, deixa de ser uma votação e se configura uma sanção. Já para colocar em votação qualquer um dos muitos pedidos de impeachment de Bolsonaro, a estratégia parece ser a mesma, só que com sinal trocado. Afinal, como bem disse Rosângela Bittar: Lira protege bem sua galinha dos ovos de ouro.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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PRÉ-CANDIDATO À PRESIDÊNCIA

Em sua página A12 de 15/7, o Estadão publicou a íntegra de uma entrevista concedida ao jornal pelo apresentador de TV José Luiz Datena, e destacou em manchete a seguinte declaração do entrevistado: “Tive relação mais próxima com Lula do que Bolsonaro”. É o caso de perguntar: qual a vantagem de ele ter tido uma ligação maior com o “roto” do que com o “remendado”?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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NOMEAÇÃO PARA O STF

O problema da dificuldade de não aprovar uma nomeação de ministro para o Supremo Tribunal Federal (STF), indicado pelo presidente, reside no Congresso Nacional, conforme exemplificado pelo leitor Flavio Calichman (Chamado à responsabilidade, 16/7). O que tem de ser estabelecido é que a indicação para preencher o cargo esteja na Constituição determinando que a área jurídica pública indique três ou cinco nomes para o presidente escolher, o que diminuiria em muito a influência do chefe do Executivo federal.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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