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Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno e fundão

Ninguém sabe, ninguém viu

O presidente da República, decerto achando que governa tolos, posa de surpreso com o aumento do fundão eleitoral, que é apoiado por seus filhos e sua base. Em mais uma manobra diversionista, tenta pôr a culpa no vice-presidente da Câmara dos Deputados. Só que o valor estava na proposta que saiu do governo, e agora ninguém sabe, ninguém viu... Resta a Jair Bolsonaro vetar e se indispor com o Centrão, jogando para a galera; ou sancionar e amargar mais um desgaste político perante a sociedade – menos entre seus ávidos apoiadores, que seguem dispostos a livrar o presidente de suas responsabilidades.

CALEBE HENRIQUE B. DE SOUZA CALEBEBERNARDES@GMAIL.COM

MOGI DAS CRUZES

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Saco sem fundo

Sempre fui contra a criação do fundo eleitoral, pois era óbvio que o Executivo e o Legislativo não lhe imporiam limites. Que voltem as doações privadas, agora com melhores controles.

MARCELO KAWATOKO  MARCELO.KAWATOKO@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Congresso omisso

Impressiona a omissão do Congresso Nacional diante das recorrentes ameaças do presidente da República às eleições de 2022. Senadores e deputados devem imaginar que, suprimida a democracia, teriam destino diferente do daquele fiscal do Ibama que multou o capitão por pesca irregular em Angra dos Reis. E que num regime totalitário seus interesses seriam contemplados, bastaria aumentar a dose de vassalagem. Enganam-se. No dia seguinte viria a fatura pelas humilhações que o capitão sofreu na democracia.

JOSÉ TADEU GOBBI TADGOBBI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Semipresidencialismo

Na França e aqui

A propósito do editorial Semipresidencialismo, uma mudança possível (19/7, A3), é importante lembrar que o modelo francês foi a solução encontrada com a V República, em 1958, mediante nova eleição direta do general De Gaulle para a presidência com poderes de chefe de Estado. A administração governamental foi deixada para o primeiro-ministro, ao presidir o Gabinete formado com o apoio do Legislativo. Tal ocorreu depois que a França ficou ingovernável de 1946 a 1958 com o parlamentarismo puro e o voto proporcional, com quedas reiteradas de Gabinetes. Foi aprovada ao mesmo tempo a modificação do voto proporcional para o distrital. No caso brasileiro, seria melhor o voto distrital misto, que garante maior governabilidade, além de ter maior consenso no Congresso e também por ser mais compatível com o nosso texto constitucional, por assegurar parcialmente o voto proporcional nas listas partidárias fechadas.

RENATO RUA DE ALMEIDA RENATORUA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Casuísmo

Mais uma vez volvemos ao casuísmo político para desviar a democracia dos trilhos da legalidade prevista na Constituição. Tempos atrás tivemos o parlamentarismo proposto pelo deputado Raul Pila para possibilitar a posse de João Goulart, então vice de Jânio Quadros, que renunciara à Presidência. Agora temos essa proposta esdrúxula de semipresidencialismo do deputado Arthur Lira apenas para evitar o processo de impeachment e a posse do vice-presidente durante o afastamento do presidente e em definitivo caso seja cassado. Engana-se Artur Lira ao dizer: “Qual o problema aqui? O presidente da República já se elege com o impeachment do lado”. Não é verdade, pois o presidente se elegeu e tomou posse jurando respeitar e cumprir a Constituição, o que não tem feito nestes dois anos e meio de mandato.

PEDRO LUIZ BICUDO PLBICUDO@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Milagre?

Mais uma tentativa inócua e, no caso, oportunista de buscar um milagre. Qualquer regime depende do caráter de seus líderes. Chega a ser de má-fé tentar convencer alguém de que uma mudança que dê maior poder a esse Congresso que temos hoje poderia ser benéfica. Reforma política é necessária, mas mais importante é que a sociedade consiga impor algum padrão de moralidade a seus líderes. É difícil termos esperança num país que consegue demonizar uma operação moralizadora como a Lava Jato, vetar o cumprimento de penas após decisão de segunda instância, ser capaz de, sem prova material, declarar suspeito um juiz eficiente. Enfim, um país que preza a mediocridade. Vivemos num deserto de liderança! Aguardo um milagre para dar esperança a meus netos.

ANTONIO CARLOS DE QUEIROZ FERREIRA ACFERRE@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Amadurecimento político

O presidente da Câmara, Arthur Lira, pode até estar desviando o foco do impeachment, mas a discussão do semipresidencialismo é, sem dúvida, oportuna e muito bem-vinda. É incabível que a Nação siga banalizando o expediente do impeachment como se fosse produto de supermercado. Não houve um presidente desde a redemocratização que não tivesse sido ao menos ameaçado de impedimento. Dois vingaram. Um terceiro seria motivo de chacota no mundo. Resistências são naturalmente esperadas por partidos e políticos de verve autocrática – portanto, a do PT, já manifestada pela deputada Gleisi Hoffmann, não é nenhuma novidade. É tempo de amadurecimento político, mesmo que aos trancos e barrancos.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Domingo na Paulista

Congestionamento. Decerto daqui a uma semana haverá aumento nos casos de covid. Quando as pessoas, políticos inclusos, entenderão que máscaras e vacinas são altamente recomendáveis e obrigatórias, mas não milagrosas? Isso se pode constatar facilmente diante dos inúmeros casos de infecções recorrentes mesmo após a vacinação e o uso de máscaras.

VERA BERTOLUCCI VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


MULTAS AMBIENTAIS NA AMAZÔNIA

A queda de 93% nas multas ambientais aplicadas na Amazônia apenas reforça a política bolsonarista, que continua a passar a boiada.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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O BRASIL ASSISTE CALADO

O Brasil assiste calado à destruição sumária e sistemática da Amazônia e dos demais biomas. O presidente Bolsonaro impõe sua visão tacanha de desenvolvimento insustentável, e seu governo se tornou o fiador dos criminosos da floresta: estimula a mineração criminosa, compra o ouro ilegal, facilita a venda da madeira de desmatamento criminoso e legaliza a grilagem de terras. O Brasil já está sofrendo as consequências da gestão Bolsonaro: o Pantanal está seco, a Região Sul enfrenta racionamento de água há mais de um ano e o País deverá enfrentar nova crise de energia com as principais usinas hidrelétricas secas, paralisando a geração de energia. O presidente Bolsonaro tem um enorme déficit cognitivo que lhe impede de entender as consequências da destruição que ele está promovendo. O Brasil precisa levar um tapa na cara da comunidade internacional, sanções duríssimas devem ser impostas imediatamente para conter o avanço da destruição ambiental em curso.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PAZUELLO E O NEGÓCIO DA CHINA

O general Eduardo Pazuello, aquele do “um manda e o outro obedece”, tentou fazer seu negócio da “VaChina”, só para sacanear o Instituto Butantan, de João Doria, após meses de desdém e deboche explícito contra a Coronavac, aquela “vachina que ninguém quer”, como disse Bolsonaro na televisão. Mas, por baixo do pano, tentaram comprá-la, por um preço três vezes mais caro do que pelo Butantan, por meio de uma providencial empresa intermediária, onde mora o dragão da corrupção. Preço do Butantan: US$ 10. Preço da World Brands (de Santa Catarina!): US$ 28! US$ 18 a mais em 30 milhões de unidades são US$ 540 milhões de sobrepreço. Mais de R$ 2,7 bilhões! General da Saúde dos bolsos! 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PAZUGATE

A respeito do vídeo que mostra o obediente ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello contratando a compra inicial de 30 milhões de vacinas Coronavac do laboratório chinês Sinovac por nada menos que o triplo (!) do valor oferecido pelo Instituto Butantan, de São Paulo, cabe dizer que se trata de gravíssimo crime de lesa-pátria cometido à luz do dia por um general três estrelas da ativa. O mínimo que se espera como punição é que seja afastado de pronto do Exército e perca as estrelas que não faz por merecer. Sua participação no imbróglio é prova cabal e irrefutável da existência de uma “banda podre” nas Forças Armadas do País. Vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SAIA-JUSTA

Flávio Bolsonaro, respondendo a uma pergunta de um jornalista em 2018 sobre a possibilidade de virmos muitos militares em postos-chave no governo, disse: “É para colocar militares, mesmo. Se quisesse botar ladrões, votaria no PT”. Diagnóstico perfeito à época. Mas a lei do retorno o atingiu em cheio. Não há ainda provas robustas da corrupção praticada na Saúde, mas a saia ficou bem justa.

Paulo H. Coimbra de Oliveira  ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA

Jaime José Tomaselli, dono da World Brand Distribuição, que por Eduardo Pazuello teve as portas abertas do Ministério da Saúde para as tratativas com respeito à venda de 30 milhões de doses da vacina Coronavac, já foi condenado pela Justiça Federal de Santa Catarina por participar de um conluio que fraudou documentos de importação de produtos. E, por mais uma vez, vemos fraudadores profissionais associando-se, em tentativas, ao governo Bolsonaro para que, nestes tempos de pandemia, tenhamos mais tantas razões para concluir que as mortes de brasileiros são mais devidas ao caráter assassino e omisso do governo do que ao próprio vírus.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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TRISTEZA

Graças à atuação dos responsáveis pela CPI da Covid-19, estão aparecendo as tramoias, tramas e conspirações na gestão de Eduardo Pazuello na Saúde. Na semana passada, o representante da Davatti deu uma enorme contribuição para mostrar o estado de putrefação a que chegou a gestão Pazuello, quando dois grupos disputavam como abutres a compra das vacinas que nunca existiram. O Ministério foi militarizado por oito coronéis, um cabo da Polícia Militar, um sargento da Força Aérea, assessorados por um reverendo – só faltou a assessoria do Inri Cristo. Todos com acesso à cúpula do Ministério. Por sorte, o funcionário de carreira Luiz Miranda deu um basta na corja e todos foram demitidos. A contribuição do representante da Davatti só não foi completa porque ele se utilizou do auxílio emergencial que fez um implante de cabelos com linha de pesca e que estavam brilhantes na sua apresentação. Pobres dos brasileiros que perderam a vida pela omissão dos negacionistas e abutres de plantão no Ministério da Saúde, que demoraram a comprar as vacinas corretas, enquanto se digladiavam nos dois grupos dos abutres.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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INTERMEDIAÇÃO

Pelo que temos assistido, se Al Capone estivesse vivo, o Ministério da Saúde o convidaria para iniciar as tratativas de compra de vacinas, existindo elas ou não e pelo preço que Al julgasse razoável. Uma pena, para muitos, que ele já morreu, embora pelo visto não faltem outros Capones por aí.

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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RECESSO

Terminado, afinal, o tour hospitalar de Jair Bolsonaro, Brasília, também em férias, se prepara para receber seu hóspede palaciano. Com o recesso do Senado, a possibilidade de acessos dos refluxos bolsonaristas fica bastante reduzida, garantindo ao paciente um pouco de sossego em suas atividades diárias. Só nos resta almejar que ele aproveite o interregno e não invente novas estripulias para infernizar nossa vida.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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RECOMENDAÇÃO MÉDICA

Nosso presidente teve alta no domingo e seu médico recomendou que ele recomeçasse se poupando, mas não deveria se preocupar, porque ele não trabalha desde que tomou posse...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SEMIPRESIDENCIALISMO COM O CENTRÃO?

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, (PP-AL), líder do Centrão e apoiado por Bolsonaro, agora articula uma PEC implantando uma mudança no sistema de governo do País para o semipresidencialismo, mais uma inovação semântica para dizer parlamentarismo, introduzindo a figura do primeiro-ministro. O objetivo de Lira é esvaziar a pressão para o impeachment de Jair Bolsonaro. Convenhamos, essa situação já foi longe demais. O País está enfrentando uma pandemia que já matou mais de 540 mil brasileiros, grande parte deles por culpa do pior presidente da história da nossa República. Com uma incomum ignorância em dirigir os destinos da Nação, o chefe do Executivo desmontou a excelente equipe do Ministério da Saúde para colocar lá um general da ativa, ignorante em Medicina, que, além disso, como a CPI do Senado vem comprovando, permitiu uma escandalosa corrupção, que procurou assaltar o erário, aproveitando-se da desastrada e absurda política do presidente, para dizer o mínimo. Não bastasse esse crime, Bolsonaro também autorizou uma maior devastação da Amazônia – leia-se roubo de árvores públicas – a ponto de só em 30 meses do seu governo a floresta ter perdido uma área igual à do Estado de Sergipe. Ou seja, contribuindo também para o aquecimento global do planeta. Ora, e agora, ainda nos apresentam um temor de que os comandantes das Forças Armadas poderiam apoiar Bolsonaro numa tentativa de ele assumir o governo como ditador? Não acredito que o Exército que lutou na Itália contra o nazismo vai apoiar um ditador deste jaez, e muito menos que as demais nações do planeta irão deixá-lo nos destruir como civilização, devido ao aquecimento global, que é uma certeza científica, não apenas uma hipótese, como acreditam os terraplanistas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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REMENDOS NOVOS EM PANOS VELHOS O ROMPEM

Não há dúvida sobre a necessidade de mudança de nosso regime político, dando-se por definitivamente encerrado o insólito e gerador de crises presidencialismo de coalizão. Porém, não pode um novo modelo ser substituto do incontornável impeachment de Jair Bolsonaro, sob cujo desgoverno a maioria dos brasileiros – descamisados – neste momento passa fome e se expõe à morte pelo vírus, que não é vencido por hospedeiros organicamente debilitados em suas formas de resistência. No futuro, como disseram ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Michel Temer, poderemos adotar o semipresidencialismo sugerido pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, pois qualquer regime de governança será livre dos vícios que contaminam o atual modelo. Contudo, a pauta do momento é o impeachment.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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EXEMPLOS PERFEITOS

A maioria da Câmara dos Deputados, chefiada pelo deputado Arthur Lira, após conceder um aumento bilionário ao Fundo Eleitoral para 2022 (que beneficia reeleições e nem deveria existir) com a desculpa de que o presidente da República não consegue governar, em vez de acabar com este desgoverno através do impedimento, previsto pela Constituição, quer alterá-la para transferir mais poder ao Legislativo, ou seja, para eles mesmos. São dois exemplos perfeitos do uso do poder público em benefício próprio, que abre caminho para a corrupção. Todo poder emana do povo, e seu uso em benefício próprio deveria ser crime de lesa-pátria.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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FUNDO ELEITORAL 2022

Cinco bilhões e setecentos milhões nem de longe quantificam o tamanho da falta de vergonha destes sujeitos autoproclamados  “representantes do povo”...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA VERDE-AMARELO

Auxílio emergencial, bolsa família, merenda escolar, auxílio gás e outros programas sociais são provas cabais de que o governo  reconhece a extrema desigualdade e pobreza vigentes no País. Enquanto o Congresso Nacional aprova, na calada da noite, um fundo eleitoral vergonhoso, absurdo e desproporcional de R$ 5,7 bilhões para 2022, na cidade de Cuiabá (MT) centenas de pessoas se aglomeram em frente a um açougue para receber com a benevolência do proprietário ossos. Ossos que servirão para um caldo. E, em contrapartida, os parlamentares se regozijam com bilhões do dinheiro público. É o cúmulo do absurdo.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SOBRE O AUMENTO INDECENTE

Poeira assentada, cólicas atenuadas, a sociedade soube como se deu o indecente aumento do fundão eleitoral, “jabuticaba” aprovada no lusco-fusco da sessão que discutiu a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em represália ao presidente da República, que denunciou o cambalacho e o responsável pela medida, o deputado Marcelo Ramos (AM), vice-presidente da Câmara, ora abrigado no PL, oriundo do PCdoB, usou as desconexas e cansativas narrativas e retóricas do G7, da CPI da Covid, para contra-atacar. Deputado, menos! O uso da máscara está entre as restrições à pandemia. Não se valha disso para se esconder sob outras máscaras, a da hipocrisia e da covardia. Sabemos de suas ideologias e de suas raízes. Que fase, hein, irmãos amazonenses! Auguramos sucesso e fé na escolha acertada dos seus representantes no certame de 2022. A amostragem dos atuais parlamentares nos envergonha como um todo. Urge uma extrema rejeição aos mandatários do Amazonas que já estão em campanha pela reeleição ou para o retorno ao Executivo.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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VETO

O aumento absurdo e descabido do Fundo Eleitoral merece ser vetado e o povo espera isso do presidente da República. Esta é a nossa última esperança para pôr fim a este absurdo. Ao Congresso Nacional cabe receber todo o nosso repúdio e desprezo, pois demonstrou não representar o povo ao qual jurou defender.

José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo

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‘AS DEMOCRACIAS (AINDA) SOB CERCO’

Oportuníssimo e provocativo o texto de Luiz Sérgio Henriques. Inquietante pensar numa estratégia fascista e manipuladora implacável, ainda que executada de maneira tosca. Uma terceira via equilibrada e revisionista é o melhor que se pode desejar a este país com tantos talentos. As urnas responderão em uníssono: Eles não!

Luiz Carlos Andrade Júnior landrade53@hotmail.com

São Paulo

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CORRENDO DO PREJUÍZO

A soltura de Elaine Lessa, mulher do assassino da vereadora Marielle, ocorrida na última sexta-feira, apesar de condenada junto com o marido por crime de obstrução da Justiça, teve repercussão negativa – sinalizando impunidade – e despertou o Ministério Público Federal (MPF), que dormitava sobre outra persecução criminal contra o mesmo grupo criminoso, incluindo Elaine  Lessa. Uma vez  despertado, não foi difícil ao MPF obter na Justiça Federal uma nova ordem de prisão preventiva contra esta meliante de alta periculosidade. Assim, em mais uma ocasião, a Segurança Pública precisou correr do prejuízo, desta  vez com sucesso. Simples assim!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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IMPUNE ETERNAMENTE

O Brasil é um país engolfado por denúncias. Agora, por exemplo, dão conta de que o legado da Rio-2016 possui obras inacabadas, projeções fracassadas e projetos no papel. É fato, é recorrente, provoca indignação, mas e daí, os responsáveis estão presos? Apenas Sérgio Cabral? Onde estão os outros, no colo da (in)Justiça? Um país que aponta eternamente será um país impune eternamente.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SEM-VERGONHICE

Câmara de SP aprova nova taxa para Uber, 99, iFood e Rappi  (Estadão, 16/7). Quer dizer, então, que, se eu pegar um taxi tipo Uber ou pedir uma comida por delivery em casa pelo iFood, eu tenho de pagar para sustentar esta corja da Câmara de Vereadores de São Paulo? É muita sem-vergonhice desses safados!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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LAZER NA PAULISTA

A Avenida Paulista voltando a funcionar como “rua de pedestres” um ano e quatro meses depois que essa prática de lazer popular foi suspensa em razão da pandemia (Estadão, 19/7, A13) é um alívio para os paulistanos. A alegria de artistas, ambulantes, moradores da cidade e turistas é contagiante e pode servir de parâmetro para iniciativas do gênero em outras localidades e regiões. Importante registrar que foram poucos os sem máscara ou com ela mal posicionada, que logo corrigiram a atitude. Com o quadro sanitário melhorando, não será de estranhar se em pouco tempo estivermos recebendo a autorização para sair às ruas sem máscara, como já ocorre nos Estados Unidos, Espanha, França, Israel, Itália, Nova Zelândia e outros pontos do planeta que já imunizaram a população e controlaram o avanço epidêmico. Depois de muita discórdia e tentativas de aproveitamento eleitoral da pandemia, estamos entrando nos eixos. A expertise adquirida em décadas de vacinação contra diferentes males é agora empregada e a população já é maioria imunizada. A população tem de se manter alerta e com os cuidados porque, mesmo cedendo, a pandemia ainda se faz presente. A melhor forma de combater a covid-19 não é um bom tratamento ou vagas em hospitais e UTIs. O bom – e mais seguro – é não ficar doente. E isso só depende de cada um de nós. Se não acabarmos com o coronavírus, ele poderá acabar conosco. Acautelem-se.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                      

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