Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Doideira

Não dá para dizer se o governo brasileiro é autocrático, teocrático, oligárquico ou sei lá o quê. Sua forma pseudodemocrática, que se diz presidencialista de direito, na verdade oscila entre essa forma de governo e um parlamentarismo disfarçado de fato. No Brasil o governo sofre mutações quase diárias. No momento o que se vê é um presidente da República entregando o poder a um grupo de parlamentares fisiológicos da pior espécie, pois, antes de defender os interesses nacionais, procuram atender a seus objetivos particulares, normalmente ligados a transações tenebrosas envolvendo pesada corrupção. Para piorar o quadro surge um tertius, uma autoridade militar que se acha no direito de determinar (autocracia ditatorial) como deve ser o processo de votação de 2022, desprezando a lei e as determinações da Justiça Eleitoral. Se Sérgio Porto fosse vivo, certamente ele diria que, sem dúvida, este é um país de governo doido.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Golpismo

O histórico de Jair Bolsonaro revela um perfil de agitador com sinais de demência. Agitador porque é uma pessoa que provoca agitação política, social e sublevação da estrutura institucional vigente. Demência porque mantém comportamento inusual, que sugere loucura, insensatez, idiotice (Do desgoverno ao golpismo, 25/7, A2). O demente sofre de distúrbio mental temporário ou permanente. Age de forma incoerente, fora do comum, de maneira pouco inteligente, ignorante, insensata. Não consigo imaginar como tal personagem possa ainda seduzir parceiros civis e militares para uma ditadura de negócios. Seria porque já comprou setores de seitas religiosas, grupos de políticos, empresários, militares, motivado por cobiça oportunista? Submetam urgentemente esse personagem a uma junta de psiquiatras, encaminhem para tratamento médico e tirem esse cara de lá.

NELSON FREDERICO SEIFFERT NFSEIFFERT@OUTLOOK.COM.BR

FLORIANÓPOLIS

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Lembrete aos militares

É fácil achar-se valente quando se tem o poder das armas na mão. A valentia e a coragem se medem por parâmetros moral e ético, além do respeito às leis. Os militares lembrem-se disso quando esbarrarem na covardia de ameaçar o povo brasileiro de lhe retirar o direito a eleições livres, secretas e pacíficas.

ELIANA FRANÇA LEME  EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Tudo passa

A despeito dos destrambelhados que estão no poder, e em breve irão para a lata de lixo da História, teremos, sim, eleições no ano que vem. Eles passarão, e nós poderemos enfim respirar novos ares. Tenhamos fé.

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

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Reeleição mais distante

Com as declarações de Bolsonaro de que a filiação partidária está difícil porque não encontra nenhum partido que possa chamar de seu, está na hora de ele repensar esse projeto e desistir de vez. Para alguém que já declarou que governar este país é impossível e não vislumbra nenhuma chance de vencer a eleição pelo sistema atual, que considera venal, o melhor será aposentar-se, voltar a pescar e passear de moto. Quanto aos seus filhos, que se virem e façam o possível para se manterem longe da prisão, o que ele parece ter garantido para si mesmo.

LAIRTON COSTA LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Eleições 2022

Medo da terceira via

O sonho é poder viver e empreender no mundo dos negócios num Brasil respeitado, sem rachadinhas nem triplex, com um genuíno líder comprometido com reformas que levem o País ao desenvolvimento calcado na dignidade do combate à corrupção, na defesa da ciência, da educação e da segurança pessoal e jurídica. Como disse, com propriedade o Estado (O medo de Lula e Bolsonaro, 24/7, A3), o que ambos temem, Lula da Silva e Bolsonaro, é o surgimento de uma terceira via assim, que possa representar essa esperança para aos brasileiros.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Mau currículo x capivara

O editorial O medo de Lula e Bolsonaro mostra com perfeição o quanto ambos os candidatos temem o surgimento de um terceiro nome viável. E tudo fazem para impedi-lo. A prevalecer essa situação até a eleição de 2022, o que é provável, só restará ao eleitor, já devidamente assaltado pela vigência do aumento do fundão eleitoral, entre outras benesses parlamentares, não dar ouvidos às bobagens de campanha vociferadas por ambos e usar o melhor de seu julgamento na escolha do novo presidente, comparando o mau currículo de um com a capivara do outro. Pobres de nós.

LAZAR KRYM LKRYM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Quem de centro?

Onde encontrar um candidato à Presidência da República que seja honesto, competente, equilibrado e venha como opção de centro? Mencione-se ao menos um nome que possa desequilibrar a tendência que as pesquisas apontam, de um lado, para os que não temem “certo autoritarismo militar” e, de outro, para bandalheiras de outra ditadura que se formava, cuja face foi exposta, e acabou expulsa do poder a tempo de levar-nos ao pleito de 2018, que não aprovou nenhum nome de centro. Se não fosse a pandemia, que se apoderou da política depois do carnaval de 2020, o que seria do atual governo? Onde estão a honestidade, a competência e o equilíbrio? Pergunte-se a quem tem poder se este o inebriou, seduziu, fez seus olhos brilharem. Pergunte-se aos ministros do STF e do TSE, a todos os que Marco Aurélio Nogueira cita em O poder, os tiranos e os piores (24/7, A2). Certamente o candidato de centro jamais existirá, entre tantos mandando e tendo tantos podres poderes.

CARLOS LEONEL IMENES LEONELZUCAIMENES@GMAIL.COM

NAZARÉ PAULISTA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FATOS IMAGINÁRIOS E GOLPES DE ESTADO

A política, em grande parte, é um valhacouto de mentiras ou simulações. O golpe militar de 1964 veio calcado nas inverdades que corriam de lado a lado na guerra fria. A URSS e a China dizendo que tomariam o mundo, pois o “imperialismo era um tigre de papel”. Da banda ocidental, tudo o que não se conformava às ideias do EUA era a ameaça comunista em andamento. Hoje, um desgoverno que nem sequer é capaz de forjar compromissos internacionais, isoladamente, com seus militares e outros prosélitos violentos e sonhadores, lança o pretexto de que as urnas eletrônicas são inconfiáveis. Idôneo é o papelório... Sem produzir nenhuma prova do que diz, assemelha-se ao litigante judicial ímprobo, que responde por perdas e danos. Estas serão sua defenestração do poder sem nenhuma perspectiva histórica de retorno.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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VOTO IMPRESSO

Na pauta do Congresso Nacional, a instituição de voto impresso. Não tive acesso ao projeto, mas parece que será emitido comprovante de votação e para quem se votou. Ótimo para o eleitor que vende seu voto, pois disporá de prova para cobrar o preço, mas também – e aqui o perigo – não poderá dizer ao patrão que votou noutrem. O controle ficará mais fácil do que nos tempos em que moradores de uma cidade se transferiam para outra a cada dois anos (refiro-me a São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, quando elegiam prefeito e vereadores com dois anos de diferença entre um município e outro). Eles constavam sempre de novas seções eleitorais onde a apuração revelava maciça votação nos mesmos nomes. Assim também ocorreu em Diadema na eleição do segundo prefeito – as seções criadas com novos eleitores recém-transferidos deram a vitória ao sucessor. Tanto não bastasse, com o reforço do fundo eleitoral vamos garantir melhor financiamento das campanhas ilusionistas, enganadoras do eleitorado. Esse fundo deveria ir para o Tribunal Eleitoral disponibilizar, na internet, os dados verdadeiros identificadores de cada candidato, bem como, ao menos, as suas propostas.

Nevino Antonio Rocco  nevino_a_rocco@yahoo.com

São Bernardo do Campo

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BOLSONARO E A URNA ELETRÔNICA

Há dias não me sai da cabeça uma pergunta: se a urna eletrônica é fraudável e não crível para o presidente da República, então sua eleição foi fraudada? Ele foi ou não eleito por meio do voto eletrônico?

Noemi Tetner noemi.tetner@icloud.com

São Paulo

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PLANO B, ME ENGANA QUE GOSTO

O avanço da CPI da Covid sobre a farsa das vacinas levou Jair Bolsonaro a tentar mudar o foco das atenções com sua arma favorita, o xingamento de adversários, instituições e, suprema ameaça, de impedir as eleições. A reação dos atingidos, além do tiro n’água das “declarações ameaçadoras” do seu capataz de dia, o levou a apelar para o infalível plano B, a facada, que dizem ter sido o fator decisivo na vitória de 2018. Mais uma farsa perpetrada pelo incorrigível, o plano passa pela revelação da crise de soluços, internação no Hospital das Forças Armadas de Brasília e, talvez por lá não ter tomógrafo, a recomendação de remoção do paciente para o São Paulo de Doria. Aí começa o show, acompanhado 24 horas até pela por ele referida Globo Lixo: a viagem de jatinho seguido do avião de apoio, cortejo com séquito de 30 carros e batedores para poder ser contemplado pelo povo, até a tomografia. Foi recomendado seguir o tratamento convencional alimentar e laxantes, dispensada a cirurgia. Houve tempo para padres, visita sem máscara a outros pacientes, entrevista ao Sikêra Junior, sem esquecer as redes sociais da #QuemMandouMatarBolsonaro, operada por seus pimpolhos. Tão grave quadro não impediu, no entanto, a viagem do vice Mourão a Angola, para o Encontro de Países de Língua Portuguesa. Resta aferir a reação da cidadania, excluídos os fanáticos do mito, pois a imprensa já fez a sua parte na pantomima e a nossa está no custeio de mais esse show.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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RECIBO

Caso a votação em urna eletrônica seja realmente não deformável, por que a hesitação em aceitar o recibo para viabilizar um controle?

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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URNAS ALI BABÁ

Como funcionam as urnas eletrônicas Ali Babá? Ora, o eleitor vota em um candidato – digamos, Bolsonaro –, a tela da urna mostra sua foto e dados, mas o chip da urna registra o voto em Ali Babá, o rei dos ladrões. Ninguém fica sabendo. Quando os votos são descarregados, o chip apaga as linhas de sua programação especial e se torna um chip igual aos demais. Ninguém nunca terá como mostrar que algo incomum ocorreu no processo. Especialmente porque o sistema não é auditável. Como este exemplo, existem outros tantos. Afinal, não faltam recursos para Ali Babá contratar os melhores técnicos em fraudes. E sistemas eletrônicos são sempre sujeitos a fraudes. Tanto na urna como no envio e contabilização dos votos. E não faltam lugares passíveis de serem dominados por alguém como Ali Babá neste Brasil imenso. Nestes locais, programações Ali Babá podem vir a ser feitas nos chips das urnas. Mas as impressoras não são a única forma para descobrir isso. Existem outras alternativas, tal como descobrir o local em que esta programação está sendo inserida e constatar in loco. Mas como se faz para entrar lá? Basta fechar bem os olhos e dizer em alto e bom tom: “Abre-te Sésamo”.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ANTAS E JACARÉS, MITOS BRASILEIROS

O Messias boquirroto e fanfarrão tem toda razão ao duvidar da lisura e credibilidade da urna eletrônica, pois ao longo de seus 30 anos de “encosto” público, foi eleito e reeleito por ela desde sua implantação, em 2014. 18 anos que nem ele mesmo sabe como foi eleito, ou se realmente foi eleito, ou é fruto de fraude. A pensar que considerávamos outra presidente como uma anta. O Brasil é realmente pródigo em mitos, mentiras e mentirosos.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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VIAGEM AO ESPAÇO

Depois da exitosa viagem ao espaço de dois bilionários norte-americanos, Bolsonaro garante que repetirá idêntica proeza.  Promete, orgulhoso, que em 2022 comandará inesquecível viagem, sem data para retornar, a bordo do espaçoso foguete Cloroquina. Levando os inseparáveis amigos, Arthur Lira, Eduardo Pazuello, Braga Netto, Luiz Ramos, Fabrício Queiroz, Marcos Rogério, Eduardo Girão, os rebentos Flávio, Eduardo e Carlos, caixas de chicletes e de leite condensado e uma urna eletrônica.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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OS ASTROS PROTEJAM

Tudo leva a crer, e vários setores da grande mídia dão sinais de desejar a confirmação de que a tão desejada terceira via não vai decolar, pois faltam políticos com carisma suficiente para enfrentar a eleição que promete ser a mais tensa dos tempos recentes e os que até agora tentativamente se apresentaram ainda não se incorporaram ao espírito do povo. Apesar de ainda faltar quase um ano para o pleito presidencial, os institutos de pesquisa mostram números, verdadeiros ou forjados, que tentam convencer os que vão às urnas de que o País precisa, mesmo, é de outro lamentável Fla-Flu, formando, assim, cenário obviamente desfavorável ao aparecimento de alguma esperança no horizonte e indiscutivelmente dando origem a uma perplexidade internacional, na medida em que um dos contendores que aparentemente está sendo empurrado pela goela da opinião pública já foi condenado por corrupção e ainda responde aos respectivos processos, e só não está preso hoje por causa de manobra claramente tendenciosa da Suprema Corte. Que os astros protejam o Brasil.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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PIEDADE, SENHOR!

Enquanto o atual presidente é bombardeado pela imprensa e por formadores de opinião, a volta do ex-corrupto vem sendo colocada como uma boa alternativa. A boiada continua passando. Nenhum dos dois é opção, será que não se vê isso? O candidato do STF não pode voltar ao governo! Que Deus se apiede de nosso país e que surja um nome digno de nossos votos.

Elizabeth Pinto eap.rj@globo.com

São Paulo

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FALSOS NACIONALISTAS

Bolsonaro e Lula, presidente e ex-presidente do Brasil, não acreditam e não aceitam uma terceira via para as eleições de 2022, esta especulação de muitos para a disputa eleitoral para a Presidência da República. Com grande parte do eleitorado atualmente dividida entre esses dois pré-candidatos, eis que eles não parecem se importar muito mesmo com o País e com os brasileiros, pois, se desde já conhecem e sabem que qualquer um dos dois sofre grande rejeição pelos eleitores do outro, como podem desconsiderar os interesses e vontades de todos os eleitores na busca por uma terceira via que fosse conciliadora e aglutinadora de todos os brasileiros? Eis aí os nossos políticos “preferidos” dando razões aos “execráveis” Hobbes e Maquiavel, para os quais o Estado deve desconsiderar as vontades do povo (Hobbes) e deve agir sempre, por seu “príncipe”, e não importando por quais meios, para manter-se no poder (Maquiavel). Pobre Brasil, tão repleto de falsos nacionalistas e tão falto de verdadeiros homens públicos que prezem, primeiro, pelo País e por seu povo, e não por seus próprios interesses pequenos de conquista, poder e glória. Mas a História tudo registra e depura, e o porvir sempre fará justiça aos que souberam honrar o seu momento.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SINUCA DE BICO

Os eleitores brasileiros que desejam eleger um candidato de centro, com perfil de estadista, vão se deparar com uma situação semelhante à do jogador de bilhar em sinuca de bico, diante da urna, na hora de votar, na eleição presidencial de 2022, se Lula e Bolsonaro forem candidatos. Se Lula tem 30% do eleitorado e a direita de Bolsonaro outros 30%, restam 40% para um candidato de centro ser o candidato mais votado no primeiro turno. Mas não haverá só um candidato para receber os 40% de votos do eleitor de centro, mas vários, que dividirão estes votos, conduzindo Lula e Bolsonaro ao segundo turno e o Brasil para o precipício. Sinuca de bico é quando o jogador não tem saída. Não tem como jogar, porque tem outras bolas atrapalhando, e uma bola errada pode ser encaçapada.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O IMPÉRIO DO CRIME

O Brasil segue fazendo péssimas escolhas. Na última eleição presidencial o País teve de escolher entre um criminoso preso e um corrupto em liberdade para presidir a República. O rei da rachadinha, Jair Bolsonaro, assumiu a Presidência da República, um legítimo representante do que há de pior na vida pública chegou ao poder. Quatro anos depois, o País terá de escolher entre o corrupto rei da propina Lula e o genocida Bolsonaro, responsável pelo brutal agravamento da pandemia no País e pela morte evitável de centenas de milhares de cidadãos brasileiros. As instituições prevaricam de todos os lados, PGR e Congresso prevaricam a favor de Bolsonaro e o STF prevarica a favor de Lula. Há motivos de sobra para Lula e Bolsonaro dividirem uma cela na cadeia, mas não há vontade política para que isso aconteça. A bancada da corrupção continuará mandando no País, tanto faz quem será eleito, o Brasil seguirá sendo o império do crime.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FUNDÃO E ARRECADAÇÃO

A personalidade jurídica que comanda o Congresso difere em muito do conjunto das personalidades que o compõem, afinal, tem expertise de longo tempo e domina com facilidade todos os novos que são eleitos. Conseguem, sem nenhuma dificuldade, alterar, ou melhor, desfigurar a nossa nova Constituição em pouco mais de 30 anos com inúmeras PECs. Este “fundão” abominável de R$ 5,7 bilhões é a prova cabal de que consideram os eleitores um bando de otários, úteis somente para pagar impostos e votar como eles querem. E são (somos) chamados de “contribuintes” (!) resignados, obedientes, explorados sem dó nem piedade. Tudo isso é possível porque a tributação é leonina e a arrecadação consequente dessa voracidade predatória proporciona uma arrecadação desproporcional à necessidade. E pensar que o recurso destinado ao Pronampe, por exemplo, não passou de R$ 200 milhões – e ainda não alcançou todos os que o procuraram para sobreviver e manter milhares de empregos vitais com juros – e, ainda, que os auxílios emergenciais foram pequenos por faltarem recursos. E constata-se que se destina a criar os melhores artifícios para nos enganar, de novo, na eleição de 2022 – nova fonte de corrupção à nossa custa! Temos de lutar pela introdução de cédula impressa, opcional, em formato de referendo que, aliado ao voto eletrônico, obrigatório pela Constituição, embora um direito na democracia, dará o caráter legítimo à eleição democrática plena.

Massafumi Araki massafumi.araki@gmail.com

São Paulo

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SOMOS COVARDEMENTE ACHACADOS

Estes pseudorepresentantes do povo brasileiro que votaram pela aprovação de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Eleitoral são os perfeitos abutres de nossa cidadania. Agindo como larápios de nossa autêntica representatividade, usam a função legislativa que lhes foi democraticamente outorgada para surrupiar o orçamento público em proveito próprio, buscando prolongar uma falsa e corrompida representação. Na indiferença omissiva e interesseira de nossas lideranças de esquerda e de direita, esses indivíduos covardemente nos achacam.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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CRISE DE FALTA DE CARÁTER

Nenhuma novidade termos no Brasil o Congresso, o Senado e demais esferas políticas entre as mais caras, inúteis e corruptas do planeta Terra. É assustador e surpreendente nossa sociedade aceitar triplicarem o valor bilionário de gastos públicos no fundo eleitoral em meio à pior crise econômica, sanitária e administrativa desde a vigência da República no Brasil. Historicamente, afirmam que cada povo tem o governo que merece, sendo assim, temos os mais omissos e ignorantes eleitores que abdicam do próprio bem-estar para dar boa vida a uma corja que só faz discursar. A crise é de falta generalizada de

caráter.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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FARSA NO PLANALTO

Jair Bolsonaro age como um trapaceiro no Planalto. Enrolado com possível crime de prevaricação por permitir que amigos vis montassem no Ministério da Saúde uma quadrilha para negociar a compra de vacinas superfaturadas, finge espernear dizendo que vai vetar o excrescente fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões. Porém se manifestou somente depois de perceber a repercussão negativa da pretensão do Congresso, a total indignação da população. O presidente, agora, grita como um cão de guarda, quando, na realidade, nada fez para impedir que fosse votada e aprovada na Câmara e no Senado essa emenda embutida no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que afronta a Nação, porque eleva a verba do fundo eleitoral de R$ 2 bilhões, de 2020, para R$ 5,7 bilhões, destinados aos partidos para financiar seus candidatos na eleição de 2022. Mas, assim como agem os covardes, Bolsonaro, não querendo briga com seu aliado e fiador desta proposta indecorosa, o presidente da Câmara, Arthur Lira, preferiu jogar a culpa no vice-presidente, deputado Marcelo Ramos (PL-AM). Mas dificilmente alguém vai acreditar em mais esta farsa de Bolsonaro.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PROBLEMAS À VISTA

Setores prejudicados querem a volta do horário de verão. Por outro lado, Bolsonaro, autor do decreto da sua extinção, disse, mas não provou, a sua ineficácia. Afinal, excluindo a alteração nos pontos da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), esta é a última digital de Bolsonaro “para o bem do País” que pode também cair. Pobre Bolsonaro. Problemas à vista!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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RETOMADA VERDE

Só restam 12,4% de cobertura original da única e maravilhosa Mata Atlântica. Nesse sentido, a reportagem do Estado mostrando que, das 3.429 cidades onde ela ainda sobrevive, somente em míseros 8% existe algum plano de conservação, indica que possivelmente, num futuro próximo, o bioma sobreviverá somente em espécie de reservas arqueológicas, como o sítio do agricultor Charles Venturini, em Caxias do Sul (RS). A dádiva da existência é uma tarefa divina, mas a conservação é tarefa do homem.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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CRISE AMBIENTAL

Presenciamos mais um ataque ao meio ambiente. No recente editorial Terra arrasada (17/7, A3), fica evidente a iniciativa de mascarar dados ambientais, transferindo o Inpe do silente Ministério da Ciência para a Agricultura. Ao “matar o mensageiro”, o presidente age de modo desonroso, especialmente em meio ao desastre climático na Amazônia e no Cerrado.

Renan Zorzatto renanzorzatto@gmail.com

Valinhos


 

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