Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

‘Eu sou do Centrão’

A grande maioria já sabia do parco e raso conteúdo de Jair Bolsonaro, mas, na esperança de retirar do poder a esquerda corrupta que pilhou o erário, o capitão foi eleito. A esperança era de que, com a nomeação de uma equipe gerencial forte (os ministros), ele somente teria de decidir entre as boas equações formuladas por seu staff. Eis que, passados dois anos e meio, o que se viu foi uma série de ações e decisões que põem o governo do capitão nas mãos daqueles que, em campanha, Bolsonaro mais defenestrou. Doce ilusão a nossa pensar que o capitão poderia permitir-se um rasgo de sensatez, enterrando um passado de 30 anos de inexpressividade como deputado federal. Deu no que deu, um governo acuado caindo na ratoeira do Centrão. Mais triste ainda é ver as Forças Armadas entrando nessa aventura, destruindo uma reputação de bons serviços prestados à Nação.

PAULO PAZINATTO

PAULO.PAZINATTO@HOTMAIL.COM

VINHEDO

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Sem força

Não acredito que as Forças Armadas se deixarão envolver por um capitão que saiu de suas fileiras pela porta dos fundos.

LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O amigo do amigo

A Casa Civil foi ocupada inicialmente por Onyx Lorenzoni, depois substituído pelo general Braga Netto. No início de 2021 o general Luiz Eduardo Ramos aceitou a empreitada de coordenar as ações governamentais, supervisionar as ações de outros ministérios e verificar a legalidade das medidas adotadas. Agora é a vez de ser nomeado para a Casa Civil o senador Ciro Nogueira, investigado em cinco inquéritos pela Polícia Federal – teria recebido dinheiro da OAS, Engevix, Odebrecht e J&F. Bolsonaro confia em Ciro Nogueira, que confia em Léo Pinheiro, José Antunes Sobrinho, Joesley Batista e Marcelo Odebrecht. Bolsonaro vai mostrando aos eleitores quem realmente é – dize-me com quem andas e te direi quem és...

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

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Dinheiro do povo

Fundo eleitoral

Modesto Carvalhosa é vibrante e racional no artigo Inconstitucionalidade do fundo eleitoral (26/7, A2), mostrando que os partidos políticos, tendo personalidade jurídica civil – isto é, não são órgãos do Estado –, não fazem jus a valores e dotações orçamentárias que não estejam em absoluta conformidade com as disposições especificamente detalhadas para esse fim na nossa Constituição. Estaria ele errado? Ou estaríamos aguardando o pronunciamento dos órgãos oficiais que têm competência jurídica para analisar e confirmar essa inconstitucionalidade?

JOSÉ ETULEY BARBOSA GONÇALVES

ETULEY@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Extinção

Vêm a calhar as observações do dr. Modesto Carvalhosa, com perfeito fundamento, sobre a inconstitucionalidade do fundo eleitoral. Em vez de se discutir o montante do dinheiro do contribuinte a ser alocado no fundo, deve-se tratar é de sua extinção, em apropriada ação no STF. E quem doravante desejar se eleger, que financie a campanha com recursos próprios.

GERALDO C. MEIRELLES

GMEIRELLES.ADV@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desigualdade

A inflação e o desemprego em alta provocam mudanças no cardápio do brasileiro comum. Banha de porco, lentilha e ovo estão substituindo o óleo de soja, o feijão e a carne. A merreca do auxílio emergencial não é suficiente para prover uma família do básico necessário. Em contrapartida, os magistrados de Mato Grosso reivindicam aumento no auxílio-alimentação, que é de R$ 1.150... Este, de fato, não é um país sério e muito menos justo.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Farra nas estatais

O fato de a Câmara dos Deputados liberar a farra dos convênios médicos nas empresas estatais, em projeto do PT com omissão do governo federal, é uma vitória da casta dominante, a burocracia, que busca apenas aumentar seus privilégios. Isso demonstra que não temos uma verdadeira democracia no Brasil – mas lembremos que numa ditadura é ainda pior, eles fazem o que querem e a gente nem fica sabendo. Precisamos votar com consciência e mudar o que está aí.

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES

RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Memória histórica

Estátua de Borba Gato

Queimar, depredar e derrubar monumentos não só não muda a História, como apaga a história real dos fatos. É de uma burrice sem tamanho até para os que se sentem, com razão, prejudicados. Esconder, sumir, apagar, cancelar é colocar todas as fichas no negacionismo da terra plana. História é ciência humana que está sendo constantemente reescrita, mas sem referências fica difícil fazer as devidas correções e complementações. Se o bom é apagar, cancelar, temos de ter cuidado com a Guernica, de Picasso... Ou aí não pode? Pelo lado da ciência médica psiquiátrica, sabe-se que o pior dos cenários para pessoas sofridas ou traumatizadas é tentar apagar a realidade, mentir, ocultar, afastar-se do problema, negar, falar pelas costas uma versão. Tomar medidas extremas pensando que são revolucionárias é para quem não tem cultura e é incapaz de pensar alternativas inteligentes. É do diálogo que vem o bem. A História está cansada de provar que medidas radicais só dificultam ou impedem o avanço necessário. Reescrever a História é sempre necessário, apagá-la é um crime contra a humanidade. Borba Gato, rainha Vitória, Edward Colston, o desaparecimento dessas e de outras figuras que estiveram no espaço e sob olhar público por décadas, séculos, só vai servir para que as próximas gerações não venham a ter curiosidade, e isso, sim, é um desastre social.

ARTURO ALCORTA

ARTUROALCORTA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


‘DÊ UM BASTA AO CINISMO’

Está correto o jornalista Carlos Alberto Di Franco em sua coluna de ontem (Dê um basta ao cinismo), mas com um senão, a corrigir: Lula não foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O que o STF fez foi cancelar o julgamento feito pelo então juiz Sergio Moro, para enviar e recomeçar o processo em outro juizado. De qualquer forma, Lula, que não foi inocentado, no momento não está sendo investigado nem é réu, apesar de todo mundo saber de seus crimes no petrolão, etc. Tudo graças a estas indecisas e vagarosíssimas (para não dizer suspeitas) ações dos juízes do STF. Convém aos repórteres do jornal investigarem como está a passagem do processo a um dos juizados do País. Em qual deles será o processo reaberto? O Brasil precisa saber, o mais cedo possível.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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DESESPERO E INCOMPETÊNCIA

Gira solto na internet um vídeo do senador Ciro Nogueira chamando Jair Bolsonaro de fascista e Lula de “melhor presidente que o Brasil já conheceu”. Nesse sentido, só restam o desespero e o reconhecimento da incompetência política como únicas justificativas para que Ciro seja empossado na Casa Civil, o mais poderoso e importante ministério do governo Bolsonaro.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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O MEDO DO BRASIL

O Brasil deveria ter medo de continuar assistindo o triunfo de nulidades como Lula e Bolsonaro no poder. Lula governou de mãos dadas com a corrupção, mensalão, petrolão, roubalheira generalizada. Um terceiro mandato do octogenário Lula seria catastrófico para o País, réu no STF. Lula começaria o mandato brigando na Justiça, sofreria pedidos de impeachment no dia da posse e o País seria paralisado com o governo refém da Justiça. Bolsonaro é muito pior que Lula, suas ações e omissões na pandemia são diretamente responsáveis pela tragédia brasileira: de cada 5 mortes, 4 poderiam ter sido evitadas, não fosse a catastrófica gestão da Saúde na pandemia, conduzida com ignorância e mão de ferro por Bolsonaro. O Brasil deveria ter medo de se transformar de vez numa republiqueta africana, continuar com governantes corruptos e incompetentes como Lula e Bolsonaro, fazendo o povo passar fome e morrer de doenças evitáveis enquanto contam o dinheiro da corrupção. O Brasil não tem futuro com Lula e Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CAPITULAÇÃO

Com a entrega da Casa Civil, núcleo nervoso do governo, ao camaleônico senador Ciro Nogueira (PP-PI), o presidente Bolsonaro, exercendo o nefasto tomaladacaísmo, capitulou de vez ao delegar o comando do País ao famigerado Centrão. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O SUBMUNDO DAS TREVAS

É de espantar quantos chafurdam na lama sob o comando do capitão insubordinado. Augusto Aras, André Mendonça, Polícia Federal, Arthur Lira, Ciro Nogueira, Paulo Guedes, Eduardo Pazuello, Marcelo Queiroga e por aí vai a longa lista dos medíocres que chegaram ao poder no rastro de um desclassificado. Agora, está metido em rachadinhas, nas mortes por asfixia em razão da falta de vacinas e negociações obscuras no Ministério da Saúde – o que sabemos por enquanto. Cultura, Saúde e Meio Ambiente estão destroçados, e nós pagando maquiador para Michelle no hospital, com o despudorado de barriga de fora que, ao fim, não tinha nada, apenas estava entupido com o que não conseguiu expelir pela boca, como faz sempre.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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CONFISSÃO

A CPI da covid-19 não precisa de provas contra o presidente pelas mortes da pandemia. Ele, no sábado, confessou: “Se eu estivesse coordenando, não teria morrido tanta gente”.

Vital Romaneli Penha vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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‘O PODER, OS TIRANOS E OS PIORES’

O Estadão a cada dia reconfirma sua qualidade. O professor Marco Aurélio Nogueira, titular de Teoria Politica da Unesp, na edição de sábado (página A2), em três colunas sintetizou, com rara elegância e acuidade, um retrato fidedigno do infeliz e de nossa infelicidade por tê-lo posto na condição de líder máximo do País. Antes de culpá-lo, já que a responsabilidade pelo descaminho a nós pertence, seria de grave alerta para não repetirmos erros pretéritos e anteriores aos pretéritos, em nossas escolhas para comandar nossa nave no rumo sempre prometido, mas que seja mais breve do que os bíblicos 40 anos.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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‘INCONSTITUCIONALIDADE DO FUNDO ELEITORAL’

O dr. Modesto Carvalhosa denuncia com fundamentos a inconstitucionalidade do famigerado Fundo Eleitoral (Estadão, 26/7, A2), citando o artigo 44, V, do Código Civil. Pergunto então: o que os nobres ministros do STF estão esperando para derrubar esta vergonhosa lei ordinária que tira dinheiro da Saúde, da Educação e do Saneamento? O povo roubado espera que a Suprema Corte mostre o mesmo empenho que teve para livrar seu querido ex-presidente Lula de suas condenações.

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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A FOME DO POVO

É inacreditável que num país como o Brasil, que tem mais de 8.511 quilômetros quadrados e possui um dos maiores rebanhos bovinos do mundo, mais de 19 milhões de brasileiros passam fome, como ilustrou o Fantástico, da Rede Globo, no domingo (25/7), mostrando mais de 100 pessoas numa fila à espera da abertura de um açougue na cidade de Cuiabá (MT), para pegar ossos de boi para matar a fome. Seria bom que alguém avisasse nosso mandatário Jair Bolsonaro, de que a forma que ele utiliza para governar nosso país está literalmente errada – até porque exportar milhões de toneladas de carne para outros países e deixar nosso povo passar fome é simplesmente inadmissível.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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OSSOS

Cenário patético e estarrecedor: filas de brasileiros famintos, nas portas dos açougues, tentando amenizar a fome, literalmente, com ossos duros de roer. As partes boas e suculentas dos bovinos viram manjar dos deuses nas mesas fartas dos larápios que assaltam o Ministério da Saúde com negociatas na compra de vacinas. Oremos.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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FOGO NO BORBA GATO

Vi com espanto os atos contra a, controversa sob vários aspectos, estátua do bandeirante Manuel Borba Gato, em Santo Amaro, São Paulo. Os “manifestantes”, portando faixa de um movimento “revolução periférica” e aos gritos de fascista contra uma figura de século 17/18, colocaram fogo no monumento. Fora a violência do ato, espanta a manifestação de “intelectuais” aprovando a atitude. É claro que esse ato é uma visão míope dos fatos e nem original, porque imita outras controversas, no meu modo de ver, nos Estados Unidos e na Europa. Se não houvesse vandalizados como Cristóvão Colombo e bandeirantes não estaríamos aqui no mesmo compasso do tempo histórico. Fora o vândalo preso, como o movimento Revolução Periférica assumiu a depredação, espero que o órgão de Segurança prenda os demais e responsabilize o movimento, para que isso não encoraje aqueles que fazem da violência sua arma com o amparo da ignorância de que a História é feita por personagens com qualidades e defeitos e num cenário diferente do de hoje.

Noedir A. G. Stolf stolf@incor.usp.br

São Paulo

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SÍMBOLO PAULISTA

Borba Gato foi um bandeirante paulista morador da vila de Santo Amaro. Na sua época, São Paulo era paupérrima e a maior parte de suas terras pertencia à família de um donatário. Subir a serra de Santos em lombo de burro numa trilha lamacenta era para poucos. O que dirá entrar Brasil adentro em batelões esculpidos em tronco único de árvore onde cabiam centenas de pessoas, em busca de riquezas, já que aqui não existiam. A maior parte desses bandeirantes era de cor escura, mestiços de índios, já que Portugal na época tinha 1 milhão de habitantes, sem condições de enviar só brancos para sua colonização. São Paulo não falava português. Falava-se a Língua Geral, misto de Português e Guarani. Borba Gato descobriu as minas de Sabará, a primeira de uma série de descobertas que fez com que a Coroa tirasse paulistas da administração das Minas Gerais. Borba Gato significa o símbolo da realização hercúlea de paulistas. Foi um dos alicerces de um modo de vida que posteriormente se somaria a negros, imigrantes e migrantes para fazer com que nos orgulhemos de pertencer a esta cidade e neste Estado. Não deveria ser ideologizado por esquerda ou direita, numa simplificação de pura imitação ao que se faz lá fora. Sua estátua foi imolada por um bando de arruaceiros ignorantes que viram no ato uma forma de protesto. Nem entendem seu significado. Estariam corretos, se protestassem nas ruas em prol de uma melhor educação, que não receberam.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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COVARDES

Desta vez atacaram a estátua do grande Borba Gato. Fizeram isso porque se trata de estátua, inerte, se não não teriam coragem. Tem sido assim, devendo ser parte da anormalidade denominada “novo normal”, que de novo não tem nada, exceto ódio. Os autores do incêndio à estátua que procurem se informar, com leitura, dos feitos do nosso Borba em São Paulo e em Minas, pelo menos. Covardes, eles nada fazem e só procuram destruir, quiçá por inveja ou burrice, mesmo. Mas não adianta, ele continuará sendo o Borba Gato e eles, os ignorados, que nem de destruir estátuas são capazes.

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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ERROS DO PASSADO

Não é incendiando estátuas e desrespeitando o patrimônio público que apagaremos erros do passado. A maneira correta é impedir que estes supostos erros se repitam. Estátuas representam seres humanos falíveis capazes de grandes feitos, mas também grandes falhas. Estes atos de violência são apenas reflexos de falta de educação e cultura. São cometidos por seres cheios de ódio e covardia. Leis mais severas se fazem necessárias e também condenações à prestação de serviços comunitários.

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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DEPUTADA AGREDIDA

A nebulosa história da agressão sofrida pela deputada Joice Hasselmann, num apartamento funcional de Brasília, num prédio vigiado por seguranças armados e câmeras de vídeo, deixa muitas dúvidas. Apartamento invadido por inimigos políticos ou violência doméstica? A deputada fez questão de inocentar o marido, dizendo que não é mulher de malandro para apanhar. A verdade aparecerá.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CONTO INUSITADO

O que é esta história mal contada pela deputada Joice Hasselmann? Quem lê as redes sociais tem todas as respostas possíveis. Dureza o brasileiro ter de pagar o tratamento, a polícia parlamentar e a segurança, além do carro que parece ficou destruído. Vamos muito mal neste país quando o assunto é comportamento humano daqueles que deveriam dar o exemplo. Por mais que a coisa tenha sido feia, sinceramente, se a deputada queria virar notícia, conseguiu. Agora resta saber o que as investigações revelarão com esta história no mínimo surreal e que debocha da inteligência do cidadão. Aguardemos os próximos capítulos deste conto inusitado.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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NEBULOSO

O caso Joice Hasselmann é absurdo, mas o pior é a nebulosidade das afirmações da própria deputada. Ela não sabe se foi agredida pelo companheiro ou por outra pessoa, e cada hora dá uma versão, parecendo querer proteger o agressor. 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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QUEM SURROU A DEPUTADA?

Este caso do terrível espancamento da deputada Joice Hasselmann não deve ser politizado. É assunto de Polícia. A versão que ela deu, num primeiro momento, é, aparentemente, inverossímil. As suspeitas recaem sobre o marido, mas ela o defende e ele nega, prefere culpar... Bolsonaro! Outra mulher sem a projeção da deputada, caso quisesse proteger o agressor, ficaria quieta, mas ela não pode se manter escondida, talvez por isso partiu para a ofensiva. Descartar o marido como espancador é relativamente simples: um exame de corpo de delito revelaria marcas de uma reação desesperada. Este retardo em informar à imprensa e aos órgãos de segurança e depois acionar o aparato policial da Câmara aumenta as suspeitas de encobertamento pela própria deputada.

Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador

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GRÃ-BRETANHA

No quadro de medalhas da Olimpíada de Tóquio, o Reino Unido aparece como Grã-Bretanha. Este é o nome da grande ilha que contém três países dos quatro que compõem o Reino Unido: Inglaterra, Escócia e País de Gales. O quarto é a Irlanda do Norte, que não fica na Grã-Bretanha, mas na outra ilha, a Irlanda. O nome oficial do Reino Unido é “Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte”. Portanto, o nome correto no quadro de medalhas seria Reino Unido.

Fernão Gondin da Fonseca fernao@pobox.com

Rio de Janeiro

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OS MORTOS E A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

É estarrecedora a notícia publicada no sábado no Estado (página B8) sobre a criação de aplicativos capazes de replicar conhecimentos e memórias de pessoas mortas. Já não bastou digitalizarem um desenho de Picasso após destruírem a obra original, agora querem eternizar as pessoas, transformando os mortos em algoritmos. As pessoas não são arquivos de conhecimentos, saberes, emoções, comportamentos e atitudes. Tentar replicar tudo isso por meio da inteligência artificial é como congelar os mortos e reduzi-los à condição de um totem eletrônico. Como alerta a reportagem, há riscos nisso, inclusive no trato com o luto. É preocupante a invasão desmedida do virtual que, neste caso, tenta reduzir a complexidade do pensamento e do comportamento humanos a fórmulas matemáticas.

Válter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

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CORREÇÃO

O presidente Castello Branco concluiu seu mandato em 15 de março de 1967, e faleceu em acidente aéreo em 18 de julho de 1967. Portanto, não é correta a informação de que com sua morte, em acidente, foi sucedido no cargo pelo general Costa e Silva, como consta no artigo assinado por Aloísio de Toledo César, publicado na coluna Espaço Aberto, na página A2 da edição de sábado, 24 de julho de 2021, de O Estado de S. Paulo.

Sérgio Miranda Paz sergio.m.paz@gmail.com

São Paulo

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