Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2021 | 03h00

Eleições 2022

Terceira via

Excepcional o artigo ‘O Jardim dos Finzi-Contini’, de Luiz Felipe D’Avila (28/7, A2). Que nossos líderes empresariais, políticos, etc., o leiam e entendam que a única forma de o Brasil ter um futuro é fugindo da polarização lula-bolsonaro (em minúsculas mesmo). É urgente e extremamente necessário que as pessoas de bem neste país deixem de se omitir ante a destruição da democracia e das chances que temos de ser uma grande nação. Chega de dormir em berço esplêndido. É hora de esquecer diferenças, pôr egos de lado e criar uma terceira via viável.

MÁRIO CORRÊA DA FONSECA FILHO

MARIO@GMOCOACHING.COM.BR

SÃO PAULO

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Eles, não

Realmente, excepcional o artigo de D’Avila. Precisamos nos unir em torno dessa ideia. Eles, não!

ALBINO BONOMI

ACBONOMI@YAHOO.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Elites oportunistas

Excelente o texto de Luiz Felipe D’Avila: “Lula é a gênese do maior esquema de corrupção da História do País (...) Bolsonaro traiu seus eleitores (...) a defesa dos valores cristãos revelou-se uma farsa quando o presidente é incapaz de mostrar a principal virtude cristã, a compaixão”. D’Avila convoca a elite oportunista e corporativista a mudar de atitude para poder criar uma candidatura presidencial de centro. Mas, a meu ver, esses Finzi-Contini da atualidade só sairão da segurança intramuros se sentirem... medo! Não acredito que tentar estimular uma eventual consciência democrática e um sentimento republicano funcione. Se os tivessem, não teriam embarcado na aventura petista, da qual só apearam (momentaneamente) pela visibilidade internacional da Operação Lava Jato, que, infelizmente, Bolsonaro e o STF se encarregaram de enterrar.

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Acredite quem quiser

É costumeiro ouvir de setores da sociedade, até dos ditos liberais, que Lula nunca foi de esquerda, nem é “um perigo”, como FHC, outro dia. Ele seria de centro-esquerda, etc... Ora, o que mais querem lulistas e satélites é difundir essa enganosa ideia, que facilitaria o caminho da eleição e a ilusão da sociedade, mesmo das camadas mais esclarecidas. Na prática, como bem apontou o editorial O devaneio castrista de Lula (27/7, A3), os governos petistas procuraram minar a democracia para transpor o umbral autoritário. Só não o conseguiram porque veio a Lava Jato, com esse destemido juiz que foi Sergio Moro. Quem não se lembra da “herança maldita”, que Lula apregoava logo que assumiu a Presidência para marcar terreno e iniciar o “nós contra eles”, que dividiu a Nação até hoje? É lamentável ver alguns jornalistas e cientistas políticos pregarem para os incautos que não haverá terceiro nome em 2022 se Lula se fortalecer no centro. É sempre aquele papel de correia de transmissão. Haja paciência!

PAULO CHIECCO TOLEDO

PCT@AASP.ORG.BR

SÃO PAULO

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Reeleição?

Manchete do Estado de ontem: Bolsonaro muda a Casa Civil, para tentar viabilizar reeleição. Será? Pergunta singela: os 75% de eleitores que votaram em Bolsonaro em 2021 apenas para impedirem o candidato do PT vão repetir o voto em 2022? A ver.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Perdição

Que partido estará disposto a aceitar Bolsonaro como candidato à reeleição com sua alta taxa de rejeição? Quanto mais usar dinheiro público para comprar o Centrão e bancar a reeleição, mais vai cair sua popularidade. Só vai bancar os corruptos de sempre, enquanto puxa a corda do seu suicídio político.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

CARMEN_TUNES@YAHOO.COM.BR

AMERICANA

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Esparrela da Casa Civil

O sr. Bolsonaro continua a subestimar os brasileiros e a fugir do impeachment com atitudes moldadas à sua personalidade. E Ciro Nogueira cai nessa.

NEUTON SIGUEKI KARASSAWA

NKARASSAWA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pátria desmoralizada

A mais triste das mortes é a morte moral e ética de um país provocada pelos próprios governantes. Isso vem acontecendo desde 2002 e atualmente está no ponto mais alto.

LOURDES MIGLIAVACCA

LOURDESMIGLIAVACCA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno na saúde

Tratamento de câncer

Quer dizer que o pseudopresidente veta remédios orais para vários tipos de câncer porque não quer que o Estado brasileiro se responsabilize pelas despesas, nem os convênios médicos, que só sabem aumentar as mensalidades?! Ele faz isso porque ninguém da família tem essa doença. Agora, vetar o fundo de R$ 5,7 bilhões, aí não, para não perder o apoio de corruptos. Não tem coragem para isso. Só tem coragem para ofender jornalistas, juízes do Supremo, etc. Vetar dinheiro de político, jamais. Brasil, até quando?

JOSÉ CLAUDIO CANATO

CCANATO@YAHOO.COM.BR

PORTO FERREIRA

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Cloroquina x quimioterapia oral

Curiosas certas atitudes governamentais: todo o apoio ao uso indiscriminado e irracional da cloroquina e veto aos quimioterápicos orais, de eficácia comprovada e com potencial de reduzir a ocupação de leitos hospitalares por pacientes oncológicos. A impressão é que a Nação brasileira não está corretamente representada em Brasília.

MILTON L. GORZONI

GORZONI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Memória histórica

Estátua incendiada

Não vou entrar no mérito se Borba Gato merece ser eternizado com uma estátua, só comento que é moleza vandalizar monumentos públicos no Brasil. Queria ver fazerem isso com uma estátua de Fidel Castro em Cuba ou de Kim Il-sung e Kim Jong-il na Coreia do Norte.

L. NOGUEIRA MARMONTEL

AUTOMATMG@GMAIL.COM

POUSO ALEGRE (MG)


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ROBERTO ROMANO E JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI

Perdemos nos últimos dez dias de julho dois expoentes de nossa elite intelectual, os professores e filósofos Roberto Romano, aos 75 anos, da Unicamp, de covid-19; e José Arthur Giannotti, aos 91 anos, da Universidade de São Paulo (USP), de causa não informada. A morte priva o Brasil da lucidez e do capital intelectual dos dois em meio à evasão de pesquisadores e cientistas, preparados por anos, que não suportam mais viver no ambiente tóxico ao pensamento e à razão que se instalou na academia, na cultura e nas artes desde 2019.

José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

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NEONAZISTA NO PLANALTO

Impressionante! Como não existe nenhuma dúvida de que Jair Bolsonaro é o pior presidente da história deste país, no quesito diplomacia ele é outro completo desastre. Sem nenhum respeito pelo país que infelizmente governa, Bolsonaro teve o desplante de emporcalhar mais uma vez a imagem do Brasil mundo afora quando, espumando sorriso (como foto publicada pela imprensa), recebeu no Palácio do Planalto a neonazista deputada alemã de ultradireita Beatrix von Storch, que também é neta de um ministro de Adolf Hitler. Bolsonaro deixa mais uma vez evidente que idolatra ditadores, torturadores e não tem nenhum apego pelo regime democrático. Da mesma forma, descaradamente, no curso de seu mandato, apoia manifestações idiotas que desejam fechar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, infelizmente, temos um presidente da República desumano e irresponsável, que não deixará nenhum legado decente para nossa população. Só indignação!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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O PRESIDENTE E A ELEIÇÃO

Palavras do presidente Jair Bolsonaro: “Tenho que ter um partido político, não sei se vou disputar eleição do ano que vem. Devo disputar, não posso garantir”. Para mim, faltou fazer aquele jeitinho de criança mimada que nega algo apenas para que lhe digam “Ah! Coitadinho! Disputa a eleição sim, queridinho, poxa, nós vamos sentir tanto se você não fizer isso!”. Porém, como marmanjo que é, que não faz cena nem tem fricote, vamos lhe dizer em bom-tom: Parabéns, senhor presidente, finalmente o senhor percebe aquilo que realmente será de agrado da maioria do povo brasileiro. E que o senhor se mantenha nesta decisão e nesta direção, rumo à aposentaria mais do que merecida, afinal o senhor já deu o seu recado ao País e já nos saiu melhor que a encomenda (melhor do que lhe dizer toda a verdade, não é mesmo?). Adeus!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROIBIDO GRITAR ‘PEGA LADRÃO’

Em 2018, em plena campanha eleitoral, Bolsonaro gravou um vídeo dizendo que o Centrão jamais faria parte do seu governo e, na ocasião, aproveitando o ensejo, o hoje ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, berrava: “Se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”. Por outro lado, Ciro Nogueira chamava Bolsonaro de fascista e optou por apoiar a “tigrada” petista, na pessoa de Fernando Haddad, para a Presidência. Acontece que o tempo passou, as coisas mudaram e hoje Ciro Nogueira, do Centrão, aos beijos e abraços com Bolsonaro, se tornou o novo ministro da Casa Civil. Por isso, de agora em diante, está proibido gritar no Palácio do Planalto “Pega ladrão”, sob pena de demissão!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PEGANDO AS CHAVES

Para oficializar a sua nomeação como ministro da Casa Civil, o mais importante e ativo ministério de um governo federal, o senador Ciro Nogueira só necessitou de duas horas de conversa com o presidente Bolsonaro, no Palácio do Planalto. Pelo visto nem necessitaria que Ciro fosse lá, as chaves da casa poderiam lhe ser entregues por um portador.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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REFÉM

Manchete e revelação que não causaram estranheza, nem mesmo para as pedras das ruas: Ciro Nogueira aceita assumir a Casa Civil. Seria extraordinária e extravagante notícia se o franciscano senador do PP tivesse chutado o balde e recusado o valioso e atraente cargo.  O pote de ouro do governo finalmente caiu todo no colo do volúvel e guloso Centrão. A chave do cofre mudou de mãos. Com direito a saborosas sobremesas de milionário fundo partidário. Membros do Centrão odeiam dieta. Lambem os beiços pelo poder. Não abrem mão dele. Querem sempre mais. Tudo continua como dantes no quartel de Bolsonaro. Com uma brutal diferença: Bolsonaro torna-se refém por completo do Centrão. Não demora Bolsonaro baterá continência para Ciro Nogueira.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SEM ESPERANÇA

Duas notícias que fazem com que não tenhamos esperança neste país: o sr. Ciro Nogueira, que responde a cinco (!) processos criminais, foi nomeado ministro da Casa Civil. E o corregedor nacional do Ministério Público, sr. Rinaldo Reis, alterou a punição no processo administrativo contra procuradores da extinta Operação Lava Jato do Rio de Janeiro: trocou a suspensão de 30 dias por demissão. Por quê? Os procuradores são alvo por terem divulgado informações de um processo. De quem? Dos ilustres srs. Romero Jucá e Edison Lobão!

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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CIRO NOGUEIRA

Quanto mais processos criminais, mais altos cargos ocupam no governo!

Robert Haller

São Paulo

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POLÍTICA

O agora ministro da Casa Civil Ciro Nogueira já foi de esquerda, direita, centro e qualquer direção ideológica que o leve a vantagens pessoais e de seu grupo. É só o que temos neste governo...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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REFORMA CENTRÃO-MINISTERIAL

Com o Centrão mandando neste governo dito Bolsonaro, deveria ser criado o Ministério do Fisiologismo, com as respectivas secretarias especiais do Conchavo, Desvio, Maracutaia, Propina e Trambique. Pelo menos justificaria a indicação de muitos que só sabem fazer isso...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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MEDALHA A MICHELLE BOLSONARO

O presidente Bolsonaro concedeu à sua esposa a medalha Osvaldo Cruz, categoria ouro, pela atuação destacada nos âmbitos científicos e educacionais e também na saúde. Só podemos elogiar esta senhora que mostra estar realmente à altura de seu marido pela atividade constante em prol de nosso país. É pena, porém, que a mídia não deu destaque a essa atividade maravilhosa do casal. É sempre culpa da mídia...

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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A TRAGÉDIA DOS FINZI-CONTINI

Impecável o artigo ‘O Jardim dos Finzi-Contini’, de Luiz Felipe D’Avila. O cientista político acertou em cheio ao comparar esse belíssimo filme ao comportamento de parte da elite brasileira que não hesita em adular os populistas desvairados Bolsonaro e Lula em nome de interesses privados, caso um deles saia vencedor nas próximas eleições presidenciais. Vale acrescentar que essa atitude não se restringe à elite. Abrange igualmente boa parte da população que se deixa convencer por discursos inflamados e frases de efeito, típicos de populistas manipuladores que fazem questão que o povo não aprenda a pensar. Os aristocráticos Finzi-Contini do filme foram engolfados pelo fascismo. A vitória de Lula ou Bolsonaro será uma tragédia. O Brasil não merece.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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O DIVERSIONISMO DA OLIMPÍADA

Para sorte de Bolsonaro e dos políticos envolvidos na CPI da Pandemia, está em andamento a Olimpíada de Tóquio, um acontecimento esportivo que funciona como um bálsamo para eles, porque a população assiste até de madrugada a algum esporte, como a vitória da seleção brasileira sobre a da Arábia Saudita por 3 a 1. Enquanto torcemos, nos esquecemos dos nossos problemas, porque a Olimpíada funciona como diversionismo enquanto vibramos quando nossos atletas conseguem alguma medalha, mesmo que de bronze, como se estivéssemos no Primeiro Mundo, mas nos esquecemos de que os deste grupo são os que lideram o placar de medalhas de ouro. Melhor será deixar o Brasil vibrar orgulhoso quando algum brasileiro ganhar um ainda inédito Prêmio Nobel em qualquer área do conhecimento humano, este sim um prêmio que “medalha” e gabarita um país, mas para chegar lá é necessário um investimento gigantesco em educação para nos tirar desse atraso secular. Só a partir daí poderemos estar no Primeiro Mundo. Infelizmente, investimento em educação nunca foi prioridade nos orçamentos de governo.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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PRATA NO SKATE

Por algumas horas, a skatista Rayssa Fadinha me fez esquecer por quem somos governados e lembrar que a camisa do Brasil não significa o que atualmente o fanatismo bolsonarista pensa.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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ÍTALO FERREIRA

Das ondas das praias de Baía Formosa, no Rio Grande do Norte, surfadas em cima de uma prancha improvisada com a tampa da caixa de isopor em que seus pais vendiam peixes, até a inédita e dourada medalha olímpica conquistada nos Jogos de Tóquio, Ítalo Ferreira provou que o sonho e a vontade de um menino pobre não conhecem limites. De lá para cá, numa prancha de verdade, surfou na praia japonesa a onda vencedora e obteve a consagração como o melhor entre os melhores surfistas do mundo. Viva Ítalo, viva o Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SURFE OLÍMPICO

A Brasilian Storm não deixou por menos. Um é garfado e o outro vem e arrebenta a onda. Se as três primeiras ondas surfadas por Gabriel Medina tivessem notas justas, o recém-naturalizado Kanoa Igarashi não chegaria à final. Os atletas e a audiência do surf não mereciam tamanho desrespeito.

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

Rio de Janeiro

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BORBA GATO

Os bandeirantes, incluindo Borba Gato, entraram terras novas adentro não só para caçar mão de obra, mas também para encontrar riquezas e estender as terras para a coroa portuguesa. Uma destas revisões históricas chama a atenção que os portugueses não tinham cá homens suficientes para montar um pequeno exército de “bandeiras” e que a maioria dos bandeirantes era igual aos que acabavam caçados ou mortos. O desenho do Brasil que se tem hoje se deve muito a eles, os bandeirantes. Portugueses podem ter todos os defeitos do mundo que lhes queiram imputar, mas fizeram uma colonização muito menos violenta que a espanhola. Caso não fossem as terras tomadas da coroa espanhola pelos bandeirantes, a situação das populações locais daquela época e de hoje provavelmente seria outra, muitíssimo pior para índios e africanos. Argentinos contam com orgulho sobre uma guerra em que “não sobraram negros”, no caso índios dos pampas. O século 19 do cone sul da América espanhola foi um contínuo massacre de todos os que não eram brancos. Ainda hoje qualquer um que não seja “europeu”, incluindo as vastas populações andinas, encontram mais dificuldades que as deste país dos bandeirantes. Perante o pensamento atual a ação dos bandeirantes não tem desculpa, mas é um erro grosseiro não olhar a história dentro do contexto de sua época. Ninguém pode afirmar que dentro de um século não se vá acusar e incriminar muitos dos puristas dos dias de hoje. Sobre os bandeirantes, de minha parte não ficaria triste se hoje eles ainda existissem e entrassem mata adentro para buscar novas caças, o que tem de ser feito se queira preservar a Amazônia, outros biomas e inúmeras etnias. Considero completamente absurda a situação que vivemos hoje. Sou absolutamente favorável à preservação e proteção de povos e cultura indígena. Sou absolutamente contra a perda de qualquer bioma ou natureza. Considero literalmente um tiro no pé em nosso futuro o caminho que estamos trilhando. Assim como sou absolutamente contra queimar a história, até porque isso me lembra a Santa Inquisição e os nazistas. Igualar-se a eles considero muito mais que um erro.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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ESCRAVIDÃO E EDUCAÇÃO

Oportuníssimo o artigo de Celso Ming no Estadão de 25/7 (Escravidão, o Efeito Haiti e patrimonialismo). Com base no 2.º volume do livro Escravidão, de Laurentino Gomes, ressalta a importância do escravo para a economia brasileira e desmente preconceitos. Celso ressalta que temos uma dívida com os escravos que trouxeram conhecimentos de várias áreas de interesse econômico, como mineração, metalurgia, criação intensiva de gado, entre outros, inclusive sendo donos de escravos após conseguirem alforria. Por que os líderes dos movimentos para valorização do negro no País, bem como autoridades ligadas à educação, não fazem pressão junto aos Ministérios da Educação ou da Cidadania para que os volumes do livro sejam adotados como obrigatórios no currículo escolar da História do Brasil, e mesmo nas faculdades de Economia?

Luis Tadeu Dix tadix@terra.com.br

São Paulo

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CENSURA, NA CARA DURA

Ler uma entrevista feita com a pesquisadora no Departamento de Comunicação e Mídia da Universidade de Liverpool, Patrícia Rossini (edição de 27 de julho de 2021), defendendo o bloqueio de contas por ser contra o livre pensar é dar razão aos “falsos libertários donos da razão” de plantão de que a censura é o melhor caminho. Ela diz que não adianta apenas a checagem de fatos para eliminar as fake news, mas, pasmem, retirar do ar as páginas, como verdadeiros censores. Engana-se e se mostra antidemocrático tal pensamento. Afinal, caberia aos provedores ou sites de hospedagem destas respostas que, ao verificarem algo fora da realidade, inserir uma nota dizendo “esta notícia contém traços ou denota-se falsa. Portanto, não a compartilhe”. Agindo assim, plataformas como Facebook, Instagram, Twitter, WhatsApp ajudariam a reduzir tanta falácia que vimos hoje. A pesquisadora, com pensamento retrógrado, age como se verdadeira fosse sua intenção em defender a barbárie e dilapidação do livre pensar. Se “penso, logo existo” tivesse sido publicado quando René Descartes estava vivo, com certeza teria sido condenado à morte. Mas, como tal feito ocorreu após sua morte, suas ideias se perpetuaram. Mas hoje, séculos e séculos depois, ainda convivemos com inquisidores que, temendo ideias claras ou obscuras sobre algo, preferem silenciá-las a debater com tais. Se as plataformas começarem a inserir esta simples nota, indicando que o conteúdo é duvidoso, com certeza levantará a possibilidade de uma discussão e não propagação. Descartes já orientava em 1633: “Seja cético e não tome nada como certo, até que haja evidência de que seja certo; divida o problema em dificuldades menores, ordene os problemas do mais simples ao mais complicado até que não haja mais dúvidas, enumere e revise as conclusões”. Hoje poderemos ampliar: após concluir, repasse se for benéfico a todos.

Gregório José gregoriojsimao@yahoo.com.br

São Paulo

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SAÚDE MAIS

O suplemento de Saúde Mais apresentado pelo jornal do dia 27 de julho de 2021 foi extremamente elucidativo tanto para a classe médica e científica quanto para a população em geral. Eu particularmente, médico de 95 anos, com 60 anos de atividade, ao ler este suplemento me entusiasmei com os nossos cientistas brasileiros e do mundo, todos interessados em descobrir qual o melhor tratamento para as doenças mais graves e que às vezes necessitam de novos aparelhos de última geração, já presentes em São Paulo no Hospital Villa Nova Star, da rede D’Or. Parabéns ao Estadão pelo belíssimo artigo e parabéns a todos os nossos cientistas brasileiros e do mundo que trabalham a vida toda para melhorar o nosso bom viver.

Enzo Ferrari ferrari.enzo@globo.com

São Paulo

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