Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Golpe é o que ele quer

Jair Bolsonaro mobilizou todo o aparato do governo federal para mostrar uma teoria falsa, com números falsos, de que o voto eletrônico seria furado, com apuração secreta, etc. Como diz editorial de 31/7 (A3), ele zomba dos brasileiros, insulta a inteligência dos cidadãos.

E admitiu que não tem provas. Mas lá estavam o ministro da Justiça e militares que o cercam sempre. Se a urna é passível de fraude ou violação, como ele diz, o resultado do voto impresso será o que está lá. Claro está que o que ele sugere é um golpe. É isso que ele quer, é disso que se trata. É mentira que queira voto impresso, ele prepara o campo para contestar as urnas e dizer que houve fraude. E deixa claro que eleição que ele perca não vale. Ao exigir voto somente no papel, é aí que está a verdadeira fraude. Imaginem o que aconteceria nos rincões do Brasil ou nas áreas dominadas pelo tráfico ou pelas milícias. Enfim, ficará por isso mesmo tudo o que ele disse sobre o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)?

MARIA TEREZA CENTOLA MURRAY TEREZA MURRAY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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A farsa do voto impresso

Muita bobagem já se ouviu e se leu sobre a impressão do voto depositado na urna eletrônica para possibilitar uma eventual auditoria. Espanta a quantidade de gente que faz eco ao nosso Pinóquio. Tanto Bolsonaro como os muitos ingênuos que apoiam a tresloucada ideia de imprimir o voto depositado na urna eletrônica parece que não atentaram para o detalhe de que acoplar-lhe uma impressora não vai comprovar fraude alguma. A impressora não é um ente autônomo que imprime o que lhe der na telha, é tão somente um componente do sistema da urna e vai imprimir o que o sistema mandar. Assim, se o candidato A tiver x votos depositados na urna e o B tiver y votos, a impressão vai mostrar... que A teve x votos, B teve y votos. Como se queria provar.

RENATO F. FANTONI RFFANTONI@IDENTIDADESEGURA.COM.BR

ITATIBA

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CPI da Covid

Bolsonaro ignora o apelo de líderes do Centrão e insiste em ameaçar as eleições de 2022. No meu entender, essa insistência em desacreditar as urnas eletrônicas, neste momento, é só para desviar o foco da CPI da Covid, que está de volta.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

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Sem partido

Antes de Bolsonaro falar de voto impresso, deveria encontrar um partido para se hospedar.

FRANZ JOSEF HILDINGER FRZJSF@YAHOO.COM.BR

PRAIA GRANDE

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Tira-teima

Depois de assistirmos ao show de videogame do youtuber de Bolsonaro na última live, e este, apesar de todas as promessas, admitir que não tem provas das supostas fraudes, tenho uma sugestão para acabar de vez com esta novela: o ministro Luís Roberto Barroso (TSE) convocar o youtuber e Bolsonaro juntos para fazer os testes com urnas reais que são usadas efetivamente nas eleições e ver se ele consegue realizar o mesmo que “demonstra” nos vídeos, o que eu duvido. Mas se conseguir, o TSE reconhece a vulnerabilidade e providencia o comprovante impresso; se não conseguir, acabam de vez a farsa e o discurso de Bolsonaro.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI SAVOLDELLI@UOL.COM.BR

SÃO BERNARDO DO CAMPO

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Interpelação

Com relação à reportagem Siglas pedem interpelação de Bolsonaro (1.º/8), não basta partidos o acionarem por suas declarações, é preciso entender que se trata de pessoa com comportamento anormal. O histórico do personagem indica que está afetado por psicopatia. Distúrbio mental grave que o torna incapaz para o cargo de presidente. Com sinais de demência, atua como agitador, provocando insegurança política, social e a subversão da ordem pública.

É preciso tirá-lo urgentemente de lá. Impeachment já!

NELSON FREDERICO SEIFFERT NFSEIFFERT@OUTLOOK.COM.BR

FLORIANÓPOLIS

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Eleições 2022

Polarização

Brasileiros e brasileiras, nem Bolsonaro nem Lula da Silva, o nosso país precisa de um estadista. Precisamos deixar de ser um país vira-lata. Parece-me que a História cunhou em nosso povo que temos de ser passivos e aceitar o que vier como dirigente político. Temos de acabar com esse paradigma. Não saímos da condição de Terceiro Mundo, até quando aguentaremos? Presidencialismo de coalizão já deu. Urge mudarmos esta terrível situação.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS RZEIGLEZIAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fome no Brasil

Sem comida, sem teto...

Todo voluntário que trabalha com moradores de rua sabe como é difícil obter recursos governamentais e como gratifica conseguir alimentá-los, mesmo com recursos próprios. Dói demais saber que a fome maltrata, mata, e nem sempre o que se doa é suficiente para saciar cada um deles, plenamente. Nesse cenário, vê-los dividindo o que acabaram de receber com um amigo ou até um desconhecido que chega atrasado nos leva a ter esperança. Oxalá um dia os brasileiros não passem mais fome. Provavelmente, não com ajuda de governos.

MARIA DO CARMO Z. LEME CARDOSO ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Memória perdida

Tragédia desejada?

O governo federal, ao tempo de Abraham Weintraub e Regina Duarte, ignorou a proposta da Prefeitura de São Paulo, no governo Bruno Covas, de assumir a gestão da Cinemateca Brasileira. O resultado é mais uma parte de nossa História aniquilada pela negligência estatal. Agora o governo federal diz que vai dispor de uma verba para a Cinemateca amputada. Vai dispor mesmo ou é mais uma  empulhação? Por que não o fez antes do desastre? Que interesse está por trás dessa preocupação repentina com a cultura? Quem será responsabilizado por isso?

ELISA ANDRADE ELISA@PORTUGUESEMFORMA.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ALHOS COM BUGALHOS

O ministro Paulo Guedes, o antes apelidado Posto Ipiranga, era aquele que iria implantar as necessárias reformas estruturais, de saudosa memória. Triste sina para quem não se envergonha de prestar o papel de sabujo deste infeliz governo. Sua última proeza foi comparar alhos com bugalhos, desancando a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, que mede a busca por emprego, em favor do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra admissões e demissões nas empresas. Com isso, pretende garantir sua posição entre os áulicos vaidosos e desmoralizados pelo apego a cargos, que dão suporte aos discursos despóticos do chefe autoritário que deles se serve para manter-se no poder.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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DESGOVERNO É...

Um país com 19 milhões de brasileiros passando fome, 14 milhões de desempregados, 550 mil mortos pela covid-19 e que, de quebra, tem um presidente da República que tem como principal objetivo o voto impresso.

Virgilio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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O PLANO

A verdade sobre o voto impresso que Jair Bolsonaro quer: o presidente quer voto impresso porque no sistema atual ele não pode fraudar eleições nem provar que existem fraudes, enquanto com o voto impresso ele coloca em prática o seu plano para melar as eleições. O plano: treinam seus seguidores, que votam em diversas seções (milhares delas), para que votem em A e, quando aparecer o voto impresso, denunciam (com alarde) que teriam votado em B, e não em A, sugerindo que haveria fraude nas máquinas que recebem os votos. Alegam que existe um “programa” que inverte os votos. Como num ambiente de eleição existe uma multidão em cada seção, reúnem testemunhas das queixas apresentadas e, aí, melam a eleição. Por favor, não podemos deixar que façam isso. Não podemos permitir que mudem o sistema de votação e que ponham em prática este plano maquiavélico.

Osvaldo Pineda Filho pinedanac@yahoo.com.br

São Paulo

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CONSELHO AO PRESIDENTE

Uma saída honrosa para o presidente Bolsonaro: se o senhor me permite, presidente, gostaria de lhe dar um conselho, sem qualquer intenção de receber algo em troca, diferentemente dos seus assessores “inúteis” que o rodeiam em Brasília. Antes de mais nada, o senhor deve se conscientizar um pouco do seu “papel” de presidente da República e fazer um esforço para terminar o seu mandato com o mínimo de dignidade. Não se esqueça de que foi eleito legitimamente por sistema eletrônico. O senhor perdeu muito tempo à toa causando aglomerações, soltando palavrões, ofendendo e agredindo seus adversários políticos e inclusive os cidadãos brasileiros com picuinhas. Isso é um problema de caráter seu, mas também indício de que lhe falta uma assessoria mais qualificada. Ainda tem quase um ano e meio para terminar o seu mandato, mas o senhor está devendo muito – e muito mesmo – para as centenas e milhares de brasileiros que o elegeram. Faça um esforço para um dia ser lembrado como um presidente do Brasil que, bem ou mal (até agora tem sido só catastrófico), enfrentou a pandemia de covid-19 e, com isso, tenha uma saída mais honrosa da política brasileira.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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MAIS TRANSPARENTE É IMPOSSÍVEL

Não por acaso desde 1996, quando as urnas eletrônicas começaram a ser implantadas no Brasil, existe a desconfiança sobre a segurança dos equipamentos. Semana passada, o assunto voltou à tona após a divulgação das ameaças do presidente Jair Bolsonaro e do seu ministro da Casa Civil: “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, disseram os dois. Só para lembrar aos desavisados no Brasil, quem decide sobre ter ou não eleições não é o presidente, muito menos um general ministro, e sim o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Congresso Nacional. Em mais uma afronta à democracia, o presidente falastrão tem feito diversas afirmações sem prova, alegando supostas fraudes em eleições anteriores – as mesmas que elegeram ele e seus filhos – e atacando o sistema eleitoral brasileiro, o mais eficaz do planeta, que o elegeu por sete vezes deputado federal. Também para desinformados que sofreram de lavagem cerebral, o voto impresso foi tema da sua única Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada na Câmara, nos seus 27 anos de vida política e parlamentar, ou seja, esta é conversa de perdedor antes do início do jogo. A ideia esdrúxula do presidente é de que o voto seja computado na urna eletrônica e, depois, impresso, sendo confirmado visualmente pelo eleitor e o papel seja depositado em outra urna. A implementação do processo custaria R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos ao longo de dez anos, segundo estimativas do TSE, dinheiro que poderia ser usado para matar a fome de milhões de brasileiros por todo o País. Só lembrando que essa modalidade de voto já foi testada duas vezes, em 2002 e em 2009. Nas duas ocasiões, a proposta foi considerada inconstitucional ao possibilitar a violação do segredo do voto, além de afrontar os princípios da eficiência e da economicidade nos gastos públicos e de em nada tornar o processo mais transparente. Para Jair Bolsonaro e seus lunáticos seguidores, a mulher de César não poderia parecer honesta, tinha de ser. Bolsonaro é, mesmo, honesto como diz ser?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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NOVO PRETEXO

A cloroquina sai de cena e o voto impresso é o novo pretexto para o presidente golpear a democracia e torturar a Nação, trocando falso tratamento para a epidemia por falso motivo para não haver eleição, caso não seja reeleito para acabar sua obra de destruição da nação brasileira. 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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PAÍS DO ATRASO ABSOLUTO

O governo Bolsonaro foi um embuste total. Até hoje a economia brasileira continua uma economia fechada e com um mercado restrito e cartorial, sem nada em nível de mudança efetiva no caráter limitado da economia brasileira. Paulo Guedes é apenas um falastrão incompetente e Bolsonaro, indivíduo sem estatura alguma para a Presidência. Indivíduo limitadíssimo e incapacitado para o cargo. Bolsonaro fala em armas sem nem sequer cogitar de modificar um código penal e uma lei de execução penal, instrumentos legais que apenas facilitam o crime. Preso no Brasil nem sequer trabalha. Inexiste pena de trabalhos forçados, inexiste pena severa para homicidas, que com um 1/6 da pena cumprida estão na rua. Assim como nada é feito no nível do sistema legal ou prisional, nada é feito para melhorar a vergonhosa educação básica do País, a precária infraestrutura ou a péssima renda da população. O mercado de trabalho do País é precaríssimo. O PT como alternativa a este governo obtuso e incompetente seria outro retrocesso. O PT, com as suas práticas populistas, quebrou o País, destruiu o País, entregando bilhões a fundo perdido para Republiquetas e utilizando o Tesouro Nacional como fundo partidário para desvios e corrupção generalizada. Lula é um estúpido ignorante sem formação acadêmica e sem capacidade de gerir uma quitanda. O Brasil, com partidos que nada representam, partidos sem programa e sem projeto para o País, jamais irá sair do mais absoluto atraso. A política brasileira e os políticos brasileiros são o atraso do Brasil.

Paulo Roberto da Silva Alves pauloroberto.s.alves@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A LANTERNA DE DIÓGENES

A única alternativa para buscar um candidato honesto e aclamado pelo eleitor, na polarização entre o sacripanta Lula da Silva e o irresponsável Bolsonaro, é apelar para Diógenes, que, com sua lanterna, ilumine o fundo do poço onde se encontra o nosso país.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PAVOR DE LULA E BOLSONARO

Políticos perversos ou corruptos cedo ou tarde são dizimados nas urnas. Recente editorial do Estadão (24/7) com título O medo de Lula e Bolsonaro, traduz bem essa realidade. Ambos em sua gestão no Planalto – Lula por dois mandatos e Bolsonaro completando o primeiro (se Deus quiser o último) – deixam para o povo brasileiro suas marcas de perversidade institucional e corrupção. Lula até preso foi! E Bolsonaro, angustiado por um provável impeachment, pela falta de compras de vacinas e corrupção no Ministério da Saúde, até preso pode ser, por crime contra a humanidade, pelo seu desprezo pela vida na pandemia.  Em comum, também, Lula e Bolsonaro carregam a humilhante marca de serem reféns do Centrão. E hoje vivem o medo, ou o pavor, de uma inevitável candidatura de terceira via, que sairá de um entendimento sobre um nome para o Planalto entre os principais partidos. Soberbos e certos de que serão respeitados pelos eleitores, criticam: Lula, no Twitter: “É uma invenção dos partidos que não têm candidato. Falam em polarização”. E Bolsonaro diz que “uma candidatura de centro não vai dar certo. Não vai agregar. Não vai atrair a simpatia da população. Não existe terceira via”. Como bem encerrou o editorial: “o medo dos dois é rigorosamente a esperança do País”.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ENTREVISTA COM SERGIO FAUSTO

Para quem sempre votou no PSDB, acho lamentável a entrevista do cientista político Sergio Fausto, que parece desconhecer a história, ao defender Lula e o PT. Cabe lembrar o artigo do também cientista político Luiz Felipe D’Ávila: “Lula é a gênese do maior esquema de corrupção a Historia do Brasil”. E, lembrando a filósofa Hannah Arendt, “aqueles que escolhem o mal menor esquecem rapidamente que escolheram o mal”. Entre Bolsonaro e Lula/PT, não há mal maior ou menor, os dois são o mal, um já demonstrou sobejamente com a corrupção e a incompetência administrativa e o outro está demonstrando o mesmo modo de governar. O mais grave é o menosprezo com que o entrevistado trata o PSDB e os candidatos a candidatos, especialmente João Doria. É uma ilusão pensar que Lula/PT apoiem um candidato que não seja do PT, está na sua gênese. O mal que Lula/PT fizeram ao Brasil é enorme, a mediocrização da política, o capitalismo de compadrio, a corrupção como método de governar, enfim, foram na verdade a causa do surgimento de Bolsonaro. O ilustre cientista deveria saber que Lula é o retrocesso, atraso incompatível com Brasil moderno. Não deveria esquecer a existência da ampla possibilidade de um candidato do centro vencer os dois extremos, pois ambos extremistas são facilmente vulneráveis. 

Fernando Sobral da Cruz fernando@sobraldacruz.com.br

São Paulo

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EUREKA!

Será que estão todos – Centrão, PT e partidos coniventes com o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressista-AL) – interessados em não pedir o impeachment do sr. Bolsonaro para forçar uma disputa com o sr. Lula nas urnas e, assim, não deixar surgir um candidato viável que desbanque os dois? Impeachment já!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CRÔNICA DE UMA FINAL

Chegou o dia da grande final. O capitão comandava um time fraco, que era atrapalhado e fazia muitos gols contra, costumeiramente. Isso irritava tremendamente quem assistia aos jogos, fazendo com que, pouco a pouco, fosse perdendo sua própria torcida para a dos adversários. Era um líder fraco, que comandava seu time à base de berros e xingamentos. Sempre acusava o juiz de ser criminoso e desonesto, favorecendo o adversário nas decisões. Reclamava do VAR e, nos lances mais polêmicos, exigia a impressão da foto, não dando valor às imagens do vídeo. Apesar de todas as trapalhadas, o seu time chegava ao dia da grande final. Sabia que seu adversário era forte e ardiloso como uma jararaca. Nas últimas disputas, contratou um Centrão avante, ops, centro-avante habilidoso e malandro. Desconfiava dele, pois o mesmo já havia jogado no time adversário, mas para a final valia tudo. Tinha certeza de que seria derrotado e, por precaução, fez grande amizade com os chefes da Segurança do estádio, para que, no caso de alguma pretensa injustiça contra seu time, eles pudessem ajudá-lo em suas arguições contra o juiz, apropriando-se da taça de qualquer maneira. De repente, acordei, sem saber do resultado do jogo. Era um grande pesadelo! Mas minha intuição é de que o jogo não acabou bem...

Sergio Lunardi Lopes sergio.lunardi@hotmail.com

São Paulo

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O NOVO GOVERNO BOLSONARO

Ciclo completado: primeiro, a saída do ex-ministro Sergio Moro do governo; e, agora, o convite a Ciro Nogueira (com processos investigados pela Lava Jato) para ministro da Casa Civil. Este é o governo que ia combater a corrupção. Seria cômico, não fosse trágico!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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CASA CIVIL

Ciro Nogueira foi nomeado ou nomeou-se?

Paulo Tilelli de Almeida ptilelli@gmail.com

Bebedouro

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O PC NO COMANDO

Depois de permanecer por mais de 13 longos, intermináveis e sofríveis anos sob o sórdido e corrupto desgoverno do PT, o comando do País acaba de ser entregue pelo impopular populista Jair Bolsonaro ao fisiológico e tomaladacaísta PC, o Partido Centrão. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CRITÉRIOS OLÍMPICOS

Imaginem se os atletas olímpicos fossem indicados como os políticos: teríamos o representante da natação que não sabe nadar, mas agrada a bancada da corrupção; o time de basquete com atletas de 1,4 metro de altura; o gordinho perneta na maratona; o vesgo no tiro ao alvo; e por aí vai. Quem acha que isso seria um absurdo é porque não viu o general leigo, corrupto e incompetente que Bolsonaro nomeou para o Ministério da Saúde durante a pior crise de saúde pública da história da humanidade. Deu no que deu: medalha de pior gestão da pandemia do planeta! Vai Brasil!

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ANDRÉ MENDONÇA NO STF

Em 2002, nas eleições para presidente com a vitória de Lula, o agora novo candidato ao Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, festejou o acontecimento publicando num jornal do Paraná: “Temos o primeiro presidente eleito do povo e pelo povo”. Não resta qualquer dúvida de que, além de extremamente evangélico, também ele seja extremamente petista. Cabe, então, indagar: em processos contra petistas e, em especial, contra Lula, ele irá se considerar impedido ou será mais um a advogar pelo ex-presidiário de Curitiba?

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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É SE ESSA MODA PEGA?

O presidente Kais Saied, da Tunísia, acabou de dar um “golpe democrático de Estado”. Declarou, unilateralmente, que o país está em estado de caos para demitir o primeiro-ministro, suspender o Parlamento, cancelar a imunidade parlamentar de seus membros e se promover ao posto de procurador-geral da República para processar os corruptos deputados (leia-se os seus adversários políticos). Ao lamentar tal retrocesso justamente no primeiro país da Primavera Árabe, devemos ficar atentos, porque o nosso capitão pode gostar dessa solução simples para todos os seus problemas, especialmente depois da visita estranha a Jair Bolsonaro e dos elogios ao nosso presidente de Beatrix von Storch, líder do partido da ultra-direita alemã Alternativa para a Alemanha (AfD).

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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SOMOS TROUXAS?

O Congresso Nacional aumentou de R$ 2,1 bilhões para R$ 5,7 bilhões a verba para as festas dos partidos no próximo ano, provocando a indignação dos eleitores. Porém, alvíssaras, fomos salvos pelo nosso presidente, sempre muito correto, que também se indignou com esse aumento e vetou aquele despropósito e reduziu a verba para “só” R$ 4,0 bilhões. Realmente, eles acham que somos todos trouxas. Na próxima eleição temos de mostrar a eles o que pensamos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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BORBA GATO

No artigo de opinião Borba Gato (Estadão, 30/7, A2), o coronel da Polícia Militar paulista e pesquisador Luiz Eduardo Pesce de Arruda teceu algumas reflexões importantes sobre a figura do bandeirante Borba Gato, do movimento das bandeiras no século 17, do heroísmo devotado por autoridades públicas do início no século 20, bem como os atuais movimentos revisionistas, no qual se insere o incêndio da estátua do Borba Gato, no sábado 24/7/2021, em São Paulo. Vale a pena a leitura! É óbvio que o ato em si – um pedaço de concreto pegando fogo – não representa nada. Isso é um ponto. Por outro lado, ninguém é tão inocente assim para achar que colocando fogo em uma estátua de um bandeirante fará com que o imaginário social criado em torno da figura dele e das atividades exercidas, inclusive em outros Estados, pelos bandeirantes paulistas diminua numa sociedade conservadora como a nossa. É óbvio que ninguém é inocente assim. No entanto, é válido considerar – e daí vem o valor histórico do ato, ao meu juízo – a oportunidade que se abre, no mesmo dia de protestos pelo País contra o governo Bolsonaro, de discutir este tema, principalmente com as novas gerações. Não acho que “deixando de falar sobre determinadas figuras ou acontecimentos históricos, evitaremos que o seu legado se perpetue”. A história existe para ser enfrentada, problematizada e contextualizada, à luz do presente histórico, para que o futuro seja diferente. É nesse sentido, e apenas nele, que vejo importância histórica e política para este ato. Isso posto, a desconstrução de mitos e imaginários e sua recontextualização não passam apenas pelo debate de ideias e/ou narrativas, mas, além disso, passam por como essas ideias refletem as lutas sociais de uma época e como essas lutas sociais ainda existem. Borba Gato, como outros exemplos de bandeirantes paulistas, são figuras que representam contradições sociais e econômicas de uma época que carrega traços no imaginário social brasileiro até os dias atuais.

Kassiano César de Souza Baptista kassianocesar@hotmail.com

São Paulo

 

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