Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Motoqueiros sem causa

Cada vez que tomo conhecimento de uma “motociata”, vem-me à mente o filme Easy Rider, da década de 1960, que aqui recebeu o título Sem Destino. Para os mais jovens, trata-se de motoqueiros do tipo rebeldes sem causa, de comportamento nada elogiável, com motos caras, nada parecidas com as dos trabalhadores que vivem honestamente de entregas de alimentos e outros produtos. O final da fita é desfavorável aos “rebeldes”. Para mim, o fato de uma “motociata” contar com 6.661, 10 mil ou 1 milhão de participantes não assegura a reeleição de nenhum aventureiro presidencial. Graças ao bom Deus.

CARLOS GONÇALVES DE FARIA

SHERIFFFARIA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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‘Motociatas’

Os problemas das tais “motociatas” do sr. Jair não ficam apenas nos custos dos passeios e na irresponsabilidade da aglomeração e do não uso de máscaras. É que elas servem também de campanha eleitoral antecipada e outros atos. Sobre um deles transcrevo as palavras de uma prefeita da área central do Estado de São Paulo e que foi a Presidente Prudente: “Gente, eu, como representante maior do meu município, atendo com muito respeito às solicitações de meus superiores de outras esferas – Estado e União. Portanto, foi com muita alegria que recebi um convite do presidente Bolsonaro para comparecer em Presidente Prudente para apresentar ofício, requerendo recursos, e desta forma trazer benefícios para nossa cidade”...

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Interdição

O jurista Miguel Reale Júnior, que dá apoio à CPI da Covid, é enfático ao dizer que Jair Bolsonaro pode ser interditado pelos constantes desatinos que comete. Vai mais longe, afirmando que Bolsonaro é “intelectualmente indigente”, e sugere que uma junta médica avalie sua sanidade mental. Aliás, diz que pelo “conjunto da obra negacionista de Bolsonaro tudo será considerado” pela CPI. Na verdade, o que ainda falta para “enquadrar” Bolsonaro, se é que ainda há tempo?

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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‘O mito de Cuba’

Autodestruição

Enquanto Bolsonaro e seus seguidores não arredam pé da defesa cansativa da ladainha do voto impresso, as lideranças petistas, em vez de aproveitarem o momento para capitalizar – com o perdão do trocadilho – a liderança folgada de Lula nas pesquisas e divulgar suas propostas de governo, insistem em defender o regime falido de Cuba, que não se aguenta mais em pé, como bem aponta o artigo de Denis Lerrer Rosenfield (2/8, A2). Em outras palavras, enquanto o atual governo exibe governança medíocre, o PT de Lula, na falta de projetos, profere asneiras. Não é preciso muita força para destruir os polares. Eles se destroem sozinhos.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Quais reformas...?

Em respeito ao artigo Reforma tributária para quê e para quem? (2/8, A2), não se discute a necessidade de financiar as obrigações naturais do Estado, evitando distorções nos programas públicos, como os enunciados pelo dr. Antonio Carlos do Nascimento. O que se evita discutir é a má qualidade do sistema tributário, regressivo, gravoso para os mais desprovidos; as deformações causadas pelo atavismo no uso eleitoreiro e no “financiamento da democracia” pelos políticos; a estrutura administrativa anacrônica e ineficaz, de que não se cuida; os programas mal desenhados e sem metas. Tudo o que reflete nossa insistência no atraso, já que recursos públicos “não têm dono”. Os órgãos da gestão pública estão sempre buscando mais recursos, mas sem preocupação com uma reforma administrativa que vá além das distorções salariais, promova a modernidade, a eficácia e serviços de qualidade. Enfim, com respeito aos recursos retirados da sociedade pela carga tributária de 35% do PIB, sem paralelo em países de igual padrão econômico.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Guedes e o projeto de calote

O problema não é o meteoro dos precatórios, mas o gigantesco gasto público, o alto funcionalismo, o fundo eleitoral e pirotecnias interesseiras.

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA

ALICEARRUDA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fome no Brasil

É preciso mais

Excelente o editorial A recaída na fome (1.º/8, A3). Campanhas de solidariedade, auxílio emergencial, esquemas de doação de comida, distribuição de cestas básicas com o uso de estoques públicos, operações bem conduzidas de importação e o que mais se possa imaginar para enfrentar a fome das famílias carentes (15 milhões de desempregados e 34 milhões de trabalhadores informais) são todas medidas importantes para momentos de calamidade, mas, a meu ver, insuficientes para garantir o impulso necessário – e já tardio – para o progresso contínuo da Nação. Um país que preze seus cidadãos precisa de políticas de Estado, constantemente aperfeiçoadas e sacramentadas na Constituição, que incentivem a educação, saúde e segurança do povo. Só assim será possível garantir a formação de profissionais aptos e almejados pelas empresas, para que possam crescer e progredir num ambiente honesto e competitivo. Com a palavra os srs. políticos.

LUIZ ROBERTO HIRSCHHEIMER

LUIZROBERTOH@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Obra restaurada

Pedreiro Tebas

A valorização da obra de Tebas, construtor negro e antigo escravo, mostra como o passado pode inspirar (2/8, A12). Floresceu no século 18 e sua lembrança, hoje, indica que podemos encontrar mesmo nas situações mais opressivas o protagonismo subalterno e o estímulo à ação. Bela iniciativa!

PEDRO PAULO A. FUNARI

PPFUNARI@UNICAMP.BR

CAMPINAS

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


LASCADOS

O ministro Paulo Guedes questionou metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revelou desemprego de 14,6%, dizendo que o IBGE está na idade da pedra lascada. Bem a propósito. Lascas foram usadas como material de trabalho por homens da pré-história. Hoje temos um ser pré-histórico na Presidência da República, que usa a truculência e dados falsos como ameaça ao sistema democrático. Seu subalterno da Economia imita o chefe tentando descaracterizar quem aponta suas falhas. Se atuasse com a mesma tenacidade que tem com o apego a seu poder, não viveríamos em época de trabalho árduo, similar ao da pedra lascada, mesmo quando impostos crescem mais do que o previsto, o preço das commodities bombam e a agropecuária só nos dá alegrias com sua competência e resultados. Que o ministro Guedes não se apoquente. Logo mais o Centrão abocanhará nacos deste poder a que dá tanta vida. Talvez a perda lhe traga a compreensão do que sentem os lascados.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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MILAGRE

No fim de semana retrasado, apoiadores do presidente pediam orações nas redes sociais para a recuperação do presidente, que supostamente estava doente, num leito custeado pelos recursos do povo. Pois um milagre aconteceu, o presidente conseguiu fazer uma live em que esbanjou saúde e mentiras a respeito das inexistentes fraudes nas urnas eleitorais para justificar a injustificável adoção do voto impresso para poder pedir recontagem de votos quando vier a ser derrotado por qualquer candidato em 2022. E o milagre se materializou em Presidente Prudente, onde o presidente participou de motociatas e fez discursos de campanha eleitoral, mesmo não havendo eleições e sendo isso crime eleitoral. Quem sabe conseguiu ler o editorial do Estado Bolsonaro insulta o Brasil?

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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INJÚRIA DO PRESIDENTE À NAÇÃO

É necessário admitir: o País sempre desprezado como um quintal maltratado, desde os tempos coloniais, agora é injuriado pelo mais canhestro presidente da República, como registrou o editorial de O Estado. Ao escrever as diatribes contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seus ministros, ele pratica o crime de falsidade ideológica, ao render ensejo a procedimentos policiais. Mais sério do que mera calúnia, que admite a exceção da verdade, apresentada de modo vazio e inepto. Em casos tais, somente funciona a cogência da lei. Aguardamos demais. Talvez pela teoria de que não se internam loucos precipitadamente, transportada para o afastamento da titularidade do mais elevado cargo da Nação.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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VOTO ELETRÔNICO

Se as urnas eletrônicas fossem manipuláveis e fraudáveis, como não cansa de alegar, sem provas, o presidente Bolsonaro – por elas legitimamente eleito em 2018 –, já estaria sendo arquitetado maquiavélica e criminosamente pelo seu staff um plano para que a sua reeleição em 2022 saísse vitoriosa, independentemente da vontade popular, pois não? Após 25 longos anos em que o voto eletrônico é utilizado no País, nunca houve até o presente qualquer indício, prova ou confirmação de qualquer fraude nos resultados apurados com velocidade e precisão. Como se sabe, a desculpa esfarrapada é a arma dos covardes e derrotados. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A INDEPENDÊNCIA DO LEGISLATIVO

Estamos numa semana de alta importância para a vida política brasileira. Enquanto os presidentes da República e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divergem sobre a obrigatoriedade de impressão dos votos nas urnas eletrônicas – o primeiro a favor e o segundo contra –, vimos multidões indos às ruas no domingo a favor da inovação que, na concepção dos defensores, é a garantia da possibilidade de recontagem dos votos em caso de dúvida. Caberá à comissão especial de deputados, na sessão da quinta-feira, dia 5, decidir se aprova ou não a PEC 135/2019, que cria a obrigatoriedade de impressão. Depois, no plenário, a matéria precisará de 308 votos. Se a alteração for aprovada e promulgada antes do dia 2 de outubro, terá de valer já para o pleito de 2022. É o princípio da anualidade, determinado pelo artigo 16 da Constituição, que diz: “A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. Executivo, Judiciário e o povo já disseram o que pretendem. Nos próximos dias, a responsabilidade será dos parlamentares; eles têm de se debruçar sobre o projeto e, com toda independência que o voto popular lhes confere, aplicar o que sua consciência e seu conhecimento da matéria determinam pela lisura, regularidade e aperfeiçoamento do processo eleitoral. Até porque eleições justas, seguras e sustentáveis constituem requisito indispensável para a manutenção do regime democrático. Rejeite-se qualquer tipo de autoritarismo e mantenha-se a independência do Poder Legislativo. Isso é bom para a Nação.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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JUSTIFICATIVA

Para a insistência de Bolsonaro no voto impresso só há uma justificativa: ciente de que será derrotado nas urnas nas eleições  de 2022, ele prega voto impresso para justificar sua derrota, que sem dúvida será acachapante. Simples assim.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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DISSIMULAÇÃO

Os brasileiros não precisam de políticos que só pensam em eleições, com falsas promessas, mas sim dos que estão preocupados com os problemas de seus eleitores. Vale principalmente para o nosso atual presidente e os que pretendem vencer as eleições em 2022. Está mais difícil de ocultar a dissimulação. Estamos atentos...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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RISCO REAL

A democracia no Brasil corre um risco real. Basta olhar as reações do negacionista Bolsonaro em insistir com o voto impresso, mesmo confessando que não tem provas de fraude nas urnas eletrônicas, mas somente fakes News a respeito. De qualquer forma, já está de olho em invasões, como aconteceu no Capitólio norte-americano. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESTILO TRUMP

De fato, é desalentador ver nosso país nas mãos de um golpista sem escrúpulos. Parodiando o grande poeta da nossa língua portuguesa, o presidente é um fingidor. Finge tanto acreditar em fraude eleitoral que deveras leva milhões a acreditarem no seu fingimento. Desta forma, como está na cara, prepara uma revolta no mais puro estilo Trump, para tumultuar o resultado das eleições de 22, a não ser que ele mesmo vença e no primeiro turno. Daí não se falará mais nisso. É a única coisa que lhe interessa. Ora, se temos 15 milhões de desempregados, 30 milhões de subempregados e mais 6 milhões de desalentados passando por severas dificuldades, isso não é problema dele. Nem sequer a pandemia lhe diz respeito. Que seus ministros se ocupem disso. E daí se não conseguirem domar a inflação, o desespero e a fome? E daí se milhões de crianças estão sofrendo por consequência? É da vida! Chega de mimimi. Vejam quanta gente de bem foi às manifestações apoiá-lo no domingo! E os motoqueiros? Todos pedindo o voto impresso! Isso, sim, são patriotas corajosos vestindo verde-amarelo sem máscara, enrolados na bandeira nacional. Os demais, ou seja, os que se constrangem com essa demonstração nazifascista, são todos maricas e ponto final, pois quem manda aqui é ele, o mito, o Messias, o enviado de Deus! Taokey? Nós outros, que nos recusamos a aceitar este cenário fake, vamos engolir tudo isso ou vamos reagir à altura, obviamente, dentro da legalidade, através do voto secreto, depositado na urna eletrônica totalmente segura e confiável e tirar de lá esse mitômano e torturador das mentes sãs?

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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EMBRULHADA ELEITORAL

Se anos atrás tivesse o povo – de quem deveria emanar o poder, segundo nossa Constituição federal de 1988 – sido consultado através de plebiscito, via voto em cédulas de papel e por escrito, se o voto deveria ser depositado em urna eletrônica ou em cédulas de papel, não estaríamos passando por situações como a analisada em A defesa das eleições (Estado, 1/8, A3). Como ex-presidente de seção eleitoral em várias eleições aqui, em Rio Claro (SP), no tempo do voto por escrito, penso que o ritual do voto em cédulas de papel e a apuração pelas turmas, com o acompanhamento de delegados, fiscais de partidos e pelo povo, sob supervisão de juízes eleitorais, tem um custo-benefício altamente compensador e salutar para a cidadania participativa e o sentimento de pertencimento à Nação. O que decidirá o Congresso Nacional em respeito aos eleitores? Lamento não termos ainda o sistema de voto distrital puro no Brasil, para que o eleitor sinta de fato o poder de sua condição de cidadão. A decisão sobre o tipo de voto não deve ser monocrática, ao contrário, deve ser da maioria dos eleitores.

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

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‘A DEFESA DAS ELEIÇÕES’

Estamos sob o domínio do “baixo clero”. A expressão antes relativa aos religiosos que se dedicavam às atividades mais humildes e no contato direto com os mais pobres agora define um conjunto de parlamentares que só se serve das benesses do cargo eletivo, ou cria para si o que não existe para os cidadãos contribuintes. Desse grupo veio o atual ocupante da Presidência da República. E, pelo que se vê, trouxe para seu (des)governo o “baixo clero” de outros setores da administração pública. A escolha do procurador-geral da República seguiu o mesmo critério. Um número muito grande de integrantes do Ministério Público Federal não sabia, até então, quem era o escolhido pelo ocupante da Presidência da República para o cargo de PGR. Por sua disposição em combater a força-tarefa da Lava Jato, ficou bem claro por que foi escolhido. Assim, quem não ficou conhecido entre seus pares pelo trabalho que realizava, e como PGR virou espectador, na expressão da ministra Rosa Weber, assim irá continuar para cumprir a tarefa que lhe foi confiada pelo ocupante da Presidência da República. Se de lá não saiu nada de bom em quase dois anos, não se pode esperar que alguma coisa útil realize agora.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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DUPLA DESTRUIÇÃO

Desde que assumiu, Jair  Bolsonaro tem se dedicado com afinco em destruir a educação, já que o país que ele almeja não deve ter capacidade de entender a realidade. Dessa forma, o estrago feito pelo Ministério da Educação consiste no abandono das crianças à sua sorte durante a pandemia, à discussão de temas absurdos como escola em casa e ao desinteresse em organizar os exames nacionais para aferir a evolução da educação. Além disso, falando agora dos adultos, os cortes de verbas das universidades públicas e da pesquisa e desenvolvimento provocaram um aumento substancial da fuga de cérebros que buscam em outros países o que não encontram mais em nosso país. Como nosso presidente é ignorante e não sabe nem Português, está fazendo o possível para embrutecer toda a população.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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A NAU DOS INSENSATOS

Para que algo valioso surja, é preciso que as formas existentes da relação homem e natureza estejam absolutamente críticas. Isso reflete o momento atual na Terra. As duas forças travam a luta que ninguém de bom senso queria assistir. Difícil que haja alguma chance para o lado mais fraco dessa equação. A natureza é implacável com quem a desafia. Estamos vendo desabrocharem os frutos das sementes do mal que a humanidade vem plantando há séculos. As catástrofes climáticas que achávamos que viriam em breve chegaram mais cedo. Neve nos trópicos, fogo nas geleiras, lixo plástico empesteando todos os mares, hecatombes aterrorizantes já fazem parte do nosso cotidiano. Estamos em pleno Apocalipse. Somos testemunhas deste horror. Num momento tão desafiador, o Brasil é como a nau dos insensatos tendo no seu comando homens totalmente sem noção da gravidade do que acontece e, pior, um desequilibrado no posto mais alto da República, atiçando seu exército de fanáticos a se jogarem numa batalha fratricida na qual só haverá perdedores. O mais grave é que os outros Poderes, que obrigatoriamente deveriam estar contendo o alucinado, compõem-se de insensatos cheios de empáfia que agem como Lady Macbeth e atiçam os que estão colocando fogo no pavio. Gente despreparada para os cargos que ocupam, fora a malta gananciosa que só pensa em se dar bem enquanto o barco afunda, completam o cenário desta tragédia. A quem apelar? É preciso que todos que têm um real compromisso com a Nação se mexam e venham para a frente de batalha, se não, vamos assistir ao fim de uma promessa que nunca se concretizou nem se concretizará.

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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BRASIL ARRUINADO

No futuro muito próximo o Brasil poderá estar seco, haverá falta de água para a geração de energia hidrelétrica, para o agronegócio e até para o consumo humano. Um ligeiro atraso nas chuvas pode trazer esse cenário catastrófico já para este ano. O Brasil segue um rumo insustentável, queimando e desmatando alucinadamente e poluindo os maiores rios do planeta com mineração ilegal. Se esse caminho fosse bom, o Brasil seria hoje o país mais rico do mundo, mas não é bem isso o que está acontecendo: mesmo com todo o desmatamento que já houve, mesmo com o gigantesco crescimento do agronegócio, o Brasil segue estagnado, sem qualquer perspectiva de sair do Terceiro Mundo. O Brasil precisa de uma mudança radical de rumo, todo o dinheiro ganho no agronegócio não será suficiente para começar a reparar todos os erros que o País segue cometendo, não haverá dinheiro no mundo capaz de recuperar a destruição ambiental que a ignorância do governo Bolsonaro está promovendo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A CULTURA DO CANCELAMENTO

Parabéns a Celso Ming, por estar dividindo conosco seu conhecimento sobre a escravidão, um tema que tem a força da brasilidade.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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OURO E PRATA NA OLIMPÍADA

Adoraria ver o prefeito de Guarulhos dar a mais alta condecoração à ginasta Rebeca Andrade pelo feito inédito e também pela vida difícil, cheia de percalços e em geral sem algum apoio, mostrando que o Brasil é lutador e determinado quando quer algo e vai à luta. É extraordinário este feito, pela falta de incentivo há muito tempo para atletas que podem se tonar verdadeiros heróis com o seu trabalho, sua determinação e ambição honestas. É vital que as homenagens sejam sempre em vida, nunca após a morte, algo comum no Brasil. Que Rebeca inspire milhões de brasileiros jovens ou não para sempre lutarem, mesmo com tanta dificuldade. Esta é, sim, uma guerreira do Brasil. Orgulho nacional.

Antonio Jose Gomes Marques a.josegmarques@bol.com.br

São Paulo

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OURO PARA O BRASIL

Só pobres e favelados trazem ouro para o Brasil, ganhos com suor e lagrimas, em Olimpíadas mundiais. Nossos ricos só levam ouro do Brasil para o exterior.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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REBECA

Antes do ouro, prata / Depois da prata, ouro. / Nação inteira está grata. / Rebeca Andrade, um tesouro. / Houve baile da Favela / Por toda a periferia / Sua conquista tão bela / Pede mais Democracia. / Já nos anais da memória / Protegido em cada arquivo / Registro da sua Vitória / Mostra qual o indicativo.

Antonio Francisco da Silva anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

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PELÉ E REBECA

Antigamente se dizia “Pelé e mais dez na seleção brasileira”. Hoje, com o Brasil nos Jogos Olímpicos em Tóquio, podemos dizer “Rebeca Andrade e mais 300”.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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NA CRISTA DA ONDA

Como os surfistas brasileiros conquistaram as melhores posições num esporte dominado por americanos e australianos com acesso às melhores ondas do mundo e a recursos sem limite? Quem começa surfando em tampa de caixa de isopor, quando consegue uma prancha emprestada, ganha um treinamento para enfrentar as ondas com uma garra e humildade que ninguém supera.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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O VAR NO FUTEBOL

Uma ideia que poderia ajudar acaba interferindo de maneira indevida. Se não se sabe usar, que não se use. Se se sabe para que serve, que se treine quem for usar e que seja aplicado dentro das regras definidas. O que não se pode admitir é que o árbitro de campo se torne um palhaço cuja interpretação dos lances, ocorridos a poucos metros dele e sob sua clara visão, não valha nada. Que se divulguem áudios e gráficos para que não paire dúvida sobre a isenção.

Flávio Madureira Padula flvpadula@gmail.com

São Paulo

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