Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O inferno é aqui

“Não tentes um homem desesperado”, como diria Shakespeare (mesmo sem ter conhecido Bolsonaro). A frase cai como uma luva no que vem acontecendo no Brasil, mais precisamente na capital, onde ações tresloucadas – inimagináveis até para um dos maiores dramaturgos de todos os tempos – do presidente e de grande parte do governo podem conduzir o Brasil a um caos ainda maior, além do atraso ao propor profundas mudanças na forma de escolher representantes (voto impresso) e quanto ao regime político (golpe). Seu desespero advém, sobretudo, da incapacidade de lidar com a pandemia e suas graves consequências, com as instituições, com a própria Constituição, e pela similaridade com tudo o que sempre lhe foi afeito – atos ilegais e/ou imorais, indecorosos, ilegítimos, antidemocráticos, etc. Sendo assim, ele sabe que só trilhando o caminho do poder por meio da violência, do retrocesso e das fake news pode almejar alguma coisa em 2022 (quem sabe um segundo turno cada vez mais improvável pelas vias normais?). Daí o desespero. Daí tornar o inferno cada vez mais vazio, com os demônios aqui, parafraseando o bardo inglês.

JOÃO DI RENNA JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

*

Senhor das trevas

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, por sua posição contrária ao voto impresso. Questionou se “só o Barroso está certo” e afirmou que o ministro quer uma “eleição suja e não democrática”. Eleito democraticamente, Bolsonaro age como os ardilosos que, dentro do cavalo de madeira, invadiram Troia para pilhá-la e incendiá-la. Esse senhor, saído das trevas de rachadinhas e fanfarronices, se torna um perigo cada vez mais real, acenando com a ditadura consentida por quem não reconhece a astúcia do lobo à espreita.

MARCELO GOMES JORGE FERES MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

*

Conivência?

Desde que iniciou seu discurso de fraude eleitoral, sem apresentar nenhuma prova – apesar de movimentar a sua rede de fake news –, Jair Bolsonaro vem se empenhando em deslegitimar o sistema que o elegeu. Os abjetos ataques autoritários do presidente, a fim de corroer a democracia, até o momento, não motivaram ações diretas dos presidentes do Congresso. O Brasil não precisa da conivência das instituições com um presidente autoritário, e, sim, requer ações combativas eficazes contra seus ataques à democracia.

RENAN ZORZATTO RENANZORZATTO@GMAIL.COM

VALINHOS

*

Encruzilhada

O Brasil está diante de uma encruzilhada: a democracia, de um lado, e Jair Bolsonaro, do outro. Caberá às instituições brasileiras escolherem o caminho que o País seguirá: continuaremos a ser uma democracia ou seremos uma ditadura sob o comando de Bolsonaro? Não há outra possibilidade, ou o Brasil derruba Bolsonaro ou Bolsonaro acaba com o Brasil.

MÁRIO BARILÁ FILHO MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Voto impresso

Essa insistência no voto impresso do presidente Bolsonaro e seus aliados já cansou. Todos sabemos que o voto eletrônico é legítimo e, como já cabalmente demonstrado, não há como fazer sabotagem ou fraudar. Mas, embora mais que comprovado, nosso ilustre presidente continua bater nessa tecla... Até quando nós, brasileiros, teremos de aguentar tantas lorotas e besteiras desse presidente? Chega! Essa pessoa está ficando insuportável. Já passou da hora de dar o lugar a outro.

DONIZETE APARECIDO DOS SANTOS DONIZETESANTOS294@GMAIL.COM

MARINGÁ (PR)

*

Volta ao passado

Se o voto em papel for ressuscitado, deveriam voltar também o mimeógrafo, o telefone com fio, orelhão com ficha, radinho de pilha, fita k-7, videocassete, meia soquete com sainha pregueada, cabelo Pigmalião, calça boca de sino, blusa de ban-lon, mala sem rodinhas e bombinha de laquê. Tudo isso para combinar com a revolucionária volta do voto impresso. Yes!

ELISABETH MIGLIAVACCA

SÃO PAULO

*

Pingos nos is

Recadinho ao presidente Bolsonaro, parafraseando o consultor político norte-americano James Carville: o voto eletrônico é auditável, estúpido!

JORGE DE JESUS LONGATO FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI-MIRIM

*

Precatórios

Valor não é prioridade

O governo federal quer limitar em cerca de R$ 60 mil o valor de cada precatório a ser pago de imediato e aos demais, aplicar parcelamento em dez anos. Acontece que o valor nominal de cada precatório não pode definir a prioridade de quitação. Em cada processo a Justiça é informada pelos advogados da(s) parte(s) interessada(s) de particularidades que justificam o direito ao pagamento mais urgente dos precatórios – idade avançada, comorbidades, condições econômico-financeiras e outras relativas ao(s) beneficiário(s) das ações. Assim, a proposta do governo, por intermédio do ministro da Economia, deve ser revista a partir de uma análise mais aprofundada dos precatórios que leve em conta a razão de ser dessas dívidas e as prováveis consequências da postergação de seu pagamento. Aumentar o valor do fundão eleitoral não é compromisso assumido do presidente com seus eleitores; mas honrar as dívidas que por força de lei cabem ao Executivo, isso, sim, é compromisso que tem de ser honrado pelo governante de plantão. Não fazê-lo me parece constituir crime de responsabilidade, até prova em contrário.

MÁRIO CASTRO MARIOADERBAL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Meio Ambiente

Amazônia

A Amazônia está se transformando no Titanic do mundo.

WILSON CARLOS GRUBER GRUBERCOMPENSADOS@GMAIL.COM

SÃO BENTO DO SUL (SC)

*


___________________________________________________ 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



HORA DE ENFRENTAMENTO

Falar o que quer e quando quer, assim como agredir quem quiser e como desejar, é atitude sempre assumida por Jair Messias Bolsonaro em defesa de suas ideias e teses. Mas, agora, o Poder Judiciário resolveu assumir a posição de enfrentamento, por intermédio do ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e também do ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação de Barroso, especialmente, sobre a surrada tecla de fraudes nas eleições com as urnas eletrônicas, sem dúvida, colocou Bolsonaro na situação de não mais poder se valer do argumento de auditagem nas urnas, com impressão de votos, como condição para termos eleições. Que a fala do eminente ministro sirva de exemplo a todos, para que parem de ouvir e de se calarem e passem a atacar ou contra-atacar Jair Bolsonaro com argumentos, a demonstrar a falta de base do presidente em suas agressões. Quanto ao Poder Legislativo, este está ausente, engolindo sapos à vontade. Não seria a hora de se manifestar?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

CERCADINHO MIXURUCA

A mídia deu destaque à manifestação de Bolsonaro no cercadinho quando se referiu às posições assumidas pelo Tribunal Superior Eleitoral e pelo STF, que deram um basta às agressões do presidente. Porém a imagem dele falando para meia dúzia de gatos pingados, naquele Português esquisito, era de um boxeador que tinha levado um knockout e mal conseguia se manter de pé. Que venha o golpe final que nos livre deste erro terrível que fizemos na eleição de 2018 e possamos reencontrar nosso caminho com a terceira via.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

*

INQUÉRITO

A decisão do TSE de abrir inquérito para investigar o presidente Bolsonaro em razão de seus constantes ataques ao atual sistema eleitoral eletrônico, bem como suas ameaças de não realização de eleições de 2022, é emblemática. Nunca na história recente da política nacional tivemos uma situação parecida como esta, e esperamos que as legítimas lideranças dos Três Poderes da Nação encontrem uma solução factível no sentido de continuarmos na luta pela construção do grande país com que tanto sonhamos e que temos condições de ser.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

*

BASTA!

Maravilha, os poderes constituídos deram um basta. Chega! Respeito! Esperamos a resposta do Congresso.

Cecília Centurión ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

*

TOC

Todo dia, faça chuva ou faça sol, frio ou com calor, o presidente Bolsonaro insiste em colocar em xeque as urnas eletrônicas em suas falas com apoiadores e em seus discursos. Ele mostra claramente um medo de ocorrer fraude nas eleições e ele perder pelo voto depositado nas urnas para algum outro candidato. Não sou psicólogo mas, por essa atitude obsessiva, acho que o presidente está sofrendo de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) que é um transtorno crônico duradouro, caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões. Pesquisando na internet, descobri que obsessões são pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que são vivenciados como intrusivos e indesejados, e compulsões são comportamentos repetitivos ou atos mentais em que um indivíduo se sente compelido a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser aplicadas rigidamente. O TOC é considerado uma doença mental grave e estima-se que quase 4 milhões de brasileiros sofram com essa doença. Seus sintomas podem interferir em todos os aspectos da vida, como, por exemplo, relacionamentos pessoas, trabalho e outros. A pessoa com essa doença tem alterações no comportamento, no pensamento e nas emoções (medo, desconforto, aflição). Com certeza, é esse medo que o leva sempre a repetir a ladainha de desconfiar, sem ter prova nenhuma, de que as urnas são fraudadas. Ele está com medo, pois já percebeu que sua popularidade, por sua incompetência e falta de preparo, está indo pelo ralo, e com isso sua reeleição está em risco. Enquanto todos os dias, por pavor, ele fica falando essas mentiras, o Brasil está parado, com recorde de desemprego, inflação em alta, sem as reformas de que tanto necessitamos para a economia voltar a crescer. Penso que o mais correto seria o presidente ser interditado e encaminhado para tratamento psicológico com urgência.

Valdecir Ginevro valdecir.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos

*

A SÍNDROME DA REELEIÇÃO

A pandemia está sob controle graças às ações firmes do governo federal: incentivar as medidas de distanciamento social; usar máscaras; comprar vacinas contra a covid-19 na época certa, em quantidade suficiente e pelo preço justo, sem tentativas de superfaturamento mediado por tipos folclóricos e firmas de fachada em paraísos fiscais. O desemprego está em baixa (mais de 15 milhões) e o Brasil conquistou a admiração do mundo graças à sua política de preservação da Amazônia Legal. Neste mundo paralelo, o distante Jair Cloroquina Bolsonaro se dedica a tarefas importantes para o País, como, por exemplo, sair em motociatas, atacar os demais Poderes da República (menos o “Centrão de negócios”, é claro) e espalhar notícias falsas sobre as urnas eletrônicas de votação, mesmo que essas não sejam ligadas à internet e seja impossível falsificar uma impressão digital (nas urnas com leitura biométrica). Não há motivo de preocupação, pois o governo tem pronto o tratamento para esta fase aguda desta “síndrome da reeleição”, o kit ilusão de tratamento precoce!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

TROFÉU PINÓQUIO

Quando no passado o Estadão criou este troféu, considerei ter havido um resquício de maldade ao conferi-lo ao dr. Paulo. Agora acredito que concedê-lo ao ainda presidente seria altamente merecido.

João Paulo Garcia jotapege39@gmail.com

São Paulo

*

HIPOCRISIA

Vamos acabar com a hipocrisia: em qualquer país tomado pela corrupção, nem o voto impresso ou o voto eletrônico são confiáveis!

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

*

FRAUDE ELEITORAL

O presidente não cumpriu nada do que prometeu. Isso é fraude eleitoral. Ele nunca falou que “proteger a família” significava proteger seus filhos. Isso é fraude eleitoral. Ele concedeu a medalha Oswaldo Cruz à sua esposa. Isso também é fraude eleitoral.

Antonio de Padua Teixeira paduat@yahoo.com.br

Goiânia

*

A DEMOCRACIA NA MARCA DO PÊNALTI

Não haverá eleição com Bolsonaro na Presidência da República. O golpe está anunciado, Bolsonaro pretende continuar no poder depois do fim de seu mandato, não vai realizar eleições e fechará as instituições que se opuserem aos seus desmandos. A democracia brasileira está com os dias contados. Depois do golpe de Bolsonaro haverá eleições com voto de papel, como em toda republiqueta de quinta categoria, Bolsonaro irá ganhar, sempre, com 100% dos votos. Até o mais idiota entre os idiotas já deveria ter se dado conta de que o Brasil não pode continuar a ser governado por Jair Bolsonaro. Está mais do que na hora de as instituições pararem de prevaricar e conduzirem Bolsonaro para a cadeia, onde ele deverá terminar seus dias, cumprindo pena pelas barbaridades que cometeu na Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

LONGE DEMAIS

A foto estampada no Estadão de 2/8, da Avenida Paulista, mostra grupos portando nossa bandeira, com o lema Ordem e Progresso, exigindo voto impresso. Na realidade, é um golpe contra a democracia, mostrando que o presidente ultrapassou todos os limites do direito às opiniões democráticas. Começando como cópia de uma tática de Trump de impugnar a sua derrota nas eleições norte-americanas, vai agora se transformando numa tentativa de tomada do poder. Lá, nos EUA, o seu mentor exigiu a recontagem de votos, não deu em nada e, mesmo assim, insuflou um ataque ao Capitólio, sede do Parlamento, matando cinco pessoas. Aqui, com as urnas eletrônicas, não ligadas à internet, desenvolvidas por nossos cientistas e comprovadamente seguras, impede-se Bolsonaro de copiar Trump. Por isso a patacoada de exigir o voto impresso, só para poder imitá-lo. Também imita Joseph Goebbels, ministro de Hitler, que afirmava que “uma mentira repetida mil vezes vira uma verdade”. Isso já foi longe demais. É impossível que não exista em nossa legislação uma norma para que se possa impedir que um presidente da República tente um golpe de Estado. Já basta que um porcentual elevado dos mais de 557 mil mortos pelo coronavírus se deva exclusivamente a ele, à sua luta contra a vacina e às tramoias daqueles que ele colocou no Ministério da Saúde, com o general Eduardo Pazuello. O impeachment de Bolsonaro já passou da hora, impedido primeiro por Rodrigo Maia e, agora, por Arthur Lira, graças ao poder discricionário do presidente da Câmara dos Deputados de decidir sobre o pedido de destituição do chefe do Executivo. Bolsonaro já merece ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, por crime contra a humanidade, assim como aqueles que colaboram com ele.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

*

‘O CAMINHO DO BEZERRO’

As manifestações pró-Bolsonaro, pró-voto impresso, pró-baile-sem-máscara no carnaval da pandemia, pró-tudo-que-vá-contra-as-sobriedades fizeram que eu me lembrasse de um jargão acadêmico chamado O caminho do Bezerro, de Sam Walter Foss. Um dia um bezerro perdido abriu uma trilha na floresta virgem para reencontrar o seu pasto. Conseguiu, mas abriu uma trilha, primeiro na mata virgem que foi trilhada por todos os animais e, depois, pelos homens, daquele momento em diante e para sempre, pelo mesmo e aparentemente único caminho, mesmo se o tal primeiro caminho fosse o mais longo e penoso de todos os caminhos possíveis. Mas e se aquele bezerro pioneiro fosse um louco que previsse o pior dos caminhos, apenas para vê-los, a tantos, seguindo-o de modo cego, surdo e burro?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

*

JORNALISTA AGREDIDO

A nefasta e deletéria polarização dos brasileiros entre “nós” e “eles”, iniciada nos desgovernos lulopetistas, de lamentável memória, segue seu curso no sofrível e belicoso desgoverno Bolsonaro, utilizando a milenar tática romana divide et impera. O jornalista Reinaldo Galhardo, do site SNews, foi covardemente agredido no domingo passado, em Sorocaba (SP), quando gravava ato bolsonarista, sem que as forças policiais presentes fizessem algo para protegê-lo. O que despertou a ira dos agressores da extrema direita pró-Bolsonaro foi a capa do seu celular na cor vermelha. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

‘O OUTRO QUE MORREU’

Nosso presidente é hábil na destruição. Suas tentativas de desconstrução das instituições democráticas são óbvias. Desumano, após mais de 500 mil mortos por covid-19 no País, ele foi incapaz de visitar uma unidade do SUS ou expressar sentimento sincero de pesar pela perda de compatriotas, enquanto membros de seu governo engendravam negociatas na compra de vacinas – uma crueldade inusitada para os padrões brasileiros e incoerência, ao buscar apoio político na religião cristã. O cristianismo prega amor ao próximo, perdão, auxílio. Tudo aquilo de que caçoa. Finalmente, em seu destempero verborrágico, chegou ao máximo de chutar morto. Na sua sanha destruidora imperdoável, nem Bruno Covas é esquecido. Crueldade gratuita. Baixo nível fatal. Quem age desãa maneira não merece perdão ou voto. Merece desprezo.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

BRASIL À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

Em ato de loucura, eleitores brasileiros elegeram o pior dos 513 deputados federais presidente da República, apoiado pelas elites empresariais, alta burguesia e povão fascista, em repúdio a 13 anos de incompetente governo de esquerda, que fora impichado e substituído por político da velha oligarquia. Tendo como herói um coronel torturador e como ideal o Ato Institucional n.º 5, o mais implacável documento da ditadura militar, o ex-tenente insubordinado, equivocadamente eleito presidente, vem desmantelando toda a estrutura administrativa federal, com uma ferocidade nunca vista desde a proclamação da República. Única meta do furioso exterminador do presente e do futuro da Nação é sua perpetuação no poder a qualquer preço. Como seu ídolo norte-americano, Donald Trump, pretende desmoralizar a próxima eleição, desde já acusando de fraude se não for o vencedor, num ato fatal para a democracia no Brasil. Com o Legislativo apático, fisiológico e oportunista de sempre, só resta ao Poder Judiciário e ao povo enfrentar o capitão e sua turba de alucinados golpistas.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

VANGUARDA DO ATRASO

Depois da volta do voto impresso, teremos rádio e TVs com válvulas, além de mimeógrafos para esta imprensa mentirosa.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

*

O DESALENTO E A AUTOESTIMA COLETIVA

Não há países que granjearam prosperidade e índices de bem-estar social sem que, preliminarmente, seus cidadãos não o acreditassem como capaz de resgatar esses valores e participar ativamente da vida política, que não é exclusivamente a partidária. Entre nós, parece que esse apreço é meramente vazio e laudatório nas canções oficiais. Neste momento viceja o individualismo de sobrevivência que a nada conduz (editorial do Estado de 2/7). Sem xenofobia, mas como parte solidária desse vasto mundo de Deus, já passou da hora de condutas positivas, entre elas a de arredar um desgoverno crente no poder pelo poder, como se fosse a única ideia importante a impulsionar uma nação.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

*

A EMBROMAÇÃO DO SEMIPRESIDENCIALISMO

Enquanto se assiste impotente à relação perniciosa do Executivo e do Legislativo, ex-presidentes e figuras importantes do mundo político têm debatido o tema semipresidencialismo como uma solução viável para as constantes crises de governabilidade que vivemos nas duas últimas décadas. No entanto, se até por ditadura já passamos sem resolver a questão da governabilidade, não é alterando o sistema de governo que se vai resolver o problema. É cristalino que a causa dessa degradação reside no efetivo controle dos eleitores sobre aqueles que elegem. Assim, até em razão de nossa sobrevivência como nação, o que precisamos, para ontem, é de uma reforma política ampla que nos dê condições de intervir nos processos de gestão executiva e condução legislativa quando não atenderem o interesse coletivo. Tivéssemos o voto distrital e o recall, não iriamos aturar essas bandalheiras que ocorrem nos Executivos e Legislativos, em todos os níveis. Essas duas ferramentas seriam já suficientes para um controle salutar à autêntica democracia. Portanto, essas figuras representativas do universo político brasileiro, se, ao invés de buscarem um novo sistema de governo, propusessem a reforma que realmente precisamos, passariam para a história como estadistas, e não como atores de uma comédia chamada embromação.

Honyldo Roberto Pereira Pinto  honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

*

SIMONE BILES

Se foi por causa de problemas mentais que a ginasta norte-americana Simone Biles desistiu de concorrer em Tóquio, é curioso que de repente se tenha resolvido a disputar a última prova, na trave. Problemas mentais não se resolvem de hora para outra. Apesar de afastada para “cuidar da saúde mental”, a ginasta permaneceu com a equipe em Tóquio e assistiu a todas as apresentações. A desistência de concorrer causou comoção, expôs seu nome e deu lugar a intensa expectativa em relação à próxima apresentação da estrela. Seria uma questão mental ou estelar? São perguntas que ricocheteiam na trave.

Patricia Porto da Silva portodasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro

*

MIOPIA EM CRIANÇAS

Como foi explicado pelos colegas drs. José Beniz Neto e Fábio Ejzenbaum, a miopia ocorre devido a fatores genéticos, hereditários e fatores comportamentais, estes últimos passíveis de serem controlados, principalmente o uso excessivo de celulares e tablets, dispositivos que são manuseados muito próximo aos olhos  e também computadores. Isso acarreta uma excessiva contração do músculo chamado de músculo ciliar, que é responsável pela acomodação, que é a modificação do formato do cristalino, uma lente natural que temos dentro dos olhos. Essa excessiva acomodação, fruto dos novos hábitos com estes dispositivos, está sabidamente relacionada ao aparecimento mais frequente da miopia e à progressão mais acelerada da doença. As atividades ao ar livre, ao direcionarem o foco da visão para longe, diminuindo a acomodação, sabidamente estão relacionadas a um menor progresso da miopia. Mesmo que seja à noite, ou seja, sem influência da luz solar. Mas o que não pode deixar de ser registrado e que há um recurso conhecido como atropinização dos olhos. O que vem a ser isso? Trata-se do uso do colírio de atropina na concentração de 0,01%. Tal colírio nesta concentração mínima promove um relaxamento do músculo ciliar, levando a uma diminuição do esforço acomodativo. Usado uma vez apenas ao dia, está comprovadamente associado a uma diminuição da progressão da miopia em crianças de baixa idade e adolescentes. Tal conduta está amparada em parecer do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo já há alguns anos. Em outras palavras, conduta reconhecida como válida e eficaz. Cada vez mais oftalmologistas estão fazendo uso deste simples, barato e eficaz recurso oftalmológico. Qualquer colega especialista será capaz de esclarecer dúvidas sobre a utilização do colírio de atropina a 0,01% no controle da progressão da miopia.

Thales Vilhena thalesvilhenagiacchetta@gmail.com

São Paulo

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.