Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Parando o homem

O senador Tasso Jereissati, sobre ameaças proferidas por Jair Bolsonaro, disse, meses atrás: “Alguém tem que parar esse homem aí”. Agora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu inquérito pelas ameaças às eleições de 2022. E o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu investigar o presidente quanto às fake news. Bolsonaro não é filiado a nenhum partido até o momento e muitos lhe fecharam as portas. Mas para concorrer ele precisa estar em algum partido, isso se não virar ficha-suja na Justiça e ficar inelegível. Com ele fora do certame acabará a polarização. E aí teremos terceira via, quarta, quinta, etc. O Brasil agradece.

MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA

MARCIOPED.ITU@GMAIL.COM

ITU

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Popularidade

Deu no Estado que a última pesquisa realizada mostrou que o Jair Bolsonaro se estabilizou e parou de cair. Para mim, fica muito claro que o potencial dele é de 24%, ou dois quarteirões da Avenida Paulista.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Eterna vigilância

Não se pode deixar que a erva daninha se espalhe pelo pasto. O fazendeiro precisa arrancá-la pela raiz para evitar que envenene seus animais. Com criança malcriada não adianta os pais ficarem o tempo todo pedindo que ela tome jeito, é preciso que corretivos lhe sejam aplicados. O excesso de paciência pode causar grandes estragos. Não dê tempo para que o ruim fique pior. E nunca acredite que cão que late não morde. O momento requer que todos os brasileiros estejam atentos.

JEOVAH FERREIRA

JEOVAHBF@YAHOO.COM.BR

TAQUARI (DF)

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Pesadelo

O presidente da República é escuso sobre suas responsabilidades, bravateiro sobre seus feitos medíocres, usa da fé de muitos como combustível para se manter em pé e transborda fatos inexplicáveis quanto à coesão administrativa de sua gestão. Zomba da vida e do bem-estar e afronta quem o critica ou dele discorda. Muitos brasileiros, e aí me incluo, votaram nele para evitar o retorno do PT. E abrimos a caixa de Pandora.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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Gato na tuba

É muito curiosa a insistência do presidente Bolsonaro em defender o voto em papel, mesmo sabendo que as urnas eletrônicas não são fraudáveis. Na verdade, creio eu, ele não está preocupado com a segurança da eleição, mas, isso sim, pensando em como o sistema impresso poderia beneficiar “alguém”... Talvez muita gente não saiba, mas voltar ao voto impresso vai onerar muito os cofres públicos. Imaginem os gastos com a compra de canetas esferográficas, o custo do papel, da impressão e outras despesas inerentes. Depois dos gastos “adicionais” descobertos na compra de vacinas, temos motivo de sobra para desconfiar desse governo.

TOMOMASA YANO

TYANOSAN@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Estranhamento

Em seus 27 anos como deputado, Bolsonaro jamais desconfiou da urna eletrônica? Não pediu revisão de seus votos? Acreditou no resultado? E quando se elegeu presidente, confiou-se eleito? E quanto à eleição de seus filhos, também realizada nas urnas eletrônicas, julgou-as sempre legítimas...?

DOCA RAMOS MELLO

DDRAMOSMELLO@UOL.COM.BR

SÃO SEBASTIÃO

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Desumanidade

A fala de Bolsonaro a respeito do prefeito Bruno Covas (“o outro que morreu”) mostra, mais uma vez, quanto ele é desumano. Falta-lhe empatia e sobra-lhe muita maldade.

LAURA CELIA DALTRINO

LAURACDALTRINO@YAHOO.COM

BRAGANÇA PAULISTA

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Respeito a Covas

E o que dizer sobre aquele outro que, irresponsavelmente, vive passeando de moto pelo Brasil, em vez de trabalhar? Sim, porque para os primeiros mandatários de uma Nação não existem domingos, feriados ou férias. Seria bom que medisse os seus arroubos, antes de falar. Mas isso, no caso da pessoa em questão, é pedir demais.

ALVARO SALVI

ALVAROSALVI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Olimpíada

Caros amigos e amigas do Brasil, esse ilustre sr. Jair Bolsonaro até agora não se dignou a dar os parabéns aos nossos atletas na Olimpíada, que nos dão orgulho de sermos brasileiros e trabalharam duro – sem ajuda desse governo, que só faz intrigas, mentiras e ofensas.

VERA LÍGIA GIOVANETTI D’ARIENZO

VERA.LIGIA@ME.COM

SÃO PAULO

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Precatórios

Ditos

O ministro da Economia, Paulo Guedes, por falta de planejamento e comodismo, proferiu o velho dito “devo, não nego...” em relação aos precatórios das dívidas da União. E eu lhe digo: fiado só amanhã!

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Calote

Pelo que se ouve sobre a origem de certos precatórios, acho que o ministro deveria dizer: "Devo, não pago; nego enquanto puder”.

HÉLCIO VERONESI

HELCIOVERONESI@HOTMAIL.COM

SANTO ANDRÉ

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Em São Paulo

A proposta do governo federal de só honrar precatórios até R$ 66 mil foi chamada de calote pelo ex-ministro Maílson da Nóbrega. Sou funcionário público do Município de São Paulo e tenho um precatório alimentar para receber com valor bem superior a esse. Acontece que o então governador José Serra, juntamente com o prefeito da época, Gilberto Kassab, aprovaram emenda constitucional concedendo ao Município prazo de 15 anos para o pagamento. Como devo chamar isso?

FÁBIO SAMPAIO PUPO NOGUEIRA

FABIO.SP.NOGUEIRA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O DIA D DO VOTO IMPRESSO

Pode começar hoje, às 14 horas, uma das mais importantes reuniões na Câmara dos Deputados. A comissão especial decidirá sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.º 135/2019, da deputada Bia Kicis, que obriga a impressão do voto pelas urnas eletrônicas. Depois de várias tentativas ao longo dos anos e 23 meses de tramitação da atual proposição, voltamos ao tema. Turbinam o projeto a possibilidade de auditar as eleições, as desconfianças do presidente Bolsonaro sobre um suposto esquema de fraude para 2022 e sua divergência e troca de farpas com o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A contenda é perniciosa. Até porque a decisão não cabe ao Executivo nem ao Judiciário; é exclusiva dos parlamentares, que têm de ser responsáveis, agindo conforme seu convencimento, no interesse do processo eleitoral, sem pressão (do Executivo, do Judiciário ou mesmo da população) e sem pensar em cargos, nas próximas eleições ou em qualquer barganha que possa turvar a altivez do ato. Espera-se que atuem adequadamente e que todos os integrantes dos Poderes institucionais contenham-se. Evitem briga, pois ela só servirá para minar a democracia, podendo até desaguar na ruptura institucional, que todos imaginamos como começa, mas nunca como termina. Juízo, senhoras e senhores! 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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INTIMIDAÇÃO NÃO!

Bolsonaro reage ao TSE, diz que não aceitará ‘intimidações’ e que sua ‘luta’ é contra Barroso (Estado, 3/8). Que se diga em alto e bom som ao autoritário, despótico e liberticida presidente Bolsonaro que quem não aceita intimidações é o Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após a longa e sangrenta noite dos anos de chumbo do regime de exceção da ditadura militar, de triste e lamentável memória. É preciso dar um basta às “práticas de abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea”, conforme citado na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, por unanimidade, aprovou a abertura de inquérito administrativo contra Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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EM BUSCA DE ATRITO

O presidente Bolsonaro tenta evitar atrito com o Poder Judiciário, e diz que não aceitará intimidações, que sua luta direta é com o ministro Barroso, presidente do TSE. Comportamento inadequado para quem ocupa o cargo maior da nossa República.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PRETENSIOSO

Lunático e pretensioso, Bolsonaro escolheu como alvo de suas grosserias e diatribes o presidente do TSE e ministro do STF, Luís Roberto Barroso. O mito de barro não se enxerga. Não tem competência nem para amarrar os cadarços dos sapatos de Barroso. O ministro argumenta e escreve com elegância e firmeza. Bolsonaro, por sua vez, bravateia no lodo do meio fio da torpeza, da covardia, da arrogância, da empulhação e do vocabulário leviano e rancoroso dos decaídos de espírito.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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A VOLTA DAS FÉRIAS

No dia 2 de agosto o STF retornou ao trabalho após o recesso de meio do ano. Fosse outro o titular do Executivo, e passaria despercebido esse retorno. Nunca antes o Supremo trabalhou tanto para repetir o que é o Estado Democrático de Direito quanto na época atual, quando o presidente da República se diverte desrespeitando a Constituição e obrigando os ministros da Alta Corte a reiterarem inúmeras vezes o conteúdo e o correto entendimento das regras constitucionais que aquele prócer faz questão de ignorar, embora tenha jurado respeitá-las. No discurso de segunda-feira, o presidente do STF foi levado a lembrar que a democracia admite a liberdade de expressão com responsabilidade,  algo que não compartilha da realidade e do entendimento bolsonaristas.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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INQUÉRITOS NO TSE E STF

Oxalá estes inquéritos venham a tornar Bolsonaro inelegível em 2022.

Robert Haller

São Paulo

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REFLEXÃO

Se o STF e o TSE forem independentes e responsáveis juridicamente, tornarão Bolsonaro inelegível, por crimes de responsabilidade. Mas, caso isso venha a acontecer, estará criada verdadeiramente a terceira via. O que Lula e o PT pensam neste caso, preferem disputar com Bolsonaro ou correr o sério risco de o antipetismo voltar com força? Ciro Gomes, Doria e outros devem estar fazendo essa reflexão.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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FRAUDE ELEITORAL

Acho que entendo o presidente Bolsonaro nesta insistência em afirmar que as eleições de 2018 foram fraudadas. Ele acredita que os brasileiros jamais teriam votado num candidato como ele.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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URNA (DES)FRAUDADA

Será que o nosso ex-futuro embaixador do Brasil nos EUA Eduardo Bolsonaro, filho 03 do presidente, tem motivos para duvidar da lisura do pleito em 2017? Carioca, morador da cidade do Rio de Janeiro, curiosamente foi eleito pelos paulistas deputado federal, com a maior votação da história do Brasil. Ora, a urna utilizada foi a mesma que elegeu o presidente, o governador, senador, deputado estadual e federal. Como parte do clã Bolsonaro, ao contrário do pai, ele parece nunca ter contestado o resultado das urnas, mesmo sendo um parlamentar sem conexão alguma com o Estado de São Paulo, que o elegeu tão fragorosamente – mesmo aqui quase nunca pisando, a não ser, é claro, quando há manifestações e motociatas a favor de seu pai. Será que alguém já teria ouvido falar de algum projeto ou iniciativa em favor deste Estado que lhe entregou de bandeja uma cadeira no Parlamento em Brasília?

Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas

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MEDO

Aos que acusam o presidente da República de estar preparando um golpe, caso perca as próximas eleições, ao insistir na possibilidade das urnas auditáveis, uma pergunta: então por que não apoiamos todos a possibilidade de auditar as urnas e acabar com essa possibilidade de tentativa de golpe? Se as urnas são tão confiáveis, por que o medo de poder auditá-las? Qual é o medo que as pessoas têm?

Renato Fogaça de Almeida rfog@uol.com.br

São Paulo

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CORTINA DE FUMAÇA

Sabem todas as pessoas com Q.I. pelo menos acima de 100 que a celeuma em torno de um hipotético voto com recibo não passa de uma espessa cortina de fumaça, cozinhada nos porões do Planalto. E o que querem esconder? O escândalo da administração/corrupção na Saúde? A inépcia do confiscador Guedes? O desastre na Educação? O rebaixamento do País, pós “boiada” no ambiente e jumência no Itamaraty? Todas as anteriores? Porém, o que mais espanta é que muita gente, até aparentemente educada, aderiu à campanha, deletéria e viciosa, como tudo o que vaza da cloaca bolsonariana. São os mesmos que insistem em que o atual governicho só é ruim porque o Judiciário e o Parlamento restringem e manietam o presidente motociclista, impedido de mostrar as suas supostas virtudes. Sim, seria engraçado, se não fosse trágico. O estado de denegação das evidências mais palpáveis é realmente assustador. O que essas tolas almas não querem enxergar é que o voto “auditável” é desnecessário, donde inútil, embora possa ser extremamente útil para os chefetes e coronéis dos grotões e para os milicianos, tão próximos da primeira famiglia. Fácil de entender: os recibos passariam a ser obrigatórios para comprovar a obediência dos pobres eleitores às ordens de seus controladores políticos. Quer ficar no Bolsa Família? Mostre o recibo. Quer emprego público? Mostre o recibo. Quer vaga na escola? Mostre o recibo. Quer aposentadoria? Mostre o recibo. Não podemos, pois, de forma alguma, nos rendermos aos ladrados de Bolsonaro ou aos esgares de seus sequazes e serviçais que deslustram as fardas que envergam. Mais do que ponto de honra, é matéria de salvação da democracia no Brasil. Resistir e enfrentar são nosso dever inadiável. Não ao voto auditável.

Geraldo de F. Forbes

São Paulo

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MENTIRAS REPETIDAS MIL VEZES

Uma mentira contada mil vezes não vira verdade, afirma o STF, ao contrário do que propalava a propaganda nazista. Mas faz um grande estrago na cabeça de crédulos em falsas e perversas lideranças, como Hitlers de todos os matizes vêm fazendo através da História. Donald Trump conduziu uma turba de arruaceiros a invadir o Capitólio, em ato terrorista, mentindo sobre sua suposta vitória, para espanto do mundo civilizado. Imaginem o que um destrambelhado ex-tenente, insubordinado, que virou presidente e é mitômano consumado, pode causar no Brasil, de todas as falsidades e de um povo que gosta de ser enganado e roubado.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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NO CURSO DA HISTÓRIA

Como historiador, estou assustado com esta atitude do atual mandatário do País, que cotidianamente tem provocado os demais Poderes da Nação. Por mais cautelosas que as lideranças do Legislativo e do Judiciário sejam, as provocações vindas do Executivo estão chegando a um nível que nos leva a temer que tenhamos uma convulsão, que nos leve a uma situação que não podemos aceitar, num momento tão complicado, quando esta pandemia virótica está nos atingindo. Que o Todo-Poderoso nos ampare e não permita que tenhamos uma tragédia que atinja toda a nossa imensa população.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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VOTOS NÃO, GOLPE SIM!

Sabendo que não tem a mínima chance de se reeleger, Jair Bolsonaro insiste em eleições com voto impresso. Quer porque quer voltar ao passado eleitoral, pois está “careca de saber” que será derrotado fragorosamente. Tanto é verdade que Bolsonaro já deixou claro que, por aqui, o problema será muito maior do que a invasão do Capitólio a mando do brother Donald Trump. Afinal, Bolsonaro não quer votos, mas sim golpe. Essas são as reais intenções do negacionista de plantão. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PAVIMENTANDO O GOLPE

Quando se pensa que a sordidez e a imoralidade já chegaram a patamar bem baixo, eis que o sr. Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, consegue leva-las a níveis inimagináveis. Está noticiado que se pretende, com uma só tacada, facilitar a vida de safados e corruptos, limitar a renovação das Casas Legislativas e, de quebra, facilitar o golpe. É inacreditável! Senão, vejamos: primeiro, pretende-se desobrigar a prestação de contas dos “fundinhos” eleitoral e partidário; em paralelo, limitar a participação de minorias, como mulheres e negros (e a relatora desse projeto absurdo é uma mulher!), e, finalmente, censurar a divulgação de pesquisas eleitorais. Sim, isso mesmo: censura! Já havia pensado nessa possibilidade, que me dá medo: no caso de as urnas rechaçarem certo candidato à reeleição, com pesquisas mostrando as tendências de voto, não há como contestar, se a votação apresentar resultado condizente com as tendências tornadas públicas em períodos anteriores à eleição. Porém, se tal informação não puder ser disponibilizada, qualquer propaganda oficial pode se sobrepor. Uma verdadeira mordaça nos canais de divulgação de pesquisas, com o único objetivo de facilitar o golpe, em caso de resultado desfavorável. E o presidente da Câmara está envolvido nisso. Mobilização já contra estes crimes (são, a princípio, 3 em 1) contra a nossa democracia!

Guillermo Antonio Romera guillermo.romera@gmail.com

São Paulo

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TRAIDOR

Um mau militar elege-se presidente, arregimenta, à custa de nomeações bem remuneradas, apoio político entre militares graduados e grupos entediados com a dignidade das lutas históricas pelas lisuras políticas, e, então, como qualquer e vulgar célula cancerosa, ameaça todo o organismo social brasileiro. Nome a ser dado a este personagem? Simples, pois seu nome, exato e devido, é traidor. Traidor dos que, com boa-fé, votaram em alguém que verdadeiramente é impuro de princípios democráticos e republicanos, e realmente é mau. Para este, que a lei se mostre dura e que a terra não lhe seja jamais leve.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PALHAÇADA CRIMINOSA

O Brasil está passando fome, a economia está estagnada, o País enterra milhares de mortos todos os dias – pessoas que morreram de uma doença evitável, basta tomar uma vacina, aquela que o presidente Bolsonaro não comprou. Diante deste cenário dantesco, o País está paralisado por uma discussão absolutamente desnecessária sobre a urna da eleição que se realizará no ano que vem. O fato de o presidente Bolsonaro ter se envolvido no passado em tentativas de fraudes nas eleições com voto de papel torna a discussão sobre a urna eletrônica ainda mais ridícula, é evidente que o objetivo da volta do voto de papel é possibilitar a fraude das eleições. Uma criança consegue fraudar uma eleição com voto de papel, mas até hoje ninguém conseguiu fraudar a urna eletrônica. O Brasil precisa criar vergonha na cara e acabar com esta palhaçada criminosa em que se transformou o governo Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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EM MEMÓRIA DE BRUNO COVAS

Esta semana, até um jovem que perdeu o pai, Tomás Covas, teve de defender a memória do prefeito Bruno Covas contra uma voz dos subterrâneos da loucura. Se o presidente Jair Bolsonaro tivesse uma réstia de dignidade e hombridade, se calaria, emudeceria, terminaria seu mandato, deixaria o País em paz e esperaria o resultado das urnas nas próximas eleições. Quem sabe poderia adquirir um pouco de sabedoria e compaixão, no recolhimento do silêncio. Simples assim.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PRESIDENTE MAU CARÁTER

Dizia o sr. Sebastião Arantes, já falecido, que o homem até para não prestar precisa ter alguma qualidade. Qualidade é o que falta ao sr. Jair Messias Bolsonaro e o que sobra é mau-caratismo, ao ponto de ser corretamente chamado de covarde por um garoto de 15 anos, Tomás Covas Lopes, sobre a menção de Bruno Covas e seu falecimento. Tinha razão o sr. Sebastião.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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MUDANDO AS CASAS LEGISLATIVAS

Estamos assistindo à impunidade tomar conta deste país. Triste ouvir os cidadãos moradores de alguns lugares dizerem que o tráfico domina certas regiões. E, pior, com o conhecimento das autoridades também. Já passou da hora de o Congresso Nacional se debruçar sobre a questão da maioridade penal, uma das promessas de campanha que ajudaram a eleger o atual presidente. Então um jovem que aos 16 anos tem discernimento para votar não sabe o que está fazendo quando rouba ou mata? O mundo lá fora e à nossa volta tem reagido com leis mais duras a fim de enquadrar tais atos de violência. Mas o Brasil continua fechando os olhos para a criminalidade e trata os jovens adolescentes perigosos como coitadinhos. O brasileiro precisa saber que a eleição mais importante é aquela em que ele elege deputados, senadores e vereadores. São eles os encarregados de fazer as leis. Mas, como vivem numa bolha, cercados de seguranças e de mordomias, não se importam com aqueles que são vítimas de suas incompetências e desmandos. Portanto, eleger um presidente não muda o País, quem muda é o Congresso e quem muda o Congresso é o eleitor. Mãos à obra, vamos mudar a cara dessas Casas Legislativas. Já sabemos quem está lá para melhorar o País e quem só melhora a si mesmo.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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