Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2021 | 03h00

O Brasil de Bolsonaro

Surreal

Definitivamente, o Brasil é um país surreal. Temos um liberticida na Presidência da República, sem nenhum projeto de governo para amenizar a situação de milhões de desempregados e sem decoro para o cargo que ocupa, preocupado apenas com a sua reeleição, e que, diante da real possibilidade de isso não acontecer, fala abertamente em não cumprir a Constituição, achando que, se o fizer, terá o apoio do povo e das Forças Armadas. Mas é bom tomar cuidado, poderá cair do cavalo. Ou da motocicleta.

CELSO NEVES DACCA CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nas mãos de um louco

O comportamento de Jair Bolsonaro, transformando seu desempenho na Presidência numa atitude de miliciano num botequim ou em boca de fumo, pode ser explicado pela sua busca de uma ruptura que provoque sua punição de parte do Judiciário, a desculpa para tentar apelar às Polícias Militares, parte das Forças Armadas e ao gabinete do ódio para o golpe tão sonhado. A alternativa pode ser o que já se começa a falar: que a pressão da perda de popularidade e da CPI da pandemia tenha feito aflorar a sua loucura. Estamos nas mãos de um louco?

ALDO BERTOLUCCI ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ameaça

Pelo amor que tenho à democracia, só a ameaça do presidente de agir fora das quatro linhas da Constituição já lhe dá o direito de sofrer o impeachment no Congresso.

EUCLIDES ROSSIGNOLI CLIDESROSSI@GMAIL.COM

OURINHOS

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Descrença

Eu, civil, casada, mãe, mulher, se decido convocar qualquer ato político na rua, preciso comunicar os órgãos públicos previamente, conforme dita a lei, senão corro o risco de ser presa. Se incito a violência nas redes sociais, faço lives condenando STF, a democracia ou mesmo insultando parlamentares, posso ser presa por atentado ou desacato. Se exalto o fascismo, se sou a favor da pena de morte, se digo que, sim, precisam morrer para o País decolar, se saio aglomerando sem máscara em locais públicos em época de pandemia, posso ser presa por atentado à vida. Não tem um dia sequer que deixei de pagar imposto neste país, e mais um dia tenho de acordar e ouvir que o presidente da República continua fazendo e esbravejando o que quer, e, pior, continua solto por aí. Ele não é filiado a nenhum partido político há mais de um ano, mas eu não posso ser candidata a nada se não tiver um partido político, então por que o presidente pode ficar tanto tempo sem filiação partidária? A Constituição deveria nos deixar iguais em direitos e deveres, mas alguma medida tem sido tomada de forma desigual, e isso não só me deixa desacreditada na harmonia dos Poderes, como não me faz contar sobre o futuro aos meus filhos. A quem restará este país, ou minguaremos todos em aplausos a um mito? Pensei que a sociedade era formada por seres humanos reais e que a mitologia tinha ficado na Grécia antiga. Enfim, alguém pode me responder por que Bolsonaro continua solto?

ALINE RAFAELA DE ALMEIDA ALINERAFAELA@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Guiso no gato

A pergunta é: quem vai colocar o guiso no pescoço do indomável Jair Bolsonaro? A trajetória dele foi sempre forçando a lei e indo pra frente, sem respeitar nada nem ninguém. Esse modus operandi é conhecido. Por que a lei não o pegou antes? Seus populismo e autoritarismo têm de ser barrados. Não se brinca com quem galhofa de instituições, desrespeita a Justiça, corrói a confiança do sistema eleitoral do País, já provado e comprovado que é seguro. Foi por esse sistema que ele foi eleito diversas vezes e chegou ao mais alto cargo da República. Antes ele não reclamava. Não se deve montar palco para quem desrespeita leis e passa por cima da Constituição. Palhaçada tem limite. Está provado que ele não tem condições de governar, não só pelo despreparo, mas por seu viés autoritário. O caso dele é de psiquiatria. A continuar com as sandices, é capaz de descer a rampa do Palácio do Planalto em camisa de força.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Resposta institucional

O presidente da Câmara, Arthur Lira, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, envergonham sua posição institucional. Lira, com suas votações a toque de caixa, planeja fortalecer o Centrão e enfraquecer o Tribunal Superior Eleitoral e os partidos na reforma eleitoral; e o procurador-geral se acovarda de suas funções em nome de futuras indicações, deixando de representar a sociedade. Não podemos nos esquecer do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que não defende a Casa Alta do Parlamento dos arroubos autoritários de Jair Bolsonaro e das tentativas de intimidação das Forças Armadas e Polícia Federal. Estes senhores não poderão ser esquecidos por sua omissão.

CALEBE H. BERNARDES DE SOUZA CALEBEBERNARDES@GMAIL.COM

MOGI DAS CRUZES

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Prevenir, não remediar

O ataque da milícia de Donald Trump ao Capitólio custou a vida de cinco presentes no palco da batalha e mais quatro suicídios de policiais que resistiram à investida, que estão sendo investigados. Imagem espelhada da aranha americana, teme-se que Bolsonaro reproduza a pérfida tentativa contra a democracia quando de sua provável derrota nas eleições de 2022. A experiência serve para prevenir, não remediar.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Olimpíada de Tóquio

Prioridades do Brasil

Se metade da verba destinada ao fundo eleitoral fosse investida em atletas olímpicos, quantas medalhas a mais teríamos conseguido?

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A BAIANA, A BARRACA E O VENTILADOR

Popularmente, entende-se por “rodar a baiana” a atitude de um indivíduo que procura fazer confusão. Já “chutar o pau da barraca” indica a ação drástica de uma pessoa que está furiosa ou desequilibrada. Por fim, a expressão “jogar excremento (sic) no ventilador” traduz a ação de quem pretende armar uma grande bagunça. Observando o noticiário dos últimos dias, fica claro que o nosso preclaro (com o perdão do trocadilho) presidente da República está tomando essas três atitudes ao mesmo tempo. E com que intenção? Sentindo que não será reeleito em hipótese alguma, ele pretende criar um tumulto, uma convulsão popular que justifique a derrubada das instituições atuais da República com a ajuda de suas milícias, assumindo o posto de governante máximo, autocrata e ditatorial. Ledo engano, coitado! Se um movimento desse tipo ocorrer, o que é pouco provável, quem vai acabar liderando será um “Castro”, ou um “Chávez”, ou mesmo um “Maduro” da vida, e nunca um líder inexpressivo como o que nos governa. Usando outras expressões populares, ele “pode ir tirando o seu canhão da chuva” que não será o ditador que pretende ser “nem que a metralhadora tussa”.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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UM JOGO CHAMADO BRASIL

No país do futebol, temos um presidente jogador da categoria veteranos, mas com comportamento adolescente, que, quando não consegue marcar gol contra o adversário, chuta para o seu próprio gol. E, quando o goleiro consegue defender, irrita-se e o ameaça de expulsão, como se fosse o juiz. Com seu perfil mancebo, ameaça tirar a bola de campo se não atenderem suas vontades, rebelando-se contra as regras do jogo, prévia e democraticamente estabelecidas. Insistindo na imaturidade, trocou de técnico na esperança de conseguir emplacar a pelota no gol do adversário através de um jogo truculento, desregrado e cheio de expressões chulas, em que somente ele poderia conduzir a bola. No início da peleja, as arquibancadas “propostas reformistas” ficaram majoritariamente ocupadas pelos torcedores do autodenominado salvador da Pátria. Mas, a partir do segundo tempo, frustrados com seu jogo autoritário e sem resultados positivos, muito ao contrário, começaram a se mudar para as arquibancadas da torcida “democracia”. Estes, agora predominantes, assistem ao restante da partida com a esperança do retorno às regras vigentes para o permanente jogo nacional chamado Brasil.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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O MURO AGUENTA

Desde que assumiu a Presidência, as investidas verbais de Jair Bolsonaro contra a democracia sempre foram exemplarmente repelidas pela opinião pública, pela imprensa de um modo geral e pelos demais Poderes. Se isso já era demonstração clara de solidez institucional, o contra-ataque à democracia fica mais feroz agora com a determinação do STF – legítima e constitucional – de incluir Bolsonaro na lista de investigados por suspeita de formação de organização criminosa dedicada a destruir a democracia, e pelo manifesto assinado por diversos representantes da sociedade civil repudiando essas ameaças golpistas indecentes. A democracia brasileira é tão confiável e sólida quanto as urnas eletrônicas que Bolsonaro tanto deplora e desconfia. O editorial O presidente sem freios termina dizendo que “sem freios, o desgovernado Bolsonaro só vai parar ao colidir contra o muro das instituições democráticas. Que esse muro aguente o tranco”. Não há o que temer, o muro aguenta.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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VOTO IMPRESSO, A CLOROQUINA DA VEZ

Em nome do antipetismo, parte da sociedade brasileira parece ter enlouquecido ao aceitar como líder um demente sem nenhum escrúpulo nem empatia, um sociopata, mau caráter, leviano, obscurantista, reacionário, inconsequente, sem noção e desmiolado. Não bastasse o País estar vivendo sua pior tragédia histórica, com quase 600 mil mortos, uma crise hídrica sem precedentes que vem sendo ocultada pelo governo, flertes com a inflação, desemprego recorde, populismo fiscal com aumento de “50% ou 100%” no Bolsa Família, liquidação de patrimônio público na baixa e com financiamento do BNDES, corrupção dantesca no Ministério da Saúde em plena pandemia, etc., ainda temos de conviver diuturnamente com o presidente dando chilique dia sim e o outro também, ora para brigar com a vacina, ora para ofender a China, a França, Cuba, Argentina, o STF, o Congresso, a imprensa e todo e qualquer indivíduo que esteja fazendo ou dizendo a coisa certa. Agora, o delírio do Napoleão de hospício é o voto impresso, a cloroquina da vez. Dói ver que muitos brasileiros não veem o quão delinquente é o inominável. No entanto, além do dom da mentira, o presidente tem um bom faro político, e o cheiro que ele sente é o da derrota que se avizinha, afinal, até o pior pesadelo um dia tem seu fim.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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PROBLEMA INSOLÚVEL

Bolsonaro segue impávido em sua missão de distorcer os fatos. Essa tática é praticada porque lhe carecem as mínimas condições indispensáveis ao exercício do múnus público que lhe foi conferido. Cria, assim, situações distorcidas da realidade para afastar a atenção de seus administrados de sua manifesta incompetência para governar. Não há como solucionar este problema. A única coisa a ser feita é evitar que o estrago se repita, reelegendo-o. Isso não significa substituí-lo por um mal maior ou do mesmo alcance. Assim, vale a pena incutir na mente dos eleitores que sua vida só será melhor se evitarem que o poder caia novamente na mão de populistas despreparados e oportunistas.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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DEMOCRACIA AMEAÇADA

Nestes tempos ásperos e belicosos que o País vive há pouco mais de dois anos sob o liberticida, autoritário e negacionista desgoverno Bolsonaro, em que o Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado, é ameaçado diuturnamente, cabe reproduzir trecho do poema No Caminho de Maiakovski, escrito em plena ditadura militar (1968) por Eduardo Alves da Costa: “Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada”. Com efeito, diante dos lamentáveis acontecimentos do dia a dia da política nacional, suas palavras não poderiam soar mais pertinentes e ameaçadoras. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DOSE EXTRA DE DEMOCRACIA

Perfeita a alusão à cupinização da democracia (Estadão, 3/8, A3) na definição do desgoverno atual. Conheço alguns desses gatunos que foram às ruas brandir suas bandeiras verde-amarelas, emporcalhando nosso símbolo nacional, defendendo a falsa solução de um problema inexistente. Não adianta argumentar que as urnas eletrônicas e as eleições são auditadas e que fraudes ocorriam antes, com votos em papel, inclusive uma envolvendo o atual ocupante do Palácio do Planalto. Os processos nos tribunais superiores talvez agora caminhem para impedi-lo, mas sua corrente de milicianos digitais continuará e precisará ser derrotada sumariamente com uma dose extra de democracia.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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MOLEQUE

Sabem aquele aluno que não adianta chamar a atenção, dar bronca ou advertir? O jeito acaba sendo a suspensão ou expulsão do colégio. É o caso do presidente Bolsonaro, que insiste em desrespeitar as instituições e atacar a Constituição, apesar de todos os avisos já dados. Seu destino deve ser o mesmo do moleque da escola.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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FIM DA LINHA

Só pode ser insanidade o presidente Bolsonaro escolher e provocar adversários no mundo político sobre os quais não tem a mínima chance de vitória. É o chamado suicídio político. Sorte do Brasil.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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DESRESPEITO

Faltou berço ao nosso presidente. É muito triste ouvir Bolsonaro se referir a Bruno Covas como “o outro, que morreu”.

Robert Haller

São Paulo

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DIA DOS PAIS

Neste domingo dedicado aos pais, Bolsonaro será surpreendido pelos atenciosos filhos com um presente inesquecível, com o qual sonhava e que merecia há muito tempo: uma ferradura, banhada a ouro. Com direito a placa com juras de amor eterno. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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PAIS AUSENTES

São raros, mas o pai que é um exemplo ético e humano para os filhos é tão amado quanto a mãe. Faltarão pais neste Dia dos Pais. Bem como mães, avós, filhos, amigos, etc. A CPI revelou que, graças à sabotagem e à ladroagem do miliciano, podíamos estar vacinados desde dezembro passado, e centenas de milhares ainda estariam entre nós. Mas o pai marginal que criou filhos ladrões só quer saber de promover o caos social, contágios e mortes.

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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A VOZ DO POVO

Nos últimos dias fiz algumas viagens pelo interior do Brasil e pude constatar que o prestígio do presidente da República está caindo. Dá para sentir que a sua maneira de lidar com o Supremo Tribunal Federal não agrada nem um pouquinho aqueles que entendem o que são respeito e educação. Outra coisa que decepcionou bastante aqueles que lhe confiaram o voto foi a aliança que ele fez com o Centrão. “Meteram o pau.” Falaram “coisas do arco da velha”. Por onde andei, constatei que para 2022 não querem nem ele nem aquele. Estão torcendo para que venha uma boa opção na terceira via. Senti que Rodrigo Pacheco e Simone Tebet estão bem na fita. 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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UM GOVERNO PARA OS AMIGOS

Percebemos claramente o verdadeiro significado de tanta insistência do presidente Bolsonaro na votação em papel. Na verdade, ele não está preocupado com a segurança da votação eletrônica, mas, sim, ele quer beneficiar “amigos” com a reimplantação do sistema impresso. Isso porque talvez muita gente não saiba, mas voltar ao sistema de voto impresso vai onerar muito os cofres públicos. Imaginem os gastos, por exemplo, só com a compra de canetas esferográficas! Isso sem contar o custo do papel, da impressão e outras despesas que desconhecemos. Depois dos gastos adicionais irregulares ao cofre público na compra das vacinas contra covid-19, temos motivo de sobra para desconfiar deste governo do sr. Bolsonaro.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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ASSOMBROSO

Parece inacreditável, mas o reverendo Amilton Gomes de Paula conversou com o policial militar de Minas Gerais Dominguetti sobre a vacina da AstraZeneca. Realmente, mediar a compra de vacinas contra covid-19 não é e nunca foi a função de um reverendo e de um policial. Na CPI, o reverendo, que foi diácono e presbítero, disse que se arrependeu, chorou e pediu perdão por ter estado na operação das vacinas. Amilton frequentemente recebe dinheiro das igrejas por palestras ministradas. A ONG que Amilton preside realizou trabalhos em Israel, unindo muçulmanos e judeus. No sul dos EUA, a ONG fez doações de comida. A Pfizer não conseguiu vender vacinas para o governo brasileiro, mas o reverendo Amilton tinha acesso facilitado ao Ministério da Saúde. Esta história de a Davati vender 400 milhões de doses de vacina da AstraZeneca é muito nebulosa. Os respiradores, que tiveram o dinheiro antecipado, não foram recebidos. A inércia dos fiscais em não acompanhar a execução orçamentária e financeira do País, dos Estados e municípios nos deixa assombrados.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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PIXULECO EM ALTA

Por que precisamos de pastor, militar e assessores de Bolsonaro para negociar vacina para empresas privadas? As empresas privadas não sabem negociar? Ou dependem dos pixulecos para conseguirem atingir seus objetivos? Corruptos não têm ideologia. Até quando os brasileiros vão ficar discutindo se é direita ou se é esquerda e serem saqueados? Até quando vamos pagar mais impostos para bancar a corrupção? Quem não for otário vai estar na rua no dia 12/9, pedindo fora Bolsonaro e fora Lula.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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VAMOS SOBREVIVER A ELES

Bolsonaro é carta fora do baralho! Temos de cuidar com Rodrigo Pacheco, que é vaselina, nem sim nem não, muito pelo contrário. Mas o grande perigo, Arthur Lira, trabalha como Ricardo Salles, boiada e trator, sessões nas madrugadas, safado como ele só. Vamos sobreviver a eles. O universo conspirando a favor.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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O EQUILIBRISTA, O AMORTECEDOR E O ENGAVETADOR

Um presidente da Câmara em cima do muro e um amortecedor do Centrão na Casa Civil, da legião estrangeira a peso de ouro, tentam a missão impossível de segurar o Jair golpeador, de cair do pódio, na reta final, antes da premiação. Um terceiro “deixa disso” é o peixe ensaboado Augusto Aras, da PGR, em busca de uma capa preta Suprema. Trio buraco negro, de onde nem a luz escapa.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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EMENDA CONSTITUCIONAL PARA SALVAR O BRASIL

Neste momento temos uma crise profunda entre o capitão Jair Fake News Bolsonaro e o mundo, incluindo ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Supremo Tribunal Federal (STF); membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e representantes do setor empresarial (ver a recente manifestação de mais de 260 empresários, banqueiros e um ex-presidente da Petrobrás). O Congresso Nacional precisa urgentemente debater e aprovar um mecanismo para remover o presidente da República, semelhante à 25.ª Emenda à Constituição americana: “Se o presidente se tornar incapaz de fazer seu trabalho, o vice-presidente passa a ser o presidente”. Qualquer junta médica psiquiátrica mostrará, facilmente, que o capitão não tem mais capacidade mental para governar o Brasil neste momento tão grave!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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OLHA O GOLPE CHEGANDO!

Reportagem no Estadão de Felipe Frazão mostrou que o Centrão, conduzido pelo deputado Arthur Lira, procura recriar o Distritão no projeto da reforma eleitoral. Agora fica claro, para mim, por qual motivo Bolsonaro intensificou os seus ataques às urnas eletrônicas e, agora, até ao próprio TSE e o seu presidente, além dos ministros do STF. Não por acaso, os seus aliados do Centrão vão alterando, na calada da noite, as regras para as eleições de 2022, recriando o Distritão em substituição ao atual sistema proporcional, que dará poderes extraordinários aos atuais parlamentares, assim como aos líderes dos diversos grupos, tais como religiosos, milicianos, etc. Talvez aprovem até o voto impresso. Eis aí a possibilidade da tomada do poder pelo presidente e o seu Centrão, atingindo o modelo criado por Chávez na Venezuela. Ora, os parlamentares do Centrão não deveriam ter tanta confiança no presidente, depois de todos aqueles que foram defenestrados, quando perderam a utilidade para ele, como Moro, Mandetta e outros. No andar da carruagem, a CPI do Senado talvez nem consiga terminar os seus trabalhos. Nossa esperança, agora, se volta para as reações das demais nações, cujos líderes não irão deixar Bolsonaro destruir a Floresta Amazônica, pondo em risco a nossa própria civilização, em decorrência do aquecimento global.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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DESCASO COM A COP26

Difícil entendermos por que o presidente Bolsonaro não se encontrou com o presidente da COP26, o britânico Alok Sharma, que poderia ter melhorado a imagem do Brasil perante o mundo, já que por aqui só vemos o descaso do governo com a degradação da Floresta Amazônica e os incêndios no Pantanal. Oportunidade perdida, ele preferiu dar entrevista à Rádio Jovem Pan, sobre a busca da aprovação dos votos em cédulas, ao estilo século 20. Perde o País e perde o Meio Ambiente, quando poderíamos receber ajuda com investimentos em sustentabilidade do exterior, já que o rei da boiada está fora do governo. E nem falamos do vice Mourão, responsável pela Amazônia, que acho que nem soube que o dr. Alok estava no Brasil. Isso é o Brasil, o resto é o resto.

Jose Pedro Naisser Jpnaisser@Hotmail.Com

Curitiba

 

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