Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O golpismo e a Constituição

Inaceitável o enredo golpista montado pelo circunstancial Jair Bolsonaro, em nítida tentativa de ataque à democracia e intimidação das instituições e de parlamentares. Igualmente inconcebível o patético papel a que as Forças Armadas se submeteram, tentando minar, com blindados, a soberania institucional e o papel constitucional, que prega a defesa das instituições e da sociedade. Vivemos o mais tênue momento democrático, com risco real de um novo e lamentável episódio de ruptura. Os arroubos golpistas de Jair Bolsonaro devem ser imediatamente sustados, dentro dos limites da Carta Constitucional e com respeito ao devido processo legal. Nos tempos de ameaça em que vivemos, urge uma resposta clara, unificada e institucionalizada, apta a mostrar a Bolsonaro que a Constituição da República não tolera excessos e menos ainda aceita levianas intimidações infantis.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO RENATONASCIMENTO@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Fumacê

Dias atrás, Jair Bolsonaro chamou muito a atenção ao anunciar que ia provar que as nossas urnas eletrônicas são fraudáveis, só que não provou nada. Agora quis mostrar força com tanques em Brasília. Mas o tiro saiu pela culatra e só mostrou ao mundo a fraqueza das nossas Forças Armadas, com um tanque velho queimando óleo. Lamentável.

ALROGER LUIZ GOMES ALROGER-GOMES@UOL.COM.BR

COTIA

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Cortina de fumaça

A fumaça é novo método de camuflagem? Que vergonha!

HEINZ JURGEN SOBOLL HJSOBOLL@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Cortejo de sucata

Quando assisti pela televisão ao patético desfile de equipamentos de guerra de mais de meio século atrás se dirigindo para o Palácio do Planalto, a primeira impressão que tive foi a de que as máquinas iam ser vendidas como sucata para serem derretidas e transformadas em material reciclável. Afinal, expor sucatas como ameaça ou demonstração de força só poderia partir de alguém com uma mentalidade atrasada. Que vergonha, eu não sabia que a defesa do Brasil tinha esse tipo de equipamentos obsoletos!

TOSHIO ICIZUCA TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Marines jabuticabas

Envergonha-me o sofrível padrão dos equipamentos bélicos dos nossos Fuzileiros Navais, a piorar a chanchada!

CÁSSIO M. DE RESENDE E CAMARGOS CASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Constrangimento

“Bolsonaro deu demonstração cabal de seu profundo isolamento político” (Na falta de votos, tanques, 11/8, A3). Um fato podemos observar em decorrência dessa bravata: a sociedade brasileira pôde constatar, em primeira mão, a precariedade, a obsolescência e o sucateamento do aparato bélico brasileiro. Para onde vão os nossos impostos? Constrangedor!

JOSÉ CARLOS DUARTE AREIA FILHO CARLOS.AREIA@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Desmoralização

Foi desmoralizante para as Forças Armadas a pantomima montada pelo presidente do que bem poderia ser chamado de república de bananas de um exótico país localizado abaixo da linha do Equador. Se a intenção foi avacalhar a imagem que temos dos militares, palmas, ele conseguiu. A micareta fora de época de sucata de tanques de guerra enferrujados e enfumaçados, a desfilar pela Esplanada dos Ministérios, fazer uma parada em frente ao Palácio do Planalto, um oficial subir correndo a rampa e entregar ao presidente um convite... esses micos entrarão para o anedotário nacional e nos expõem ainda mais perante o mundo como uma nação que não é séria. Seria cômico, se não fosse trágico e oneroso. Num momento em que estamos cheios de problemas por todo lado, o pueril e bravateiro presidente do Brasil brincando de marcha soldado... A continuar nesse ritmo, não demora muito para Jair Bolsonaro se transformar em Napoleão de hospício e desmoralizar de vez as Forças Armadas brasileiras. Por que as nossas Forças se prestam a esse papel de exército de Brancaleone?

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Passeata militar

Que mico, hein, presidente?!

ADALBERTO AMARAL ALLEGRINI ADALBERTO.ALLEGRINI@GMAIL.COM

BRAGANÇA PAULISTA

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Assim não dá

Com 229 deputados saudosos do voto em papel e desfile militar pomposo queimando combustível – caro – para levar convite a um ex-capitão, não vamos nunca chegar lá...

ILDEU SANTOS CHAVES ILDEUSCHAVES@GMAIL.COM

DRACENA

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Voto impresso

Em plenário, o voto impresso foi derrotado em votação eletrônica. Curioso nenhum dos defensores levantar suspeição quanto à lisura do resultado.

A. FERNANDES STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Criminalidade

Privacidade violada

O artigo 5º, inciso XII, da Constituição federal garante o sigilo das comunicações de dados, salvo por ordem judicial, para fins de investigação criminal. Pois é, enquanto Facebook, WhatsApp, Instagram, etc., respondem aos ofícios da Justiça que toda comunicação em rede é sigilosa, bandidos acessam facilmente os nossos dados. Minha irmã recebeu uma mensagem no WhatsApp pedindo dinheiro para mim. A mensagem usava uma foto minha que eu só tinha no arquivo do meu celular. Ela me alertou do golpe, comuniquei-o a amigos e familiares, acredito que ninguém caiu e os bandidos saíram frustrados. Mas até quando as redes sociais terão o acesso a informações sigilosas facilitado para bandidos cibernéticos e o dificultarão para a Justiça?

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES CARMEN_TUNES@YAHOO.COM.BR

AMERICANA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


VOTO IMPRESSO, UMA QUESTÃO MAL ENCAMINHADA

Depois de toda a polêmica que nos levou à sensação de crise institucional, a Câmara dos Deputados rejeitou na terça-feira a PEC 135/2019, que determina a impressão dos votos. Mas o assunto não está liquidado. Há no Senado a PEC 182/07, já aprovada pela Câmara em 2015, que também obriga a impressão do voto. Desse projeto aproveitou-se apenas a criação da janela para a mudança de partido, e o resto foi engavetado. A ideia é desmembrar o voto impresso e tramitá-la no Senado, sem a necessidade de volta à Câmara, pois os deputados já a aprovaram. O ocorrido com a PEC 135 tem mais relação com o momento insólito vigente na política nacional do que com as medidas nela contidas. Não são absolutas as teses do presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, de que a urna é inviolável, nem a do presidente Jair Bolsonaro, que fala em fraudes. São meras suposições que apenas inflaram a discussão e levaram os deputados a rejeitar a inovação. O ideal, agora, seria a Câmara dos Deputados explicar à Nação a razão da decisão de seus membros e, inclusive, pelo que decidiram, garantir que não há o risco de fraude. Técnicos, inclusive os que ajudaram a conceber as urnas, dizem da necessidade de atualizá-las e possibilitar a auditagem de seus processos. Não necessariamente com a impressão dos votos, mas a sua certificação eletrônica. Que os responsáveis e os interessados, desta vez, busquem o consenso, jamais a briga.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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VIVA A CONSTITUIÇÃO

Não cabe exatamente a este Congresso a rejeição da PEC do voto impresso, ressaltando que foram 229 votos favoráveis à proposta e 218 votos contra. Merecem aplausos a própria Constituição e seus dispositivos que a blindam ante o interesse de aventureiros e oportunistas.

Válter Vicente Sales Filho valtersaopaulo@yahoo.com

São Paulo

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PEC 135/2019

Quer dizer que 218 deputados consideram que suas eleições ou reeleições foram fraudadas? Pois é...

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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O ESTRAGO ESTÁ FEITO

O estrago está feito, o resultado das eleições será questionado pelos capangas do presidente Bolsonaro. Não será possível reparar os danos da catastrófica passagem de Bolsonaro pela Presidência da República: nada irá trazer de volta aqueles que morreram em consequência do atraso criminosos na compra das vacinas, as sequelas da doença evitável serão para o resto da vida. Não será possível recuperar as áreas degradas na Amazônia, no Pantanal e no Cerrado. Todo o ouro garimpado ilegalmente não basta para pagar a conta da descontaminação dos rios amazônicos, estimulada por Bolsonaro. O Brasil precisa parar de eleger nulidades despreparadas para governar o País – Lula, Dilma e, agora, Bolsonaro não passariam na primeira peneirada para trabalhar em qualquer empresa séria. A democracia cega, surda e burra fica à mercê dos interesses dos partidos políticos, o resultado é péssimo para o País. O critério para que alguém se candidate e ocupe cargos públicos precisa ser revisto, o Brasil precisa levantar muito o sarrafo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MILITARES EM BRASÍLIA

Na manhã de terça-feira, assistimos a um impressionante, inédito e patético desfile militar em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, com o objetivo singelo de entregar ao presidente da República, postado no alto da rampa palaciana com ministros de seu governo, um convite impresso para uma tradicional operação militar em Goiás. Tal evento ficará marcado na história política do País como um dos mais ridículos acontecidos entre nós.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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CORTINAS DE FUMAÇA

O desfile de tanques e blindados em Brasília na terça, 10 de agosto de 2021, foi ridículo, um vexame mundial, inclusive com manchete de jornal tratando o Brasil como uma “república de bananas”. Falar em coincidência de datas entre este desfile feio e a votação do voto impresso no Congresso Nacional é subestimar a inteligência das pessoas. Bolsonaro age como se fosse um “moleque” deslumbrado com seus “brinquedinhos” de guerra. Ataca a democracia, intimida o Judiciário e pressiona os deputados pelo voto impresso, que seria a única forma de o presidente, já derrotado, tentar manipular as eleições. Com estas cortinas de fumaça, o governo busca esconder a sua falência na economia e no combate à pandemia que já vitimou quase 570 mil pessoas no Brasil: número que poderia ter sido bem menor se tivéssemos desde o início uma organização nacional e se as vacinas tivessem chegado mais cedo. O desemprego cresce (com 15 milhões de desempregados, outros milhões de desalentados, em trabalhos precários e subocupados), o custo de vida está nas alturas, a renda cai, não há mais política de valorização do salário mínimo, os direitos da classe trabalhadora continuam sendo atacados e aumenta o número de pessoas em situação de rua, sem moradia digna e passando fome, principalmente pela falta de políticas públicas de geração de emprego com qualidade e de inclusão social. Por tudo isso, a sociedade brasileira, que corretamente, em sua maioria, não aceita retrocessos democráticos, precisa escolher melhor seus representantes para que o Brasil supere este caos político, econômico e social e volte a trilhar o caminho do desenvolvimento. A democracia é o bem maior do País e a única oportunidade para as pessoas mais pobres sofrerem menos e superarem as dificuldades.     

Chiquinho Pereira susanabuzelijornalismo@gmail.com

São Paulo

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A VOLTA DOS MILITARES

Decorridos mais de 50 anos do golpe militar de 64, gerador de luta fratricida por divergências ideológicas, um membro espúrio defenestrado das Forças Armadas incita a marcha à luz do dia de militares que se encontravam acantonados, posto nada justificar seu retorno ao dia a dia das batalhas do poder. Mantivessem sua condição silente, estariam honrando o dever a eles atribuído pela Lei Maior. Divergindo pretensiosamente, através de função da qual não desfrutam, vem a lume seu intuito de intimidar toda uma nação, disposta a preservar o exercício de seu direito de votar e ser votado através de urnas eletrônicas, como tem sido de praxe nos últimos anos. Como não lograrem êxito nessa empreitada alucinada, rechaçada no plenário da Câmara, e em prol da reafirmada democracia, devem voltar ao recôndito da caserna, sua missão natural em época de paz e na qual obrigatoriamente deveriam se manter, retirados da vida pública, como determina o preceito constitucional.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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A EXPOSIÇÃO MILITAR QUE QUASE VIROU GUERRA

Ouvi a entrevista esclarecedora do ex-ministro da Defesa Aldo Rebello sobre a exposição militar que estava em trânsito indo do Rio de Janeiro para Formosa, em Goiás. Isso acontece todos os anos, mas o fato ganhou tal dimensão que causou um frenesi em alguns deputados e senadores, que se aproveitaram para insuflar a guerra. Muitos brasileiros foram dormir esperando um golpe. Que coisa mais ridícula. Além de ser um fato curioso, a exposição coincidiu com a votação pelo voto impresso no Congresso. Muitos políticos foram ao STF tentando impedir um ato que sempre aconteceu no País. E, para piorar, o que poderia ser uma visita dos brasileiros para conhecer os equipamentos virou uma oportunidade política para alguns aparecerem. Pobre Brasil, quanta ignorância.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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SÓ FUMACÊ

A bizarrice do estadista Jair Bolsonaro em determinar que as Forças Armadas, devidamente paramentadas, fossem convidá-lo para participar dos treinamentos e manobras na Operação Formosa causou espanto ao País e foi repudiada pelo resto do mundo. Convidados, os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal não compareceram e se negaram a apoiar essa “manobra circense”, especialmente na data em que a Câmara dos Deputados votaria a PEC do voto impresso. Afinal, o estadista que está só e acuado viu o tiro sair pela culatra, pois a única emoção foi o inusitado excesso de fumacê expelido por um dos tanques de guerra da Marinha brasileira. A propósito, Bolsonaro comparecerá à Formosa em motociata? Isso é o que temos para hoje!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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TANQUECIATA

Consta que as Forças Armadas em peso apoiarão Luciano Huck em 2022, porque ele poderá levar toda a frota para reformar no Lata Velha.

Jéthero Cardoso jetherocardoso@gmail.com

Bauru

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DESPRESIDENTE, UM MOLEQUE

O despresidente é um garoto mimado que brinca de soldadinhos em frente de casa. Birrento, está contrariado porque suas maldades com os moradores do bairro não estão colando. Morre de medo de sair de sua mansão ou ser “apreendido”, pois as molecagens precisam parar e já levou pito do vizinho de frente. Falta aos vizinhos da direita levar adiante as dezenas de ações de despejo.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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DEPOIS DE TERÇA-FEIRA

E Jair Messias Bolsonaro será conhecido como aquele que tinha o umbigo muito maior que o próprio Brasil.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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O GOLPE VEM AÍ

Conheço os indícios de golpe desde a tenra idade. Em 1954, cursava eu o antigo ginásio quando ocorreu o suicídio do presidente Vargas, e mais que depressa as Forças Armadas, aproveitando a comoção do povo, já se arvoraram em assumir o governo alegando a possibilidade de desordem entre o povo, infiltração comunista e outras asneiras que persistem até hoje. O então ministro do Exército, Marechal Lott, em entendimento com os demais ministros das outras duas armas, dominaram a situação até a posse do vice-presidente Café Filho. Em 1961, ingressei no Exército Brasileiro, por convocação, já que aprendi com minha família cristã a detestar as armas. O presidente era o sr. Jânio Quadros, a quem eu jamais daria meu voto, mas que reconheço tentava salvar o Brasil, mas governava com o orçamento estabelecido no governo anterior. Nós, os recrutas, não tivemos problemas com alojamentos e alimentação, pois a maioria vinha de famílias pobres. A comida era simples, nunca comemos carne de primeira e tampouco bebemos cerveja de marca estrangeira, e o café era simples, sem leite condensado, diferente do que acontece atualmente. Por economia, às quartas-feiras e sábados tínhamos meio-expediente para almoçarmos em nossa casa, trazendo economia para o governo. Com menos de dois meses de farda, quando o presidente Quadros renunciou, passamos por uma situação semelhante a guerras e revoluções. Fardados, armados, inexperientes e dormindo sob pontes, passamos a ser responsáveis pela ordem pública, guarda de pontos estratégicos e bens públicos. Através dos raros radinhos de pilha descobrimos que estava em marcha um golpe militar, para impedir a posse do vice João Goulart, principalmente porque ele estava na China. Também, por medida de economia, nosso tempo de caserna tinha sido diminuído de 12 para 10 meses. Isso foi ótimo porque no segundo quadrimestre de 1962 dei baixa, fiz um concurso público e, no mesmo ano, comecei a trabalhar. Minha vida militar foi muito importante, fortalecendo meu patriotismo, conhecimento das Forças Armadas por dentro, disciplina e responsabilidade. Nunca conheci um oficial tão despreparado e indisciplina como o atual presidente da República, que só pensa naquilo. Por seu passado, qualquer pessoa mais atenta saberia que era uma pessoa que jamais aceitaria dividir o poder central com os demais poderes constitucionais. Confio nas Forças Armadas atuais, mas tudo é possível quando se tem um louco varrido liderando um bando de fanáticos, armados e arruaceiros. 

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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BLINDADOS

O desfile dos tanques nas ruas, que Bolsonaro ordenou, é o ato falho mais cristalino do seu desejo pelo golpe, e uma ode à ditadura militar. É preciso um basta.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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COVARDIA

Na terça-feira o insano presidente brasileiro promoveu uma demonstração de força contra o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no mesmo dia da votação do maldito voto impresso (grande bobagem, engodo, disfarce). Exército, Marinha e Aeronáutica fizeram “apresentações” em frente ao Palácio do Planalto. Só um demente para acreditar em “apresentação”. Você, que votou e que continuou apoiando o demente presidente, tem enorme responsabilidade pelo nosso futuro. Lembre-se: se você gosta de ser muié de sordado, os demais brasileiros não entrarão no cio como você ao apanhar. Lembro, ainda, que essa é a atitude típica de um covarde.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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REDENÃO OU RENDIÇÃO?

2022 será o ano da redenção do Brasil ou da rendição ao populismo saudosista do atraso “lulismo x bolsonarismo”? Paródia ridícula de disputas ideológicas que conduziram o mundo a guerras e muros, separando povos pelo ódio e pelo ressentimento de líderes paranoicos, o Brasil precisa reagir, fugindo desta armadilha fatal para nosso futuro como nação livre de ditaduras autoritárias de esquerda ou de direita, em agonia na história do século 21. O futuro em nossas mãos e dedos na hora da decisão diante do voto em 2022. Nossos filhos e netos não nos perdoarão por nossa indecisão e apego ao passado. Morrer ou mudar? Então, vamos mudar para melhor! 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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MEDO

Alguns congressistas ficaram assustados com a movimentação das tropas em Brasília na terça-feira, um mero exercício já programado. Não são os tanques que os amedrontam. São a sua consciência pesada dos malfeitos ao longo da vida. Muita roubalheira, muita traição à Pátria. Suas sombras são o que os atormenta.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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FACILITAR A CORRUPÇÃO

Foi posta à disposição de parlamentares, no Ministério do Desenvolvimento Regional, aproximadamente a soma de R$ 3 bilhões, dinheiro público com destinação diversa das verdadeiras necessidades nacionais. O vultoso montante está sendo aplicado por deputados na compra de tratores e outros bens móveis agrícolas, mas com acréscimos nos valores dos itens em nível de 10% a 25%. Por que assim? Pergunta-se, então: é assim que se luta contra a corrupção? Não foi isso que o atual presidente prometeu antes da eleição.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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O PREÇO DO ERRO

O presidente da Câmara, o insigne Arthur Lira, crê que cumprir a lei é uma questão relativa, pois não pode haver paz social quando o governante tem uma pedra permanentemente sobre a cabeça, em menção aos inúmeros pedidos de impeachment em sua mesa. De meu lado, modestamente, pergunto quais os limites à penitência que deve ser paga pelo País quando erra na escolha do mandatário mor, que segundo Lira tem indulgência plenária. Até que ponto devemos comprometer nosso futuro quando, em época do conhecimento, temos (?) um ministro da Educação, o ocluso Milton Ribeiro, que defende a educação exclusiva, sendo a maioria da população utilidades empregadas onde houver demanda ou quando se compromete a humanidade com a destruição da Terra. Nem na Alemanha dos sonhos do pastor se pensa assim.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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FUTURO TRISTE

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, defende universidade para poucos. Preciso que alguém me explique o que significa isso. Futuro triste do Brasil.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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XI DE AGOSTO

Marco fundamental da história brasileira e incompatível com desfile de blindados na Capital Federal no dia anterior, para ameaçar deputados que não se curvaram à intimidação. Criação, em 1867, das Faculdades de Direito de São Paulo e Recife, introduzindo o Brasil no campo das instituições de ensino superior. Seguida, há mais de um século, pela formação do Centro Acadêmico XI de Agosto. Do Largo São Francisco sairiam lutas heroicas e rubras da juventude pela democracia, direitos humanos e liberdades públicas, incrivelmente ainda justificáveis por fatos contemporâneos.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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