Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2021 | 03h00

Congresso Nacional

Fisiologismo emplumado

A miséria da política (13/8, A3), sombria realidade retratada em claras palavras. Os tucanos há tempos deixaram qualquer protagonismo de lado e embarcaram no fisiologismo atroz de tantas outras legendas que abundam na seara partidária. O Senado é chamado a pôr ordem na balbúrdia, mas não tenho o otimismo do Estado e vejo consumada a volta das coligações. Caberia ao eleitor fugir de tal armadilha; no entanto, ele verá as mais estapafúrdias junções de siglas no ano que vem, aumentando o descrédito da política, o que será muito ruim, como já estamos vendo pela destruição das instituições democráticas promovida pelo ocupante do Palácio do Planalto.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Ética na política

Alguém poderia explicar por que o PSDB deu mais votos para a PEC do voto impresso do que o PL? Aliás, pior que isso é deputados do PSDB terem votado pelo voto impresso! Onde está a comissão de ética do partido? Pensando bem, num partido quem mantém Aécio Neves em suas fileiras ninguém precisa explicar mais nada.

MÁRCIO MARCELO PASCHOLATI MARCIO.PASCHOLATI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Prioridade cidadã

A propósito do editorial A miséria na política, para entender a incapacidade da política de conduzir o País à condição de nação civilizada é preciso ter consciência de que 1) a cultura infantilizada da sociedade brasileira resulta de décadas (após Constituição de 1988) de fracasso da política educacional, que não zelou pela capacitação dos indivíduos para o exercício da cidadania; 2) que o sistema de organização política, econômica e social resultante da Carta de 88 não oferece mecanismos suficientes que favoreçam o interesse público em detrimento do privado; 3) que a atual Lei Magna não foi completada, conforme previsto, por legislação complementar pelo corpo legislativo, seja por incompetência, cupidismo ou má-fé. Uma reforma política que supere este presidencialismo nefasto não pode ser conduzida por políticos com histórico desonesto e empresários oportunistas; tem de ser, urgentemente, prioridade da cidadania brasileira.

NELSON FREDERICO SEIFFERT NFSEIFFERT@OUTLOOK.COM.BR

FLORIANÓPOLIS

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Exaustão

Cultivei a esperança no sistema político que vi nascer com a campanha das Diretas, sofri com os impedimentos e os fatos que os antecederam e sucederam. Participei dos debates em torno do plebiscito de 1993 e acompanho atentamente a atuação do Congresso mais “renovado” da História recente do País. Vê-lo agora aprovar a volta das coligações proporcionais... Cansei, nossa cultura política não é democrática.

MARCELO KAWATOKO MARCELO.KAWATOKO@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Boca no trombone

Os congressistas de boa índole parecem não ter aprendido a “tocar trombone”. Ficam assistindo de camarote aos desatinos cometidos pelos maus parlamentares, liderados por gente como o presidente da Câmara, Arthur Lira. Aguardamos os poucos, mas oxalá estridentes ecos dos “trombones” dos decentes que ainda existem.

ARNALDO VIEIRA DA SILVA ARNALDOSILVA1946@GMAIL.COM

ARACAJU

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Desgoverno Bolsonaro

Balança

O presidente Jair Bolsonaro disse que ninguém é melhor que ninguém na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Esqueceu-se de dizer que alguns conseguem, e sem grandes esforços, ser muito piores que todos os demais.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Como acreditar nele?

Muito elucidativa a reunião de quinta 12/8 da CPI da Covid. O relator mostrou vídeo de 25 de junho do deputado Luiz Miranda informando à CPI que o presidente Bolsonaro declarara que Ricardo Barros, líder do governo na Câmara, tinha que ver com o embuste da Covaxin. Miranda ainda disse que essa informação não seria negada pelo presidente, o que até agora se confirma, pois nunca a desmentiu. Já o deputado Barros depôs à CPI que o presidente lhe garantiu que nunca falou nada disso e o mantinha como líder por não ver fatos contra ele. Essas duas posições, que têm tudo para ser sinceras, mostram como o presidente age com as pessoas e quanto não devemos acreditar no que fala.

WILSON SCARPELLI WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Eleições 2022

Nem um nem outro

Ao ensejo do artigo Nem Lula nem Bolsonaro (13/8, A2), entendo que Brasília está sinalizando ao povo brasileiro, aos líderes empresariais e aos investidores internacionais que o sistema político atual, na prática, é um fim em si mesmo e a opinião de quem não apoia suas decisões equivocadas pouco importa, desde que continue a sustentá-lo. É assim com quem ocupa o poder hoje e nada indica que será diferente após as próximas eleições, independentemente de quem for o escolhido. No fim, o próprio sistema está carcomido e há tempos precisa de uma reforma geral. Mas quem vai colocar-lhe esse guizo? Tristes trópicos...

FERNANDO T. H. F. MACHADO FTHFMACHADO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Um projeto para o Brasil

Triste ver que o nosso país, tal qual caranguejo, se move para os lados, não para a frente. Em nosso estágio de desenvolvimento deveríamos crescer em média acima de 3% ao ano. Praticamente completamos uma década perdida. Quanto isso significa em fome e mortes? E não reagimos! Vivemos de discussões estéreis, sem chegar a lugar algum. Há que reagir! Que os futuros candidatos mostrem a que vêm e apresentem um projeto para o Brasil com programas para avançar na solução de nossos principais problemas.

FRANCISCO PEDRO P. CANTO PAMPADO.CANTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O SEM PALAVRA

Jair Bolsonaro, antes da votação da famigerada PEC do voto impresso, liberou, para os deputados da Câmara, mais de R$ 1 bilhão em recursos a título de cheque em branco para as emendas individuais. Mesmo assim, o presidente conseguiu mais um desastre para o seu governo, um autêntico tiro no pé. O presidente havia prometido ao presidente da Câmara, Arthur Lira, que aceitaria a decisão dos deputados, mesmo após ela ter sido rejeitada pela Comissão Especial daquela Casa. O pedido de Lira se devia ao fato de Bolsonaro só pensar, falar, comer, beber e dormir sobre o voto impresso, desdenhando das vacinas, das mortes, do desemprego, da economia e de outros problemas que o País enfrenta. Afinal, como todos já sabem, Bolsonaro tem o hábito de mentir e de não cumprir com suas obrigações democráticas. Ora, como dizia aquela sábia senhorinha de Taubaté, “meu filho, nem para síndico você serve”. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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PRESIDENTE ACUADO

Bolsonaro diz que o resultado da votação da PEC do voto impresso foi consequência de chantagem. E o R$ 1 bilhõa antes da sessão, pago pelo governo, foi o quê? Bolsonaro não sabe governar, não sabe perder, não sabe pensar. Só sabe andar de motocicleta – e olhe lá.

Robert Haller

São Paulo

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INSINUAÇÃO ABSURDA

A PEC do voto impresso não foi aprovada na Câmara dos Deputados. É mais uma derrota do presidente Bolsonaro e de seus aliados. O resultado motivou declaração inadequada de quem ocupa o cargo maior da República, insinuando que a realização das próximas eleições poderá ter problemas. Que absurdo.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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IMPROPRIEDADE

O presidencialismo de cooptação vigente (velha política) mostra com clareza suas deletérias impropriedades neste episódio da derrota do governo no voto impresso, como exposto na matéria Centrão ajudou na derrota do governo no voto impresso (12/8, A2). Afinal, o próprio governo votou contra a proposta do governo, uma vez que os partidos que comandam ministérios e são governo não foram favoráveis à proposta do próprio governo, num gesto de autodestruição. Essa é a incoerência de Legislativo exercendo funções de governo. Este sistema de governo tem de acabar. Governo governa e Legislativo legisla. Simples assim.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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DE REPENTE, FAVORÁVEIS

A votação para decidir a questão do voto impresso até surpreendeu pela quantidade de deputados favoráveis, que pareceu nas últimas horas ter crescido de forma assustadora e nos deu a impressão de quanto custaria ao erário premiar toda esta turma de hienas com cargos e verbas. Também nós, eleitores, queremos saber os nomes dos deputados que não compareceram para a disputa – parece que foi de mais de 60 o número de covardes para podermos jogar no lixo de futuras eleições e não mais disputar cargos.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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PEC DO VOTO IMPRESSO

Desperdício, porque os tributos que pagamos deveriam ser empregados em tantas coisas que nos faltam; inútil, porque o Congresso mostrou a insignificância deste governo jogando no lixo a proposta do voto impresso; ridículo, porque o mundo inteiro nos chama de república de bananas. Jair Bolsonaro mereceu.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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SEM TRÉGUA

A derrota do voto impresso faria Bolsonaro se calar e dar uma trégua em sua fanática teoria da conspiração? Não acredito. Aliás, já disparou contra as eleições logo após a derrota, e não podemos esperar outra coisa senão ataques, pois é um misto de desequilíbrio emocional, psicopatia, ignorância intelectual e cultural e sanha por mortes, armas, torturas.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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RETROCESSOS

Depois de receitar cloroquina e exigir de volta o voto impresso, o capitão vai querer o uso da velha máquina de escrever, porque ela já vai imprimindo o texto digitado.

Jorge Carrano carrano@carrano.adv.br

Niterói (RJ)

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ALTERNATIVA

Derrotado após a superação do lamentável episódio provocado pelo desfile militar fora de época – encomenda do capitão, que restou limitada ao inútil desperdício de combustível, fumaceira e inevitável congestionamento do trânsito em Brasília –, ocorreu-me que para estancar de vez a obsessão em reeleger-se, uma alternativa viável consistiria em vetar constitucionalmente a possibilidade de reeleição já a partir do próximo pleito, encerrando-se assim o funesto ciclo bolsonarista – devolvendo o obstinado candidato ao ostracismo do qual nunca deveria ter emergido. Restaurar essa antiga via será como recuperar a dignidade de nossos parlamentares que se amedrontam ao ouvir falar em impeachment, ao mesmo tempo que estará solucionando naturalmente o problema representado pelo surgimento de alguém que possa concorrer com Lula da Silva em igualdade de condições, afastando-se, quiçá, a possibilidade de recondução quase automática de um populista ao poder,  o que configuraria obsceno retrocesso ao passado recente. Hipótese a ser considerada, no mínimo para devolver a Bolsonaro na mesma moeda as atribulações por ele insistentemente criadas à revelia da Nação.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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VIRAR A PÁGINA

É inimaginável que Jair Bolsonaro termine seu mandado. A bancada da corrupção, dona do Congresso Nacional, precisa se desvencilhar de Bolsonaro. Ele já foi bastante esfolado, já distribuiu dinheiro público à vontade, por dentro, por fora, e todos estão satisfeitos com o butim da roubalheira. O povo está passando fome, a destruição ambiental é sem precedentes, temos a pior gestão da pandemia do mundo, a inflação está de volta e a economia, estagnada, o desemprego é recorde e a imagem do País nunca foi tão péssima. Acabou o governo Bolsonaro. Está na hora de o general Mourão se entender com as lideranças do Congresso e da Justiça para começar o processo de impeachment contra o presidente da República, que seja fulminante. O País precisa virar esta triste página de sua história e começar a se levantar.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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UM CANDIDATO PARA 2022

O artigo Nem Bolsonaro nem Lula (Estado, 13/8, A2) está bom, porém faltou apresentar alguém. Na verdade, ainda não há. Mas é importante que trate de se apresentar. Estes que estão aí dando a cara como terceira via são todos figurinhas carimbadas, Lula papa todos eles, desde figurões da imprensa até estas raposas politiqueiras que estão se apresentado. Ou algum empresário de fundamento mostra a cara ou alguém do agronegócio. E tem de ser logo, entrar rápido na vitrine. Uma oportunidade que poderá viabilizar é o vice Hamilton Mourão. O certo é que tem de ser rápido. Os três empresários que escreveram o artigo e a impressa no geral devem fazer sua parte e participar, assim como todos nós, cidadão republicanos. De minha parte, estou à disposição, dentro dos meus limites.

Joel Sebastião Alves joelsalves@hotmail.com

Porto Alegre

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TERCEIRA VIA?

“Bolsonaro é apenas Bolsonaro – e isso basta para arruinar o País” (O valor da palavra de Bolsonaro, 12/8, A3). A gestão criminosa do desgoverno Bolsonaro foi suficiente para que o País, que já era chacota internacional pelos escândalos de corrupção, também o virasse pela péssima gestão da pandemia e pelas atitudes golpistas do presidente. Poucos são capazes disso. As muitas dezenas de pedidos de impeachment – todas arquivadas por Arthur Lira – demonstram como o eventual processo já tem base legal de sobra. No entanto, ele depende da conveniência política, comprada a cargos e emendas parlamentares pelo presidente. O apoio do Centrão, porém, é questionável, visto que a maioria do próprio PP, partido de Lira e de Ciro Nogueira, não votou favorável ao voto impresso, pauta cara a Bolsonaro. O que falta ao impeachment é, então, a pressão popular – mesmo artifício que tirou Collor e Dilma e deixa governos insustentáveis. Essa é a única chance de o Brasil não eleger um dos presidenciáveis mais rejeitados pela população – Lula ou Bolsonaro –, pois um terceiro nome seria o concorrente direto do petista. Bolsonaro precisa de Lula para ter alguma chance, assim como Lula precisa de Bolsonaro para vencer em 2022. Portanto, a terceira via e o impeachment são possíveis e estão nas mãos do povo.

Victor Ferreira Lopes Albres victoralbres@hotmail.com

São Paulo

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O UMBIGO DO PRESIDENTE

O presidente Jair Bolsonaro voltou a se referir às Forças Armadas como “poder moderador” e disse ter certeza do apoio dos militares às “decisões do presidente para o bem da Nação”. Realmente, não sabíamos, nós, brasileiros e cidadãos eleitores, que havíamos libertado em 2018, nas urnas, o maravilhoso gênio da lâmpada, gênio do bem, gênio genial, aquele que, diante do espelho, se posta com aprumo e indaga espelho, espelho meu, existe em todo o universo alguém mais sábio, preparado para o mando e poder, enfim, mais genial e maravilhoso do que eu? Mais eis que o espelho lhe respondeu: existe, sim, meu nobre senhor: o seu umbigo!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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VONTADE

A verdadeira vontade do mito era virar os tanques que desfilaram em Brasília na terça-feira na direção do Congresso Nacional e gritar “foooogo!”. Este cara está se lixando para o País, para a Constituição e, consequentemente, para a democracia.

José Roberto Iglesias rzeiglezias@gmail.com

São Paulo

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DESFILE MILITAR EM BRASÍLIA

A parada de tanques exigida pelo presidente de plantão foi para: mostrar ao mundo nossas forças bélicas, e que fique tranquilo, constrangendo nossas Forças Armadas? Foi querer intimidar o Congresso e sua votação expondo os tanques? Mas eu penso que os comandantes deram o troco, pois os tanques desfilando em frente ao Palácio do Planalto e soltando um fumacê me fizeram parar e pensar: dedetização!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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FUMAÇA

Pelo jeito aquele tanque esfumaçento recebeu combustível da refinaria de Pasadena.

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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UM MANDA...

Um manda, o outro obedece: Bolsonaro pede e as Forças Armadas enviam tanques de guerra para desfilar na Esplanada dos Ministérios em Brasília.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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EQUÍVOCO

Sabendo da história de Jair Bolsonaro, não são surpresa seus desvarios, mas as Forças Armadas se submeterem ao seu projeto pessoal de poder em detrimento da Nação já é demais. Elas estão a serviço do Estado, e não de um governo.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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CARTA AO PRESIDENTE

Não costumo gastar caracteres com aqueles que não estimo, senhor presidente, mas esta missiva se faz urgente e necessária. Os tempos não são os melhores por essas terras, não é mesmo? Aliás, sejamos francos: nunca estivemos tão mal. Estamos sofrendo, sr. presidente, como nunca antes. Talvez o senhor ignore este clamor, mas compreenda que somos filhos deste solo liderado pelo senhor por esses dias, e cada um desses filhos possui um nome: são joões, marias, lauras, pedros e tantos milhões de outros carentes de sua atenção e responsabilidade. Estamos sofrendo, senhor presidente, e, às vezes, agonizando. Nossas árvores estão queimando como nunca, ardendo em chamas, sendo arrastadas para fora do seu habitat natural, junto das nossas populações indígenas. São nossos patrimônios, preservam nossa história e nossa diversidade cultural, senhor presidente, merecem ter uma existência digna nos seus lindos campos verdes. Nosso Brasil sente cada vez mais fome, senhor presidente, pois seus familiares já não conseguem arcar com despesas básicas e alimentação mínima para subsistência. Tá difícil ter arroz e feijão na mesa, estão sem gás, sem energia, sem forças para resistir. Apagão na ciência, nos nossos centros de pesquisa, corte de verbas para a educação, para o orçamento de universidades. Não quero pensar que tudo isso seja estratégico, por conveniência para este governo, pois apagaremos a memória deste período para o nosso futuro. Sinto uma dor no peito, nesta alma brasileira, toda vez que o senhor oculta a verdade, agride jornalistas, coíbe manifestações culturais, veta tratamentos para a saúde deste povo já doente, enquanto reduz impostos relacionados às armas de fogo, desacredita nossas instituições democráticas, não celebra nossos vencedores e não presta as devidas homenagens àqueles que partiram antes do tempo que o Brasil esperava. Estamos doentes deste Brasil, senhor presidente, por isso lhe peço: renuncie e dê uma trégua a este país. Faça-o respirar novamente. O senhor será lembrado por esta magnânima atitude a favor dos seus filhos, e por eles. Faça isso pelos filhos do Brasil. Será, talvez, o maior bem realizado por um presidente na história desta República.

Sérgio Campelo sergio.campelo@gmail.com

Santana de Parnaíba

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A PRISÃO DE ROBERTO JEFFERSON

Nada mais emblemático do quadro atual da política no Brasil do que ter o histórico PTB presidido por Roberto Jefferson, um notório gângster, preso pela Polícia Federal (PF) por atos criminosos e antidemocráticos. Ainda bem que tais figuras são presas por uma PF e um Judiciário que ainda funcionam neste país em franca decadência política.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BRASÍLIA EM CHAMAS

Como um “pendito”, o deputado Roberto Jefferson denunciou com muita coragem o esquema do mensalão e tem denunciado a decadência na administração pública e na política brasileira, que deveriam primar pelos princípios republicanos nos Três Poderes. São poucos, lamentavelmente, os que assim agem no Congresso Nacional diante de tanto desrespeito à Constituição e às instituições públicas. Anedota do passado hoje revela assombrosa realidade: “Brasília é um festival de rabos de palha, onde um não ateia fogo no rabo do outro – representante eleito ou nomeado – para não criar um megaincêndio”. Ao divulgar na internet relatório sigiloso da Polícia Federal, sobre Tribunais Superiores e o voto eletrônico, o presidente Jair Messias Bolsonaro acabou prestando   um favor a Nação aumentando o fogo saneador.

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro


  

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