Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2021 | 03h00

Democracia

Nas mãos do Senado

Está nas mãos do Senado Federal, agora, a resposta definitiva ao golpismo de Jair Bolsonaro: se quer uma república de bananas ou não, se quer a instabilidade institucional ou não. Pela defesa da nossa democracia, que não reconduza Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República nem nenhum outro do mesmo perfil. Que isso sirva, obviamente, também para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde ministros terrivelmente subservientes ao Executivo minarão um dos últimos bastiões de defesa institucional. Vamos ver até onde vão as ameaças de Bolsonaro. Se os militares quiserem o caos, milicianos atacando o Congresso Nacional, fuga de capitais, desvalorização inimaginável do real e inflação, ou seja, uma verdadeira venezuelização do País, então continuem soltando notas dúbias ou desfilando blindados em apoio a um governo mentiroso, que jamais quis trégua entre os Poderes da República, e sim o confronto. E também a Câmara dos Deputados, cujos integrantes são cooptados com verbas infinitas vindas do Executivo e ainda têm a cara de pau de dizer que quem interfere em votação do Congresso é o STF. Malditos… Portanto, é imperioso que o Senado dê a resposta definitiva contra qualquer subserviente indicado pelo Executivo para esses postos-chave das nossas instituições. Não quer o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ser uma forte opção como terceira via eleitoral em 2022? Está aí a sua grande oportunidade.


JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS ZAMBONELIAS@HOTMAIL.COM

MARÍLIA

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Poder moderador

As Forças Armadas constituem uma entidade de Estado, não de governo, e nunca um poder moderador. E têm o dever de respeitar a Constituição e a democracia, jamais apoiar ideias ditatoriais. O povo brasileiro não pode continuar acreditando num presidente que pretende ser ditador perpétuo. A democracia vem sendo ameaçada diariamente por Bolsonaro, muitos de seus ministros e seguidores inconsequentes. A sociedade, em todos os níveis e por suas entidades representativas, precisa se manifestar contra esse atentado à democracia. A omissão significa um retrocesso para toda a Nação.

JOSÉ PAULO CIPULLO J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Caixa de Pandora

O preocupante no momento atual não são tanto os arroubos dos militares órfãos da ditadura incrustados no poder, e sim a desenvoltura de certos civis que ocupam cargos de relevância no governo atual. Os militares são treinados no manejo de armas para operações de guerra, enquanto os civis são treinados no uso da palavra, instrumento de que se serviu o então ministro da Justiça da ditadura militar, Gama e Silva, para a redação do AI-5. Ou seja, a senha para os militares deixarem aberta a caixa de Pandora por mais de 20 anos.

PEDRO LUIZ BICUDO PLBICUDO@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Instituições subjugadas

É impressionante a absoluta inércia do sr. Augusto Aras em relação aos golpes de Estado que se ameaçam todos os dias. Uma mudança legislativa bem-vinda seria a vedação da indicação do procurador-geral da República e do advogado-geral da União em atividade para o STF. Deveria haver uma quarentena, a fim de evitar a atitude subserviente e omissa que se vê agora. É inadmissível um Ministério Público independente, que deu tanto trabalho para criar, agora se sujeitando a esse cabresto, totalmente incompatível com suas atribuições. Poderia ser interessante também que as indicações fossem encaminhadas em lista tríplice.

ANTONIO DE PADUA TEIXEIRA PADUAT@YAHOO.COM.BR

GOIÂNIA

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Contra a lei?!

Causou-me perplexidade a coluna do jornalista J. R. Guzzo de domingo (A8). Pregar a destituição do STF não pode ser confundido com “direito à opinião”. O ex-deputado Roberto Jefferson passou dos limites e deve, sim, responder por seus atos, especialmente por fazer a apologia da violência, instigando outros brasileiros a atacar ministros do Supremo Tribunal que não se deixam intimidar pelas provocações diárias do presidente da República. Os fatos falam por si.

JOSÉ LUIZ COUTO

ITAPEVA


Apologia do crime

Após ler a coluna Contra a lei me veio a seguinte pergunta: fazer apologia de crimes não é crime também? A liberdade de expressão não pode ser usada para incitar ao crime, como o ex-deputado Roberto Jefferson tem feito nas redes sociais, abertamente. Esses dois conceitos não podem ser confundidos. Por isso devemos prestar bem atenção antes de demonizar os ministros do STF.

MIGUEL JOÃO BORGES FILHO OTIMIZADOR@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Reforma eleitoral

Coligações proporcionais

Não havia dúvida alguma de que qualquer mudança política aprovada pela Câmara do deputado Arthur Lira seria para pior. Distritão e a volta das coligações são apenas duas de suas tentativas de beneficiar o seu grupo político. Zero o interesse pelo povo brasileiro!

VICTOR FERREIRA LOPES ALBRES VICTORALBRES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Memória

Dom Paulo Evaristo Arns

Ao ensejo do artigo Comemorando dom Paulo, do cardeal Odilo Scherer (14/8, A2), recordo o dia em que dom Paulo faleceu e foi velado na Catedral da Sé, em 2016. Eram filas imensas, organizadas, silenciosas, em respeito àquele homem cujas bondade e justiça foram parâmetros de vida. Na respeitosa fila observei a quantidade enorme de mendigos e moradores de rua que choravam a saudade de alguém que zelou por eles. Muitos diziam: “Este homem olhava por nós”. Não há possibilidade de esquecer tanta emoção!

MARIA INÊS MENDONÇA MIGMENDONCA1@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



AUXÍLIO BRASIL, UM ENGODO

Infelizmente, ainda temos mais de 40 milhões de brasileiros pobres e com crônica dificuldade até para colocar comida na mesa, e os benefícios pagos pelo Bolsa Família são insuficientes. Porém, como assinalou o editorial do Estadão O Auxílio Brasil e a política de ‘vouchers’, o demagogo governo de Jair Bolsonaro escolhe um caminho sem volta para financiar este benefício, que pode chegar a R$ 300 mensais: deseja dar um megacalote nos credores de precatórios. Especialistas e gestores públicos estão preocupados com essa pedalada do Planalto, que poderá gerar grave crise fiscal. E, em consequência, provocar a alta dos juros além do que já ocorre. Assim também com a inflação já galopante, aumento do desemprego e até da própria pobreza. Não existe milagre, ou se administra recurso público com responsabilidade e respeitando as regras do mercado, para que se evite uma crise fiscal e promova confiança no mercado, ou este Auxílio Brasil será um grande engodo, porque a única forma sustentável de distribuir renda é quando o governo joga a favor e apresenta PIBs robustos. Mas este alojado no Planalto não está preocupado com o desenvolvimento da Nação.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PRECATÓRIOS

Paulo Guedes diz que cometerá crime pagando R$ 90 bilhões de precatório. Então quem deve não paga, pois, se pagar, estará cometendo crime!

Robert Haller

São Paulo

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PRECATÓRIOS X DÍVIDA ATIVA

O Estado brasileiro não só é mau pagador (precatórios), como é péssimo cobrador (dívida ativa). O valor dos precatórios ultrapassa a R$ 2 bilhões, já a dívida ativa da União está acima de R$ 2 trilhões, sendo 44% dados como irrecuperáveis. Na hora de pagar, afirma “devo, não nego, pagarei assim que puder”. Na hora de receber, favorece o mau pagador com Refis (refinanciamento da dívida), reduzindo juros e aumentando o prazo do pagamento. Ou seja: pague como quiser, se quiser, quando quiser e o quanto quiser.

Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba

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AS PEDALADAS DE BOLSONARO

Jair Bolsonaro é tão incapaz que não consegue se libertar das pedaladas que tem dado e que ainda virão. A solução está na cartilha da “tigrada” petista, especialmente da impedida Dilma Rousseff. Só assim Bolsonaro ficará sabendo, “como nunca antes visto na história deste país”, como montar as tramoias. Quem viver verá!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A PALAVRA E A CREDIBILIDADE

Os verdadeiros homens de negócio ou de atividades profissionais diversas, relembre-se, sempre respeitam a sua palavra, porque esta é o selo da credibilidade. Assim, quem não mantém a sua palavra não pode pretender ser crível ou ter credibilidade no contexto. Todas as pessoas que circundam e apoiam um sem palavra, na verdade, devem pensar que a credibilidade não é importante e a palavra empenhada também não. Portanto, são todos, como diriam os mais antigos, farinha do mesmo saco. Conclusão: merecem ter altos cargos ou empresas nas mãos? Quem não é confiável pode liderar, dirigir e governar? Não merece poder!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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PÓDIO DA INFLAÇÃO

Até julho deste ano a inflação já acumulou 4,76% e nada menos que 8,99% nos últimos 12 meses, levando o IGP-M aos píncaros de 33,8%. A projeção para a inflação em 2021 é de 7,2% no Brasil, 5,8% na Rússia, 5,2% na Índia, 3,6% nos EUA, 1,8% na zona do euro e 1,3% na China. Como se vê, o dragão verde-amarelo vai subir ao pódio com a medalha de ouro. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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ERA TÃO EVIDENTE...

Parabéns a Celso Ming pela análise da inflação em Por que a inflação é mais alta no Brasil? e pela coragem de indicar a incompetência dos diretores do Banco Central em deter a inflação quase galopante que atingimos. Será que vamos voltar à necessidade de correção monetária?

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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TERCEIRIZAÇÃO DE CULPA

O presidente Jair Bolsonaro disse que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para tomar providências contra o aumento da inflação. “Querem que eu faça milagre?”, questionou durante transmissão semanal pela internet. Ele disse que uma das “providências” contra a inflação é o aumento da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 5,25% ao ano. A taxa Selic foi elevada na última reunião do Copom em um ponto porcentual, o quarto aumento consecutivo dos juros. “Nós combatemos a inflação com mais produção, não tem outro caminho”, completou. Ele voltou a descartar a possibilidade de promover congelamento de preços ou restrição às importações e atribuiu a pressão inflacionária às repercussões econômicas da pandemia do novo coronavírus. “Muita gente ficou em casa, passou a produzir menos, menos oferta de produtos, aumento da inflação”, argumentou. O presidente voltou a cobrar a redução das alíquotas do ICMS por parte dos governos dos Estados, aos quais atribuiu a culpa pelo novo aumento do preço da gasolina após reajuste da Petrobrás do preço médio de R$ 2,69 para R$ 2,78 o litro. “Poderia baixar a gasolina hoje, só na questão do ICMS, em média R$ 1,20”, afirmou. Bolsonaro culpa o fracasso do seu governo aos seguintes inimigos: Forças Armadas, imprensa, Legislativo, Judiciário, esquerda, governadores, prefeitos, covid-19, mercado, cartéis e ao resto do mundo. A frase a seguir de Milton Friedman evidencia de forma clara e objetiva que somente o governo federal tem poder sobre a política monetária, assim sendo, mesmo com as adversidades imprevistas da estrada econômica, não cabe terceirização de culpa para os passageiros do veículo monetário. Mas, infelizmente estamos vivendo em país acéfalo, onde o tesoureiro de campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes, prega (fora FMI), usado historicamente pelas esquerdas, de olho em 2022.

Ricardo Bergamini ricardobergamini@ricardobergamini.com.br

Florianópolis

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FALTA DE ÁGUA

O Brasil está secando, já falta água em boa parte do País e a situação só tende a piorar. Logo mais haverá racionamento de água e luz e poderá até mesmo faltar água para o consumo humano. Os motivos da seca histórica são bem conhecidos por todos: desmatamento na Amazônia e no Cerrado, Pantanal seco e agora o Sul do País começa a se transformar no semiárido nordestino. A cidade de Curitiba enfrenta racionamento de água há mais de um ano. O crescimento insustentável do agronegócio é o principal responsável pela seca que o País enfrenta, no entanto, não se ouve falar em qualquer limitação do uso da água no agronegócio. Ou seja, o País inteiro vai sofrer as consequências e pagar a conta da falta de água e luz, enquanto o agronegócio continua irrigando as suas lavouras e contando o dinheiro. Está na hora de o Brasil dar um basta nas pretensões da bancada ruralista escravocrata e impor limites para o uso da água no campo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CADÊ OS DEVASTADORES?

Achei estranho o sumiço de Ricardo Salles e a ausência total de notícias do novo ministro. Não se fala mais nada sobre todas as maldades feitas com o apoio de nosso presidente, e a pergunta é: quais são as novas maldades que estão sendo tramadas? Depois do relatório sobre o clima, vamos deixar soltos os bandidos das invasões de terras, incendiários, garimpeiros e espertinhos que estavam invadindo as nossas restingas? Jornalistas, nos protejam!

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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METIDO A BESTA

Metido a besta é a expressão popular para definir uma pessoa sem a instrução necessária, grosseira, mas que se acha capaz a tomar decisões para as quais não tem a devida competência. Infelizmente, essa definição pode-se aplicar ao nosso presidente da República. Ao não procurar saber da importância da Floresta Amazônica, no clima do nosso planeta, Bolsonaro foi responsável por recordes de desmatamento naquele bioma. Como consequência, vai diminuir ainda mais as chuvas nas regiões que dependem dela. Também ignora a Medicina, mas acredita em charlatães metidos a bestas. Mal intencionados, levaram a população a se tratar com remédios inócuos, não usar máscaras e não tomar a vacina. Não há dúvida de que essa decisão causou um número de mortes mais elevado entre nós. Do total de 565 mil, com certeza se deve a ele um porcentual bem alto. Na terça-feira, dia 10/8, o presidente determinou o desfile de carros blindados em Brasília, para “assustar” os deputados federais que iriam votar a PEC do voto impresso. Um absurdo que inventou, levando o presidente da Câmara, Arthur Lira, a colocar tal abobrinha em votação, em mais uma despesa inútil. A acachapante derrota não impediu Bolsonaro de voltar a dizer que não será possível confiar na apuração das eleições de 2022. Se Lira tiver um mínimo de respeito a si próprio e ao povo brasileiro, deverá liberar os pedidos de impeachment de Bolsonaro. Para não se meter a besta. Este presidente já deveria ter saído do cargo há muito tempo.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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SE VAI TENTAR, NEM COMECE

Bolsonaro parece que vai longe com a ideia de tentar mudar o atual sistema de votação eleitoral. Movido pelo medo de nem chegar ao segundo turno no ano que vem, pois, apesar das gargantas de aluguel e das motociatas e campanhas extemporâneas, sua rejeição cresce a cada uma delas, o presidente continua com o plano maquiavélico e lunático de comparar urnas eletrônicas à fraude, sendo o voto impresso e auditável o único meio de apontar os “verdadeiros” vencedores. Mas o pior disso tudo é ver que muita gente – independentemente dos 11 deputados que votaram na Comissão Especial (movidos sabe-se por quais motivos) – ainda acredita ser o atual sistema cheio de irregularidades e eivado de suspeitas quanto à possibilidade de “ataques cibernéticos”, vindos ou não de cérebros doentes ou mãos maléficas de hackers, o que nos obriga a passar por mais uma perda de tempo, recursos públicos e mais esta ridícula tentativa de golpe. Alguém precisa avisar a este bando desocupado ou movido pela propaganda enganosa que estamos no século 21, já temos telefonia celular, carros elétricos, dinheiro de plástico e a tecnologia existe para melhorar e agilizar a vida de todos nós. E que Bolsonaro é um autêntico blefe.

João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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GEPETO

O sr. Gepeto fabricou um boneco, lógico com a melhor das intenções, mas de repente o invento tornou-se mentiroso, mas com um defeito: quanto mais mentia, mais o seu nariz crescia. Tudo ficava evidente. No Brasil, que não é do faz de conta, dois casais tiveram filhos, filhos esses que deixaram Pinóquio no chinelo. Mentiam, mentiam, mentiam e mentem, e seus narizes não crescem. Isso é verdade. Aqui não tem Gepeto, aqui dois casais produziram Lula e Bolsonaro. Aqui, as mentiras de ambos foram tão convincentes que até aqueles que se julgavam espertos acreditaram. Tchau Gepeto. Perdeu. Invente outra.

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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A PERIGOSA LUTA ENTRE OS PODERES

A Nação assiste, preocupada, a inconveniente troca de farpas e até de insultos entre o presidente da República e o ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, assim como as denúncias e investigações que, no Supremo Tribunal Federal, se articulam contra o chefe do governo. A rejeição da PEC 135, que obrigava a impressão dos votos, não foi suficiente para acalmar os ânimos. Além dessa discórdia, vivenciamos a atuação incendiária de membros do Congresso Nacional. O conjunto descumpre o artigo 2.º da Constituição, que define os Poderes da União como “independentes e harmônicos entre si”. Precisamos de verdadeiros bombeiros políticos – jamais de incendiários – para cessar os ataques. Não é inteligente pagar para ver quem vence a contenda. A nós, os eleitores, bastará a garantia de que o voto depositado nas urnas irá efetivamente para o candidato que escolhemos. Mas isso jamais se conseguirá sem que haja respeito mútuo e compreensão entre os dirigentes e integrantes do poder institucional. Alguém precisa convencer os briguentos da conveniência a buscarem o entendimento possível, em vez das turras que podem colocar tudo para quebrar e, até, eventualmente, suprimir as eleições.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CHACAIS & HIENAS

229 deputados federais votaram a favor do voto impresso, dando a falsa impressão de que desconfiam do voto eletrônico. Ledo engano. Muitos são devotos do sistema que permita o voto manipulado, de cabresto, comprado e fraudado, como no passado de eleições corrompidas. A maioria votou pelo retorno do voto impresso por terem sido regiamente comprados pelo “tratoraço”, pertencerem às bancadas da Bíblia, do boi e da bala, ou por serem abutres fantasiados de tucanos. Um congresso de hienas e chacais, alimentados pelo que há de mais podre na política nacional.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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GERALDO ALCKMIN

A atitude egoística de Geraldo Alckmin de deixar o PSDB para forçar sua candidatura é lamentável e presta um desserviço a São Paulo. Deveria reconhecer que seu tempo já passou. Deveria, sim, estar na direção do partido ajudando-o na renovação e criando condições para as novas lideranças. Como PSDB raiz, eleitor esclarecido e independente, digo-o que não se elegerá, pois não aceitamos esse tipo de comportamento.

Simao Braga simaobraga00@gmail.com

São Paulo

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CPI DA PANDEMIA

A insossa, desprestigiada e suspeita CPI da pandemia, após longa e exaustiva discussão e enfadonhas entrevistas preliminares, concluiu que o presidente Bolsonaro, como todos já sabem, é motoqueiro. Em seguida, em sucessivas sessões torturantes, o gabinete-mor da pandemia concluiu que o presidente Bolsonaro agiu como um charlatão. Na continuação de uma narrativa cada vez mais tendenciosa, o presidente da CPI, senador Omar Aziz, disse que o presidente estava acuado, pasmem, por escândalos de corrupção, sem que até então conste qualquer ato que desabone o governo Bolsonaro nesse sentido. Na semana passada, numa sucessão de decisões desairosas proferidas, a cúpula da CPI cogitou a possibilidade de suspender a conta do presidente Bolsonaro no Facebook e em outras redes sociais. Pelo andar da carruagem, a CPI, ao fim das investigações, vai concluir que foi Bolsonaro quem matou Odete Roitman, o mistério novelesco que tomou conta do país há muito tempo atrás.

Moacyr Rodrigues Nogueira Moaca14@hotmail.com

Salvador

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DUQUE DE CAXIAS ENVERGONHADO

Em dez meses que cumpri meu dever cívico no Exército Brasileiro, cresci muito, principalmente reforçando meu patriotismo, a disciplina e a combatividade em todos aspectos. Quando lá estive, segui os ensinamentos de Caxias, sem exageros, é claro. A História registra que, quando Caxias constatou que os paraguaios estavam derrotados e só restavam crianças armadas e vestidas em trapos, desistiu do combate. Foi mandado um conde para liquidar as crianças. Pelo que vejo, se em dez meses fiz curso e fui promovido a cabo, imaginem se eu seguisse a carreira. No mínimo, hoje eu seria um “facilitador” na compra de vacinas, com trânsito na cúpula do governo. Como Duque de Caxias está envergonhado com o presidente, os comandantes, e roleiros de compra de vacina.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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COVID-19 – META MAIS REALISTA

Lidar com situações muitas vezes incuráveis nos ensina a ter a humildade de que, mesmo não podendo resolver completamente um problema, nos contentemos apenas em administrá-lo. A atual pandemia de covid-19 nos demonstra que, a despeito da vacinação ter progredido muito em alguns países, o otimista  relaxamento das medidas de isolamento social e uso de máscaras que se seguiu à diminuição inicial do número de casos não evitou o subsequente aumento de novas infecções. Se curar completamente uma enfermidade infecciosa for a única meta, voltar a vivermos como antes seria o sinal da consecução deste objetivo. Mas, como infelizmente isso ainda não ocorreu, pergunto se não deveríamos enxergar a cronicidade desta situação e trocarmos de meta. Diminuir e manter continuadamente baixos o número de novos casos através da vacinação em massa com a manutenção das medidas de isolamento e uso máscaras seria talvez uma meta mais realista e autossustentável. Acredito que, apesar de almejarmos viver como antes da pandemia, este vírus nos mostrou que temos de ter mais paciência, readequarmos nossos objetivos e não enxergarmos uma derrota na necessidade da manutenção das medidas de isolamento e uso de máscaras.

Auro del Giglio, professor titular de Hematologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Fundação ABC aurodelgiglio@gmail.com

São Paulo

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LAMENTÁVEL

Baby do Brasil disse, em entrevista, que ainda não sente confiança para tomar a vacina contra a covid-19. “Ainda não!”, afirmou, emendando: “Eu estou pegando, no mundo inteiro, todas as pesquisas sobre tudo o que estou colocando dentro do meu corpo (...) Eu vou fazer 70 anos, no ano que vem, com o corpinho de 20. Tenho todo o direito de decidir se quero colocar essa zorra dentro de mim ou não”. Perfeito, Baby! Nada como ser autêntica, mas nada também como perder uma ótima oportunidade para ou se manter calada ou pular determinadas perguntas numa entrevista. Não tomar vacina é problema seu, porém se expor como um péssimo exemplo para a população brasileira, sendo ou não seus fãs, é de péssimo arbítrio, descuidado arbítrio, lamentável e desanimador, egoísta e nonsense. Vade retro, Baby!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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