Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2021 | 03h00

Afeganistão

De volta às trevas

A retomada do poder pelo Taleban já mergulha o Afeganistão nas trevas do obscurantismo. As principais vítimas serão as mulheres, os dissidentes políticos e todas as minorias, que terão cerceados os seus direitos mais básicos. Sem esquecer o consequente retrocesso do pensamento científico, da liberdade de expressão e de imprensa, a destruição do patrimônio histórico – lembremos a infame redução a pó dos Budas de Bamiyan. Diante de crise civilizatória de tal dimensão, que o Brasil facilite o asilo e acolhimento de afegãos. Seria uma excelente oportunidade de demonstrar ao mundo que, apesar do desprezo que o presidente do Brasil, reiteradamente, manifesta pelos direitos humanos, pelas liberdades individuais, por uma imprensa livre, pela ciência e pelo conhecimento em geral, grande parte dos brasileiros afirma e comunga o ideal tão bem expresso nos versos do poeta romano Terêncio: “Homem sou e nada do que é humano considero ser estranho a mim”.

VICTOR VILLON VICTORVILLON@GMAIL.COM

ATENAS, GRÉCIA

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Nova guerra à vista

A invasão de Cabul pela milícia taleban prenuncia nova guerra, com a iminente chegada de milhares de soldados dos EUA. Situação muito preocupante.

URIEL VILLAS BOAS URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Desgoverno Bolsonaro

Bolsonarismo taleban

É perda de tempo discutir com o tolo fanático que não se importa com a verdade ou a realidade. Quando os países do Primeiro Mundo optaram por ouvir especialistas e decidiram combater o vírus pela vacina pela ciência, os fundamentalistas tupiniquins partiram para a cloroquina, a sanguessuga dos dias atuais. Há pessoas que, mesmo diante das muitas evidências e provas que lhes apresentamos, não estão capacitadas para compreender e outras estão cegas pelo ego, pelo ódio, e partem para a violência, mesmo sem provocação, como essa pretendida paralisação dos caminhoneiros. Quando a ignorância grita, a inteligência esquece o barulhento inútil e busca alternativas de paz e tranquilidade por meio dos mecanismos que a democracia oferece. Se o afastamento está comprado dos sanguessugas do Centrão, esperemos por 2022, está perto.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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A Venezuela é aqui

Não estou conseguindo acreditar no que vejo. Meu povo fazendo fila em porta de açougue para pegar ossos, gente chorando quando alguém lhe doa um quilo de carne. E o presidente da República quer porque quer gastar R$ 2 bilhões para imprimir votos, já não bastassem os R$ 6 bilhões do fundo eleitoral. Quantas pessoas não seriam beneficiadas com esse dinheiro todo? Em que mundo ele vive? De que planeta veio? Pior é vê-lo ameaçar Alexandre de Moraes e Luiz Roberto Barroso de impeachment, dizer que vai ao Senado solicitar abertura de processo de cassação do mandato dos ministros do STF. E o sr. Ricardo Barros, líder do seu desgoverno na Câmara dos Deputados, fazendo ameaças veladas ao TSE? É o fim da linha. Com denúncia na CPI da Covid, acusado de pedir propina de um dólar por dose de vacina Covaxin, Barros ainda tem o desplante de fazer arruaças com ameaças de golpe!

MANOEL NELSON DA SILVA MANOEL182@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Intenções golpistas

O presidente Jair Bolsonaro diz sistematicamente que o artigo 5.º da Constituição cidadã de 1988, que trata das liberdades individuais, está sendo violado pelo STF, por governadores e prefeitos no combate à pandemia, que vitimou milhares de cidadãos brasileiros. Já transmite abertamente a possibilidade de ruptura institucional, o que culminaria num golpe de Estado. Aos que apoiam esse discurso golpista: a primeira medida a ser tomada por um ditador é a suspensão imediata das liberdades individuais. Nenhum apoiador dessa loucura vai ter em mãos uma carteirinha identificando-o como bolsonarista, para fazer o que bem entender. Toda a população brasileira vai sofrer com essa insanidade.

Vamos acordar, Brasil!

WALTER ANGELO CAROTTI WALTERCAROTTI@YAHOO.COM.BR

INDAIATUBA

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O preço do desatino

Quanto está custando a eleição de Bolsonaro? Em dois anos e sete meses perdemos tempo precioso, num momento em que a velocidade das transformações exige rapidez e decisões firmes visando o futuro. Perdemos o respeito dos países com quem deveríamos manter relações à altura do nosso potencial comercial e político. Perdemos, por mediocridade ideológica, as conquistas dos últimos tempos. O País andou para trás no que se refere a políticas públicas para as minorias. É preciso recuperar os estragos feitos pelo governo fascista. É preciso punir com rigor o preconceito, a intolerância religiosa, a homofobia, a xenofobia. O custo deste mandato dado a esse sujeito está sendo muito alto para o País e para o nosso povo.

RAFAEL MOIA FILHO RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

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Visões do inferno

Pesquisas sobre eleições para 2022 apresentam uma perspectiva catastrófica e um cenário dantesco: um segundo turno a ser disputado entre as duas mais grotescas e execráveis figuras do nosso (i)mundo político: o boquirroto ladravaz e o boquirroto miliciano. Sendo realista, concluo que estamos chegando ao fundo do poço moral, ético e político. Neste nosso Brasil, nada há de muito ruim que não possa ficar ainda pior.

RENATO OTTO ORTLEPP RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pavor da terceira via

O grande medo de Lula e Bolsonaro é que o outro não concorra no próximo ano. Sem um dos dois no páreo, qualquer outro candidato terá enormes chances de ser eleito.

ROBERTO CROITOR ROBERTO.CROITOR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


A TOMADA DE CABUL

A tomada do poder no Afeganistão pelo Taleban, com o uso da força, recoloca a teocracia no governo do país. Este terá complexas negociações com a Rússia e a China. Por um lado, os russos vão usar a cooperação militar com as ex-repúblicas soviéticas Tajiquistão, Uzbequistão e Turcomenistão para projetar sua influência política. Por outro lado, os chineses estão concluindo dois importantes projetos de infraestrutura da Nova Rota da Seda por causa dos seus interesses econômicos e estratégicos na Ásia Central: a estrada que ligará Cabul a Peshawar, no Paquistão; a rodovia que ligará a província de Xinjiang, de maioria muçulmana, ao Afeganistão e ao Paquistão. Quanto às pessoas que apoiaram uma tênue democracia liberal, aos moldes ocidentais, restará o exílio ou submeter-se ao silêncio, pois suas vozes dissidentes serão caladas pela implantação da sharia, a lei islâmica.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CABUL CAIU

Joe Biden quis acelerar a saída do Afeganistão. Seu capricho colocou todo o esforço americano no lixo. Assistimos, boquiabertos, à tomada de Cabul, no domingo passado. E, cientes da brutalidade do Taleban, só podemos temer pelo pior, diante do povo afegão.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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FLAGELO FEMININO

20 milhões de mulheres perderam todos os seus direitos. 10 milhões de meninas e moças nunca voltarão a estudar. Centenas de milhares serão entregues aos combatentes para serem usadas como eles quiserem. E milhares sofrerão açoite em praça pública. E isso servirá de exemplo a outros países para copiar o modelo. Este dia em que Joe Biden entregou o Afeganistão ao Taleban deveria se tornar o dia internacional do flagelo feminino. Nenhum evento impactou tanto os seus direitos como este.

Jorge Alberto Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

Desde o final do século 19, os EUA se movem nas questões mundiais apenas em defesa de seus interesses econômicos. Foi assim na 1.ª grande guerra e na 2.ª guerra mundial, como grandes fornecedores de armas e alimentos. Entre essas duas, ganhou duplamente ao financiar a indenização alemã imposta pelo tratado de Versalhes (uma das causas da 2.ª guerra) e com a outra mão recebia o dinheiro de volta com o recebimento da dívida de guerra dos aliados. Durante a guerra fria, sempre que seus interesses geopolíticos eram ameaçados, intervia nos países de seu quintal e outros nem tanto como o Vietnã, desestabilizando politicamente “com a proteção à ameaça comunista”, interesses geopolíticos que não passavam de proteger fontes de insumos e mercado, como o que se desenha atualmente em relação à China. Desestabilizou politicamente o Iraque ao depor Saddam Hussein, antigo aliado e por eles instalado no poder, e sem nenhum plano estratégico abandonou o país quando não mais interessava, deixando o caos e a desordem em seu lugar. Finalmente, a suprema obra sob nossos olhos: para vingar-se do 11 de Setembro, invadiu o Afeganistão, destruindo sua organização tribal para “implantar a sua democracia”, substituindo os senhores da guerra, líderes regionais, por um títere corrupto. Agora, que a conta ficou muito alta, abandona os afegãos à própria sorte (ou azar), que voltarão a plantar papoula e, como esperado, sujeitos aos Talebans, que retomam o poder para impor o atraso de uma visão obscurantista de mundo. Com a retomada do poder por estes, o morticínio e as vendetas já começaram, inicialmente pelos que acreditaram na nova ordem, como as mulheres, e os antigos aliados dos americanos. Nem Bolsonaro nem saúvas ou cupins conseguiriam produzir uma obra tão corrosiva.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

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TALIBÃO

Com a saída das tropas americanas após duas décadas de ocupação e a tomada da capital, Cabul, pelos guerrilheiros terroristas, apoiados por China e Rússia, o Afeganistão vai virar o Talibão, o inferno na Terra. Quem sobreviver verá...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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TUMULTO

Seguindo na sua trajetória do quanto pior, melhor, do agredir antes de pensar em fazer algo pelo País, o presidente Bolsonaro agora quer defender o ex-deputado, atual presidente do PTB, Roberto Jefferson, que até outro dia estava preso por corrupção. Para demonstrar seu apreço e consideração por gente do tipo do citado, algo que não faz pelo povo, Bolsonaro agora quer levar ao Senado um pedido de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Estes não cometeram nenhum ato contra a Constituição federal, apenas estão cumprindo-a como se deve. Entretanto, o presidente está pouco se lixando para quem cumpre a Constituição, para quem cumpre as leis, o que ele quer é tumultuar o ambiente democrático e tentar jogar seus aliados contra as instituições. Se gastasse seu tempo em prol do Brasil, teríamos com certeza algo próximo ao que denominamos de governo.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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IMPEACHMENT NO STF

A ameaça – mais uma – à ordem democrática, à Constituição federal, chegou agora às raias de tirar aqueles que podem me trazer prejuízo, e o pedido suposto de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) revela que Jair Bolsonaro quer tão somente a ditadura e cometer seus crimes sem ser incomodado pela Justiça.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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DELÍRIO DE BOLSONARO

Totalmente desorientado e sem norte, Jair Bolsonaro, até para tentar esconder seus crimes, pelos quais já é investigado, em mais uma afronta às nossas instituições disse que vai pedir ao Senado o impeachment dos ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Ou seja, com seu delírio autoritário, deseja incendiar o País e seguir os passos do ditador Hugo Chávez. Mesmo porque, pelo seu desgoverno, perdeu sua popularidade. E, como disse o deputado Roberto Freire, o presidente tem a cara “da inflação, do desemprego, da corrupção e necrofilia. Ele é crise”. E o pior presidente do Brasil!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CUIDADO COM O INCISO

Jair Bolsonaro deve tomar muito cuidado ao pedir ao Senado Federal o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, com base no art. 52 da Constituição federal. Afinal, o inciso I é para processar e julgar o “próprio” presidente nos crimes de responsabilidade – o que é o caso. Já o inciso II se refere aos mesmos crimes quando se tratar de ministros do STF – o que não é o caso. Ora, com tanta excrecência bolsonarista, o tiro pode sair pela culatra mais uma vez. Cuidado com o inciso, Bolsonaro. Fica a dica!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CHEGOU A HORA DE BOLSONARO

Não é possível que exista alguém satisfeito com a gestão de Jair Bolsonaro. O País tem a pior gestão da pandemia do planeta: de cada 5 mortes pela covid-19, 4 poderiam ter sido evitadas. Bolsonaro segue atrapalhando o quanto pode. Agora, mandou atrasar a entrega de vacinas para São Paulo e Rio de Janeiro por pura picuinha política. Bolsonaro continua estimulando a destruição ambiental, a economia está na lama, desemprego recorde, o País não tem mais trânsito com a Europa, os Estados Unidos, a China e a América Latina. Nenhuma liderança no mundo quer ouvir falar de Bolsonaro, só os neonazistas lhe dão alguma atenção. A bancada da corrupção, que mantém Bolsonaro no cargo, corre o grave risco de sufocar na própria gula, já mamou o que tinha de mamar, agora está na hora de deixar o País respirar um pouco. Está na hora do impeachment de Jair Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SALVAR O BRASIL DE QUÊ?

O cantor Sérgio Reis informou, em suas redes sociais, que está organizando uma manifestação no dia 7 de setembro em favor do presidente Jair Bolsonaro, com os caminhoneiros e agricultores em Brasília. “Vocês, que estão a fim de salvar o Brasil, vamos com a gente para Brasília”, convidou o cantor. Mas salvar o Brasil de quê, exatamente? Das rachadinhas, do Centrão, da destruição do meio ambiente, da destruição das minoras, índios, quilombolas, LGBTQIA+, exatamente do quê? Ou será que Sérgio Reis pretende apenas perpetuar o atual estilo de governo, para que seja exercido, continuamente, por meio de divisões, desuniões, enfrentamentos, xingamentos e descomposturas, falta de respeito e autoritarismos, ameaças à democracia e exaltação de outros sistemas autoritários pelo mundo? Esclareça, Sérgio Reis, se, na verdade, tudo se resume ao seu desejo por uma sinecura qualquer, quem sabe uma boquinha em ministérios ou secretarias, aqui ou ali, onde o senhor possa, no fim dos expedientes, soltar a voz e cantar umas musiquinhas countries, ou, assim, qualquer coisa parecida?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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AGITANDO O PAÍS

Assisti a um vídeo em que o cantor Sérgio Reis incentiva a paralisação do transporte rodoviário em todo o Brasil. Pelo que entendi, essa paralisação seria para forçar o Congresso Nacional a ser favorável ao voto impresso. Como perguntar não é ofensa, eu pergunto: senhor Sérgio Reis, será que essa paralisação que você está reivindicando não será motivada pelo alto preço do petróleo, que está paralisando o Brasil, e por medo de prejudicar Bolsonaro você está tentando mais esta cortina de fumaça? Crie juízo e vá cantar sua panela velha, que você lucrará bem mais!

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ENFIM, UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

Enfim, uma voz ponderada indica o caminho para viabilizar um candidato para a tão ansiada terceira via. Em sua entrevista ao Estadão no sábado (14/8), Marina Silva soa como um bálsamo, com a humildade dos verdadeiros sábios, que não almejam o poder, mas tem o poder de iluminar um caminho para a frente diante desta loucura em que o Brasil foi mergulhado – a ponto de termos à frente da Câmara o deputado mais representativo do atraso que é o Centrão, Arthur Lira, comandando um festival de retrocessos na Casa que realmente detém o poder de transformar o País. Parece que vivemos um circo de horrores, um pesadelo a cada despertar, sem nenhuma boa perspectiva para o futuro. Escutem, leiam o que diz Marina Silva, e desçam dos saltos, pois o abismo já se configura sem possibilidade de retorno caso a guerra de egos não pare imediatamente.

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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‘REFLEXÕES SOBRE UM PAÍS INVERTEBRADO’

O professor Bolívar Lamounier identifica na falta de uma elite a ausência de anteparo para a proteção das instituições, quando a maior parte da população fica a mercê de um populista. Elite há, mas é frágil como uma casca de ovo. Se no Poder Legislativo não dominassem aqueles que deveriam estar fora da política, caso as instituições do Poder Judiciário funcionassem, poderíamos ter outro tipo de parlamentar. O mesmo vale para ocupantes de cargos eletivos do Poder Executivo. Cargos eletivos tornaram-se passaportes para a impunidade, bem como certos cargos na magistratura e no Ministério Público. Assim, vão legislando para suas conveniências, e se algo, porventura, puser em risco suas maracutaias, como uma Operação Lava Jato, há um STF garantista para lhes dar socorro, mas sempre com a aparência do “devido processo legal”. As instituições não têm capacidade de depuração, de correção. Se o atual ocupante da Presidência da República tivesse sofrido o devido processo legal ao cometer as infrações que cometeu como militar, bem possivelmente nem saberíamos hoje de sua existência. Não temos elite, não temos gente com estofo moral em número suficiente para tentar organizar uma reação consistente a esta gente que em seus cargos destroem a Nação diariamente.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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FORA SACRIPANTOS!

Analista do Santander compartilhou com clientes relatório que menciona possibilidade de golpe para impedir a volta dos petralhas ao poder e, de imediato, três parlamentares adoradores do criminoso libertado e inocentado pelo STF recorreram ao Ministério Público Federal. Tudo o que for possível fazer para impedir a volta de Lula da Silva ao poder vai ser bem recebido pelo mercado. O mesmo vale para o Messias Bolsonaro.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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TENSIONAMENTO

O tensionamento institucional nacional não é fruto da direita ou da esquerda, mas sim ausência de bom senso e volta à normalidade pós-pandemia. Muitos erros foram cometidos, e agora chegou o tempo de passar a limpo o enorme prejuízo causado à sociedade, sob a ótica da economia, principalmente a inflação dos preços dos alimentos. O entendimento é o melhor caminho para o diálogo e superação da instabilidade que já afeta câmbio e mercado de capitais. E, se o cenário provocar mais turbulência gerada pelo pleito de 2022, muitos brasileiros, além das vítimas da covid-19, sucumbirão pela falta de emprego e renda mínima.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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REFORMAS POLÍTICA, PARTIDÁRIA E ELEITORAL

Já em 21/4/2021, nesta mesma coluna, eu advertia sobre a urgência dessas reformas e que, com o Congresso inchado com 501 deputados e 84 senadores e mais de 30 partidos, o País ficava ingovernável. Assim, qualquer que seja o regime que se adotar, tem de ser reduzido no mínimo de 1/3 o número de representantes. O País não comporta um Legislativo tão caro e sem retorno minimamente aceitável. Para reforço do que digo, li na revista Veja, na coluna de Vilma Gryzinski, página 55, publicação de 21/4/2021, quando o príncipe Philip visitou Gana, ele perguntou sobre o Parlamento local e foi informado de que tinha 200 integrantes e, então, respondeu: “É um tamanho bom. Nós temos 650 e a maioria é uma perda de tempo desgraçada”. Na verdade todos sabem, inclusive a imprensa em geral, mas ninguém se manifesta. Por que será?

Saverio Vicente Angrisani angrisani@bol.com.br

São Paulo

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EXPLOSÃO DA CONSTRUÇÃO CIVIL

O Brasil encontra-se num momento ímpar na evolução da construção civil. Milhares de lançamentos imobiliários animam e embalam a economia, as empresas, os adquirentes para uso próprio e os investidores têm grandes e legítimas expectativas em seus negócios. Resta, infelizmente, uma preocupação seríssima, num cenário de total desarranjo político, econômico e social, um Poder Executivo e uma Câmara dos Deputados, delirantes e dissociados do interesse público, inflação e INCC galopantes, garantias trabalhistas em vias de esgarçamento, desemprego recorde, pandemia longe de ser debelada pelo negacionismo do governo federal, entre outros. Como ficarão a evolução das obras e a capacidade de pagamento e ou financiamento dos imóveis, pelos adquirentes? Isso impõe à sociedade brasileira uma análise efetiva e coerente dos caminhos a serem trilhados e as consequências nos próximos 30 meses. O entusiasmo generalizado, legítimo e saudável numa economia séria, estruturada e republicana, talvez se torne absolutamente cruel à população de um país que está na contramão da história, da ordem e do progresso.

Mário Leme mjtleme@gmail.com

São Paulo

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CASO JOICE HASSELMANN

Polícia encerra inquérito e conclui que Joice Hasselmann sofreu uma queda, e não agressão. Com certeza devem ter sido os mesmos policiais que concluíram que Celso Daniel foi vítima de um crime comum.

Moyses Cheid Junior jr.cheid@gmail.com

São Paulo

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QUEDA DA ALTURA

Depois de todas as especulações, a polícia chegou à conclusão de que a deputada federal Joice Hasselmann caiu da própria altura. Como Joice sofreu cinco fraturas na face e uma na coluna, faltou informar quantas vezes ela caiu.

Abel Pires​ Rodrigues ablrod@terra.com.br

Rio de Janeiro

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DEPOIS DAS VACINAS

Com a morte recente do ator Tarcísio Meira e a internação de sua esposa, Gloria Meneses, ambos infectados com a covid-19 e ambos vacinados com as duas doses da vacina, vem à tona a pergunta: qual vacina ambos tomaram e de qual variante do vírus em questão eles foram vítimas? Essas informações foram enviadas à Anvisa, porém não foram divulgadas ao público. Daí surge outra questão: qual é a porcentagem de pessoas já vacinadas em tempo hábil que se infectaram e vieram a óbito? Essas e outras questões são abordadas no excelente artigo do cronista deste jornal, o biólogo Fernando Reinach, na edição de sábado, 14 de agosto de 2021. A nós, leitores e cidadãos, resta a expectativa e a esperança: quando virão as respostas e soluções a todas essas questões tão relevantes?

Nancy Castellano Margarido calabria.ncm@gmail.com

São Paulo

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GERALDO ALCKMIN

O governador Geraldo Alckmin, membro fundador n.º 7 do Partido da Social Democracia do Brasil, em 1988, vai deixar a sigla, que virou PSD(oria)B. Uma pena e grande perda.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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AZUL: PREÇOS ABUSIVOS

Escrevo para reclamar dos preços abusivos que a companhia aérea Azul vem cobrando de quem precisa de seus serviços para voos internos. Os preços são tão escorchantes que um voo do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para Navegantes (SC), de uma hora e dez minutos, está custando quase tanto quanto um voo do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, para Genebra, na Suíça. Tentei comprar passagem para o dia 21 de agosto uma semana antes e o preço da passagem (ida e volta), que, em 7/7/2021, custava R$ 925,54, passou para R$ 2.578,03 (ida e volta), em 21/8/2021, segundo informação da operadora CVC-Polo Shopping, em Indaiatuba. De acordo com informação da operadora e de uma funcionária da Azul em Viracopos, a cada dia que se aproxima a hora do voo a passagem só tende a subir de preço. No Aeroporto de Viracopos, um atendente informou que o Procon de Campinas já está tomando providências para interpelar aquela companhia aérea e exigir explicações para a cobrança de tarifas a preços tão abusivos. Espero que o Procon aja com presteza.

Adelto Gonçalves marilizadelto@uol.com.br

Indaiatuba


 

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