Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2021 | 03h00

Economia

Prenúncios de tempestade

Ao que tudo indica, o Brasil vai sofrer os efeitos de uma tempestade perfeita na sua economia. Fatores como a previsão de crescimento menor nas duas maiores economias globais, EUA e China, resultante de preocupante contaminação generalizada da variante delta, responsável também pela redução de produção de chips em alguns países do Sudeste Asiático, e a anunciada redução de atividade de montadoras importantes, como a Toyota, são alguns dos sinais que compõem um cenário sombrio para as aspirações econômicas do País. Aliado a essa perspectiva, temos por aqui uma ambiente político instável, responsável por incertezas que impedem um volume sustentável de investimentos e favorecem um viés inflacionário, com desvalorização crescente da nossa moeda. Como se diz no jargão naval, “preparar o navio para mau tempo e peiar o material volante a bordo”!

PAULO ROBERTO GOTAÇ PRGOTAC@HOTMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Poliana

Será que o ministro Paulo Guedes ainda acha que a economia brasileira está levantando voo?

ROBERT HALLER

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Cheiro de golpe?

O presidente Jair Bolsonaro inflama seus seguidores com clamores ardentes sobre ações no 7 de Setembro. Que ele não se dá bem com democracia e liberdade de expressão, gosta é de poder totalitário, todos sabemos. Parece até discurso do Taleban. E Sérgio Reis?! De cantor de sucesso a insurgente taleban contra as instituições do Brasil.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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O Afeganistão é aqui

O que mais me chamou a atenção no Afeganistão foi a velocidade do avanço do Taleban. É certo levantar a questão dos direitos humanos. Mas quando vejo num canal local um clérigo defendendo o tratamento precoce (para mim, ivermectina é boa para piolho, carrapato e verme) e alardeando superestimativa de casos de covid, com exemplo entre os seus fiéis, não devemos descartar um certo apoio da população aos taleban. Afinal, entre nós mesmos temos muitos desses exemplos.

MÁRCIO COSTA RODRIGUES MARCIOCR.GO@HOTMAIL.COM

GOIÂNIA

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Terceira via

Planejamento

João Doria e Rodrigo Maia estão juntos no planejamento da terceira via que nos pode salvar das duas alternativas terríveis que temos até agora. Vamos apoiar esse movimento, que pode repor o País nos trilhos.

ALDO BERTOLUCCI ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Transição para a estabilidade

Com base na atuação do Senado (A moderação do Senado, 18/8, A3) e tendo em vista reunião, esta semana, em Brasília, de dirigentes de nove partidos que buscam um nome de centro para a eleição de 2022, poderia ocupar logo esse espaço a combativa senadora Simone Tebet (MDB-MS). Simone encarna o que analistas já chamam de “segunda via” – opção que deixa em segundo plano a polarização Lula-Bolsonaro –, reunindo plenas condições para frear o retrocesso imposto por Bolsonaro ao País e proporcionar a necessária transição para a estabilidade que merecemos.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

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Valores e princípios

Aldo Rebelo se lança à Presidência (“Minha agenda não é identitária nem da guerra cultural”,20/8, A7). Nem esquerda, nem direita, nem centro, mas independente, buscando servir à “necessidade de retomar o desenvolvimento, combater a desigualdade, valorizando a democracia”. Isso bastaria como programa para a Nação. Mas Rebelo extrapola essa essência. Em 2011, representando a indústria imobiliária, defendi ideias perante esse ilustre alagoano, então relator do Código Florestal – aprovado posteriormente como Lei 12.651/2012. Na interlocução foi sempre incansável defensor do diálogo e da conciliação em torno de valores patrióticos e humanos, da sustentabilidade, com respeito à ciência e à moderna tecnologia. Pautava-se sempre por sensatez, educação e defesa do legítimo processo legislativo. Transmitia honradez. Vejo com júbilo a entrada no debate eleitoral desse homem sábio, que caminhou desde a origem humilde e a filiação ao comunismo para destinos ligados à modernidade e ao desenvolvimento, com liberdade para quem empreende. Digno e sensato, respeita os símbolos do passado, como os bandeirantes, e as ferramentas do futuro, a exemplo de ferrovias e biotecnologia. Confio que trará à pauta eleitoral dois itens essenciais, hoje olvidados: os bons princípios e os valores morais.

JOÃO CRESTANA JBAT@TORREAR.COM.BR

SÃO PAULO

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Diferente do que está aí

À espera da terceira via, minha sugestão é de o dr. Sergio Moro se candidatar e procurar o sr. Álvaro Dias para ser o seu vice. No mínimo, seria uma alternativa ao que está aí, somente de profissionais da política.

CARLOS ALBERTO DUARTE CARLOSADU@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Alternância no poder

Esclarecimento

Não é verdadeira a afirmação em editorial (18/8, A3) de que “o então candidato Aécio Neves (PSDB) não reconheceu a vitória de Dilma Rousseff (PT)”. A verdade é o oposto. Assim que o resultado eleitoral foi divulgado pelo TSE, cumpri todos os ritos democráticos e republicanos: telefonei para minha adversária cumprimentando-a pela vitória e fiz um pronunciamento público, acompanhado por toda a imprensa, ao lado de minha esposa e diversos companheiros, reconhecendo a derrota e desejando êxito à vencedora. O próprio Estado noticiou esse fato naquela mesma noite de domingo: Tucano cumprimenta Dilma pela vitória, prega a reconciliação e diz que está ‘mais vivo do que nunca’: ‘combati o bom combate’. Iniciativas posteriores tomadas pelo PSDB se deram dentro das normas democráticas previstas por nosso sistema jurídico e nunca significaram o não reconhecimento do resultado eleitoral.

AÉCIO NEVES, deputado federal

BRASÍLIA

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O PRESIDENTE CONTRA A VACINA

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a vacinação do Estado de São Paulo com o imunizante Coronavac e, em entrevista a uma rádio de Cuiabá, afirmou, de forma equivocada e sem comprovação científica, que “quem tomou Coronavac está morrendo”. Mas será que nenhuma instituição republicana conseguirá impedir o presidente-abobalhado de transformar o Brasil, finalmente, num grande circo de palhaços e palhaçadas? Nariz vermelho de bobo todos nós já portamos em nossa cara de tacho, porém tudo tem limites e, a demorar mais, periga o caos social surgir a partir dos achincalhes e humilhações que este senhor presidente, desequilibrado e mal intencionado, espalha aos quatro ventos, respingando na nossa dignidade e retidão moral como cidadãos eleitores desrespeitados.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MALEDICÊNCIA E IGNORÂNCIA

A maledicência e a ignorância de Bolsonaro foram acrescidas de mais uma grande mentira ao seu repertório, quando disse: “Quem tomou a vacina Coronavac do Doria está morrendo”. Esta criatura de má índole deveria saber que não existe nenhuma vacina com 100% de eficácia. Afinal, tem gente que toma cloroquina e ivermectina, além da falsa propaganda de que, se for um atleta, no dia seguinte está curado e nem virou jacaré. Milagres acontecem!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CONTRA O USO DE MÁSCARA

Em meio à tenebrosa pandemia que já ceifou a vida de cerca de 600 mil (!) pessoas sob o genocida, irresponsável e negacionista desgoverno Bolsonaro, o sofrível ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que há apenas dois meses, em junho, defendeu o uso de máscaras em depoimento à CPI da Covid, acaba de declarar, sem corar, ser contra o protetor facial e a aplicação de multa para quem não usá-lo. Como se viu, caiu a sua máscara. Lamentável!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SICOFANTAS & SACRIPANTAS

Mais um ministro da Saúde “um manda, o outro obedece”, Marcelo Queiroga vai pelo mesmo mantra do general Pazuello. Médico e a favor das vacinas e do uso de máscaras, agora, para se manter afinado com o chefe do clã dos sacripantas e não perder o cargo, vira um sicofanta. Um bando de canalhas sem caráter e sem nenhum sentimento de empatia para com o povo brasileiro.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O PARECER DA SUBPROCURADORA

Vice-presidente da CPI da Covid vai ingressar com representação contra Lindôra Araújo no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Afinal, o que esta senhora entende de Medicina para ter feito um relatório tão absurdo sobre o uso de máscaras?    

 Robert Haller

 São Paulo

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IRRESPIRÁVEL

A jornalista Rosângela Bittar, em seu artigo publicado no Estadão de 18/8 com título Angústia, diz que o ar em Brasília está irrespirável – lógico que em consequência das ações desastrosas de Jair Bolsonaro. Mas este ar está irrespirável em todo o País, porque temos um presidente que abandonou seu dever de governar e diariamente afronta a Nação. Não se preocupa com os milhões de desempregados, com a pobreza. Menos ainda respeita a ciência e as mais de 570 mil mortes pela covid-19. Também o meio ambiente e a área da Educação estão abandonados, e ainda flerta com um regime de exceção. Ou seja, Bolsonaro, em seu delírio diário, somente visa a desrespeitar as nossas instituições e ofender seus opositores. É investigado por vários crimes, até por corrupção no Ministério da Saúde, e pode ser indiciado também pelo grave crime de adulteração de documentos, como confirmado por um membro do Tribunal de Contas da União (TCU) na CPI da Pandemia. Neste show de horrores de Bolsonaro, tenho minhas dúvidas se basta o que escreve a jornalista, que “convém deixar que Bolsonaro se enrole na sua própria teia e consuma seu próprio veneno”. Não dá para esperar mais! Precisamos dar um basta nas loucuras do presidente, que não tem mais condição de continuar no comando da Nação. Urge respirar respeito à democracia, ao desenvolvimento econômico e social. A teia de veneno de Bolsonaro está prejudicando a vida de 212 milhões de brasileiros.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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DESDE SEMPRE

O combustível político de Jair Bolsonaro sempre foi o conflito, logo, nenhuma iniciativa de harmonia entre os Poderes vai vingar. Só que ele não percebe que é o lado frágil. Vai perder, é só uma questão de tempo.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ABSOLUTAMENTE INÚTIL

O jornalista William Waack escreveu a mais lúcida e real avaliação sobre o presidente da República: “Bolsonaro é um personagem transparente, que não esconde o que vai pela sua cabeça, não importa se habitada por delírios, fantasias, teorias abjetas, explicações absurdas e imbecis”. Nesse sentido, tem completa razão o presidente do STF, Luiz Fux, em desmarcar reunião com Bolsonaro para discutir qualquer assunto. É absolutamente inútil, pois saindo de lá ele ignora tudo o que foi conversado.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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O SONHO BOLSONAR

Os próximos cinco anos são vitais para Jair Bolsonaro concluir a domesticação do STF, driblar a Justiça, evitando cadeias na família, e garantir o apoio da maioria das Forças Armadas, para finalmente estabelecer o sonho dos Bolsonaros: uma “democracia” dinástica, a cada 4 anos um Bolsonaro eleito ou reeleito. É a Dinastia Bolsonar, versão brasileira da norte-coreana. Por outro lado, o Legislativo, dominado por um Centrão cada vez mais parceiro da dinastia, iria dizimar qualquer oposição e aperfeiçoar nossa Constituição para adaptá-la ao novo modelo dinástico. Enquanto Bolsonaro contava com pesquisas amplamente favoráveis à sua reeleição em 2022, mantinha-se mais calmo, com bobagens sem muita importância; quando o quadro piorou, demonstrando finalmente uma maioria de olhos e ouvidos abertos neste nosso Brasil, assustou-se a ponto de abrir todas as suas cartas na mesa, iniciando a cartada final. Não há mais desculpas, nada a buscar. Quem está com ele não pode alegar ignorância, é admiração, interesse ou burrice. Enquanto não sai um impedimento (que é a solução mais rápida e talvez melhor), o desgoverno, a pandemia e até o clima vêm destruindo nosso país. Sem ele, a única saída que nos resta é uma milagrosa terceira via.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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CAMINHO

O Estadão de domingo (15/8) aponta o caminho para a superação da crise atual. Primeiro, o professor Celso Lafer ressalta a importância da laicidade e, por consequência, da pluralidade que, paradoxalmente, resulta da proteção à individualidade como valor central de nosso sistema político. Nesse sentido, talvez a mais importante pergunta que deve ser dirigida ao sr. André Mendonça na sabatina a que se submeterá no Senado é se ele atenderá ao bizarro pedido do presidente da República de iniciar as sessões no STF com uma oração. Segundo, o encontro entre o ministro Barroso e o vice-presidente Mourão. A tão sonhada terceira via, que congregue todos as forças progressistas e modernas de nosso país, encontra-se em potência nas instituições empossadas. Só não a vê quem não quer. Infelizmente, como já ponderou diversas vezes o candidato Ciro Gomes, a quem tive o prazer de conhecer em Harvard, o PT e seus líderes, em razão de seu espírito de escorpião, e, creio, os líderes do Centrão, por seu fisiologismo, não se encontram preparados para ou desejam participar ou liderar esse processo vital. A enxurrada de votos em favor do voto impresso no Congresso demonstra a falta de sintonia de nossos representantes com o momento atual. O presidente da Câmara já tirou a mão do botão amarelo há tempos. Como ponderou Luiz Sérgio Henriques, somente as forças verdadeiramente democráticas, que coloquem os interesses da Nação e de seu povo acima de projetos particulares de poder, podem retirar-nos desta barra funda em que nos metemos.

Michael Altit michael.altit@maltit.com.br

São Paulo

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‘A BÍBLIA NÃO É A CONSTITUIÇÃO’

Manifesto aqui meu aplauso pelo brilhante artigo publicado no Espaço Aberto de domingo, 15 de agosto de 2021, à página 2 do primeiro caderno do prestigioso jornal O Estado de S.Paulo. Com clareza e objetividade, defende o ilustre professor emérito da Faculdade de Direito da USP Celso Lafer, ex-ministro das Relações Exteriores do governo brasileiro, a laicidade do Estado que tem caracterizado todas as nossas Constituições desde 1891. Como lembra o autorizado titular de Filosofia do Direito, a letra e o espírito do Evangelho afirmam “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Mateus, 22,15-21) quebrando a identificação entre política e religião, situação própria do Estado na Era Antiga. Mais tarde, esse princípio foi uma das bandeiras do liberalismo clássico na luta contra o absolutismo nos séculos 17 e 18. Dele decorrem, como salienta o autor, o direito à liberdade de crença, à pluralidade de pensamento em matéria política, filosófica, enfim, todos os direitos consagrados na Constituição de todos os países democráticos, a que acrescentamos sua confirmação na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. O artigo vem salientar o perigo de um retrocesso se o critério para escolha de um ministro para o Supremo Tribunal Federal levar em conta o fato de ser alguém “terrivelmente evangélico”. Fica aqui meu entusiástico apoio a tão oportuno artigo.

Cláudio de Cicco claudiodecicco@uol.com.br

São Paulo

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SÓ NOS RESTA O SENADO

A nós, brasileiros com algum senso de responsabilidade e democracia, resta confiar na lucidez do Senado. Já que não podemos contar com a Câmara de Arthur Lira, o trator dos retrocessos, com a poluição dos partidos – ver Novo e PSDB na votação do voto impresso –, a Procuradoria-Geral da República com Augusto Aras, absolutamente entregue aos bandidos e à proteção da familícia, em troca da indicação para continuar no cargo, e com os militares comprados pelo presidente com cargos e $, alguns incapazes e muitos suspeitos de alta bandidagem, além de os chefes serem vassalos de um ser insano. Caberia ao Senado vetar a segunda indicação de Aras, que já comprovou a que veio, e é muito importante que André Mendonça, apoiado por Michelle, a condecorada, e por Zé Dirceu, o petista do mensalão, seja barrado para o STF. A coisa boa do momento é o trabalho magnífico da CPI da Covid, escancarando as maléficas proezas deste desgoverno. A atuação do STF, principalmente Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, vem mostrando firmeza ao defenderem o Estado de Direito, que Bolsonaro faz questão de afrontar dia após dia. Agosto ainda não acabou.

Cecília Centurión ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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CPI DA COVID – A MINA IVERMECTINA

Confessado na CPI da Covid-19 o faturamento fabuloso obtido pela Vitamedic com a ivermectina, com crescimento de 29 vezes verificado após a alardeada recomendação do titular da Presidência da República para o uso preventivo desse medicamento ineficaz, que apregoou para sanar a coronavírus. O que não veio a lume é se e quando será transferida aos cofres do capitão sua participação no fabuloso incremento ­– se é que ainda não o foi indiretamente, como, apenas a título de exemplo, poderia ter ocorrido através da suspeita operação de compra e venda do imóvel brasiliense do n.º 1, senador Flávio Bolsonaro, até hoje ainda envolta nas brumas das nuvens cinzentas que a obscurecem. Afinal, fica tudo em família.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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SILÊNCIO QUE RESPONDE

Os senadores da CPI, um delegado entre eles, sabendo que os interrogados têm direito de ficar calados, não poderiam articular perguntas cujo uso de tal direito seria uma clara resposta a elas? É tão difícil?

Cássio M. de Rezende e Camargos cassiocam@terra.com.br

São Paulo

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FRANCISCANO

Inacreditável e pornográfico. Tirem as crianças da sala. É o fim da picada. A demagogia e a hipocrisia não podem vencer o bom senso nem debochar da inteligência alheia. Nesse sentido, o pândego, repetitivo e bolorento senador Eduardo Girão (Podemos-CE) criticou, na CPI da Pandemia, a quebra de sigilo de blogueiro bolsonarista que afronta a Constituição, defende invasões do Congresso e do Supremo Tribunal Federal e ameaça ministros de tribunais superiores. O argumento tendencioso e patético do senador que se julga enviado de Alan Kardec é de corar santos de igrejas: preservar a todo custo a liberdade de expressão. Na mesma reunião do colegiado, o senador Otto Alencar (PSD-BA) protestou e repudiou os insultos do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM). A seu ver, “covardes e canalhas que se escondem atrás do computador não merecem respeito”.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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SEM MORAL

A crise da pandemia foi seguramente mal conduzida pelo governo. No entanto, qualquer acusação feita pelo relator da CPI, pelo seu próprio histórico, mesmo que verídica, nasce desmoralizada. É o roto falando dos rasgados.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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PARA NÃO NOS ESQUECERMOS

A CPI da Covid nos faz lembrar o quanto o Brasil é “loteado” para que grupos políticos levem vantagens econômicas. O destaque agora é a Saúde, que está sob o domínio de políticos que criminosamente desviam recursos daquela Pasta num momento tão trágico para o povo brasileiro. Essa é uma prática costumeira em todos os governos. Se o chefe do governo não cede, seu mandato fica ingovernável. O caso mais jocoso é daquele deputado federal que assumiu a presidência da Casa e, em troca de sua submissão ao governo federal, pediu o controle de uma diretoria da Petrobrás, “aquela que fura poço e acha petróleo”, segundo ele.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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ESTRATÉGIA MUITO ARRISCADA

A variante delta do coronavírus é uma realidade no mundo e no Brasil também, não há mais dúvida. Vários Estados da Federação e municípios paulistas já reconheceram isso e tomaram providências. É estranho, portanto, que tanto o governador João Doria como o prefeito Ricardo Nunes estejam caminhando no sentido exatamente contrário, flexibilizando as restrições de forma galopante como se a pandemia tivesse chegado ao fim. Acreditar que somente a estrutura hospitalar é suficiente para resolver a nova onda é estratégia temerária e questionável do ponto de vista da boa prática médica da prevenção. A maioria dos internados por covid-19 é de idosos, muitos deles já vacinados, e os óbitos estão em ascensão. Tamanha precipitação pode custar caro, não para o governador ou o prefeito, mas para a população suscetível.

Luciano Harary, médico lharary@hotmail.com

São Paulo

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A ORDEM DOS EVENTOS

Depois da queda de Cabul, Joe Biden anunciou que vai manter as tropas no Afeganistão até que todos os americanos sejam retirados de lá. Se tivesse feito esse anúncio antes da invasão de Cabul pelo Taleban, teria conseguido postergá-la até ter evacuado ordenadamente não só os americanos, como uma série de pessoas que correm iminente risco de vida.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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SHAME ON YOU, JOE

O.k., os EUA não poderiam ficar para sempre no Afeganistão. O.k., o exército afegão derreteu sozinho. Mas Joe Biden poderia ter tido mais pulso na saída. Abrir as pernas para o Taleban e deixar estrangeiros e afegãos – que colaboraram com os americanos – à própria sorte no novo emirado foi um ato de traição. Biden poderia ter planejado melhor a saída. Agiu como um covarde.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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