Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Forças Armadas e PMs

Em defesa de Jair Bolsonaro, há quem argumente que ele tem azar: pandemia e crise hídrica. Ora, que outro governante mundial destruiu a reputação de seu país por causa da pandemia e de crises ambientais? Vários lidaram mal no começo, mas se aprumaram. Eles aprenderam! Bolsonaro & all têm um grave distúrbio de aprendizagem social, não aprendem com a experiência alheia. Mas os militares já sabiam disso desde que ele foi capitão do Exército: indisciplinado e incorrigível. Esqueceram? Deu no que deu! Parece que, passados 35 anos, aprenderam (22/8, A4). Dizem que o problema agora são as Polícias Militares (PMs), que estão sob monitoração das Forças Armadas. Espero que não tenham aprendido tarde demais e não tirem o corpo fora da responsabilidade de se terem aliado a uma personalidade insurgente, encrenqueira e arruaceira, a antítese do duque de Caxias.

SANDRA MARIA GONÇALVES SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Crime imprescritível

Os militares das Forças Armadas brasileiras são profissionais equilibrados, capacitados e bem formados, com raras exceções – estes são postos para fora, a fim de preservar a reputação da instituição. O temor que cresce de um golpe de Estado não se coaduna com a moralidade de nossos militares. Alguns da reserva, usufruindo o poder, podem até querer. Mas os da ativa, comprometidos com a Constituição, não servirão a tal loucura. Ademais, diz o artigo 5º, XLIV, que constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. Os militares não jogarão no lixo a vida, a carreira, a reputação e a dignidade para atender a um projeto ditatorial. A cobrança seria eterna.

MARIO LEME MJTLEME@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Chamado à sedição

Sim, o cantor Sérgio Reis agora diz estar arrependido das bobagens que andou falando. Ora, ele jogou gasolina na atual situação, que já anda a arder. Aos 81 anos de idade, já era para ter juízo, sensatez e capacidade de sentir o País e os desejos da sociedade, e não ficar com molecagem em assuntos sérios e perigosos. Lamentável, mas jogou lama na sua biografia e prejudicou muita gente, principalmente os menos favorecidos e os crédulos (os que acham que os mais velhos sempre têm razão).

SÉRGIO BARBOSA SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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‘Fake news’

Se não fôssemos governados por um desvairado, se seus seguidores não estivessem também acometidos de insanidade, talvez a coluna Agressão nua e crua (22/8, A7), de J. R. Guzzo, fizesse sentido. Mas lê-la no momento em que somos bombardeados continuamente pelas fake news que ele ironiza é uma ofensa. Lamentável.

IVANY YARA DE MEDEIROS IVANYARAM@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Desmonetização

Agressão nua e crua ao leitor é o texto do sr. Guzzo, ao tentar confundir censura à imprensa com desincentivo monetário à produção de fake news e, de cola, desacreditar o Judiciário. Bem ao gosto de seu ídolo.

ANTONIO CARLOS DE QUEIROZ FERREIRA ACFERRE@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Em defesa da democracia

É lamentável que estejamos enfrentando uma profunda crise institucional. O presidente da República tensiona todos os dias as relações entre os Poderes constitucionais e, agora, ingressou com pedido de impedimento contra um ministro da Suprema Corte. Deveríamos, neste momento, estar é com todos os esforços direcionados a enfrentar a pandemia, à retomada da atividade econômica, dos empregos, da renda, à crise hídrica e energética, enfim, focados em resolver os problemas nacionais, duramente vividos pela população, que paga impostos e se vê mensalmente cada vez mais empobrecida. A Constituição, de fato, delega ao Senado a prerrogativa de aceitar ou recusar pedidos de impedimento contra integrantes do Supremo Tribunal, mas há um rol claro de situações em que o afastamento pode ser realizado. O impedimento deve ser um recurso excepcional, não pode nem deve ser banalizado, muito menos servir de instrumento para coação política. Que o Senado Federal tenha a seriedade e a coragem de repudiar esse pedido do Palácio do Planalto.

WILLIAN MARTINS MARTINS.WILLIAN@YAHOO.COM.BR

GUARAREMA

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Assistência social

Entendo que o governo federal, em vez de se preocupar tanto em modificar nome de um programa de auxílio social, como o Bolsa Família, deveria, isso sim, dar atendimento digno aos milhões de brasileiros que vivem em estado de vulnerabilidade e pobreza – em muitos casos, provocado pelo próprio governo, que, por meio do INSS, cortou milhares de benefícios previdenciários que eram a única fonte de renda dessas pessoas.

CELIO BORBA CELIOBORBACWB@GMAIL.COM

CURITIBA

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Pandemia

Variante delta

O Estado tem destacado a possibilidade de aumento das infecções no Brasil já em setembro por causa da variante delta, como visto em Israel e nos EUA. Mas pode não ser assim. Diferentemente desses países, aqui a predominância é de casos da variante gama (de Manaus), a qual pode ter causado maior imunidade de rebanho. E tivemos uma vacinação mais recente, que ainda oferece maior imunidade, visto que esta se mostrou transitória nos países que se vacinaram há mais tempo. Também utilizamos em grande parte da população vacinas diversas das americanas, que têm mostrado efetividade contra a variante delta. Embora esta variante tenha participação crescente nos casos de covid-19 brasileiros, poderemos ter um cenário melhor do que a recrudescência americana e israelense. De qualquer forma, devemos continuar a promover a redução da letalidade por vacinação.

BERNARDO EJZENBERG BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JUSTIÇA CEGA

O processo dos US$ 100 mil na cueca do assessor do petista José Guimarães (PT-CE) e mais R$ 209 mil numa mala de mão, flagrados no Aeroporto de Congonhas, em 2005, na época do mensalão, foi arquivado por “lapso temporal”, segundo decisão de um juiz federal cearense. Dizer que a Justiça tarda e não falha é outro engodo. Lula da Silva é o exemplo perfeito de que o crime compensa.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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DÓLARES NA CUECA

Em meio ao noticiário que registrou o pedido de impeachment para o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), feito pelo presidente Bolsonaro, passou quase despercebida uma notinha no jornal sobre o caso apelidado “dólares na cueca”, que envolveu um deputado petista e um seu assessor. Passados 16 anos do processo empoeirando em gavetas da Justiça, o envolvido é declarado inocente por prescrição do fato. Vez em sempre nos deparamos com notícias assim, que relatam a prescrição do fato ou a nulidade deste por qualquer vírgula sobrando num relatório de processo, e qualquer advogado esperto pede inocência, prescrição ou nulidade, ainda mais porque nossas leis são mais arcaicas que o Código de Hamurabi. As leis brasileiras continuam fora da realidade porque não interessa aos políticos sua atualização, até porque quem deveria trabalhar nisso  é justamente aquele grupo mais beneficiado com essa situação, como volta e meia a imprensa registra o número de elementos do Congresso que respondem a processos.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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FOLCLORE

A demora fez a prescrição. Dinheiro na cueca virou folclore. Já a Justiça brasileira, faz é tempo, uma piada...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O CAPITÃO QUER PAZ?

Contrariando os apelos dos senadores Rodrigo Pacheco, o “bombeiro”, e Ciro Nogueira, o “amortecedor”, o capitão Jair Tensão Bolsonaro mandou protocolar um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Não é teimosia, faz parte de uma estratégia que visa a aplicar um “golpe democrático” no Brasil. No curto prazo, é para aumentar a tensão até o dia 7 de setembro, para provocar bagunça generalizada para animar, quem sabe, as Forças Armadas a assumir seu papel como o quarto poder da República, reprimindo os manifestantes. O generalíssimo Hugo Chávez da Venezuela não faria melhor!

 Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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7 DE SETEMBRO

Em vez dos desfiles históricos de 7 de setembro, Brasil afora, comemorando a Independência do Brasil, o 7 de Setembro deste triste 2021 promete ser um Dia de Vergonha Nacional, levando para as ruas as tropas de choque do Bolsonaristão, comandadas por um falso líder politico-militar, marchando com o passo errado, em direção ao caos de uma ditadura fascista, moldada para destruir a democracia e impor o império do terror. O povo brasileiro saberá dizer NÃO!

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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APROVEITADORES

Revelou-se que o coronel reformado Ricardo Marques, nomeado gerente executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobrás, tem salário-base de R$ 70 mil mensais, que, somados aos respectivos benefícios variáveis, atinge uma renda mensal de R$ 130 mil. E ainda que Ricardo Marques é pai do auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Marques e que foi colega do presidente Jair Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). E, ainda, que foi o coronel reformado que mandou para o presidente, por WhatsApp, um documento feito pelo filho, com estimativas não oficiais sobre mortes por covid-19 e que geraram toda a polêmica sobre a falsificação de documentos sobre supostos erros nas estatísticas sobre mortes por covid. Mas, afinal, de onde saem os R$ 130 mil que, mensalmente, abastecem os bolsos deste senhor, amigo do presidente? Porque, em sendo do grande bolão chamado de dinheiro público, de duas uma: ou este realmente é um país dirigido e comandado por aproveitadores tipo criminosos de colarinho branco e língua presa, ou este senhor Ricardo Marques é um profissional tão aplicado, dedicado e imprescindível ao setor energético do País que deveríamos construir uma estátua em sua homenagem na Praça dos Três Poderes.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS

Os preços dos combustíveis da Petrobrás estão chegando a níveis assustadores. O preço da gasolina já ultrapassou R$7,00 o litro em algumas cidades. A justificativa da Petrobrás é de que os preços acompanham em dólar o preço internacional do petróleo. No caso do Brasil, o consumidor brasileiro não leva nenhuma vantagem de ser praticamente autossuficiente na produção de óleo combustível. Isso não acontece com a maioria dos países produtores de óleo, onde os consumidores pagam preços bem inferiores aos dos países importadores de petróleo. Se o Brasil fosse importador, em vez de produtor, o preço que o consumidor de gasolina iria pagar seria praticamente o mesmo. O consumidor está pagando para o Brasil ser produtor, e não leva nenhuma vantagem. Por que os consumidores não reclamam? O povo brasileiro é muito pacato, aceita tudo o que o governo impõe. No caso do combustível, precisa reclamar, precisa exigir um preço razoável de um país produtor de petróleo. Se o Brasil fizesse parte da Opep, garanto que o preço baixaria. Que vantagem que o povo leva em ser consumidor de um país produtor?

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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NÃO CABE NO BOLSO

Francamente! Com 70 anos de idade, ainda não consegui entender a política usada para controle de preços dos combustíveis, atrelados ao valor do dólar. Se, como dizem, o petróleo é nosso e a Petrobrás dos brasileiros, frase dita na era ainda varguista, hoje na atual conjuntura a Petrobras só está se prestando a atender a  interesses de alguns grupos. Mas fica uma pergunta que não quer calar: por que nos governos Lula e Dilma o valor dos combustíveis cabia no bolso dos brasileiros, isso ainda com tudo o que foi revelado que existia na Petrobrás, o desvio de enormes quantias de dinheiro naquela estatal? Alguém pode dar maiores detalhes sobre os crescentes aumentos dos preços dos combustíveis?

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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BR DISTRIBUIDORA

O governo federal, 40 dias depois de vender, por intermédio da Petrobrás, os 37,5% que ainda detinha do capital da BR Distribuidora, acabou surpreendendo o mercado com a edição da medida provisória que flexibilizou a tutela regulatória de fidelidade à bandeira. Ou seja, sua rede de mais de 8 mil revendedores poderá vender combustíveis de outras empresas que não os da marca BR estampada nos postos. É mais um fator que contribui para a insegurança dos investidores no mercado de ações.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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MEIA VOLTA VOLVER

O retorno dos militares ao poder, que se iniciou de forma envergonhada no mandato tampão de Michel Temer e engajada no atual desde 2018, não poderia ser pior. A instituição Forças Armadas, que gozava de 80% de admiração na opinião pública, já perdeu quase um terço do apoio popular e a tendência é piorar, considerando que temos generais com predileção para odiar o seu próprio povo (ao menos a parte que não lhes diz amém), e não eventuais inimigos externos. O general Braga Netto, por exemplo, engole sapo de Paulo Guedes, mas joga duro com a população ameaçando que a “cobra pode fumar de novo”, comparando os brasileiros aos inimigos nazistas da Segunda Guerra Mundial. A ironia é que hoje neonazistas no Brasil estão do mesmo lado dos “milicos”. São de domínio público a opressão e as humilhações que soldados são obrigados a passar dentro das instituições militares. As Forças Armadas possuem privilégios históricos e abusivos como as pensões vitalícias às filhas de milhares de militares, que recebem aposentadorias integrais. Ou seja, se nós temos uma filha, o “problema” é nosso. Se um general tem uma filha, o problema é nosso também. Existem quartéis obsoletos em vastas áreas nobres em todo o País, e uma extensa e privilegiada parte do nosso litoral serve de resort aos militares e suas famílias durante o ano todo. Isso sem falar nas atrocidades da ditadura, que só aqui foram anistiadas. Enfim, dar apoio incondicional a um ex-capitão que foi expurgado do próprio Exército está sendo outro erro histórico das Forças Armadas. Portanto, voltem aos seus afazeres constitucionais. Deem meia volta volver e deixem o Brasil viver em paz.

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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CRÔNICA DE UMA DITADURA ANUNCIADA

Ninguém no Afeganistão acreditava na volta do Taleban ao poder. Os americanos não acreditavam nisso, pelo menos não da forma instantânea como os radicais islâmicos retomaram o controle do país. Aqui, no Brasil, ninguém acredita no golpe de Estado que o presidente da República segue anunciando diariamente há anos: o Exército não acredita, os ex-presidentes não acreditam, até que a hora chegue e Bolsonaro finalmente mande um soldado fechar o STF e outro soldado fechar o Congresso. FHC e as demais instituições ficarão boquiabertas com a ousadia de Bolsonaro, como os americanos ficaram assombrados com a ousadia do Taleban, mas aí será muito tarde para tomar qualquer providência. Há uma enxurrada de motivos sólidos para afastar Bolsonaro da Presidência da República, dentro das regras constitucionais. Resta ao País esperar que a bancada da corrupção, dona do Congresso, se dê por satisfeita com o dinheiro ganho com Bolsonaro. O Brasil espera que Arthur Lira ou Augusto Aras finalmente parem de prevaricar e deem andamento ao afastamento de Bolsonaro, antes que seja tarde demais. O Brasil não precisa de mais uma vergonhosa ditadura em sua triste história política.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DEFENDENDO A MENTIRA

No artigo Agressão nua e crua (22/8, A7), o jornalista J. R. Guzzo escreveu que “o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está silenciando a imprensa de direita, ou conservadora, ou anticomunista, ou a favor do presidente Bolsonaro, por proibir que as plataformas que operam as redes sociais de comunicação, como YouTube, Facebook, Twitter, entre outras, paguem o que devem pela publicação de conteúdo editorial produzido pelos canais de direita, no pior ataque à liberdade de expressão desde a ditadura do Estado Novo”. E que, “se não há lei nenhuma proibindo a divulgação de notícias falsas, que sejam publicadas”. Como se lê, trata-se da defesa clara e inquestionável da disseminação das sórdidas e condenáveis fake news pelo negacionista, genocida e autoritário desgoverno Bolsonaro. Nada menos que um absurdo, que não deveria merecer espaço no jornal declaradamente contrário às fake news. A que ponto chegamos!

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

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ESPANTO

Depois de ler, atônita e incrédula, o artigo Agressão nua e crua, do jornalista J. R. Guzzo (22/8, A7), cabe dizer que, se já causa espécie identificar um jornalista que defende com todas as letras, sem corar, a disseminação das sórdidas fake news da direita radical bolsonarista, maior espanto causa que suas descabidas e condenáveis palavras sejam publicadas no Estado.

Vicky Vogel vogelvick7@gmail.com

Rio de Janeiro

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J. R. GUZZO

As constantes defesas deste jornalista do bolsonarismo golpista e antidemocrático me levam a concluir que a permanência deste senhor entre os ilustres colunistas do Estado é para contrabalançar as opiniões deste jornal secular em defesa da democracia. Só tem essa explicação.

José C. Ribeiro Couto Gonçalves  goncalves1944@uol.com.br

São Vicente

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FAKE NEWS E O STF

Não sei se concordo inteiramente com a tese do jornalista J. R. Guzzo (Agressão nua e crua), mas ele é muito experiente e sabe das coisas; de qualquer maneira, um STF que conta com gente como Gilmar Mendes, Lewandowski, Moraes, Nunes Marques...

Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto

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‘AGRESSÃO NUA E CRUA’

Finalmente uma rara voz lúcida! José Roberto Guzzo, seu artigo mostra qual o verdadeiro lado dos democratas. Estamos assistindo a um verdadeiro massacre da liberdade de expressão, nunca antes neste país.

Lila Esther D’Alessandro lilaesther@gmail.com

São Paulo

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SAUDADES

O jornalista J. R. Guzzo lembrou aos menos avisados que o artigo 5.º da Constituição federal diz que “é livre a manifestação do pensamento”; lembrou, também, da ditadura do Estado Novo (anos 30 e 40) e do AI-5 (desta época me lembro muito bem), época em que o respeito acima de tudo se fazia valer, a educação e, principalmente, os professores eram respeitados. Saudades daqueles tempos em que tudo era respeitado pelo Estado de Direito, ao contrário da atualidade.

Donda Valcir dondavalcir@terra.com.br

​​​​​​​Fernandópolis

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‘UM ARRUACEIRO NA PRESIDÊNCIA’

Concordo plenamente com o editorial. Todavia, nosso “Estado Democrático de Direito” anda claudicando por força das decisões da Suprema Corte brasileira. O lado arruaceiro do País se aproveita da insatisfação crescente da população, que votou no sociopata para fugir do PT/Lula, mas agora se vê sob a mesma anterior ameaça com o pano que o STF passou não só nos processos do petista, mas nos de todos os demais corruptos do Centrão. Argumentam, como recurso contra o pedido de impeachment de ministro do STF, que o sociopata deveria ter recorrido da decisão que o incluiu no inquérito da “Fake News”, derivado do “Inquérito do fim do mundo”. Ora, recorrer para quem? Para o próprio STF? E o espírito de corpo, quem nos protege dele? Apoiam o STF e o TSE porque são contra o atual ocupante da Presidência da República. E quando o PT voltar? Perguntar não ofende.

Ana Lucia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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UMA ARMADILHA!

O governo Bolsonaro está oferecendo aos brasileiros a oportunidade de ver com clareza quanto é ruim o sistema presidencialista. Uma população de muitos milhões de pessoas entrega inocentemente um volume fantástico de poder a um só homem e o transforma numa criatura capaz dos mais perigosos desatinos. E não há saída rápida e indolor para o que foi feito.

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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POR UMA NOVA LIDERANÇA

O Brasil clama por novas lideranças políticas dispostas, capazes e com a visão necessária para salvar a República ameaçada por um notório aventureiro. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, promovido pelo gelatinoso Gilberto Kassab como alternativa para a Presidência, já mostrou a sua inaptidão para o papel. Hesitante, timorato, despreparado, está muito aquém do que precisamos. Suas declarações, em meio à aguda crise que vivemos, são quase caricatura da velha piada do “não obstante, contudo, e muito pelo contrário, penso...”. Não pensa é nada. Só trata de sobrenadar, como lhe ensinou seu promotor. Não expressa coisa alguma. Seu discurso não tem espinha, estrutura ou argumento. Não revela opinião. E, se tem, a esconde. É mestre na enrolação. Isso não é a decantada mineirice. Nem chega a ser burrice ou cretinice. É pura e simplesmente covardice. O Brasil não necessita de gente desse naipe.

Geraldo Forbes gfforbes@uol.com.br

São Paulo

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REFUGIADOS

Uma vez mais surge a demagogia das autoridades brasileiras, oferecendo refúgio a afegãos de lá, do outro lado do mundo. Ao que parece, as autoridades fingem não ver que já temos no País refugiados brasileiros, aqueles milhares que mal conseguem comer, não têm emprego nem a mínima dignidade de vida. Enquanto isso, oferecem refúgio a haitianos, venezuelanos, sírios e agora afegãos – têm dinheiro para tal e não para atender aos próprios brasileiros?  Por outro lado, o que fazem as nações ricas para ajudar refugiados?

Heitor Vianna P. Filho lagos@araruama.com.br

Araruama (RJ)

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À ESPERA DA ONU

O governo norte-americano abandonou a população indefesa do Afeganistão, que foi invadido por uma horda de bandidos fanáticos que estão impondo uma destruição sem precedentes a um povo sofrido, condenado a retroceder a uma escravidão medieval. Que as Nações Unidas procurem salvar esse povo dessa atroz escravidão a que está sendo submetido...

Álvaro de Aquino e Silva Gullo aasgullo@yahoo.com.br

São Paulo

 

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