Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2021 | 03h00

Insubordinação

PM, qual surpresa?!

O coronel Aleksander Lacerda foi afastado do Comando de Policiamento do Interior-7 da Polícia Militar (PM) de São Paulo após convocar manifestações políticas em apoio a Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF). A pergunta que não cala é como se pode chegar ao limite da insubordinação para que sejam tomadas atitudes. Será que ninguém, principalmente no serviço reservado da PM, tinha conhecimento das opiniões e atitudes desse policial? Que garantias temos de que esse seja apenas um caso isolado e não haja outros tantos no seio da corporação, visto serem públicas e anunciadas as investidas sistemáticas de Bolsonaro para cooptar as PMs? Ou será preciso invadir a casa para depois pôr a tranca?

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Ervas daninhas

A nota assinada pelo coronel Fernando Alencar Medeiros, comandante-geral da PM paulista, a respeito do afastamento do coronel Lacerda, por suas críticas grotescas ao STF, ao presidente do Senado e ao governador João Doria, não poderia ser mais nobre e exata ao pontuar que a Corregedoria da instituição “é legalista e tem o dever e a missão de defender a Constituição e os valores democráticos do País nela expressos”. Se o presidente Bolsonaro vê seu desejo de golpe militar esvair-se pelo ralo, apesar de seus obsessivos esforços para conquistar eventuais insubordinados, esse episódio demonstra claramente que o mesmo acontecerá em relação às Polícias Militares nos diversos Estados da Federação. Salvo alguns focos isolados de extrema direita, vergonhosa e francamente antidemocráticos, não há dúvida alguma de que, a exemplo das Forças Armadas, a instituição como um todo mantém e manterá o devido distanciamento do aloprado presidente. Ervas daninhas existem em todo lugar. Só é preciso extirpá-las.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Coisa de doido

Ao ler que os ex-presidentes consultaram generais sobre o risco de ruptura, recebendo como resposta que, para eles, haverá eleições e o vencedor tomará posse, lembrei-me do saudoso Sérgio Porto e seu Samba do Crioulo Doido. Se analisarmos com serenidade por que chegamos à grotesca situação atual, em meio a uma pandemia, com inflação acelerando, meio ambiente degringolando e desemprego se abatendo sobre a população, concluiremos que tudo é decorrente de um governo federal que vem agindo de uma maneira vulgar e antipatriótica. Age com a única arma de que dispõe no momento para derrubar a democracia: as redes sociais. Bolsonaro e aliados difundem suas abobrinhas como verdadeiras, sem comprovação, só para criar problemas fictícios e discórdia. Não dá para entender a benevolência com ele no tocante ao impeachment. Afinal, alguns de seus atos são passíveis até mesmo de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia.

GILBERTO PACINI BENETAZZOS@BOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Lucro do crime

Ainda sobre a coluna Agressão nua e crua (22/8, A7), J. R. Guzzo optou pelo lado errado do paradoxo de Popper, que diz que a tolerância demasiada permite aos intolerantes destruir a tolerância – e a democracia e a liberdade, eu acrescento. Ainda mais sendo o intuito do Tribunal Superior Eleitoral eliminar o lucro gerado pelas fake news. Lucrar com crime é crime.

PAULO JOSÉ POSSAS PJPOSSAS@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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PGR

Nomeação de Aras

Vejo com extrema preocupação a eventual recondução de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República. Esse senhor postulou a primeira indicação submetendo-se à condição, posta publicamente pelo presidente, de uma PGR afinada com o governo, como se isso fosse admitido pelo modelo de Ministério Público (MP) estabelecido pela Constituição. Ao aceitar tal condição, Aras violentou a autonomia institucional, princípio que rege o MP, o que se repetiu inúmeras vezes, como retratado pela imprensa, em dois anos de atuação omissa e conivente com as pretensões antidemocráticas do chefe do Executivo Federal. Tenho certeza que o campo democrático da sociedade e do MP brasileiros aguarda o compromisso do Senado com os princípios constitucionais, rejeitando a indicação de Aras para o comando da PGR nos próximos dois anos.

MARCELO PEDROSO GOULART MARCELOGOULART@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Sem sentido

Eis aí alguém que jogou fora uma enorme oportunidade de contribuir para melhorar o seu país. Valerá a pena para Augusto Aras ficar marcado como alguém que topou fazer qualquer coisa e gastou todo o seu tempo em busca de um cargo que lhe confere algum poder?

ELIANA FRANÇA LEME EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Corrupção

Impunidade

Mais um absurdo patrocinado pela maior e mais cara estrutura de Justiça do planeta. Afinal, aquela montanha de dinheiro desviado dos cofres públicos e o grande patrimônio amealhado por políticos poderosos foram completamente ignorados também pela Justiça Federal de Brasília, como mostra a matéria Juíza recusa denúncia do ‘sítio de Atibaia’ (23/8, A8). Pelo que se pode ver, a nossa Justiça está mesmo “aparelhada” para não punir os ricos e poderosos, mas apenas os pobres e desprotegidos. Que vergonha!

JOSÉ ELIAS LAIER JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Transmutação

A Justiça brasileira não faz apenas mágica, mas milagres! Em plena luz do dia e à vista de todos consegue transformar o maior ladrão da História do País em cidadão honesto acima de qualquer suspeita!

ELY WEINSTEIN ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


CATÁSTROFE AMBIENTAL

Acabou a palhaçada na gestão do meio ambiente, a catástrofe que todos previam está acontecendo: Pantanal seco, Amazônia queimando, não tem mais água, o Brasil virou fumaça. Os responsáveis pela gestão suicida que o Brasil promoveu nas últimas décadas deveriam responder pelo desastre: o agronegócio, a ministra da Agricultura e o ministro do Meio Ambiente deveriam responder criminalmente pela destruição ambiental, pela falta de água e pela falta de energia que o País irá enfrentar ainda este ano. Tudo o que está acontecendo foi fartamente anunciado, mesmo assim o desmatamento e as queimadas continuam, encorajados pelo presidente da República. Os criminosos da floresta destruíram o País. Os responsáveis por conduzir o Brasil na direção do desastre deveriam renunciar e responder civil e criminalmente pela destruição irreversível que provocaram com a sua ignorância criminosa.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SEM GRACINHAS

O Supremo Tribunal Federal (STF), como o próprio nome diz a mais alta Corte de Justiça do País, deixa muito a desejar pelos atos de seus juízes, nem sempre zelosos de suas funções. Alguns não deveriam compor aquele colegiado, pois estão muito aquém do que o cargo exige. Mas não é por isso que qualquer um que discorde da Corte ultrapasse os limites da lei, aja como jagunço e queira fazer justiça a seu modo. Temos na Presidência da República um senhor que nasceu para o litígio, trilhou o caminho do confronto e não tem respeito pelas instituições do País que preside. O pedido de impeachment dos ministros do STF não é o pedido de um cidadão que não concorde com eles, mas do mais alto funcionário da República que não pode ser confrontado, pois, como um jogador de futebol de várzea, sai a gritar e esculhambar as regras do jogo democrático, pelas quais ele chegou à cadeira de presidente da República. “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!” A frase de Sérgio Porto, o humorista brasileiro Stanislaw Ponte Preta, nunca foi tão premente. A democracia não aceita gracinhas.

Luiz Thadeu Nunes e Silva  luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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O VERBO E OS FUNDAMENTOS DEMOCRÁTICOS

Jair Bolsonaro protocoliza impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e alega que ele pisoteia as liberdades democráticas. O mesmo fazem seus leões na CPI da pandemia, ao assacar contra ela ofensa a direitos constitucionais de testemunhas e investigados, “inocentes” que estiveram a serviço de um governo irresponsável e aproveitador do sofrimento dos brasileiros. A linguagem pode deturpar a verdade, inverter os fatos, ao invés de revelá-los. Ocorre que os conceitos democráticos  são objetivos e bem definidos na doutrina política e nas disciplinas acadêmicas. Basta estudá-los para saber que os obedece e quem os manipula. Imagine-se se, com tamanha leviandade, pudessem ser mal usadas as verdades da Física, da Medicina ou da linguagem universal e divina das matemáticas: bolsonaristas apregoariam que 2 + 2 = 5.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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PENÚLTIMO ATO

Pelo repúdio que provocou no País, o pedido de Bolsonaro de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes parece ter sido o seu penúltimo ato no governo. Isso porque, de acordo com as ameaças que ele próprio fez, das quais os seus apoiadores são testemunhas caso o voto impresso não fosse aprovado, poderia não haver eleições em 2022. Entretanto, lembro que as eleições são gerais e não apenas para presidente da República. Assim, sem eleições não haveria mandatos de senadores, deputados federais ou sequer a reeleição de governadores. Com isso, Bolsonaro perde o apoio do próprio Centrão, pois não teria cabimento uma corrente partidária votar contra os seus próprios interesses.  Agora, o gesto derradeiro de Bolsonaro só poderá ser o de cancelar as eleições presidenciais.

Pedro do Coutto copelli@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICA E DEMOCRACIA

Seres políticos que somos, abdicar da atividade política é, no mínimo, suicídio. Daí a importância que se faz do Estado Democrático de Direito, em toda sua amplitude, como reza o editorial A asfixia da política (23/8, A3). Muitos erros recentes estão atrelados a um paradoxo de omissão de um lado, notadamente do Executivo, com um ativismo jurídico de outro, tendo Sergio Moro como representante maior, que se julgou soberano e suserano. Contrariando Chico Buarque, tão querido nosso e do ministro Barroso, não se pode ser “bedel e também juiz”.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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‘A ASFIXIA DA POLÍTICA’

“Um Estado de Direito Democrático deve ser capaz de prevenir, investigar, perseguir e punir ações criminosas.” Assim começa o editorial do Estado de 23/8/2021, concluindo: “É preciso investigar e punir o crime, preservando a política, o que significa afastar da política quem e mais afeito ao crime do que à política”. Esta norma de filosofia política foi ignorada e não posta em prática nos Estados Unidos de Donald Trump, por não puni-lo pelo crime de atentar contra a democracia, incitando a invasão do Congresso; e não está sendo aplicada em relação ao governo Bolsonaro, em seu permanente acossamento aos poderes Legislativo e Judiciário, para destituí-los. Está faltando maior rigor na aplicação da lei, tanto nos Estados Unidos como no Brasil, para preservar o pleno exercício do Estado Democrático de Direito, colocado em xeque por seus detratores, candidatos a ditadores.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ACHINCALHE DA PÁTRIA

Em reunião do Fórum dos Governadores, o governador de São Paulo, João Doria, alertou sobre o risco de infiltração bolsonarista nas polícias estaduais. Doria se referia ao afastamento do coronel Aleksandro Lacerda, comandante de sete batalhões de Polícia Militar do interior paulista que fez postagens convocando amigos para o ato bolsonarista que foi marcado pelo presidente para o dia 7 de Setembro. Sabemos que células cancerosas causam metástase tanto em organismo biológico quanto em organismo social, e sabemos que, se medidas terapêuticas não são tomadas a tempo, os organismos padecem e fenecem. Não estamos mais em tempos de revoltas e reviravoltas fora das quatro linhas da Constituição, e aqueles que semeiam as más sementes haverão de recolher as más colheitas. Este presidente Bolsonaro é o perigo maior que assombra o Brasil desde longínquos tempos, tenta semear o mal e a desunião entre brasileiros. Simplesmente não presta! Simplesmente não vale a pena! Péssimos exemplos emanam de sua grei viciada e contaminada por maus sentimentos, intenções e desígnios! Acorde, Brasil! Não nos deixemos levar às desgraças por quem jamais mereceu sequer estar entre os que assumiram o dever sagrado da política! Fora, achincalhe da Pátria!

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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RECADO CLARO

Os governadores de quase todos os Estados mostraram posicionamento coerente afirmando a importância do respeito e do entendimento entre os Poderes da República. Um recado claro ao atual presidente do Brasil.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PM DE SÃO PAULO

Parabéns ao governador de São Paulo pela atitude imediata em relação ao coronel que desonra Tobias de Aguiar. Polícia Militar sempre foi para servir ao povo, nunca a governo.

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

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QUEREMOS PAZ E TRANQUILIDADE

O coronel Aleksander Lacerda, comandante da PM que tem sob suas ordens 7 batalhões, cuja tropa de 5 mil homens está localizada e desdobrada em 78 municípios da região de Sorocaba, está convocando seus amigos para a manifestação de 7 de setembro em Brasília, ocasião em que a manifestação será contra o STF e o Senado da República. Considerada a manifestação como tentativa de levante pela PGR, merece a manifestação que haja proteção às entidades visadas por parte das Forças Armadas, desde que haverá violência, porque o referido comandante profere palavras agressivas contra o STF, o Senado e o próprio governador do Estado de São Paulo, João Doria. Na realidade, trata-se do primeiro ato que promete declarada violência, como invasão do STF e Senado da República, em atenção aos clamores de Bolsonaro. Eis que as instituições democráticas precisam de proteção e apoio, da mesma forma que todos os brasileiros que desejam paz e tranquilidade.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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7 DE SETEMBRO

As convocações dos batalhões paulistas das PMs para o 7 de setembro, em favor de Bolsonaro e sua sanha golpista, têm de ser tratadas como crime e devidamente punidas.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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SÉRGIO REIS DÁ TIRO NO PÉ

O cantor Sérgio Reis deu um tiro no próprio pé ao conceder entrevista ao repórter Roberto Cabrini, da Rede Record. A pretexto de justificar suas perguntas, o experiente jornalista repetiu à exaustão todas as ameaças do cantor às instituições. Não ficou nenhuma dúvida a respeito do caráter subversivo de suas declarações. O cantor se viu obrigado a repetir várias vezes o pedido de desculpas e chorou, ao justificar sua atitude “em defesa dos pobres”. Repetiu um velho sucesso popular dizendo “errei, sim”, manchei o meu nome. Quando tudo parecia encerrado, o repórter faz a esposa dele repetir em prantos o pedido de desculpas várias vezes. Confessou ela, ainda, que o maior desgosto do marido têm sido os telefonemas e as manifestações de repúdio dos amigos. Instalou-se uma tragédia familiar sem precedentes. E a TV Record tirou proveito da situação, mostrando ao vivo e em cores a prostração do cantor, aos prantos numa cama, instigado pelo repórter. Desde a criação da TV no Brasil jamais assisti a cenas tão humilhantes. Tudo acontece diferentemente do que testemunhei várias vezes quando repórter: um homenzarrão com alma de criança, atencioso, voltado para os fãs, ingênuo – o menino da porteira. Este rompante de ajudar o povo, alegado por ele, não passa de tentativa frustrada de mostrar seu lado caridoso. Haveria outras formas de retribuir seu sucesso. Para a TV Record foi uma boa oportunidade de conquistar audiência num domingo à noite. Se pretendeu limpar a barra do cantor, sujou de vez.

Flávio Tiné flavio.tine@gmail.com

São Paulo

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‘AGRESSÃO NUA E CRUA’

À inteligência e ao discernimento dos leitores deste jornal foi o artigo carregado de interpretações equivocadas e despautérios variados publicado no domingo, na coluna do cada vez mais reacionário dizendo-se liberal J. R. Guzzo. Na visão dele, os “canais” direitistas, ou seja, os canais delinquentes bolsonaristas, que teimam em trazer inverdades ao público e pregar a insurreição contra moinhos de vento, estão exercendo seu direito à liberdade de expressão, com a justificativa enviesada de que, se a lei não define o que é falso ou verdadeiro, não pode ser aplicada a eles. Provavelmente, o jornalista não sabe o que seja amoral, embora não esteja explicitamente disposto na lei, bem ao contrário do que entende a editoria e a maior parte dos articulistas deste jornal. Até o raciocínio rastaquera do ex-capitão expulso do Exército que se diz presidente da República, de que não há provas de que as urnas eletrônicas sejam confiáveis, o aspirante a porta-voz do bolsonarismo utilizou em seu panfleto. A cada domingo, infelizmente, a coluna deste profissional tem cada vez mais feito eco à insensatez, sem qualquer contribuição para o debate sério dos problemas do País.

Jorge Luiz Babadopulos babadopulos.jorge.luiz@gmail.com

São Paulo

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ÉTICA

Pela lógica de pensamento do sr. J. R. Guzzo exposta em sua coluna Agressão nua e crua (Estadão, 22/8), uma autoridade judicial pode escrever que podemos matar quando somos agredidos no trânsito, um pai veicular nas redes sociais que é normal bater no filho por uma travessura ou um médico prescrever no Facebook aspirina para combater um câncer, apenas porque seu pensamento é livre. Que mal pergunte, sr. Guzzo: já ouviu falar em ética? Peço que procure nos dicionários o que significa.

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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AINDA A PRISÃO DE ROBERTO JEFFERSON

Dedicado ao exercício do Direito há mais de 50 anos, não poderia deixar de me manifestar sobre a precisa lição do articulista Carlos Alberto Di Franco (O Estado de S. Paulo, edição de 23/8/2021, página A2): “O ministro Alexandre de Moraes, em ato arbitrário, inconstitucional e violento, mandou prender Roberto Jefferson, (...) pondo-o em isolamento total, numa espécie de solitária comunicacional, na contramão até da sua condição de idoso e com a saúde fragilizada. Motivo: indícios de atos antidemocráticos, ilícito penal inexistente”.

Alvaro Augusto Fonseca de Arruda alvaroarruda46@gmail.com

São Paulo

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‘JUDICIÁRIO – ARBÍTRIO, ILEGALIDADE E CONFISCO’

Parabéns ao jornalista Carlos Alberto Di Franco pela sua lucidez no artigo Judiciário – arbítrio, ilegalidade e confisco, na edição de ontem do Estadão. Também o jornalista J. R. Guzzo está de parabéns, como colocado em seu artigo Agressão nua e crua, na edição de domingo, expondo as mazelas autoritárias de alguns dos ministros (quero dizer, mas não posso, militantes) togados do STF e do TSE. Sinceramente, o tal Estado Democrático de Direito vem sendo derrotado pelas atitudes antidemocráticas de alguns de seus “ministros”. Só por que somos “de direita”. Lamentável!

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

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VALORES

Gostaria de parabenizar o professor Carlos Alberto Di Franco pelo excelente artigo Judiciário – arbítrio, ilegalidade e confisco, defendendo valores que a mídia brasileira esqueceu.

Ronaldo Laranjeira ronaldoramoslaranjeira@gmail.com

São Paulo

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QUE PAÍS É ESTE?

Sobre o artigo Judiciário – arbítrio, ilegalidade e confisco, a integração das relações sociais, econômicas e culturais nos leva ao alicerçamento do mundo em que vivemos hoje e que é estabelecido pelas conexões das diferentes partes do globo terrestre. Grande parte dessa junção das relações socioespaciais ocorre pela ampla divulgação de notícias onde as principais redes sociais, como YouTube, Facebook e Twitter, são de extrema importância para que essa união possa se dar por meio de fatos verídicos e relevantes para a sociedade. No dia 20 deste mês, no jornal Estadão, li a reportagem que falava sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de impossibilitar a monetização dos canais bolsonaristas, principalmente vinculados ao YouTube, que divulgam notícias adulteradas ou fora de contexto, como no episódio referente às urnas eletrônicas. Conforme a reportagem, somente no YouTube, os produtores de conteúdo geram cerca de R$ 15 milhões por ano com desinformações dos mais variados assuntos. Concordo com a determinação do TSE e acho que demorou muito para ser deliberada. Não existe censura nem perseguição, visto que apenas a arrecadação de dinheiro foi bloqueada, e não a limitação dos temas abordados, mantendo, desta forma, a liberdade de expressão. Entretanto, ontem, li no Espaço Aberto do Estadão a seguinte frase: “Suspender monetização de canais e páginas é matar divergentes por asfixia financeira”. Inadmissível dizer que o corte de verba desses canais propagadores de desinformação é, na maioria dos casos, a única fonte de renda de seus produtores. Que país é este no qual o salário de um indivíduo está vinculado com a prestação de serviços omissos da verdade? E como fica a sociedade sendo bombardeada com informações inverídicas? Sem saber em quem, de fato, acreditar. É evidente para mim, mas, infelizmente, não para muitos, que a principal ocupação dos produtores de conteúdo político deveria ser: cobrar maior engajamento, dos atores da União, nas políticas de saúde, educação e melhora da economia.   Segundo Abraham Lincoln: “A democracia é o governo do povo, pelo povo, para o povo”. Deixo aqui minha provocação: será que vivemos, de fato, num Brasil democrático?

Fernanda Rocha de Souza fernandards170180@hotmail.com

São Paulo

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BOLSONARO, O FUNDÃO E O CENTRÃO

O sr. Bolsonaro vetou o imoral, indecente e criminoso valor do fundo eleitoral. Ora, isso não passa de estratégia entre ele e o corrupto Centrão, que tem o poder de iniciar um impeachment do presidente. Vetando o fundão, Bolsonaro quer passar a imagem de que se preocupa com o dinheiro dos contribuintes. Esse valor deverá ser revisto para “menos”, mas qualquer valor que for aprovado – mesmo se seja R$ 0,50 – continuará imoral e criminoso.

Paulo Boin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

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EDUCAÇÃO E INCLUSÃO

Cumprimento a jornalista Renata Cafardo pela reportagem Pressão por inclusão faz escolas de elite buscarem alunos e professores negros, publicada no dia 22/8/2021. Num País que sempre relegou a educação a um segundo (ou terceiro!) plano, saber que existem pessoas conscientes de que é necessário e urgente dar a negros e indígenas a chance de evoluir intelectual, moral e financeiramente, sob pena de não participarmos coletivamente da evolução tecnológica que está a bater insistentemente à nossa porta, e, portanto, não lograrmos evolução que seja benéfica ao País, é reconfortante e enche este velho coração (74 anos) de esperança de ver um país melhor, coisa sonhada desde a infância. Estão de parabéns os pais e dirigentes destas escolas que souberam compreender que o problema deve ser resolvido no momento em que o brasileiro prejudicado tem condições de, recebendo esse apoio, construir o seu próprio caminho. Querer resolvê-lo depois que o adulto já está formado será sempre mais difícil e menos eficaz. E não menos importante é constatar que tais ações não estão sendo feitas por piedade, o que levaria a equívocos, mas por uma tomada de consciência coletiva de que o crescimento do País depende, necessariamente, do crescimento de cada brasileiro. Oxalá o exemplo se estenda a outras escolas e outras cidades, não esquecendo de outros segmentos de brasileiros também prejudicados, não somente negros e indígenas.

José Jeronimo Bastos Amaral jeronimoamaral1@gmail.com

Belo Horizonte

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