Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2021 | 03h00

O Brasil do capitão

Tensão máxima

O capitão Jair Bolsonaro não se mostra interessado em dialogar com os chefes dos demais Poderes da República para diminuir a tensão provocada, principalmente, por ele mesmo. Não é uma teimosia patológica, faz parte de uma demonstração de força que teria sua estreia em 7 de setembro. Vai ficar ainda mais agressivo se conseguir mobilizar apoiadores exaltados (incluídos ruralistas e evangélicos) e um bom contingente de policiais militares, em especial se houver baderna e, inevitavelmente, feridos e presos. Senão vai esperar outra oportunidade para repetir a dose. Seus apoiadores devem pensar nisso, pois o prejuízo é de todos, e na hora H ele não hesitaria em condená-los, como fez o seu ídolo Donald Trump, que incitou o ataque ao Capitólio, em Washington, para depois descrever o ato como “um ataque hediondo” e dizer que esperava que os envolvidos fossem processados.

OMAR EL SEOUD ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Guarda da esquina

O problema de sustentação dos desatinos do despresidente não são as Forças Armadas, como mostrado no editorial Uma crise insolúvel (25/8, A3), mas o poder do guarda da esquina, armado e cego quanto às mensagens que recebe pelo WhatsApp. Se for religioso, então, a ilusão de ser comandado por uma divindade só faz aumentar a possibilidade de rompimento institucional. Espero que o Estado esteja errado quanto ao prazo para término desse desgoverno, que ainda pode ser abreviado.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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De mal a pior

Não sou fã do atual presidente e espero que ele não seja reeleito em 2022. Mas não posso concordar que tenha sido o “pior presidente que já governou a Nação” (25/8, A3). E a corrupção dos governos que o antecederam? Isso causou muito mais prejuízo ao Brasil, até porque Bolsonaro só é levado a sério por suas foquinhas amestradas, que ficam batendo palminhas.

Como cidadão, tenho muito medo da volta do PT ao poder.

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL AUTOMATMG@GMAIL.COM

POUSO ALEGRE (MG)

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Bolsonaro e Lula

Ambos foram eleitos democraticamente e em algum momento foram a esperança do povo. E tiveram a grande chance de fazer governos promissores e modernos. Os dois poderiam ter inscrito o seu nome na nossa História republicana como estadistas. Mas traíram os seus eleitores. Ambos falam bravatas o tempo todo, perseguiram e tentaram censurar a imprensa livre e a cultura. Também privilegiaram apenas os seus grupos e esqueceram o que significa a instituição Presidência da República. Ambos incitaram a luta de classes, aparelharam o Estado e foram da liderança ao inaceitável. Exageram nos advérbios. Os dois são truculentos, agressivos e sem compostura. Logo, nenhum deles deve ser reconduzido à chefia da Nação.

MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA MARCIOPED.ITU@GMAIL.COM

ITU

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Ninguém menos ruim?

Em entrevista com Fernando Haddad, Pedro Bial levantou a sugestão de Lula ser vice de uma chapa de união nacional. “Muito difícil pedir isso para quem hoje está quase ganhando no primeiro turno”, respondeu Haddad. Nem Lula e muito menos Bolsonaro admitem que um precisa do outro para tentar se eleger novamente em 2022. Precisamos pensar em como tirar ao menos um deles da disputa. Com tantas mentes notáveis neste país, com brilhantes biografias e currículos, vamos ficar com esses dois ignorantões já horrivelmente atestados, um sapo barbudo e um escorpião peçonhento?!

PAULO SERGIO ARISI PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Passado revisitado

Vivemos um momento semelhante ao dos tempos do regime militar (1964-1985), de volta ao poder agora pela via eleitoral. As ameaças frequentes à democracia e o risco de ruptura institucional exigem da sociedade intensa mobilização, com saída às ruas pela volta dos civis ao poder, a exemplo do movimento das Diretas-Já.

MARCOS ABRÃO M.ABRAO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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PGR

Aras, de novo

Realmente, fica difícil confiar nos senadores. Todos sabemos que Augusto Aras é subserviente a Bolsonaro, não há um dia em que ele não nos cause mal-estar por fazer de conta que não é o procurador-geral da República. E quando, finalmente, surge a oportunidade de nos livrarem dele, os senadores o reconduziram ao posto por mais dois anos! É por essas e outras que, no meu entender, o Congresso Nacional tem de passar por uma grande mudança, nas urnas. Mas, dada a experiência que temos com o eleitorado e o poder da grana nas mãos dos partidos e dos velhos caciques para manter tudo como sempre foi, o jeito é chorar e pensar que o aeroporto é a única saída. Isso enquanto o Brasil não vira um Afeganistão, dominado por fanáticos religiosos e bolsonaristas. Está difícil!

JANE ARAÚJO JANEANDRADE48@GMAIL.COM

BRASÍLIA

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Nenhuma novidade

Só quem ainda acredita em bruxas ou saci-pererê pensaria que Augusto Aras seria reprovado pelo senadores para um segundo mandato. Essa é a realidade da politicalha brasuca, a do tudo em seu interesse e nada no da Nação. Esses brasileiros inocentes foram dormir decepcionados com os 55 senadores que aprovaram o dito cujo – 14 traíras a mais do que o necessário! Aras conseguiu destaque por enterrar a Operação Lava Jato, que incomodava demais a politicalha, e sempre cita isso como sua maior obra, mas se esquece de abordar as situações envolvendo Bolsonaro em que deveria trabalhar com afinco. Quanto aos senadores, eles passaram alguns dias tentando passar aos seus eleitores a ideia de que votariam contra, mas foi só para fazer média.

LAÉRCIO ZANNINI SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


AUGUSTO ARAS

E Augusto Aras foi reconduzido ao cargo para permanecer por mais dois anos à frente do Ministério Público como procurador-geral da famiglia Bolsonaro. Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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55 VOTOS A 10

Depois do desrespeito do presidente Bolsonaro, por inúmeras vezes, ao regime democrático e da sua total omissão na pandemia, com centenas de milhares de vítimas, a renovação do mandato do procurador-geral da República, Augusto Aras, por tão grande margem de aprovação no Senado, chega a uma indignação que me envergonha destes políticos.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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ENROLAÇÃO

Recondução de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República de modo quase unânime! Parabéns, senhores senadores! Mas, por que, então, vocês todos, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, não pedem para sair e vão para sua casa assistir à Escolinha do Professor Raimundo, especialmente às representações do Rolando Lero?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SIGAM O DINHEIRO

O Brasil tem instrumentos sólidos para enquadrar um político como Jair Bolsonaro. Existem motivos de sobra para Bolsonaro sofrer o impeachment ou ser afastado do cargo por ação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Para entender a inação das instituições, do Congresso e da PGR, é preciso entender o caminho do dinheiro. O procurador-geral da República foi acusado de crime de prevaricação ao não agir para conter os excessos de Bolsonaro. Augusto Aras é, também, responsável por enterrar de vez a Operação Lava Jato, aquela que, pela primeira vez na história, prendeu alguns corruptos. A bancada da corrupção, dona do Congresso Nacional, canta feliz quando Augusto Aras fala em voltar à velha maneira de combater a corrupção. Não por acaso, Aras acaba de ser confirmado no cargo por mais dois anos, período no qual a bancada da corrupção poderá roubar à vontade. A absoluta falta de vontade política para levar adiante algum dos tantos pedidos de impeachment contra o presidente da República é facilmente compreendida quando se percebe que a bancada da corrupção nunca recebeu tanto dinheiro pelo caixa 1. Nem precisa mais roubar, Bolsonaro dá dinheiro para todo mundo, quanto quiser, a hora que quiser. É só pedir e o dinheiro está na mão. Afastar o pior presidente da República da história se torna uma missão impossível quando Bolsonaro realiza todos os sonhos da bancada da corrupção.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TODOS FELIZES

Bolsonaro feliz porque estará blindado até o fim do governo; Aras feliz porque convenceu os senadores de que não vai criminalizar a política; e, assim, os senadores criminosos também estão protegidos e não serão incomodados! Assim conseguiu mais dois anos na PRG! Familícia resguardada, e o relatório da CPI provavelmente engavetado. Obrigada aos dez senadores que honraram o cargo que lhes foi confiado. Conclusão: felicidade geral dos rabos presos!

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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AUGUSTO BOLSON’ARAS

O PGR, como o procurador-geral da República se referia a si mesmo na sabatina do Senado em busca de segundo mandato como PGR, disse que seu único guia é a Constituição. A questão é de interpretação, o que pode levar um promotor do Ministério Público a nunca apresentar denúncia alguma por excesso de isenção. Não ser procurador da oposição, mas também não ser cego e não achar nada contra um governo em surto psicótico, botando tudo a quebrar, sem noção de como governar um Estado Democrático de Direito, e não de furiosa direita.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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BURACO SEM FIM

Para os leitores atentos, o Estadão de 25/8 traz uma análise completa do momento brasileiro. Em Uma crise insolúvel, alerta para a continuidade das instabilidades institucionais diuturnamente criadas por Jair Bolsonaro. Bolsonaro fraco, Centrão voraz expõe uma Câmara dos Deputados lotada de cupins do Orçamento da União. Comentando a recondução de Augusto Aras à Procuradoria-Geral da República (PGR), mostra como um discurso melado do indicado e perguntas singelas de Vossas Excelências no Senado neutralizaram um exame mais profundo da verdadeira atuação do chefe da PGR. Em Voto às cegas, Rosangela Bittar alerta para um cenário tenebroso até as próximas eleições. O painel se encerra com a entrevista do coronel Glauco Carvalho, expondo as vísceras de como o bolsonarismo está minando as PMs. Enquanto isso, os cupins da Câmara dos Deputados engavetam projetos que tratam de assuntos correlatos, como, por exemplo, a participação de militares da ativa em eleições e na governança, bem como o uso de patentes militares em candidaturas. Na mesma trilha seguem as pretensas candidaturas individuais, com as respectivas ambições falando mais alto, fragmentando e fragilizando ainda mais o Brasil, na ausência do um ato de bravura estadista da renúncia ao individualismo, rumo à união. É um buraco sem fim.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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BRAVATAS, MISÉRIA E VIOLÊNCIA

Vinte anos foi o tempo que o fundamentalismo talibã precisou para expulsar a maior democracia do Ocidente do Afeganistão, fazendo uso de artilharia pesada. Jair Bolsonaro, com suas bravatas e sem disparar um tiro, em menos de três anos está minando a democracia no Brasil. Especialistas alertaram para o risco da retirada das tropas americanas daquele país. Aqui, no Brasil, temos alertas diários na mídia séria: se os Conselhos da República não interromperem o golpe (25/8, A2) e se as Forças Armadas não cumprirem com o seu compromisso com a Constituição (25/8, A3), podemos dar adeus à liberdade. A volta da violência já está batendo à nossa porta causada pela miséria crescente e pela queda de arrecadação do tráfico de drogas: assaltos e sequestros começaram a crescer. Esse é o legado do pior presidente que já tivemos. Oremos!

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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ALIMENTANDO O CONFLITO

Auxiliares palacianos não querem que o presidente Bolsonaro participe de uma reunião solicitada pelos governadores. Ou seja, é mais uma demonstração de que efetivamente o poder maior da República quer continuar ditando regras. Uma situação lamentável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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PERÍODO DIFÍCIL E SOMBRIO

Faltam ainda 16 meses para o término do mandato de Jair Messias Bolsonaro, período em que os brasileiros viverão sobressaltados e retraídos quanto a providências que poderiam tomar no setor de economia e finanças. Durante este longo período, os brasileiros viverão sob o clima de ameaças que pretendem o rompimento da ordem democrática e, ainda, irão sentir todos os seus adeptos se voltarem contra o STF e o Poder Legislativo, demonstrando seu desejo de invadir as respectivas sedes ou Casas. Realmente, estamos diante de e continuaremos a enfrentar “uma crise insolúvel”, como bem analisou o editorial do Estado (25/8, A3). Uma análise simplista das anteriores governanças da República irá demonstrar que Bolsonaro é o pior presidente da República já visto neste país, pelo que já fez e pelo quanto fará, porquanto até as eleições de 2022 não governará, não atuará para resolver as maiores necessidades nacionais e tentará, por todos os meios ao seu alcance, impor a sua ditadura que, se conseguida, levará o País à completa destruição. Que Deus nos livre de tamanho absurdo!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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ACABOU

Em 2018 Bolsonaro surfou na onda da facada travestido de mártir e venceu Lula. Agora, crises de soluço, intestino preso, destemperos com jornalistas e adversários, desrespeito à ciência, desemprego e miséria crescendo não sensibilizarão o eleitor em 2022.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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BRASIL, UMA NAU DE INSENSATOS

Por volta de 1500, Sebastian Brant, um advogado franco-alemão formado em Basel, na Suíça, criou uma espécie de obra que para a época foi considerada bem avançada pelo trato e bastante ilustrada, que serviu para o desenvolvimento de outras e para tema de filmes como na década de 1960. A obra retrata um navio carregado de loucos em que cada qual dos personagens mostra o pior de seu caráter, pouco se importando com os demais, desde ele próprio atinja seus desígnios. O Brasil atual parece, em algumas situações, uma nau de insensatos, na qual um capitão enlouquecido busca atingir um objetivo de seu interesse, sem dar a mínima para os prejuízos que está causando aos demais passageiros, dos quais parte destes também perdeu a sensatez e o apoia sem pensar num naufrágio cada vez mais próximo. A oficialidade do navio, que seria a parte com meios de impedir que o capitão leve a nau ao desastre, mesmo estando cada vez mais próximo, parece comprada com favores, finge não sentir este momento e procura cada vez mais participar da mesa do banquete do timoneiro que pilota esta nau para um inferno. Triste é a parte dos passageiros da nau, considerados de segunda classe, aqueles que vivem vidas miseráveis e, embarcados nesta nau, pensavam iludidos que desembarcariam num porto seguro.

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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24 DE AGOSTO

Na manhã do dia 24 de agosto de 1954, eu estava na aula do 3.º ano do antigo primário, quando a servente Olenka bateu na porta e cochichou com a professora Castanho. Lembro-me do sobrenome por ser o de um credor que, durante a crise de 30, da mesma família, tomou a fazenda do meu avô – antes da moratória assinada por Getúlio Vargas – em Santa Cruz do Rio Pardo (SP). Logo a professora pediu para um aluno apagar o quadro negro, enquanto os demais eram informados do suicídio do presidente da República. Evidente que saímos todos alvissareiros, dispostos a aproveitar os dias sem aula para brincar. Em casa, onde o quadro de Getúlio Vargas ocupava lugar de destaque – bem acima do móvel onde meu pai guardava o dinheiro do movimento do seu comércio –, o ambiente era de luto e consternação. Todos quietos e, quando falavam, era num tom cerimonioso a lamentar a morte do “pai dos pobres”. Hoje, pelo visto, talvez aflitos e sobressaltados com o “andar da carruagem” do nosso País, na área política parece que ninguém se deu conta da efeméride. A imprensa também não a comentou. Até parece que estamos anestesiados – e aturdidos – não só pelo espetáculo dantesco que os senadores nos proporcionaram por ocasião do questionamento pela recondução do procurador-geral da República, como pela movimentação dos bolsonaristas prometendo invadir o STF e o Congresso no dia 7 de setembro. Quem sobreviver verá!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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O CENTRÃO, NOSSO TALEBAN

Temos acompanhado no noticiário internacional os horrores que vêm ocorrendo em Cabul, capital do Afeganistão, com a tomada do poder pelo Taleban, um grupo islâmico radical. Paralelamente, assistimos aqui a grupos ligados ao presidente Bolsonaro ameaçando atacar o Congresso Nacional e o STF no próximo 7 de setembro, em nome de um extremismo antidemocrático, de direita, com pessoas que acreditam nas suas teorias há muito ultrapassadas. Ora, Bolsonaro, seu líder, se mantém no poder graças ao Centrão, um conjunto de partidos que domina a administração pública. Seu principal objetivo é se apoderar de cargos e verbas públicas. Primeiro Rodrigo Maia e agora Arthur Lira abortaram os pedidos de impeachment do presidente. Em perfeito conluio com ele, criaram agora o orçamento secreto, uma versão da burca para ocultar os gastos com a verba pública. Os membros do Centrão, portanto, são cúmplices da política na Saúde do chefe do Executivo, responsável por um número de mortes muito maior do que o esperado na pandemia, ou seja, mais de 575 mil mortos até hoje. Em harmonia com essa visão, os parlamentares do Centrão são cúmplices, também, na destruição do nosso meio ambiente, mormente da Amazônia, causando uma estiagem de graves consequências para a população. Portanto, não creio que seja exagerado compararmos o Centrão ao Taleban, guardadas as devidas proporções, uma vez que ambos prejudicam o seu povo e a sua nação. A prática do Centrão não se coaduna com uma democracia.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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BARBARIDADE

Tenho lido muitas críticas sobre o fundo eleitoral, aumentado agora para R$ 7 bilhões, e já me manifestei a respeito dizendo que quem quiser ser eleito, que gaste do seu bolso. Há fundo eleitoral em outros países? Entretanto, não leio nada sobre a barbaridade – e ninguém a explica – da necessidade de que cada ministro do STF tenha à sua disposição 220 funcionários. Nem milhares de indústrias e empresas de qualquer país do mundo têm este número absurdo de funcionários. Os ministros deveriam explicar o que cada um faz no dia a dia. Qual é o custo dessa barbaridade? Como é jogado no lixo tanto dinheiro! E o povo vendendo o almoço para poder jantar.

Ariovaldo J. Geraissate ari.bebidas@terra.com.br

São Paulo

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SE A LEI PEGA

O negacionista Jair Bolsonaro está preocupado com a lei aprovada pelo Congresso Nacional que obriga indenizar os profissionais de saúde que ficaram incapacitados ao tratar de pacientes acometidos pela covid-19. A preocupação de Bolsonaro não é com combater a pandemia, mas sim saber de onde virão os recursos indenizatórios. Talvez agora o presidente perceba que sairia muito mais barato vacinar a população do que pagar indenizações milionárias a milhares e milhares de socorristas e médicos. Ora, além dos processos que certamente Bolsonaro enfrentará por crime de responsabilidade, já imaginaram se a lei pega?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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E AS SERINGAS?

“Chegou a vacina que a população tanto esperava, mas não chegaram as seringas e agulhas.” Essa notícia na televisão me fez lembrar de duas notícias similares no tempo do ministro Pazuello: milhões de testes de PCR para a detecção de covid-19 foram comprados, mas não os swab cotonetes para a coleta de amostras. E fizeram a cotação para a compra de vacinas contra a covid-19, mas não para a compra de seringas e agulhas (achavam que a vacina era oral?). Este é o governo de Bolsonaro!

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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QUE EDUCAÇÃO É ESTA?

A péssima qualidade dos ministros do governo Jair Tensão Máxima Bolsonaro não chega a causar estranheza. Pavorosas, mesmo, são as ideias do ministro da Educação, Milton Ribeiro, um suposto educador. Seu discurso oscila entre discriminatório contra as minorias (“nós não queremos o inclusivismo de crianças com deficiências”); elitista (“são os pais dos filhinhos de papai que pagam impostos e sustentam a universidade pública”); ou derrotista (“não adianta a busca por um diploma universitário, porque não tem emprego”). Ele conhece um único exemplo de país que progrediu sem ensino de alta qualidade, do fundamental ao universitário? De acordo com Bertrand Russell, “os homens nascem ignorantes, não estúpidos. Eles se tornam estúpidos pela educação”. Será que a ideia é exatamente esta, usar a péssima educação para controlar o povo brasileiro?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


 

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