Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2021 | 03h00

Eleições 2022

Aviso de mordaça

Em seu périplo pelo Nordeste em busca de apoio visando 2022, Lula da Silva, líder nas pesquisas de intenção de voto, disse que ainda não decidiu se candidatar, por estar ouvindo muito desaforo de parte da imprensa. Foi mais além, afirmando, durante entrevista a uma emissora de rádio da Bahia, que criará órgão regulador da imprensa, caso seja eleito. Lula tem tanta certeza da vitória que fica fazendo “beicinho”. Vai cair do cavalo, com Bolsonaro.

J. A. MULLER JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Urucubaca

O Brasil é um país sem sorte. No ano que vem teremos, se não surgir uma candidatura de centro, de escolher entre Hitler e Stalin. Que bom seria se fôssemos agraciados com escolha entre Churchill e Roosevelt, como os povos que progrediram após a 2.ª Guerra Mundial.

ITALO JOSÉ PORTINARI GREGGIO ITALOGREGGIO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Mediocridades

E continua o festival de mediocridades que somos obrigados a ouvir dia sim, outro também: Lula falando em regulamentar os meios de comunicação e Jair Bolsonaro pedindo à população que compre fuzis, em vez de feijão. Num país com mais de 200 milhões de habitantes, será que não temos nada melhor do que isso que está aí?

CELSO NEVES DACCA CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Imprensa e democracia

Todo líder autocrata, seja de esquerda ou de direita, procura limitar a reação dos cidadãos e a avaliação pública de sua gestão. A atividade da imprensa se destaca na formação de massa crítica, portanto, limitar sua atuação faz parte da perspectiva desses governos. Não sem propósito o sr. Franklin Martins, defensor desse tipo de cerceamento, foi escolhido como assessor de comunicação de Lula para a próxima candidatura. Como diz o ditado, mesmo havendo imprensa livre, o cidadão fica entre a cruz e a espada, num cenário em que o máximo que lhe é permitido é ouvir. Ouvir barbaridades que, caso o político seja eleito, terá de engolir goela abaixo. E ver o dinheiro pago em impostos se esvair em gastos duvidosos e nem sempre prioritários. A imprensa hoje repercute falas de um presidente que estimula o aumento do armamento da população. Fuzis, diz ele agora. Mas quem serão os potenciais compradores desse tipo de arma, quando 40 milhões de desempregados ou mal assalariados recebem auxílio para terem um mínimo de alimento em casa? A imprensa não pode ser amordaçada e a democracia poderia ser mais efetiva se o povo pudesse destituir com mais facilidade quem não exerce bem o seu papel.

SERGIO HOLL LARA JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Salvação nacional

Nas últimas décadas a Nação brasileira tornou-se refém de governos paranoicos e autoritários e vítima da corrupção e do desgoverno. De um lado, uma falsa esquerda retrógrada e corrupta, cujo presidente, condenado por corrupção em três instâncias, “milagrosamente” recebeu as bênçãos do STF e se tornou elegível, mas não mudou o discurso e a conduta demagógica e enganadora. O que já era ruim ficou pior e agora governa um presidente da extrema direita igualmente paranoico e autoritário, nazi-fascista, alheio ao sofrimento do povo na pandemia, pregando armamento da população e incentivando a formação de milícias, atacando os outros Poderes, criticando o sistema eleitoral para justificar um golpe de Estado, provocando a discórdia. A paranoia e o autoritarismo de “esquerda” e “direita” se igualam. A sociedade brasileira precisa despertar do berço “esplêndido” e tomar posição firme e coesa para salvar o País do caos. “Todo poder emana do povo”, vamos cumprir o nosso dever.

JOSÉ PAULO CIPULLO J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Desgoverno Bolsonaro

Luta armada?

Em 1992 Collor pediu uma demonstração de apoio popular, solicitando que todos se vestissem com as cores da bandeira brasileira. Ele fracassou e a Nação se vestiu de luto. Para este 7 de Setembro não é simplesmente uma demonstração de apoio que está sendo solicitada, pois isso o governo alardeia que tem. O bolsonarismo identificou opositores como inimigos e clama agora por sua destruição. Esse é o foco desses protestos. Entre esses inimigos estão as leis e as instituições republicanas e democráticas. O gesto das “arminhas” com a mão parece ter sido a mais forte promessa do presidente em sua campanha. E agora, ao dizer que “povo armado jamais será escravizado”, aquela promessa parece não se relacionar apenas a um equivocado método de combate à violência urbana, mas à pregação de luta armada. É assustador o cenário que está sendo desenhado no Brasil.

VÁLTER VICENTE SALES FILHO VALTERSAOPAULO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Aviso ao ‘mito’

Todo brasileiro tem um “fuzil” que se chama dedo e algo que se chama urna. O pelotão chamado democracia espera Sua Excelência no paredão de 2022.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS MARCODNOVAIS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Botão amarelo

As declarações estapafúrdias do nosso pretenso presidente já beiram a loucura. Acho que está mais do que na hora de o sr. Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, apertar o tal botão amarelo. Ou ele vai esperar o País entrar em convulsão social? Não bastava armar a população, agora ele diz que comprem fuzis e que quem fala em comprar feijão é um idiota! Será que ele não inverteu a ordem das coisas?

MARA BRUNA M. BARBOSA DE BARROS

MMICHELETTIBARROS@GMAIL.COM

SÃO SEBASTIÃO

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Idiotices

De fato, se é “idiota” quem prefere comprar feijão em vez de fuzil, quem falou isso o que é...?

ARTUR TOPGIAN TOPGIAN@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



O DESGOVERNO BRASILEIRO

No Estadão do dia 28/8, dois textos chamaram minha atenção, tanto pela clareza e correto entendimento como pela coincidência de diagnósticos: Crise, caos e confusão, do professor da Unesp Marco Aurélio Nogueira, e o editorial do jornal A estupidez e suas consequências. Escreveu Nogueira: “A crise que enfrentamos não deriva do mau funcionamento das instituições ou de falhas sistêmicas na arquitetura estatal. É uma crise criada, artificial, provocada por desvios de conduta do presidente da República (grifos meus)”. Além do que, ainda segundo Nogueira, “os ministérios não funcionam, os ministros primam pela mediocridade técnica e intelectual. Não há políticas, diretrizes que organizem a entrega de serviços e direitos aos cidadãos. Em nenhuma área estratégica há gestão qualificada”. E conclui: “Paranoia, autoritarismo golpista e incompetência de Bolsonaro paralisam o Brasil”. Por sua parte, diz o editorial: “Com uma turma dessa estatura moral e cívica (referindo-se ao governo atual), é impossível promover o desenvolvimento social e econômico do País”. E finaliza: “O fracasso deste governo não é causado por fatores exógenos (grifos meus). Não há ruídos, não há interferências, não há surpresas. É apenas e tão somente Jair Bolsonaro sendo Jair Bolsonaro. É apenas e tão somente Paulo Guedes sendo Paulo Guedes. O restante é pura consequência”. Pois é, num país que já acumula índice de inflação e taxa de desemprego muito maiores do que a maioria dos países em todo o mundo, que ocupa as últimas posições quando são analisados, dentre outros, os problemas relativos ao meio ambiente, à infraestrutura, à educação, à saúde pública, ao combate à pandemia e à violência, e que tem a exata noção do quanto de insegurança – política, econômica e social – está sendo gerado pela direta atuação do presidente da República, que diariamente desafia e ataca a Constituição brasileira e os próprios valores da democracia, seja através de discursos rancorosos e ignorantes ou por conta de sua inércia e incapacidade para lidar com os reais problemas brasileiros, é difícil de imaginar como ainda é possível ter parcelas significativas da sociedade brasileira apoiando o atual governo. O quadro atual brasileiro é triste e também muito perigoso, valendo a pena perguntar a todos aqueles que apoiam este governo, notadamente aos políticos do Centrão, se eles acreditam que serão protegidos caso uma ditadura bolsonarista seja instalada no Brasil.

Paulo Roberto Guedes prguedes51@gmail.com

São Paulo

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FUZIS E FEIJÕES

Em sua já folclórica incontinência verbal, o sofrível presidente Bolsonaro declarou que “tem que todo mundo comprar fuzil, pô, só idiotas dizem ser melhor comprar feijão”. De pensar que ainda faltam 14 longos meses para o País se ver livre desta triste figura, dá ânsia de vômito e frio na espinha. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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‘IDIOTA’

Segundo o idiota Bolsonaro, povo armado jamais será escravizado. Uma sugestão para este idiota e simpatizantes desta maluquice: sigam para o Afeganistão! O povo afegão que está sendo conduzindo à escravidão necessita de vocês! No nosso querido Brasil a liberdade é plena aos cidadãos de bem que respeitam os valores democráticos. Não necessitamos de populistas e pseudoditadores. Precisamos de estadistas!

Walter Angelo Carotti waltercarotti@yahoo.com.br

Indaiatuba

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ABERRAÇÃO

Quem é irresponsável, quem só pensa na reeleição, quem faz ofensas gratuitas às instituições da República e chega à aberração de dizer que “quem quer comprar feijão, e não fuzil, que não encha o saco” já é considerado carta fora do baralho. A falta de vergonha do estadista chega à res do esgoto. Como disse Tasso Jereissati, “é preciso parar este cara”. Na verdade, só com camisa de força!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ALIMENTAR-SE OU ARMAR-SE

Numa versão tupiniquim da famosa expressão da guerra fria “as armas contra a manteiga”, o capitão Jair Pacífico Bolsonaro não somente encorajou os seus seguidores a comprar fuzis de calibre 762, capaz de lançar granadas, mas ironizou a frescura da turma de mimimi que quer substituir a compra do fuzil pelo feijão. Tal declaração poderia ser enquadrada como “incitação, apologia e cultura da violência” do Código Penal?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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CADA VEZ PIOR

Vamos refletir com clareza: o presidente Bolsonaro está instigando os brasileiros para se armarem, não defensivamente, mas com fuzis, de grande poder ofensivo. Se ele tem o poder militar na mão, que é o que acredita, o povo deve atacar quem? Os produtores de feijão? Ignorância e irresponsabilidade são características deste insano presidente. Oremos...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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AUXÍLIO FUZIL

Se, como presidente da República, Jair Bolsonaro recomenda a população comprar um fuzil, ao invés de feijão, já imaginaram o que este psicopata na condição de ditador poderia impor numa lúdica intervenção, que seus idiotas súditos são adestrados a propalar? Na certa, obrigaria os supermercados a substituírem o feijão das gôndolas por fuzis e a Caixa Econômica Federal a financiar a compra do brinquedinho, a perder de vista, com munição farta e de graça.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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AJUDINHA

Inspirado pelo que li nos jornais, ouvi no rádio e vi na TV, resolvi comprar um fuzil para “não ser escravizado”. Iniciei minha pesquisa indo atrás da sugestão de nosso presidente, um tal fuzil 762. Que decepção, R$ 13.843,19 à vista. Como não conheço nada do assunto, resolvi me fiar nos conselhos do filme Rambo e comprar um AK-47, afinal, pelo que também vi na mídia, é o preferido dos profissionais da área. Consultando a internet descobri que custa ao redor de R$ 40 mil (se bem que também vi ofertas, não sei se sérias ou não, para aquisição no Paraguai por apenas R$ 20 mil). Bem, que fazer? Vamos ver as alternativas nacionais. Descubro que andam entre R$ 8 mil e R$ 18 mil. Ainda não dá... Na verdade, se não tivermos um programa de financiamento para compra de fuzis, dificilmente conseguiremos adquiri-los. Entendo que estamos numa crise “braba”, mas o nosso criativo Ministério da Economia poderia retirar esta verba de outras alocações como, por exemplo, o Auxílio Emergencial, ou do Fies, ou os recursos do CNPQ. Se não tivermos essa ajudinha, descobri que nas mesmas lojas de armas que pesquisei só conseguirei comprar um maravilhoso canivete multifunções por R$ 29,90 divididos em duas parcelas.

Breno Lerner blerner@uol.com.br

São Paulo

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DISCURSO DE CHEFE DE QUADRILHA

Todo chefe de quadrilha é um covarde que se cerca de muitos covardes armados para defendê-lo. Por isso no poder o apedeuta n.º 1 do País facilita e incentiva a formação de quadrilhas para esconder a sua incapacidade de enfrentar adversários que transforma em inimigos, alguns transformados em fantasmas. Apresenta-se como um machão, mas na verdade não passa de um frouxo, covarde, que procura esconder sua verdadeira personalidade. Agora eu pergunto: qual é sua verdadeira personalidade, oculta? Aos “eleitores” que colocaram esta “coisa” no poder maior do País, eu também pergunto: onde vocês estavam com a cabeça? Lamentável!

Arnaldo Vieira da Silva arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju

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ENDOIDOU DE VEZ

Jair Bolsonaro só pode estar com disfunção mental. Endoidou de vez! Porque, enquanto o povo brasileiro está angustiado com a alta da inflação, que em 12 meses tem um índice preocupante de 9,2%, Bolsonaro chama de idiotas aqueles que reclamam que não têm dinheiro para comprar feijão. Mas sugere: “Tem que todo mundo comprar fuzil”, já que “o povo armado jamais será escravizado”. Barbaridade! Não dá para acreditar que é o presidente do Brasil falando essas excrescências. Ainda em meio a esta pandemia, com alto índice inflacionário, desemprego recorde, preços da energia elétrica, do combustível, do gás, dos alimentos, etc. nas alturas, vem este desumano e esquizofrênico Bolsonaro zombar da desgraça do povo. Ora, urgentemente o presidente precisa ser interditado! Já que deseja a baderna e a anarquia no País, quando pede para o povo se armar de fuzil.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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URGÊNCIA

Precisa-se urgentemente de um psiquiatra para analisar o nível mental do nosso presidente, depois da sua última declaração, de que as pessoas que se preocupam com a alta nos preços de alimentos são “idiotas” e que, ao invés disso, deveriam comprar fuzil. A frase dele não tem nexo. Parece que o comportamento dele vem piorando (embora já não estivesse certo...), principalmente depois que o seu pedido de impeachment do ministro do Supremo foi negado pelo presidente do Senado Federal.

Tomomasa Yano tyanosan@gmail.com

Campinas

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HISTÓRICO

Em surto psicótico desde que nasceu, o beligerante presidente Brancaleone do Brasil, repentista e cangaceiro, repete e repercute sua máxima, à exército islâmico – “povo armado jamais será escravizado” –, para sua tropa de choque, que, em seus delírios paranoicos, deverá defender sua diabólica missão de se tornar pai imperador da pátria. “Sei que um fuzil custa caro. Há idiotas que dizem: ‘Ah, temos é de comprar feijão’. Se não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”. Uma declaração histórica de um imbecil que é presidente do Brasil.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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DEFICIENTE MENTAL

Hoje, os brasileiros têm seu orgulho inflado pela nossa equipe de atletas paraolímpicos que se encontra em Tóquio. Parabéns a estes bravos brasileiros que, mesmo com tudo contra, conseguiram com muito suor alcançar o topo. Pena que não criaram uma modalidade só para deficientes mentais. Se ela houvesse, seríamos imbatíveis. Nosso atleta, o moleque Jair Messias Bolsonaro, seria imbatível, ouro atrás de ouro.

João Penna jar.penna@uol.com.br

São Paulo

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O GRANDE HOSPÍCIO

Alice no País das Maravilhas é uma fábula de muitas leituras possíveis. Em uma das passagens, Alice entra numa casa e se depara com a seguinte cena: uma cozinha esfumaçada, uma duquesa sentada com um bebê no colo e uma cozinheira louca atirando objetos aleatórios nas pessoas. O bebê espirra e uiva sem parar. O ambiente está impregnado da pimenta em excesso da sopa que é preparada. Enquanto isso, um gato enorme descansa sob a lareira e sorri de orelha a orelha. Alice tenta interagir, mas a duquesa não gosta da conversa e manda cortar-lhe a cabeça, mas ninguém dá ouvidos. Depois grita: Porca! (para o bebê) e o embala com violência cantando uma canção de ninar bizarra. Alice sente pena da criança e a carrega para fora. Em seu colo, ela continua grunhindo, cada vez mais alto, até que solta um grunhido tão violento que Alice se assusta. Ela olha com mais atenção e percebe que, na verdade, tratava-se de fato de uma porca e conclui: “Absurdo continuar carregando no colo” então a solta e ela foge para a floresta. Pois bem. O fascismo é a porca que o Brasil embala. Sem observar os sinais com atenção ou fingindo não os ver, o País vem balançando o bebê com canções de ninar bizarras pelas avenidas: “Vai dezessete, vai dezessete!”. Do cercadinho, aplaude as ameaças às instituições democráticas, os conflitos com outros poderes e o uso político das forças policiais e militares. Tolera a corrupção das vacinas, o cartão corporativo secreto e as mansões que brotam do nada (do nada?). Fora os passeios de moto com dinheiro público. E, quando as pesquisas apontam que o voto poderia dar um basta nessa mamata, surge a promessa de não respeitar o resultado das eleições. Os grunhidos e arroubos totalitários se tornam cada vez mais fortes. Frigideiras, bandejas e pratos de absurdos voam na cara do povo brasileiro todos os dias e ele se esquiva como pode. Ainda assim, o País parece não se espantar o suficiente com os sinais que estão dados. Quando o grunhido será alto o suficiente? Já não está? Já não esteve desde sempre? “A cadela do fascismo está sempre no cio.” Com a devida vênia a Brecht, a porca também. E deu cria. O fanatismo e a idolatria beiram a histeria. Estamos num grande e horroroso hospício. Pessoas morrem todos os dias por não se vacinar ou usar máscaras (na maior pandemia do século!), seguindo a orientação de seu messias. Isso só comprova o fato de que nem o maior instinto humano consegue superar a burrice. Há quem prefira morrer a deixar de lado a questão ideológica ou voltar atrás em posicionamentos. Estamos doentes. A par disso tudo e alheio à tragédia real, o mercado financeiro é o gato de Cheshire sentado na lareira sorrindo de orelha a orelha, enquanto o seu leite está garantido. Mas até quando? Já falta pão na mesa do brasileiro. Que comam brioches? Ou fuzis? É a nova sugestão do cardápio: se armar até os dentes para se calar ou fazer calar a quem conteste. Não tem gás, não tem carne, nem dinheiro para gasolina no orçamento do povo, e ainda se aproxima a crise energética e hídrica. Até quando vamos fingir que vivemos uma fábula? Não é do mundo subterrâneo que estamos tratando? Sete de setembro se aproxima e a programação prevê um grande grunhido coletivo, anunciado em grupos de WhatsApp pelos anciãos de óculos escuros: haverá invasão do STF. Vamos aguardar placidamente a grande marcha dos loucos? E depois? O Brasil precisa decidir se coloca a porca no chão ou continuar embalando. Seja como for, seria útil interromper a escalada totalitária antes que o grunhido definitivo estoure nossos tímpanos. É o dia da independência, façamos jus ao nome, seria simbólico.

Cíntia Tonin cintiatonin@gmail.com

São Lourenço do Sul (RS)

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FILHO DE PRESIDENTE

Jair Renan e ex-mulher de Bolsonaro alugam casa de R$ 3,2 milhões no Lago Sul de Brasília (Estado, 27/8). Como é bom ser ex-mulher e filho de político no Brasil. Quem aí, ex-mulher e filho de médico, dentista, engenheiro, funcionário público federal, conseguiu se mudar para ou morar num imóvel avaliado em R$ 3,2 milhões? Qual filho tem mais taxa de sucesso: o filho de Jair Bolsonaro ou o filho de Lula? Ou o filho de Michel Temer? Ou os filhos de Renan Calheiros ou Sarney? Ou os herdeiros do Quércia? Enquanto isso, a nossa Justiça, estadual, federal, eleitoral, trabalhista, militar, dorme em berço esplêndido, garantindo o sucesso das ex-mulheres e filhos dos políticos e militares, enquanto o povo luta para não passar fome. E vamos em frente, como bons vira-latas, pois não vão nos deixar cruzar com pastores alemães. Batendo palminhas e fazendo arminhas, para não morrer no paredão.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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CASA

Filho 04 e ex-mulher de Bolsonaro alguma casa de valor incrível.

Imaginemos se isso tivesse acontecido na época de Lula, até mesmo de FHC, como estariam hoje as oposições.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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PANDEMÔNIO

Bolsonaro quer uma ditadura no Brasil. Lula também. Lembrou – novamente – que pretende “silenciar” a imprensa, caso volte ao poder. É um pandemônio! Um diabo seguido pelo outro. Eleitores, acordem para 2022. Nenhum dos dois serve. E nem Ciro, que é uma conjunção dos dois.

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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ENERGIA MAIS CARA

Paulo Guedes: “Qual o problema de a energia ficar um pouco mais cara?” Para quem tem salário de ministro, nenhum. Mas e quem ganha salário mínimo?

Robert Haller

São Paulo

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CHORO

O ex-Posto Ipiranga, Paulo Guedes, como sempre insensível e incompetente, declarou: “Não adianta ficar sentado chorando”, sobre mais um novo aumento da energia. Resposta: vamos chorar, e muito, se continuar ministro deste desgoverno.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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O MONSTRENGO

O avô do atual presidente do Banco Central (BC) do Brasil deve estar se revirando no túmulo, tentando sair para passar uma carraspana no neto. A primeira reviravolta deve ter ocorrido quando o presidente e sua diretoria resolveram criar um mecanismo para tornar as transferências bancárias mais ágeis e criaram um “monstrengo” alcunhado PIX. A agilidade conseguida, entre outras coisas, serviu para aumentar a agilidade dos sequestros relâmpagos pelo País afora. Os “profissionais dos sequestros” não são bobos e adoraram a novidade. Diante desse “imprevisto”, os luminares do BC, depois de horas reunidos em exaustivos debates, resolveram adotar três medidas para “acabar” com o problema: limitar o valor das transferências durante a noite; deixar fora do limite as transferências entre empresas; e só efetivar as transferências após 24-48 horas (o que tira a agilidade pretendida na criação do PIX). Imediatamente após essas “brilhantes” decisões, a Associação Profissional dos Sequestradores Relâmpago (APSR) instrui seus membros para só praticar suas ações durante o dia; abrir empresas de fachada para escapar do limite criado; e, em vez de libertar suas vítimas rapidamente após receberem o(s) PIX, como até agora estava acontecendo, aprisionarem os coitados por 24-48 horas até que recebam o produto de sua ação. Só torcendo para que um ou vários desses dirigentes do BC sofram um sequestro relâmpago para verem “o que é bom para tosse”. Senhores, a solução lógica para fazer diminuir esse tipo de crime aos níveis anteriores é acabar com o “monstrengo” criado.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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