Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O Brasil não merece

Irretocável o editorial A estupidez e suas consequências (28/8, A3) Li, reli, compartilhei com familiares e amigos. É caso de psiquiatria a trajetória errática do ocupante do mais alto posto da República num dos maiores países do mundo, com uma economia respeitável. A cada atitude desse insano cidadão, ele se apequena e mostra seu real tamanho. Tacanho, mesquinho, nocivo, vulgar, ignóbil, desumano, sem empatia, que despreza as pessoas e as instituições que jurou respeitar. Além de verborrágico e sem noção do que fala, desagrega tudo ao abrir a boca. Está provado: o presidente nasceu para o litígio, não o confronto de ideias, mas a bestialidade de ações tresloucadas, irresponsáveis e inconsequentes. Enfim, além de despreparado para o cargo que ocupa, é desrespeitoso e um perigo constante para o país que dirige. É vergonhoso ter esse senhor como presidente do meu país. Em meio a tantos problemas graves, o Brasil não merecia isso. Pergunta que me faço: como isso acabará?

LUIZ THADEU NUNES E SILVA LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Reeleição para quê?

O sr. Jair Bolsonaro já provou por que se candidatou à Presidência: sua finalidade foi pura e simplesmente mostrar toda a sua arrogância, associada a desconhecimento profundo de qualquer pasta ministerial. Não entende de política econômica nem de administração pública, tampouco de política de saúde. Sabe menos ainda sobre meio ambiente, pesquisa científica e seus parâmetros. E não sabe nada de educação e de polícia educacional, etc. Poderia ficar parágrafos a descrever seu desconhecimento, mas a principal pergunta que se faz é: por que esse senhor quer ser reeleito? Nestes 32 meses já conseguiu estragar o País e deixar o povo à míngua, acabou com as relações do Brasil no âmbito internacional e deixou todos mais pobres e burros. Disse que não faria o “toma lá dá cá” e está a dar tudo ao Centrão. Diz-se que o Congresso Nacional estaria a decidir se o abandona e vota o impeachment ou o deixa sangrar até o fim do mandato. Qual será o seu fim?

CLAUDIO KAORU KANEOYA K.KANEOYA@HOTMAIL.COM

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Só prejuízo

Bolsonaro demitiu no começo do ano o então presidente da Petrobras Roberto Castello Branco pelas constantes altas no preço dos combustíveis. Nomeou para o cargo o general Joaquim Silva e Luna, com a missão de segurar os preços. Só que, mais uma vez, Bolsonaro deu um tiro no próprio pé, pois os preços já ultrapassam os R$ 7 o litro, tornando inviável a recuperação da economia. Já, já, vai substituir Paulo Guedes, que acha que a conta de luz “vai ter só um aumentinho”. Bolsonaro só causa prejuízo aos brasileiros!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O 7 de Setembro

Assim como a Bandeira Nacional, a data comemorativa de 7 setembro é de todos os brasileiros. Não queiram os anestesiados lunáticos bolsonaristas se apossar desses símbolos. Chega de golpistas baderneiros, atiçados pela ira de um presidente incapaz e incompetente para o papel a que se propôs: o de governar. O povo sofre, passa fome, morre pela pandemia e o “mito”, insensível, vem propor substituir na cesta básica o feijão por fuzil! Qual o sanatório mais próximo?

ÉLLIS A. OLIVEIRA ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA

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Lema

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.” E o Bolsonaro nem aí...

A. FERNANDES STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Marco temporal

Direito ancestral

Marco temporal é um eufemismo para golpe institucional contra os povos originários. É o grande capital estendendo seus tentáculos para agarrar e fazer sucumbir as economias sustentáveis de subsistência, que promovem a relação harmoniosa entre os homens e a Terra. Proteger o direito à terra dos nossos ancestrais brasileiros é proteger o passado e o futuro da humanidade.

EDUARDO BARBOSA, sociólogo

EDUARDO.BARBOSA.CSO@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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O Pix e os bancos

Crimes via celular

Reportagem do Estado sobre crimes envolvendo o Pix (28/8) mostra por que os bancos brasileiros praticamente exigem que os felizes clientes usem o seu próprio celular. Os bancos, na verdade, querem se eximir da responsabilidade por fraudes cibernéticas, em lugar de aperfeiçoar suas plataformas. Por exemplo, os bancos americanos oferecem a opção entre internet banking e celular, além do tradicional papel, respeitando a escolha do consumidor. Já que, aqui, os bancos praticamente obrigam os clientes a usar celular, deveriam fornecer-lhes, grátis, o aparelho, a linha móvel e as mensalidades da operadora. Quanto às fraudes, há que analisar que quando se faz um Pix o dinheiro vai para a conta de alguém (pessoa física ou jurídica) que, imagina-se, teve de apresentar dados pessoais, comprovantes de residência, etc., para ser titular de uma conta em instituição financeira. Bastaria, portanto, chamar esses destinatários a prestar esclarecimentos à autoridade policial e bloquear a conta, além de outras medidas contra o receptor da fraude e a instituição financeira que o abriga. Ou já inventaram contas bancárias intocáveis para os meliantes?

SUELY MANDELBAUM SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Contas laranjas

De fato, ou se mudam as leis ou o Banco Central retarda o pagamento do Pix e fornece à polícia os dados das contas laranjas. Não vejo outra solução. Estamos vivendo uma guerra contra os bandidos, verdadeiros terroristas. Não dá para facilitar a vida deles.

RONALDO ROSSI RONALDO.ROSSI1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



O TESTE NA CÂMARA DE SÃO PAULO

Enquanto os olhares estão em Brasília, a Prefeitura de São Paulo estuda aumentar o IPTU e voltar a cobrar a taxa do lixo. E não só: o governo João Doria quer aumentar o IPVA. É certo que Doria tem a Assembleia Legislativa no bolso. Com relação ao prefeito Ricardo Nunes, seu teste será com a votação destes projetos em pauta: taxa do lixo, IPTU e mudança na Previdência. O paulistano vai conhecer como vota seu vereador. Tais aumentos, sob o argumento de que Campo Belo e Moema receberam estações do metrô, alegam valorização das áreas. Mas o prefeito não vê que o monotrilho prometido para a Copa de 2014 continua parado? E sabem o que Campo Belo recebeu também? A chegada da cracolândia, com muitas pessoas vivendo embaixo do monotrilho. Em país de Primeiro Mundo isso jamais aconteceria, mas a maior cidade da América Latina só oferece aos seus moradores assaltos, violência e sujeira. Hora de olhar menos para Brasília e tomar conta do patrimônio que é de todos.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICOS E TUBARÕES

É impressionante a similaridade entre tubarões e políticos. Ambos são grandes predadores sanguinários, de olfato aguçado e ocupantes dos níveis superiores em suas respectivas cadeias alimentares. Um aterroriza, ataca e mata suas vítimas no ambiente marítimo, enquanto o outro aterroriza e ataca suas vítimas à distância e sangra o bolso dos cidadãos contribuintes, nos porões de seus castelos, na calada da noite e por decretos. Ricardo Nunes, o prefeito que lamentavelmente e sem nenhum voto em seu nome ganhamos de presente (de grego) pelo passamento de Bruno Covas, é o mais novo tubarão a nadar em nossos putrefatos mares. Numa época de pandemia, perda de empregos, aumento da pobreza e inflação desenfreada, aguça seu olfato predador e sanguinário e propõe aumento do IPTU e a recriação da famigerada taxa do lixo. Fosse ele varrido, nenhuma oposição minha quanto a tal taxa.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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RICARTAXA

Esta história não para de se repetir. Cada governante que assume o cargo quer “solucionar” as questões mexendo ainda mais no bolso do contribuinte e aumentando a arrecadação. Agora, o prefeito Ricardo Nunes está propondo rever o IPTU e, pasmem, uma nova taxa do lixo! Em vez disso, por que não cogitam de revisar gastos e excessos, repensar benesses dadas aos políticos e usam de forma eficiente o dinheiro público com foco no cidadão? Se há déficit de R$ 171 bilhões, demonstrem e justifiquem com transparência para onde foi esse dinheiro e o que (ou quem) causou isso. Aprenda a governar com economia e eficiência!

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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RISCO DE QUEDA

Alguém tem de avisá-lo de que a Martaxa derrubou a prefeita. Este agora quer de novo impor essa taxa odiosa do lixo? Fora que ninguém votou nele.

Ronaldo Rossi ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

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POR QUE AUMENTO?

Perplexa com a intenção do nosso prefeito de aumentar o IPTU do bairro Campo Belo. Nosso bairro tem a obra do monotrilho abandonada, ocasionando enormes problemas, como depredações, roubos, aumento do tráfico de drogas e outros. A estação do metrô nomeada Campo Belo ficou entre nosso bairro e o Brooklin, e para boa parte da população, principalmente para os idosos e pessoas que não podem caminhar muitos quarteirões, exige outro meio de transporte. A estação Campo Belo tem difícil acesso para grande parte da população do bairro. Já pagamos IPTU absurdo e, agora, haverá aumento?

Maria Luiza Martins mdmartin2004@yahoo.com.br

São Paulo

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DESAFIO

Gostaria de colocar um desafio para os empresários apoiadores do presidente Bolsonaro, como o sr. Luciano Hang, proprietário da Havan, uma das maiores redes de lojas de departamentos do Brasil, eleito pela revista Forbes o 21.º mais rico do Brasil, e o sr. Mario Gazin, fundador da quarta maior loja de varejo do Brasil. Quando questionados sobre o cenário, reclamam do pagamento de impostos, se esquecendo de que sempre repassam esses valores a seus produtos e quem acaba pagando de verdade são os consumidores. Alegam que geram empregos e omitem que é com esses empregos que lucram cada vez mais e, com esse lucro, estão conseguindo viver muito melhor que a grande maioria dos brasileiros. Estão se alimentando todo dia com carne de boa qualidade, viajando no fim de semana com suas famílias, pagando R$ 7 no litro do combustível para abastecer seus carrões, R$ 130 no gás de cozinha, além de ter plano de saúde de primeira qualidade, não dependendo do SUS. E é neste ponto que gostaria de colocar um desafio para esses empresários que se colocam como inovadores e que querem mudanças. Já que apoiam o governo, acreditam fervorosamente no presidente e comungam de seus preceitos, deveriam dar exemplo aos demais empresários, mostrando que realmente acreditam na economia do Brasil, dando aumento de salário a seus funcionários na mesma proporção dos aumentos que estamos tendo de aguentar, por falta de ação e incompetência governamental. Nos últimos 12 meses, tivemos de engolir aumentos como 38% no preço do gás de cozinha, 46% nos combustíveis, 52% na energia elétrica, 15% nos alimentos, quase o triplo da taxa oficial de inflação. Façam a lição de casa e ajudem o presidente que apoiam a distribuir melhor a renda no Brasil. Parem de negociar índices cada vez mais baixos para aumentar salários. Com dinheiro no bolso e vivendo bem, viajando, comendo do bom e do melhor, e fácil ser de direita e apoiar um fascista negacionista, incompetente que não gosta de trabalhar e não governa o País. Queria ver esses empresários recebendo um salário mínimo, colocando comida na mesa de sua família, utilizando o transporte público todos os dias para ir ao trabalho e o SUS para cuidar de sua saúde e de sua família. Chegou a hora do exemplo, portanto, o desafio está feito.

Valdecir Ginevro valdecir.ginevro@uol.com.br

São José dos Campos

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ZOMBANDO DO POVO

Que este desgoverno não tem um mínimo e digno compromisso com a nação, disso todos sabemos. Entre ministros incompetentes e serviçais ao Planalto está Paulo Guedes, que, tal qual o presidente, só fala besteira e não entrega suas promessas. Neste momento de um iminente apagão em razão da nova crise hídrica, Guedes zomba do povo e dá este recado: “Não adianta ficar sentado chorando”, e vem taxa extra que vai aumentar ainda mais a conta de luz.  Ou seja, o ministro fala como se não tivesse nada que ver com isso... Também, esperar o quê, tendo, infelizmente, no comando deste governo perdido e sem rumo o desvairado Jair Bolsonaro? Na semana que passou, sem se preocupar com os efeitos da alta da inflação e menos ainda com levar uma boa mensagem à população, em mais um delírio de estarrecer, Bolsonaro chamou de “idiotas” aqueles que reclamam que não têm dinheiro para comprar feijão e disse que “todo mundo deveria comprar fuzil”, porque “o povo armado não é escravizado”. E quem não quiser comprar fuzil, que não encha o saco dele... Que baixo e deprimente nível institucional tem Bolsonaro!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PEDIDO

O presidente Bolsonaro pede aos brasileiros que apaguem um ponto de luz em suas residências. Não seria mais inteligente e razoável pedir aos seus ministros e gestores que respeitassem um pouco mais nossas matas, nossos rios e nossas florestas?

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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O ADEUS A PAULO GUEDES

Nada mais há que fazer, exceto na política fiscal. Mas não vai fazer nada, porque nada mais resta do Posto Ipiranga na administração pública. Bolsonaro mudou de posto. É a hora exata de salvar a dignidade e o respeito. Mais tarde, perderá tudo, o que não é muito bom!

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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QUEM É O IDIOTA?

A inflação está devorando o dinheiro dos pobres, que acumula com a desgraça do desemprego. O índice Ibovespa está tirando dos pobres idiotas ou dos investidores? Ibovespa a 120 mil pontos? Sei lá, muito estranho.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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DO ALTO DOS PRIVILÉGIOS

Sob muitos aspectos, a ninguém é dado duvidar da importância do desenvolvimento da agronomia e pecuária brasileiras. Nossos agricultores, partindo de uma cultura incipiente, utilizando-se basicamente do trabalho humano (escravocratas, dos imigrantes e familiares), aliado ao arado com tração, ganharam escala com sua mecanização, pesquisas e introdução de novas técnicas. No entanto, para chegar aos altos ganhos atuais – com acúmulo de riquezas aqui e alhures –, contaram com um sem-número de incentivos e benesses oficiais que remontam à moratória por ocasião da grande crise de 1929/1930. Reconheçamos, a grande impulsionadora do aumento da produtividade, sem qualquer dúvida, foram as pesquisas – a Embrapa e o Instituto Agronômico foram fundamentais – na introdução de novas técnicas e disseminação de sementes e mudas de melhores qualidades, além de adaptadas ao nosso ambiente agrícola. Mas, apenas com a “cara e coragem”, dificilmente nossos laboriosos empreendedores alcançariam o atual estágio, tanto de produção como de ganho, se não contassem com o auxílio dos governos que se sucederam democraticamente no País. O que era apenas uma praxe, com o decorrer dos anos, acabou sendo adotado como política governamental – praticamente um direito perene, sem contestação –, como os altos subsídios agrícolas, com verbas oficiais, a juros baixíssimos (de pai para filho) e, a princípio, com garantia de preços mínimos para o produto colhido. Não obstante a alta produtividade e altos ganhos – indispensável dizer: acúmulo de riqueza –, nossos valentes empresários do campo não abrem mão dessa benesse. Até parece que se tornou um direito divino. Em outra ponta, as agropecuárias embutiram nos seus ganhos, além da alta produtividade e dos juros subsidiados, a isenção fiscal. Mesmo sendo o produto agrícola exportado por grandes empresas, como a Cargill – que o adquire do agricultor antes mesmo da colheita –, está isento de impostos, tanto federal como estadual, no momento do embarque para o exterior. Lembram-se da Lei Kandir? Por último, merecidamente, os produtos agrícolas, na atualidade, são cotados em dólares, não importando onde sejam produzidos, realizando assim ganhos reais ao produtor nacional, por conta da desvalorização da nossa moeda. Agora, os efeitos de todo esse sucesso, convenhamos, têm sido perversos com o consumidor nacional. Particularmente os assalariados, que, ao contrário do empresário agrícola, ganha em real, não conta com subsídio e, tampouco, com isenção fiscal (IR) e ainda é obrigado a pagar pelo alimento (comprado e consumido no Brasil) na moeda nacional. Lamentavelmente, também esse lucro, advindo da espoliação do povo brasileiro, vai engordar o bolso e os cofres do agricultor brasileiro, sem qualquer tipo de apelação. E, por último, é obrigado a ouvir as platitudes desumanas do ministro da Economia: “(...) um pouco de inflação não mata ninguém e ainda aumenta a arrecadação do governo (...)” e “(...) o preço da energia vai subir, não adianta chorar (...)”. É o fim da picada!

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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7 DE SETEMBRO E A ÚLTIMA FLECHA NA ALJAVA

Entenda-se por flecha (a última esperança) de Bolsonaro de quebrar as pernas da democracia, com a demolição dos Poderes, (entre eles, a mira assestada contra o STF). Essa pretensão é antiga, sempre presente e desejada, mas refugia-se (por ora) só no imaginário do presidente. Apenas um pigarreado grito de guerra, sob os aplausos de meia dúzia de papa-favores. Sonhos são sonhos, nada mais que sonhos! Agora, no dia 7 de setembro, quer ele transformar o sonho em realidade, flamejante, “meter fogo em Roma” e alegrar-se com as labaredas lambendo os Poderes, enquanto ziguezagueia em doidivanas motopasseatas. E, patético, sonha-se gritando: viva a revolução! 7 de Setembro é a sua derradeira flecha que lhe resta na aljava. Errada a mira, a flecha perder-se-á para sempre! E o encandecido lobo, rabo entre as pernas, terá de abandonar de vez essa sua gana doentia pelo poder. O poder é do povo, e o povo, uma vez enganado, agora lho veta. Sonha o lobo pai e sua alcateia com um “golpe” para descalçar a República, calar os Poderes e instalar-se, livre e solto nas suas infindáveis mazelas como se a Pátria lhe fosse apenas um apendiculo da cozinha. Os sonhos não trafegam na estrada do real. Geralmente são fumos que desaparecem, sem bulha nem matinada. O povo, esfolado pela inflação e esmagado pela covid-19, não se deixará iludir novamente por promessas balofas! Se o burro, que é burro, não cai duas vezes num mesmo buraco, muito menos o povo se deixará pilhar novamente pelo falso Messias.

Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamaergo.adv.br

São Paulo

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TRÊS OPÇÕES

O presidente Bolsonaro afirmou ter apenas três opções em seu futuro: ser preso, morto ou a vitória. Bem, na verdade, realmente existem três opções em seu futuro, mas elas são: ser preso, ser devidamente ignorado e se retirar do cenário político nacional, feito bebê chorão que não aceita a derrota ou, ainda, se matar por desequilíbrio mental e/ou emocional. Agora, achar que darão a ele importância bastante, para justificar um homicídio, é aparentar que a hipótese do desequilíbrio é aquela a mais promissora para se verificar em seu futuro.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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O BRASIL NÃO TEM FUTURO

O Brasil não tem futuro com um presidente da República que sabe muito bem que deveria estar na cadeia. Bolsonaro nunca conseguiu funcionar na sociedade, foi banido do Exército, não consegue sequer fazer parte de um partido político porque briga com todo mundo. Bolsonaro sabe muito bem as barbaridades que cometeu e continua cometendo no governo, ele sabe da catástrofe que causou e continua causando na gestão da Saúde na pandemia, sabe do holocausto ambiental que sua visão tacanha provocou. Bolsonaro age como um jumento empacado, vai apanhar até morrer, mas não vai mudar, nunca. A culpa é sempre dos outros, Bolsonaro se acha um eterno incompreendido, injustiçado, perseguido. Bolsonaro não tem nenhuma qualidade para ocupar o cargo que ocupa, ele sabe perfeitamente disso, mas o País segue refém da bancada da corrupção, que o mantém no cargo e segue faturando alto com o catastrófico governo Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DUPLA DO BARULHO

Bolsonaro, em evento na cidade de Goiânia, falou em prisão, morte e vitória. Na Bahia, Lula da Silva declarou apoio à democratização da mídia para favorecer os pequenos jornais e as emissoras de rádio, para em seguida ameaçar criar órgão regulador da imprensa. São dois tresloucados que esperam a oportunidade de continuar a cavar o poço em que se encontra o Brasil.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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BOLSONARO x DILMA

Na disputa sobre qual o pior presidente do Brasil, veio a dúvida: Dilma ou Bolsonaro? Concluí que o pior foi Lula, que viabilizou as duas tranqueiras!

Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo

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QUARENTENA POLÍTICA PARA MORO

Só mesmo aqui podem acontecer coisas de políticos que parecem pertencer à “Matusquelândia”, como esta última de quererem aprovar uma alteração no Código Eleitoral que obrigaria uma espécie de quarentena, pela qual interessados em disputar cargos nas eleições teriam de respeitar um tempo depois de sua aposentadoria ou demissão de cargos públicos para ter esse direito, remissivo a partir de cinco anos de sua criação. Toda a conversa da politicalha a respeito do assunto é cinismo puro, hipocrisia sem tamanho, mesmo porque tal medida terá de receber o nome de Lei Anti-Moro, porque é exatamente este o motivo de sua criação: bloquear para 2022 uma participação do ex-juiz Sergio Moro, que se demitiu do juizado federal em 2018, ou a menos de cinco anos da próxima eleição. Difícil de entender esse propósito, porque boa parte da politicalha está borrando a cueca com medo de Moro disputar e ser eleito para qualquer cargo político, que até poderia ser aquele que o chamariam de terceira via para evitar que a dupla Lula-Bolsonaro domine o palco eleitoral e um deles termine presidente e acabe de vez com o País, pois falta pouco para isso. Bobeira essa caguira dos políticos, porque não é necessário criar tamanha estupidez, já que basta entrar com uma denúncia qualquer no STF e conseguir tirar Moro da disputa, mesmo porque “sorteada” e caída justamente nas mãos de um ministro do trio Mendes, Toffoli ou Lewandowski para ser encaminhada ao plenário do órgão que haverá maioria, visto mostrarem vocação contrária a Sergio Moro, temido pelo mundo político, jurídico e administrativo.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA SUFOCADA

A Justiça vem sendo golpeada ao longo dos anos, para depois candidatos da extrema-esquerda ou direita se lançarem como “salvadores” da Pátria. Sergio Moro, por exemplo, foi boicotado e golpeado por ambos os lados extremos, e, com a reputação abalada, se afastou da vida pública, junto com a justiça. Não adianta clamarem por intervenção das Forças Armadas, mesmo baseada na Constituição, com a “justiça abafada”, pois sem ela não haverá paz nem restituiremos a prosperidade da Nação. A democracia deve ser resgatada e construída nas bases sólidas de uma justiça imparcial, competente e profissional! As leis devem ser modificadas para termos, por exemplo, uma Suprema Corte imparcial, com ministros de carreira, não escolhidos por indicação política.

Silvia R P Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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O CORPORATIVISMO DOS TEMEROSOS

É uma odiosa tentativa de golpe a proposta de criar uma quarentena de cinco anos para juízes, promotores, militares e policiais participarem das eleições, apresentada pela deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora do projeto do novo Código Eleitoral (Estadão, 26/8, A4). Se aprovada, a medida impedirá centenas ou milhares de profissionais que, de saída de suas carreiras públicas, têm conhecimento e condição técnica para atuar politicamente e contribuir com o País e a sociedade. Trata-se de uma tentativa corporativista para eliminar a concorrência através do “tapetão”. Estes que o projeto pretende barrar são cidadãos como os demais. Têm direitos e deveres como todos os brasileiros. Não é porque parlamentares – especialmente aqueles que não fazem um bom mandato – têm medo da concorrência que o conjunto do Parlamento e os partidos políticos vão concordar com um disparate desses. Não podemos deixar que, agindo no interesse próprio, o baixo clero transforme em cidadãos de segunda classe aqueles que reúnem competência e condições para substituí-los pelo processo eleitoral. Fala-se que um dos alvos da medida seria o ex-juiz Sergio Moro. Se for, é mais um engano. Deixem-no, se quiser, concorrer e o povo que decida. Ninguém deve ser castrado em seus direitos de concorrer, nem o povo nas opções para dar o seu voto. Abaixo o corporativismo dos temerosos.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                      

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DESFAÇATEZ SEM LIMITES

Os políticos ficaram tão traumatizados com a Lava Jato processando políticos poderosos e empresários magnatas próximos que estão incluindo de última hora no novo Código Eleitoral o dispositivo de quarentena para juízes, como expôs a matéria Projeto prevê quarentena a juízes, militares e policiais (26/8, A4). Trata-se de evidente casuísmo visando a anular o ex-juiz Sergio Moro, a polícia e até militares, mesmo já tendo o apoio escandaloso do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Sergio Moro e a Lava Jato. Concorrentes de peso como os âncoras de programas da televisão, pastores e artistas populares foram por enquanto esquecidos. Além disso, o descaramento é tanto que estão incluindo dispositivos de anistia para os partidos que esbanjaram ilegalmente recursos públicos, bem como complicadores na fiscalização dessas libertinagens. A desfaçatez deste pessoal não tem mesmo limites.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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ELEIÇÕES

Sergio Moro seria o único candidato em quem eu votaria.

Myriam Mutchnik mutchnikm5@gmail.com

São Paulo

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