Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2021 | 03h00

Pátria e democracia

Orgulho de ser brasileiro

Ao ler o que escreveu o general Carlos Alberto dos Santos Cruz em seu artigo O governo, a população e as Forças Armadas (29/8, A2) senti a mesma emoção que tinha quando criança ao assistir desfile de contingentes das nossas Forças Armadas nas comemorações do 7 de Setembro: grande orgulho de ser brasileiro. Orgulho esse que se renova ao saber que integrantes dessas Forças demonstram conhecer nossos problemas, apontam soluções e recomendam comportamentos dignos, justos e corretos para resolvê-los. Que as comemorações deste ano estejam de fato e de direito dentro das quatro linhas desses ensinamentos. Desprezando caminhos e soluções que, dentro delas, não se enquadram e não são próprios do nosso povo ordeiro e sensato.

JOSÉ ETULEY BARBOSA GONÇALVES ETULEY@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

*

Cidadão e militar exemplar

Lucidez, equilíbrio, defesa diligente das Forças Armadas e, sobretudo, preocupação com o futuro da Pátria. Esse é o conteúdo do artigo O governo, a população e as Forças Armadas. O general da reserva Santos Cruz mostra ser não só militar exemplar, mas um verdadeiro cidadão brasileiro. Leitura obrigatória para todos os brasileiros.

ROBERTO MENDONÇA FARIA FARIA@IFSC.USP.BR

SÃO CARLOS

*

Contra o golpe

O artigo do general Santos Cruz reflete o pensamento dos 65% de brasileiros que discordam do desgoverno atual. Lúcido, objetivo, sem meias retóricas, dá a exata medida do pensamento dos militares, da ativa e da reserva, que não acreditam em golpe de Estado com o propósito de manter ditatorialmente a situação que o País vive. Infelizmente, ainda temos de esperar um ano e três meses, exigidos pelo expurgo via processo democrático.

PAULO M. B. DE ARAUJO

RIO DE JANEIRO

*

Provocação

Este 7 de setembro na Avenida Paulista vai dar caca, para não dizer um palavrão. Ou alguém duvida que nosso ensandecido presidente não vá aproveitar o palanque para insuflar ainda mais os bolsominions ali reunidos, armados até de fuzil, como ele já recomendou? Fora o esquema de segurança especial a cercá-lo nessa visita provocativa a São Paulo.

ELIANA PACE PACECON@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Evitar enfrentamento

Ao tentar evitar manifestações também da oposição no 7 de Setembro na cidade de São Paulo, entendo que o governador queira evitar derramamento de sangue. Imaginem a hora em que os black blocs começarem a agir, com coquetéis molotov, rojões, paus e pedras, a multidão correndo em pânico para todo lado e a polícia tentando intervir. É tragédia anunciada. Perdas de vidas, muitas inocentes. Espero, sinceramente, estar totalmente equivocado. Mas o vulto que a armação dessas manifestações radicais, extremistas e disfuncionais está tomando é de causar horror. Isso não se coaduna com o espírito da democracia, muito ao contrário, é puro espírito de violência e ódio e terror, que começaram lá atrás, com o “nós contra eles”, que não tardou a se tornar isso que estamos vendo. De fato, nada existe de tão ruim neste país que não possa piorar. E piorar muito.

ORLANDO LUIZ SEMENSATO OSEMENSA@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

*

Quem paga a conta?

Umas perguntas que não se calam, principalmente na crise em que estamos: qual a totalidade dos gastos com o deslocamento do “mito” de Brasília a São Paulo no dia 7 de setembro? Quem paga a conta? Quem explica a necessidade da presença do “presidente”? Trabalhar, que é bom, nada, né?

JOSÉ ROBERTO PALMA PALMAJOSEROBERTO@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Desgoverno Bolsonaro

Republiqueta de bananas

É um absurdo que o pseudopresidente ainda esteja presidindo este país, principalmente depois daquele absurdo que falou para os abilolados que o acompanham, que comprem fuzil em vez de feijão. É inacreditável que nós ainda não tenhamos conseguido que o Congresso vote o impedimento desse cidadão, que só faz o Brasil passar vergonha. Comprar fuzil em vez de feijão é bem coisa de republiqueta de bananas. Acorda, Brasil, está passando da hora!

JOSÉ CLAUDIO CANATO JCCANATO@YAHOO.COM.BR

PORTO FERREIRA

*

Em São Paulo

Aumento de impostos

O sr. Ricardo Nunes, atual prefeito da cidade de São Paulo, acabou de assumir a vaga e já pensa em aumentar impostos, como o IPTU e a recriação da taxa do lixo. Em meio a uma pandemia, com falta de alimentação, moradia e toda uma crise de saúde, além de inflação crescente e salários e aposentadorias sendo corrigidos bem abaixo dos índices inflacionários, nossos políticos não pensam em destinar parte de suas mordomias para ajudar a população, mas para aumentar impostos estão sempre prontos. Se depender do meu voto, futuramente esse senhor não ganhará uma eleição nem para síndico.

CARLOS ALBERTO DUARTE CARLOSADU@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

IPTU justo já

É um absurdo que, depois de ver a pandemia de covid-19 arrasar a economia, aniquilar empresas, levar cidadãos à inadimplência e, ainda mais, ficarem com depressão pelo medo de perder sua moradia, venha o prefeito Ricardo Nunes, em vez de reduzir o IPTU para torná-lo mais justo e possível de ser pago, cogitar de aumento. Bem no momento em que a sociedade precisa adquirir fôlego para se recuperar, o prefeito decide promover um massacre, aniquilando as empresas vulneráveis e matando os contribuintes por depressão. A sociedade e seus vereadores não podem permitir, aliás, devem exigir uma redução para tornar o IPTU justo.

JOSÉ CARLOS COSTA  POLICAIO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

_____________________________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


AMBIÇÃO, HIPOCRISIA E IGNORÂNCIA

Não é coincidência numérica a perda de 16% da superfície de água com os 20% de degradação do território nacional por queimadas (O Brasil está secando, 29/8, A3). O mais grave deste processo de destruição é que, além da inação e da conivência criminosa do poder público, o setor privado é cúmplice e responsável por esta destruição, que ainda vai matar nossa galinha dos ovos de ouro, o agronegócio, por escassez hídrica. Hoje são de domínio público expressões como correntes equatoriais, chuvas voadoras, El Niño, La Niña, matas ciliares, efeito estufa, absorção de carbono, etc., fenômenos responsáveis pela estabilidade climática. Por outro lado, no Brasil se costuma repetir a meia-verdade de que o aumento da produtividade e a recuperação de áreas degradadas evitaria o avanço sobre novas áreas para aumentar a produção. Isso poderia ser verdadeiro para o agronegócio moderno, mas não generalizável, vide as notícias dos impactos sobre o Pantanal do plantio na fronteira boliviana. No caso da pecuária, principalmente nas regiões da fronteira agrícola, onde prevalece o modelo extensivo na pecuária de corte, sendo o confinamento ou o semiconfinamento minoritários, geralmente restritos à fase de acabamento. É predominante a cultura extrativista de sugar o solo, sendo raros os casos de investimento em reposição de nutrientes ou adoção de modelos consorciados (floresta, pecuária e agro) ou de rotação de culturas. O modelo predominante se restringe à rotação não sustentável de pastos, cujo decréscimo cíclico de sua camada fértil conduz à degradação do solo. Para descansar o solo, alguns pecuaristas conduzem o gado, geralmente à noite em caminhões, para pastos alugados, constituindo-se na clientela de grileiros. Estes, que avançam sobre a floresta, derrubam e vendem a madeira roubada e, depois, queimam o mato para formar pastos para a criação de baixa qualidade ou, à brasileira, alugados aos mencionados pecuaristas. Esse processo poderia ter fim se cada um fizesse a sua parte, a ação pública efetiva coibindo as queimadas e o comércio ilegal de madeira que atravessa todo o País e o setor privado, principalmente os frigoríficos que não são muitos, rastreando todo o ciclo de criação, do bezerro ao boi magro e à engorda.

Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos

*

OS RESPONSÁVEIS PELA SECA DO BRASIL

O Brasil está secando pela mão do homem. Está na hora de a Justiça intervir e impor responsabilidades e limites à destruição ambiental que o País está promovendo. O Ministério Público deveria interpelar o presidente da República, os ministros da Agricultura e do Meio Ambiente e as lideranças do agronegócio sobre a destruição dos biomas e das águas brasileiras. As mudanças que o Brasil precisa fazer não virão de livre e espontânea vontade. A visão do presidente Bolsonaro de acabar com todos os mecanismos de controle ambiental se mostraram catastróficas. Há crescimento explosivo da mineração ilegal, das queimadas e do desmatamento, rios são represados sem qualquer estudo, o Pantanal está cheio de barragens e pequenas usinas hidrelétricas, e o resultado desse descaso é a destruição ambiental a que o País está assistindo. Logo mais, não haverá mais água para o consumo humano nem energia hidrelétrica. Os responsáveis por essa catástrofe devem ser punidos exemplarmente.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

PACTO CONTRA A GUERRA INSTITUCIONAL

Tudo indica que chegamos ao ponto máximo da resistência institucional, que qualquer gesto mais extremado poderá conduzir a um patamar de onde não haverá mais volta. Ninguém dotado de algum juízo é capaz de prever com segurança quem seriam os vencedores de uma suposta ruptura, nem as consequências. Há muita especulação. Diferente no contexto e nos personagens, o País vive hoje apreensão similar à de 25 de agosto a 7 de setembro de 1961 (período entre a renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart) e o intervalo entre o famoso comício da Central do Brasil (dia 13), onde Goulart anunciou reformas ousadas, e a sua queda (em 31 de março de 1964). Faz bem a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) ao empenhar seu prestígio em busca do posicionamento firme mas não agressivo das entidades dos setores econômico e produtivo pela pacificação e volta da harmonia entre os Poderes da República (Estadão, 30/8, A8). Para produzir bons resultados e evitar o pior, os líderes da economia – que têm o que perder com a crise – precisam sensibilizar os titulares e participantes da estrutura institucional a permanecerem rigorosamente em seus quadrados. Observar, sem novação, o texto constitucional que define os poderes e estabelecem sua harmonia e independência. E se cuidar para posicionamentos ou preferências pessoais não poluírem as instituições e as conduzir ao perigoso confronto e descrédito. Os titulares do Legislativo, Executivo e Judiciário, mesmo sendo seres humanos e passíveis de emoções, não podem permitir que sentimentos pessoais – vaidade, ódio, amizade, interesse e outros – balizem suas atitudes quando exercem seu mister público. O fazendo, apequenam a instituição e prestam um desserviço à Nação. Em nome da democracia – regime político cabalístico, invocado até por aqueles que governaram de forma autoritária –, é preciso baixar a temperatura e normalizar as relações. Se os titulares dos Poderes executarem apenas o que a Constituição determina para seus postos, estarão fazendo o melhor para o País e a população. Cada um deve assumir suas responsabilidades e jamais avançar sobre as alheias.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

*

FEBRABAN

Lamentável a saída da Caixa e do Banco do Brasil da Febraban. Tal atitude só reforça a condenável e radical postura de que quem não está com o governo está contra ele. O manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que teve origem na Febraban, é claramente pacifista e fortemente democrático, duas qualidades que definitivamente não fazem parte do repertório de Jair Bolsonaro. Estes bancos, além de outros públicos, alegam que viram posicionamento político da entidade. Um manifesto que prega a “harmonia entre Poderes, liberdade para trabalhar e segurança jurídica” é, sim, político, mas não é partidário, tampouco instiga a violência como forma de resolução de problemas. De vergonha em vergonha o governo despenca.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

*

ARROUBOS IDEOLÓGICOS

Gente, é isso mesmo? O Banco do Brasil e a Caixa Econômica, querem deixar a Febraban, por ter saído de lá o manifesto pedindo a pacificação entre os Três Poderes? Afinal, são os bancos oficiais instituições a serviços do País ou dos arroubos de um psicopático presidente? O pior é saber que ainda falta mais de um ano para as eleições!

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

BANQUEIROS FURIOSOS

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica estão certos em se desligar da Febraban, que assinou o manifesto da Fiesp com críticas indiretas ao presidente Bolsonaro. Os banqueiros estão furiosos porque não mandam mais no governo federal. Lembro-me de quando ingressei no quadro de procuradores do Banco Central, na década de 70, e então percebi que nada podia ser feito em termos de regulação do mercado sem a anuência e aprovação da Febraban, numa total inversão de valores. O chefe do Jurídico em São Paulo era constantemente chamado à sede da Febraban para dar explicações sobre normas baixadas pelo Banco Central, que não conseguiu fazer reforma bancária eficiente por oposição desta entidade representante dos banqueiros. Uma vergonha. Quem acha que os grandes bancos sempre agiram com total correição está muito enganado. Já faz alguns anos que vêm demitindo maciçamente, sem dó nem piedade. Quem é bancário vive totalmente estressado, sem saber se estará na próxima lista de demissão. Mas não é só. Lembro-me de que certa vez a fiscalização do Banco Central descobriu que determinadas instituições (algumas não mais existentes) simplesmente se apropriavam de verdadeira fortuna que arrecadavam a título de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), destinada ao BC, e o assunto foi abafado por pressão de banqueiros desonestos e submissão de governos corrompidos. Haveria muito mais a falar sobre estes senhores, inclusive sobre os exploradores do nióbio, mas não por ora. Parabéns aos diretores da CEF e do BB pela atitude.

José Lima de Siqueira j_siqueir@terra.com.br

São José dos Campos

*

PERPLEXIDADE COM CAIXA E BB

O autoritário Planalto não tem limites. Os presidentes da Caixa e do Banco do Brasil, como serviçais, atenderam a solicitação de Jair Bolsonaro para que os dois bancos públicos se retirassem como membros da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), fato que deixou o mercado perplexo. E sabem por que desta estúpida, esdrúxula e subdesenvolvida decisão? Porque a Febraban também é signatária de um manifesto organizado pela Fiesp, a ser publicado em breve, que pede pacificação política e harmonia entre os Poderes da República. Sem citar Bolsonaro, o manifesto critica a atuação do ministro Paulo Guedes, pede medidas para superar a pandemia, para a economia voltar a crescer, criar empregos e melhorar a situação social, diante do visível aumento da pobreza no País. Ou seja, o manifesto, legítimo e democrático, não é contra o Brasil. Ora, o que os presidentes da Caixa, do BB e o presidente Bolsonaro esperavam, que a Fiesp, com apoio da Febraban, fizessem um manifesto que apoiasse ações nefastas como o fechamento do STF e do Congresso? Ou apoiasse o desprezo pela vacinação contra covid-19, o desmatamento criminoso, o armamento da população com fuzil, e aceitasse como se fosse correto chamar o povo de “idiota”, como infelizmente em 32 meses de gestão faz Jair Bolsonaro? Definitivamente, Bolsonaro não flerta com uma ditadura, ele deseja transformar o nosso Brasil numa ditadura. Basta!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

INCOMPETÊNCIA

Bolsonaro é muito incompetente. Seu “Posto Ipiranga” é mais incompetente ainda. Parecia algo impossível fazer um governo pior que o da “Dilmanta”, mas Bolsonaro está conseguindo. Parabéns à Febraban, que desembarcou deste desgoverno. Pelo jeito, é o Centrão que vai sair por último e apagar a luz, se tiver luz no Brasil em 2022.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

SUBMISSÃO

Puxa-saco é uma figura repulsiva, como também o é aquele que gosta de puxa-saco. Mas nada mais na contramão do que o empregador que puxa o saco do empregado. E isso é o que ocorre no nosso querido Brasil. Todo funcionário público é empregado da sociedade, assim como todo político, do vereador ao presidente da República, todos são nossos empregados, mas infelizmente boa parte da sociedade brasileira é seus puxa-sacos. Atitude de muita burrice, subserviência e da maldita dobradiça na coluna que impede nosso país de se tornar uma altiva nação. Até quando?

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

*

‘SOU VÍTIMA’

Jair Bolsonaro diz ser vítima dele próprio. Acha que seu futuro tem três alternativas: “ser preso, ser morto ou a vitória”. Só errou na ordem. A “vitória” só acontecerá se ele sofrer o impeachment. Ser “morto” pelo seu negacionismo, por algum parente dos mais de 579 mil óbitos da covid-19. Ser “preso” só se cumprir com sua promessa de invadir o STF e o Congresso. Portanto, tudo depende do próprio estadista, que agora se diz vítima. Lamentável!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

CAMINHO SEM VOLTA

Bolsonaro diz que só existem três caminhos para ele: morte, prisão ou vitória. Existem, sim, presidente genocida, psicopata, incompetente e (quase) corrupto. O presidente pode continuar vivendo como um zumbi, uma vez que sua trajetória política se encerra, definitivamente, em pouco tempo. Pode ser preso pelos vários crimes cometidos durante as décadas em que ocupou cargos públicos nos Poderes Legislativo e Executivo (sem contar a interferência no Judiciário e o tempo no Exército). Ou dar uma verdadeira vitória ao Brasil, renunciando ao mandato de presidente, o que poderia dar uma amenizada – pequena, é bem verdade, mas significativa – na situação do País, pois o vice-presidente, Hamilton Mourão, ainda poderia tentar alguma coisa, nos próximos 16 meses, que pudesse diminuir os muitos problemas sofridos por milhões de brasileiros.

João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

*

CAUDILHO

O presidente Bolsonaro repetiu 10 de 11 caudilhos latino-americanos no paroxismo do poder, “¡Patria o Muerte!”. Em espanhol fica mais charmoso, mas o sentido em Português é o mesmo!

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

*

QUARTA OPÇÃO

O presidente Bolsonaro disse que tem apenas três opções de futuro: ser preso, morrer ou a vitória. Diante do dito, cabe dizer que há uma quarta opção: ser atirado no lixo da História como o pior, mais trevoso e prejudicial presidente que o País já teve ao longo dos anos. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

PRISÃO, MORTE OU REELEIÇÃO

Presidente, os brasileiros querem vencer a covid-19 sem mais interferências negativas da sua parte. Estão apreensivos porque são mais de 15 milhões de pessoas desempregadas que estão passando necessidade, exacerbada por inflação de dois dígitos. Estão envergonhados da política ambiental delinquente, o desprezo pela educação e pelos direitos humanos de seu desgoverno. Desejamos-lhe boa saúde, longa vida e julgamento justo nos seus processos judiciais. Dito isso, que tal desistir de sua ideia fixa de concorrer novamente para a Presidência? Por que achar que queremos repetir esta tragédia?

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

*

AS VOZES DO BOM SENSO

Brasileiros democratas, amantes da paz, em busca da felicidade geral da Nação, agradecem e aplaudem manifestações de apreço pelo Estado Democrático de Direito, como a demonstrada com notável clareza e discernimento pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, em histórico artigo no O Estado de S. Paulo de 29/8/2021 (O governo, a população e as Forças Armadas). Quando ameaças pairam sobre a soberania da estabilidade dos Poderes constituídos da Nação é que se fazem necessárias as vozes do bom senso de seus filhos mais ilustres.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

LIÇÃO NECESSÁRIA

Apesar de óbvia na Constituição brasileira, parece ser necessária uma lição para explicar as relações entre o governo, a população e as Forças Armadas. Tal lição acaba de ser dada pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz em artigo de domingo no Estadão.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

*

GENERAL X CAPITÃO

Concordo inteiramente com o excelente artigo do general Santos Cruz no Estadão de domingo (29/8). Vale ressaltar que manifestações representam uma parcela da população. A voz de todo o povo brasileiro é expressa somente no dia da votação.

Alroger Luiz Gomes alroger-gomes@uol.com.br

Cotia

*

FUNDAÇÃO PALMARES

O pedido do Ministério Público do Trabalho, pelo afastamento imediato de Sérgio Camargo da Fundação Palmares, demorou. Ademais, o Ministério Público precisa dar conta também dos diversos crimes de racismo e preconceito perpetrados por ele.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

*

PIADA PRONTA

O editorial de ontem (30/8) intitulado O falso rigor da Lava Jato é preciso ao denunciar uma enorme injustiça que está sendo cometida pela paradoxal Justiça brasileira: Sérgio Cabral é hoje o único político ainda preso pela Lava Jato. No entanto, o texto apresenta uma observação que, apesar de verdadeira, é trágica, se não fosse cômica, quando diz: “(...) a Lava Jato abandonou várias vezes o caminho escorreito do processo penal (...)” “Tolerou-se (...) um pouco de flexibilização para levar adiante a empreitada de passar o Brasil a limpo”. Pergunta-se, como seguir de maneira escorreita sem flexibilizar um processo penal através do qual as grandes bancas, defensoras de poderosos empresários e políticos corruptos, conseguem a impunidade de seus clientes, como acabou acontecendo com o afrouxamento de diversas condenações? Se a resposta sugerir, então, que se alterem os códigos penais para permitir a punição devida, cabe nova pergunta: Como conseguir a alteração necessária, se ela depende de aprovação do Congresso, infestado de políticos corruptos? Só pode ser piada, ainda que não pronta.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

*

‘O FALSO RIGOR DA LAVA JATO’

Como sabido, a Operação Lava Jato é que facultou mostrar às claras a roubalheira de dinheiro público sendo promovida por políticos poderosos e empresários nababos, e que, para a tristeza da sociedade, está sendo desmontada justo pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com base em filigranas processuais incompatíveis com a abordagem de crimes de colarinho branco perpetrados de maneira tão dispersa e generalizada, mesmo depois de higienizados em todas as instâncias inferiores. Tudo indica que a nossa instância suprema do Judiciário não está bem instrumentada para a abordagem da complexidade criminal dos últimos tempos. Além disso, estão também tentando esfacelar o moderno e eficiente instituto da delação premiada, que reduz enormemente o custo das investigações, que é o contribuinte que paga. Isso explica bem o constrangimento pelo fato de apenas Sérgio Cabral ainda estar na cadeia cumprindo seus mais de 392 anos de condenação, como exposto no editorial O falso rigor da Lava Jato (30/8, A3). Não é aceitável que filigranas processuais ponham a perder a esperança da sociedade em ver finalmente ricos empresários desonestos e políticos poderosos serem condenados. Que decepção!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.