Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2021 | 03h00

O país do capitão

Bolsonaristão

Soldado indisciplinado e insubordinado, que quase chegou ao extremo de praticar um atentado terrorista numa adutora de água no Rio de Janeiro, três décadas atrás, na longínqua vida pública foi vereador, deputado estadual e federal por seis mandatos inexpressivos em conteúdo e projetos de lei, porém profícuo em baixarias, falas infames e corrupção. De rachadinha em rachadinha, ficou milionário e seus filhos seguiram a trilha aberta pelo pai, que, para infelicidade do Brasil, emergiu justamente num momento de transe nacional, quando a revolta contra a corrupção de políticos, empresários e partidos acabou por levar à pior opção que havia no cardápio da eleição de 2018. Quase três anos depois, a Nação vê que pariu um monstro. Afora seus seguidores fanáticos, que lhe mantêm fidelidade canina, a cada dia mais e mais pessoas percebem a evidente incapacidade moral, psicológica, intelectual, administrativa, cognitiva e de liderança do presidente. Não à toa, já rompeu com vários deles. Seu governo é uma tragédia, entrará para a História como o pior de todos até hoje e dificilmente será superado em mediocridade, retrocessos e resultados nefastos. Mas, como tragédia pouca é bobagem, o candidato a tiranete ainda nos ameaça com golpe. Seu sonho é transformar a Praça dos Três Poderes, em Brasília, no aeroporto de Cabul. O Bolsonaristão é logo ali. No 7 de Setembro veremos quem são os taleban tupiniquins. Parece pesadelo, mas é real. Basta!

SANDRO FERREIRA SANDROFERREIRA94@HOTMAIL.COM

PONTA GROSSA (PR)

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Bolsonarite

Em linguagem médica, o sufixo ite significa doença, inflamação. Está explicado por que o Brasil vem sofrendo tanto, com tanta gente doente, milhares morrendo de covid-19, milhões sofrendo com desemprego, fome e sequelas deixadas por atos vindos da cabeça doente de alguém que não tem bons sentimentos pelo próximo. Somos governados por um sujeito que sofre de “bolsonarite”, cuja cura só se consegue extirpando da vida nacional seu principal hospedeiro, ou evitando sua disseminação ao usar vacina chamada voto útil, consciente e responsável. E eletrônico.

JOÃO DI RENNA JOAO_DIRENNA@HOTMAIL.COM

QUISSAMÃ (RJ)

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Em defesa da democracia

Os ataques frequentes às instituições brasileiras e, especialmente, ao sistema democrático precisam ser rechaçados, de forma clara e inconteste, pela sociedade civil. A instabilidade criada para tumultuar o processo eleitoral que se avizinha é um risco para a retomada da atividade econômica, a criação de empregos e a superação das crises econômica, social, hídrica e energética. O Brasil tem pela frente um longo e árduo caminho. As contas públicas estão em frangalhos e o populismo poderá pôr em xeque a credibilidade do País perante o mundo. Além disso, os mais de 14 milhões de desempregados evidenciam a inexistência de políticas públicas voltadas para o emprego. Promover minirreformas no âmbito trabalhista, tirando direitos e promovendo a precarização das relações de trabalho, jamais será eficiente.

WILLIAN MARTINS MARTINS.WILLIAN@YAHOO.COM.BR

GUARAREMA

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Irracionalidade

O movimento orquestrado por fanáticos e irresponsáveis contra instituições está impregnado de irracionalidade e falso patriotismo, jamais vistos na nossa História recente. A obsessão de produzir embaraço ao processo eleitoral, pano de fundo desse emaranhado, a meu ver, aponta para o objetivo de possibilitar, por vias tortas, ao atual presidente – que nem sequer apresentou um projeto de Nação com começo, meio e fim – sua condução a um segundo mandato sem disputar a eleição em 2022. Mesmo admitindo a necessidade de aperfeiçoamentos nas instituições, em que a maioria silenciosa e sóbria da sociedade acredita, elas não podem tolerar que uma bolha de fanáticos, que se apresentam como se representassem a maioria e insistem em passar por cima da razão e das leis, fique impune. Nem que empurre o País para o precipício.

LOTARIO WESSLING LOTARIOWESSLING@YAHOO.COM.BR

VENÂNCIO AIRES (RS)

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Futuro do passado

Quem vai, em janeiro de 2023, fazer o inventário do que sobrou do Brasil do governo Bolsonaro e de quanto tempo vai levar para sairmos dos tempos sombrios do retrocesso?

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Terceira via

Os líderes conscientes do Brasil precisam decidir sobre um bom candidato para apoiarem em 2022, contra a dupla Lula-Bolsonaro. O que está atrapalhando é o ego dos pré-candidatos de sempre e os interesses dos caciques dos partidos. Todos precisam entender que ou decidem por um só nome ou teremos o pior possível para o País e para eles próprios. Passadas as eleições será diferente, poderão participar do novo governo e depois de quatro anos, então, se dividir. Não agora!

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

IPTU de aposentado

Embora inoportuna a alteração da base de cálculo do IPTU como anuncia o prefeito paulistano, ela poderá servir para corrigir a falta de equidade com relação ao idoso pensionista do INSS cujo valor venal de imóvel de sua propriedade atualmente ultrapasse o limite de R$ 1.369.813, então incidindo o tributo somente sobre o que exceder tal valor, com isenção do montante daquele limite.

GERALDO C. MEIRELLES GMEIRELLES.ADV@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartão-postal

O governo está fazendo propaganda para que se visite São Paulo. Porém o cartão-postal da cidade, a Avenida Paulista, virou um verdadeiro camping, coberto de barracas.

ISAC REISMANN ISAC.REISMANN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


INTERVENÇÃO INACEITÁVEL

A manifestação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que fala da igualdade entre os Poderes e conclama à serenidade e ao respeito à Constituição, contrariou Jair Bolsonaro, que interveio na Caixa Econômica Federal (CEF) e no Banco do Brasil para que criassem problema na Febraban, e fez com que a Fiesp se acovardasse e adiasse a sua edição formal para depois de 7 de setembro. Se fosse um manifesto a favor da compra de rifles, teria todo apoio, mas paz e respeito às leis não interessam ao presidente.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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MANIFESTO DA FIESP

Diante do recuo constrangedor da Fiesp em relação à publicação do manifesto Paz nos Três Poderes em 1 de setembro, atendendo ao pedido do presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), cabe, por oportuno, perguntar se quem preside a poderosa entidade ainda é Paulo Skaf ou se Jair Bolsonaro assumiu o seu comando. Francamente!

J. S. Decol

São Paulo

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CAEM AS MÁSCARAS

Em mais de meio século, jamais presenciei um período mais institucionalmente desagregador neste país. Enquanto o pseudoperseguido Bolsonaro busca incendiar as instituições brasileiras, figuras públicas como Arthur Lira, presidente da Câmara, e Paulo Skaf, dirigente da poderosa Fiesp, se apequenam preservando interesses pessoais e claramente se omitindo na busca da desejada harmonia institucional. É uma exposição reveladora daqueles que, até então, reconhecíamos como lideranças políticas. Caem as máscaras.

Honyldo Roberto Pereira Pinto  honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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SKAF, ETERNO ALIADO DO PODER

Infelizmente, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, gosta mesmo é das benesses do poder. Depois de organizar um manifesto com apoio de 200 entidades, incluindo a Febraban, Skaf, sem dar satisfação a seus pares, atendeu a pedido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e adiou a publicação, que teria sido feita ontem, dia 31/8. Os signatários do documento não concordaram com a decisão, ou traição, de Skaf e, de posse das cópias do manifesto, fizeram muito bem em autorizar a imprensa a divulgar o seu teor, que exclusivamente demonstra ser a favor da Nação. Pede a harmonia entre os Poderes da República, e não confrontos preocupantes como os que Bolsonaro vem protagonizando. E, também, pede respeito ao mercado, fala da necessidade de ações para alavancar a nossa economia, criar empregos e minorar a alta da inflação. Para tal, solicita que o ministro da Economia entregue suas promessas e pare de confundir os investidores. Paulo Skaf, porém, ao adiar a divulgação deste manifesto, se pretendeu fazer média com o Planalto, o tiro saiu pela culatra, porque a indignação e a reação da nossa sociedade pelo seu adiamento deram mais visibilidade a ele, de que os empresários e signatários deste documento apenas estão solicitando ao governo ações que priorizem o desenvolvimento econômico e social. E quem é contra?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MANIFESTAÇÕES DE ARREPENDIMENTO?

Manifestações do Agronegócio, da Agroindústria, da Fiesp, Febraban e de outras entidades poderosas do mundo empresarial e econômico nacional, em favor da democracia, contra “aventuras radicais” e alternância do poder, deveriam, necessariamente, vir acompanhadas de um pedido de desculpas e de mea culpa por terem cerrado filas de apoio a Jair Bolsonaro na eleição de 2018, quando dispunham de vários candidatos de centro e conservadores, como Geraldo Alckmin, Henrique Meirelles, Álvaro Dias, Ciro Gomes e João Amoedo, mas colocaram todo o seu peso político e econômico num obscuro deputado de furiosa extrema-direita, como todos eles sabiam e aprovavam. Admitam e reconheçam o erro.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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A CORDA

A corda da democracia brasileira tem nós, cortes, remendos e, ao menos desde o final do século passado, nunca esteve tão esticada. Ao menos agora, ainda que tardiamente, boa parcela dos representantes da economia do País notou e, de forma tímida, ensaia uma resposta aos devaneios do capitão que ocupa a cadeira do Palácio do Planalto. O problema foi efetivamente alvo de atenção de setores da indústria brasileira por alguns motivos. Um deles era a aposta de que as sandices do presidente da República não passavam de efusivos acenos aos seus (cada vez mais diminutos) devotos. Outro ponto, talvez mais inocente ainda, é que, apesar dos pesares, as manifestações do chefe do Poder Executivo são clamadas pelos autoritários que as endossam como fruto da “liberdade de expressão”, tão deturpada e surrada nos últimos tempos. A problemática envolvida na questão é que existe uma linha tênue entre liberdade de expressão e incitação ao crime. A mesma Carta Magna que apregoa em seu artigo 5.º, inciso XILV, que é crime sem possibilidade de fiança ou prescrição qualquer atentado à ordem constitucional e ao Estado Democrático, diz no caput do mesmo artigo que a liberdade é inviolável. A linha, como disse, é tênue, pois desde o advento da Constituição vigente ela jamais fora testada e esticada com tanta ênfase. É hora de amadurecer a jovem democracia brasileira e cobrar posicionamento das empresas, associações e entidades. Ao que parece, ensaiam timidamente defesa das instituições tão criminosamente atacadas sob o véu da liberdade, erroneamente utilizada. Não há que falar em liberdade quando o teor da manifestação afeta diretamente a ordem vigente de forma tão violenta, vil e obscura. Liberdade não pode ser confundida com crime de ódio. Em tempos de infindáveis notas de repúdio de diversas instituições, órgãos e, agora, de empresas, chegou a hora de anteciparmos o iminente ataque e sacramentarmos que as ações golpistas enfrentarão reações à altura, contando com as duras penas da própria lei. O remédio para os arroubos autoritários existe, mas ainda está adormecido nas gavetas dos porta-vozes deste país. Espera-se, ao menos, que as empresas signatárias do natimorto manifesto da Fiesp possam demitir seus funcionários eventualmente identificados nas manifestações antidemocráticas. Medidas mais energéticas que notas de repúdio são necessárias, ou a corda, já fragilizada, irá se romper.

Augusto Barbosa de Oliveira augustob.oliveira@gmail.com

São Paulo

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7 DE SETEMBRO

Em meio ao aumento da crise institucional entre os Poderes, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a população brasileira nunca teve uma oportunidade como a que terá com os atos do próximo dia 7 de Setembro. Sim, mas o presidente que fala o que quer deve ser responsabilizado pelas consequências de suas palavras. E qualquer morte ou ferimento que advenha de excessos praticados pelos simpatizantes e altamente influenciáveis bolsonaristas deverá cair na conta deste senhor presidente, dono emérito de verborragias descuidadas, de atrevimentos criminosos e de tendências maléficas.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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GRITO DE GUERRA

Num país que tem um déficit público de R$ 612 bilhões, em 12 meses; quase 600 mil mortos por covid; apagão batendo na porta; floresta ameaçada; 15 milhões de desempregados; 27 milhões abaixo da linha da pobreza; e outras tantas mazelas, o presidente está preocupado em mostrar força no 7 de setembro, para intimidar a maioria absoluta dos eleitores que não quer saber dele. O temor é justificável, pois seus insanos seguidores têm demostrado abertamente, nas redes sociais, que aguardam o “psicopático mito” soltar o grito de guerra, e o que pode acontecer é verdadeiramente uma guerra.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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INACREDITÁVEL

Tenho recebido pelo Facebook a convocação para o ato de 7de Setembro promovido pelo presidente Jair Bolsonaro. É de espantar e muito triste ver os nomes de amigos e conhecidos que abraçaram a causa, falam de comunistas e não veem o horror e os roubos do atual governo. Parece que essas pessoas perderam a cabeça, o juízo e o coração! Realmente incalculável a perda de lucidez de gente boa que se fanatizou por serem contra Lula e os roubos estratosféricos do seu ParTido. FHC instituindo a reeleição, Lula e o PT atacando a Petrobrás, Dilma com sua arrogância burra e a familícia destruidora nos fazem estar na lona como estamos.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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OS EVANGÉLICOS E BOLSONARO

Na reportagem do Estadão sobre o apoio dos evangélicos a Bolsonaro no próximo dia 7 de Setembro, algumas afirmações são interessantes, como a do pastor Silas Malafaia, que disse que é preciso dar uma “resposta” ao ministro do Supremo. Ora, o pastor é uma pessoa culta, por isso estranho ele dizer que a manifestação é uma resposta ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que só se manifestou por ter julgado processo encaminhado pela Polícia Federal, via de regra por sorteio, como sói acontecer naquele tribunal. Para dar uma resposta a um ministro do STF, o caminho correto é impetrar um recurso no plenário da Corte, como manda a Constituição. Ou, ainda, como fez o próprio presidente Bolsonaro, que pediu o impeachment do ministro no Senado, que foi analisado e recusado, por indevido. Jamais sair numa manifestação insana e ilegal. Disse, também, o digno pastor que o ato é também a favor da liberdade de expressão. Ora, todos nos manifestamos livremente, sem nenhum problema, claro, dentro dos limites que a Carta Magna nos permite. Não me manifestaria, com um palavrão, contra a honra de qualquer pessoa, pois isso a Carata Magna não permite. O pastor Cláudio Duarte fez a mesma convocação, depois que a sua manifestação sobre a prisão de Roberto Jefferson, presidente do PTB, se intensificou. Ora, não se pode considerar o vídeo divulgado por Jefferson como liberdade de expressão. Ali ele aparece com duas pistolas, tendo atrás a Bandeira Nacional, cujo lema é Ordem e Progresso, pregando a subversão e o golpe de Estado. Foi uma proposta criminosa para implantar uma ditadura no País, proibida pela Constituição, ao contrário do diz o pastor. Por isso a Polícia Federal pediu a sua prisão ao STF. O ministro, novamente, só se manifestou através de um processo enviado àquela Corte. Os pastores evangélicos, na verdade, estão dando apoio político a um presidente que conduziu mal o combate à pandemia, com mais óbitos por culpa dele, além de não cuidar do meio ambiente, provocando a falta de água atual. E ainda temos a inflação e o desemprego. Ele não merece.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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CENÁRIOS

Proponho que os principais analistas criem cenários para o Brasil a partir do dia 7 de setembro: caso o presidente vença, feche o Congresso e o STF, como ficarão os principais indicadores econômicos, dólar e Bolsa. Em caso de não haver vitória de Bolsonaro, se o STF e o Congresso continuarem funcionando, como ficariam o dólar e a Bolsa? Em caso de vitória, Bolsonaro se tornará o dono do País, em caso de tentativa fracassada de golpe de Estado armado, Bolsonaro será preso. O que seria melhor para o Brasil? Bolsonaro na cadeia ou uma ditadura de Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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‘OS PERIGOS DE NÃO LER’

Exato e muito oportuno o artigo de Basílio Jafet Os perigos de não ler. O presidente do Secovi discorre sobre a intensidade e o imediatismo da vida moderna e a ditadura da internet, que faz com que a maior parte das pessoas não tenha tempo de ler, tampouco de pensar, analisar e interpretar. Não é de surpreender, portanto, que vertentes políticas populistas façam proveito desse ambiente para florescer e se perpetuar. Tanto para o lulismo quanto para o bolsonarismo, o que interessa é arrebanhar seguidores cuja preocupação menor é refletir e pensar. A filósofa Hannah Arendt, referenciada por Jafet, escreveu que “abdicar de pensar também é crime”. Nesse contexto, o Brasil está abarrotado de criminosos.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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EXTRAPOLAÇÃO

A Procuradoria-Geral da República (PGR), afinal, concordou que Roberto Jefferson extrapolou no que admite a liberdade de expressão e incidiu na figura penal de incitação ao crime, estimulando a invasão do Congresso e bombardear o Supremo. A considerar que o ex-parlamentar é aliado ao presidente Jair Messias, que sempre referendou suas iniciativas, a PGR pensou duas vezes se se atreveria a estender a denúncia ao mandatário-mor do País, mas recuou como sempre, já que imparcialidade é carta fora do baralho da atual composição do parquet federal.

Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo

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MEIA VOLTA, VOLVER

Após ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da República, Augusto Aras se mostra mais seguro e parece que deu uma meia volta, volver quando autorizou sua vice, Lindôra Araújo, a apresentar denúncia contra Roberto Jefferson por incitação ao crime. Afinal, Jefferson é bolsonarista fanático, chegando a oferecer a sigla do seu Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para Jair Bolsonaro (sem partido) se filiar. A denúncia deve ter reflexos negativos para Augusto Aras. Mas, afinal, já é hora de o responsável pela PGR cumprir com suas obrigações constitucionais. Vamos aguardar o desenrolar de mais esta derrota de Bolsonaro.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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O FIM DA LAVA JATO

Aos poucos, os interessados conseguiram acabar com a Lava Jato, deixando um vácuo para a corrupção renascer com força e poder inigualáveis. Não que fosse um primor de legalidade e de isenção punitiva, mas prestou bons serviços ao País. Não poderia continuar sua nobre missão desde que mais afeita aos contornos das leis vigorantes, bastando, para a nova missão, alguns novos integrantes e o apoio superior da classe do Ministério Público? Dificilmente o País poderá ter novamente uma equipe que assuma tão corajosamente a luta contra a corrupção, relembrando, infelizmente, que a maioria (são dezenas) dos corruptos apontados e presos está solta, restando, aliás, um só em prisão atualmente, Sérgio Cabral, cuja soltura seria o cúmulo do absurdo. De outro lado, a figura de Sergio Moro merece sempre ser citada como a do magistrado que, bravamente, atuou em favor da moralidade da coisa pública neste país. A História narrará, com louvor, a época e os membros da maior luta contra os corruptos nacionais: a Lava Jato.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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BANCOS E CRIMES

Em vez de ficar discutindo rascunho, carta, versão e manifesto, a Febraban deveria divulgar: quantos ataques a cidades ocorreram desde 2018; a distribuição mês a mês e por unidade federativa; quantas agências bancárias foram explodidas; qual a porcentagem de bancos públicos e se havia ou não coincidência de uma grande quantidade de dinheiro; qual a porcentagem de instalações bancárias com paredes finas e espelhadas, pois é mais fácil explodir vidro; qual o valor roubado em bilhões de reais em milhares de assaltos a banco de madrugada por todo o Brasil; qual o plano de segurança para modificar todas as agências de todo o País. Caso contrário, será necessário criar um consórcio de meios de comunicação para divulgar todos os dados citados e incluir mortos e feridos em todas as ações criminosas.

Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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TERROR EM ARAÇATUBA

Os nefastos, para dizer o mínimo, acontecimentos ocorridos em Araçatuba (SP), nos faz aguardar as costumeiras e eficientes providências das nossas Polícias Militar e Civil. Outrossim, aguardamos que após as “medidas de estilo” das precitadas gloriosas Polícias Militar e Civil de São Paulo, o excelso Supremo Tribunal Federal cumpra com seu dever, ao invés de, como habitualmente tem feito, soltar os “terroristas” e assassinos que forem presos. Cesare Beccaria, “pai do Direito Penal”, de há muito definiu com a precisão que lhe era peculiar: “Alguns tribunais oferecem a impunidade àquele que praticou delito grave. Assim, a vileza é mais comum e contagiosa, e sempre mais se propaga. Ademais, o tribunal revela a sua própria incerteza, a fraqueza da aplicação da lei”. Há algo de podre no reino da Dinamarca? Esperamos e desejamos que não.

Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo

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DEIXADOS PARA TRÁS

Vivemos num mundo cheio de riscos. Sempre que há um perigo, há alguns indivíduos sujeitos a um risco maior e outros a um risco menor. Felizmente, em geral, a maioria se encontra fora de risco. Por exemplo, se ocorre em incêndio num quarteirão em que moram 25 mil pessoas, os que estão no prédio onde o fogo é maior – digamos 250 indivíduos – correm o risco maior. Os dos prédios ao lado – digamos 750 indivíduos –, menor. E por aí vai. As equipes de socorro, neste caso os bombeiros, lutam contra o fogo em geral, mas arriscam mais a sua vida principalmente para salvar aqueles que correm maior risco. Assim também se passou na evacuação dos estrangeiros em Cabul: a maioria dos estrangeiros conseguiu chegar ao aeroporto, apesar das diversas dificuldades que havia no caminho. Mas uma parte deles permanecia sitiada. Por esse motivo, tropas australianas, europeias e canadenses arriscaram sua vida para liberar os seus cidadãos que se encontravam retidos pelos mais diversos fatores em regiões na cidade sob o domínio dos talibãs. O mesmo não ocorreu com os estadunidenses. Numa evacuação de cerca de 25 mil americanos, os 250 indivíduos que corriam o maior risco, pois estavam totalmente impedidos de ir ao aeroporto, continuam correndo altíssimo risco, uma vez que foram deixados para trás, na mão das tropas inimigas. Trata-se do novo estilo Biden de encarar as coisas. Só resta torcer para que consigam se salvar. Apesar dos pesares.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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ESTADÃO BLUE STUDIO – HISTÓRIA DA ADVOCACIA

Ao idealizador e ao Laerte, parabéns pelo encarte em nossa homenagem. Os advogados e eu, particularmente, agradecemos. Aos militantes, nosso braço direito e esquerdo, por juízo de valor.

Paulo Oliver, advogado, membro do Conselho Superior de Direito da Fecomércio adv.poliver@uol.com.br

São Paulo

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RESPOSTA DO SANTANDER

Venho por meio desta contar com o apoio do Estadão para colocar o meu pedido no Fórum, solicitando para o senhor presidente do Banco Santander, sr. Sérgio Rial, que responda às cartas que escrevi a ele. A primeira carta foi registrada, enviada há seis meses pelo Correio, na Agência Cardoso de Almeida, do Largo Padre Péricles (SP/SP). A segunda carta foi enviada pela minha filha Denise, em junho de 2021, através da plataforma LinkedIn. Agradeço pela gentileza

José Roberto de Andrade denisemalta.andrade@gmail.com

São Paulo


 

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