Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2021 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Interesse público

O aumento do apoio de policiais militares, caminhoneiros e evangélicos às teses bolsonaristas, bem como o endosso desses grupos às manifestações governistas marcadas para 7 de setembro (2/9, Adesão ao bolsonarismo radical cresce nas PMsA4 – e Caminhoneiros engrossam ações por ato no Twitter A10) dão noção da estratégia presidencial ante a concepção corporativista ainda enraizada na sociedade brasileira – herança maldita da ditadura varguista. Incapaz de promover o bem público, por ora traduzido no controle sanitário da covid-19, via vacinação acelerada e em massa da população brasileira, e na retomada da atividade econômica – leia-se aumento do nível geral de emprego, controle inflacionário e estabilização cambial –, Bolsonaro agarra-se à cooptação de segmentos expressivos da sociedade. Opta pelo corporativismo em detrimento do bem comum. Desde a redemocratização nunca o interesse público esteve tão órfão como no (des)governo do capitão reformado.

ELIAS MENEZES ELIAS.NATAL@HOTMAIL.COM

BELO HORIZONTE

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PMs bolsonaristas

O risco que se antevia na aproximação entre o atual governo e as Forças Armadas está, aos poucos, se transferindo para a relação entre o bolsonarismo radical e grupos de policiais militares. São evidentes as inclinações golpistas de Bolsonaro: o apelo para que seus apoiadores se armem, a ameaça de cancelamento de eleições e os infelizes discursos ameaçando instituições democráticas. Nesse cenário, são vitais as manifestações como a prevista para 12 de setembro, para demonstrar que o desprezo ao presidente vem também de grupos que outrora o apoiaram. Qualquer plano de insurreição deve ser combatido e a imagem institucional das PMs, preservada.

VICTOR FERREIRA LOPES ALBRES VICTORALBRES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Guerra x paz

Mencionar o uso de armas para estabelecer a paz é pura retórica de quem quer usar a força para se manter no poder. Nada tem que ver com justiça e paz. A paz só pode ser estabelecida com maior equidade social, oportunidades para todos no campo da educação, principalmente, e acesso coletivo à saúde. Apenas uma sociedade mais justa, com mais bem-estar, assentada as bases sólidas de leis justas, tendo como guardião um Poder Judiciário ético e profissional, poderá reunir os ingredientes necessários para fincarmos os alicerces da verdadeira paz no nosso país.

SILVIA R. P. ALMEIDA SILVIA_ALMEIDA7@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Humor negro

Parodiando conhecido humorista cujo bordão é “quem não tem dinheiro conta história”, Sua Excelência o presidente da instabilidade nacional corre por fora com seu humor negro nefasto, porque quem não tem projeto para o País arruma encrenca, faz piadas grosseiras e incita a balbúrdia.

DOCA RAMOS MELLO DDRAMOSMELLO@UOL.COM.BR

SÃO SEBASTIÃO

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Desentendido...

Após 32 meses, parece-me que o sr. Jair Messias Bolsonaro ainda não se deu conta de que foi eleito presidente do Brasil em 2018. Ainda não lhe caiu a ficha, porque ele segue em franca campanha eleitoral para 2022. Não percebeu que é ele que deve conduzir o País. Deve cuidar dos mais de 15 milhões de desempregados, da inflação em alta, da economia despencando, da saúde, da educação, do meio ambiente, da conta da luz nas alturas. Mas nada disso importa. O que interessa é apenas a sua família, seus amigos e apoiadores, que ele instiga para seus óbvios objetivos golpistas. Não bastasse a pandemia, que ele ainda renega, com mais de 580 mil mortes registradas, Bolsonaro diz que no 7 de Setembro estará em São Paulo apoiando os arruaceiros na Avenida Paulista, para nos mostrar a sua força. É muita cara de pau... Ora, que faça barulho no seu cercadinho em Brasília! Mas, atenção: 2022 está logo aí. E nós vamos cobrar essa conta com os nossos votos.

MERCEDES P. CUENCAS DIAS VCNAUTICA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Arrependimento

Se arrependimento matasse, estariam mortos milhões de brasileiros que elegeram Bolsonaro para a Presidência – eu incluído. Muitíssimos mais do que os vitimados pela covid.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS CASTRORIOSJOSECARLOS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Paralimpíada

Exemplo

Mesmo com os males da pandemia, o momento é de fé, otimismo e esperança em dias melhores, trazidos pela paralimpíada. Fico envergonhado e acabrunhado com meu negativismo ao ver na TV tantas pessoas com deficiência mostrando valor e dando o melhor de si nas competições. Minha mais profunda admiração e agradecimentos a esses heróis pelo exemplo de amor e respeito à vida.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO MARCELODELIMAARAUJO@YAHOO.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Mobilidade segura

Motociclistas

O esforço por um trânsito mais seguro só terá o esperado êxito se as medidas abarcarem os motociclistas, orientando-os a se enquadrar nas regras do trânsito, em especial nos limites de velocidade, nas ultrapassagens “forçadas”, no respeito à sinalização, na “infiltração” em espaços arriscados...

NEUTON SIGUEKI KARASSAWA NKARASSAWA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Telefone 156 da Prefeitura

Recebi uma notificação da Prefeitura dizendo que meu nome está na dívida ativa por falta de pagamento de uma parcela do IPTU – que paguei. Até aí, OK. Entrei no site para tentar regularizar, mas é muito complicado, quase impossível. Liguei para o 156. Fiquei 20 minutos esperando pelo atendente até que, enfim, uma moça atendeu e disse que o sistema estava fora do ar. Como pode a Prefeitura ter esse serviço assim? Uma gravação já não poderia ter informado isso? Temos de pressionar por serviços públicos melhores!

ROSALY CHANSKY DODI6@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


ESTRANHO DESÍGNIO

O presidente Bolsonaro se irritou com a revelação de que o seu indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, quando ocupou o cargo de advogado-geral da União, em 2019, se reuniu com integrantes da Operação Lava Jato e combinou estratégias para impulsionar a agenda política dos procuradores. Estranho desígnio este, o de um presidente que se elegeu com o apoio dos que defendiam a Operação Lava Jato e que, uma vez eleito, tudo fez e faz para destruir a mesma operação, mas que, agora e inadvertidamente, volta a apoiar quem defendeu tal operação de combate aos corruptos. Mas tal irritação, que caberia tão apenas aos corruptos, parece apontar, como uma marca de Caim, aquele que mataria seus próprios irmãos para poder conquistar o paraíso das impunidades e das falsidades.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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O REFÚGIO DA QUADRILHA

A organização criminosa que atuava no Ministério da Saúde tinha a participação de Ricardo Santana, Marcos Tolentino, Marconi Farias, Karina Kufa, que é advogada da família Bolsonaro, entre outros personagens. Recentemente, Tolentino e Marconi foram internados no Hospital Sírio-Libanês, o refúgio desses figurões. Essas pessoas atuaram em operações criminosas, como a compra de preservativos, contando com o pagamento adiantado de três parcelas. A compra da vacina indiana Covaxin também estava sendo intermediada por este grupo de negociadores paralelos. O Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará, foi alvo da atuação desses malandros. Diante dos fatos apurados pela Polícia Federal e pela CPI da Covid, fica evidente que os recursos do Ministério da Saúde têm sido desviados durante os últimos governos. 581 mil vítimas da atual pandemia evidenciam os motivos pelos quais temos apenas 30% dos brasileiros totalmente imunizados. A corrupção, a falta de fiscalização e a falta de transparência nos tornam vítimas desse tipo de delinquência.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CPI – ATESTADOS MÉDICOS

A cloroquina do Jair confirma-se nos atestados do Sírio-Libanês...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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JOGO DE CENA

“Ele vem depor nesta CPI nem que seja de maca”, disse o presidente da CPI da Covid, Osmar Aziz, após ler o documento do Hospital Sírio-Libanês comunicando o estado de saúde do lobista Marconny Albernaz de Faria, que prestaria depoimento ontem (2/9). A teatralidade dos membros da CPI, tanto da tropa que acusa como os que defendem, é imperdível. O Brasil é lúdico. Não sei se rio ou se choro. Ninguém está interessado em resolver nenhum nos nossos sérios problemas, tudo jogo de cena. Esta CPI é o melhor reality show da TV brasileira no momento.

Luiz Thadeu Nunes e Silva  luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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HABEAS CORPUS PARA VIOLAR A LEI

Policiais Militares ingressaram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) postulando habeas corpus permissivo para acompanharem atos e manifestações favoráveis a Jair Messias Bolsonaro no território brasileiro. A ministra Laurita Vaz denegou o pedido asseverando que a pretensão “é manifestamente incabível”. Sem dúvida, os policiais militares submetem-se a um regime próprio, cuja liberdade fica adstrita às determinações do estatuto militar competente, e este proíbe manifestações políticas ou mesmo a presença em atos políticos. É interessante notar que os militares PMs gostam dos bônus da carreira, rejeitando, no entanto, os ônus a que devem se submeterem.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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7 DE SETEMBRO

A notícia do aumento da adesão da Polícia Militar à ala mais radical do bolsonarismo, se ficar tão somente nas redes sociais e não escapulir para as ruas, como prevê o estatuto, não fede nem cheira. O importante é que as autoridades de fato deste país garantam que as comemorações do 7 de Setembro sejam compatíveis com o feito da data e que, em outubro de 2022, o resultado seguro das urnas eletrônicas seja respeitado.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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A PM BOLSONARISTA

O que mais assusta na pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública é que, independentemente do crescimento, pelo menos um terço dos ocupantes das forças de segurança é adepto do bolsonarismo, com prevalência dos radicais. É o guarda da esquina de arma na mão que não foi colocado nessa posição de forma esclarecida, ou seja, ser um instrumento da sociedade, e não contra ela. Estudos devem ser feitos, mas essa situação à beira da ruptura é reflexo dos tempos ditatoriais nos quais polícia e exército eram a mesma coisa, nó que não foi desatado na redemocratização com a indevida anistia para os militares.

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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INCONTROLÁVEL

O presidente Bolsonaro está conclamando seus seguidores incondicionais a fazerem protestos em 7 de setembro. Considerando que ele é governo e o próprio foi aparelhado por ele, a manifestação é exatamente contra quem? Seu próprio governo, por ser incompetente? Mais, se ficar incontrolável como ele gostaria, quem vai assegurar a paz nas ruas? Todo cuidado é pouco...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PLANALTO QUER BALBÚRDIA

Ótimo o editorial do Estadão de 1/9 com título A paz que dá medo ao governo. Realmente, este inconsequente Jair Bolsonaro, soberbo e gaiato que é, não pensa e quer somente confrontar com aqueles que discordam da sua gestão. Como só deseja a balbúrdia no País, fica com medo quando um manifesto assinado por 200 entidades empresariais pede pacificação e harmonia entre os Três Poderes. Infelizmente, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sempre serviçal ao poder da República, adiou a divulgação do documento para depois do dia 7 de setembro. Porém os signatários do manifesto, revoltados com a decisão de Skaf, em boa hora liberaram o texto para a imprensa. Nele fica claro que o objetivo é exclusivamente chamar a atenção do Planalto para que o País precisa de paz e diálogo entre os Poderes, para não prejudicar ainda mais o desenvolvimento da nossa economia, a criação de empregos, redução da pobreza, etc. Mas, como diz o editorial, pregar “clamor por responsabilidade e harmonia institucional é visto pelo Palácio do Planalto como radical oposição aos planos do bolsonarismo”. Não é por outra razão que, pelas mãos de Bolsonaro, aprofunda-se o nosso retrocesso econômico e social. 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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SKAF

Paulo Bolsonaro Skaf continua a usar o dinheiro do empresariado da Fiesp em benefício pessoal.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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TELHADO DE VIDRO

O dia 7 de setembro promete embate entre a Avenida Paulista e o Vale do Anhangabaú, onde situação e oposição mostrarão seu protagonismo. A questão é ver quem ousará atravessar o Rubicão, passagem da história romana citada pelo ministro Ricardo Lewandowski, em relação ao ataque às instituições e que, por ocasião do impeachment da mulher sapiens, mancomunado com a velha raposa da política, o alagoano “inocente” Renan Calheiros, rasgou a Constituição.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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SEMANA DA PÁTRIA ARMADA

O PIB brocha na Semana da Pátria armada! Golpe adiado por falta de adesão e tesão.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SERGIO MORO E A PROCURADORIA DO RN

Depois de o ex-juiz Sergio Moro ser condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por parcialidade no julgamento do ex-presidente Lula, sem direito de defesa, uma excrescência da nossa Justiça, agora chegou a vez de dois procuradores da República em Mossoró (RN) ajuizarem ação civil pública contra a União para “reparar danos morais e coletivos causados pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e pelo então juiz Sergio Moro”, como noticiado na matéria Procuradoria no RN questiona atos de Moro (1/9, A8). Segundo informado, Moro disse, com razão, que não iria se manifestar. Afinal, ele sabe, mais do que ninguém, que pode estar aí mais uma chance de o STF fazer um julgamento sem o sagrado direito de defesa. Que vergonha!

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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POR QUE MORO INCOMODOU TANTO?

Enquanto alguns nichos da politicalha ou membros anônimos da “Justiça” não conseguirem colocar Sergio Moro na cadeia, não haverá sossego para uma parte do País acostumada a ver apenas pobres coitados irem para a cadeia sem nenhum advogado, como os daqueles mi e até bilionários acusados, processados por crimes vários, porque alguns desses réus atingem idades que os livram das penalidades ou seus crimes prescrevem, “esquecidos” em gavetas de membros da Justiça, até seus papéis amarelarem e serem jogados no lixo. Mas por que a atuação de Sergio Moro, junto com o pessoal da Polícia Federal e da Justiça de Curitiba que tocaram a Operação Lava Jato, incomodou tanto políticos, empresários e membros da Justiça e até mesmo do STF? A turma da Operação Lava Jato preocupou porque soube a canalha corrupta, composta de políticos, empresários e funcionários de governos municipais a federal, acostumada desde sempre a roubar o País sem receber punição, que algo novo eficaz nos métodos e eficiente em sua aplicação tinha o condão de descobrir, processar e punir com prisão esta massa podre que mantém o Brasil no Terceiro Mundo. Provavelmente, essa canalha terá sucesso neste combate à moralização do País, mesmo porque o site Congresso em Foco faz levantamentos sempre atuais que mostram um Congresso Nacional no qual, dos seus 594 membros, cerca de 20% dos deputados e 1/3 dos senadores respondem a investigação, inquéritos ou processos. A partir dessa constatação, então, qual interesse teriam esses congressistas em atualizar leis que facilitam o “trabalho” podre que afeta desde sempre o País?  

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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QUARENTENA ELEITORAL

O projeto do novo Código Eleitoral prevê a adoção de quarentena de cinco anos para militar, policial e juiz antes de candidatar às eleições. Proponho incluir nessa quarentena também padres, pastores, professores, jornalistas, apresentadores de TV e rádio e políticos exercendo cargos de senador, deputado, vereador e outros agentes públicos.

Helton Perillo Ferreira Leite heltonperillo@gmail.com

Lorena

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REFORMA DO IMPOSTO DE RENDA

O projeto existente já foi criticado por muitos profissionais experientes que estão muito preocupados com a sua má qualidade e parecia que nem seria levado à votação. De repente, soube-se que o presidente da Câmara resolveu votá-lo e que estão fazendo “ajustes rápidos” para contentar alguns deputados. Pode-se imaginar a qualidade da reforma que será votada? Não consigo descrevê-la sem usar palavras de baixo calão.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇA

Não criar faixas maiores na tabela do IR é persistir na injustiça social; numa tributação mais justa, importa o que sobra do rendimento, não o total de imposto pago, pois é a sobra que acumula riqueza.

Paulo Tarso J. Santos ptjsantos@icloud.com

São Paulo

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FALTA DE VERGONHA

Parece que o Brasil finalmente está acordando para o fato de que haverá racionamento de energia nos próximos meses. Já se fala abertamente em racionamento de luz, mas ainda não se fala na falta de água. O Brasil vem destruindo com afinco e determinação todas as suas maravilhosas fontes de água: a Amazônia segue queimando como nunca, os rios voadores não existem mais, agora só sai fumaça da floresta destruída. O Cerrado virou um deserto de soja, essa monocultura de raízes curtas não recarrega as águas subterrâneas do Cerrado, que não transbordam mais para o Pantanal, que por sua vez foi destruído pela construção de represas e miniusinas hidrelétricas que acabaram com o ciclo da água. A maior planície alagada do País não alaga mais, virou um pasto seco. O Sul do Brasil foi completamente desmatado, Curitiba está fazendo racionamento de água há mais de um ano e, agora, se empenha em derrubar o pouco que resta de suas florestas: há projetos para desmatar o parque nacional do Iguaçu, onde as famosas cataratas agonizam irreconhecíveis, secas, e querem acabar também com as últimas araucárias para passar uma linha de postes de energia. O Brasil assiste ao triunfo da ignorância no poder, e o resultado é a ruína irreversível da nação brasileira.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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UUUUUU!

Em plena pandemia, com a crise econômica nas alturas e o desemprego galopante, o prefeito paulistano Ricardo Nunes (MDB) vai enviar à Câmara Municipal um pacotão de medidas fiscais, entre as quais o aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano. Por isso, merece uma sonora vaia: IPTUUUU!

J. S. Decol

São Paulo

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INSEGURANÇA SANITÁRIA

Muito ruim o embate entre o Ministério da Saúde e o governo do Estado de São Paulo sobre a inclusão da Coronavac na lista de vacinas que serão aplicadas nos idosos como terceira dose. Enquanto as lideranças estaduais acusam que a não inclusão da Coronavac é meramente política, o Ministério alega que os dados divulgados até o momento pelo Instituto Butantan atestando a baixíssima eficácia desse imunizante na população idosa desaconselham sua reutilização. É patente a insegurança, sobretudo entre os mais esclarecidos pertencentes a essa faixa etária. A estratégia da terceira dose deveria ser unificada e baseada em argumentos, não em achismos, muito menos usada para fins políticos.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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