Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2021 | 03h00

Defesa da democracia

‘Ultimato’

A Independência do Brasil, comemorada no dia 7 de setembro, é motivo de satisfação para todos os brasileiros. Portanto, é inaceitável o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro insinuando um possível golpe. E mais, ameaçando ministros do Supremo Tribunal Federal. Queremos paz e entendimento, não confrontos politiqueiros.

URIEL VILLAS BOAS URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Nem Bolsonaro, nem Lula

Aproxima-se o 7 de Setembro e, sim, precisamos declarar a independência. De B e de L.

CARLOS H W FLECHTMANN CHWFLECH@USP.BR

PIRACICABA

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Governabilidade

Com a proximidade das comemorações do Dia da Independência, um presidente afeito a hordas milicianas e bajuladores de toda sorte, que transformou a pandemia em pandemônio e adotou corrupção e extremismo como diretrizes, deveria ser removido pelas vias constitucionais por absoluta ausência de governabilidade. O fisiologismo do Congresso não pode continuar se opondo às necessidades urgentes da Nação.

RENAN ZORZATTO RENANZORZATTO@GMAIL.COM

VALINHOS

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A Bandeira é nossa

Não queiram os arruaceiros, anestesiados e endeusados pelo indivíduo que por ora ocupa o Palácio do Planalto, se apossar de um símbolo e de uma data nacional, patrimônio de todo o povo brasileiro. Estarão (já estão) envergonhando a História do Brasil, infringindo a lei, a ordem e a democracia, que até há pouco tempo reinavam no País. Para os que transgredirem a lei, principalmente policiais militares e civis, quadros nas Forças Armadas, que deveriam pautar-se pela ordem, hierarquia e disciplina, os rigores da lei. Que não sigam o mau exemplo dado por seu “mito”, que saiu do Exército pela porta dos fundos.

ÉLLIS A. OLIVEIRA ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA

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Truculência

Ela foi vitoriosa nas eleições de 2018. As brigas constantes e a apologia da ditadura instalada em 1964 levaram muita gente, que então abominava a maneira petista de governar, a acreditar que Bolsonaro pudesse ser a solução. Há inúmeras razões objetivas para ver que não foi. A truculência, associada ao negacionismo populista, continuou e agora, redobrada, mira 2022. Temos de acreditar que exista outra solução fora dessa perniciosa dicotomia.

DÉCIO ANTÔNIO DAMIN DECIODAMIN@TERRA.COM.BR

PORTO ALEGRE

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Festa armada?

Celebração com fuzil, em golpe anunciado? Oportunismo. Má-fé. Distância de qualquer valor democrático. Mas a quem não tem palavra e diálogo só sobram as armas para resolver os seus interesses.

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA ALICEARRUDA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Fique em casa

Se você, como eu, não aceita mais tantos desmandos dessa pessoa que, infelizmente, foi colocada na Presidência do Brasil nas últimas eleições, não vá às ruas neste dia 7 de setembro. Dê um “cala boca” no irresponsável, pois tudo o que Jair Bolsonaro quer é ver seus antagonistas protestando em massa nas ruas para que pessoas infiltradas na multidão provoquem brigas que possam resultar em tragédia. Esse senhor está armando seus correligionários e insuflando-os, criminosamente, à prática de violência contra quem não concorda com seus propósitos. Em evento recente, ao ganhar um violão de presente, Bolsonaro posou para as câmeras usando o instrumento como se fosse um fuzil. É assim que ele estimula seus admiradores a pegar em armas contra quem o quer fora do poder. Seu sonho, na verdade, é que este 7 de Setembro se transforme numa batalha sangrenta para ter motivo de decretar o estado de sítio e dar o golpe com que vem ameaçando sistematicamente a Nação. Portanto, se quer protestar contra o pior presidente da nossa História, fique em casa e aguarde a próxima data para se reunir a todos os que desejam ver esse mandrião fora do governo o quanto antes. Pode ter certeza que ele ficará muito decepcionado se ninguém aceitar suas provocações e deixar sua tropa a ver navios.

JANE ARAÚJO JANEANDRADE48@GMAIL.COM

BRASÍLIA

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Corrupção

Endêmica

Ao tomarmos conhecimento das sujeiras que a CPI da Covid traz a público diariamente, fico me perguntando como podem ter qualificado o honrado juiz Sergio Moro como suspeito para julgar muitos dos casos de corrupção, com provas cabais. Este é o Brasil em que os bandidos viram mocinhos, com o aval da Justiça, e os mocinhos são crucificados tanto por notórios corruptos quanto por aqueles que se elegeram dizendo ser os paladinos da honestidade. Este país não pode dar certo com esse tipo de gente.

CARLOS AYRTON BIASETTO CARLOS.BIASETTO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Um dia sim, outro também

Não se passa um dia sem que algum membro da família do presidente seja mencionado em alguma falcatrua.

ROBERT HALLER

SÃO PAULO

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Criminalidade

Assalto em Araçatuba

Os dramáticos eventos em Araçatuba no início desta semana – e que já se verificam faz tempo em outras cidades Brasil afora – nada mais são do que reflexos de leis brandas e condescendentes, que protegem quem comete crimes, restringem a ação e a eficácia operacional dos nossos policiais e levam à famosa sensação de impunidade que vigora no Brasil.

JOÃO MANUEL MAIO CLINICAMAIO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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Correção

O ex-deputado Roberto Jefferson é presidente do PTB, e não do PDT, como foi publicado, por lapso, no artigo Turbulência nas alturas (3/9, A2), de autoria de Fernando Gabeira.


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


VOO DE GALINHA

Diante da crescente inflação, que deverá superar os 9% (!) em setembro, de 14,1% de desemprego, com mais de 15 milhões de desocupados, e da taxa Selic, que deverá passar dos 7% (!) até o fim do ano, o sempre otimista e confiante ministro da Economia, Paulo Poliana Guedes, declarou, sem corar, que a economia do País “está bombando” e que “voltou em V”, recuperando-se da forte recessão provocada pela pandemia. Diante da gravíssima crise econômica que afeta o Brasil, cabe dizer que “em V”, só se for V de voo de galinha. Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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JÁ BASTA

Hoje enfrentamos uma das maiores crises já vistas em nosso país, com 14 milhões de desempregados, 30 milhões de brasileiros passando fome, 60 milhões de inadimplentes, Produto Interno Bruto (PIB) derretendo, mortes por coronavírus se aproximando de 600 mil e, de quebra, temos um presidente da República que na última quarta-feira (1/8) afirmou que “com flores não se ganha guerra”. “Quem quer paz, se prepare para a guerra.” Gostaria de perguntar ao presidente Jair Bolsonaro se nestes dois anos de seu governo o sofrimento imposto ao nosso povo já não é suficiente.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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RACIONAMENTO

Agora, vem o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, falar da possível tragédia do racionamento. Como sempre, muito atrasado, como tudo neste governo. Poderiam ter feito mais...

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Todo o mercado preocupado com a interferência nos preços por causa da turbulência nos negócios dos acionistas da Petrobrás, e o povo brasileiro que paga a conta e tem de enfrentar preços obscenos nos postos. Está certo isso?

Ronaldo Rossi ronaldo.rossi1@terra.com.br

São Paulo

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ECONOMIA DOLARIZADA

É interessante que todo mundo se contenta em pagar pelo preço dos alimentos (e mesmo dos combustíveis) o preço cotado internacionalmente pela commodity e em dólar. O que está errado (onde está a sacanagem)? Na agricultura, quem recebe em dólar? Qual o fertilizante que é em dólar? Qual imposto que é em dólar? Qual a escassez de produção que existe no Brasil para resultar em aumento de preço? Não há! Portanto, estão enganando a população, porque no custo do produto vendido não era a variável da moeda americana. Não faz muito tempo, apareceu uma informação de que o custo para produzir um litro de gasolina no Brasil é de R$ 1,90, mas por causa de a commodity petróleo custar US$ 68,18 o barril, então utiliza-se este preço para o consumidor brasileiro.

Franz Josef Hildinger frzjsf@yahoo.com.br

Praia Grande

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LADROAGEM

Não é só o preço do combustível (gasolina e etanol) que sacrifica os motoristas. Ocorre um desvio de combustível em grande parte dos postos de São Paulo. Principalmente nos Postos Shell. Funciona assim: o frentista, ao acionar o gatilho que libera o combustível, depois de introduzir a ponteira da mangueira no bocal do tanque do veículo, não o aciona até o fim, mas apenas o faz até o primeiro estágio de liberação. Neste ponto ocorre um bloqueio de cerca de um litro e meio de combustível por abastecimento, que, embora seja cobrado, não é liberado para o tanque do veículo. Por duas vezes utilizando carros do Uber notei que, quando o motorista para para abastecer, ele desce do veículo e verifica se o frentista acionou até o fim o gatilho da ponteira da mangueira. Ou seja, muitos profissionais já conhecem a traquinagem e se previnem. Meu motorista me disse que um frentista contou a ele sobre esse golpe. Fica a sugestão para uma reportagem a respeito.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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7 DE SETEMBRO

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que as manifestações previstas para o dia 7 de setembro serão um ultimato para “um ou dois” ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o mais certo é que essas manifestações serão uma “pá de cal” nas fanfarronices destemperadas e ridiculamente esperançosas de um trôpego andarilho do deserto que vê, em fatas morganas, límpidos e plácidos lagos, quando, na verdade, nada há ali, sob o escaldante e mortal sol, que não seja aridez, desconforto e desilusão.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESCORREGADIO

Transformar o 7 de Setembro num dia de protestos, aliando a ideia do desfile militar com a preservação da democracia, objetiva a estimular uma atitude ativa das pessoas na busca de um ideal utópico de independência! “Não façam nada de errado, ajam pacificamente, não invadam o Congresso, o STF nem busquem culpados pela crise que atravessamos”, diz Bolsonaro. Essas sugestões estimulam exatamente o contrário daquilo que enunciam. “São tempos estranhos os que vivemos”, como diria o grande ministro Barroso!

Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre

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A DATA É DO BRASIL

A poucos dias de 7 de setembro, vale lembrar que a data é do Brasil e não pertence, portanto, a nenhuma corrente política ou ideológica. Aliás, nasceu de uma ação oposicionista à ruptura brasileira articulada por José Bonifácio em relação à Corte de Lisboa. Foram também movimentos oposicionistas os que levaram ao fim da escravidão, à Proclamação da República, e à queda de ditaduras, como a de Vargas, que durou de 1937 a 1945, e a do movimento de 31 de março, que se estendeu de 1964 a 1985. Neste caso, foi o povo nas ruas exigindo o voto direto e o apoio a Tancredo Neves que se tornaram fatores decisivos para o restabelecimento democrático. Os abolicionistas, principalmente Joaquim Nabuco e Ruy Barbosa, encontrara-se juntos ao tema. A República também foi uma vitória dos opositores ao regime imperial. Portanto, as oposições têm um lugar muito importante na história brasileira.

Pedro do Coutto copelli@gmail.com

São Paulo

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OS RISCOS DA CERTEZA ABSOLUTA

No artigo Cifrõe$ ocultam ensaio de golpe, o autor, Flávio Tavares, fala: “O cerne de tudo provém do ‘gabinete do ódio’ (...). Nada mais convincente do que uma mentira elaborada com rigor, em que cada detalhe é pensado para atingir um fim maldoso e destrutivo”. Concordo plenamente e ainda vou mais longe. O psicólogo social Roy Baumeister, em seu livro Evil: Inside Human Violence and Cruelty Paperback, nos expõe o porquê da existência do mal e também sobre as origens e a perseverança da conduta maligna. O escritor, considerando o mal da perspectiva incomum do infrator, aborda essas questões ao explorar o espaço entre o ponto de vista da vítima e o do infrator, e também os cernes do comportamento maligno que tem consequências no modo como atuamos em nossa vida e administramos nossa sociedade. Para que essas pessoas comprovem que seus atos malignos são corretos, é preciso que elas tenham absoluta certeza de suas ações, de suas crenças e de seus méritos. Indivíduos que procedem de maneira maligna nunca se julgam maus; eles acreditam que os outros é que são maus. A grande questão é que não apenas a certeza é algo inacessível, como a procura por uma certeza gera uma intensificação da insegurança. Muitos têm a plena convicção de seu excelente papel governamental e em como deveriam receber os aplausos por tais feitos, mas essa plena certeza os faz se sentirem piores, não melhores. Eles observam outros sendo aplaudidos e acabam por se sentirem menosprezados, se julgando desvalorizados e não reconhecidos pela sociedade. E é nesse instante de insegurança, de obscura agonia, que eles se tornam expostos a uma petulância traiçoeira: crer fielmente que merecem enganar, trapacear e iludir apenas um pouquinho para conseguir o que desejam, e que os outros merecem ser punidos – muitas vezes utilizando a incitação da violência. Li uma frase em um livro que dizia “quanto mais alguma coisa ameaça sua identidade, mais você a evitará”. Explicando o contexto dessa frase espetacular, podemos dizer que: quanto mais ameaças você recebe para mudar a visão que tem de si, mais você evitara aceitá-las. Existe um indiscutível bem-estar em entender onde nos encaixamos no planeta e seja qual for o obstáculo que abale esse conforto é apavorante, mesmo que possua a capacidade de aperfeiçoar nossa existência. Escrevo tudo isso, e penso muito mais, em vista dos acontecimentos em nosso país por meio das condutas injustificáveis e desvairadas do presidente da República. Fico cada vez mais abalada quando leio noticias sobre o radicalismo, o negacionismo, as ações antidemocráticas, as fake news, a incitação ao ódio, etc. Aonde o Brasil chegará com tudo isso? Deixo aqui um trecho do livro A Arte da Guerra para pensarmos: “Triunfam aqueles que sabem quando lutar e quando esperar”.

Fernanda Rocha de Souza fernandards170180@hotmail.com

São Paulo

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QUE DEMOCRACIA BUSCAMOS?

O que mais se tem visto, nos últimos tempos, são diferentes correntes defendendo ardorosamente a democracia. Quando falam de si, apresentam-se como autênticos democratas e, ao mesmo tempo, atribuem aos adversários as incômodas fantasias de golpista, ditador, genocida e outros atributos que o povo precisa de dicionário para saber o significado. Ainda que levianamente, a democracia sempre foi colocada como ideal de todas as tendências políticas e ideológicas. Como é que figuras tão diferentes e na maioria das vezes antagônicas podem remar numa mesma direção? Todas as vezes que grupos autoritários assumiram o poder, justificaram ser para “preservar a democracia”. Seus adversários também se classificavam como democráticos, mesmo quando pegavam em armas. A democracia foi a grande pedra de toque a partir da Nova República, instalada em 1985. Mas isso não nos impediu de ter governantes adeptos da ditadura do proletariado e de outros regimes de força e até acusados de desviar o dinheiro do povo brasileiro para sustentar seus ditadores amigos. Temos hoje em rota de colisão os três pilares da Republica – Legislativo, Executivo e Judiciário –, que deveriam ser independentes e harmônicos. O Supremo Tribunal Federal invade áreas de atribuição dos outros Poderes. Já impediu o presidente da República de exercer atribuições que lhes são legítimas, prendeu um parlamentar (e a Câmara, sem força, concordou), montou processos em que é autor, investigador e julgador, e mandou o Senado abrir a CPI da Covid, sendo obedecido pelos senadores. Intransigência, transigência e voluntarismo fazem o quadro da crise. O povo é chamado a se manifestar em 7 de setembro e não dá para prever o que poderá ocorrer. Até porque o povo é chamado, mas quem o chama não diz claramente a favor ou contra o que deve se manifestar. Torcemos para que a razão fale mais alto, as manifestações sejam pacíficas e parem as escaramuças; cada um cumpra o seu dever sem o risco de quebra institucional. Mas, para isso se concretizar, os envolvidos na crise precisam ser mais cordatos, aterem-se àquilo que a Constituição determina para seus postos, sem transigir, inovar ou buscar interpretações diferentes das que moveram os constituintes de 1988. É preciso considerar, no entanto, que de nada adiantará negociar e manter as aparências se não pararem as desinteligências e os deslizes constitucionais.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                     

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‘NÓS E ELES’

O novo ‘nós e eles’, título da coluna de Eliane Cantanhêde de ontem (Estado, 3/9), nos remete à guerra fria entre capitalismo e comunismo, lá dos anos 50 do século passado, requentada no Brasil, como uma paródia, datada, e encenada por dois canastrões anacrônicos, para uma plateia de tolos. Lula e Bolsonaro sobrevivem na política dependentes um do outro, com discursos destrutivos e totalitários, mantendo o Brasil no atraso de uma luta estúpida, na qual são os únicos beneficiados, em sua sede insana de poder.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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SUPREMO NÃO É ABSOLUTO – ESCLARECIMENTO

Seja-me permitido esclarecer melhor minha afirmação no sentido de que Supremo não é sinônimo de absoluto. Eu escrevi e publiquei no informativo jurídico Conjur de 7/5/20, o seguinte: Supremo Tribunal Federal (STF) é apenas um órgão do Poder Judiciário, que está acima dos demais órgãos desse mesmo Poder. Supremo é o órgão, o colegiado, não seus integrantes individualmente. Estes são apenas ministros, tais como os outros ministros integrantes dos tribunais superiores. Complementando: o STF não se confunde com o Poder Judiciário e o Poder Judiciário não é superior aos demais Poderes da República. Perante a Constituição, os três Poderes são independentes e equivalentes, no chamado sistema de freios e contrapesos, destinado, exatamente, a evitar e conter eventuais abusos de poder por parte de qualquer um deles.

Adilson Abreu Dallari adilsondallari@uol.com.br

São Paulo

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FALTAM REMÉDIOS

O Ministério da Saúde é responsável por abastecer as farmácias do SUS nas UBS. Você vai lá, e sai coma as mãos vazias. Tem remédio para o coração que falta há três meses. O Ministério da Saúde comandado por um incompetente e, pior, sabujo só quer matar os idosos do Brasil. Vergonha.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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QUESTÃO COMPLEXA

É evidentemente muito bem-vinda a iniciativa da Prefeitura de São Paulo de construir moradias para a população em situação de rua. Entretanto, o desejo do prefeito Ricardo Nunes de colocar “ordem na cidade” requer reflexão e muita cautela. Falta de moradia é apenas uma parte de um grande e complexo problema. Por exemplo, é sabido que boa parte desses moradores recusa-se a habitar com sua família por diversas razões. Além disso, de nada adianta dar teto e alimentação gratuita (ou quase) à população carente se não houver condições de autossustento – em outras palavras, emprego. Desnecessário dizer também que na vigência de altíssima taxa de desemprego os moradores deslocados da rua serão rapidamente substituídos por outros. No passado, os ex-prefeitos João Doria e Bruno Covas tentaram “limpar” a região da Cracolândia, e o máximo que conseguiram foi espalhar, e mesmo assim temporariamente, os usuários de drogas para outros bairros. Limpar ou colocar ordem na cidade, como quer o prefeito, não é questão simples, tampouco de resolução de curto prazo.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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SÉRGIO MAMBERTI

Em seus 60 anos de carreira, Sérgio Mamberti sempre esteve à frente de importantes momentos da história do País. Incansável, zeloso em seu ofício e generoso com os colegas de profissão, Mamberti nos alimentou com seu exemplo irretocável, sua militância pela cultura, sua esperança e sua força.

Danielle Nigromonte, diertora geral da Amigos da Arte contato@amigosdaarte.org.br

São Paulo

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AFEGANISTÃO

O tom apocalíptico do editorial O triste fim da ‘guerra interminável’ (2/9, A3) não parece muito apropriado como conclusão do exame da retirada americana do Afeganistão. Afinal, recentemente o colunista David Brooks discorreu com propriedade, em seu artigo Como morrem os regimes teocráticos (28/8, A16), mostrando que foi um erro pensar em destruir uma ideia poderosa com força militar, mas que a teocracia vai murchar por suas próprias falhas. É bom lembrar que algo parecido ocorreu com a antiga União Soviética, culminando na queda do Muro de Berlim.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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