Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2021 | 03h00

Tensão política

O dia seguinte

Exatamente 365 dias antes das comemorações do bicentenário da Independência do Brasil vamos assistir a uma passeata na Avenida Paulista, que promete ser gigantesca, reunindo compatriotas de vários Estados. Será um movimento digno de protestos de oposição ao governo, mas, paradoxalmente, esse será liderado pelo próprio presidente da República. E que day after podemos esperar da manifestação? Ministro(s) do STF afastado(s), estado de sítio, o que mais? A única certeza: nossos salários estarão mais desvalorizados, com o dólar mais caro e a inflação mais alta, como consequência da maior instabilidade política.

GUENJI YAMAZOE GUENJI@YAMAZOE.COM.BR

SÃO PAULO

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7 de Setembro

Probabilidade de golpe, zero, zero, zero. Nunca houve tumultos em manifestações de apoiadores de Bolsonaro. Radicais antiesquerda não existem. É possível a provocação por elementos contratados da esquerda subversiva. Que prevaleça o bom senso. É o mais provável.

HARALD HELLMUTH HHELLMUTH@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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De agressões

Em vídeo sobre o 7 de Setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) orientou os brasileiros a não se deixarem convencer por “quem agride os Poderes Legislativo e Judiciário”. E quem agride o Poder Executivo pode?

PAULO TARSO J. SANTOS PTJSANTOS@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Perda de capital social

Os populismos estão erodindo as democracias, em sucessivas ondas, aqui e em vários países do mundo. Não é preciso escolher um lado – pela ideia de termos de escolher um lado é que a sociedade está polarizada. Em geral, desconhecemos os conceitos que consolidam a liberdade e a democracia. Faltam democratas que reconheçam as atitudes cotidianas autoritárias e as denunciem, evidenciando-as como parte de um processo de perda de capital social, com a decorrente e inerente perda de confiança entre as pessoas.

BRUNO FERNANDO RIFFEL BRUNOFRIFFEL@GMAIL.COM

ARAXÁ (MG)

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Terceira via

Em busca de um líder

O artigo Lula, o PT e a segunda via (4/9, A2), de Marcelo Guterman, apresenta uma boa visão da evolução da política nos últimos tempos. Mas, a meu ver, se equivoca na conclusão de que não há uma terceira via no Brasil além do Centrão lucrativo (que segue apenas o lucro político-econômico) e dos bem definidos extremos, de esquerda e direita. Eu entendo que existe, sim, graças ao Deus brasileiro, uma maioria de eleitores fora desses grupos que não aceita nenhum deles. Bolsonaro, quietinho, sem revelar seu extremismo, foi eleito com os votos dessa maioria para derrotar a esquerda do PT. É essa maioria que busca um líder para uma terceira via, equilibrado e capacitado a enfrentar os enormes problemas, que dia a dia se acumulam. Essa é a terceira via.

LUIZ RIBEIRO PINTO BRASILCAT@UOL.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Economia

Situação dos precatórios

Essa questão dos precatórios precisa ser mais bem esclarecida, pois são dívidas acumuladas em média por 30 anos, relativas às ações ajuizadas em 1989 e transitadas definitivamente em julgado há mais de 25 anos. Isso de um lado. De outro, o secretário do Tesouro Nacional, Jefferson Bittencourt, o secretário de Orçamento, Ariosto Culau, e o secretário especial do Tesouro, Bruno Funchal, entregaram documento ao ministro Paulo Guedes alertando-o de que adiar ou parcelar precatórios é matéria que depende da aprovação de emenda constitucional, o que torna impossível a solução inicialmente prevista pelo Ministério da Economia. Além disso, existe o problema dos honorários advocatícios dos autores dos recursos que, três décadas depois, terminaram sendo vitoriosos. E há também a questão de escritórios especializados que adquiriram precatórios de titulares que aguardavam o recebimento. Os honorários advocatícios são de 20%, como é natural. Os escritórios compravam precatórios com um deságio de 30%. Assim, os que venderam seus precatórios, além do deságio de 30%, têm de pagar tais honorários aos seus advogados. Ao longo de 30 anos, praticamente a metade dos processos vai se transformar em crédito para os herdeiros legais. Este é o quadro dos precatórios brasileiros.

PEDRO DO COUTTO COPELLI@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Marco temporal

Retrocesso

Acho uma aberração que o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina queira tomar a reserva Ibirama-La Klanõ dos xoclengues, caingangues e guaranis. Quem devia estar reivindicando terras são os povos originais, que foram arrancados em massa de seus lares há centenas de anos pelos colonizadores. É inconcebível que em pleno século 21 tenhamos de tornar a dizer que o Brasil não foi “descoberto” há mais ou menos 500 anos, e sim tomado dos que aqui já viviam. Até quando vamos continuar retrocedendo?

EDUARDO BARBOSA, sociólogo EDUARDO.BARBOSA.CSO@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Em São Paulo

Cimentão do Anhangabaú

A aridez do Vale do Anhangabaú nestes dias de sol e seca é marcada pelo fato de ao menos metade das árvores plantadas durante a “revitalização” do local já estar morta, mostrando falta de técnica e cuidado. Os geniais arquitetos e gestores que pariram aquele deserto deveriam ser condenados a ter suas mesas transferidas para o meio do vale e passar uma semana trabalhando ali. Talvez aprendessem a importância de conceitos como sombra, áreas verdes e conforto térmico. E que um espaço público não deve ser pensado só para abrigar multidões durante Copas do Mundo ou manifestações.

FABIO OLMOS F-OLMOS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RÉQUIEM PELA DEMOCRACIA

A ação deletéria – que caminha em marcha batida – em desfavor da nossa jovem democracia foi demonstrada com clareza na fatídica reunião ministerial do dia 22 de abril de 2020. A partir dali, não obstante ações isoladas do Supremo Tribunal Federal (STF), como guardião da Lei Magna regente do nosso sistema político, o encontro teve o condão de exibir as entranhas daquele emaranhado de platitudes desencadeadas a partir do raivoso e destrambelhado discurso do presidente da República. Na ocasião, já reivindicando poder absoluto, pôde contar com a espontânea adesão de alguns ministros que não só endossavam os seus propósitos, como ainda se dispuseram a sugerir as mais disparatadas iniciativas. O loquaz ministro da Educação, como a antecipar os dias futuros, sugeriu a invasão do Supremo, prisão e agressão aos seus ministros. Mas a proposta vencedora foi “(...) passar a boiada (...)”, sob o manto de uma pandemia genocida, como, com a veemência dos incautos, propunha o então ministro do Meio Ambiente, dando margem, a partir desse registro, a um sem-número de ações governamentais perpassando pela leniência com a destruição das nossas florestas e favorecimento do contrabando de madeira oriunda de áreas invadidas por grileiros e criminosamente desmatadas. Logo, impulsionou a destituição do ministro da Defesa e dos comandantes das três armas da República – adredemente preparando sua incursão definitiva ao debacle da nossa democracia –, não fossem as medidas coercitivas impostas pelo Supremo. Enquanto isso, grande parte de nossos políticos, pseudorrepresentantes do povo no Poder Legislativo, aliando-se à movimentação e vontade do presidente da República, entregava a chefia das duas Casas legislativas a figuras marginais do espectro político nacional, que se ofereciam como janotas do nosso mais alto mandatário. Apesar das intervenções pontuais do STF – quando provocado ou na defesa intransigente do seu regular funcionamento e segurança das suas instalações e dos seus ministros –, o Estado Democrático de Direito vem sendo constantemente torpedeado com ataques e ameaças do chefe do Executivo e dos seus asseclas, incluindo o ministro da Defesa e seus apaniguados, sob o olhar complacente, quando não assente, por cordato com essas estripulias extremadas que anuviam nosso horizonte e nos deixam inseguros e temerosos. Um clima de incertezas, próximo daqueles obscuros dias de março de 1964 – entre o dia 13, pós-comício na Central do Brasil, passando pela Marcha da Família, por Deus e pela Liberdade – até desaguar no fatídico 1.º de abril que se materializava na deposição do presidente da República. Instalado o governo militar, nossa liberdade foi tolhida e os demais poderes da República, subjugados ao poder das armas – tão a gosto do atual presidente. Os partidos políticos foram extintos, a imprensa, censurada, e qualquer manifestação contrária à ordem estabelecida era coibida com violência e prisões indiscriminadas. Felizmente, ainda contamos com uma imprensa livre, aliada intransigente do STF e afinada com os valores e princípios democráticos, que continua a nos manter informados e alerta para os perigos que ameaçam a submissa (às vezes tolerante) sociedade brasileira, querendo nos colocar freio, como no jingle da campanha para a eleição de 1951, registrada na voz da vó Teresa Padilha, pelos seus netos, sempre disposta a impedir nossa caminhada em busca da liberdade. Como aconteceu, de então, haveremos de marcar a ferro, através da nossa memória, essa corja de pessoas da pior espécie; agropecuaristas desprovidos de inteligência e racionalidade, agentes de segurança dados ao bico e milícia; militares destemperados, caminhoneiros inescrupulosos e aproveitadores da pior espécie, estejam certos de que a vida e a história lhes farão justiça. No caso de um desfecho inesperado e ao nosso contragosto, haveremos de nos reencontrar na exaustão dos seus profanos propósitos – como se deu na última redemocratização –, e a nossa democracia ressurgirá com mais força e a fraqueza moral e o despreparo dos vendilhões da Pátria ficarão expostos e sujeitos aos rigores do julgamento pela história. Além disso, muitos de vocês ainda suportarão o peso do infortúnio de viver, com seus filhos e netos, num país sem regra e totalmente desorganizado, sentindo o desconforto da vigilância, quando não da perseguição. Aliás, como observamos em Cuba e na Venezuela – já deve ter-lhe passado pela mente sua família ser obrigada a partir em fuga para poder sobreviver em lugar seguro.

Noel Gonçalves Cerqueira noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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AS QUATRO LINHAS

O presidente Bolsonaro refere-se frequentemente às quatro linhas da Constituição brasileira. Se é que ele as leu, certamente captou muito pouco!

Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

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DETALHE PREOCUPANTE

As recentes declarações dos principais comandantes das Polícias Militares, supostamente emitidas para despreocupar os brasileiros, na realidade revelam uma demonstração de apoio a Bolsonaro e seguidores, quando afirmam que vão defender “as” manifestações populares. Deveriam ter trocado “as” por “das”, pois o que a PM tem a defender são as instituições da República, ameaçadas pelo Messias e seus fanáticos manifestantes. No próximo dia 7, a população não vai ameaçar as manifestações; será ela que vai precisar de defesa, contra as criminosas ameaças descaradamente prometidas. Como se vê, numa coisa Bolsonaro é eficaz: na compra de apoios através de benesses do poder. Desmentindo tudo para o que foi eleito! É difícil de acreditar que ainda tenha seguidores desinteressados.

Luiz Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Nesta quadra gravosa e trevosa que o País vive sob o autoritário, liberticida e extremo-direitista desgoverno Bolsonaro, em que o Estado Democrático de Direito é diuturnamente ameaçado, cabe, por oportuno, citar Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte, de 1987 a 1988, que inaugurou a nova ordem democrática no Brasil, após 21 anos de ditadura militar: “A grande força da democracia é confessar-se falível de imperfeição e impureza, o que não acontece com os sistemas totalitários, que se autopromovem em perfeitos e oniscientes para que sejam irresponsáveis e onipotentes”.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SETE DE SETEMBRO

Este cidadão que a maioria resolveu empossar no cargo de presidente da República, senhor Jair Messias Bolsonaro, por quem eu não tenho nenhuma simpatia, é o nosso representante, em todos os sentidos. Porém não reúne nenhuma condição de permanência no cargo, por milhões de requisitos. Vou exemplificar com dois. O senhor presidente disse, logo após ter sido declarado presidente, que havia feito um convite ao então juiz federal – outro pelo qual não tenho a menor paixão – e que, na primeira vez que abrisse uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o glorioso STF, o cargo seria dele. O senhor juiz chama-se Sergio Moro. Aliás, mesmo após a posse e tudo o mais, sempre que entrevistado, o senhor Jair Messias Bolsonaro fazia uma questão de deixar bem claro que, na primeira oportunidade que tivesse, indicaria o ministro da Justiça e Segurança Pública para o cargo de ministro da Suprema Corte. E isso é fato. Não cumpriu com a palavra, perdeu o meu respeito. O Brasil precisa honrar seus compromissos. Palavra dada não é para ser pelo vento levada. Palavra é um compromisso. Quanto ao Sete de Setembro, é um direito do senhor Jair Messias Bolsonaro de fazer todo tipo de protesto, bem como se manifestar da forma que bem entender. Só não poderá se esquecer do seguinte: o meu direito também. Respeito o seu sagrado direito de expressão. Tem manifestação a fazer? Faça dentro das leis. Se ofender o STF ou ameaçar ministros, familiares, amigos, empregados de membros da Suprema Corte, é crime, bem como tentar fechar o Congresso Nacional. Aí já não é mais manifestação de pensamento, e sim crime. Aliás, já está ruim com o STF e o Congresso Nacional; pior sem. Quanto à imprensa, vejo assim: quem tem de fazer a fiscalização dela é o ouvinte, o telespectador, o leitor. Quem vê, ouve e compra jornais. Outra coisa: protesto é dizer às autoridades que não se está contente, e opinião pública é expressão de pensamento. Nada de armas, balas ou capuz.

Manoel Nelson da Silva lnmarmoresegranitos@yahoo.com.br

São Paulo

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BRAZIL, O FILME

Interessante o momento que estamos passando. Sem dúvida, um teste sócio psiquiátrico. Eliane Cantanhêde disse na Rádio Eldorado que vai deixar o louco falar o que ele quiser, que não irá mais reproduzir ou comentar, que é justamente o que ele quer. “Ele está usando a gente”, completou bem a jornalista. Gandhi é nossa saída, ninguém reage. Teria sido lá trás ou será agora? E aí vêm os manifestos do PIB de todos os cantos pedindo democracia, paz, liberdade. “O mercado financeiro (e afins) demora para reagir”, ouvi, mas quando reage o que acontece? Dois anos e meio depois? Guido e Guedes formam um lindo nome de dupla sem traquejo universitário. Nunca o ditado árabe “o que os sábios construíram em 80 anos um imbecil destrói em 8 minutos”; o que se dirá de mais de um ano até as eleições. E, inocentes, não tínhamos qualquer dúvida sobre a loucura do único, “dele”, que uns muitos acreditaram messias, mas a solta temos mais 300 e outros tantos votando no Parlamento o que nem sequer os próprios sabem o que ao certo é. Sem dúvida, voltamos a 1966, e as portas se abriram para a plateia assistir a Este mundo é dos loucos, filme recomendável para nossos divertidos dias sobre uma cidade em meio à guerra de onde todos fogem e os loucos são libertados. Neste Brasil de genial música, talvez nos salvarão Os demônios da garoa entonando um samba do miolo doido. Pausa para a selfie! Não se esqueçam de chamar pela rede social o Exército Brancaleone. Do outro lado do planeta, um pouco mais sóbrios e cansados desta loucura estão levando muito a sério fechar as portas destes párias. E aí, bye, bye, Brasil; nosso agronegócio acabou. Brazil, o filme.

Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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MEDO

O presidente Jair Bolsonaro disse que ninguém precisa ter medo do 7 de Setembro. Mas, nem ele?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ORDEM E PROGRESSO

As Forças Armadas do Brasil, com certeza, não cederão a argumentos infundados de ninguém. Vivemos um momento em que uma pequena parcela de nossa população é usada como massa de manobra, por inimigos da paz, para semear desavença entre os Poderes. É estarrecedor o que estamos vendo nos últimos tempos. Homens que ocupam cargos importantíssimos no País e que deveriam estar priorizando o combate à pobreza, à inflação e ao desemprego, para que todos nós, brasileiros, tenhamos melhores condições de vida, desperdiçam tempo andando para cima e para baixo incentivando o desrespeito às instituições. Esses geradores de conflitos precisam desconfiar de que estão causando instabilidade política e, consequentemente, prejuízo à economia do nosso país. Creio que as nossas briosas Forças Armadas não cederão a caprichos de aventureiros. Os brasileiros de bem não querem que desordeiros manchem as comemorações do 7 de Setembro. Ordem e progresso.

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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MANIFESTAÇÃO OU FERIADÃO?

No próximo dia 7, será que o brasileiro vai para a rua se manifestar a favor ou contra Bolsonaro? Que nada! O brasileiro vai aproveitar o feriadão e o calor para curtir uma praia ou um campo, após longo tempo em confinamento devido à pandemia. E vida que segue, com variante delta, desemprego, inflação, crise hídrica... e Três Poderes incompetentes. Para que perder tempo com Bolsonaro, enquanto o Centrão e o STF são tão danosos quanto o “mito”, né?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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BURGUESIA NA PRAIA, ARRUACEIROS NA PAULISTA

A burguesia paulista se mandou para Santos, deixando a Avenida Paulista para os arruaceiros do Bolsonaristão. Os talebanabas e os terroristas do Estado Bolsonâmico desfilarão com seus fuzis de escambo por feijão.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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REACIONÁRIOS

Antigo conceito da ciência política. Gente raivosa, retrógrada, inculta e ladra que lucra com os atrasos de um país. Bolsonarista é outro sinônimo para o conceito. Pátria, família e fé pertencem a quem trabalha, aos milhões sem emprego e aos quase 600 mil mortos por roubalheira na vacina, não a esta corja. No dia 7, podem tentar fazer baderna. No dia 8, irão pedir habeas corpus no mesmo STF que querem destruir.

João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)

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ALTAS ASPIRAÇÕES

Bozolôko (Genô, para os íntimos) deseja tão só permanecer no cargo; controlar o Supremo, o Congresso, a Câmara e o Exército; descartar Mourão e encerrar de uma vez por todas temas como rachadinha, propinoduto vacinal, custo das mansões do 01 e do 04. E, claro, fazer arminha, participar de motociatas, divertir-se com jet-skis e, no tal cercadinho, produzir piadinhas de desanimar mais bocó dos tiozões. Lulelelé, por sua vez, modesto como sempre, pretende se eleger no primeiro turno; regular desde logo os meios de comunicação; dar um basta no assunto mensalão, voltar a frequentar o sítio de Atibaia e andar de pedalinho. Ambas as aspirações praticamente se complementam e podem implementar até um impossível acontece. Eleições são realizadas e a dupla BozoLelé leva de lavada a presidência e a vice deste nosso torrão, que o finado Ivan Lessa, com inteira razão, alcunhava de Bananão.

José Benedito de Souza Freitas jbdesouzafreitas@gmail.com

São Paulo

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LEI BOLSONARO

O Brasil deveria promulgar a Lei Jair Bolsonaro, extinguindo a figura do assessor parlamentar. Cada vez que um deputado ou senador precisar de assistência, ele deverá recorrer aos membros de seu partido político, que lhe prestariam os serviços necessários sem custo para os cofres públicos. A Lei Bolsonaro vai economizar centenas de milhões de reais por ano e acabar com a prática de roubo de dinheiro público conhecida como rachadinha, que se tornou o cartão de visita da família Bolsonaro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FILHOS

Todos os filhos de Bolsonaro estão, junto com ele, envolvidos em alguma tramoia, ou pelo menos algo que gera muita desconfiança. É sua família acima de tudo.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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LEI DE GÉRSON

Qual a diferença entre os filhos de Lula, de Bolsonaro, de FHC, de Dilma e de outros? Nenhuma. Todos rezam numa mesma cartilha: a Lei de Gérson. Apenas uns são mais ambiciosos que os outros. O DNA justifica.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

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O MANUAL ANTICORRUPÇÃO DO PT

No aniversário de 5 anos do impeachment de Dilma Rousseff, o Partido dos Trabalhadores (PT), envolvido até os cabelos em escândalos, comunicou formalmente à Justiça Eleitoral que está elaborando um Manual Anticorrupção para Filiados, com 21 artigos, que “reforçam os valores” (sic) do “Código de Ética e Conduta” da sigla. Nele estão listadas oito práticas “consideradas ilícitas”, entre elas o pagamento de propinas e o caixa 2 de campanha. A boca torta, a distância dos cofres públicos e o consequente esvaziamento da “burra” indicam que a Plenária da agremiação decidirá que o “pagamento/recebimento de propina” e o “caixa 2” devem ser excluídos sumariamente das práticas ilícitas arroladas no manual em gestação. PT, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio? Isso é de matar. Afasta de mim este “cálice”, Pai! Brasil, pátria amada, idolatrada, confie no brado retumbante de seu heroico povo do bem!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘A VIRTUDE ESTÁ NO CENTRO’

O artigo de Luiza Nagib Eluf publicado em 1/9/2021 (A virtude está no centro) afronta as pessoas de bom caráter que sofreram com o desgoverno do segundo maior ladrão do mundo e da analfabeta funcional que lhe sucedeu. Dizer que um dos feitos de Lula foi sua sucessora tentar justificar a incompetência por motivo de saúde e afirmar que “infelizmente” sofreu impeachment são maneiras delicadas de nos chamar de cegos, imbecis e analfabetos. Se Dilma tivesse chegado ao fim do seu mandato, seríamos hoje uma Venezuela de dimensões continentais.

Eduardo A. Sickert Peixoto de Melo vovonumero1@hotmail.com

Marília

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CAMPANHA ELEITORAL

Li duas vezes o texto A virtude está no centro (1/9, A2). Entendi que a autora escreveu todo esse texto somente para, já no finalzinho, lançar Ciro Gomes como o candidato ideal à Presidência. Faz uma linha do tempo dos presidentes, com muita benevolência, citando os que considera como vítimas (Getúlio de um processo de impeachment, Collor de um irmão Caim, Dilma  da mídia “moedora de carne” e de um câncer, Bolsonaro de uma “repugnante” tentativa de homicídio) e aqueles que admira: Juscelino, Sarney, Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer. Como o espaço da coluna é limitado, toda essa descrição é forçosamente superficial, o que me leva a concluir que o objetivo era, mesmo, lançar Ciro, o “homem culto” que tem “paixão pelo Brasil”.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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E DAÍ?

É estarrecedor! O tal guru da economia e superministro do governo Jair Bolsonaro, escolhido como salvador da Pátria dos empresários e defensores do liberalismo e do agronegócio, parece saber pouco ou quase nada do país onde mora e trabalha. Sabe pouco ou ignora, o que é pior. Dias atrás, numa empreitada contra a maioria dos brasileiros, Paulo Guedes disse a seguinte frase: “Qual o problema agora que a energia vai ficar um pouco mais cara porque choveu menos?”. A fala daquele que era a esperança de novos rumos econômicos para o Brasil caiu como um punhal no peito do trabalhador brasileiro que não tem condições de arcar com nenhum custo a mais dentro de casa e que está literalmente lutando para pagar contas de energia atrasadas e ainda ter de sobreviver com um pífio salário inflacionado e desvalorizado. O problema é que milhões de brasileiros estão passando fome, milhares deles nem luz têm no barraco e vivem iluminados de dia pelo sol e à noite por velas. São mais de 14 milhões de desempregados, e aqueles que estão empregados recebem um salário que mal compra uma cesta básica, que mal sustentam a família e têm de fazer bico para pagar o aluguel. A Matemática é uma ciência exata e, no Brasil de hoje, um salário mínimo deveria estar por volta de R$ 5 mil. Isso tudo sem contar outras declarações do ministro, como também do mandatário da Nação, contra a economia popular, contra os mais pobres deste país. Exemplos é que não faltam, e a que ficou mais notória foi dita em fevereiro de 2020, ao comentar sobre o câmbio baixo do dólar. Segundo ele, a movimentação da moeda significava importar menos e fazia com que “até empregada doméstica” pudesse visitar a Disneylândia. “Todo mundo indo para Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada”, disse Paulo Guedes, ao aconselhar que as pessoas viajassem somente pelo Brasil. Quanto ao aumento da conta de luz, para o que o ministro disse “e daí?”, seu chefe e “mito” (?) aconselhou a todos apagarem um “ponto de luz de suas casas”. Agora, será que este governo incompetente e negligente já não sabia que a nossa dependência das hidrelétricas é uma bomba-relógio refratária que depende de chuva, de São Pedro?

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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NOVA VARIANTE DO CORONAVÍRUS

A variante Mu do Coronavírus, localizada em janeiro na Colômbia, vem se espalhando pela América do Sul e tem mostrado sinais de possível resistência à vacina.‎ Globalmente, a variante ainda representa menos de 0,1% de todos os casos em todo o mundo. Mas na Colômbia e no Equador ela responde por aproximadamente 39% e 13% dos casos.‎ Sugiro providenciar a mudança do Brasil para o continente da Oceania ou coisa deste gênero. Ou fechar a fronteira amazônica e os aeroportos, como nunca antes se fez. E rezar muito. Ninguém aguenta recomeçar esta história tudo de novo.

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

 

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