Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2021 | 03h00

Dia da Pátria

Festa x enfrentamento

Tradicionalmente, no 7 de Setembro o povo ia às ruas para assistir às belas comemorações, aos desfiles das escolas de suas cidades, com suas fanfarras, numa competição saudável, trazendo alegria para uma festa democrática, diria até mesmo ufanista. Entretanto, neste Brasil de hoje – com seus quase 590 mil mortos por uma pandemia mal enfrentada, a volta da temida inflação, cerca de 17 milhões de pessoas que voltaram à pobreza, 14 milhões de desempregados, com a economia cheia de incertezas e volatilidade –, pelo que se noticia, a comemoração do Dia da Independência neste ano corre o risco de ser de manifestações antidemocráticas. É que o Poder Executivo, que faz do conflito seu método de atuação, com essas manifestações visa a atingir outros Poderes da União, que a Constituição, em seu artigo 2º, determina serem independentes e harmônicos entre si. Este 7 de Setembro terá “cara de golpe”: não haverá as comemorações de outrora e os atos programados trazem desconfiança e medo de enfrentamentos entre brasileiros, cuja maioria nunca almejou um País como o de agora: sem paz, sem ordem, sem progresso, sem esperança.

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO ENIMARTIN@UOL.COM.BR

BOTUCATU

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União

O que entristece é ter um presidente que divide o País. Não deveríamos estar fazendo manifestações separadas, com raiva e ameaças, mas unidos contra a inflação, o desemprego, a covid, a corrupção, a fome, e a favor da educação, do meio ambiente, das reformas prometidas, da democracia e do Estado de Direito. Preservar os alicerces da democracia é essencial. O 7 de Setembro pertence a todos os brasileiros, e não com armas na mão, mas com a esperança de um futuro para todos.

REGINA HELENA THOMPSON REGINATHOMPSON@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Brava gente

“Os grilhões que nos forjava/ Da perfídia astuto ardil/ Houve mão mais poderosa/ Zombou deles o Brasil” – Hino da Independência, versos de Evaristo da Veiga. O importante é que o Brasil continue podendo zombar das mãos mais poderosas. Feliz Dia da Independência.

JORGE A. NURKIN JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Petrobras

Interessante e até didático o artigo A saga que R$ 2 não contam (5/9, A2), do presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna. Mas para saber se o preço cobrado dos consumidores pela gasolina e pelo GLP não está exagerado – alguém considera R$ 6 por litro um preço normal para a gasolina ou R$ 100 por 13 kg de GLP? – seria necessário mencionar o lucro de cada etapa, de cada agente envolvido, da pesquisa e produção à distribuição final. De fato, alguém pode estar embolsando mais do que seria justo para comercializar produtos essenciais. Os tributos, por exemplo, são um contrassenso. O resto se observa nos balanços. A Petrobras está recuperando nos lucros tudo o que lhe foi subtraído durante os governos petistas (e todo mundo fora das grades).

ADEMIR VALEZI ADEVALE@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Pandemia

Terceira dose

A respeito do texto Coronavac e 3ª dose de idoso (4/9, A16), Fernando Reinach tem formação que o qualifica como cientista de primeira linha. Sua análise sobre qual seria a melhor vacina de reforço para os idosos o comprova. Agora, dizer que Tarcísio Meira morreu por insuficiência vacinal é, no mínimo, leviano. Sabe ele das condições clínicas de Tarcísio? Chega de exercício ilegal da medicina no nosso país.

ARTUR BELTRAME RIBEIRO, professor aposentado de Medicina

BELTRAME2804@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Irresponsabilidade

O artigo de Fernando Reinach acerca da terceira dose da Coronavac em idosos está claro e cristalino. Segundo o biólogo, “os dados divulgados atestando a baixíssima eficácia dessa vacina nessa população foram fornecidos por órgãos governamentais e analisados por epidemiologistas de diversas universidades e institutos de pesquisa do Brasil e do exterior”. Insistir no seu uso em idosos seria, segundo a opinião de Reinach, “decisão de alto risco, para não dizer eticamente inaceitável”. Para não dizer, na minha opinião, irresponsável.

LUCIANO HARARY LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Abusos nas calçadas

Excelente que as calçadas sejam destaque no Estado e motivo de cobrança da gestão da locomoção urbana (5/9, A3). Se ao menos o poder público coibisse os abusos na sua ocupação irregular por bares e restaurantes, fazendo cumprir a legislação que já existe, teríamos o início do resgate desse espaço na via pública para o pedestre. Infelizmente, nem na Avenida Brigadeiro Faria Lima (ver esquina com Rua Padre Carvalho) a legislação e os pedestres são respeitados, quanto mais nas demais vias da cidade.

JAQUES MENDEL RECHTER JAQUESRECHTER@GMAIL.COM

 SÃO PAULO

Paralimpíada

Time Brasil

Felicitações ao Time Brasil, que encerrou sua bem-sucedida participação na Paralimpíada de Tóquio 2020 com uma campanha histórica, figurando em sétimo lugar no ranking mundial, tendo conquistado nada menos que 72 medalhas, 22 delas douradas. Bravo, Brasil!

J. S. DECOL  DECOLJS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Parabéns

Os atletas brasileiros realmente fizeram bonito na Paralimpíada de Tóquio, ficando em sétimo lugar na classificação geral. Conquistaram 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze. Estão de parabéns os nossos atletas paralímpicos.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MAU HUMOR

Amigos dizem que meus comentários políticos são sempre mal humorados. Mas como manter o bom humor lendo as notícias do Estadão de sábado (4/9)? A imensa maioria dos brasileiros considera o Estado brasileiro hipertrofiado, como um tumor que vai paulatinamente destruindo a vitalidade da Nação. Só aqueles que trabalham para este Estado discordam dessa afirmação e fazem de tudo para que o status quo seja mantido. Já há algum tempo se cogita de promover uma reforma administrativa para diminuir o tamanho do Estado e, principalmente, acabar com os escandalosos privilégios dos servidores públicos. No entanto, a manchete do jornal de sábado informava que Governo prevê 73,6 mil novos servidores e gastos de R$ 5,3 bi. Isso significa que, se em consequência o Estado não aumentar, vai, na melhor hipótese, manter o seu tamanho. Nunca diminuir. Já na página B4 do caderno Economia & Negócios, no artigo A contrarreforma administrativa, três especialistas em Economia resumidamente dizem: “Mais uma vez, mudanças são feitas (no projeto de proposta administrativa, grifo meu) para não mexer nos privilégios”. Pode isso? Dá para não ficar de mal humor? Ou seja, continuamos vivendo numa ditadura cujo poder está com os que fazem parte desTe descomunal cabidão de empregos em que vem se transformando o Estado brasileiro (dentro dele os membros dos Três Poderes da República).

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL NA LAMA

Existem acachapantes evidências de crime de peculato praticado pela família Bolsonaro, confissões, testemunhos, sinais exteriores de riqueza incompatíveis com os rendimentos. Não é novidade que Jair Bolsonaro e sua família se esbaldam com o esquema das rachadinhas. 30 anos roubando dinheiro público, nas barbas do Congresso, da Procuradoria-Geral da República, do Ministério Público, do Supremo Tribunal Federal (STF), e ninguém faz nada. O Brasil não tem mais a menor condição de se apresentar na comunidade internacional. Esse padrão de corrupção não é aceito em lugar algum do mundo, só nas piores ditaduras africanas se rouba tanto, por tanto tempo, sem que nada aconteça. Não é à toa que Bolsonaro está empenhado em implantar logo aqui uma ditadura para chamar de sua.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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GUERRA PERDIDA

Na véspera do 7 de Setembro, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que “com flores não se ganha guerra” e, ainda, que, “se você quer paz, se prepare para a guerra”. Não, senhor presidente, nem sempre se ganha uma guerra com flores; porém, à exceção de Gandhi, que ganhou a sua guerra e a da independência da Índia com flores, nós temos de ter vacinas para ganharmos a nossa guerra particular contra a pandemia, coisa que o senhor não fez, ou seja, o senhor não se preparou devidamente para esta nossa guerra; e, igualmente ainda, senhor presidente, queremos, sim, a paz de uma pós-pandemia, mas, novamente, o senhor não quis se preparar para esta nossa guerra e, agora, vem com esta sua conversinha esquisita para enganar trouxa, intentando aparentar o que não é, e o que jamais foi ou será: um verdadeiro patriota pronto e disposto a liderar a sua tropa de cidadãos honestos e decentes para uma vitória honrada nesta guerra contra a covid-19; não, senhor presidente, o senhor não passa de um falastrão desajeitado que está totalmente deslocado neste cargo destinado apenas aos grandes homens desta nação brasileira.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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IDENTIDADE

O presidente Bolsonaro quer se apropriar do dia da Proclamação da Independência. Melhor seria o Dia de Finados.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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AS COMEMORAÇÕES DE BOLSONARO

Para Bolsonaro, não faltam motivos para comemorações em 7 de Setembro. Afinal, a inflação está em alta, a gasolina está em alta, a comida está em alta, os óbitos pela covid-19 estão em alta, a maracutaia na compra da vacina está em alta, a falta de vacina está em alta, as arruaças estão em alta, o desrespeito às instituições está em alta, as ameaças ao STF e ao Congresso estão em alta, as “rachadinhas” estão em alta. Na verdade, com tantas “altas”, só resta comemorar no Dia da Independência do Brasil, não é mesmo, Bolsonaro?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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QUE VERGONHA!

Bolsonaro diz que não tem culpa da inflação, nem do alto desemprego, muito menos da desconfiança dos investidores. Nunca contratou nenhum fantasma em seu gabinete na Câmara, nem nos gabinetes de seus três filhos. Foi forçado a entregar seu governo ao Centrão, contra a sua vontade. Não levou ninguém à morte por ter minimizado o perigo da covid-19. A culpa pelo desastre econômico e sanitário é do STF, do Congresso, da China, da Globo, dos governadores, da mídia, da Febraban, dos comunistas, dos empresários, dos esquerdistas, dos artistas, das universidades, dos cientistas, dos jornalistas, do globalismo, do marxismo cultural, dos intelectuais, dos ambientalistas, do PT, das ONGs, da Igreja Católica, da “ditadura da minoria”, da CPI, mas nunca dele! E pensar que tem gente que irá ao ato do dia 7 apoiar este bólido! Difícil será explicar para os vizinhos que virem suas fotos estampadas nos jornais! Que vergonha!

Flávio Rodrigues rodriguesflavio@uol.com.br

São Paulo

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O SEM LIMITES

Bolsonaro acha que pode tudo pois não é brecado por quem poderia fazê-lo, que é Arthur Lira. Não tem limites pois o mundo segue regras e a Constituição. Vai cair do cavalo! As falcatruas da familícia estão aparecendo e os ratos, abandonando o barco avariado do insano presidente que nos leva ao caos. Antevejo um tombo muito feio. Com certeza, Collor estava certo ao dizer que o tempo é o senhor da razão. Bolsonaro é fixado em morte, está cavando a própria sepultura e, como um faraó, será enterrado com sua familícia.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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ARTHUR LIRA!

Depois das ameaças, nada veladas, do presidente Jair Bolsonaro aos ministros do STF, o que mais o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), está esperando para colocar um dos 126 pedidos de impeachment na pauta? Ou sua pauta é só dos seus interesses?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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OU TUDO OU NADA PARA BOLSONARO

A data da Pátria, 7 de setembro, será para Jair Messias Bolsonaro o dia do tudo ou do nada, porque jogou tudo no dia, como já fez outras vezes em sua carreira. Em 1987, a revista Veja publicou o plano de Bolsonaro para explodir bombas em quartéis militares, tendo como motivação os baixos salários dos militares. É a primeira e notória manifestação de sua índole terrorista e agressiva, culminando, agora, com a manifestação do 7 de setembro, após inúmeros chamamentos para os que compraram fuzis com dispensa do necessário feijão. Nota-se, no entanto, desta vez, o desespero estampado em sua face, porque conhece as forças grandiosas de oposição que bloqueiam as suas pretensões ditatoriais, e estas não vão permitir que a data da Pátria se transforme na data da ditadura de Bolsonaro. O seu golpe, rasgando primeiramente a Carta Magna, pode ter duas consequências, como sabe ele: ou vencerá golpeando a democracia ou será vencido pelo derretimento das ações necessárias ao golpismo. De outro lado, grandes forças da oposição pregam a alternativa de que se deve deixar Bolsonaro e seus adeptos sozinhos a clamar por males por eles mesmos criados, o que não é aceito por outras alas de contestação ao presidente. Conclusão necessária: se ganhar, ainda terá muito que enfrentar e muitos brasileiros vão sofrer, mas lutando por não aceitarem suas diretrizes ditatoriais. Se perder, não mais terá condições de governar, e o seu impeachment deverá ser posto na mesa da Câmara dos Deputados, até porque o Poder Legislativo exigirá que a providência tenha desenvolvimento. E, então, mais uma página horrenda será virada na História do Brasil, valendo como exemplo para o eleitorado brasileiro. A nossa Pátria precisa caminhar e progredir, com paz e tranquilidade.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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COMEMORAÇÃO SEM RESSACA

7 de setembro, data em que comemoramos nossa independência  e que, graças ao ogro boquirroto mito(i)lógico que perambula pelos sombrios porões dos palácios planaltinos e pelo clima beligerante  demonstrado pelo também pelo encantador de asininos e exímio tocador de berrante, foi transformada no dia em será declarada a guerra civil em nosso país. Ao declarar guerra ao STF, na figura de dois de seus 11 ministros, o presidente pretende derrubar as normas democráticas vigentes e instituir, na sua limitada concepção e compreensão, uma “democradura”. Sua reles e vil intenção não visa a outros interesses, senão a salvaguarda dos seus próprios e de seus familiares. Racha o País para salvar as rachadinhas, tão caras (literalmente) ao seu clã. Vende mentiras para encobrir as enlameadas verdades que sujam a sua já suja figura, até o pescoço. Tange ao seu bel prazer um bando de idiotas desprovidos de massa cerebral. Fomenta uma revolta sem medir seus resultados ou consequências. Espero que as bravatas deste insano não sejam efetivamente levadas a sério e que possa o Brasil acordar no dia seguinte apenas lembrando as comemorações, e não a terrível ressaca que nos rodeia e se faz presente.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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LÁ VEM O BRASIL DESCENDO A LADEIRA

Quando Moraes Moreira compôs a canção Lá vem o Brasil descendo a ladeira, que se transformou num alegre hino, ninguém imaginava que descer a ladeira acabaria ganhando uma conotação negativa, de descer realmente, rolar ribanceira abaixo, ir para o fundo, para o esgoto da História, ao contrário da sensível representação de um país desfilando na avenida, com a multidão engrossando o cordão para comemorar o carnaval ou que festa fosse, uma micareta, uma procissão, mas não um enterro. Hoje, entretanto, vemos rolar ladeira abaixo todos os valores que o povo do País soube criar, imaginar, realizar e defender: a começar do mais importante, a dignidade de um povo que, apesar de escravizado, vilipendiado, roubado e trapaceado por séculos de exploração descarada das classes abastadas, não desistiu de lutar pela liberdade, pela educação, pela saúde, pela dignidade e superioridade dos que se libertaram do tronco onde eram chicoteados impiedosamente até sangrar por nada, nada além de lutar pela liberdade e pelo direito de ter direitos, como os demais. Hoje, infelizmente, descer a ladeira tem o pior dos sentidos, significa afundar, chafurdar na lama, descer ao inferno, misturar-se ao que há de pior: o lixo, o esgoto, o chorume. Triste, não é? Foi isso que aconteceu com o Brasil, desde que o descompensado capitão terrorista da reserva assumiu o comando do País depois de quase morrer ao ser estripado num comício em Juiz de Fora. O atentado foi determinante para transformá-lo na “noiva fantasma”, aquela que foi sem nunca ter ido: uma desgraça pelada. Só que passou a se parecer com um gremlin, um zumbi, que ganhou vida própria e, desde então, vem causando um tsunami por aqui. Diariamente, ele surpreende a todos com atos e comportamentos deletérios e corrosivos. A criatura parece aquele alien do filme O oitavo passageiro, um horror! Pois, admirem-se, essa criatura reles ainda arrasta um exército de mortos-vivos com ele, lembrando, sem humor algum, a ópera-pop que dá nome ao álbum Thriller, composta e coreografada por Michael Jackson em 1982, que se transformou num dos videoclipes mais premiados da história ao ser gravado por John Landis em 1983. O videoclipe faturou oito prêmios Grammy naquele ano. Agora mesmo, está empenhado em convocar os correligionários para barbarizar no 7 de setembro que se aproxima. Autoridades, empresários, políticos, jornalistas e demais categorias que desejam que a normalidade retorne ao dia a dia do País estão apreensivos com o que o capitão e seus asseclas poderão aprontar no dia. Ele insufla todos a irem às ruas armados de fuzis e, se preciso for, fazer uso das armas caso não sejam atendidos em suas reivindicações, que são, em tese: fechar o STF e pressionar os parlamentares, no Congresso Nacional, a desengavetar uma proposta para o retorno do voto impresso já nas próximas eleições, em 2022. Esta última, uma espécie de obsessão que acometeu o mandatário e que já foi votada no plenário da Casa, sem atingir o número mínimo de votos para se tornar lei. Enfim, lá vem o Brasil descendo a ladeira, tendo à frente o tiranete Jair Bolsonaro, o Bozo, terror do Brasil livre e responsável.

Jane Araújo janeandrade48@gmail.com

Brasília

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ULTIMATO

Ao voltar a convocar e incentivar apoiadores para as descabidas e despropositadas manifestações políticas no patriótico 7 de Setembro, o sofrível presidente Bolsonaro afirmou que “os atos marcados serão um ultimato para duas pessoas”, numa referência clara aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso. Também declarou que “nós não precisamos sair das quatro linhas da Constituição, mas, se alguém quiser jogar fora das quatro linhas, nós mostraremos o que poderemos fazer também. Junto seremos vitoriosos”. Diante de sua desrespeitosa fala, que incita os radicais de extrema-direita a fazerem do Dia da Pátria uma condenável manifestação pró-governo, coisa jamais vista nos 132 anos da República, cabe dizer que o ultimato será dado a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, se é que seu nome estará na cédula das urnas eletrônicas. Muda, Brasil. Basta de Bolsonaro.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A LOUCURA É CONTAGIOSA

Manifestações como 7 de setembro será ultimato a ministros do STF, diz Bolsonaro (Estadão, 4/9) e do ministro Onix, que Convoca ato para 7 setembro em nome do poder de Deus (Estadão, 3/9), expõem a natureza demencial (para não dizer instrumental) dos aloprados do governo, que bombardeia a mente fragilizada da população. A exemplo do que aconteceu no nazismo, a população é cooptada emocionalmente por violência verbal, sendo dopada psiquicamente para agir no interesse do agitador político. Como no caso da loucura nazista, a loucura do agitador é contagiosa. Tirem urgentemente o agitador de lá.

Nelson Frederico Seiffert nfseiffert@outlook.com.br

Florianópolis

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O QUE SE ESPERA?

“Não precisamos, mas podemos jogar fora das quatro linhas da Constituição.” Mesmo com Jair Bolsonaro fazendo essa ameaça tácita ao desmonte do nosso sistema republicano e democrático vigente, nossos magistrados do Tribunal Superior Eleitoral preservam um entendimento de que uma decretação de eventual inelegibilidade de Bolsonaro seria pouco convencional e também traria reflexos para as futuras presidências. Entretanto, o momento político excepcional que vivemos está a exigir ações corretivas igualmente excepcionais, desde que permitidas constitucionalmente. Nossos magistrados superiores não podem ignorar que o atual presidente abusa de seu poder político ao discursar pela quebra da paz, além de usar indevidamente os meios de comunicação com a mesma finalidade. E este também pratica condutas constitucionalmente vedadas aos agentes públicos – como omitir-se na coordenação nacional de prevenção e combate à covid-19 –, além de acintosamente fazer propaganda eleitoral extemporânea com seus minicomícios e motociatas, utilizando-se de dinheiro do Orçamento. Nesse cenário, o mais grave é a incitação à violência ao sugerir armamento da população, como a compra de fuzis, tendo como alvos a destituição de ministros e a perseguição dos contrários. O que as instituições nacionais esperam para agir – aí incluso o Congresso? Derramamento de sangue?

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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7 DE SETEMBRO INUSITADO

Nunca tivemos em nossa história política um feriado de 7 de setembro tão inusitado como este agora que se aproxima. A semelhança com o 6 de janeiro americano, quando os adeptos do ex-presidente dos EUA, estimulados por ele, invadiram o Parlamento ianque, tem tudo para ter um fracasso histórico. Mesmo assim, a opinião pública brasileira tem de se acautelar contra estes esbirros autoritários dessas nossas figuras atuais do poder público, que passarão direto para a lixeira da nossa história política.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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EM SÃO PAULO

Inusitada, como sempre, a coletiva do ator-governador João Agripino Doria Junior (SP) sobre as medidas preventivas que o Estado adotará amanhã, dia 7/9. Juntando tudo num saco de lixo, como lhe é mister, no estilo dor de cotovelo com alucinantes crises de perdedor segregado, Doria Junior disse que “todos” os manifestantes, da Avenida Paulista e do Vale do Anhangabaú, serão revistados pela Polícia Militar. Mochilas, bolsas, bolsos e afins. Disse o poeta: “Todo artista tem de ir aonde o povo está!”. Aproveitando a sua popularidade nos bailes da vida, governador, honrando os filhos da mãe gentil, recomendo sair às ruas no Dia da Independência, em “solidariedade” aos policiais que revistarão os seus irmãos. “Com a roupa encharcada (de emoção) e a alma repleta de chão”, cantando o Hino Nacional, o povo do bem jamais se cansará de viver e de lutar pelos seus direitos e pelo respeito à Constituição federal. Paz e bem, Agripino!

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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A PM BOLSONARISTA

Tenho profunda ligação com a PM (antiga Força Pública) de São Paulo, pois três de meus tios envergaram seus uniformes contra a ditadura Vargas, sendo que um deles chegou a oficial. Em tempos mais próximos, ao menos três primos fizeram carreira na PM. Em geral, sempre que necessário fui muito bem atendido pela PM. Infelizmente, as coisas mudaram durante os anos de chumbo pela afinidade entre a PMSP e os golpistas torturadores, passei por situações desagradáveis quando voltava da faculdade portando inúmeros livros, já que estudantes eram tidos como “comunistas”. Sobrevivi. Nos dias atuais, constato com preocupação a afinidade entre as PMs e este governo golpista.

Carlos Gonçalves de Faria marshalfaria@gmail.com

São Paulo

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CHANTAGEM

A patética ameaça do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, de abandonarem a Febraban pelo apoio ao ecumênico manifesto pró-harmonia entre os Poderes, acabou no que era fácil de prever. Uma infantil e visível tentativa de chantagem dos bajuladores presidentes dos bancos estatais, o do Brasil nem tanto, para atenderem aos interesses bélicos do 7 de Setembro, armado pelo bajulado.

Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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OPORTUNISMO

Por analogia, se a Febraban recuou de emitir manifesto a favor da democracia por pressão dos bancos estatais (exclusão de algumas atividades), se estes bancos estatais prometessem “grandes negócios”, eles assinariam manifesto a favor de implantar uma ditadura?

Vital Romaneli Penha vitalromaneli@gmail.com

Jacareí

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PROVA DE VIDA

A tecnologia é muito eficiente no combate da sonegação fiscal e muito bem utilizada pela Receita Federal. Mas será que não há tecnologia disponível para substituir a tal “prova de vida”? Será que não é possível desenvolver um convênio entre os Cartórios de Registro Civil e a Previdência Social, no qual todo óbito de um aposentado seja informado à Previdência Social e, automaticamente, sua aposentadoria seja excluída do sistema, usando o CPF do falecido? Será que há muitos aposentados morrendo e sendo enterrados sem a expedição da certidão de óbito, acarretando muito desperdício de dinheiro público nas fraudes? Na minha opinião, é uma tremenda falta de sensibilidade do governo com os aposentados doentes e com seus familiares, que são obrigados, anualmente, a comprovar que estão vivos. Será que países desenvolvidos também exigem prova de vida dos aposentados anualmente?

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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