Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2021 | 03h00

Dia da Pátria

A tormenta passará

São tormentosos, neste 7 de Setembro, os devaneios do autoritarismo que conspiram contra a democracia, o Estado de Direito, as leis e a Constituição. Necessário é comungarmos conjunta e uniformemente na criação de uma intransponível barreira democrática, pontificada em torno dos ideais da República, para reafirmarmos ao presidente e aos seus seguidores que fora da Constituição todo ato é renegado e criminoso. E não permitiremos devaneios intimidatórios ou arroubos golpistas que, diferente do passado, não receberam anistia, mas condenação veemente da sociedade civil organizada, dentro dos supremos limites da Constituição. A democracia viverá livre e independente. Para nossas instituições republicanas, independência; para o autoritarismo e o golpismo, a prisão; e para o circunstancial presidente, o impeachment, pela incompetência, inaptidão e deficiência democrática.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO RENATONASCIMENTO@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

*

Grito do 7 de Setembro

A política no Brasil é um cadáver exposto a céu aberto. O atual governo aliou-se a forças golpistas, fisiológicas e conservadoras, unindo-se a uma classe que defende apenas seus próprios interesses e faz uso de uma gente doente que acredita ter encontrado seu representante perfeito, o “mito”, que lhes vai surrupiando a racionalidade, usando-a na busca de romper com a democracia e endeusar a ele próprio, propagando a desordem, a enganação e o caos como instrumento de intimidação e pressão política, para atingir objetivos de poder pessoal e de seus grupos. Nossa pátria não precisa de gritos que causem mais prejuízo à paz social e insegurança. Que gritem pelos quase 590 mil mortos por uma pandemia mal enfrentada, contra a volta da temida inflação, pelos 17 milhões de pessoas que voltaram à pobreza e à fome e pelos 14 milhões de desempregados, fruto de uma economia cheia de incertezas e volatilidade.

ANDRE LANDEIRA ANDRELANDEIRA57@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Ano-novo judeu

Esperança

Oportuno e corajoso o artigo Um ano bom e doce para a convivência (6/9, A2), de Jack Terpins. Enquanto existirem pessoas dos dois lados do conflito devemos renovar nossa esperança numa paz duradoura. Dos dois lados existem mágoas, dores e medo. Mesmo assim, não devemos deixar de ter esperança de uma solução pacífica em que prevaleçam o amor e a esperança. Por isso o artigo é brilhante, pois mantém o foco nas experiências positivas ao longo do tempo. Temos um longo caminho a percorrer. Um passo de cada vez. Shaná Tová Umetuká!

GABRIEL TANNUS GTANNUS@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Brasil x Argentina

Jogo interrompido

O episódio ocorrido no domingo, com a Polícia Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interrompendo a partida de futebol entre Brasil e Argentina pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, deixou evidente perante o mundo a certeza da impunidade em território brasileiro. Os jogadores envolvidos e a delegação argentina desrespeitaram as normas sanitárias do País, numa clara demonstração de que para os estrangeiros o Brasil é a casa baderna, onde tudo pode e tudo se resolve com jeitinhos. Será que se o jogo fosse nos EUA, na Alemanha ou em qualquer outro país onde a lei é levada a sério tal vexame ocorreria?

ANA SILVIA F. P. PINHEIRO MACHADO  ANASILVIAPPM@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

No aeroporto

Por que a Anvisa esperou o jogo ter começado para montar um picadeiro internacional para envergonhar o Brasil? O procedimento de fiscalização não deveria ter sido feito no aeroporto? Quanta incompetência!

LUIZ FRID FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Os controles da Anvisa

A cada momento fica mais evidente a nossa decadência. Como é possível que alguns burocratas da Anvisa interrompam um jogo classificatório da Copa do Mundo, quando tiveram dois dias para fazer todos os controles de que precisavam? É muita palhaçada neste país, que cada vez mais se torna a chacota do mundo. Muito triste.

ALDO BERTOLUCCI ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Desrespeito

É fácil constatar que o controle sanitário de entrada no Brasil é do nível de porta de boate. Mas a delegação da equipe de futebol da Argentina infringiu, sim, as regras sanitárias vigentes no País, com direito a fraude nos formulários de entrada. Ocorre que o nosso presidente faz exatamente a mesma coisa, afinal, permitir a realização da Copa América no Brasil foi um absurdo. E ele vai além: convoca a população para atos antidemocráticos e sugere desrespeitar a Constituição. Neste 7 de Setembro, entenderemos melhor a razão do desrespeito e achincalhe argentinos.

ABEL PIRES RODRIGUES ABEL@KNN.COM.BR

RIO DE JANEIRO

*

Quarentena

Todos que tiveram contato com os jogadores argentinos que não cumpriram a quarentena não terão de cumprir quarentena também? Ou não vale para jogadores brasileiros?

VITAL ROMANELI PENHA VITALROMANELI@GMAIL.COM

JACAREÍ

*

Fórmula 1

Depois da invasão de campo pela Anvisa, o próximo evento que corre sério risco de não ocorrer é o GP do Brasil de Fórmula 1, em São Paulo. As principais equipes estão sediadas na Grã-Bretanha. De lá, partirão para um giro por EUA (22-24 de outubro), México (29-31 de outubro) para enfim virem ao Brasil (5-7 de novembro). Quando chegarem aqui, as equipes não terão cumprido totalmente os 14 dias de quarentena e poderão ser barradas, ou a Anvisa poderá invadir os boxes, para retirar mecânicos e chefes de equipe, e a pista, para paralisar os treinos e tirar pilotos de dentro dos carros.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

*

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

BOM JORNALISMO

O jornalista Carlos Alberto Di Franco, mais uma vez brilhante como sempre, em seu artigo no Estado de ontem (Jornalismo – crise versus oportunidade) faz uma analise das transformações decorrentes do mundo digital, atingindo a sociedade e o mundo jornalístico como vendaval. Mais um trabalho que guardarei.

Espero que os mandatários da imprensa leiam e reflitam sobre o que ele diz, selecionando melhor os articulistas reduzindo os que só se pautam em comentários destrutivos, sob pena de amargarem um futuro decadente.

Nelson A. Rigobelli nrigobelli@uol.com.br

São Paulo

*

CIDADANIA E IMPRENSA

Ao informar sobre o excelente debate promovido pela Fundação FHC e o Estado, em O vírus do autoritarismo (6/9, A3), o editorial nos oferece um esclarecimento magistralmente didático sobre a cidadania democrática em sua última frase: “Se cada cidadão agir conscientemente como um anticorpo, a democracia pode destruir o vírus do autoritarismo e emergir mais forte e imune às suas vertentes”. Como cidadão lembro aos Três Poderes republicanos que o anticorpo da cidadania consciente depende da independência do veículo que o transporta para o corpo da sociedade: a imprensa livre, democrática e republicana, que fiscaliza com o povo nosso Estado Democrático de Direito, estabelecido em nossa Constituição Federal de 1988. Viva o 7 de Setembro de 2021!

Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro

*

DEMOCRACIA NO MUNDO

O editorial A democracia no mundo (Estado, 6/9, A3) traz a preocupante e gravíssima informação de que, segundo o relatório anual Liberdade no Mundo da Freedom House, 2020 foi o 15.º ano consecutivo de declínio da liberdade global. Se, em 2005, a organização identificava 89 países considerados “livres”, hoje são 82. Os países “não livres” passaram de 45 para 54. Menos de 20% (!) da população mundial vive em um país livre. Mas a deterioração em 2020 foi inaudita: 3 em 4 pessoas vivem em um país que experimentou o declínio. A "diferença democrática" – o número de países que melhoraram menos o de países que declinaram – foi a maior da série iniciada em 1995: 45. Como bem diz o editorial, ”a liderança e a solidariedade global dos estados democráticos é urgentemente necessária. Os governos que compreendem o valor da democracia, incluindo a nova administração em Washington, têm a responsabilidade de se reunirem para entregar seus benefícios, combater seus adversários e apoiar seus defensores. Empenhar-se nesta missão não é tarefa fácil, mas também não é uma opção: é questão de vida ou de morte da liberdade”. Nestes tempos sombrios e trevosos que o País vive sob o autoritário, liberticida e fascistoide desgoverno Bolsonaro, suas palavras não poderiam soar mais apropriadas como alerta para os dias que virão. O ovo da serpente está sendo chocado a olhos vistos no Palácio do Planalto. Cuidado, Brasil. Democracia sempre, ditadura, nunca mais. Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

CONVENIÊNCIAS, INCONVENIÊNCIAS E MALANDRAGEM

Li no Estadão de ontem sobre a decisão da Anvisa de suspender o jogo entre Brasil e Argentina porque o time da Argentina desrespeitou a legislação brasileira. Alguns, como o presidente da AFA, ficaram indignados. Teatro, claro. Eu recebi tudo isso sem surpresa, e com uma mistura de tristeza e “gaiatada”. No Brasil nos acostumamos a “flexibilizar” as normas de acordo com as conveniências e inconveniências do momento, e, principalmente, das pessoas envolvidas. Vimos isso com tamanha crescente frequência nos últimos anos que o simples protesto ou manifestação contra essa cultura “flex” gera verdadeiro e justificado temor jurídico. Jogar o jogo “flex” é jogar o jogo do malandro, principalmente o malandro poderoso, que acha que tudo pode. Às favas com a lei! La garantia soy yo! Enquanto a lei favorece o malandro e seus amigos, tudo certo. Mas o malandro poderoso pode quase tudo, mas não tudo. Quando, por qualquer inconveniência, a malandragem não dá certo, entra em ação o roteiro que nos acostumamos: indignação, ameaças, caneta amiga de juiz, etc. Foi o que vimos em Itaquera nesse último domingo. Infelizmente para a AFA, não deu tempo para a caneta amiga entrar em ação para salvar a malandragem. O problema é que essa impunidade quase generalizada da malandragem cria uma cultura de desrespeito completo ao ordenamento jurídico como um todo, cultura cujo principal motor de crescimento têm sido justamente as ações das instituições que deveriam preservar as leis. Ainda que muitos neguem, a sociedade vem se cansando desse jogo pelo simples fato de que ele desgasta o tecido social. Afinal, as leis refletem a cultura e os valores de um povo, e o brasileiro médio, mais bem informado, já começou a entender que sociedades prósperas não flexibilizam suas normas de acordo com a conveniência ou inconveniência da sua aplicação e não oferecem guarida a malandros. Enquanto a lei for desrespeitada e a malandragem perseverar no Brasil, o brasileiro vem começando a entender que não podemos esperar nada além de retrocesso econômico e instabilidade social no nosso país. O Brasil precisa sair desse ciclo vicioso jurídico com urgência. Procura-se um estadista.

 Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

*

ANVISA COM A BOLA EM JOGO

Depois de driblada no aeroporto pelos argentinos, a atrapalhada e desnorteada Anvisa resolveu entrar em campo uniformizada de dona da verdade. O presidente da entidade, Antonio Barra Torres, literalmente barrou o jogo. Assumiu o papelão. Deleitou-se com seus 15 minutos de fama. Mais do que merecia. Os alto-falantes do estádio do Corinthians anunciaram as substituições, diante da perplexidade geral: saem Messi e Neymar, entra o perna de pau, Antonio Barra Torres.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

O BRASIL IRÁ À COPA?

Se a decisão for da Anvisa, parece que não. Senão vejamos: a) interferiu em jogo classificatório já iniciado, pretendendo cobrar a retirada de campo de 4 jogadores da Argentina; b) propiciou que todos os jogadores argentinos se retirassem de campo, irritados com a decisão de retirada imposta a seus companheiros; c) ninguém esclareceu se os jogadores estavam vacinados ou não; e d) quais os órgãos e autoridades envolvidos na entrada desses jogadores no país?

Em consequência, se a Fifa resolvesse interferir, o Brasil poderia eventualmente ser punido com a exclusão do processo classificatório e até ficar fora da Copa do Mundo pela primeira vez? Se isto vier a ocorrer, quem assumirá a responsabilidade?

Lairton Costa lairton.costa@gmail.com

São Paulo

*

BRASIL X ARGENTINA

O clássico Brasil e Argentina de futebol sempre foi cheio de tensões e emoções. Esse último agora superou em tudo os anteriores, com paralisação logo no início da partida, em razão de violação de regra sanitária por parte dos argentinos. Tal fato faz com que o mundo veja que nós, latino-americanos, não obedecemos às regras científicas que o mundo civilizado adota em todo o planeta, neste momento de pandemia de covid-19.

José de Anchieta Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

PELÉ

Porque será que nenhum órgão da nossa mídia jornalística, televisiva ou qualquer outro órgão informativo não noticia que o nosso ídolo Pelé está, há seis dias, internado em um hospital?

Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo

*

COMEMORAR INCINERANDO

Jair Bolsonaro deveria comemorar o Dia da Independência com a incineração dos mais de R$ 243 milhões perdidos em vacinas, testes e remédios vencidos e impróprios para o consumo, em praça pública. Afinal, o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos, é considerado o cemitério de insumos do SUS, onde está todo esse material perdido. Mesmo assim, ainda tem psicopata pretendendo se reeleger. Quanta pretensão!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

AS INCERTEZAS DESTE 7 DE SETEMBRO

Além da celebração do 199º aniversário da Independência, vivemos neste 7 de Setembro a preocupação com o equilíbrio institucional. A querela entre Executivo e Judiciário, protagonizada pelo presidente da República e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mais a omissão do Legislativo (Senado e Câmara Federal) na prerrogativa de decidir sobre os pedidos de impeachment do presidente e dos ministros, conduzem a Nação a um mar de incertezas. Seriam bravatas os “ultimatos” de Jair Bolsonaro a ministros da Corte Superior; o que representam os procedimentos radicais e invasivos do STF sobre a área de atribuições do Executivo e do Legislativo? E as prisões incomuns de políticos e militantes que o STF vem decretando por conta própria e agindo cumulativamente como investigador, acusador e julgador, como terminarão? E as atitudes de ministros contra o governo? As narrativas, intransigências e impropriedades vêm em larga escala desde o impeachment de Dilma Rousseff e da derrocada do Partido dos Trabalhadores nas urnas de 2018. O clima pesado do período eleitoral não cessou mesmo depois de conhecidos os resultados e empossados os eleitos. E a sociedade paga o preço da instabilidade. O espírito belicoso se faz presente na militância – hoje polarizada entre direita e esquerda – e polui até os chefes e altos integrantes dos Poderes que, tendo a obrigação de mantê-los, jamais deveriam radicalizar. As expectativas de hoje vão da possibilidade ou não de as Forças Armadas darem o golpe – fechar o STF, o Parlamento e afastar o presidente da República – para começar tudo de novo. Não é crível que vamos chegar a tanto nem que em função do que acontecer nas ruas haja alteração institucional. Poderão, no máximo, alguns contendores saírem fortalecidos e outros enfraquecidos e essa nova relação de forças levar a um acordo onde cessem as brigas. Só isso já seria uma boa solução para o País. Ninguém sabe ao certo o tamanho do cacife que cada um dos briguentos institucionais carrega em suas costas. Torcemos para que não seja o suficiente para encarar a solução de força, que não interessa a nenhum de nós brasileiros. 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                  

*

SAUDADES DO 7 DE SETEMBRO

Que saudades tenho dos antigos desfiles de 7 de Setembro! Quando ainda não tinham sido transformados em meros e enfadonhos discursos políticos. Como, parece-me, estamos ameaçados de ver neste ano. Calcados no ódio e no incentivo a uma indesejável separação entre os brasileiros. Ou coisa ainda pior. Quando teremos novamente, na data, as comemorações e demonstrações de outrora? Para assistirmos tranquilos ao desfile de nossas Forças Armadas (e Amadas) lastreadas no espírito de orgulho à Pátria e, principalmente, na UNIÃO de todo o povo brasileiro? 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br         

Ribeirão Preto                          

*

MENTIRAS E VERDADES NO 7 DE SETEMBRO

O golpe de 1964 foi no “dia da mentira”, que os militares insistiram em retroceder um dia para não ficar na piada. O deste 7 de Setembro talvez estabeleça a verdade de um governo perverso com uma base minúscula, mas extremamente criminosa e armada. Quero meu Brasil de volta, independente desta familícia obscurantista!

Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

*

ANVISA CANCELA O 7 DE SETEMBRO

Assim como a ANVISA cancelou o jogo Brasil X Argentina, por razões sanitárias, deveria, por razão muito maior, cancelar os desfiles de 7 de Setembro, tanto patrióticos como políticos, que terão um milhão de motivos a mais, se for levado em conta o número de pessoas envolvidas. Ainda há tempo para isto, tanto para o bem da saúde física como mental do povo brasileiro e da nossa democracia em perigo. Se o doutor Antonio Barra Torres cancelar as manifestações de 7 de Setembro, voto nele para presidente da República em 2022.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

*

OCUPAÇÃO MÁXIMA DA AVENIDA PAULISTA

Em toda manifestação na Av. Paulista, os meios de comunicação avaliam o público presente. A referida avenida possui, da Praça Osvaldo Cruz até a Rua da Consolação, 2.500 m, com largura máxima de 80 m, isso significa cerca de 200 mil metros quadrados de área ocupável. O numero máximo de pessoas por metro quadrado normalmente se admite ser de 4, num arranjo de pessoas lado a lado, ombro a ombro, resultando no máximo em 800 mil pessoas. Numa manifestação desse tipo, com carros de som, bandeiras, cachorros, carrinho de bebê, esse numero máximo é impossível de ser atingido, devendo-se usar então o numero de 3 pessoas por metro quadrado, ou seja, 600 mil pessoas. Números de 1 milhão ou 2 milhões, como às vezes aparecem, não devem então ser considerados.

Abilio F. Nunes abilio69br@yahoo.com.br

São Paulo

*

A PÁTRIA QUER PATRIOTAS

Somente os patriotas poderão fazer com que o Brasil saia do marasmo econômico em que se encontra, impulsionando as fórmulas necessárias ao desenvolvimento e progresso: reformas administrativa e fiscal, privatizações e obediência estrita ao teto de gastos. Somente os patriotas poderão fazer com que os limites a interesses particulares sejam impostos, e somente eles, ainda, poderão impedir que Bolsonaro rasgue a Carta Magna e procure enterrar nossa democracia e os direitos e deveres que nela se embasam. O 7 de Setembro é o dia dos patriotas, e não de destemperos e ataques inconstitucionais.

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

*

BOBO NÃO É

Fazendo campanha contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, Bolsonaro quer a garantia de ter um juiz favorável a ele no TSE até as eleições. Sabe que quem presidirá o TSE após Alexandre de Moraes será o ministro Kassio Nunes Marques, que foi por ele indicado, e que, ao final de 2022, será substituído pelo ministro que for aprovado para substituir o Marco Aurélio Mello no STF. Assim, se conseguir tirar os ministros Barroso e Moraes, terá avenida livre e aberta à sua frente até as eleições.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

SUMIÇO DO LOBO

A informação do Banco Central do Brasil é de que já circulam milhões de cédulas de R$ 200 em nosso país. Até o momento, não vi nem a cor do lobo-guará, porém, com tantos incêndios em nossas florestas, será mais fácil ver um lobo-guará no quintal de casa do que em nossa algibeira.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

NOVO CANGAÇO

As cenas de assalto realizadas por meliantes do novo cangaço são impactantes, midiáticas. Devem obviamente ser combatidos. No contexto da subtração, vemos que o novo cangaço tem o mesmo peso do antigo: trata-se na realidade da escala mais baixa de organização contraventora se formos contabilizar montantes roubados. Para darmos o peso correto, outras categorias devem ter maior protagonismo. Neste particular, a corrupção ganha de barbada. Trata-se do roubo efetuado na surdina, em esfera federal, estadual e municipal, utilizando figuras de projeção, acima de qualquer suspeita, que se aliam entre políticos e esfera privada. Está em baixa na mídia, apesar de a CPI da Covid mostrar seu potencial. Como se vê pelo acontecido com a Lava Jato, a punição será de baixo potencial de efetivação, o que a torna muito atrativa. Maior sofisticação fica a cargo de hackers que, com sua expertise virtual, se tornam capazes de desvios financeiros milionários, seja de contas bancárias, seja com pedidos de resgate por bloqueios ou informações sigilosas rastreadas. Pirâmides financeiras são notícias que voltaram a ter protagonismo. O Pelé desta área, Madoff, ganhou bilhões e tungou gente grande. E assim vive o povo assistindo a esses desvios que não se punem com a abrangência devida e que, para efeito de ressarcimento, lhe imputam encargos na forma de aumento de impostos ou taxas bancárias. Sem contar aquilo efetivamente perdido. Cruel. 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

*

BRASIL SEM VERGONHA

Imagine uma empresa em que cada funcionário pudesse contratar uma centena de assessores, parentes, amigos, amantes ou apenas um CPF qualquer. Sem qualquer processo seletivo, sem experiência, sem currículo, sem função específica, esses assessores não teriam sequer que aparecer para trabalhar. No fim do mês, cada um desses assessores receberia seu generoso salário e entregaria boa parte para o amigo que arrumou a boquinha. Essa empresa existe e se chama Brasil. O presidente da República está há 30 anos praticando esse crime, todo mundo sabe e ninguém faz nada. O Brasil precisa de uma revolução que não deixe pedra sobre pedra nesse lixo todo que aí está.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

ICEBERG DA PANDEMIA

“Temos visto, cada vez mais, alterações prolongadas na qualidade do sêmen e dos hormônios de pacientes que tiveram Covid-19, mesmo naqueles que apresentaram quadro leve ou assintomático”, declarou o dr. Jorge Hallak à Agência Fapesp. Aquilo que estamos enxergando a respeito da pandemia pode ser apenas a ponta do iceberg. Há uma série de comprometimentos silenciosos, os quais só irão aflorar com o tempo. 

Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

*


 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.